quarta-feira, 17 de junho de 2009

O Tango de Évora


A chuva cessou. Como uma lágrima de prazer, o orvalho rola para ver o resplendor do tímido desabrochar das flores. Os pardais respingam as gotículas suadas de uma chuva já inexistente. O vento empurra as pesadas e negras nuvens para outras terras abençoar. Nas poças de àgua, o refletor do céu era formado. Libélulas e seus vôos em plena superfície do líquido das tetas nebulosas.
A luz solar risca no céu as sete cores de um colorido arco de íris.

As Fadas dançavam em volta de uma planta respingante e cantavam em uma linguagem mágica e sagrada.

E quando menos se esperava, surge ela. Bela, mágica, humana, mulher. A Bruxa que veio de Évora em sua mais magnífica determinação como uma leoa à procura de abrigo. Com suas mãos cuidadosas, em um corte sem sangue, extrai ervas para seus feitiços caseiros.

Distribui saudações e bençãos aos seres elementais e contribui contra a fome dos pássaros com suas humildes migalhas de pão seco.
Em seu eterno espírito feminino, colhe uma flor e depositá-a por trás de sua orelha; que já escutou a própria Mãe-Natureza entre gritos de dor e gemidos de prazer.

Com uma leve brisa, ela sente o que há de vir em um amanhã inesperado e inexplicável.

A romã colhida da árvore é para colocar sabor em seus lábios; que descansam após o recital de encantamentos. Uma mordida, várias semente e um pacto com os antigos está lançado.

Em suas vestes místicas, ela dança com pés desnudos e em meio a lama mole da terra que tudo cria.

O perfume da grama exala sensualidade em um ar úmido e purificador.

Ela, bruxa, dança seu tango sagrado aos Deuses e à abençoada chuva, que faz crescer os verdes pastos.

Em movimentos circulares se traçam as espirais da Deusa, que jamais falece no decurso do tempo.

Com uma tesoura de prata, corta uma mexa de seus longos e negros cabelos, laçando-a em uma fita roxa enquanto dança à música feita por aves e besouros.

Um pedaço de si mesma é ofertado à natureza, livre do medo da terra e da morte; que são suas Mães.

O bailado é pausado por uma corrida repentina ao meio das árvores molhadas e em cantos melodiosos por risos e sorrisos.

Desde então, só os Deuses sabem! Jamais se ouviu palavras sobre aonde residia a bela bruxa de Évora.

As velhas lendas retrucam sobre o inferno e sobre o pecado.

Mas as bruxas antigas discordam:

“Évora, A Bruxa, vive dentro daqueles que escutam
o canto da Mãe do Mundo.”

(Autoria de Morgan le Fay)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

FADA-RAINHA TITÂNIA


Titânia é uma das Rainhas das Fadas mais conhecidas. Seu nome é o título da Mãe Terra como origem de todos os Titãs gigantescos, Com o tempo, o tamanho das fadas diminuiu e deixaram de ser maiores que os mortais para serem bem menores que eles.

Com 31 anos, em 1595, o jovem William Shakespeare, escreve sua obra "Um Sonho de uma Noite de Verão", imortalizando a bela Titânia, a qual concede o título de Rainha dos Duendes e das Fadas.

No original inglês a obra se chamou "Midsummer's Nihht", que significa literalmente "Noite do solstício do verão", que no hemisfério norte, corresponde a noite de São João, quando as leis mortais caem derrogadas e o mundo das fadas e dos duendes saem à superfície para celebrar suas festas.

A genialidade dessa obra visa fundir todos os componentes da tradição popular referente ao mundo das fadas, até criar uma obra literária em que a imaginação e a realidade se misturam. Assistimos a dois mundos paralelos que convivem e se confundem: a realidade representada por dois casais apaixonados que se encontram no bosque e a fantasia encarnada pelas fadas. Estes dois mundos, em aparência tão distantes, terminam influenciando-se, de modo que as fadas intervêm na vida dos homens.

Shakespeare utiliza os diálogos dos personagens não só para explicarmos a trama, mas sim para caracterizar seus personagens.

Em uma cena Titânia se apresenta em uma discussão com Oberon, porque a rainha tem como pajem um rapaz que deseja Oberon como cavaleiro, porém Titânia não quer lhe entregar:

"...Entra, por uma porta, o rei das Fadas, com sua escolta, e pela outra, a rainha, com a sua.

OBERON -Orgulhosa Titânia, é mau indício assim nos encontrarmos ao luar.

TITÂNIA - O ciumento Oberon! Fadas, partamos; abjurei do seu leito e companhia.

OBERON - Detém-te, presunçosa; acata as ordens de teu senhor.

TITÂNIA - Então, senhora eu sou. No entanto eu sei que do país das fadas vieste furtivamente...."

Como indica o texto acima, o rei e a rainha entram cada um com sua escolta. Oberon, o rei das Fadas, se enfrenta diretamente com Titânia; esta não se mostra dócil nem submissa, mas sim o contesta e é o início de um ataque verbal entre ambos. Assistimos a uma rainha com caráter, orgulhosa e poderosa, que desafia o rei e demonstra que é ela quem verdadeiramente manda no País das Fadas. Mais tarde, Oberon, vencido, recorrerá aos filtros mágicos para burlar e ridicularizar a Titânia, manobra usada por quem se sabe inferior."

Em seguida, em outra cena, é a própria Titânia que se define:

"Eu não sou um espírito da natureza vulgar:o verão todavia, segue servindo-me em meu séquito..... Te darei fadas que te sirvam, e te trarei jóias do abismo do mar, e cantarão enquanto durmas achatando flores....".

A recriação do ambiente é perfeita. Shakespeare nos fala sobre o temperamento de cada um de seus personagens e o meio em que se movem. Diz Oberon em outra cena:

.."Sei o lugar onde há belo canteiro que o ar embalsama de agradável cheiro do tomilho selvagem, da sincera violeta e da graciosa primavera, onde há latada de fragrantes rosas e madressilvas nímio dulçorosas. Titânia ai parte da noite dorme sob gracioso dossel petaliforme, por danças e canções acalentada."

Outro acerto do escritor é que permite que as fadas intervenham no destino dos homens. Por erro, o duende Berto atira um filtro amoroso nos olhos de Lisandro, fazendo-lhe crer que está apaixonado por Helena, convertendo desse modo uma situação de enredo em uma cena dramática.

Essa tensão nos permite assistir a uma possível interpretação da realidade: os sentimentos dos homens não são reais, mas sim capricho das fadas ou dos deuses, que estão em um plano superior ao nosso e que brincam conosco. Não há um destino escrito para o homem, tudo pode mudar a qualquer momento e os homens são apenas marionetes nas mãos dos seres superiores.

Nessa cena as fadas intervêm na vida dos homens da mesma maneira que os deuses gregos intervinham na Ilíada de Homero.

Nessa obra de Shakespeare, no entanto, não há uma descrição física detalhada de Titânia. Sabe-se que ela é bela e possui personalidade forte, porém nada sabemos de sua aparência. Entretanto, desde que Shakespeare a converteu em mito, muitos tem sidos os retratos que foram feitos dela.

