quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Esbats - Luas do Ano



E essa importância toda que damos para a lua cheia?


São os Esbats. Esbats são a celebração das 13 luas cheias que ocorrem durante o ano. Os Esbats são lunares e representam a Deusa no auge de seu poder. Estes são os momentos em que sua magia é mais potente do que em qualquer outro dia do mês e por isso costuma-se realizar rituais de iniciação e magia.
A palavra Esbat é de origem francesa, “s’esbattre” que pode ser traduzido livremente como brincar com alegria ou alegremente. Além de alegre, é um momento para comungar com os Deuses.
A segunda lua cheia que ocorre em um mês é chamada de lua azul.
Os nomes dos Esbats podem variar conforme a cultura, tradição e hemisfério da pessoa.

Hoje, com o crescente interesse sobre as práticas Pagãs, pessoas de todas as idades e condições se encontram nas noites de Lua Cheia para reverenciar a Deusa e a vida. Como os Sabbats, celebrar os Esbats nos coloca em harmonia com toda a natureza pois se as mudanças das fases lunares exercem influência sobre as marés e plantio das sementes, elas seguramente influenciam nossas emoções e acontecimentos diários.

Cada uma das lunações recebe um nome específico que reflete o momento da Roda do Ano em que ela se encontra expressando um dos muitos temas da vida humana. Estes nomes podem variar de Bruxo para Bruxo ou dependendo da Tradição. Os nomes que seguem são os mais comuns e largamente utilizados entre a comunidade Pagã: Mês – Nome correspondente no hemisfério Sul
JANEIRO: Lua do Feno

É o momento onde vemos a natureza em sua plena maturidade.
As sementes germinaram e chegou a hora de pensar no que será guardado para o inverno e relembrar os grãos (sonhos) que foram plantados em  Setembro, na Lua do Arado. Agora é chegado o momento de preparar-se para a materialização dos frutos de nossas ações.
Erva: madressilva
Cor: Branco, marrom, prata e cinza
Momento ideal para: preparar-se para o sucesso,  meditar  sobre os objetivos e planejar o futuro.



FEVEREIRO: Lua do Milho
Esta lunação marca o período da primeira colheita e a retribuição dos benefícios de nossas ações.  Momento de nos alimentarmos interna e externamente, lutando pelos nossos sonhos.
Erva: louro
Cor: laranja, ouro e amarelo
Momento ideal para: encontros, fortalecer as amizades e lutar pelos sonhos
 
MARÇO: Lua da Colheita
Esta lunação marca o período da segunda colheita. E momento de agradecer pela fartura e abundância e meditar sobre o equilíbrio da vida. É o momento ideal para organizar nossa vida espiritual e emocional.
Erva: avelã
Cor: marrom e amarelo
Momento ideal para: agradecer pelas conquistas, meditar, organizar e fortalecer os diferentes aspectos da vida.
 
ABRIL: Lua do Sangue
Esta lunação marcava o período sazonal da caça e estoque de comida para o inverno. Momento de celebrar os ancestrais e meditar sobre o tema morte e renascimento, já que o Sabbat Samhain se aproxima. Hora de deixar de lado os hábitos nocivos e se desfazer das coisas que não nos servem mais, dentro e fora de nós.
Erva: cipreste
Cor: laranja, preto, roxo
Momento ideal para: se livrar de vícios, purificar e buscar harmonia



MAIO: Lua Escura
É a lunação da transformação e preparação para a chegada do inverno. Momento ideal para fazer a paz consigo mesmo e com aqueles ao seu redor.
Erva: cedro
Cor: preto, cinza, verde escuro
Momento ideal para: buscar o entendimento, fortalecer a comunicação com a Deusa e com o Deus, encontrar a paz.
 
JUNHO: Lua do Carvalho
Lunação do renascimento espiritual. Após o Solstício de Inverno que ocorre neste mês marcando a noite mais longa do ano, os dias passarão a ser maiores que as noite. Exatamente por este motivo, esta lunação é ideal para nos levar ao encontro de nossa alma. Conforme a luz solar crescer, sua energia iluminará nos vidas nos mostrando os caminhos a serem percorridos.
Erva: azevinho
Cor: vermelho, branco, verde
Momento ideal para: buscar pelo renascimento, auxiliar amigos e familiares, pedir orientação aos Deuses



