segunda-feira, 5 de abril de 2010

O PODER DA SENHORA DA VIDA


A DANÇA COM A SENHORA DA VIDA

Do meu Útero tudo vem e e para Ele tudo voltara
Nada,absolutamente nada escapa a minha vontade
Assim como concedo a vida concedo a morte
E da morte vem o recomeço
A chave da transformação

Naquele momento eu estava de pé diante de meu primeiro Caldeirão,Derramei um pouco de Água Dentro dele e espalhei as ervas sagradas da Deusa Hera Dentro dele:

Senhora da Vida e da verdade
Seja minha guia nesta jornada
Retire o Véu que tapa meus olhos
Liberte minha Alma
Está noite a Sua Grande Senhora
Minha Deusa Hera
Senhora da Lua!

Naquele momento eu senti o poder da Deusa Hera fluindo atraves do meu corpo e da minha alma e dexei o Poder dela falar mais alto:

Eu sou a vida e amorte,Sou teu caminho e sou teu destino

Você andava perdida
E eu te dei a resposta
Você andava sem vida
E eu lhe dei um porposito
E eu serei sua guia
Nesta intenssa viagem ao fundo do ser
Liberte sua alma e venha a minha presença

Eu agora não sabia se ra a Deusa ou eu quem murmurava estas palavras,eu estava em transe e aquilo já não me importava.Por um momento o Poder foi muito forte e eu quase cai ,mas me segurei firme na pedra-achada por acaso numa floresta- e pedi o auxilio de minha mestra.

A vida e a morte são uma so coisa no pensamento Dela
Se com minha vida ou com minha morte
Eu for util aos propositos da Deusa
Então estarei feliz e plena.

Agora as vozes diziam para eu falar meu nome em voz alta:

Eu sou Gaia Lil,feiticeira e sacerdotisa da Deusa!

As vozes aziam perguntas e queriam ver se eu sabia as respostas:

Você abriria mão do amor de um homem pela Deusa?

A Sacerdotisa respirou fundo e disse:

Sim

Você mudaria todo seu caminho se fosse da vontade Dela?

Sim-respondi denovo

Você abriria mão do amor de todas as pessoas pelo Poder e pelo Conhecimento Sagrado

Não-minha resposta foi firme

NÃO ABRIRIA

Então esta aceita-responderão as vozes.

Naquele momento senti que uma mão não permita que eu tomba se no chão,pos o ritua me deixara exausta.

Mas eu aguentei e senti o Poder da Deusa vibrando sobre mim-uma sensação que so quem se dedica a Ela de corpo e almo pode compreender-

Gaia,a sacerdotisa feia como um duende ,mas bela e altiva usando o Poder da Deusa...

MÃE TERRA


AS ORIGENS DO CULTO A MÃE TERRA


A origem dos cultos centrados na reverência e gratidão à Terra, como Mãe, é tão antiga quanto os atos de semear, plantar e colher. Entregar sementes à terra para que elas germinassem, crescessem e frutificassem era um ato sagrado que dependia da benevolência e ajuda das forças sobrenaturais. A personificação da Terra como Deusa é universal, tendo sido cultuada como Mãe por todas as antigas culturas, em parceria, às vezes, com seu consorte o Pai Céu ou com suas Filhas. Mas havia uma dualidade no seu culto, pois além de ser vista como Doadora e Provedora dos alimentos, Ela também era a Destruidora encarregada da dissolução dos resíduos vegetais, animais e humanos. A dinâmica do mundo era baseada nesta união de princípios opostos – vida/morte – que aconteciam no ventre da Terra, revelando como cada nova forma de vida era criada a partir de uma morte anterior. Além de receber os mortos proporcionando-lhes repouso e cura à espera do renascimento, a Terra também abrigava o mundo subterrâneo, regido por divindades ctônicas e habitado pelos seres ancestrais e sobrenaturais. A profusão de figuras femininas oriundas dos períodos paleolítico e neolítico comprovam a ancestralidade dos cultos de fertilidade centradas em uma Mãe, Avó ou Mulher Terra. As crenças e os rituais eram ligados às irregularidades topográficas como montanhas, grutas,fontes, rios ou à diversidade da vegetação, selvagem ou cultivada. As grutas eram ligadas ao mundo subterrâneo, sendo as aberturas com simbolismo uterino que serviam como locais para rituais e celebrações. As montanhas eram consideradas lugares propícios para a comunicação entre o mundo celeste e o subterrâneo.
A natureza e a origem da Terra eram descritas de forma diversa em vários mitos de criação, geralmente surgindo do vazio, caos ou oceano primordial ou formada do corpo de uma divindade morta. Ela ficava apoiada sobre um animal, como a tartaruga, na tradição indígena norte-americana ou no mito chinês da deusa Nu Kwa, ou sustentada por seres sobrenaturais colocados nas quatro direções cardeais como os gnomos do mito nórdico. Alguns mitos nativos descrevem como diversos animais mergulhavam no oceano primordial, de onde traziam lama ou areia para formar a Terra. Dependendo da nação o animal era o rato aquático, o castor ou a lontra. Nos mitos dos índios norte-americanos o nascimento da humanidade decorre da união entre a Mãe Terra e o Pai Céu. Em outros mitos os seres humanos aparecem de repente por um buraco na terra -sipapu- ou são formados pelas divindades com lama, barro, galhos e penas.
Os terremotos eram atribuídos à mudança da posição da divindade, dos seres sobrenaturais ou dos animais que sustentavam a Terra – como no mito peruano da Pacha Mama. Para pedir clemência os povos antigos faziam sacrifícios de animais, oravam e batiam tambores. Na antiga China o imperador se prosternava perante cinco montículos de terra representando as quatro direções cardeais e o centro e fazia oferendas para a Terra.
O culto mais difundido entre os índios norte-americanos é da Mãe Terra, seguido pelo da Mãe dos Grãos, que aparecia como uma única divindade - a Mãe, múltipla como Suas filhas, as Donzelas do Milho, ou em forma de Três Irmãs, que simbolizavam os alimentos básicos:milho, feijão, abóbora. As colheitas eram as oportunidades para agradecer com oferendas, festividades, danças e orações. Dependendo da localização geográfica e da natureza da colheita, estas cerimônias se estendiam durante vários meses, com danças típicas em forma de rodas ou espirais, mas envolvendo sempre toda a comunidade. Uma dança muito comum na Europa era a dança do pão, considerado o alimento sagrado usado em rituais, como amuleto de proteção ou para a cura. O pão jamais podia ser desperdiçado ou jogado fora, sendo também usado em sinal de boas vindas ou recepção dos noivos entre os povos eslavos e dos Balcãs. Antes de cortar o pão as camponesas romenas o abençoavam e agradeciam à terra pelo “pão de cada dia”.

Mirella Faur

Dicas para Cozinhar Bem

DICAS GERAIS ANTES DE COZINHAR



Antes de arregaçar as mangas para pilotar o fogão e por em prática seu lado Bruxa(o) cozinheira(o)gostaria de que levasse em consideração alguns pontos que julgo de suma importância. São eles:

1. Não vá para a cozinha se estiver cansado, com raiva, ódio ou qualquer sentimento negativo;

2. Os pratos, bebidas, aqui apresentados são pratos considerados mágicos, por combinarem elementos correspondentes às deidades, ou ainda para que você obtenha um determinado resultado. Seja ele para curar de algum mal, para esquentar sua relação com seu cônjuge, para direcionar a energia gerada para um ente querido que precisa de força e por aí vai. Portanto, para que obtenha o resultado esperado, é necessário que faça do ato de preparar os alimentos um verdadeiro ritual. Que apesar de você não concordar comigo, O É!

3. Robe ritual pode ser usada. Não é aconselhável preparar os alimentos vestido de céu, pois acidentes podem acontecer e a roupa pode servir de proteção contra possíveis queimaduras. Ou ainda, pode utilizar uma roupa cotidiana, desde que devidamente limpa. Descalços ou calçados, pouco importa.

4. Preparando a refeição ou um simples petisco, o importante é que recite seus encantamentos, de forma concentrada e não apenas por recitar. Vale tudo, até mesmo rimas do tipo ciranda cirandinha, porém, o que vale é a verdade que sai de sua boca e coração. Lembre-se, você não precisa ser uma grande poeta (isa).

5. Tenham em mente que na cozinha nos tornamos alquimistas. Transformamos os legumes, verduras, frutas, raízes em alimento, consequentemente ENERGIA que iremos absorver por nosso organismo e que transformará a energia em outro tipo de Energia e assim sucessivamente.

6. Visualize o resultado que deseja alcançar.

7. O ideal é que prepare seus alimentos em panelas de barro, vidro e não alumínio.

8. Outra dica, é que se utilize de colheres de pau para mexer os alimentos.

9. Mexer sempre no sentido horário para fazer uma situação prosperar. Há quem diga que se mexer no sentido anti-horário serve para afastar uma situação indesejável. Particularmente, não acho legal usar a cozinha para fazer feitiços contra algo ou alguém.

10. As receitas aqui apresentadas, foram, algumas incrementadas ou criadas por mim, outras retiradas de livros, onde são acompanhadas por notas de rodapé.

11. Nada impede que você crie as suas próprias receitas. Até um simples feijão com arroz e um ovo, pode se tornar uma receita mágica incrível, só dependendo de você. Talvez tenha esquecido de alguns outros pontos importantes, mas com certeza você saberá agir sozinho.

Receitas Mágicas

Bolo de Compromisso

-1 xic. de manteiga
-1 xic. de açúcar
-1/2 xic. de mel
-5 ovos
-2 xic. de farinha de trigo
-2 col. de sopa de casca de limão ralada
-2 1/2 col de sopa de suco de limão
-1 colher de chá de água de rosas
-1 pitada de manjericão

Se necessário dobre a receita!

Numa tigela apropriada bata a manteiga e o açúcar até ficar leve e com bolhas.

Adicione mel e misture bem. Coloque os ovos um a um, batendo bem cada um. Adicione a farinha aos poucos, misturando bem em cada porção. Bata as raspas de limão, o suco, a água de rosas e o manjericão a erva do amor.

Forre uma forma untada para pão (22X12X7) com folhas de gerânio rosa e despeje a massa. Asse o bolo em forno pre-aquecido a 350° por 1h15min.. Retire do forno e deixe descansar por 20 min. antes de desenformar.

Decore com glacê ou sua preferencia

Jantar de Mabon (Salmão Assado)

Asse postas de salmão, salgando-as a gosto e cobrindo-as com bastante suco de limão e ramos de alecrim fresco. ( O salmão é o animal símbolo da sabedoria ancestral celta e é ligado à mitologia de Mabon e Modron)

Batatas Douradas com Louro

Pegue batatas sem casca e cortadas ao meio e leve ao forno em assadeira untada. Polvilhe-as com um pouquinho de gengibre em pó e noz moscada, sal a gosto, e espalhe folhas de louro em cima. Deixe no forno até dourar. ( Este prato representa a prosperidade pela qual se agradece e aquela que ainda se vai obter).

Arroz com Nozes

Cozinhe o arroz como for seu costume (3 xícaras). Acrescente à água de cozimento 1 xícara nozes picadas e 1/4 xícara de mel batido com meia xícara de mostarda.

Doce de Mabon

Faça um creme com uma lata de leite condensado e uma colher de maizena, levando ao fogo até engrossar. Faça à parte uma gelatina vermelha , deixe esfriar. Bata 6 claras em neve e misture-as à gelatina, despejando tudo sobre o creme. Leve à geladeira . Forma-se um creme em 3 camadas coloridas. Mentalize o amor que une as famílias, o amor em sua vida, e seu agradecimento pelo que vc já tem e pelo que ainda obterá.

Sirva vinho ou suco de frutas vermelhas.

Bebida de Imbolc

-ferva um litro de leite com 100 g de mel; desligue o fogo e coloque 15 gotas de essência de baunilha e canela a gosto

Sharbatte Gulab

Essa bebida é originária da Índia e a primavera é um bom período para servi-la, pois as rosas estarão em sua época de florescência.
Serve de seis a oito porções.