Em um quadro de Sir Joseph Noel Paton, "A reconciliação de Oberon e Titânia", nos apresenta a uma bela e nua Titânia, com cabelos em cachos e dourados, com uma cinta de flores nos quadris e longas asas. O detalhe do cabelo dourado e das longas asas da rainha, são a tônica geral em todos os quadros que foram pintados sobre ela. Em certas ocasiões aparece vestindo uma saia longa e transparente.

O cinema, no ano de 1999, sob a direção de Michael Hoffmann, nos mostrou o rosto de Titânia, encarnado desta vez pela atriz americana Michelle Pfeiffer, que apareceu de novo com seu cabelo loiro coberto de flores e com um olhar tremendamente doce.

FEITIÇO DE PODER DA RAINHA DAS FADAS

Esse feitiço consegue o poder prático da Rainha das Fadas poderosas como Titânia
para que possas alcançar teus objetivos e enriquecer tua vida.

Material:

1 anel de ouro
1 sino
rosas amarelas
1 xícara de açúcar
3 colheres de extrato de baunilha
papel de cera.

1. Desenhe um Anel feérico e espalhe as rosas amarelas em torno dele, avançando no sentido horário. Logo traça um Círculo Mágico e chama os guardiões feéricos.

2. Em seguida, espalhe o açúcar sobre o papel de cera e salpique-o com a baunilha. Misture a baunilha com o açúcar. Deixe de lado.

3. Agora faça soar o sino sete vezes e diga:

Belas e benditas Rainhas das Fadas,
por favor, ajuda-me e dá-me poder.
Enriquece minha vida com o vosso poder
cada segundo, cada minuto e a cada hora.
Pelas Damas feéricas! Benditas sejam!

4.A seguir, coloque o anel de ouro em tua mão de poder (mão esquerda). Levanta tua mão com o anel e diga:

Belas e benditas Rainhas das Fadas,
por favor, ajuda-me e dá-me poder
Enriquece minha vida com o vosso poder
cada segundo, cada minuto e a cada hora.
Pelas Damas feéricas! Benditas sejam!

5.Agora, recorte uma porta de energia em teu círculo mágico e saia para o exterior com o papel de cera e o açúcar. Espalhe o açúcar sobre a terra e repete:
Belas e benditas Rainhas das Fadas,
por favor, ajuda-me e dá-me poder
Enriquece minha vida com o vosso poder
cada segundo, cada minuto e a cada hora.
Pelas Damas feéricas! Benditas sejam!

6. Quando tive acabado, volte a entrar em tua casa, dê graças as Rainha das Fadas, despeça-te dos guardiões e levanta teu Círculo Mágico.

7. Use o anel para atrair para tua vida energias enriquecedoras e doadoras de poder das Rainhas das Fadas, cada segundo, cada minuto e cada hora.

ORAÇÃO DAS FADAS

Espírito de sabedoria, cujo sopro dá e retorna a forma de todas as coisas;
tu, diante de quem a vida dos seres é uma sombra que muda e um vapor que passa;
tu que sobes às nuvens e que caminhas nas asas dos ventos;
tu que expiras, e os espaços sem fim são povoados;
tu, que aspiras, e tudo o que de ti vem a ti volta: movimento sem fim na estabilidade eterna, sê eternamente bendito.
Nós te louvamos e te bendizemos no império móvel da luz criada, das sombras, dos reflexos e das imagens, e aspiramos incessantemente à tua imutável e imperecível claridade.
Deixa penetrar até nós o raio da tua inteligência e o calor do teu amor: então o que é móvel ficará fixo, a sombra será um corpo, o espírito do ar será uma alma, o sonho será um pensamento.
E nós não seremos mais arrastados pela tempestade, porém seguraremos as rédeas dos cavalos alados da manhã e dirigiremos o curso dos ventos da tarde, para voarmos diante de ti.
Oh espírito dos espíritos,
Oh alma eterna das almas,
Oh sopro imperecível de vida,
Oh suspiro criador,
Oh boca que aspiras e expiras a existência de todos os entes, no fluxo e refluxo da tua eterna palavra, que é o oceano divino do movimento da verdade.

Oração


ORAÇÃO A GRANDE MÃE


Mãe nossa que estais no céu, na terra e em toda parte, bendita seja tua beleza e que a tua abundância encha de frutos a árvore da minha vida, torna-me forte e solidária na dor, bela e desprendida no amor.
Grande Mãe, senhora da vida e da morte, ajuda-me para que não mais me entregue à aflição, à tristeza e à ansiedade, nem permita que os desgostos me atormentem ou as coisas desagradáveis da vida me inquietem, afastando cada sombra da minha vida, iluminando todas as minhas estações…
Que eu saiba respeitar os caminhos de todos os seres. Que o propósito maior guie meus passos e que a batida do meu corações possa se unir ao toque do coração da terra e assim possamos pulsar em um só ritmo. Que as estrelas me guiem nas noites escuras e o sol brilhe intensamente em meu corpo.
Que a Grande Deusa que habita dentro de mim seja meu refúgio, refresque e alegre meu espírito, santifique cada palavra e cada ato meu, purifique meu coração, iluminando minha consciência e meus poderes.
Que me dê o perdão, se por acaso eu falhar e me torne capaz de perdoar os que falharem comigo e à mim mesma. Que eu dance nua, sem medo ou vergonha de enfrentar meu próprio reflexo.Que o teu nome e o teu poder sejam o meu nome e o meu poder, mas ajuda-me a ser humilde… a fim de que meu coração se torne pleno de teu amor.

Que eu possa conservar a fé, sempre, e que jamais encontre desculpas para o oportunismo! Que eu saiba enxergar e retribuir cada gesto de amor que encontrar nas pessoas da casa, parentes e amigos. Que a comida servida na mesa de minha família, seja conquistada pelo meu trabalho.
E que eu possa sempre acolher em nossa mesa, aqueles que querem partilhar conosco o alimento sagrado. Que a minha porta se abra àqueles que habitam fora da riqueza, da fama e do privilégio, mas que os que não andam descalços, também encontrem o caminho que chega à minha casa.
Mãe, abençoe meu sexo, tão delicado e sensível ao toque mais suave e ainda assim entretanto, forte o suficiente para agüentar o milagre da gestação e do parto… meu útero, tão fértil, tão parecido com minha Deusa, os meus seios que nutrem minhas crianças e me fazem sentir a plenitude de ser mulher.. Eu sou uma Bruxa. E o poder da Grande Mãe, que ilumina e protege, está dentro de mim.
Assim sempre foi, assim sempre será, e que o círculo nunca se rompa!


ORAÇÃO DA LUA

Quando no céu a lua é negra

e se esconde nos mistérios mais profundos dos oceanos celestes, sou NIMUE,

e por traz do negro se esconde a SENHORA DOS FEITIÇOS.

Sou NIMUE, a terrível donzela

que com encantos e encantamentos

faço e desfaço os nós que a SRA. DOS DESTINOS ordena desatar.

Quando a lua cresce no céu sou ACOSTAR.

Busco os caminhos virgens e neles mostro minha força em cada ramo.