JULHO: Lua do Lobo
Lunação ideal para trabalharmos os sentimentos interiores. O período de reclusão nas noites frias e longas do inverno estão passando e é hora de despertarmos, nos preparando para o florescer da primavera.
Erva: bétula
Cor: branco e violeta
Momento ideal para: gestação, concepção, proteção, estudar os projetos que desejamos ver realizados
 
AGOSTO: Lua da Tempestade
Lunação associada ao Sabbat Imbolc e consequentemente ideal para purificação, limpeza e descartar o que não nos serve mais. O sol começa a dar seus primeiros sinais de força e luz e as trevas são dissipadas.
Erva: Sorveira
Cor: vermelho, verde, laranja, azul celeste
Momento ideal para: canalizar a energia necessária para a realização dos desejos, purificação, cura, cuidar do lar e família
 
SETEMBRO: Lua do Arado
É a lunação que marca o momento de arar e semear.  A terra despertou do seu sono profundo e agora é hora de ter esperança e deixar os ventos da transformação trazerem nova energia para a sua vida.
Erva: Amieiro
Cor: azul, amarelo, branco
Momento ideal para: crescer, prosperar, acreditar, recomeçar algo que foi deixado de lado no passado
 
OUTUBRO: Lua dos Grãos
A Terra se enche de luz e o que foi plantado agora começa lentamente a germinar. A união da Deusa e do Deus traz a energia fertilizadora necessária para que a futura colheita seja farta e abundante.
Erva: pinheiro
Cor: verde e vermelho
Momento ideal para: produzir ou desenvolver algo, aproveitar as oportunidades e a sorte, trabalhar nosso temperamento



NOVEMBRO: Lua da Lebre
É hora de celebrar o amor e a vida. Esta lunação marca o período que segue a união da Deusa e do Deus. A Terra está cheia de poder pronto para ser utilizado. É hora de abraçar as diversas partes do nosso eu e reconhecer que todas elas fazem parte de nossa natureza e precisam ser equilibradas.
Erva: rosas
Cor: rosa, verde, vermelho
Momento ideal para: usar nossa energia criativa, buscar pelo amor ideal e verdadeiro, fortalecer nossa ligação com a natureza.
 
DEZEMBRO: Lua dos Prados
Esta lunação indica o momento de honrarmos a Deusa e agradecer pelo aprendizado conquistado no decorrer do ano. O Verão agora se inicia trazendo o poder do Deus solar à Terra. O velho morrerá para dar espaço ao novo e por isso agora somos capazes de nos fortalecer.
Erva: flor do campo
Cor: azul claro, rosa e laranja
Momento ideal para: tomar decisões, assumir responsabilidades, fortalecer as relações amorosas, conquistar um novo amor.


Mês – Nome correspondente no hemisfério Norte


Janeiro – Lua do Lobo
Fevereiro – Lua da Tempestade
Março – Lua do Arado
Abril – Lua dos Grãos
Maio – Lua da Lebre
Junho – Lua dos Prados
Julho – Lua do Feno
Agosto – Lua do Milho
Setembro – Lua da Colheita
Outubro – Lua de Sangue
Novembro – Lua Escura
Dezembro – Lua do Carvalho


Wicca para todos, Claudiney Prieto.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