-5 Rosas abertas e perfumadas grandes
-2 Litros de água fria
-1/3 de xícara de açúcar
-¼ de xícara de suco de limão
-3 Xícaras de abacaxis, frescos ou em conserva, amassados
-Gelo moído
-Pétalas extras de rosas para decorar.

Selecione apenas rosas não-pulverizadas com pesticidas (as rosas do seu jardim pessoal são excelentes!). Lave-as e retire o excesso de água. Retire cuidadosamente as pétalas e as deposite numa vasilha grande. Derrame a água fria sobre as pétalas e deixe-as num local escuro, mas não refrigerado, por cerca de quatro horas. Coe as pétalas, guardando a água. Dissolva o açúcar no suco de limão e acrescente à água de rosas. Misture o abacaxi. Pouco antes de servir, derrame sobre o gelo moído e decore com uma pétala de rosa por cima de cada copo.

Molho de Amendoim Dourado

Use como molho para frango cozido ou assado, para carne bovina ou de porco. Sirva acompanhado com arroz com ervas.

½- Xícara de cebola picada
1- Colher (sopa) de margarina
3- Xícaras de água
1- Xícara de manteiga de amendoim
1- Colher (sopa) de suco de limão
2- Colheres (chá) de curry em pó
½- Colher (chá) de pimentas vermelhas secas e picadas

Doure a cebola na margarina até ficar macia. Acrescente a água e a manteiga de amendoim, mexendo até ficar fino. Adicione os demais ingredientes e sirva quente.

Trifle Irlandês

1- Bolo inglês
1- Xícara de suco de frutas ou xerez
2- Xícaras de morangos fatiados
1- Pacote de gelatina de morango (170g)
1- Xícara de creme batido
2- Xícaras de castanhas, amêndoas ou nozes

Coloque uma camada de pedaços de bolo numa fôrma. Derrame parte do xerez ou do suco sobre o bolo. Acrescente metade dos morangos e das castanhas. faça uma segunda camada com esses ingredientes.
Prepare a gelatina usando apenas dois copos de água e derrame sobre as camadas. Após endurecer um pouco, cubra com o creme batido. Refrigere de um dia para o outro.

Manteiga com Ervas

Às vezes, durante os meses do outono e do inverno, é necessário algo mais para temperar um prato. Essa manteiga, ou margarina, é deliciosa com pão francês, com bisnagas, com batatas assadas ou com carne.

450g- de margarina ou manteiga
1- Colher (sopa) de manjericão seco e picado
1- Colher (sopa) de folhas de estragão secas e amassadas
2- Colheres (sopa) de salsa fresca picada
1- Colher (sopa) de cebolinha fresca picada

Deixe a margarina em temperatura ambiente, numa tigela grande, até amolecer. Misture as ervas com uma batedeira elétrica. Embale num recipiente hermético. Refrigere de um dia para o outro para o sabor ficar curtido.

Ponche de Ervas

Essa é uma boa bebida não alcoólica para ser servida em encontros pagãos ou para qualquer reunião. Agrada até mesmo às crianças.

1- Punhado de erva cidreira
2- Punhados de borragem
1- Punhado de menta
1- Xícara de suco de abacaxi ou de outra fruta
Sumo de 6 limões
Sumo de 2 laranjas
900ml- de chá forte
2,7l- de gengibirra
Xarope feito de 1 xícara de açúcar, fervido com ½ de água

Despeje 1,3 litros de água fervente sobre a erva cidreira e deixe em infusão por 20 minutos. Coe o líquido sobre a borragem e a menta. Acrescente os sucos de frutas, o chá e o xarope. Resfrie por pelo menos 8 horas. Coe sobre uma vasilha para ponche. Acrescente gelo, um pouco mais de menta e gengibirra.

Biscoitos Dinamarqueses Marrons

1- Xícara de manteiga
1- Xícara de açúcar
4- Xícaras de farinha
1- Colher (chá) de bicarbonato de sódio
½- Colher (chá) de gengibre
1- Colher (sopa) de casca de laranja raspada
½- Xícara de melaço
¼- de colher (chá) de cravos
1- Colher (chá) de canela picada
Amêndoas sem casca para decorar

Bata a manteiga e o açúcar. Acrescente os demais ingredientes. Amasse. Forme dois rolos e resfrie. fatie os biscoitos bem finos e decore com meia amêndoa. Asse a 135'C por 8 a 10 minutos. Podem ser congelados para armazenar.

Manteiga de Tomilho

Ótima com fatias de pão, servidas com sopa ou cozido. Também indicada como acompanhamento para carnes ou peixes. Rende uma xícara.

1- Xícara de manteiga ou margarina amolecida
¼- de colher (chá) de tomilho
Misture bem. Qualquer outra de suas ervas favoritas pode substituir o tomilho.

Bolas de Bourbon

Esta receita rende cerca de 30 doces de 2,5 cm, mas alertamos que eles não duram muito.

1- Pacote de 350g de chocolate meio amargo em pedaços
½- Xícara de açúcar
l ½- de xícara de waffers de baunilha moídos (cerca de 36)
3- Colheres (sopa) de xarope de milho light
¼- de xícara de bourbon
1- Xícara de nozes pecã bem picadas

Derreta o chocolate em banho-maria, mexendo constantemente. Tire a panela do fogo. Misture o xarope de milho e o bourbon; despeje o açúcar, os waffers de baunilha e as nozes pecã e misture bem. Deixe esfriar. Enrole com as mãos bolas com cerca de uma colher de chá. Role cada bola no restante do açúcar e coloque sobre papel-manteiga. Cubra e resfrie por algumas horas. Para guardar, ponha numa vasilha de boca larga com tampa hermética.

Shortbread (amanteigado) Escocês

1½- Xícara de farinha peneirada
1½- Xícara de açúcar peneirado
1- Xícara de manteiga (sem sal)

Coloque o açúcar e a farinha em uma tigela média; misture a manteiga até que a massa fique quebradiça. trabalhe a massa formando uma bola com suas mãos e bata por cerca de dez minutos. Forme um retângulo de 0,5cm de espessura por 35x30cm numa fôrma grande sem untar. Corte em quadrados ou losangulos de 5,5cm com uma faca afiada.
Decore com confeitos coloridos se desejar. Asse por 45 minutos ou até ficar firme e levemente dourado.
Corte novamente o shortbread nas marcas e separe cuidadosamente. Manuseie com extremo cuidado! Remova da fôrma. Guarde num pote hermético com folhas de papel-manteiga entre as camadas. Se armazenado por algumas semanas, esse shortbread assume um delicioso e delicado sabor.

Brownies das Fadas da Montanha

2 tabletes de chocolate meio-amargo
1 xícara de farinha de trigo, peneirada
1/2 colher (chá) de fermento
1/2 colher (chá) de sal
1 xícara de nozes picadas
1/2 xícara de manteiga (temperatura ambiente)
1/2 colher (chá) de essência de baunilha
1 xícara de açúcar
2 ovos

Derreta o chocolate e reserve. Junte as nozes aos ingredientes secos e reserve. Bata a manteiga com a baunilha até obter um creme, adicione o açúcar torne a bater bem e, vá juntando os ovos um a um. Acrescente o chocolate e, por último, os ingredientes secos. Coloque numa forma untada e polvilhada com farinha. Asse em forno médio. Corte em quadradinhos enquanto está quente, e deixe esfriar na forma.

Maçã Verde dos Gnomos

250 gr de farinha
150 gr de manteiga
1 ovo
1/3 copo de água
sal
75 gr de manteiga
150 gr de açúcar
10 maçãs verdes, sem casca, cortadas em 8 pedaços

Junte a farinha, o ovo, o sal e as 150gr de manteiga. Misture bem, com as mãos e vá adicionando, aos poucos, a água. Amasse bem até obter uma mistura homogênea. Abra num disco no diâmetro da forma a ser usada. Deixe descansar na geladeira. Unte uma forma de cobre com 50gr de manteiga e polvilhe com 100gr de açúcar. Disponha as maçãs e cubra com o restante do açúcar e a manteiga em pedacinhos. Coloque em fogo brando, até o açúcar começar a mudar de cor. Coloque a massa, ajustando as bordas para baixo e cobrindo todas as maçãs. Asse em forno médio, até que a massa fique levemente dourada. Vire a torta, sobre um prato, com todo o cuidado, tendo certeza que não ficou nada colado ao fundo. Sirva morna.

Pão de Mel dos Silfos

500 grs. de Margarina para bolo
500 grs. de açúcar Mascavo
05 Ovos inteiros
01 litro de Mel
01 quilo de Farinha
20 grs. de Fermento químico
500 grs. de Leite comum
20 grs. de Canela em pó
20 grs. de Noz moscada ralada

Fazer um creme com a Margarina Bolo e açúcar mascavo. Adicionar os ovos aos poucos Colocar o mel, a farinha, o fermento e os demais ingredientes juntamente com o leite. Fazer uma massa bem homogênea em seguida pingar e modelar a massa em formato de bico liso.

Tomate Seco

6,5 kg de tomates, sem sementes, cortados ao meio no sentido do comprimento
sal grosso
6 folhas de louro
orégano
pimenta do reino em grão
12 dentes de alho inteiros
azeite suficiente para cobrir os tomates

Salgue os tomates e deixe desidratar, por 12 horas, sobre papel absorvente. Passe para assadeiras, forradas com papel de alumínio untado com azeite e leve ao forno bem baixo até secar. Distribua em vidros juntamente com os temperos. Cubra com o azeite e conserve na geladeira ou freezer.
Rendimento: 1,0 kg

Sopa Catalã

1/2 dente de alho socado
250g de carne de boi picada
2 colheres de sopa de salsa picada
sal e pimenta-do-reino
40g de farinha de trigo
óleo de fritura ou banha
1 litro de caldo de galinha
4 faitas de pão torrado
Picada:
2 pitadas de açafrão em pó
2 dentes de alho
1 pitada de sal
30g de avelãs aferventadas e torradas
30g de amêndoas aferventadas e torradas
1/2 colher de chá de canela em pó
2 ramos de salsa
1 colher de sopa de xerez

Para fazer a picada soque o ingredientes secos e regue com xerez e uma quantidade de água suficiente para obter uma pasta fina.
Misture o alho, a carne e a salsa. Salgue e apimente. Faça pequenos bolinhos passe na farinha de trigo. Em uma frigideira contendo um pouco de óleo ou de banha quente, doure-os de maneira uniforme. Em uma caçarola, ferva o caldo, junte o pão torrado e deixe-o desmanchar-se. Em seguida, junte os bolinhos de carne e a picada e deixe em fervura branda por 15 a 20 minutos.
Rendimentos: Para 4 pessoas.

Fondue Suíça Clássica

1 dente de alho cortado ao meio
1 1/2 de vinho branco seco
1 colher de sopa de kirsch
1/2 kg de queijo tipo suíço Emmental ou Gruyère, ou a seguinte combinação:gruyère e estepe)
3 colheres de farinha de trigo pimenta-do-reino a gosto
1 colher de café de noz-moscada ralada
pão francês ou italiano.

Esfregue a parte interna da panela para fondue ou panela comum com o dente de alho. Despeje o vinho na panela e leve ao fogo baixo. Adicione o kirsch e mexa bem. Enquanto isso rale o queijo ou os queijos (como preferir); em uma tigela média, junte a farinha de trigo e misture até ficar bem úmido. Acrescente o queijo, um punhado de cada vez, ao vinho quente, mexendo constantemente com uma colher de pau, até que esteja derretido. Junte a noz-moscada, a pimenta e mexa. Corte o pão em cubos tomando cuidado para que cada um tenha um pouco de casca. Durante essa operação, mantenha a fondue aquecida sobre um rèchaud. Cada convidado espetará um cubo de pão com o garfo especial para fondue e o mergulhará na mistura quente.
Rendimento: 4 porções.

