terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Chá que vira Flor ou Flor que vira chá?




No início da primavera, no sudeste da China, mulheres acordam pela madrugada para colher pequenas flores, ainda tenras, cobertas de orvalho. Depois, são ressecadas e envoltas em folhas de chá verde, também secas, como um novelo. São os “flowering teas“. Essas trabalhadoras do campo nem sequer podem comer alimentos com cheiro forte, como cebola e alho, que possam alterar os aromas da planta, que absorve facilmente odores.

Após a colheita e secagem das flores e folhas, artesãs costuram à mão as bolinhas de folhas de chá com um fio de algodão cru. Para consumir os chás florais, coloca-se o novelo em uma xícara ou bule translúcido e, devagar, acrescenta-se água quente. Observe. Como no filme de Sofia Coppola, Maria Antonieta (Kirsten Dunst) mostra o ritual que se sucede no palácio de Versailles: as folhas se expandem, se separam umas das outras e, lá de dentro, surge uma florzinha, que pode ter cores e formatos diversos.




Após a colheita e secagem das flores e folhas, artesãs costuram à mão as bolinhas de folhas de chá com um fio de algodão cru. Para consumir os chás florais, coloca-se o novelo em uma xícara ou bule translúcido e, devagar, acrescenta-se água quente. Observe. Como no filme de Sofia Coppola, Maria Antonieta (Kirsten Dunst) mostra o ritual que se sucede no palácio de Versailles: as folhas se expandem, se separam umas das outras e, lá de dentro, surge uma florzinha, que pode ter cores e formatos diversos.


Chá com a Bruxa




Como fazer Chá

 
Para aproveitar o chá e o que ele tem de melhor, vale a pena seguir umas regrinhas na hora do preparo:
 
•Utilize o melhor chá de que você possa dispor. Existem casas especializadas que vendem chás de qualidade;
 
•Encha a chaleira com água fria; água quente ou reaquecida contém menos ar dissolvido e tem sabor envelhecido e sem graça;
 
•Aqueça o bule, enxaguando-o com água quente. Isso garante que a água permaneça fervente quando entrar em contato com o chá
•Adicione 1 colher de chá ou um saquinho por pessoa. A proporção correta é uma colher de chá para 185 ml de água;
 
•Quando a água estiver fervendo, despeje-a no bule. Recoloque a tampa e deixe o chá em infusão por 3 e 5 minutos (dependendo do tipo de chá, há uma variação), conforme o tamanho das folhas; folhas grandes levam mais tempo para fazer o chá do que as pequenas. Os chás liberam a cor antes do sabor, por isso não tenha pressa;
 
•Sirva o chá quando estiver recém-feito, pois ele terá sabor "cozido" se for deixado no bule por mais de dez minutos. Cobrir o bule com um abafador acelera ainda mais o processo de cozimento. Para evitar o chá cozido, tire as folhas da água.
 
Os chás verdes, que são mais digestivos, para quem consumiu carne vermelha ou pratos gordurosos. Misturas com ervas, flores e frutos são os recomendados para quem fez refeições à base de aves. Depois do peixe, o melhor é um blend com limão, que suaviza o paladar.
 
Para chá da tarde, chás combinam com biscoitinhos, petit-fours e bolos com especiarias.
 
Contudo, não podemos esquecer de que é necessário fazer "bom uso" deste recurso. Por exemplo, o chá de pata de vaca é recomendado para melhorar o controle da glicemia em diabéticos, mas não é incomum que pacientes que necessitam de insulina apresentem complicações quando decidem seguir a sabedoria popular e suspender a insulina, adotando apenas o chá como tratamento. Outro ponto a ser ressaltado é que o chá-mate e o chá preto podem impedir a adequada absorção de ferro e cálcio (por causa da presença do tanino).
 
Estes chás também contêm cafeína na sua composição. Sabemos que é fundamental hidratar nosso corpo. Uma adequada hidratação auxilia no funcionamento intestinal, na produção de enzimas digestivas, no equilíbrio hídrico de todas as células, inclusive diminuindo inchaços.
 
Tomando chás, além de conseguirmos os efeitos de hidratação, podemos potencializar os benefícios com as propriedades específicas de cada planta e, ainda, ajudar o metabolismo no processo de desintoxicação por meio das catequinas, substâncias presente nos chás de ervas.
 
Se estiver na dúvida para presentear alguém de gosta de chá, nada melhor que um porta chá!

 
Chá das Bruxas
 
Ingredientes:
 
  • 2 litros de água
  • casca de 1/2 abacaxi
  • casca de 1 laranja
  • 1 maçã com casca picada
  • 6 cravos-da-índia
  • 3 paus de canela
  • 1 raiz pequena de gengibre
  • 3 sachês de chá preto
  • 3 sachês de chá de maçã
  • 1/2 xícara de chá de açúcar ou a seu gosto.
  •  
 
Modo de fazer:  Leve ao fogo todos os ingredientes. Quando levantar fervura, deixe ferver por 20 minutos. Passe em peneira e sirva gelado ou quente. 
 
Chá das Deusas
 
Ingredientes:
  • 1 maracujá
  • 1 maçã pequena
  • 10 colheres de açúcar
  • 1 litro de água
  • 4 pauzinhos de canela
  • 4 cravos

Modo de Fazer: Caramelizar o açúcar (não deixar queimar, apenas fiar amarelinho) e em seguida colocar a água. Mexer até o açúcar dissolver e colocar os outros ingredientes. Deixe ferver por 10 a 15 minutos.
 
 
Chá Relaxante das Bruxas

Perfume, sabor e beleza fazem bem e relaxam os nervos.
Este chá possuí tudo isso e ajuda a relaxar e é uma boa dica para tomar antes de meditar.

Cozinhe em fogo brando os seguintes ingredientes:
  • 1 Limão fatiado
  • 1 Ramo grande de Alecrim
  •  2 Paus de Canela
  • 1 Colher de chá de Baunilha
  • 2 Xícaras de Água
 
Em uma panela pequena, ou em seu Caldeirão adicione o limão, o alecrim, a canela e a baunilha.
Coloque a água e leve para ferver em fogo médio, quando levantar fervura abaixe totalmente o fogo para baixo.
Deixe ferver por uns 5 minutos e se for necessário coloque mais água.
Decore uma xícara e adoce como preferir
Sente-se tranquilamente e delicie seu Chá de Bruxa!
Se sobrar, ele não estraga fácil, podendo tomar até dois dias após feito.
  