As dádivas da Deusa Hécate

13 de Agosto dia de Hécate O dia 13 de agosto era uma data importante no antigo calendário greco-romano, dedicada às celebrações das deusas Hécate e Diana, quando Lhes eram pedidas bênçãos de proteção para evitar as tempestades do verão europeu que prejudicassem as colheitas. Na tradição cristã comemora-se no dia 15 de agosto a Ascensão da Virgem Maria, festa sobreposta sobre as antigas festividades pagãs para apagar sua lembrança, mas com a mesma finalidade: pedir e receber proteção. Com o passar do tempo perdeu-se o seu real significado e origem e preservou-se apenas o medo incutido pela igreja cristã em relação ao nome e atuação de Hécate. Essa poderosa Deusa com múltiplos atributos foi considerada um ser maléfico, regente das sombras e fantasmas, que trazia tempestades, pesadelos, morte e destruição, exigindo dos seus adoradores sacrifícios lúgubres e ritos macabros. Para desmistificar as distorções patriarcais e cristãs e contribuir para a revelação das verdades milenares, segue um resumo dos aspectos, atributos e poderes da deusa Hécate.
Hécate Trivia ou Triformis era uma das mais antigas deusas da Grécia pré-helênica, cultuada originariamente na Trácia como representação arcaica da Deusa Tríplice, associada com a noite, lua negra, magia, profecias, cura e os mistérios da morte, renovação e nascimento. ”Senhora das encruzilhadas” - dos caminhos e da vida - e do mundo subterrâneo, Hécate é um arquétipo primordial do inconsciente pessoal e coletivo, que nos permite o acesso às camadas profundas da memória ancestral. É representada no plano humano pela xamã que se movimenta entre os mundos, pela vidente que olha para passado, presente e futuro e pela curadora que transpõe as pontes entre os reinos visíveis e invisíveis, em busca de segredos, soluções, visões e comunicações espirituais para a cura e regeneração dos seus semelhantes.
Filha dos Titãs estelares Astéria e Perseu, Hécate usa a tiara de estrelas que ilumina os escuros caminhos da noite, bem como a vastidão da escuridão interior. Neta de Nyx, deusa ancestral da noite, Hécate também é uma “Rainha da Noite” e tem o domínio do céu, da Terra e do mundo subterrâneo. “Senhora da magia” confere o conhecimento dos encantamentos, palavras de poder, poções, rituais e adivinhações àqueles que A cultuam, enquanto no aspecto de Antea, a “Guardiã dos sonhos e das visões”, tanto pode enviar visões proféticas, quanto alucinações e pesadelos se as brechas individuais permitirem.
Como Prytania, a “Rainha dos mortos”, Hécate é a condutora das almas e sua guardiã durante a passagem entre os mundos, mas Ela também rege os poderes de regeneração, sendo invocada no desencarne e nos nascimentos como Protyraia, para garantir proteção e segurança no parto, vida longa, saúde e boa sorte. Hécate Kourotrophos cuida das crianças durante a vida intra-uterina e no seu nascimento, assim como fazia sua antecessora egípcia, a parteira divina Heqet.
Possuidora de uma aura fosforescente que brilha na escuridão do mundo subterrâneo, Hécate Phosphoros é a guardiã do inconsciente e guia das almas na transição, enquanto as duas tochas de Hécate Propolos, apontadas para o céu e a terra, iluminam a busca da transformação espiritual e o renascimento, orientado por Soteira, a Salvadora. Como deusa lunar Hécate rege a face escura da Lua, Ártemis sendo associada com a lua nova e Selene com a lua cheia.
No ciclo das estações e das fases da vida feminina Hécate forma uma tríade divina juntamente com: Kore/Perséfone/Proserpina/Hebe - que presidem a primavera, fertilidade e juventude -, Deméter/Ceres/Hera – regentes da maturidade, gestação, parto e colheita - e o Seu aspecto Chtonia, deusa anciã, detentora de sabedoria, padroeira do inverno, da velhice e das profundezas da terra. Hécate Trivia e Trioditis, protetoras dos viajantes e guardiãs das encruzilhadas de três caminhos, recebiam dos Seus adeptos pedidos de proteção e oferendas chamadas “ceias de Hécate”.
Propylaia era reverenciada como guardiã das casas, portas, famílias e bens pelas mulheres, que oravam na frente do altar antes de sair de casa pedindo Sua benção. As imagens antigas colocadas nas encruzilhadas ou na porta das casas representavam Hécate Triformis ou Tricephalus como pilar ou estátua com três cabeças e seis braços que seguravam suas insígnias: tocha (ilumina o caminho), chave (abre os mistérios), corda (conduz as almas e reproduz o cordão umbilical do nascimento), foice (corta ilusões e medos).
Devido à Sua natureza multiforme e misteriosa e à ligação com os poderes femininos “escuros”, as interpretações patriarcais distorceram o simbolismo antigo desta deusa protetora das mulheres e enfatizaram Seus poderes destrutivos ligados à magia negra (com sacrifícios de animais pretos nas noites de lua negra) e aos ritos funerários. Na Idade Média, o cristianismo distorceu mais ainda seus atributos, transformando Hécate na “Rainha das bruxas”, responsável por atos de maldade, missas negras, desgraças, tempestades, mortes de animais, perda das colheitas e atos satânicos. Essas invenções tendenciosas levaram à perseguição, tortura e morte pela Inquisição de milhares de “protegidas de Hécate”, as curandeiras, parteiras e videntes, mulheres “suspeitas” de serem Suas seguidoras e animais a Ela associados (cachorros e gatos pretos, corujas).
No intuito de abolir qualquer resquício do Seu poder, Hécate foi caricaturizada pela tradição patriarcal como uma bruxa perigosa e hostil, à espreita nas encruzilhadas nas noites escuras, buscando e caçando almas perdidas e viajantes com sua matilha de cães pretos, levando-os para o escuro reino das sombras vampirizantes e castigando os homens com pesadelos e perda da virilidade. As imagens horrendas e chocantes são projeções dos medos inconscientes masculinos perante os poderes “escuros” da Deusa, padroeira da independência feminina, defensora contra as violências e opressões das mulheres e regente dos seus rituais de proteção, transformação e afirmação.
No atual renascimento das antigas tradições da Deusa compete aos círculos sagrados femininos resgatar as verdades milenares, descartando e desmascarando imagens e falsas lendas que apenas encobrem o medo patriarcal perante a força mágica e o poder ancestral feminino. Em função das nossas próprias memórias de repressão e dos medos impregnados no inconsciente coletivo, o contato com a Deusa Escura pode ser atemorizador por acessar a programação negativa que associa escuridão com mal, perigo, morte. Para resgatar as qualidades regeneradoras, fortalecedoras e curadoras de Hécate precisamos reconhecer que as imagens destorcidas não são reais, nem verdadeiras, que nos foram incutidas pela proibição de mergulhar no nosso inconsciente, descobrir e usar nosso verdadeiro poder.
A conexão com Hécate representa para nós um valioso meio para acessar a intuição e o conhecimento inato, desvendar e curar nossos processos psíquicos, aceitar a passagem inexorável do tempo e transmutar nossos medos perante o envelhecimento e a morte. Hécate nos ensina que o caminho que leva à visão sagrada e que inspira a renovação passa pela escuridão, o desapego e transmutação. Ela detém a chave que abre a porta dos mistérios e do lado oculto da psique; Sua tocha ilumina tanto as riquezas, quanto os terrores do inconsciente, que precisam ser reconhecidos e transmutados. Ela nos conduz pela escuridão e nos revela o caminho da renovação.
Porém, para receber Seus dons visionários, criativos ou proféticos precisamos mergulhar nas profundezas do nosso mundo interior, encarar o reflexo da Deusa Escura dentro de nós, honrando Seu poder e Lhe entregando a guarda do nosso inconsciente. Ao reconhecermos e integrarmos Sua presença em nós, Ela irá nos guiar nos processos psicológicos e espirituais e no eterno ciclo de morte e renovação. Porém, devemos sacrificar ou deixar morrer o velho, encarar e superar medos e limitações; somente assim poderemos flutuar sobre as escuras e revoltas águas dos nossos conflitos e lembranças dolorosas e emergir para o novo.