Pão de Alecrim

Para invocar bons fluídos para o futuro.

2 colheres (sopa) rasas de água morna
15g de fermento biológico
1 xícara (chá) de leite morno
1 colher (sopa) de margarina
¼ xícara (chá) de mel 1 colher (chá) de sal
3 xícaras (chá) de farinha de trigo
½ colher (sopa) de alecrim seco

Numa tigela, coloque o fermento, a água, o sal e o mel e deixe descansar por 15 minutos. Acrescente o leite morno, a farinha e a margarina e misture até formar uma massa que desgrude das mãos (se necessário, acrescente mais farinha). Ponha o alecrim e amasse novamente. Deixe descansar até dobrar de tamanho, coloque em fôrmas para pão e asse em forno pré aquecido até dourar.

Pão do Amor

Deve ser feito especialmente para quem se ama.

500g de farinha de trigo
30g de fermento biológico
1 colher rasa (sobremesa) de açúcar sal a gosto
½ xícara (chá) de azeite gengibre
alcaparra
tomate seco
ervas (manjerona, tomilho, orégano, manjericão)

Misture o fermento e o açúcar, até dissolver. Junte o sal, o azeite, a farinha e amasse bem, pensando em seu amor. Junte à massa o gengibre ralado, as alcaparras e tomates secos picados e as ervas. Deixe a massa descansar por 30 minutos. Enrole o pão em forma de meia lua ou de coração, pincele com ovo batido e asse em forno pré aquecido. Faça o feitiço às sextas feiras, de preferência na Lua Crescente ou Cheia.

Consagre o feitiço a Vênus.

Pão da Felicidade

Prepare-o quando estiver em busca de alegria e felicidade.

1 xícara (chá) de manteiga
½ xícara (chá) de leite adoçado
½ xícara (chá) de mel
1 colher (sobremesa) de fermento em pó
½ xícara (chá) de germe de trigo
2 xícaras (chá) de farinha de trigo integral
½ colher (chá) de sal 1 xícara (chá) de passas

Misture todos os ingredientes e mexa com uma colher de pau. Coloque numa fôrma de pão untada e asse em forno quente por 1 hora.

Consague o feitiço a Júpiter.

Pão de Passas

Consagrado a Marte, indicado para quando se precisa de iniciativa e criatividade para cumprir metas.

2 colheres (sopa) rasas de água morna
15g de fermento biológico
1 xícara (chá) de leite morno
1 colher (sopa) de margarina
¼ xícara (chá) de mel
1 colher (chá) de sal
3 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 punhado de uva passa

Misture o fermento, a água, o sal e o mel e deixe descansar por 15 minutos. Em seguida, acrescente leite morno, farinha e margarina, mexendo até formar uma massa que desgrude das mãos (se necessário, acrescente mais farinha). Junte as pasas, coloque em fôrma de pão untada e deixe crescer até dobrar de tamanho. Asse em forno pré aquecido. Sirva com suco de beterraba (½ copo de suco de laranja, ¼ copo de água gelada, 1 colher (sopa) açúcar, 1 pedaço pequeno de beterraba crua. Bata tudo no liquidificador e coe.).

Consagre o feitiço a Marte.

Bisnagas de Groselha com Ervas Nevadas

Muito semelhantes aos Pãezinhos de Passas Hot Cross, muito mais velhos do que a tradição cristã que os popularizou.
Rende seis dúzias.

1- Colher (sopa) de suco de limão
6- Colheres (sopa) de açúcar
½- Xícara de groselhas ou passas
1- Ovo bem batido
¾- de xícara de açúcar de confeiteiro
½- Colher (chá) de semente de anis
1- Pacote de mistura para pão, ou uma medida de massa caseira pronta de pão simples.

Prepare a massa de pão de acordo com as instruções da embalagem, ou conforme sua receita, adicionando o açúcar, as groselhas (ou passas) e o ovo batido. Cubra com um pano de prato e deixe crescer em local morno até ficar leve e com o dobro do tamanho, por cerca de 30-45 minutos.
Amasse a massa até ficar com cerca de 1,5 cm de espessura numa superfície polvilhada com farinha. Corte com um cortador de biscoitos untado ou com a borda de um copo grande. Coloque as bisnagas numa forma bem untada, cubra novamente com o pano de prato e deixe crescer mais uma vez até atingir o dobro do tamanho.
Asse a 155'C por 20 a 30 minutos. Misture o açúcar de confeiteiro, as sementes de anis e o suco de limão. Bata até afinar. Espalhe sobre as bisnagas.
Guarde em um recipiente tampado ou em sacos para pães.

Conserva de Maçã e Rosa

3,5l- de maçãs para torta picadas
½l- de framboesas vermelhas
3 ½- Xícaras de açúcar
½l- de pétalas de rosas perfumadas em pó
1- Colher (chá) de canela
2- Colheres (sopa) de sumo de limão
¼- de xícara de nozes inglesas moídas
1- Pacote de pectina de frutas

Siga as instruções de preparo de geléia no pacote de pectina de frutas. Pode substituir as pétalas de rosas em pó por pétalas frescas. Use apenas flores livres de pesticidas, a do seu jardim é ótima. Rende cerca de nove xícaras.

Curry de Legume (Magia de Prosperidade)

Curry siginfica mistura, tempero indiano, mistura de especiarias!

Ao iniciar magia na cozinha, tenha em mente o que necessita, visualize seu desejo a todo instante, aprecie e energize cada alimento colocado na panela ," caldeirão", como benção da Deusa à nós!

Crie um clima gostoso, ( gosto de colocar o CD Celtic 3 twilight, são canções de ninar celta, transmite tranqüilidade, essencial para cozinhar de forma mágica!

Antes de iniciar, tomo banho ritual, espalho pétalas no chão da cozinha, isso dá um toque especial e cria o clima necessário a magia!), faça como o coração mandar!!!

Ingredientes:

500g de lentilha cozida em água e sal
2 cenouras grandes fatiadas
1 batata grande picada
½ couve-flor separada em pequenos floretes
1 xic. De salsinha picada
½ xic. De gengibre fresco picado miudinho

Curry de Temperos

Modo de fazer:

Refogar o gengibre picado em ½ xic. de azeite. Em seguida, coloque o curry de temperos e refogue a cenoura, a batata e a couve-flor. Coloque água até cobrir os alimentos e deixe cozinhar levemente. Acrescente a lentilha, e deixe o caldo apurar. Se necessário acrescente sal, e na hora de servir coloque a salsinha e coentro.

Sirva com arroz ( branco ou integral), e convide amigos ou familiares !

Pão para Sabath

Os preparativos para festivais consomem um tempo enorme para muitos, como gosto de preparar os pães, achei essa receita em um livro, é rápido e você pode trabalhar a energia no pão.

Ingredientes:

2 xic. de farinha de trigo
Meia xic. de leite
1 ovo inteiro
2 colheres de sopa de margarina derretida
1 colher de sopa de fermento para bolo
sal a gosto

Preparo:

Amasse bem todos os ingredientes e forme pequenos pães, se desejar, recheie conforme as ervas ou grãos do sabat que está comemorando, enrole como rocambole.

Quibe de Abóbora Para Samhain

A função dos banquetes após as comemorações é dispersar as energias concentradas no círculo, ligando as energias da terra novamente. Os alimentos deste sabá são maçãs, tortas de abóboras, milho, cerejas, chás de ervas sidra.

Ingredientes:

1 xic. de trigo para quibe lavado e levemente cozido em pouca água, alho moído, orégano e sal.
½ abóbora japonesa picada e cozida no microondas por 7 min. (ou assada)
3 colheres de sopa de farinha de trigo.
Temperos: alho, sal, cebola picada, salsinha, hortelã.
Queijo branco picado ou ricota esfarelada.
1 ovo inteiro.

Preparo:

Amasse a abóbora ainda quente, formando um purê, adicione trigo, temperos, e farinha de trigo, para dar o ponto. Coloque metade da massa em forma untada com óleo, recheie com o queijo e espalhe o ovo batido por cima, cubra com restante da massa. Leve para assar em temperatura média alta por 20 minutos.

Pão de Batata ( Para Mabon)

Os alimentos desse sabá são, raízes ( cenouras , batatas), pães, vegetais, maçãs, sidra e romã ( para abençoar o retorno de Perséfone ao submundo)

Ingredientes:

½ xic. de leite morno para dissolver o fermento.
50g de fermento para pão
1 colher de sobremesa de sal e outra de açúcar
2 ovos inteiros
1 xic. de óleo
1 ou 2 batatas grandes cozidas e bem amassadas
farinha de trigo para dar o ponto.

Preparo:

Vá colocando nos ingredientes líquidos a batata e depois a farinha. Amasse bem forme os pães médios para que fique bem macio. Pincele 1 ovo batido. Asse por 20 minutos.

Bolo de Milho Verde (Para Lammas )

Os alimentos desse sabá são pães caseiros, cerejas, milho, cerveja, aveia.

Ingredientes:

4 espigas de milho
3 ovos inteiros
1 tablete de margarina (temperatura ambiente)
2 xic. de açúcar
3 xic. de farinha de trigo
1 colher de fermento em pó

Preparo:

Corte o milho das espigas, coloque no liqüidificador com as gemas e um pouco de leite, bata, vá acrescentando os outros ingredientes. Coloque a massa em forma untada e asse em forno médio por aproximadamente 40 minutos. Se gostar acrescente à massa erva-doce.

Tigela de Maio

15 gramas de folhas de aspérula

1 limão com casca cortado em rodelas

4,5 litros de vinho branco

Adicione as folhas de aspérula e as rodelas de limão ao vinho e deixe macerar de 4 a 6 horas. Passe o líquido por uma peneira e deixe-o gelar

Up

1 xícara de cenoura picada em cubinhos

1 xícara de ervilhas frescas

½ xícara de pimentão vermelho

½ xícara de pimentão amarelo

1 xícara de abóbora japonesa cortada em cubos

1 colher de café de alecrim

3 batatas cortadas em cubo

½ colher de páprica picante

1 pitada de cominho

1 pitada de canela

3 a 4 cravos da índia

1 dente de alho

½ cebola pequena ralada

2 colheres de óleo de gergelim

sal a gosto

Água mineral

Salsinha

Mode de Fazer

Junte em uma panela (ou caldeirão) o óleo para aquecer, junte a cebola, o alho, os cravos e o alecrim e dê uma leve fritada, quando a cebola e o alho estiver douradinho, junte a cenoura, a batata para fritar, mexa para não grudar. Depois de levemente fritas, junte um pouco de água para que cozinhe. Antes de estarem completamente cozidas, junte a abóbora e deixe cozinhar um pouco mais. Quando notar que a abóbora já está meio cozida, junte as ervilhas, os pimentões a páprica e mexendo de vez em quando, com suavidade no sentido horário. Observe os alimentos. Cuidado para não amassa-los. Notando que já estão cozidos, retire do fogo e junte o sal, mexa. Coloque o UP em uma tigela e enfeite com a salsinha. Sirva com arroz branco ou integral. Ahhh...vá acrescentando a água na medida em que vai acrescentando os ingredientes.

Moedas de Ouro

1 lata de espigas de milho em conservas

cenouras

Pimenta do reino

Ramos de salsinha fresca

Suco de ½ laranja

Suco de ½ limão

3 colheres de azeite de oliva

sal marinho

Corte as espiguinhas em rodelas finas e reserve. Raspe a casca das cenouras e corte todas em rodelas finas. Feito isto, coloque-as para cozinhar em água com sal a gosto. Eu, particularmente, gosto de cozinhá-las no vapor para que não percam suas propriedades e mantenham a cor viva. Mas se preferir cozinhar diretamente na água, a dica que eu dou para que volte a cor vibrante delas é que assim que você apagou o fogo e as escorreu, coloque-as todas dentro de uma bacia de gelo para um choque térmico. Voltam a parecer vivas.