Espíritos da Natureza



Os povos celtas prestavam culto de devoção às árvores sagradas, às fontes, às pedras e acreditavam em fadas, duendes e seres sobrenaturais, conhecidos atualmente por nós como seres elementais ou espíritos da natureza. Vários textos nos chegam até hoje graças à tradição oral, dos quais se conservaram em forma de poesias ou cantigas, as lendas e os mitos deste povo.

Os elementais são seres sagrados, que respondem à alegria, o amor e a sinceridade dos nossos sentimentos mais puros. Uma vez que tenhamos feito uma conexão com estes seres, seja através de uma simples meditação ou por meio de alterações de consciência, estaremos interagindo em um mundo de manifestação superior da criação, intimamente ligado à criatividade, à cura e à construção de atmosferas mais sutis e harmoniosas.

Elementais são criaturas simples e, como os seres humanos, estão evoluindo rumo a níveis mais elevados da consciência cósmica, dentro de sua hierarquia no reino elemental. Os elementais estão intimamente ligados, cada qual com o seu elemento de origem e são encarregados pelo equilíbrio de vários segmentos da natureza, assim como de todas as atividades que ocorrem ao redor do planeta.

Os antigos sabiam disso, desde os mitos relacionados aos atlantes, que já mencionavam a utilização dessa conexão da natureza, para fazerem com que as formas elementais se manifestassem ao seu favor. Os elementais apenas imitam tudo aquilo que o homem emana através de suas vibrações. Estes seres são simples, de certa forma muito ingênuos e por vezes acabam sendo influenciados pelo próprio desequilíbrio do homem, atingindo negativamente a sua natureza amorosa.

Dentro da hierarquia cósmica existem os reinos: elemental, angélico e humano, formando uma trilogia divina que corresponde à alquimia do Universo, sendo que o mundo do pensamento pertence aos elementais, que auxiliam na concretização dos padrões mentais estabelecidos pelo homem.

O mundo do sentimento pertence à essência dos anjos ou guardiões, que irradiam sua pureza de sentimentos mais elevados da criação. E o mundo da ação ou da palavra falada, pertencente ao homem, que atua através da sua posição vibratoriamente, criando formas ou padrões mentais.

Mas como acreditar em algo que nem sempre pode ser comprovado cientificamente? Alguns elementos podemos ver, sentir, tocar, mas e os outros? Como explicar o ar que respiramos ou a inspiração que nos chega para a escrita ou para a arte em geral?

Comprovadamente existem três dimensões conhecidas como: comprimento, largura e espessura, assim como sabemos que toda matéria animada ou inanimada, possuem sua própria energia ou quatro formas de ação sendo elas: coesão ou força que une as partículas, adesão ou força que se opõe à separação de dois corpos diferentes, atração ou força que aproxima os corpos materiais e repulsa ou força que repele dois corpos materiais.

Já no campo místico existe uma quarta dimensão de natureza vibratória, que nos separa da realidade material a da realidade espiritual, sendo esta de uma percepção mais sutil, que vai além do tempo e do espaço. Podemos dizer que a nossa consciência pode se deslocar no tempo e ter acesso ao passado e ao futuro, independente da linha do tempo em que se vive no momento presente.

Além disso, o homem possui uma consciência objetiva ligada aos cinco sentidos: visão, audição, tato, paladar e olfato, assim como funções subjetivas ligadas: a memória, imaginação e ao raciocínio de um modo geral, além de uma percepção extra-sensorial chamada intuição.

Essa tal de intuição é que nos conecta a consciência cósmica, da qual muitos recebem informações das leis naturais, da inteligência divina e elemental. Como disse Leonardo da Vinci: “São fúteis e cheias de erros as ciências que não nasceram da experimentação, mãe de todo conhecimento”.

"Sou magia elemental contida neste corpo causal Sou forma feminina condensada em partículas de pura emoção Sou a essência mais antiga que o próprio pensamento Sou inspiração, que chega de leve como a brisa do verão Sou o ar que alimenta o fogo animal da mais louca paixão Sou rainha de mim mesma, muito além das brumas do tempo Sou o brilho dos olhos refletido no êxtase deste olhar Sou chuva que refresca a terra árida e sem esperança Sou o pensamento dos sentimentos sem razão
Sou energia que ascende além da forma
Sou o vapor da água cristalina, carregada pelas nuvens do céu
Sou tudo e não sou nada, pois me achei neste exato momento!"


Elementais Sagrados

Terra - Ar - Fogo - Água

Os elementais são seres puros e co-criadores da natureza, cada qual responsável por uma atribuição, conforme o elemento a que pertencem. Os elementos básicos da criação são: terra, ar, fogo e água. Os reinos elementais são regidos pelas leis naturais da Deusa e do Deus que, junto com o Poder maior da Criação, formam uma tríade sagrada, onde os espíritos da natureza, manifestam-se sob formas e funções específicas para a harmonia e a manutenção de todo o Planeta.

O Reino elemental canaliza a energia através do pensamento, mantendo um determinado padrão vibracional. Os elementais captam todas as vibrações dos seres humanos, mas somente aqueles que possuem o coração puro, como de uma criança, conseguem entrar em contato com esses seres maravilhosos.

Os elementais sagrados não são apenas aquelas "belas criaturas" idealizadas por muitos e que, normalmente, vemos estampadas em livros e lojas esotéricas, mas sim, representantes dos elementos básicos da criação e, como tal, fundamentais para o equilíbrio e a continuidade de toda a existência.

Acessar um ser elemental, não é apenas um ato magístico, mas um ato necessário para o nosso equilíbrio interior e também exterior. Podemos observar que interiormente possuímos todos os elementos condensados dentro de nós. O ideal é vivenciarmos todos os elementos, seja através do contato com a terra, o ar, o fogo ou água e assim percebermos quando algum excesso ou falta estiver presente. Esse é o verdadeiro contato com o nosso elemental sagrado.

Pensando por este aspecto, somos a terra, representada pelo estômago que tem a função de digerir alimentos sólidos provenientes do solo. Somos o ar, quando respiramos e assim o inalamos através dos pulmões, o combustível necessário para que a máquina, chamada corpo físico, se movimente.