Mirella Faur

Ritual
Você precisará de uma adaga ritual, um pequeno caldeirão, uma maçã, um pedaço de pano preto e uma pequena quantidade de sal, além dos seus instrumentos normais. Ponha a maçã dentro do caldeirão e cubra-o com o pano preto. Abra o círculo como de costume.
Com seu bastão de poder em sua mão toque no caldeirão por cinco vezes e diga :
"Sábia Hécate, eu peço a sua benção.
Erga o véu para que eu possa saudar meus ajudantes espirituais,
Antigos amigos de outras vidas, e os que são novos.
Que apenas aqueles que me desejam bem penetrem
neste local sagrado."
Descubra o caldeirão. Apanhe a maçã, erga-a em oferenda e deposite-a no altar:
"Hécate, seu caldeirão mágico é a fonte da morte e renascimento,
Uma experiência pela qual cada um de nós passa repetidas vezes.
Eis aqui seu símbolo de vida na morte."
Corte a maçã transversalmente com a adaga. Contemple o pentagrama relavado no miolo.
Devolva as duas metades da maçã ao caldeirão e cubra-o novamente com o pano preto:
“Apenas os iniciados têm acesso aos Mistérios Ocultos.
Apenas aqueles que realmente buscam conseguem
encontrar o caminho espiral.
Apenas aqueles que conhecem suas muitas faces secretas
Podem encontrar a Luz que leva ao Caminho Interior”
Ponha uma pitada de Sal em sua língua:
“Eu sou mortal, mas ainda assim imortal.
Não há fim para a vida, apenas novos recomeços.
Eu caminho ao lado da Deusa em suas muitas formas.
Nada há, portanto a temer.
Abra minha mente, meu coração e minha alma
Aos profundos Mistérios do Caldeirão, Ó Hécate!”
Efetue uma meditação de busca à deusa da Lua Nova.
Ouça suas mensagens. Esteja alerta a novos guias e mestres que podem surgir para ajudá-lo