Em uma saladeira, misture o milho com as cenouras. Sobre os dois, junte o azeite o suco da laranja, o suco do limão e mexa com cuidado para que não vire um purê. Sobre a salada junte a salsinha fresca e a pimenta do reino para enfeitar e enriquecer o prato.

Moedas de Prata

2 pepinos

rabanetes

Pimenta do reino

Ramos de salsinha fresca

Suco de ½ laranja

Suco de ½ limão

3 colheres de azeite de oliva

sal marinho

Fatie os pepinos e rabanetes em rodelas finas. Coloque-os em uma saladeira e sobre eles junte o suco de laranja, de limão, sal marinho a gosto e o azeite. Misture tudo com cuidado e enfeite com a pimenta e com a salsinha.

Salada dos Tesouros

Ingredientes:



Para Moedas de Ouro: Ver Esta Receita

Para Moedas de Prata: Ver Esta Receita

Tomate vermelho

gengibre

2 colheres de chá de gergelim dourado

maçã

uvas passas

sal marinho

óleo de oliva

suco de laranja e limão ou vinagre de maçã

salsinha fresca

crotons

Modo de Fazer:

Prepare a primeira parte das moedas de ouro, ou seja, corte as espigas em rodelas e cozinhe as cenouras com um pouco de sal. Prepare a primeira parte das moedas de prata, ou seja, corte em rodelas o pepino e o rabanete. Os 4 ingredientes em uma saladeira.

Pique um tomate vermelho em cubos pequenos e junte com as moedas.

Descasque o gengibre e pique ele em pedaços muito pequenos. Não exagere, tenha em mente que é para eles darem apenas um toque especial. Junte com as moedas e com os tomates. Junte, também, o gergelim dourado.

Corte as maçãs em cubos pequenos e delicados e coloque sobre os demais ingredientes que já estão na saladeira, juntamente com as passas.Mexa tudo com delicadeza.

Em um mix, ou liqüidificador ou mesmo com as mãos, num recipiente que não seja de metal, junte o suco de laranja de ½ laranja e o suco de ½ limão, ou o vinagre, se vc o preferiu, e o azeite. Bata, até obter um tipo de creme que deverá ser jogado imediatamente sobre a salada e que deverá ser enfeitada com a salsinha e com os crotons (pequenos pedaços de pão torrado partidos em quadradinhos)

Arroz Onírico

1 colher de chá de óleo de gergelim

1 cebola picada

4 cravos

½ colhe de chá de curry

1 pauzinho de canela

2 dentes de alho espremidos

Sal a gosto

4 folhas de louro

1 mão cheia de passas sem sementes

1 mão cheia de amêndoas

4 xícaras de água

2 xícaras de arroz integral

1 xícara de ervilhas frescas

1 xícara de milho verde

1 xícara de vagens em pedacinhos

1 xícara de cenoura ou pedacinhos.

Para obter êxito no que almeja. Refogue o arroz com os temperos. Acrescente as cenouras e deixe cozinhar um pouco. Quando o arroz e a cenoura estiverem quase cozidos, acrescente o milho, ervilha e as vagens. Quando o arroz estiver cozido, junte as passas e as amêndoas. Sirva em uma travessa de barro. Consagre esta receita às forças do Sol.

Bolo em Crescente

Ingredientes:

1 xícara de amêndoas bem moídas

1 ¼ de xícara de farinha

½ xícara de açúcar de confeiteiro

2 gotas de extrato de amêndoas

½ xícara de manteiga derretida

1 gema de ovo.

Modo de Preparo:

Misture as amêndoas, a farinha, o açúcar e o extrato até que estejam completamente misturados. Com as mãos, passe na manteiga e na gema de ovo ate que esteja bem misturado. Resfrie a massa. Preaqueça o forno a 150.º C. Separe pedaços da massa do tamanho de uma noz e de forma de crescentes. Deposite em folhas amanteigadas e asse por cerca de 20 minutos. Podem ser servidas durante o banquete simples, especialmente nos Esbats.

Creme de Cravo de defunto (Para Beltane)

2 xícaras de leite

1 xícara de pétalas de cravo de defunto

¼ de colher de chá de sal

3 colheres de sopa de açúcar

1 pedaço de baunilha com cerca de 3 a 4 cm

3 gemas de ovos, levemente batidas

1/8 de colher de chá de calicanto

1/8 de colher de chá de noz-moscada

½ colher de chá de água de rosas creme batido.

Usando um pilão ou colher moa as pétalas. Misture o sal, o açúcar e os temperos. Ferva o leite com as pétalas e com a baunilha. Remova a baunilha e acrescente as gemas levemente batidas e os ingredientes secos. Cozinhe em fogo baixo. Quando a mistura cobrir a colher acrescente a água de rosas e esfrie. Cubra com o creme batido, e enfeite com pétalas.

Bolinho (Para Sabbat)

1 xícara de manteiga

1 xícara de mel

2 xícaras de farinha de trigo

1 xícara de açúcar

1 xícara de creme de leite fresco

1 colher de sobremesa de fermento em pó

½ colher de chá de sal

1 ovo

Misture todos os ingredientes, mexendo muito bem com uma colher de pau. Depois de bem misturada a massa, distribua em forminhas devidamente untadas e enfarinhadas. Asse em forno previamente aquecido por 15 a 20 minutos.

sábado, 3 de abril de 2010

Lugar de Magia é na COZINHA!



Deusas na Cozinha


Transforme sua cozinha num cantinho especial, afinal é ali que preparamos nosso alimento!

O primeiro passo é escolher uma Deusa para nossa cozinha. Devemos escolher uma Deusa que nos agrade, que nos chame atenção, que possua as características que desejamos, para então começar uma relação especial com Ela: podemos fazer uma conexão, Convidá-la para a partir deste momento se tornar presente neste espaço que agora será sagrado.

Há várias Deusas que podemos escolher e vários motivos para isso.

Se formos cozinheiros criativos, gourmets ou gostaríamos de nos tornar um, podemos escolher uma Deusa da criatividade como Saravasti.

Podemos também escolher Deusas para nossa cozinha de acordo com as estações do ano:

- Deusa das flores na primavera como Blodeuwedd e Xochiquetzal;
- Deusa das frutas no verão como Pomona;
- Deusa dos grãos no outono como Ashnan e Ceres;
- Deusa da terra no inverno como Gaia.

Agora que que escolhemos uma ou mais Deusas para nossa cozinha, como fazer para representá-la?
Pode usar uma estátua da Deusa ou uma imagem que a represente; ou pode esculpi-la em barro, papel machê;
Ou mesmo moldá-la em massa de pão ou uma massa salgada que podemos fazer facilmente misturando:

- 02 xícaras de polvilho,
- 01 xícara de sal
- 1/2 xícara de água

Misture até obter uma massa lisa e firme;
Sove por 10 minutos
Depois deixe descansar por 20 minutos antes de moldá-la.
A massa quando assada adquire uma cor dourada muito bonita.
Depois de assada devemos passar algumas camadas de verniz acrílico para proteção contra umidade e poeira.
Além disso, podemos fazer bonecas de milho, quadros com grãos, ramos de trigo. moedas enfim qualquer coisa que possa representar a Deusa.
A Deusa pode se fazer presente em nossa cozinha através de uma imagem, de uma estátua, dos alimentos que estão na geladeira, das ervas que estão no armário, dos grãos de arroz e milho. Podemos reconhecer a Deusa nos pequenos detalhes, nas pequenas coisas.

Lugar de Magia

Nunca é demais falar sobre a cozinha mágica...De onde nasce a maioria dos feitiços...
A cozinha é essencialmente um lugar mágico. Portanto, comer não é um ato mecânico, mas um ritual de magia, desde a escolha dos alimentos, os estímulos visuais de cores e formas, os cheiros, o jeito de cozinhar... no tipo da panela, nas ervas, nos utensílios, que transformam o alimento, para chegar à magia do sabor.

A cozinha é um verdadeiro laboratório de alquimia. Pois, durante o preparo de um alimento, temos uma verdadeira operação mágica ocorrendo, e não é a toa que entre os instrumentos wicca que sobreviveram as perseguições sofridas, no decorrer da historia da civilização, está o caldeirão, a colher de pau e o pilão.

“Abençoada seja esta cozinha pelos poderes do Ar, do Fogo, do Ar e Terra. Que esteja aquecida pela luz sagrada da Deusa e do Deus; e tudo que for feito aqui, traga cura, amor, sustento e não prejudique ninguém. Com amor, paz, criatividade e magia... estando agora e sempre completa. Que assim seja!”.

terça-feira, 30 de março de 2010

Cozinhar é MÁGICO

A COZINHA DA BRUXA



"Cozinha também é lugar de bruxa. O ato de preparar alimentos funciona como uma verdadeira alquimia.
Os ingredientes utilizados são os mesmos encontrados em qualquer casa: arroz, feijão, condimentos, ervas aromáticas.
A diferença está nos detalhes e no objetivo que se deseja alcançar, ou seja, na magia da mente e dos atos.
Cozinhar em panela de barro atrai abundância financeira e saúde, a de vidro é apropriada para conquistas amorosas e a de ferro favorece os pedidos em geral e qualquer tipo de bruxaria. Nunca use colheres de alumínio, pois pode quebrar o feitiço. O importante é mentalizar o que desejamos enquanto preparamos os alimentos.
E as asas de morcego, rabo de escorpião e patas de urubu? As bruxas não queriam que os conhecimentos da Arte caíssem em mãos erradas por isso colocaram coisas tenebrosas para que as pessoas tivessem nojo ou medo e não usassem esse conhecimento para o mal."

DICIONÁRIO DE COZINHA DA BRUXA

• Asa de Morcego: Pimenta do reino
• Coração de Boi: Tomate
• Barriga de Sapo: Pepino
· Sangue de Moça Virgem: Vinho tinto
•Rabo de Escorpião: Salsa ou coentro
•Moscas Mortas: Uvas passas
•Olho de Sapo: Azeitona
•Terra de Túmulo: Chocolate
•Elfos Negros: Chá preto
•Ossos Moídos: Farinha de trigo
•Beijo da Sereia: Sal
•Pernas de Aranha: Alecrim
•Penas de Fênix: Louro
•Saliva de Dragão: Vinagre
•Pêlos de Unicórnio: Açúcar
•Lágrimas de Moça: Cebola

O ARMÁRIO DE COZINHA DA BRUXA

O armário de cozinha guarda uma quantidade surpreendente de ingredientes mágicos, muito temperos e ervas aromáticas que usamos para cozinhar tem associações mágicas. Aqui você encontra alguns temperos e ervas mais comuns e suas associações mágicas:

• Alecrim: Cura, amor.
• Alho: Proteção, purificação.
• Canela: Prosperidade, felicidade no ambiente doméstico.
• Casca de Limão: Diminui a negatividade, cura.
• Cebolinha: Proteção, absorção de más vibrações.
• Cravo-da-Índia: Proteção, para acabar com as fofocas.
• Endro: Segurança.
• Hortelã: Calmante, harmonizador e ajuda a dissolver a raiva.
• Louro: Fortuna, fartura e sorte.
• Manjericão: Dinheiro, sorte.
• Orégano: Traz a beleza e aumenta o poder de sedução.
• Pimenta-malagueta: Poder, sucesso.
• Salsinha: Purificação, proteção.
• Sálvia: Sabedoria.
• Tomilho: Melhora a saúde e aumenta a coragem.

INFLUÊNCIA PLANETÁRIA DE CADA ALIMENTO

SOL: Angélica, Açafrão, Alecrim, Canela, Cardamomo, Cevada, Couve, Cravo-da-Índia, semente de girassol, laranja, louro, manjerona, palmito, salva, tomilho, trigo.

LUA: Abóbora, Alface, Aveia, Beldroega, Berinjela, Melancia, Melão, Semente de Papoula, Pepino, Repolho.

MERCÚRIO: Acelga, Anis, Camomila, Cenoura, Chicória, Endívia, Ligústica, Serralha.

VÊNUS: Agrião, Amêndoa, Coentro, Couve-Flor, Espinafre, Limão, Maçã, Melissa, Rosa, Verbena.