Somos o fogo, quando dançamos, corremos e nos apaixonamos, pois o coração é o símbolo dessa energia, que movimenta o sangue pelas artérias e veias do nosso corpo. Somos quase 90% de água circulante em todo o organismo, além de nascermos através desse elemento. E somos também o éter espiritual da quintessência elemental. Que assim seja!

Elemento Terra

O saber, o escudo, o norte, o urso, a cor verde, Formalhaut, Vento Norte ou Boreas, as mãos espalmadas e voltadas para o chão. Seu símbolo é representado por um triângulo cortado apontando para baixo.

Elementais da terra: duendes, gnomos e gnomidas. Regente elemental: Gob, sendo os gnomos responsáveis pela construção de minérios e os duendes responsáveis pelo desenvolvimento das ervas e plantas no geral.

Buscar não apenas o equilíbrio através dos elementais, mas a sabedoria daqueles que buscam a força da terra para evoluir, assim como os druidas, temos outras civilizações que podemos usar como exemplo. No Antigo Egito, a figura de Kan assumiu o nome de Toth, que mais tarde os gregos associaram a um Deus do Olímpio chamado Hermes. Parte dos ensinamentos de Toth está com o nome de Hermes, conhecido também pelo nome de Hermes Trismegisto ou Mercúrio, o Mensageiro dos Deuses.

Os ensinamentos de Toth, impropriamente chamado de Hermes, estão expostos em muitos papiros, sendo os mais conhecidos deles são: "Tábua de Esmeralda" e "Pistis Sóphia".

Resumindo, é através do equilíbrio de todas as forças, tanto acima como abaixo, que materializamos nossos sonhos. De nada adianta possuir o intelecto mental, a energia e a coragem da realização, o equilíbrio das emoções, se não estivermos centrados no momento presente, ou seja, o aqui e agora.

Elemento Ar

O querer, a espada, o leste, as pássaros, a cor amarela, Aldebaran, Vento Leste ou Eurus, palma das mãos voltadas para cima na altura dos ombros. Seu símbolo é representado por um triângulo cortado apontando para cima.

Elementais do ar: silfos, sílfides, fadas e fadins. Regente elemental: Paralda, sendo os silfos responsáveis pela purificação das atmosferas mais baixas e as fadas pelo equilíbrio mental pessoal.

A sintonia com os elementais do ar confere acesso à inspiração e às faculdades mentais. Ajuda a coordenar e verbalizar as nossas percepções mais sutis. Estimula a liberdade e o equilíbrio mental.

Temos também os elfos, que são elementais muito semelhantes aos silfos, sem forma corpórea definida, pois aparecem da combinação do Ar e do Fogo. Nestes predomina a ordem mental e o envolvimento social. Para recarregar o seu elemento primordial, que é o ar e o fogo, e assim fortalecer o silfo pessoal, é preciso o contato com o ar puro e eletricamente carregado, presente nas tempestades.

Elemento Fogo

O ousar, a lança, o sul, leão ou dragão, a cor vermelha, Regulus, Vento Sul ou Notus, as mãos fechadas em punho. Seu símbolo é representado pelo triângulo para cima.


Elementais do fogo: salamandras e salandrios. Regente elemental: Djim e são responsáveis pelas temperaturas mais elevadas do ambiente.

Sendo considerado o elemento fogo o mais intenso dos elementais, responsável pelas das transmutações, transformações, transições, mudanças, progresso, determinação, assim como, a guerra, vingança, luxúria, paixão e por aí vai. Sua força luminosa indica o caminho a ser seguido por aqueles que conhecem e praticam os ensinamentos do universo. O fogo é a chama que acende dentro de nós o amor, faz brilhar nossa aura e nossos olhos, revelando a força de nosso espírito, e nos conduzindo à sabedoria interior.

As salamandras reinam em um corpo totalmente de fogo, assim como toda a sua essência, tem o poder de transformar e desencadear tanto emoções positivas quanto negativas. Paracelso afirma que muitas salamandras são vistas na forma de bolas ou línguas de fogo correndo através dos campos e irrompendo nas casas através das lareiras. Elas possuem especial influência sobre as criaturas de temperamento ígneo e tempestuoso.

Elemento Água

O calar, a taça, o oeste, golfinhos, a cor azul, Antares, Vento Oeste ou Zéfiros, as mãos em forma de concha na altura do abdome. Seu símbolo é representado pelo triângulo voltado para baixo.

Elementais da água: ondinas e odins. Regente elemental: Necksa, sendo as ondinas responsáveis pela depuração ou purificação das águas.

As ondinas despertam e estimulam a natureza emotiva, realçando nossa intuição e a nossa sensibilidade, além das energias da criação e do nascimento, bem como a premonição e imaginação criativa.

As ondinas freqüentemente fazem sentir sua presença, no plano onírico. Sonhos em ambientes aquáticos ou que transbordem sensualidade, aumentando a criatividade em nossas vidas.

A sintonia com a sua ondina pessoal melhora o desempenho das funções da circulação dos fluidos corporais, tais como, o sangue e a linfa. A retenção de água no organismo é indício de desequilíbrio desse elemento, quando isso ocorre, passamos a maior parte do tempo concentrados em nossos pensamentos nos esquecendo do sentimentos.

O excesso do elemento água, nos torna muito passionais, além de gerar exagerada sensualidade, medo e isolamento. Certas lendas afirmam que elas podem viver algum tempo entre os homens, embora acabem sempre cedendo ao chamado das águas e retornando para os rios ou para o mar.

Aliás, muitas ondinas tem estatura semelhante à nossa, como as sereias citadas em várias lendas. Mas há ondinas menores, como as que habitam riachos e fontes, e outras muito diminutas, que vivem nas folhas flutuantes e nas minúsculos musgos criados pelas quedas d'água. A água realmente é um mistério divino da criação da Grande Mãe.

E finalmente, o éter que é unificado nessa existência física, dinamizado e representado pela união de todos os elementos. No livro Alquimista, Paracelso cita: "Toda natureza invisível se movimenta através da imaginação. Se a imaginação fosse forte o suficiente, nada seria impossível, porque ela é a origem de toda magia, de toda ação através da qual o invisível, de um ou outro modo, deixa seu rastro no visível. A energia da verdadeira imaginação pode transformar nossos corpos, e até influenciar no paraíso"...