Sou ACOSTAR quando me lanço sem amparo

do cume feito com todas as pedras que tentam, inúteis,

bloquear meus atos deliciosamente insanos.

Assim sou ACOSTAR.

Quando no céu a lua é cheia, sou ARIDREWN.

De coração nos olhos busco o amor imensurável

e o ofereço àquele que habita em meus infinitos braços.

Sou ARIDREWN quando procuro meus filhos em cada ser ,

quando quero ser grande mãe e ninho em um só tempo.

Sou ARIDREWN quando meu colo se torna porto

e suplico dolorosamente pelo lançar das âncoras de todas as embarcações.

Assim sou ARIDREWN.

Quando a lua mingua sou ARIANHORD,

SENHORA DO CAJADO DAS SERPENTES.

De toda a escuridão busco a linguagem da alma

e descubro ser, eu mesma,

tudo aquilo que me ameaça.

Sou ARIANHORD quando a solidão importa

e quando o fim torna-se causa e razão.

Sou ARIANHORD quando penso na morte

e encontro o que sou antes de tornar-me outra.

Assim sou ARIANHORD.

E assim, a Deusa habita em mim....

O FEMININO NA SOCIEDADE CELTA



O que sempre me encanta nos mitos e na história dos celtas são os freqüentes relatos sobre mulheres ruivas, altas, tão lindas quanto valentes, urrando gritos de guerras num campo de batalha, bradando suas próprias espadas ao lado de e contra homens tão fortes quanto elas.
Nas tribos celtas, as mulheres ocupavam posições tidas como essencialmente masculinas por civilizações vizinhas como a grega e romana. O fato de elas lutarem como guerreiras não anulava a beleza e menos ainda a feminilidade da mulher celta. Ser guerreira era algo nobre, mas não impedia que esta mesma mulher fosse também sensual ou mãe, pelo contrário, a força e a delicadeza aliadas eram exatamente o seu diferencial, eram as características que faziam dela uma pessoa segura, intrépida e apaixonante. Existem várias facetas, muitas vezes contrastantes, que coabitam o mesmo
espírito de uma mulher celta.

BOUDICCA

A história de Boudicca, rainha da tribo Iceni, comprova isso.
Com a morte de seu marido, o rei Prasutagus, Boudicca passa a chefiar sua tribo que não estava nenhum pouco disposta a ceder ao domínio romano. Ao tentar resistir, Boudicca é capturada, açoitada e ainda obrigada a presenciar suas duas filhas serem estupradas por uma porção considerável de soldados romanos. Dignamente a rainha se retira dos domínios do inimigo com suas filhas
jurando vingança. Com toda a fúria que somente uma mulher de espírito celta poderia ter, assumiu não só o controle dos Iceni, mas também da tribo vizinha, os Trinobantes. Juntos, varreram pelo menos dois povoados romanos na Grã-Bretanha, Camulodunum (atual Colchester) e Londiniun (atual Londres).
Os romanos só conseguiram vencer os destemidos guerreiros e guerreiros celtas após muitas batalhas sangrentas. Foram obrigados a criar novas estratégias
e aumentar seus exércitos. A história registra que Boudicca preferiu a morte ao domínio romano e partiu para o outro mundo clamando por Andraste, a deusa celta invencível.
O conflito entre Boudicca e os romanos foi relatado em 2003 no filme "A Rainha da Era do Bronze". Uma excelente produção, mas infelizmente pouco conhecida pelo grande público no Brasil.
Um conceito marcante e recorrente na cultura celta é a relação intrínseca entre a soberania da Terra representada pela rainha de um povo. Quando os soldados romanos humilharam Boudicca e suas filhas, não era somente a honra delas que estava sendo duramente ferida, mas a honra de cada Iceni. Agredir física ou moralmente uma rainha era o mesmo que manchar a soberania da Terra.

A história de Boudicca me fez perceber que o que alimentava a coragem e ousadia da mulher celta era justamente o respeito e a confiança que o povo tinha na figura feminina. Arrisco afirmar que ela só conquistou várias vitórias sob os romanos por que sua tribo se deixou liderar por suas palavras e estratégias de coragem. Nenhum de seus guerreiros excitou em seguir uma mulher, como seria passível de acontecer em outras culturas já impregnadas de conceitos machistas.

MORRIGHAN

É fácil compreender a confiança que os celtas depositavam em suas guerreiras ao sabermos que muitas das deidades ligadas à guerra são femininas. A mais conhecida com certeza é deusa Morrighan, ou a Grande Rainha. Podemos afirmar que muito mais do que uma deusa protetora de guerreiros e guerreiras, Morrighan era sua musa inspiradora. Isso soa um pouco estranho para nós, acostumados apenas com musas inspiradoras da arte, da música e da literatura.

Retomando o que foi dito logo no início deste texto, temas aparentemente contraditórios se entrelaçavam e até mesmo se complementavam na cultura celta.
Tendo isso em mente pescamos mais ponto marcante entre os celtas: equilíbrio entre luz e sombra.

A partir daí fica mais fácil compreender porque a presença de Morrighan era garantida nos momentos que precediam as batalhas. Ela fazia suas aparições
como uma exuberante mulher, armada com lanças e recitando poemas que desafiavam e incitavam os grandes chefes e reis dos Tuahta de Dannan a conquistar as vitórias absolutas. Arrisco dizer que Morrighan conferia uma certa beleza nestes momentos de pura tensão. Ao final dos confrontos, Morrighan também comparecia, porém assumia sua outra faceta, a de implacável Deusa da morte. Ela adquiria a forma de um corvo para poder desfrutar da carne dos que haviam tombado sem fazer distinção entre corpos de inimigos ou aliados. Devorava ambos.
Essa mesma Morrighan não hesita em fazer amor com Dagda conhecido como o Bom Deus entre os celtas, após usar seus dotes proféticos para fornecer para Dagda, importantes informações sobre uma batalha que ocorreria no dia seguinte. É importante dizer que o casal consuma o ato no vau de um rio tomado por corpos ensangüentados dos que morreriam no confronto do dia seguinte. Mais uma vez temas ilusoriamente opostos como o amor e a morte se unem.

A liberdade sexualmente não se restringia apenas às deusas, mas também as mortais celtas. Citando o autor clássico Diodorus Siculus: "elas geralmente cedem sua virgindade a outros e isso não lhes parece indigno; mas sentem-se ultrajadas quando algum homem recusa-se a aceitar seus favores".

MAEVE

Maeve, "aquela que intoxica", era uma temida rainha na Irlanda. Ela própria disse para um de seus vários maridos que jamais se deitou com um homem sem que outro aguardasse nas sombras.
Com base nas Leis Brehon, conjunto de leis transmitidas oralmente na Irlanda, se uma mulher se sentisse insatisfeita sexualmente no casamento, poderia deixar a relação a qualquer momento.
Costumo dizer que estamos alguns séculos atrasadas pois só recentemente conquistamos essa liberdade e controle sobre nossas vidas conjugais e sexual e mesmo assim com algumas ressalvas. Mas não era somente durante as batalhas ou na cama que as mulheres celtas mostravam seu poder e força. Há vários relatos de autores clássicos sobre as druidas, ou druidesas. Assim como os druidas do sexo masculino, as druidesas exerciam não só a função
de sacerdócio espiritual, como detinham também poderes jurídicos e conhecimentos mágicos de cura. Como bem definiu o autor clássico Pomponiu Mela, os druidas são mestres em muitas artes. O respeito das mulheres celtas foi conquistado até mesmo pelos gregos e romanos que admiravam sua beleza, fertilidade e coragem.