MARTE: Absinto, Aipo, Alcachofra, Alho, Alho-Poró, Artemísia, Aspargo, Bardana, Cebola, Cebolinha, Favas, Hortelã, Manjericão, Mostarda, Noz-Moscada, Pimentas, Rábano, Ruibarbo, Taioba, Urtiga.

JÚPITER: Ameixa, Amora, Beterraba, Cereja, Gergelim, Marmelo, Morango, Rabanete, Trigo Sarraceno.

SATURNO: Arruda, Cominho, Funcho, Salsa.

TABELA DE HORAS E DIA:


Vejam nessa tabela os planetas que regem as horas e os dias da semana e do ano, essa tabela vai facilitar e será FUNDAMENTAL para você fazer suas RECEITAS. Sua consulta é simples, basta você saber quais as influências que cada planeta exerce e consultar as horas e os dias de acordo com a intenção de seu ritual,feitiço e receitas.

DOMINGO - SOL

Horas do Dia: 7h - SOL / 8h - VÊNUS / 9h - MERCÚRIO / 10h - LUA / 11h - SATURNO / 13h - MARTE / 14h - SOL / 15h - VÊNUS / 16h - MERCÚRIO / 17h - LUA / 18h - SATURNO

Horas da Noite: 19h - JÚPITER / 20h - MARTE / 21h - SOL / 22h - VÊNUS / 23h - MERCÚRIO / 24h - LUA / 1h - SATURNO / 2h - JÚPITER / 3h - MARTE/ 4h - SOL / 5h - VÊNUS / 6h -MERCÚRIO

SEGUNDA-FEIRA - LUA

Horas do Dia: 7h - LUA / 8h - SATURNO / 9h - JÚPITER / 10h - MARTE / 11h - SOL / 12h - VÊNUS / 13h - MERCÚRIO / 14h - LUA / 15h - SATURNO / 16h JÚPITER / 17h - Marte /18h - SOL

Horas da Noite: 19h - VÊNUS / 20h - MERCÚRIO / 21h - LUA / 22h - SATURNO/ 23h - JÚPITER / 24 - MARTE / 1h - SOL / 2h - VÊNUS / 3h - MERCÚRIO / 4h -LUA / 5h - SATURNO /6h - JÚPITER

TERÇA-FEIRA - MARTE

Horas do Dia: 7h - MARTE / 8h - SOL / 9h - VÊNUS / 10h - MERCÚRIO / 11h - LUA / 12h - SATURNO / 13h - JÚPITER / 14h - MARTE / 15h - SOL / 16h - VÊNUS / 17h - MERCÚRIO / 18h - LUA

Horas da Noite: 19h - SATURNO / 20h - JÚPITER / 21h - MARTE / 22h - SOL / 23h - VÊNUS / 24h - MERCÚRIO / 1h - LUA / 2h - SATURNO / 3h - JÚPITER / 4h - MARTE / 5h - SOL / 6h - VÊNUS

QUARTA-FEIRA - MERCÚRIO

Horas do dia: 7h - MERCÚRIO / 8h - LUA / 9h - SATURNO / 10h - JÚPITER / 11h - MARTE / 12h - SOL / 13h - VÊNUS / 14h - MERCÚRIO / 15h - LUA / 16h - SATURNO / 17h - JÚPITER / 18h - MARTE.

Horas da noite: 19h - SOL / 20h - VÊNUS / 21h - MERCÚRIO / 22h - LUA / 23h - SATURNO / 24h - JÚPITER / 1h - MARTE / 2h - SOL / 3h - VÊNUS / 4h - MERCÚRIO / 5h - LUA / 6h - SATURNO.

QUINTA-FEIRA - JÚPITER

Horas do dia: 7h - JÚPITER / 8h - MARTE / 9h - SOL / 10h - VÊNUS / 11h - MERCÚRIO / 12h - LUA / 13h - SATURNO / 14h - JÚPITER / 15h - MARTE / 16h - SOL / 17h - VÊNUS / 18h - MERCÚRIO.

Horas da noite: 19h - LUA / 20h - SATURNO / 21h - JÚPITER / 22h - MARTE / 23h - SOL / 24h - VÊNUS / 1h - MERCÚRIO / 2h - LUA / 3h - SATURNO / 4h - JÚPITER / 5h - MARTE / 6h - SOL.

SEXTA-FEIRA - VÊNUS

Horas do dia: 7h - VÊNUS / 8h - MERCÚRIO / 9h - LUA / 10h - SATURNO / 11h - JÚPITER / 12h - MARTE / 13h - SOL / 14h - VÊNUS / 15h - MERCÚRIO / 16h - LUA / 17h - SATURNO / 18h - JÚPITER.

Horas da noite: 19h - MARTE / 20h - SOL / 21h - VÊNUS / 22h - MERCÚRIO / 23h - LUA / 24h - SATURNO / 1h - JÚPITER / 2h - MARTE / 3h - SOL / 4h - VÊNUS / 5h - MERCÚRIO / 6h - LUA.

SÁBADO - SATURNO

Horas do dia: 7h - SATURNO / 8h - JÚPITER / 9h - MARTE / 10h - SOL / 11h - VÊNUS / 12h - MERCÚRIO / 13h - LUA / 14h - SATURNO / 15h - JÚPITER / 16h - MARTE / 17h - SOL / 18h - VÊNUS.

Horas da noite: 19h - MERCÚRIO / 20h - LUA / 21h - SATURNO / 22h - JÚPITER / 23h - MARTE / 24h - SOL / 1h - VÊNUS / 2h - MERCÚRIO / 3h - LUA / 4h - SATURNO / 5h - JÚPITER / 6h - MARTE.


MAGIA DA COMIDA

O que são comidas mágicas?


O alimento é que o nutri nosso corpo. A matéria em sintonia com a matéria.
Através dos alimentos, nosso corpo se coloca em funcionamento para que possamos desenvolver todos os dons existentes na matéria corpo.
O alimento provem da terra. Em cada alimento podemos verificar a presença viva dos elementos: terra, ar, fogo e água.
Ao transformarmos os alimentos criamos o que podemos designar "comida" .
A mistura de ingredientes que geram pratos além de saborosos muito poderosos. No momento em que manipulamos a energia dos alimentos provocamos a integração de vários elementos trazendo assim a energia vital da Terra. A força da Deusa Mãe.
A energia dos alimentos e de nosso corpo entram em contato. Passamos então a reuni-las de maneira que cada uma possa manifestar sua vibração. Com essa consciência presente permitimos que energias sutis nos envolvam.
Podemos então utilizar esta força de mão dupla para transformarmos, intenções e desejos, colocados diretamente no que iremos ingerir, em realizações. Usamos nossas mãos como captadoras ( no momento em que manipulamos os alimentos e os transformamos ) e emanadoras ( intenção e desejo ) das energias para conseguirmos realizar nossos pedidos mágicos.
Devemos olhar uma receita e identificar todas as energias surgindo em cada ingrediente. Estes ingredientes se unem dando força a um pedido específico proveniente da energia de cada elemento presente.
Todas as energias se tornam uma só. Todos os elementos se unem em favor do nosso pedido e da força de nosso desejo que transmutam aqueles alimentos em "comida mágica", capaz de nos dar tudo que pedimos com as bênçãos da Deusa.

RECEITINHAS


Néctar de Afrodite

Rendimento: 8 porções

-8 unidade(s) de filé de frango
-quanto baste de sal
-quanto baste de pimenta-do-reino branca
-2 colher(es) (sopa) de farinha de trigo
-2 unidade(s) de ovo
-200 gr de castanha-de-caju torrada(s) e moída(s)
-3 unidade(s) de manga fatiada(s)
-quanto baste de manteiga
-fatias de manga pra decorar

Tempere os filés de frango com sal e pimenta-do-reino. Depois, passe-os na farinha de trigo e, em seguida, nos ovos batidos e nas castanhas picadas. Se for necessário, use mais farinha, ovos e castanhas para empanar os filés. Frite-os na manteiga, tendo o cuidado de dourá-los uniformemente. Retire os filés da frigideira e mantenha-os quentes. Passe as fatias de manga na frigideira que já foi utilizada para a fritura dos filés, mas apenas ligeiramente, só para esquentá-las. Arrume os filés numa travessa bem bonita e coloque as fatias de manga sobre eles.

Geléia de Maçã

Rendimento: 15 porções

-1 kg de maçã
-2 xícara(s) (chá) de açúcar
-1 envelope(s) de gelatina incolor sem sabor

Pique as maçãs em pequenos pedaços e leve em uma vasilha tampada ao microondas por 10 minutos em potência alta.
Bata no liquidificador as maçãs junto com o líquido formado no cozimento. Após batido, passe pela peneira, caso tenha cozido com casca.
Coloque em uma vasilha, junte o açúcar e a gelatina em pó, mexendo bem para não empelotar. Leve ao microondas, sem tampar, por mais 10 minutos em potência alta.
O açúcar pode ser substituído por 3/4 de xícara de adoçante para forno e fogão. Esta geléia pode ser feita da mesma forma com qualquer outra fruta carnuda.


Virado de Feijão Pagão

-500g de feijão
-200g de farinha de milho amarela em flocos(beiju)
-2 cebolas médias em rodelas
-óleo para escaldar
-sal a gosto
Modo de PreparoCozinhar o feijão na panela de pressão, sem tempero, por 15 min,
aproximadamente. Ele deve ficar inteiro, sem desmanchar. Escorrer
a água e colocá-lo em uma tigela grande e adicionar o sal.

Em seguida esparramar a farinha por cima do feijão e sobre ela
fazer o mesmo com a cebola em rodelas. A seguir, esquentar o óleo
até acender um palito de fósforo (bem quente), ato contínuo
escaldar os ingredientes. Com uma colher grande misturar todos os
ingredientes delicadamente e servir.



Bacalhau dos Templários

400gr. de bacalhau desfiado

3 pãezinhos pequenos

2 dentes de alho

1 cebola

1 cenoura grande

3 colheres (sopa) de azeite + azeite para untar

2 chávenas (chá) de molho bechamel pimenta q.b.

1 iogurte natural pão ralado q.b.

Preparação:

Coza o bacalhau em água e depois escorra-o, reservando o caldo; limpe-o de pele e espinhas e desfie-o bem.

Demolhe os pãezinhos no caldo do bacalhau que reservou e esprema-os. Descasque e pique os dentes de alho. Descasque e rale a cenoura e a cebola ou, se preferir, pique-as finamente.

Leve ao fogo um tacho com o azeite e, quando quente, junte-lhe a cebola, a cenoura e o alho e mexa até começarem a querer agarrar ao fundo do tacho. Adicione então o bacalhau e o pão bem desfeitos, mexa e deixe refogar durante 5 minutos. Em seguida, misture 1 chávena de molho bechamel, mexa sobre o fogo, retire e retifique os temperos.

Deite o preparado num recipiente que possa ir ao forno, previamente untado com azeite. À parte, misture o iogurte com o restante molho bechamel e deite sobre o preparado. Polvilhe com pão ralado e leve ao forno aquecido a 170° C até tostar. Silva de imediato acompanhado de uma boa salada fresca.