Elemental significa “Espírito Divino”. El = senhor; mental = vibração mental superior. Estes são os espíritos da natureza.

Deus, concedeu a três Reinos, paralelamente, a oportunidade de evolução e estes três Reinos são: Elemental, Angelical e Humano.

A história mesmo fala sobre os seres elementais, desde a mais remota antiguidade. E, os antepassados de toda a humanidade legaram inúmeros relatos a respeito dos mesmos.

No início da humanidade na Terra, os seres da natureza, encarregados de cada elemento, cuidaram para que tudo fosse feito com exatidão e ordem:

1) - A Terra ainda sendo uma massa de gases de matéria incandescente radioativa, coube naquele momento aos elementais do fogo executarem seu trabalho;

2) - Na época dos grandes ventos, os elementais do ar, zelaram pela evolução desses gases de modo a tornar o ambiente apto a receber formas de vida:

3) - Quando esses gases se precipitaram sobre a água, os elementais da água modificaram o aspecto denso desse líquido;

4) - Então, iniciou-se a solidificação, surgindo aos poucos os continentes que foram fertilizados pelos elementais da terra.

A criação representa um todo inseparável, uma corrente cujos elos não podem ser rompidos.

Os Elementais são os dinamizadores das energias das formas e integram-se aos Elementos da Natureza:

Elemento Terra: Esse elemento e seus dinamizadores trabalham para que a humanidade tenha corpos perfeitos, e possam desenvolver suas atividades espirituais a nível cósmico. A ação qualificadora destes seres é representada por vulcões e terremotos. No nosso corpo, este elemento é representado pelos sais minerais. Livres da ganância, nos aproximamos dos Seres da Terra.

Trabalhando com a terra temos: Os Gnomos e os Duendes, que são entidades que habitam as florestas e lugares desertos. Têm a forma semelhante aos anões e atuam sobre tudo e, sobre todos os que habitam ou transitam nas matas e florestas, dando sinais através de Bicho de Pau, cobras e aves como a Graúna, Melro e semelhantes. Altura aproximada de 15 a 20 cm.

Elemento Água: Este elemento e os seres que fazem parte dele estão relacionados ao nosso corpo emocional, tendo a função de depurá-lo. No plano físico, são grandes agentes de purificação da atmosfera e principalmente na agricultura. Sua ação qualificadora é demonstrada em enchentes, maremotos etc. No corpo humano, o elemento líquido representa 70% do seu volume. Livres das fraquezas, através da firmeza, nos aproximamos dos Seres da Água.

Trabalhando com a água temos: As Ondinas ou Ninfas, que são entidades do amor, que vivem nas águas do mar, lagos, lagoas, rios e cachoeiras, semelhantes às graciosas mocinhas de cabelos longos. Comandam toda a fauna aquática e podem encaixar (incorporar) na forma de sereias, dragões, serpentes marinhas, gaivotas, etc... Altura aproximada de 30 cm.

Elemento Fogo: Esse elemento, e todos os seres que habitam o mesmo, representam a maior força possível, uma vez que são a expressão do próprio Fogo Sagrado de onde provém as várias chamas atuantes nos universos. A ação qualificadora deste elemento provém das atividades vulcânicas e grandes queimadas. No corpo humano, esse elemento funciona através da temperatura, expressões emotivas e psíquicas. Dominando as nossas paixões, nos aproximamos desses seres.

Trabalhando com o fogo temos: As Salamandras, que são entidades diretas do fogo, que não possuem forma definida. Tem-se, quando as vemos, a impressão de uma forma fundamentalmente humana, o rosto, quando não é velado pelas chamas, é de aparência humana, mas a maior parte das vezes apresentam-se na forma de lagartixas, camaleões ou escorpiões. Altura aproximada de 70 a 90 cm.

Elemento Ar: Esse elemento e seus dinamizadores são de extrema importância, para a manutenção da vida no plano físico. Sem o Ar, o ser humano não pode sobreviver. A atividade benéfica dos Seres do Ar é sentida na brisa, no impulso dos barcos, navios e aviões. Sua atividade qualificadora está nos furacões, ciclones, tempestades. No corpo do homem o ar está na respiração, no alento divino. Com a constância, o homem aproxima-se dos seres do ar.

Trabalhando com o ar temos: Os Silfos, que são entidades de pequena estatura, de poderes mágicos, que os diferem dos outros espíritos da natureza, por serem de uma constituição sem forma definida, uma massa semi-sólida de substância etérea. Exemplo: Fumaça, efeitos de luz através dos pirilampos, Aurora Boreal, arco-íris, etc... Altura aproximada de 10 cm.

 Fadas, Elfos e os Avissais


Fadas - Elementais Ecléticos: São entidades voláteis, que atuam em todos os reinos da natureza, segundo a necessidade ou ordens recebidas. Apresentam-se muito belas e esvoaçantes em fascinantes evoluções, interferindo na coloração e matiz de tudo que existe no planeta. Altura aproximada de 30 cm.

Elfos – Elementais dos Metais: São entidades em muito semelhante aos SILFOS, sem forma corpórea definida, pois aparecem, da combinação do Ar e do Fogo sobre os metais. Por serem elementais belicosos, atuam amiúde através de cães, gatos e galos de briga. Altura aproximada de 20 cm.

Avissais - Elementais da Terra: São entidades que entrelaçam os elementos da terra e da água, e apresentam-se em massa disforme, porém bem densa e atuam na água e na terra.

a) Na água: Através dos cavalos marinhos, peixes-espada, camarões e crustáceos em geral, pois são seres que se alimentam do lodo aquático.

b) Na terra: Através das minhocas, lesmas, caramujos e semelhantes, pois são seres que se alimentam da umidade do lodo da terra.

Os elementais ou espíritos da natureza são naturalmente puros. Não se contaminam com dúvidas dissociativas, com egoísmo ou com inveja, como acontece com os homens, a não ser que sejam deturpados. Predominam, neles, inocência e ingenuidade cristalinas. Prontos a servir, acorrem solícitos ao nosso chamamento, desejosos de executar nossas ordens.

Nunca, porém, devemos utilizá-los em tarefas menos dignas, ou a serviço de interesses mesquinhos e aviltantes. Aquilo que fizerem de errado, enganados por nós, refluirá inevitavelmente em prejuízo de nós próprios (Lei do Carma).