domingo, 11 de agosto de 2019

O Sagrado Masculino e Feminino


O Sagrado Masculino e Feminino

Nunca se falou tanto em sagrado feminino como nos dias de hoje, porém a própria palavra sagrado não é necessária quando tomamos tudo como sagrado.
Então porque Sagrado feminino e Sagrado Masculino e não somente feminino e masculino?
Ainda hoje, vivemos a banalização do feminino e do masculino que são vendidos como um produto,  comercializados de acordo com a beleza do rótulo e cheio de protocolos a seguir. Isso acabou nos afastando do sagrado dessas energias e subjugando-as dentro de nós.
É impossível olhar e curar o feminino sem olhar e curar o masculino. Essas são energias complementares que existem simultaneamente dentro de todos nós e precisam estar em equilíbrio dentro e fora de nossos corpos.
Mas se todos temos ambas, o que aconteceu para que nos sentimos tão afastados do equilíbrio entre essas energias?
O problema é quando as crenças, as histórias, os rótulos e protocolos nos invadem e nos deixamos ser definidos por eles. Perceba, por exemplo, uma forma como nos foi vendida a energia feminina:  por padrões irreais de beleza e que, às vezes, custam a saúde e a alegria de muitas mulheres.Ou mesmo, repare como a mulher precisou reprimir seus impulsos para cumprir os protocolos profissionais e competitivos. Precisou abrir mão do seu feminino em muitos aspectos para fazer, fazer, fazer e fazer… negando seus ciclos e  necessidades. Mulheres com o feminino ferido estão com o masculino igualmente ferido, pois estão em desequilíbrio. O masculino equilibrado empodera e não agride, age e não impõe.
Nos homens a energia masculina desequilibrada vem também através de rótulos  como: homem não chora, homem não sente, homem não dança.. e aí o homem reprime sua energia feminina, criativa e leve. Tanto o feminino quanto o masculino dentro dele ficam igualmente feridos. O que precisamos, é saber dançar com essas suas forças e honrá-las em nós ao invés de travar a “guerra dos sexos”.

O masculino equilibrado empodera e não agride, age e não impõe.

Em um dos textos do blog falei do exemplo da energia feminina que vem da terra e hoje meu exemplo de energia masculina será o Sol. Em muitas culturas o Sol é reverenciado como um Deus, aquele que brilha, aquele que remove a escuridão, aquece e coloca nossa energia em movimento. Quando o Sol brilha no céu nos sentimos mais vivos e com mais energia, a natureza precisa de Sol para fazer seus processos de fotossíntese, para crescer, florescer e frutificar. Nós precisamos do Sol igualmente em processos vitais como por exemplo para sintetizar a vitamina D. Além disso, o Sol nutre nosso ânimo e nos torna mais ativos e dispostos a agir no mundo. Essa ação é fruto da energia masculina que há no Sol. Imagina que triste seria a energia feminina (da terra) sem o brilho do Sol para equilibrar e fazer brotar toda a vida que nela existe, mas que só desabrocha com o Sol?
Quando há muita energia feminina (reprimimos a energia masculina) e aí sonhamos, acolhemos e não conseguimos agir no mundo, já  quando há  muita energia masculina que nos coloca em movimento e ação (mas que em excesso reprime a feminina que é o sentir, o acolher) passamos a fazer só por fazer, agimos sem saborear a caminhada, queremos resultados a qualquer custo. Conhece algum padrão assim?

Acredito que podemos buscar sempre o caminho do meio,e assim acontece na natureza: temos dia e noite, a vida e a morte, a primavera-verão e o outono-inverno, os ciclos da vida, os ciclos do nosso corpo… Tudo é tão sagrado e perfeito quando em equilíbrio.
Se entendermos essas energias na natureza, sairmos dos rótulos e permitirmos que essas energias fluam dentro de nós. E assim, estaremos honrando tanto o masculino quanto o feminino e percebemos que tudo já é sagrado!
Neste domingo do dia dos pais, te convido para sentir fluir a energia masculina, energia do Sol... em honra ao sagrado que habita em nós!

Fernanda Cunha