O CULTO DA MÃE E DA FILHA

Entre as inúmeras imagens de deusas antigas se encontram com freqüência esculturas – em pedra, osso, argila – pinturas ou vasos em forma de deusas duplas ou geminadas. Elas simbolizam a polaridade biológica e oculta do princípio feminino, a eterna dança entre vida e morte, luz e escuridão, as fases da Lua, os ciclos da Natureza e da vida humana. Nos antigos Mistérios Femininos as deusas duplas - aparecendo como mãe e filha ou irmãs - expressam os elos profundos dos laços de sangue, a solidariedade e parceria femininas, sendo um incentivo para a reformulação dos conceitos contemporâneos sobre cooperação e competição entre as mulheres.
A dupla de deusas simbolizava a soberania feminina na maioria das culturas pré-patriarcais, no nível espiritual e profano, representada pelos cultos matrifocais e a linhagem matrilinear. Com o passar do tempo, o ícone da Deusa Dupla se metamorfoseia em Duas Mães, Senhoras, Irmãs ou Rainhas, reafirmando os laços de sangue e a parceria femininas. A iconografia da Deusa Dupla fortalece o conceito da natureza ambivalente da Grande Mãe, cujos polos de vida e morte se complementam em uma mandala que mescla as forças de nascimento, crescimento, morte e renascimento. As mulheres espelham esta biologia bipolar, alternando nos seus corpos as fases hormonais (ovulação/menstruação), emocionais (expansão/retração) e espirituais (manifestação/contemplação). Nas culturas antigas ambas as polaridades eram honradas e consagradas, os rituais sendo organizados em função desta dualidade rítmica.
Assim como em outras mitologias, no Egito o tema da Deusa Dupla permaneceu durante milênios e era representado por várias deusas como Nekhbet/Wadjet, Tauret/Mut e Ísis/Nepthys.
A conexão complementar entre Ísis e Nephtys é muito antiga, dividindo entre si as regências: a luz lunar, a estrela matutina e o mundo visível e manifesto pertenciam a Ísis enquanto a face negra e oculta da Lua, a estrela vespertina e o mundo invisível e não manifestado eram o domínio de Nephtys. A sua dualidade – como faces opostas mas complementares da Grande Mãe – espelhava a dos seus maridos e irmãos, Osiris, deus da luz e fertilidade da terra e Seth, regente da escuridão e aridez do deserto. Irmã gêmea de Ísis, filha da deusa celeste Nut e do deus da terra Geb, Nepthys – ou Nebet Het - tem uma simbologia complexa e aparentemente contraditória. Ao mesmo tempo em que representa o fim da vida – seu nome simbolizava os “confins da terra e do tempo” - ela também anunciava o renascimento. Seu tempo sagrado era o anoitecer, quando o barco solar mergulhava nas profundezas da terra, delas ressurgindo na manhã seguinte abençoado pela luz de Ísis. Seu título era a “Senhora da Casa” reproduzido pelo hieróglifo e a imagem sobre sua cabeça, o de Ísis sendo “A Senhora do trono”, que adornava sua cabeça. Enquanto Ísis governava o céu e a terra, o domínio de Nephtys era o mundo desconhecido e misterioso dos sonhos, do inconsciente e dos fenômenos psíquicos, bem como a realidade desafiadora da transformação dos mortos em seres de luz .O que acontecia no mundo astral (de Nephtys) afetava o mundo natural (de Ísis), assim como também o contrário. A morte era uma passagem estreita da luz para a escuridão, mas a alma precisava atravessar esta escuridão para alcançar novamente a luz, conforme dizia esta frase gravada nos sarcófagos egípcios: “que possas acordar para uma nova vida com as bênçãos de Nephtys, que o renovou durante a noite fria e escura”.
Nephtys era a padroeira do sofrimento feminino e também da cura, enviando sonhos curadores e energias de alívio aos doentes, bem como apoiando os moribundos na sua passagem, o que a tornou a deusa guardiã dos ritos fúnebres. Junto com Ísis ela foi a criadora dos rituais de reverência aos deuses e das práticas templárias e mortuárias. Chamadas de Ma’aty – a dupla verdade – as irmãs eram “As Senhoras”, que apareciam em forma de pássaros migratórios nos sarcófagos para descrever o inverno (e a morte), bem como a primavera (e o renascer). Representadas juntas e com as asas estendidas ao lado dos faraós sobre seus sarcófagos, elas não apenas simbolizavam sua proteção, mas também o seu renascimento. O espaço entre suas asas forma o símbolo ka, o abraço divino que contém o todo e todas as suas partes.Isis e Nephtys se tornam uma deusa só quando juntam suas energias complementares e assistem Osiris na sua ressurreição, assim como fazem com o Sol (na sua passagem entre noite e dia) e acredita-se que farão com todas as almas na sua transição entre vida/ morte e renascimento.

por Mirella Faur

L I L I T H - A Donzela Negra

"Ninguém te conhece. Ninguém. Mas eu te canto no seu perfume e na sua graça para a posteridade. E me encanto com a forma como persegues a morte e sua coragem jubilosa..." (Garcia Lorca)


"No alto do ramo mais alto, uma tão rosa maçã. Mulher. Esqueceram-na os apanhadores de frutas? Não. Mãos não tiveram para a colher..." (Safo)



LILITH

A Donzela Negra

Por Priscila Manhães











Lilith, é uma variação hebraica (e não judaica) da deusa sumeriana Lil - que significa "tempestade" -, muitas vezes reconhecida como a outra face de Inanna. Seu nome também parece estar relacionado à "coruja", provavelmente pelos seus hábitos: uma sinistra ave de rapina que se precipita, silenciosa, na escuridão, e que, não obstante, também simboliza a sabedoria. Por outro lado, o mito hebreu fala de como Lilith foi moldada de terra e esterco, provavelmente querendo refletir o potencial da terra adubada - o que a relaciona, também, com a SEXUALIDADE e FERTILIDADE.

A história que podemos lembrar de Lilith começa com Innana, a neta da deusa Ninlil, conhecida como "Rainha dos Céus". A história de Innana e Enki nos fala dos costumes sexuais sagrados, que são a dádiva de Innana para a humanidade.

Em seus templos se praticava a prostituição sagrada e suas sacerdotisas eram conhecidas como Nu-gig. Os homens da comunidade buscavam a Deusa nessas sacerdotisas e o ato sexual era sagrado, proporcionando a CURA FÍSICA E ESPIRITUAL. Nessa época,o nome de Lilith era o da Donzela, "mão de Innana", que pegava os homens nas ruas e os trazia ao templo de Erech para os ritos sagrados.

Entre 3000 e 2500 a.c., os sumerianos passaram a ter contatos com culturas patriarcais. Estas, para poderem dominar aquele povo, sabiam que deveriam atacar seu maior centro de poder: o templo do sexo sagrado. Para que a conquista dos sumérios pudesse ter lugar, as culturas patriarcais interessadas começaram a disseminar as idéias de repressão sexual, combatendo como malignas as práticas sexuais milenares dedicadas à Deusa. As práticas sexuais se tornaram então parte da sombra, o poder da mulher foi identificado com o mal e o demoníaco...

Daí, através dos séculos, a Donzela Lilith, que buscava os homens para o Templo de Innana, se tornou no patriarcado o símbolo do mal supremo. Ela encarna de todas as formas e por milênios o medo atávico do homem do poder sexual da mulher.

Mais ou menos em 2400 a.c. Lilith, o Espírito do Ar, foi distorcida como a primeira mulher de Adão, como encontramos em muitos mitos, como um demônio, que foi expulsa do Jardim do Éden. Lillith não é, originalmente, da mitologia cristã ou judaica (e muito menos bíblica - e por isso nem é mencionada nela).

Os hebreus não eram monoteístas como os judeus. Até pelo contrário: eram politeístas. E pautavam sua vida pessoal e comunitária pelos ciclos sazonais - o que os torna também pagãos. Só após a invasão e destruição de Israel pelas forças babilônicas, no século VI a.C., é que começa a surgir o Judaísmo, mais ou menos como hoje o conhecemos - monoteístas e patriarcais.

Os primeiros capítulos da Bíblia (Gênesis 1 a 3) não são os escritos mais antigos desse livro. Sua articulação final data mais ou menos do fim do Exílio na Babilônia e, portanto, traz uma profunda rejeição a tudo que fosse ligado ao "inimigo". A Árvore da Vida, a Serpente e até a própria figura da Mulher são tratadas com menosprezo exatamente para estabelecer uma distinção.

No entanto, é interessante lembrar que o significado do nome "Eva" é "MÃE DE TODOS", e Adão significa "FILHO DA TERRA" - e isso já é suficiente para estabelecer sua antigüidade em relação à própria Bíblia. Certamente trata-se de um mito passado de geração em geração, via oral (como de hábito naqueles povos), que falava de uma GRANDE MÃE e de seu Filho.

Os autores bíblicos inverteram a situação, transformando Adão praticamente num "Grande Pai" e Eva em sua "filha", posto que ela surge a partir dele - evidentemente, para tornar legítima a postura patriarcal que estavam adotando. Da mesma forma, a Árvore e a Serpente - que sempre foram símbolos da Grande Deusa no Oriente - torna-se, na Bíblia, representações do Mal - e é ai que o mito de Lilith pode ser melhor compreendido.

Obviamente, uma transição desse porte não aconteceu sem brigas, discussões e resistência por parte das mulheres. Submetê-las ao patriarcado deve ter sido um trabalho difícil e que demorou várias gerações. As mais resistentes muito provavelmente viram no mito de Lilith toda a sua força ideológica - o que também deve ter causado a reação contrária de transformá-la em um Demônio e mãe de todos os demônios.

Lilith transparece, no mito hebreu, como a mulher livre, sensual, sexual e até certo ponto selvagem. Aquela que não se submete a nenhum homem, mas SEGUE SEUS INSTINTOS E DESEJOS. Por isso ela é representada sobre leões - símbolo da força masculina. No fundo, é a mulher que todo homem deseja mas que também teme, e por isso mesmo, parece um "demônio tentador".

Lilith, na tradição matriarcal, é uma imagem de TUDO O QUE HÁ DE MELHOR NA SEXUALIDADE FEMININA - A NATUREZA DA MULHER, O PODER DO SANGUE MENSTRUAL, que é o poder da Lua Escura. O período normalmente dedicado a Lilith, naquela época, era exatamente o período menstrual. O momento em que as mulheres poderiam ter relações sexuais livres da possibilidade de gravidez e, por isso, tais relações estariam exclusivamente ligadas ao prazer (e não à procriação, como era a perspectiva patriarcal). Assim, muitas vezes, se referiu a essa Deusa como o "Espírito Menstrual".

A reação judaica foi muito rápida e fulminante: transformou em pecado e tabu o sexo no período menstrual - uma artimanha para solapar o culto a Lilith. A segunda foi criar "regras" para a relação sexual - particularmente, regras que garantiam o prazer masculino, mas negava e proibia o prazer feminino. Nesse quadro, Lilith figurava para as mulheres como a experiência sexual capaz de integrar mente e corpo (pois estava livre da gravidez), abrindo um caminho para os tesouros misteriosos do submundo feminino. É encarada como a mulher positiva e rebelde, a que não aceita os padrões patriarcais que marcam a menstruação com dores e vergonha.

Conhecer a figura de Lilith é lembrar de um tempo no passado antigo da humanidade em que as mulheres eram honradas pela INICIAÇÃO SEXUAL, onde expressavam sua LIBERDADE E PAIXÃO NATURAL.

Hoje, depois desses séculos todos de um patriarcalismo opressor, Lilith volta como uma DEUSA NEGRA, ou seja, a energia feminina trancafiada nos calabouços da psiquê de toda a humanidade: para os homens, ela é um desafio; para as mulheres, um arquétipo.

O que significa reivindicar os poderes de Lilith para a mulher de hoje? Na literatura mítica antiga havia 3 Liliths - que refletiam as fases de lua crescente, cheia e escura:

A Lilith crescente era Naamah, a Donzela Sedutora

Donzela é a mulher indômita, selvagem, livre, vibrante de energia, imprevisível como o vento. Sua resposta à vida é espontânea, vívida. Totalmente objetiva. Por mais bela que possa ser, não anseia por estabelecer relacionamento, mas para avaliar, experimentar e descobrir suas próprias formas de ordem.

A mulher mais velha pode ter sido limitada ou reprimida na juventude, e pode reivindicar a Donzela, conscientemente, para libertar seu espírito e encontrar a sua direção. Muitas crises de meia-idade são forjadas por uma Donzela enclausurada e confinada, precipitada muito cedo num casamento convencional, sem oportunidade de explorar alternativas na sexualidade ou na carreira.