Além disso, devemos utilizar os seus serviços na justa medida da tarefa a executar, para que eles não se escravizem aos nossos caprichos e interesses. Nunca esqueçamos de que eles como nós, são seres livres, que vivem na Natureza e nela fazem sua evolução e que nós mesmos para chegarmos onde hoje estamos, passamos por esse processo de evolução.

Podemos convocá-los ao serviço do Amor, para o bem de nossos semelhantes já que, com isso, lhes aceleramos a evolução. Mas é preciso respeitá-los e muito.
Se deles fizermos escravos, ficaremos responsáveis por seus destinos, mesmo porque eles não mais nos abandonam, exigindo amparo e proteção como se fossem animaizinhos domésticos. Com isso, podem nos prejudicar, embora não se dêem conta disso.

Evolução

A escalada da evolução, parte dos pequenos elementais da terra seguindo até os dirigentes de grandes extensões e compreensão, chamados Devas e Elohim.

Elohim: São os dirigentes do Reino, ponto alto da Hierarquia Elemental. Trabalham junto aos Mestres Ascensionados e Arcanjos. São doadores do modelo divino para formação dos espaços materiais.

Deva: Palavra sânscrita que significa “Ser Brilhante”. São encarregados da dinamização de grandes áreas como: mares, florestas, cadeias de montanhas, grandes árvores, tendo a seu encargo a instrução de seres menores no trabalho da natureza.

A invisibilidade desses Seres

Os materialistas, não acreditam na existência dos Seres da Natureza alegando não serem visíveis. A invisibilidade desses seres é explicada pelo fato de serem formas etéricas, habitantes de planos energéticos com múltiplas graduações, não perceptíveis aos olhos humanos.

Muitas observações mostram que os Elementais usam duas formas distintas:

a) O Corpo Astral Permanente.

b) Um veículo etérico materializado temporariamente.

As ações resultantes do seu trabalho, sim, são visíveis. Como exemplo histórico, cito a Comunidade de Findhorn (Escócia). Num local totalmente impróprio para a agricultura, fizeram surgir, com sua orientação, flores, verduras, árvores frutíferas etc. Na ocasião (1962), este fato chamou atenção das autoridades governamentais do país, que mandaram examinar o local.

Nos exames foi constatada ausência de qualquer ingrediente químico e que a terra havia sido enriquecida de forma natural e inteligente. Participemos junto aos Elementais na evolução do Planeta Terra. Assim teremos efetuado nosso papel como co-criadores universais.

A pergunta que fica é: Por que insistimos tanto em não vermos quem de fato somos? Muita coisa poderia ser diferente em nossas vidas, bastando apenas que prestássemos um pouco mais de atenção à nossa volta!

Família Cósmica

Temos uma família cósmica que nos acompanha na caminhada da Evolução. Façamos com eles então uma aliança de intenções, para que nos ajudem a manter a saúde em nossos corpos, o que nos manterá saudáveis e conectados com nossa divindade interna.

Sintonizando o Reino dos Elementais

Condições ideais para contatar os Elementais:

1) Com base nas condições climáticas, podemos ser ajudados no contato:

Primavera: Terra / Água = Junho, Julho, Agosto.

Inverno: Água / Ar = Março, Abril, Maio.

Outono: Ar / Fogo = Dezembro, Janeiro, Fevereiro.

Verão: Fogo / Terra = Setembro, Outubro, Novembro.

2) Tendo como base o signo:

Elemento
Signo
Elemental

Fogo
Áries / Leão / Sagitário
Salamandra

Terra
Touro / Capricórnio / Virgem
Gnomo

Ar
Gêmeos / Libra / Aquário
Silfo

Água
Câncer / Escorpião / Peixes
Ondina

Éter
É a substância de onde emanam todos os elementos da criação, elementais e signos.

Filhos da Terra

Estes terão de encarar o desafio de enfrentar os estímulos energéticos do mundo ao redor. É importante revigorar a conexão com a energia do gnomo pessoal andando descalço no barro ou grama. Passar algum tempo junto a plantas e árvores. São ligados ao Arcanjo Uriel.

Filhos da Água

Nestes predomina o intenso envolvimento emocional. Necessitam da a proximidade com a água. A imersão total é o ideal, pois fortalece a ondina pessoal, uma vez que a água é sua força equilibradora. São ligados ao Arcanjo Gabriel.

Filhos do Ar

Nestes predomina a ordem mental e o envolvimento social. Para recarregar o elemento primordial e fortalecer o silfo pessoal, precisam de ar puro e eletricamente carregado. Topos de montanha, locais afastados da umidade, onde o ar é seco e vivificante, é muito bom para reconectá-los. São ligados ao Arcanjo Rafael.

Filhos do Fogo

As pessoas do fogo necessitam de muito sol e atividades vigorosas para realimentar seus veículos. Necessitam passar bastante tempo ao ar livre. Os lugares onde o sol brilha com força e intensidade são essenciais a sua saúde e ligação com a salamandra pessoal, bem como com os demais elementos. São ligados ao Arcanjo Miguel.

Bênçãos plenas!

Rowena Arnehoy Seneween

Avalon


Avalon: Terra dos Deuses


Avalon, a terra dos Deuses, a ilha das maçãs... Reino perfeito de amor e beleza, a busca constante de todo o ser humano que, apesar de todas as desilusões, ainda tem a esperança de fazer deste mundo uma lenda real, ou seja, um lugar melhor para se viver.

A maçã representa a imortalidade, o conhecimento e a magia. Existem vários relatos referentes a sua simbologia e às viagens célticas, conhecidas como Immran, ao Outro Mundo, supostamente, uma realidade contígua à realidade comum.

Os Immram, são jornadas místicas, nas quais um herói é atraído por uma fada, que lhe entrega um ramo de maçã e o convida para ir para o Outro Mundo, como em "A Viagem de Bran", Filho de Febal. Outro Immram, relata "A Viagem de Maelduin", que trata da busca do herói pelos assassinos de seu pai. Ele passa por uma ilha onde encontra uma macieira e dela corta um ramo com três maçãs. Estes frutos são capazes de saciar a sua fome e a de seus companheiros por quarenta dias sem ingestão de qualquer outro alimento. (Jean Markale, 1979:246).