ORAÇÃO CELTA

Que jamais, em tempo algum, o teu coração acalante ódio.
Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior.
Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro.
Que as perdas do teu caminho sejam sempre encaradas como lições de vida.
Que a musica seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo.
Que os teus momentos de amor contenham a magia de tua alma eterna em cada beijo.
Que os teus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer.
Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz.
Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada coração.
Que em cada amigo o teu coração faça festa, que celebre o canto da amizade profunda que liga as almas afins.
Que em teus momentos de solidão e cansaço, esteja sempre presente em teu coração a lembrança de que tudo passa e se transforma, quando a alma é grande e generosa.
Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que tu percebas a ternura invisível, tocando o centro do teu ser eterno.
Que um suave acalanto te acompanhe, na terra ou no espaço, e por onde quer que o imanente invisível leve o teu viver.
Que o teu coração sinta a presença secreta do inefável!
Que os teus pensamentos e os teus amores, o teu viver e atua passagem pela vida, sejam sempre abençoados por aquele amor que ama sem nome.
Aquele amor que não se explica, só se sente.
Que esse amor seja o teu acalanto secreto, viajando eternamente no centro do teu ser.
Que este amor transforme os teus dramas em luz, a tua tristeza em celebração, e os teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora.
Que jamais, em tempo algum, tu esqueças da Presença que está em ti e em todos os seres.
Que o teu viver seja pleno de Paz e Luz!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

A Origem do Halloween


A origem do halloween remonta às tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C., embora com marcadas diferenças em relação às atuais abóboras ou da famosa frase "Gostosuras ou travessuras", exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração.

Originalmente, o halloween não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro e marcava o fim do verão (samhain significa literalmente "fim do verão" na língua celta).

O fim do verão era considerado como ano novo para os celtas. Era pois uma data sagrada uma vez que, durante este período, os celtas consideravam que o "véu" entre o mundo material e o mundo dos mortos (ancestrais) e dos deuses (mundo divino) ficava mais tênue.

O Samhain era comemorado por volta do dia 1° de novembro, com alegria e homenagens aos que já partiram e aos deuses. Para os celtas, os deuses também eram seus ancestrais, os primeiros de toda árvore genealógica.

Os Celtas, que vieram a ser uma sociedade por volta de 800 a.C., cuidavam de ovelhas e de gado. Quando o clima esfriava, os pastores traziam seus animais das montanhas para pastos mais próximos. Isto causava uma mudança significativa na rotina. Nos meses de inverno, todos ficavam dentro ou perto de casa, trabalhando com artesanato e passando tempo juntos. O Samhain também marcava a colheita final do ano, um evento comemorado com festivais em muitas culturas.

A tradição Celta acreditava que momentos de mudança, épocas em que as coisas mudam de um estado para outro, tinham propriedades mágicas. O Samhain marcava o maior momento de mudança do ano - uma virada no tempo e também na vida de todos. Os Celtas acreditavam que este momento mágico abria um tipo de conexão com os mortos. Essas almas haviam passado pelo derradeiro momento de mudança: da vida para a morte. Eles acreditavam que o mundo dos vivos ficava mais próximo do mundo dos mortos na época do Samhain, e que os espíritos dos mortos viajavam novamente entre os vivos. Muitas das atividades do festival do Samhain estavam ligadas a essa crença, e muitas daquelas práticas se desenvolveram nas tradições do Halloween de hoje.

Os símbolos do Halloween

O Halloween possui diversos símbolos, cujo significado remontam tempos distantes, como por exemplo, a abóbora cortada em forma de rosto, o bordão “gostosura ou travessura”, a vassoura da bruxa, entre outros.
Vamos entender um pouco de suas simbologias:
Gostosura ou Travessura

Costume da tradição celta, constituía em oferecer alimentos aos espíritos malignos para que estes não interferissem negativamente em suas vidas. Com o passar do tempo esta prática foi modificada, e os alimentos eram dados aos mendigos. Em troca, eles oravam pelas almas dos entes mortos dos aldeões. Na Irlanda, eram organizadas procissões para angariar oferendas dos agricultores. Aqueles que se recusassem, teriam suas colheitas amaldiçoadas pelos espíritos; uma chantagem que originou o Trick or Treat (travessuras ou doces). Quando este costume foi levado pelos imigrantes irlandeses para a Nova Inglaterra (Estados Unidos), as principais travessuras baseavam-se em escrever nos muros das casas e retirar a tranca dos portões.

Jack-o-lantern

A mais famosa referência do Halloween é a abóbora oca, com orifícios cavados e aparência demoníaca, denominada Jack-o-Lantern. Sua origem está presente no folclore irlandês. Segundo a lenda, um homem chamado Jack, notório beberrão e trapaceiro, esculpiu uma cruz no tronco de uma árvore, prendendo o diabo em cima dela. Assim, Jack firmou um trato com o Diabo: se ele nunca o atormentasse, Jack apagaria a cruz do tronco e o deixaria descer da árvore.

Depois que Jack morreu, sua entrada no Céu foi recusada devido ao seu pacto com o Diabo. No inferno, também não foi aceito devido suas trapaças. Porém, o Diabo concedeu a Jack uma única vela para iluminar seus caminhos. Sua chama teria que ser preservada eternamente, então Jack a colocou dentro de um nabo oco, e esculpiu alguns furos para dar passagem à luz emitida pela chama.

Portanto, originalmente as Lanternas de Jack eram feitas com nabos. Mas quando os imigrantes irlandeses aportaram nos Estados Unidos em 1840, encontraram as abóboras que são muito mais adequadas. Desta forma, a abóbora tornou-se o principal símbolo contemporâneo do Halloween

Jack-o-lantern é também usado em forma de agradecimento pela boa colheita.

Vela

Muito usado no Dia das Bruxas nas cores roxa, preta e laranja, indicam os caminhos para os espíritos de outro plano astral.

Vassoura

Capaz de limpar os ambientes das energias negativas, é o símbolo do poder feminino. Uma vassoura de Halloween não pode ser tocada, muito menos usada para varrer o chão, ela só é usada para varrer as más energias.

Máscaras

Simbolizam os espíritos, os enviados de outros planos espirituais.

Máscaras e fantasias eram utilizadas para afugentar entidades malfeitoras. Além de alterar a personalidade do usuário, possuíam a propriedade de conectá-lo aos mundos espirituais. As cores mais comuns no Halloween são o laranja e preto. Elas estavam associadas à missas em favor dos mortos celebradas em novembro. As velas de cera de abelha tinham cor alaranjada, e os esquifes eram cobertos com tecidos pretos.

Chapéus pontudos

Símbolo de hierarquia sacerdotal entre as bruxas.