Mulheres em motocicletas, em laboratórios, estudando as florestas e matas, dançando num palco, discursando na plataforma política - elas são a Donzela.

A Lilith Mãe era Nutridora

Na primavera ela abre seu corpo-terra para gerar crescimento novo e brilhante. No verão, ela envolve com braços protetores a terra ardente. Na época da colheita ela espalha amplamente sua generosidade, e, à medida que o frio aumenta, ela aconchega os animais em suas tocas no inverno, puxando as sementes para o profundo interior do seu útero até que volte a época do reverdecimento.

A Donzela pode inspirar nossos atos criativos, mas a Mãe está presente quando os produzimos.

E havia a Lilith Anciã, a Destruidora

Embora a Donzela seja procurada e a Mãe respeitada, a Anciã recebe pouca atenção. Mas é na Anciã que o poder feminino realmente se torna COMPLETO.

A Anciã é SÁBIA, observadora, tecelã, conselheira. Conhece os caminhos entre os mundos. Isso pode fazer dela uma personagem desconfortável, mas é um repositório de sabedoria feminina, do conhecimento acumulado da mulher que não menstrua mais, porém MANTÉM DENTRO DE SI O DEPÓSITO DO SEU PODER.

Na primeira, devemos confrontar as maneiras pelas quais nós somos reprimidos, buscando recuperar nossa dignidade. Na segunda, devemos integrar o desespero que vem de nossa rejeição, angústia, medo, desolação; e na terceira descobrimos o poder da transmutação e da cura dela decorrente, uma vez que ela corta nossas falsas retenções, desilusões e nos ajuda a encontrar nossa essência livre e selvagem.

terça-feira, 23 de março de 2010

No Mundo da Lua

" A Lua, e não o Sol, é o legítimo cronômetro do alvorecer dos tempos".

A Lua sempre foi o marcador de tempo natural das mudanças periódicas que ocorriam em todos os reinos, era ela também que assinalava todas as etapas e padrões do eterno ciclo da vida e da morte. Sua misteriosa luz prateada apontava o momento certo para o plantio, para a colheita, para o acasalamento e para as mudanças climáticas. Os antigos gregos a representavam como um cálice vazio que enchia-se e esvaziava-se lentamente, representando as alterações cíclicas das emoções, reações e necessidades humanas.

O símbolo escolhido para representar a esfera matriarcal é a Lua, em sua correlação com a noite e com a Grande Mãe do céu noturno. A Lua é o astro que ilumina a noite e é o símbolo do princípio feminino, representando potencialidades, estados de alma, valores do inconsciente, humores e emoções, receptividade e fertilidade, mutação e transmutação. E, as fases da Lua, caracterizam os aspectos da natureza feminina, assim como representam os estágios e as transformações na vida da mulher.

O Mundo da Lua, aparece na qualidade de um nascimento ou renascimento. Onde quer que se visualize seu símbolo, sempre estaremos diante de um mistério de transformação matriarcal, mesmo que algumas vezes, mostre-se camuflado no mundo patriarcal.

Os astros luminosos em sua dimensão arquetípica, sempre são símbolos da consciência e do espírito da psique humana. É por isso que sua posição nas religiões e ritos é característica das constelações psíquicas dominantes no grupo que, a partir do seu inconsciente, projetou-os no céu. Para ilustrar, o Sol tem sua correspondência na consciência patriarcal, enquanto a Lua na consciência matriarcal.

O aspecto lunar do matriarcado não se refere ao espírito invisível e imaterial, bandeira defendida pelo patriarcado, mas foi a razão pela qual fez com que a Lua acabasse depreciada, assim como o Feminino a que ela corresponde. Todos seus princípios marginalizados levaram à conceituação abstrata da consciência moderna e, que hoje ameaça a existência da humanidade ocidental, pois a unilateralidade masculina acarreta uma hipertrofia da consciência, às custas da totalidade do homem.

Atualmente, o conhecimento abstraído pela consciência coletiva da humanidade encontra-se nas mãos de representantes masculinos, que nem sequer são capazes de incorporar o princípio solar imaterial e puro.

O Mundo da Lua, está longe de ser, como supunha o mundo patriarcal, somente um nível de matéria inferior, de fugacidade telúrica e escuridão. Nos mistérios do renascimento ocorre a iluminação e a imortalização do homem. Este mesmo homem, que é iniciado pela Grande Mãe, como demonstra os mistérios eleusinos e o seu renascimento acontece como um nascimento luminoso no céu noturno. Ele brilhará como um ponto de luz no manto negro da noite, iluminando o mundo noturno, mas mesmo tornando-se deste modo, imortal, a Mãe não o libera, mas o carrega para perto de si na mandala celeste, pois uma Mãe jamais abandona seu filho.




A LUA E A MENSTRUAÇÃO

A cada 28 dias a Lua completa seu ciclo de crescente a minguante. A Lua Nova marca a primeira iluminação e um fiapo fica visível no céu noturno. A Lua então cresce até o primeiro quarto, quando se pode visualizar a metade de seu disco. Continua a crescer e completa-se até atingir a Lua Cheia. Neste ponto, começa a diminuir de tamanho até o terceiro quarto, quando novamente só se vê a metade do disco e continua assim até que não se veja mais seu disco. Em quinta fase, esta Lua Escura dura três noites e esta, é este é o mais poderoso de todos os ciclos da Lua.

A Lua, com seu ciclo de nascimento, crescimento e morte, é um lembrete poderoso, todos os meses, da natureza dos ciclos. Em épocas remotas, os ciclos menstruais das mulheres eram perfeitamente alinhados com os da Lua. A mulher ovulava na Lua Cheia e menstruava na Lua Escura. A Lua Cheia era o ápice do ciclo da criação, era quando o óvulo era liberado. Nos 14 dias que antecedem esta liberação, as energias da criação reúnem tudo que é necessário para constituir o óvulo. Quando passava a Lua Cheia e o óvulo não era fertilizado, tornava-se maduro demais e se decompunha, derramando-se no fluxo natural de sangue na Lua Escura. Quando a mulher vive em perfeita harmonia com a Terra, ela só sangra os três dias da Lua Escura. Quando a Lua Nova emerge, seu fluxo naturalmente deve cessar e o ciclo da criação é reiniciado dentro dela.

Em nossa sociedade atual, o uso de pílulas anticoncepcionais, fez com que a mulher deixasse de incorporar e compreender este ciclo de criação e destruição dentro de si.

Alguns índios norte-americanos, consideravam a Lua uma mulher, a primeira Mulher e, no seu quarto minguante ela ficava "doente", palavra que definiam como menstruação. Camponeses europeus acreditavam que a Lua menstruava e que estava "adoentada" no período minguante, sendo que a chuva vermelha que o folclore afirma cair do céu era o "sangue da Lua".

Em várias línguas as palavras menstruação e Lua são as mesmas ou estão associadas. A palavra menstruação significa "mudança da Lua" e "mens" é Lua. Alguns camponeses alemães chamam o período menstrual de "a Lua". Na França é chamado de "le moment de la luna".

Entre muitos povos em todas as partes do mundo as mulheres eram consideradas "tabu" durante o período da menstruação. Este período para algumas tribos indígenas era considerado um estado tão peculiar que a mulher deveria recolher-se à uma "tenda menstrual" escura, pois a luz da Lua não deveria bater sobre ela. O isolamento mensal da mulher, tinha o mesmo significado que os ritos de puberdade dos homens. Durante este curto espaço de tempo de solidão forçada, as mulheres mantinham um contato mais íntimo com as forças instintivas dentro de si.

Em tribos mais primitivas, nenhum homem podia se aproximar de uma mulher menstruada, pois até sua sombra era poluidora. O sangue menstrual, nesta época, era tido como contaminador. Acreditavam também, que a mulher menstruada tinha um efeito poluente sobre o fogo e se por algum motivo se aproximasse dele, esse se extinguiria. Ainda, de acordo com o Talmude, se uma mulher no início da menstruação passasse por dois homens, certamente um deles morreria. Se estivesse no término de seu período, provavelmente causaria uma violenta discussão entre eles.

Por vários motivos as mulheres acabaram impondo à si mesmas uma abstinência, muito embora, tanto nelas como nos animais, o período de maior desejo sexual é imediatamente anterior ou posterior a menstruação.

Na Índia, acredita-se ainda hoje, que a Deusa-Mãe menstrua. Durante essa época, as estátuas da deusa são afastadas e panos manchados de sangue são considerados como "remédio" para a maior parte das doenças. Na Babilônia, pensava-se que Istar, a Deusa Lua, menstruava na época da Lua Cheia, quando o "sabattu" de Istar, ou dia do mal, era observado. A palavra "sabattu" vem de sabat e significa o descanso do coração. É o dia de descanso que a Lua tem quando está cheia. Este dia é um percursor direto do sabath e considerava-se desfavorável qualquer trabalho, comer comida cozida ou viajar. Essas eram as coisas proibidas para a mulher menstruada. O sabath era primeiramente observado somente uma vez por mês e depois passou a ser observado em cada uma das fases da Lua.

Hoje, uma compreensão científica e objetiva já nos livrou de todos estes tabus, mas é bom lembrar que em certo momento histórico, inconscientemente, a natureza instintiva feminina podia provocar a anulação dos homens.


A NATUREZA TRINA DA MULHER

A natureza da mulher é cíclica e bem separada de seus desejos pessoais e ela experimenta a vida através desta natureza sempre mutável. As mudanças mais marcantes de seu comportamento acontecem em relação aos seus sentimentos. Tudo pode estar auspicioso e alegre em certo momento, mas passado pouco tempo poderá estar melancólico e deprimente. Desta forma, sua percepção subjetiva da vida é projetada para o mundo exterior e a mulher pode sentir a mudança cíclica como uma qualidade da própria vida.

No curso de um ciclo completo, que corresponde à revolução lunar, a energia da mulher cresce, brilha esplendorosa e volta a minguar totalmente. Essas mudanças afetam-na tanto na vida física como sexualmente e também psiquicamente. Na mulher, a vida tem fluxo e refluxo que é dependente de seu ritmo interno. O ir e vir da energia, quando perfeitamente compreendido pela mulher, pode presenteá-la com uma oportunidade de trabalho ou uma aventura espiritual, a qual ela espera há muito tempo. Se a Lua lhe for favorável, ela poderá ter uma vida mais livre e cheia de oportunidades, mas se a Lua estiver desfavorável, pode perder sua chance, sendo incapaz de recuperá-la. Não é de admirar que nossos ancestrais chamassem a Lua de "Deusa do Destino", pois realmente é fato que ela influência no destino da mulher, assim como dos homens também, embora inconscientemente.

No mundo patriarcal, as mulheres descuidaram-se de seus ritmos para tornarem-se competitivas e o mais próximas possíveis dos homens. Caíram, sem perceber, sob o domínio do masculino interior, perdendo o contato com seu próprio instinto feminino, passando a viver somente através das qualidades masculinos do "animus". Entretanto, negar sua identidade é constituir-se em um ser sem alma. Não é incorporando os valores masculinos ou tentando imitar seu comportamento que terá reconhecido o seu valor. A mulher deve ser reconhecida também, pela sua dimensão feminina e não pela sua dissociação da sua realidade psíquica.

A MULHER LUA CRESCENTE

A primeira face da Deusa é a Donzela, ou Virgem e que corresponde a Lua Crescente. Representa a juventude, a vitalidade, a antecipação da vida, o início da criação, o potencial de crescimento e a semente do "vir a ser".

A Lua Crescente, portanto, liga-se a "virgem", a mulher solteira e sugere inúmeras promessas ocultas de crescimento, de riqueza, de criatividade e de prazer. Esta Lua nos faz voar à um mundo de sonhos e devaneios. Nos tornamos seres alados que levitam num céu estrelado de possibilidades, onde o impossível torna-se realidade. É o verdadeiro despertar de Eros, do amor, da vida que não nos impõe nenhum obstáculo. Neste mundo onde tudo é possível a mulher personifica-se como a eterna amante, a musa inspiradora que concretiza a eterna felicidade.