Tor em Glastonbury - Inglaterra

Avalon também recebe o nome de Ilha Afortunada, pois suas colheitas são fartas e abundantes. Diz a lenda que, era governada por Morgana e suas nove irmãs, sacerdotisas guardiãs do caldeirão do renascimento, símbolo da Grande Deusa, capaz de curar todos os males. Além de evocar as brumas para adentrarem à ilha encantada.

Avalon está associada a Caer Siddi (Fortaleza das Fadas), o Outro Mundo ou Annwn, a Terra da Eterna Juventude. Ilha feérica, onde apenas o povo das fadas e os nobres cavalheiros de alma pura podiam adentrar.

Existia em Caer Siddi uma fonte que jorrava vinho doce e onde o envelhecimento e a doença eram desconhecidos. Entre os seus tesouros havia um caldeirão mágico, tema diretamente ligado à abundância existente na Ilha das Maçãs. (Ellis, 1992:25; Geoffroy de Monmouth, Vita Merlini e Jean Markale, A Grande Epopeia dos Celtas).

Na mitologia céltica existem dois tipos de mitos sobre o caldeirão: o caldeirão do renascimento e o caldeirão da abundância. Dagda, pai de todos os Deuses, possuía um caldeirão proveniente da cidade de Múrias. Ao provar dele, ninguém passava fome, (Ellis, 1992:77). Já Matholwch recebera o caldeirão do renascimento do Deus Bran e com ele era possível ressuscitar um morto, mas que perderia a capacidade de falar. (Mabinogion, 1988:31).

O caldeirão, mais tarde, deu origem ao mito do Graal, inicialmente nas obras de Chrétien de Troyes. Com a sua cristianização em fins do século XII, o conteúdo do cálice passou a ser o sangue de Cristo. Simbolizando o conhecimento e o alimento da alma. A propósito da temporalidade do Outro Mundo, representada pela "Insula Pomorum", Ilha Paradisíaca, onde a passagem do tempo não é percebida pelos humanos que para lá vão, como pode ser visto nos relatos sobre Bran. (Le Goff, 93).

A ilha sagrada de Avalon não existe nas dimensões de tempo e espaço conhecidos por nós. Ao longo dos séculos, as pessoas tentam localizá-la, em locais como: o País de Gales, a Irlanda, a Cornualha e a Bretanha.

A cidade de Glastonbury, em Somerset na Inglaterra, é particularmente associada a Avalon, através dos seus mitos e lendas locais, relacionando a colina do Tor como sendo a entrada do Annwn, lar de Gwynn ap Nud, o rei das fadas e guardião do submundo. Descendo a colina, em meio aos carvalhos, chega-se a "Chalice Well Gardens", os Jardins do Cálice Sagrado, fonte de água avermelhada com propriedades curativas, reforçando o mito do Santo Graal.

Invisíveis aos olhos descrentes, as brumas revelam seus mistérios apenas aos que servem ao princípio maior, junto aos Deuses. A lenda se torna realidade, mas o medo, como sempre, é o grande desafio daqueles que estão na travessia deste portal mágico, prestes a desvendar os segredos do Outro Mundo.

Avalon é o templo do mundo interior, terra da eterna magia e saber que oferece iniciação e esclarecimento a todos que iniciam nessa jornada. E, somente, aqueles que compreendem que a vida é infinita em suas possibilidades poderão abrir as portas deste mundo.

O universo nos coloca, sincronicamente, em caminhos que irão modificar não apenas a nossa existência, mas toda a realidade que nos cerca.

Avalon se apresenta nos corações daqueles que são sinceros e seguem o que lhes foi traçado pelos Deuses, mas, somente nós somos os responsáveis por tecer o fio do nosso destino.

A Luz da Deusa é a divina inspiração que nos chama, a todo instante, ao seu sagrado caminho.

A espiritualidade é a energia presente em todos, a essência da vida que nos leva ao equilíbrio e a plenitude. Através da sensibilidade e da intuição começamos a discernir aquilo que é melhor e o que realmente faz a nossa alma feliz.

Avalon é a lenda que nos desperta para essa nova realidade!

A Lenda e o Mito

São as lendas e os mitos que tornam os nossos dias mais reais e cheios de magia!

Sabemos que muitas lendas sobre o famoso Rei Arthur, foram inventadas, além do seu fim misterioso, bem como, a existência do livro, "As Brumas de Avalon" de Marion Zimmer Bradley, romance envolvente, mas que poucas verdades nos traz sobre os povos celtas.

Os primeiros registros sobre Arthur, diz que ele viveu entre os séculos V e VI e liderou os bretões contra o avanço saxão no cerco da Colina de Badon (não há certeza sobre o local exato, provavelmente na Inglaterra). Alguns textos históricos datados entre os anos de 400 - 550 d.C, e que o descrevem, são:

- De Excidio Britanniae (A Destruição da Bretanha), de Gildas.

- Historia Brittonum (Histórias dos Bretões), de Nennius.

- Annales de Cambriae (Anais de Gales), de autoria desconhecida.

O folclore também é repleto de referências sobre as civilizações perdidas, como o povo ancestral dos Reinos do Mar da Atlântida, as ilhas submersas de Ys e Lyonesse, supostamente os ancestrais de Avalon. E, segundo as lendas artutianas, a terra natal de Tristan e o local da batalha final entre Arthur e Mordred.

Glastonbury e o Caminho Espiral de Tor nos remete, novamente a Avalon, Camelot, aos Cavaleiros da Távola Redonda e a busca do Santo Graal. O Graal relacionado-se à Pedra Filosofal, à Fênix e ao Caldeirão do Renascimento. Nesse ponto existe uma linha muito tênue, onde dois mundos tão distintos se encontram.

Avalon é o despertar natural da consciência. A fonte inesgotável de sabedoria da tríplice divina da Deusa: a Donzela, a Mãe e a Anciã. O reencontro dos Deuses dentro do nosso templo sagrado. Que assim seja!

Rowena Arnehoy Seneween ®

Nossa jornada se inicia na busca interior dos segredos adormecidos dentro de nós. A mente é o começo, nossas atitudes o resultado final e a percepção, que vai além da lenda e do mito, os elementos fundamentais para a nossa evolução espiritual. Nosso objetivo é resgatar a espiritualidade dos druidas, através dos antigos mitos arturianos, lendas, história e cultura dos povos celtas. Avalon, conhecida como a ilha das maçãs, a ilha mística que separa o mundo profano do mundo divino... 