Gatos e morcegos

Para os druidas o gato era um animal místico. Acreditava-se que as feiticeiras maléficas poderiam transferir a alma para seus corpos. Assim, muitos felinos eram sacrificados quando havia a suspeita de serem "feiticeiras camufladas". Os seres humanos que praticavam perversidades eram transformados em gatos como meio de punição, segundo esta crença.

O morcego também adquiriu a reputação de possuir forças ocultas, por sua habilidade de perseguir suas presas no escuro. O mamífero também mantinha as características dos pássaros (no ocultismo, símbolo da alma) e dos demônios (por ser noturno). Na Idade Média, acreditava-se que demônios transformavam-se em morcegos.

Monstros

“Simbolizam as transformações. É uma forma de colocar para fora tudo aquilo que não serve mais, de tirar de dentro de si tudo aquilo que está velho. E então abrir lugar para o novo”.

Coroa e bastão

Também muito usadas por reis, é o símbolo maior de realeza, indicam a autoridade e comando, um nível cósmico elevado.

Varinha Mágica

Instrumento usado para direcionar as energias, com a varinha, os bruxos e bruxas invocam deuses, fazem magias e penetram em outros planos astrais.

Caldeirão

“É dentro dele que as coisas se transformam: o grão torna-se alimento, a raiz vira remédio, o desejo acontece, e o sonho vira realidade”.

“Representa a essência da fertilidade”.

Um Conto de Samhain

Lyla sentou-se no chão e olhou para o céu claro, limpo e estrelado. O
reflexo da Lua cheia na água fez Lyla pensar numa pérola. Redonda e
branca... mas logo as crianças chegaram, e sentaram ao seu redor,
interrompendo seus pensamentos. Sorrindo, Lyla olhou para cada uma deles.
Comecemos? Vou contar para vocês a estória de como o Cornudo se
sacrifica todos os anos para garantir força à Grande Mãe, para que esta possa
vencer o frio do Inverno. Estão prontos?' As crianças acalmaram-se para
ouvir Lyla. 'Não foi a muito tempo que aconteceu. O Sol sumia no Oeste,
e as aves noturnas já deixavam seus ninhos, umas ameaçando cantar.
Debaixo das árvores, correndo para suas tocas, os pequenos animais
apressavam-se, fugindo do frio cortante que se faria presente em pouco tempo.
Aquela era a época do Cornudo, e só as criaturas mais fortes
sobreviveriam a inverno tão rigoroso.
O Sol baixou, baixou, até que só se via uma fina linha de separação
entre céu e Terra no horizonte, e tudo ficou avermelhado, com um ar mais
mágico. E então, a luz se foi. A Lua estava crescente no céu, e um vento
gelado começou a correr por entre os troncos seculares das árvores.
Ouve-se, agora, o som de uma flauta...som tão límpido e cristalino, que a
superfície do lago, antes parada, tremulou ao som da melodia alegre.
Todos os animais da floresta pararam para ouvir o som da flauta, e
mesmo as aves noturnas cessaram seu canto orgulhoso. E por entre as
árvores, a flauta se fez ouvida em toda a floresta. E mais nada, além do som
doce da flauta. Atravessando o lago, um pouco depois do Grande Carvalho,
estava a fonte de tal encantamento. Sentado numa pedra coberta de limo,
balançando ao som da flauta de bambu, um ser robusto, com tronco e
cabeça de homem, pernas cobertas de pêlo, cascos de cavalo e grandes
chifres pontiagudos.
Observava a donzela que dançava ao som de sua música, logo à sua
frente. Tinha longos cabelos claros, lisos, que escorriam até a altura da
cintura.Os fios sedosos acompanhavam os movimentos da dança, pés
habilidosos moviam-se descalços sobre a grama. A Deusa nunca havia estado tão
bela quanto naquela noite.
Os dois brincavam nus, na noite fria da floresta, e alguns animais
sejuntavam ao redor da clareira. Cansada, a Donzela sentou-se, e olhando
para o Cornudo, esperou que a música acabasse.
Quando o Deus afastou a flauta de seus lábios, as figuras dos animais e
da Donzela desapareçam... meras lembranças. A Deusa agora recolhia-se
grávida no Mundo Subterrâneo, guardada por seus familiares, pronta para
dar à luz dentro de tão pouco tempo. Era necessário que o Sol Novo
nascesse. O Cornudo levantou-se com tristeza e caminhou até o lago, para
observar seu reflexo.

Já estava velho e fraco, mas ainda continha grande energia... energia
necessária para que a Deusa agüentasse o parto que se seguiria em menos
de dois meses. Já não podia continuar a viver... a Terra precisava de
seu sangue, e o Sol Novo de sua energia. Um grito ecoou em sua mente: a
Deusa sofria. Aquele era o momento certo. O Cornudo olhou para os céus,
e olhando para a mata, despediu-se de sua casa. Tambores rufaram quando
Ele ergueu suas mãos e pronunciou as palavras secretas. Houve uma
explosão, e Ele desapareceu.

Aqui, numa clareira nas montanhas, já distante da floresta, ouviam-se
os tambores de guerra. Uma música rápida e repetitiva tornava o ar
agressivo.Também com uma explosão, o cornudo surge no centro do círculo, um
olhar decidido em seu rosto.
O Velho Cornudo tinha agora em suas mãos uma adaga ritual, e quando Ele
alevantou apontada para seu peito os tambores cessaram. Cernunnos
fechou os olhos, e o momento se fez silencioso... aqueles segundos duraram
milênios
... O Cornudo levou a adaga a seu peito, e os tambores voltaram a
tocar.

Quando a lâmina fria rasgou a carne do Deus, não houve um grito, sequer
um sussurro de dor... apenas o som do sangue derramando-se sobre a
terra. O Cornudo ajoelhou-se, com calma em seu olhar. Com as próprias mãos,
abriu a ferida para que os espíritos recolhessem o sangue.
Quando o círculo tornou-se silencioso novamente, e todos os espíritos
partiram, o Deus deitou e virou-se para as estrelas, e esperou que a paz
voltasse a reinar sobre a floresta. Ainda sentia o sangue escorrendo
para fora de seu corpo, e regando o círculo sagrado em que repousaria
para sempre.
E do solo, ou talvez de lugares além das estrelas mais distantes,
elevou-se um cântico, murmurado e pausado ... talvez fossem as pequenas
criaturas do subsolo, ou ainda as estrelas, despedindo-se de seu Deus.

"Hoof and Horn, Hoof and Horn

All that Dies Shall be Reborn.

Corn and Grain, Corn and Grain

All that Falls Shall Rise Again."