A mulher na Lua Crescente consegue expor sua feminilidade com muita espontaneidade. Ela é a personificação da deusa em sua manifestação instintiva e natural, buscando sua essência. Ela é rica em fertilidade e possibilidades, sem limites. Precisa de todo o espaço para expandir-se e manifestar-se. É erva que se alastra e cobre tudo, pois ela é livre, animal sem dono, que não admite ficar presa à ninguém. Dona de si mesma, ela se rege, se governa por seus princípios internos, muitas vezes à custa de muito sofrimento, pois toda liberdade tem seu preço.

Este princípio feminino é representado por várias deusas e uma delas é Àrtemis, a arqueira-virgem e amazona infalível, que corria livre pelos campos e de coração solitário. Ela é arquétipo da feminilidade mais pura e primitiva. Ela santifica a solidão e a vida natural. E, é ela que garante a nossa resistência a domesticação. Outra deusa da Lua Crescente é Inana, uma antiga entidade suméria que é portadora de qualidades lunares femininas. Em época de mudanças, esta deusa sempre está presente e pode ser invocada.

As mulheres que incorporam os atributos da Lua Crescente, são muito sensuais, verdadeiras Afrodites contemporâneas e conhecedoras da influência de seus poderes. Sentem orgulho de seu sexo e possuem uma vitalidade rara, somada a uma ansiedade de ampliar os horizontes de seu psiquismo. Jamais se adaptam à limites sociais e culturais, pois seu desejo de expansão é incontrolável. Estão sempre mudando, são mulheres inquietas e instáveis. Como a Lua Crescente, revolucionam, criam e transformam constantemente. São difíceis de serem civilizadas, pois como Àrtemis, possuem um amor intenso pela liberdade, pela independência e autonomia. Possuem temperamento estouvado e aprendem muito cedo a engolir suas lágrimas e planejar vinganças pelas humilhações que sofrem, devolvendo na medida certa o que receberam.

Para um homem relacionar-se com uma mulher-lua-crescente, pode ser um desafio e tanto. Igualmente, a mulher que penetrar fundo nesse lado de sua natureza artemisia, precisará reconhecer o poder primitivo de sua sanguinolência e o efeito que pode ter sobre o homem. A Lua Crescente nos põe em contato com todos esses aspectos da natureza feminina.

A MULHER LUA CHEIA

O aspecto de Mãe da Deusa sempre foi o mais acessível para que a humanidade o reconhecesse, invocasse e o identificasse. A Lua Cheia está associada à imagem maternal da Deusa, à mulher em toda a sua plenitude, ao potencial pleno da força vital. Ela corresponde ao crescimento e amadurecimento de todas as coisas, ao ponto culminante de todos os ciclos, à semente germinada e à plenitude do caldeirão.

Na Lua Cheia entramos em outra dimensão do feminino, aqui o instinto se coloca a serviço da criação e da humanização. Esta é a fase lunar que é iluminada pelo Sol em sua totalidade, indicando mais clareza de consciência e um melhor relacionamento entre masculino e feminino, o que propicia a criação.

A Lua Cheia é a Lua Grávida de criatividade, de riqueza e da realização do próprio crescimento. É a imagem da Mãe, com o poder divino de carregar uma nova vida em seu ventre. É ela que gera, promove o crescimento e dá o nascimento. Ela é a deusa da maternidade, que traz consigo a fertilidade para a terra e para os homens.

A Lua Cheia nos conecta com a terra, nos coloca em contato com os valores terrenos, é o próprio amor realizado. Esta Lua-Mãe, foi expressa mitológicamente pelos gregos como Deméter com sua prodigiosa energia para nutrir e acalentar e sua dedicação desinteressada para com os filhos e a família. Esta deusa-mãe também é visualizada em Cibele, Ísis, em Astarte e na Virgem Maria. Todas aparecem sempre com o filho, o que pressupõe uma capacidade de relacionamento e reprodução realizada. O filho representa o nascimento, o Logos no feminino. A Lua, deste modo, relaciona-se com o mundo de maneira mais humana, através de seu filho. Estabelece-se assim, um contato mais íntimo entre o mundo interno e o externo, do divino com o terreno e do espiritual com o material.

A maternidade em si já é uma doação, mas também associa-se à capacidade de sacrifício. Todas as deusas citadas, têm em comum o fato de terem um filho que morre e depois ressuscita. O filho seria a semente que morre, se decompõe na terra, para trazer em seguida a renovação da vida. Mas, enquanto não chega a hora do sacrifício, o filho reina junto com a Mãe-Lua e é controlado por ela.

A mulher regida pela Lua Cheia é mais confiável, pois se assemelha à Mãe. Ela é acolhedora, mais domesticada e sempre se coloca à disposição e proteção do outro. Esta mulher tem os pés no chão e seus mistérios não são tão ocultos, pois ela se revela mais claramente. Ela acolhe a criação, que é a união do masculino com o feminino. Mas esta mulher tem uma preocupação exagerada com a segurança, o que impede o seu aprofundamento em seus relacionamentos, pois o contato mais íntimo, pode constituir-se em uma ameaça. Desenvolve então, um controle fora do comum e nada pode pegá-la desprevenida. Aqui desenvolve-se um impedimento a sua criatividade, pois seus passos são calculados, evitando confrontar-se com o desconhecido, que podem lhe proporcionar surpresas desagradáveis.

A mulher-lua-cheia é a esposa e mãe perfeita, desfaz-se em eficiência e cuidados, mas falta-lhe a paixão e a inquietação.

A MULHER LUA MINGUANTE

O terceiro aspecto da Deusa, a Anciã, corresponde à fase da Lua Minguante, sendo o menos compreendido e o mais temido.

A Lua Minguante define-se no acaso e na velhice. É aquela que encerra em si a sabedoria e os segredos nunca revelados. Está associada a velha bruxa, ao deteriorar da força vital, ao envelhecimento, assim como, aos poderes de destruição e da morte, à destruição do impulso de Eros.

A mulher que é arquetípicamente regida pela Lua Minguante é misteriosa e por vezes indefinível. Parece possuir um potencial para realização de algo que é difícil definir com exatidão. Possui virtualidades pressentidas, mas nem sempre realizadas. Ela mesma não se define de maneira consciente e clara. Possui também uma certa dificuldade em lidar com os aspectos da vida consciente. Esta é a mulher que vive no "mundo da lua". Está sempre descobrindo novas possibilidades, mas tem certa dificuldade em direcioná-las e nunca consegue finalizar o que começou.

Como está mais próxima e mantém constante contato com as fontes inconscientes da fertilidade, aparenta estar realizando algo, mas que pode nunca concretizar. É sempre suscetível a perder-se em sonhos e devaneios em função da dificuldade que tem em lidar com o concreto e o real. O seu maior obstáculo é o tempo presente, pois está sempre voltando ao passado, revendo tudo o que foi capaz de realizar, ou lamentando o que deixou de fazer. Ela está sempre distante do presente e por isso torna-se fria e distante dos outros, devido ao seu excesso de auto-referência.

A sua criatividade, se não submetida ao controle do ego consciente, pode assumir uma forma caótica e desordenada. A sua maior dificuldade está em mobilizar e dirigir essa energia. Possui ela, todo o potencial para a criação por seu acesso fácil às fontes criadoras lunares, mas necessita compreender e separar a mistura orobórica criativa, a fazer a ordenação do caos, para que ele se transforme num cosmo criativo

A mulher Lua Minguante possui uma energia muito forte, mas ela pode manifestar-se de maneira tanto construtiva, como destrutiva, dependendo da forma como trabalha o seu consciente. A necessidade de mudança também está sempre determinando seu comportamento. O que mais importa para ela é o próprio processo do que o objetivo final, o caminho não tem tanta importância, mas premente é a necessidade de fazer a passagem.

A introspecção ao mundo interior ocorre facilmente para a mulher regida pela lua minguante. A sua maior dificuldade está no fato de tornar-se produtiva e realizar toda a fertilidade encontrada. Se não conseguir direcionar essa vitalidade, objetivando-a e encaminhando-a para a realização criativa, toda essa riqueza pode se tornar inútil.

A Lua Minguante sempre serviu como vaso adequado para a projeção de todo o lado sombrio, tanto do homem como da mulher. Aqui penetra-se no reino de Hécate e Lilith e tantas outras deusas que apresentam aspecto sombrio, mas que pode no final nos trazer a iluminação. Talvez torne-se necessário para a mulher fazer um acordo com estas deusas, para que elas a presenteiem com a possibilidade de um enriquecimento de personalidade, permitindo a sua expressão de uma forma mais humanizada e não tão instintiva. Deste modo, as dimensões do instinto poderão ter uma via mais integrada, em que pode haver a participação de novas forças energéticas.

É observando e reconhecendo os movimentos da Lua no céu e integrando as suas três fases, que poderemos nos alinhar e sintonizar com o fluxo do tempo e com os ritmos naturais. Nos utilizando dos poderes mágicos da Lua e reverenciando as Deusas ligadas a ela, criaremos condições para melhorar e transformar nossa realidade, harmonizando-nos e vivendo de forma mais equilibrada, plena e feliz.

NÃO A GUERRA DOS SEXOS....
...SIM AO COMPANHEIRISMO!

Hoje, a maioria das religiões, concebem como única e suprema uma divindade que é masculina, entretanto, ao resgatarmos tradições mais antigas, aprendemos que anteriormente, tanto o homem quanto a mulher, cultuavam uma Grande Mãe. O resgate destas tradições nos levam a compreender que homens e mulheres nasceram para viver em parceria e que, nós mulheres, podemos honrar o espírito feminino, buscando o equilíbrio e a paz, para ambos os sexos.

As mulheres, nos últimos anos, desbancaram a bandeira de sexo frágil. Elas batalharam e conseguiram a independência, poder e reconhecimento. Em pé de igualdade com o homem, hoje tem como meta principal conciliar carreira, maternidade e encontrar um homem ideal. Os homens em contrapartida, não mudaram tanto assim, não acompanhando o ritmo veloz feminino. Em conseqüência disto, criou-se um abismo entre os dois sexos. Mas, felizmente, as mulheres jamais abandonaram o seu ideal romântico de encontrar um companheiro para caminhar lado a lado. Todas anseiam apaixonar-se e casar, mas não abrem mão da busca do sucesso profissional. Assim, alegam a maioria delas, se fracassarem na vida sentimental, terão o trabalho para satisfazê-las e ocupá-las. Devem então, ter muito cuidado para não investir tempo integral às suas carreiras, pois fatalmente, por total falta de tempo matarão sua vida afetiva.

O amor e a maternidade para a mulher é um fator mais do que biológico. Ir contra à sua natureza, fará com que a mulher deixe de usufruir de uma realização pessoal.

O homem também obteve alguns avanços e hoje, ele parece estar mais disponível e sensível. A cada dia vislumbra-se pais mais participantes, amantes mais amorosos e companheiros que dividem com a mulher as tarefas rotineiras da casa. Estamos entretanto ainda, em um momento de transição, onde os papéis masculinos e femininos não estão bem delineados. O homem, continua a não saber direito lidar com suas emoções em função de sua postura cultural e a mulher buscou e conquistou a independência, o reconhecimento e a igualdade. Mas bem no íntimo, ela continua romântica e deseja ser conquistada. No fundo, talvez não imaginasse que pudesse ir tão longe para depois sentir-se perdida. Com tantas conquistas, vieram também as armadilhas e ela acabou sobrecarregada, pendendo de um lado para o outro com a expansão das possibilidades.

Talvez, seja este o momento da mulher parar de provar que pode tudo e unir-se em companheirismo com o homem. Se realmente buscamos construir uma sociedade equilibrada e serena, todas as idéias egocêntricas de superioridade e culto à guerra sexista deve desaparecer entre os homens e mulheres, dando lugar a uma visão cósmica de complementariedade entre os sexos.

NA GUERRA DOS SEXOS QUE VENÇA O AMOR!

(por Rosane Volpatto)