Uma analogia aos arquétipos dos mitos arturianos que facilitam o nosso caminhar rumo aos Deuses, juntamente com o ciclo da natureza que percorre as estações do ano, concluindo assim, sua trajetória de morte e renascimento. O verdadeiro código elemental. Apesar das controvérsias entre fato e ficção, rudes guerreiros da tradição celta são transformados em nobres cavaleiros e as heróicas buscas de testemunhos druídicos tornam-se aliados ao poder do mito e da lenda em busca da verdade, divulgando o paganismo e a mitologia céltica com seriedade e bom-senso. Miticamente, a colina do Tor, em Glastonbury, representa a entrada do Outro Mundo, Annwn ou Portal de Summerland, Terra do Eterno Verão, da magia e do Awen sagrado, a inspiração divina. Misteriosa ilha, cantada em verso e prosa por trovadores medievais, inspirados na beleza dos antigos costumes celtas. Através da Arte Antiga, que o poder dos bosques da ilha sagrada renove as energias e reavive a esperança, outrora perdida em nossos corações. 

Não como uma lenda morta, mas como um ideal vivo e realizável. Pois a magia está na sabedoria de cultivarmos apenas aquilo que queremos de volta para nós.
Peço então, que as brumas dêem passagem aos conhecimentos e ao saber dos Antigos, o real caminho da verdade, do bem e do belo, abençoados pela terra, o céu e o mar... Que assim seja!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O Mito da Criação



“No momento infinito antes de tudo, Sozinha, Deslumbrante, Completa em si mesma, A Deusa, Aquela Cujo Nome Não Pode ser Dão, flutuou no abismo da escuridão exterior, antes do começo de todas as coisas.
Ela olhou o espelho curvo do espaço negro, e se viu por intermédio de sua própria luz de radiante reflexão, e apaixonou-se por si mesma.
Ela concretizou a imagem pelo poder de suas mãos e fez amor consigo mesma, e A chamou Miria, a Magnífica.  Seu êxtase se fez na Canção que gerou todas as coisas que são, foram ou serão.  E com o som veio o movimento, ondas que geraram e se tornaram toda as esferas e círculos do mundo.
A Deusa se tornou plena de Amor, cheia de amor, e deu à luz uma chuva de espíritos brilhantes que se tomaram todos os seres.
Mas nesse grande movimento, Miria afastou-se, e foi separada da Deusa, tomando-se mais masculina.  Primeiro ela se tornou o Deus Azul, o gentil e risonho Deus do Amor.  Então ela se tornou o Deus Verde, coberto de vinhas, enraizado na terra, o espírito de todas as coisas que crescem.  Por último, ela se tomou o Deus de Chifres, o Caçador, cuja face é o sol escaldante e , apesar disso, negro como a morte.
Mas o desejo sempre o faz retomar para A Deusa, assim ele a busca eternamente na dança espiral, procurando retomar em Amor.
Tudo começou em Amor, tudo busca retomar em Amor.  O Amor é a Lei, o Professor da Sabedoria e o Grande Revelador dos Mistérios.”

(Da Faery Tradition, citado por Starhawk/ Tradução Mavesper Ceridwen)

A grande Mãe!





"Entender a origem da bruxaria é retornar aos primórdios da humanidade"

"A Deusa está em todas as coisas... Ela é Aquela que Canta na Natureza... O Deus Cornífero seu consorte, segue sua música e é Aquele que Dança a Vida... Cultuar a Deusa não significa substituir o Deus ou rejeitá-lo. Ambos, Deus e Deusa são da mesma moeda, as duas faces do Todo. A Deusa é a criadora primordial, o Deus o primeiro criado, e sua dança conjunta e eterna, em espiral, representa a eterna dança da vida. "

Como assim 'Deusa'?
Essa foi a minha primeira pergunta.
Me adaptar, me permirtir a sentir, foi o primeiro passo.
Na verdade estamos aqui, neste mundo, sendo seres divinos com experiências físicas, se ligar a uma religião a se ligar ao sagrado.
Encontrar a Deusa, saber de suas fases e das suas faces, me fez voltar as minhas origens.
Onde os homens cutuavam a terra, as estações do ano, a lua, o sol...
As comemorações do ano, são marcadas pelas suas fases, onde assim lembramos, e agradecemos as bençãos recebidas.


"Todas as Deusas são uma só Deusa, todos os Deuses são um só Deus."

"Conquanto a Deusa presida a pulsação vital constante do Universo, é imprescindível que entendamos o papel do Deus. Ela é a Senhora da Vida, mas Ele é o Portador da Luz; Ela é o ventre, Ele o falo ereto; Ela gera a vida, Ele é a faísca que inicia o processo, em plena harmonia, sem predomínios nem competições, mas pela completa união... Ambos parceiros no desenrolar da música e dança que criam e recriam o universo ainda hoje... Na Primavera Ela é a Donzela, Ele o Deus Azul do Amor... No verão ela é a Mãe, grávida, ele o Galhudo, o Deus da Vegetação e dos Animais, Cernnunnos... No outono ele desce para o Mundo Subterrâneo, como o Deus Negro do Mundo Inferior, do sacrifício e da Morte e Ela a Anciã que abre os portais e o acolhe durante sua transmutação. No inverno ele renasce do próprio ventre escuro da Deusa, que quase torna, assim, a um só tempo, sua consorte e sua mãe..."


A Deusa é a primeira em toda a terra, o mistério, a mãe que alimenta e dá toda a vida. Ela é o poder da fertilidade e geração; o útero e também a sepultura que recebe, o poder da morte. Tudo vem dela, tudo retorna para ela. Sendo terra, também é a vida vegetal; as árvores, as ervas e os grãos que sustentam a vida. Ela é o corpo e o corpo é sagrado. Útero, seios, barriga, boca, vagina, pênis, osso e sangue; nenhuma parte do corpo é impura, nenhum aspecto dos processos vitais é maculado por qualquer conceito de pecado. Nascimento, morte e decadência, são partes igualmente sagradas do ciclo. Se estamos comendo, dormindo, fazendo amor ou eliminando excessos do corpo, estamos manifestando a Deusa.