O Cornudo morreu sorrindo, sabendo ser a semente de seu próprio
renascimento. E Ele pode sentir sua energia retornando ao útero da Grande Mãe,
que agora deixava de sofrer...
Os espíritos, então, romperam a barreira entre os dois mundos, e
caminharam por sobre a Terra, espalhando o sangue e a força do Deus, para que
pudéssemos sobreviver através dos tempos difíceis que se aproximavam.'
Lyla limpou uma lágrima que escorria de seu rosto. As crianças ainda
ouviam atentas.
'É por isso que os espíritos vêm ao nosso mundo nessa noite tão
escura...
Eles trazem consigo um pouco do sangue do Deus Cornudo, que só
renascerá no Solstício de Inverno. Trazem conselhos, proteção e promessas de
que nos irão guiar durante todo o período escuro do ano. Devemos,
portanto, saudar os espíritos, porque, sem eles, a semente do renascimento não
seria espalhada.
Agora vão para a Casa Grande, vamos começar o ritual.'
Lyla deixou que as crianças corressem na frente em direção à Casa
Grande. Parou no meio do caminho, e deixou que seus ouvidos escutassem os
sons do além. E de algum lugar chegou aos ouvidos de Lyla um cântico...
'Hoof and Horn, Hoof and Horn...

E Lyla caminhou para a Casa Grande.

Do livro Bruxaria "Raven Grimassi".

Beltane

As fogueiras de Beltane

Já conheço este vento. Já sei o que ele traz. Fecho os olhos, ainda ansiosa. Respiro profundamente, tentando espantar o medo... Todo ano é sempre a primeira vez.
Uma pequena serpente se aproxima, trazendo sua bênção. A Lua descansa por trás de uma nuvem. Toda a floresta está em respeitoso silêncio. Ouço apenas o murmúrio do fogo à minha frente e acompanho a dança suave das labaredas. E ao redor, mais afastadas, vejo brilharem as outras fogueiras. Não estou só.
Logo escuto o som de sua chegada, os cascos de seu cavalo pelo chão da floresta. Um arrepio me percorre o corpo sob o vestido, como um prenúncio do que virá... Estou pronta para o ritual.
Imponente, enfim ele surge entre os carvalhos, o porte altivo de cavaleiro. Aproxima-se em passo lento. Não vejo seu rosto mas sei que está compenetrado pois é um iniciado e sabe a importância do que fará.
A Lua então comparece, deitando seu manto prateado sobre a relva, e sua presença me fortalece. Ele desce do cavalo e caminha em minha direção, o passo pesado de homem, a espada cruzada sobre suas costas.
Nesse momento o vento lhe dá as boas vindas e o fogo crepita seu nome. Ele pára diante de mim. É mais jovem do que eu esperava. E é tão belo... Ele põe-se de joelho, reverente. Toco sua fronte e através de mim a Grande Mãe abençoa o cavaleiro, permitindo que ele participe dos mistérios dessa noite. Eu vim, filha da Deusa..., ele pronuncia as palavras do ritual mas percebo que está nervoso, talvez seja sua primeira vez. Ergo-o e falo docemente para seus olhos: Desde o início dos tempos eu te esperei...
As labaredas crescem quando nos damos as mãos e saudamos a Deusa, agradecendo a dádiva de sermos instrumentos de sua vontade. Ofereço-lhe morangos e cerejas e entoamos baixinho a cantiga que fala da Terra fecunda. Em nossos corpos se celebrará mais uma estação, o mistério da vida que se renova.
Chamo-o para perto do fogo. Ponho-me de pé à sua frente. Ele faz cair meu vestido, que desliza suave sobre meu corpo até o chão. Nua e entregue, sinto a presença divina e fecho os olhos para recebê-la. Então mais uma vez o milagre acontece: sou tomada pelo mistério de ser a própria Deusa... sem deixar de ser sua serva. E sei que é assim que agora ele me vê, a mistura inexplicável, mãe e filha num só corpo.
As mãos do cavaleiro me tocam os cabelos como se pedissem licença. Depois emolduram meu rosto e assim ficam, como se me quisessem guardar no quadro da memória. Sinto sua boca em meus seios, eu árvore generosa, carregada de frutos maduros para sua fome. Sou posta no chão por seus braços fortes, eu cálice e oferenda, deitada no altar da relva macia. Vem, meu cavaleiro...
Muitos são os mistérios que habitam a alma feminina, tantos quanto as estrelas do firmamento. E poucos os homens que ousam percorrê-los. Porque instintivamente sabem que se perderão, não compreenderão. Mas meu cavaleiro já consagrou sua vida à Deusa e é ela quem lhe permite conhecê-la mais de perto, sentir seu aroma, tocar-lhe a fenda que protege a gruta da vida e da morte, afastar as cortinas do santuário e unir-se a ela em carne e espírito...
Percebo que ele vacila, extasiado, atingido em cheio pela imagem do mistério. Então, pela autoridade a mim atribuída, puxo-o com força e meu grito acende de vez a fogueira dentro do meu corpo. O cavaleiro me abraça e me envolve e nossos suores e salivas se misturam e já não sei mais o que é ele e o que sou eu. É a alquimia sagrada que transmuta a matéria, que faz de um mais um três. Ele percorre meu interior como a ávida planta que fuça a terra. E eu, terra fértil, recebo sua raiz e me deixo preencher. Ele serpenteia por dentro do meu corpo como o alegre rio que dança sobre a terra. E eu, terra sedenta, recebo sua água e me deixo inundar.Luas, muitas luas... Estrelas, milhões delas luzindo pelo meu ser... Assim em cima como embaixo... Sou a noiva do casamento sagrado entre a Terra e o Céu... Lentamente o corpo do cavaleiro se separa do meu. Ele me dá um último beijo e adormece abraçado a mim, criança bela e pura. Ao amanhecer ele irá e eu recolherei o orvalho das flores, saudando a primavera e agradecendo pela boa colheita que teremos.
O fogo ainda queima, protegendo nossos corpos do frio da madrugada. Abençoada e feliz, agradeço à Deusa a honra de servi-la. E me uno ao cavaleiro no descanso sagrado dos filhos da Terra.

Indicações de Livros


Uma lista de alguns livros interessantes sobre Wicca, Bruxaria e Magia em geral

ABC da Bruxaria
Claudiney Prieto - Editora Gaia

A Bruxaria Hoje
Gerald B. Gardner - Editora Madras

A Dança Cósmica das Feiticeiras - Guia de Rituais à Grande Deusa
Starhawk - Editora Nova Era

A História da Feitiçaria
Jeffrey Burton Russel, da série Somma - Editora Campus

A Hora das Bruxas - Volume I
Anne Rice - Editora Rocco

A Hora das Bruxas - Volume II
Anne Rice - Editora Rocco

A Magia e o Mago
Ernest Walter Butler - Editora Bertrand Brasil

A Travessia das Feiticeiras
Taisha Abelar - Editora Nova Era

A Verdade sobre a Bruxaria Moderna
Scott Cunningham - Editora Gaia

Alquimia e Misticismo
Alexander Roob - Editora Paisagem

Aradia: o Evangelho das Bruxas
Charles Godfrey Leland - Editora Outras Palavras

Como se iniciar na Bruxaria
Hans Holzer - Editora Record

Dogma e Ritual da Alta Magia
Eliphas Levi - Editora Pensamento

Elementos da Tradição Druida
Carr-Gomm, da Ordem dos Bardos, Ovados e Druidas - Editora Ediouro

Enciclopédia do Sobrenatural - A Enciclopédia do Inexplicável
Richard Cavendish - Editora L&PM

Encontros Noturnos - Bruxas e Bruxarias na Lagoa da Conceição
Sônia Maluf - Editora Rosa dos Tempos

Guia Essencial da Bruxa Solitária
Scott Cunningham - Editora Gaia

História da Magia
Eliphas Levy - Editora Pensamento

Lasher
Anne Rice - Editora Rocco

Lua sobre a Água - Técnicas de Meditação para Iniciantes e Iniciados
Jessica Macbeth - Editora Roca

Magia Natural: Rituais e Encantamentos da Tradição
Scott Cunningham - Editora Gaia

Mitologia Greco-Romana - Arquétipos dos Deuses e Heróis
Márcio Pugliesi - Editora Madras

Naema, a Bruxa - Lenda de Feitiçaria do Século XV
Conde J. W. Rochester - Editora Lake - Livraria Allan Kardec Editora Ltda.