A Deusa da Terra é também o ar e o céu, a celestial Rainha do Céu, A Deusa Estelar, regente de todas as coisas sensíveis mas invisíveis: do conhecimento, da mente e da intuição. Ela é a musa, que desperta todas as criações do espírito humano. Ela é a amante cósmica, a estrela da manhã e do entardecer, Vênus que surge nos momentos de amor. Bela e irradiante, ela jamais pode ser dominada ou penetrada; a mente é conduzida cada vez mais adiante na ânsia de conhecer o desconhecido, de falar o inexprimível. Ela é a inspiração que vem no momento da introspecção.

A Deusa Celestial é vista como a lua, que está associada aos ciclos mensais de sangramento e fertilidade das mulheres. A mulher é a lua terrena; a lua é o ovo celestial, vagando no útero do céu, cujo sangue menstrual é a chuva que fertiliza e o orvalho que refresca; aquela que governa as marés dos oceanos, o primeiro ventre da vida na terra. Portanto, a lua é também a Senhora das Águas: das ondas do mar, correntes, nascentes, dos rios que são as artérias da Mãe Terra; dos lagos, poços profundos e lagoas escondidas, dos sentimentos e emoções, que nos tomam como ondas do mar.

A Deusa da Lua possui três aspectos: crescente é a donzela; cheia, é a Mãe; minguante, é a anciã. A tríade da lua transforma-se na estrela quíntupla do nascimento, iniciação, amor, paz e morte. A Deusa manifesta-se no ciclo total da vida. As mulheres são valorizadas e respeitadas na idade avançada, assim como na juventude.

Para as mulheres, a Deusa é o símbolo daquilo que é mais íntimo nas pessoas e o poder benéfico, nutritivo e libertador que existe dentro de cada uma. O cosmos é modelado conforme o corpo feminino, que é sagrado. Todas as fases da vida são sagradas: a idade é uma benção, não uma praga. A Deusa não limita as mulheres ao seu corpo; ela desperta a mente, o espírito e as emoções. Através dela, podemos conhecer o poder de nossa raiva e agressividade, assim como o poder do nosso amor.

(...)

Sentindo os Deuses



Sentir os Deuses é descobrir a essência do amor, é trazer na alma a capacidade de sentir, de obter sentimentos, de amar o que nos rodeia, olhar o mundo com os olhos de uma criança que aprende apreciar o céu nas suas diversificadas cores, é não saber esconder as lágrimas que podem cair na beleza de uma noite estrelada, com uma Lua linda para ouvir todos as melodias que propagam no vento...é sentir a pétala que caí da flor ao voltar para terra..lugar onde sempre pertenceu..
Sentir os Deuses vai mais além...é aprender a ver os princípios (pequenos princípios de amor) nos fazem tão bem... que nos levam desse mundo por alguns segundos e nos embalam em uma sinfonia de vida muito maior.Sentir os Deuses, é também se descobrir.É mergulhar no mais fundo de você, conhecer suas feridas, seus medos e enfrentá-los.Conhecer você mesmo, aceitar-se, amar-se e moldar-se.É aprender com as lições, cair e se erguer.É ensinar e estar aberto a aprender.
É ter paciência quando a tempestade não quer passar, sem desistir de navegar no mar agitado.
É ter fé na busca.
Sentir os Deuses é indefinível.. é vivência, individualidade de cada um, é compreender que não existe verdade absoluta... é amanhecer e saber que não está só.

Marion Levanah

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Magia de Amor com o Senhor dos Ventos



O “sino dos ventos” ou “senhor dos ventos” é usado para melhorar a energia do local, por meio do vento.
O ar é uma força vital e quando ele entra e sai dos tubos, espalha as boas vibrações.
Mas as energias não se renovam somente devido ao ar, pois o som gerado pelos tubos interage com a nossa energia pessoal e nos ajuda a acalmar o nosso espírito.
E você pode utilizar o seu Sino dos Ventos para benefício do Amor.
Veja como;

Magia do Sino do Amor

Pendure em seu sino, com um belo anel que você gosta, e em uma janela que permaneça aberta boa parte do dia, pela qual sopre o vento.
Quando o vento soprar e o sino tocar, você diz:

” Pequeno sino de amor,
Eu pendurei meu anel
Para o Senhor do Vento,
E murmure para ele,
Meu desejo de Amor…
Pequeno sino de amor,
Proclame meu amor em sua brisa,
E gentilmente me traga,
O amor de minha vida!”

A cada badalar do sino, ele estará murmurando seu desejo de amor.
Deixe seu anel pendurado no Senhor dos Ventos o quanto achar necessário.
Você pode fazer esta magia para encontrar seu amor, ou modificar poucas palavras para poder melhorar seu relacionamento atual.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Fazendo uma Coleira de Bruxa (Witch’s Ladder)



As penas sempre foram utilizadas em inúmeros propósitos mágicos, e talvez o mais famoso encantamento feito com elas seja a Coleira de Bruxa (Witch’s Ladder). Três fios de diferentes cores são trançados juntos – as cores dependem do propósito da Coleira de Bruxa – e nove penas, nas cores associadas ao seu desejo, são amarradas ao longo do fio entrelaçado. Ao final da confecção, una as pontas dos fios.

Use:
- Branco: para equilíbrio, proteção, paz e as bênçãos da Lua.
- Vermelho: para coragem, vigor, dinamismo, garra, conquista de algo muito difícil.
- Azul: harmonia familiar e poderes psíquicos.
- Amarelo: saúde, inteligência, sorte nas vendas
- Verde: prosperidade, proteção, abundância.
- Laranja: sucesso.
- Rosa: amor.
- Marrom: conquistas materiais.
- Preto: proteção, afastamento da negatividade, neutralização de feitiços.

Durante toda a confecção da Coleira de Bruxa, mentalize o seu desejo e peça aos Deuses o auxílio necessário para alcançá-los.

Pendure a sua Coleira de Bruxa na janela do seu quarto. Quanto mais o vento soprá-la, mais o seu desejo estará próximo de tornar-se realidade.

Ponche de Frutas para LITHA



Ingredientes:

1 espumante gelado
1 litro de refrigerante de limão gelado
1/2 litro de vodka
1 abacaxi
5 maçãs
1 cacho de uva
3 laranjas
2 kiwi
1/2 lata de pêssego em calda
10 pedrinhas de gelo

Modo de preparo:

Corte as frutas em pedacinhos e leve para gelar
Coloque as frutas em uma jarra, o refrigerante, o espumante, a vodka e o gelo.
Para enfeitar corte morangos ou kiwi