O Amor Mágico
Laurie Cabot e Tom Cowan - Editora Campus

O Anuário da Grande Mãe
Mirella Faur - Editora Gaia

O Caminho da Jovem Feiticeira - ... das transformações da adolescência
Luiza Lagôas - Editora Bertrand Brasil

O Culto das Bruxas na Europa Ocidental
Margaret Murray - Editora Madras

O Deus das Feiticeiras
Margaret Murray - Editora Gaia

O Feitiço da Lua - Memórias de uma Bruxa Malcomportada
Márcia Frazão - Editora Bertrand Brasil

O Gozo das Feiticeiras
Márcia Frazão - Editora Bertrand Brasil

O Livro Completo de Bruxaria do Buckland
Raymond Buckland - Editora Gaia

O Livro Completo de Wicca e Bruxaria
Marian Singer - Editora Madras

O Livro das Bruxas
Shahrukh Husain - Editora Objetiva

O Livro das Feiticeiras - A Tradição dos Filtros e Encantamentos de Amor
Miranda Arroyos de San Thiago - Editora Pallas

O Martelo das Feiticeiras
Heinrich Kramer, J. Sprenger - Editora Rosa dos Tempos

O Ocultismo
Papus - Editora Madras

O Poder da Bruxa - A Terra, a Lua e o Caminho Mágico Feminino
Laurie Cabot e Tom Cowan - Editora Campus

O Ramo de Ouro
James George Frazer - Editora LTC

O Vôo da Águia - Desperte o poder que adormece em você
Léo Artése - Editora Roka

Os Mistérios Wiccanos: Antigas Origens e Ensinamentos
Raven Grimassi - Editora Gaia

Os Talismãs e seus Segredos
Nadia Julien - Editora Rideel

Prática da Magia - um Guia Introdutório à Arte
Draja Mickaharic - Editora Roka

Taltos - As Vidas dos Bruxos Mayfair
Anne Rice - Editora Rocco

Vivendo a Wicca - Guia Avançado para o Praticante Solitário
Scott Cunningham - Editora Gaia

Wicca - A Feitiçaria Moderna
Gerina Dunwich - Editora Bertrand Brasil

Wicca: a Religião da Deusa
Claudiney Prieto - Editora Gaia


Quando Dormem as Feiticeiras
Carlos Costa - Editora Novo Século

terça-feira, 9 de junho de 2009

Os Vampiros de Energia




CUIDADO COM OS VAMPIROS DE ENERGIA

Quem já não passou pela desagradável experiência de se sentir muito mal ao lado de alguém? Bocejos sucessivos, sonolência, dor de cabeça, irritação, perda de energia, confusão na cabeça, enjôo entre outros. Fenômenos aparecem após um telefonema ou àquela visita inesperada. Mas o pior é quando a pessoa que nos causa tamanho mal faz parte do nosso círculo de amigos, está entre os colegas de trabalho e o pior: na própria família!
Por ser o Brasil um país muito místico, é comum ouvirmos regularmente termos como energia positiva, baixo astral, olho gordo, mal olhado, ambiente carregado, entre outras expressões. Mas na verdade são poucos os que sabem explicar de forma clara e objetiva o que tudo isso significa e o vampirismo energético é um dos fenômenos mais comuns e mais mal esclarecidos que existem.
O ser humano emana ininterruptamente energia para o meio ambiente, impregnando o local onde permanece e atinge também as outras pessoas com suas vibrações pessoais. Cada um de nós possui um padrão energético que é determinado pelo tipo de pensamentos, sentimentos e condição física. Todos nós já sentimos antipatias gratuitas por determinadas pessoas, sem sequer manter algum tipo de comunicação com elas. O que acontece nesses casos é uma incompatibilidade energética, embora o contato possa até ser amistoso. A mesma regra vale para as relações de simpatia e afinidade.
Resumindo: além de todos os tipos de comunicação possíveis: fala, audição, toque, visão, escrita, entre outros, estamos de forma ininterrupta nos comunicando energeticamente, ou seja, o meu campo energético interage com o do ambiente e com o das pessoas com as quais entro em contato.
O ideal seria umas comunicações sadias, pautadas pela troca de energias equilibrada e cooperativa. Mas ainda estamos muito longe disso, alguns acabam sugando muita energia e dando muito pouco em troca, desvitalizando assim os ambientes e as pessoas.
Mas, como são criados os vampiros e por que esse fenômeno acontece? Muito simples, um vampiro de energia é uma pessoa que está em profundo desequilíbrio interno. Frustração, baixa auto-estima, ressentimento, complexo de perseguição e de vítima, insegurança e, acima de tudo, o egoísmo são estados psíquicos que fazem com que a configuração energética da pessoa se torne desequilibrada, afetando negativamente outras pessoas, roubando-lhes assim sua energia vital. Alguns chegam a interferir de forma concreta na vida pessoal de suas vítimas: intrigas, fofocas, competição desleal agravam mais a situação.
E o pior é que a vida nas grandes cidades só agrava mais ainda o desequilíbrio das relações entre os seres humanos. O homem moderno se afastou da natureza, que é nossa maior fonte de alimento energético. Não existe nada comparável a um banho de mar, rio ou cachoeira, o contato com plantas e animais, o ar puro de uma montanha ou o silêncio do campo para reciclar e repor as energias. Outra fonte importante é o sono e ninguém melhor do que o homem moderno para enumerar os efeitos nocivos das noites mal dormidas. Não temos, portanto, uma fonte eficiente de alimento e troca para reciclar as energias estáticas. Somamos a isso nossos desequilíbrios pessoais e o resultado é um contingente enorme de seres desvitalizados e famintos de energia. A única saída para esses seres é roubar da pessoa mais próxima.
A competitividade dos ambientes de trabalho também é outro fator negativo. É cada um por si e todos querendo passar a perna em todos. Não somos educados para a cooperação e para a vida em comunidade. Acabamos nos fechando em nosso mundo pessoal e encarando nossos semelhantes como ameaças à nossa felicidade.

NÃO EXISTE UM MÉTODO INFALÍVEL PARA COMBATER OS VAMPIROS, O MELHOR É APRENDER A LIDAR COM ELES.

É muito comum o uso de cristais, plantas, florais, defumadores, banhos de ervas e amuletos para combater o ataque dos vampiros. Desde que corretamente utilizadas essas técnicas podem ser de muita ajuda, mas nenhuma delas apresenta cem por cento de eficácia, uma vez que é dentro de nós mesmos que estão as grandes vulnerabilidades e também a grande força para combater esses "amigos famintos".
A melhor tática é a segurança interior e o conhecimento do modus operandi dos vampiros, ou seja, se eu sei como ele pensa e age, posso estabelecer uma conduta eficaz para combatê-lo.
Existem algumas táticas infalíveis utilizadas pelos vampiros para nos desestabilizar energeticamente e assim roubar nossa força vital. As mais comuns são o medo e a culpa. Irritação também desequilibra profundamente nosso campo energético. A regra é: NÃO FAZER O JOGO DO OUTRO. Se você sabe que alguém quer lhe provocar, fique calmo. Observe o outro e descubra suas fraquezas e vulnerabilidades e, a seus olhos, ele deixará de ser um bicho papão. Não entre na onda de negatividade que está no ar, fuja das conversas fiadas e, por fim, conheça-se muito bem. Se você sabe os seus pontos fracos pode mapear por onde o vampiro tentará o ataque. Cuidar da saúde e vitalidade físicas e buscar equilíbrio mental e emocional ajudarão no sentido de criar um campo energético forte e menos vulnerável às energias externas.
Outra dica valiosa é cultivar a compreensão e compaixão, que são estados de espírito absolutamente positivos e fortalecedores. Lembre-se que um vampiro, acima de qualquer maldade (90% deles operam de forma inconsciente), são pessoas em profundo desequilíbrio e que precisam de ajuda. Embora nunca devamos esquecer que, caso esse ser errante não aceite ajuda e esclarecimento, muitas vezes afastá-lo do grupo é o melhor remédio. É aquela velha história: um fruto podre no balaio...
Mas como nem sempre é possível afastar certas pessoas como um familiar, por exemplo, o melhor é tentar entender porque aquela pessoa está em nossa vida. Muitas vezes as pessoas problemáticas são verdadeiros instrutores na medida em que nos incentivam a cultivar a paciência, a compreensão, a criatividade ou o perdão. Mas em qualquer situação a conselho é sempre o mesmo: nunca se misture com a energia do vampiro. Mantenha sempre a calma, o bom humor e a positividade, que sem dúvida são nossas maiores defesas.
Mas antes de apontar o dedo para o próximo descobrindo vampiros em seus relacionamentos, faça um exame profundo em suas atitudes e observe se você não anda 'pegando emprestada' a energia dos outros também!

CONHEÇA OS PRINCIAPIS TIPOS DE VAMPIROS

O jornalista Luís Pellegrini, em matéria publicada na revista Planeta, fez uma relação muito boa dos dez tipos mais comuns de vampiros. Baseados nessa matéria vamos enumerar alguns. Você também pode descobrir outros tipos. Divirta-se, afinal o bom humor é a melhor defesa!

A) Vampiro Cobrador: Cobra sempre, de tudo e todos. Quando nos encontramos com ele, quer logo saber por que não lhe telefonamos ou visitamos. Se você vestir a carapuça e se sentir culpado, estará abrindo as portas.
O melhor a fazer é usar de sua própria arma, ou seja, cobrar de volta e perguntar porque ele não liga ou aparece. Deixe-o confuso, não o deixe retrucar e se retire rapidamente.

B) Vampiro Crítico: Só sabe criticar. Todas as observações são negativas e destrutivas. Vê a vida somente pelo lado sombrio. A maledicência tende a criar na vítima um estado de alma escuro e pesado e abrirá sue sistema para que a energia seja sugada. Diga "não" a suas críticas. Nunca concorde com ele. A vida não é tão negra assim. Não entre nesta vibração.

C) Vampiro Adulador: è o famoso Puxa-saco. Adula o ego da vítima, cobrindo-a de lisonjas e elogios falsos, tentando seduzir pela adulação. Muito cuidado para não dar ouvidos ao adulador, pois ele simplesmente espera que o orgulho da vítima abra as portas da aura para sugar a energia.

D) Vampiro Reclamador: è aquele tipo que reclama de tudo, de todos, da vida, do governo, do tempo.... Opõe-se a tudo, exige, reivindica, protesta sem parar. È o mais engraçado é que nem sempre dispõe de argumentos sólidos e válidos para justificar seus protestos. Melhor tática é deixá-lo falando sozinho.

E) Vampiro Inquiridor: Sua língua é uma metralhadora. Dispara perguntas sobre tudo e não dá tempo para que a vítima responda, pois já dispara mais uma rajada de perguntas. Na verdade ele não quer respostas e sim apenas desestabilizar o equilíbrio mental da vítima, perturbando seu fluxo normal de pensamentos.
Para sair de suas garras, não ocupe sua mente à procura de respostas. Para cortar seu ataque, reaja fazendo-lhe uma pergunta bem pessoal e contundente., e procure se afastar assim que possível.

F) Vampiro Lamentoso: São os lamentadores profissionais, que anos a fio choram sua desgraças. Para sugar a energia da vítima, ataca pelo lado emocional e afetivo. Chora, lamenta-se e faz de tudo para despertar pena. È sempre o coitado, a vítima. Só há um jeito de tratar com este tipo de vampiro, é cortando suas asas. Corte suas lamentações dizendo que não gosta de queixas, ainda mais que não elas não resolvem situação alguma.

G) Vampiro Pegajoso: Investe contra as portas da sensualidade e sexualidade da vítima. Aproxima-se como se quisesse lambê-la com os olhos, com as mãos, com a língua. Parece um polvo querendo envolver a pessoa com seus tentáculos. Se você não escapar rápido, ele irá sugar sua energia em qualquer uma das possibilidades.
Seja conseguindo seduzi-lo com seu jogo pegajoso, seja provocando náuseas e repulsa. Em ambos os casos você estará desestabilizado, e, portanto, vulnerável.

H) Vampiro Grilo-Falante: A porta de entrada que ele quer arrombar é o seu ouvido. Fala, absoluto, durante horas, enquanto mantém a atenção da vítima ocupada, suga sua energia vital. Para livrar-se, invente uma desculpa, levante-se e vá embora.

I) Vampiro Hipocondríaco: Cada dia aparece com uma doença nova. Adora colecionar bula de remédios. Desse jeito chama a atenção dos outros , despertando preocupação e cuidados. Enquanto descreve os por menores de seus males e conta seus infindáveis sofrimentos, rouba a energia do ouvinte, que depois se sente péssimo.

J) Vampiro Encrenqueiro: para ele, o mundo é um campo de batalha onde as coisas só são resolvidas na base do tapa. Quer que a vítima compre a sua briga, provocando nela um estado raivoso, irado e agressivo. Esse é um dos métodos mais eficientes para desestabilizar a vítima e roubar-lhe a energia.
Não de campo para agressividade, procure manter a calma e corte laços com este vampiro.

Bem , agora que você já conhece como agem os Vampiros de Energia, vá a caça deles, ou melhor, saia fora deles o mais rápido possivel .Mas, não esqueça de verificar se você, sem querer é obvio, não é um destes tipos de Vampiro.