sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

A Senhora do Mar

“...Sou a estrela que surge do mar, o mar do crepúsculo,
Trago aos homens os sonhos que regem os seus destinos
Trago as marés do sonho às almas dos homens
As marés que fluem e refluem e tornam a fluir,
As silenciosas marés íntimas que governam os homens;
Elas são o meu segredo e pertencem a mim...”

A sacerdotisa do mar – Dion Fortune
O mar engloba as misteriosas origens da vida, que, após inúmeras transmutações e percursos, para ele volta no final do seu ciclo. Desde o instante em que nascemos do líquido salgado do ventre materno, até quando os nossos pulmões se preenchem com os fluidos corporais no momento da morte, somos um receptáculo para o caminho da água, o nosso mais precioso e sagrado presente. Desde a antiguidade o mar simbolizou vida, magia e mistério, sendo o berço da própria vida, pois ele existiu desde o começo dos tempos, antes que a terra fosse formada.
Em muitas culturas a primeira imagem do mundo era de um oceano, ilimitado, indefinido e eterno, pleno de energias que podiam criar as variadas formas da vida. O primeiro estágio do mundo era descrito como uma massa aquática inerte, da qual emergiram a Terra, o céu e todos os seres. O mar primordial, informe, escuro e silencioso representava um modelo para o caos, que existia antes da criação e uma metáfora para o líquido amniótico que sustentava a vida.
Os povos antigos respeitavam o mar como uma força criadora e nutridora, mas também temiam o seu poder destruidor. O mar detinha segredos e mistérios, suas profundezas ocultavam seres sobrenaturais - benéficos ou não - e divindades que moravam em palácios repletos de riquezas e tesouros. As lendas sobre os tesouros enterrados no fundo do mar na realidade são as reminiscências das antigas lendas sobre as divindades que governavam a fertilidade representada pela riqueza da fauna e flora aquáticas.
A Deusa se manifesta em todos os elementos, Ela é a Mãe Terra, o Sopro da Inspiração, a Senhora das Chamas, mas o elemento em que A encontramos mais facilmente é a água, pois assim Ela está presente em todos nós. A vida começou no mar e o nosso corpo guarda esta lembrança no líquido amniótico, nas lágrimas, no sangue, nas células e nos fluidos corporais. Nossos ventres e nossas emoções respondem ao chamado das marés e da Lua e retornaremos ao ventre primordial seguindo o eterno fluir do tempo, do seu inicio até o fim. A Grande Deusa é a quintessência fluida formada das águas, as celestes e as subterrâneas (onde pertencem os córregos, riachos, rios, cachoeiras, fontes, lagos, mares), em cujo ventre a vida se formou como se fosse um peixe. 
A Mãe do Mar aparece de várias formas, às vezes Ela é escura e profunda como o vazio primordial onde a vida apareceu primeiramente. Outras vezes Ela brinca e ri com as ondas na areia, brilha com a luz do Sol ou da Lua ou se enfurece e rodopia com o rugido da tempestade. A sua presença foi louvada e honrada em inúmeras canções e poemas, apareceu em mitos, histórias, contos e lendas em vários lugares do mundo. Dion Fortune - escritora, ocultista e sacerdotisa da Deusa - vê o mar como “origem de todos os seres, a vida nela aparecendo como uma onda silenciosa que segue seu rumo e volta para recolhê-la no final.”
Ao longo dos milênios a Mãe do Mar recebeu muitos nomes e representações, Ela era a Grande Deusa cujas marés seguiam as fases da Lua e que foi vista como Tiamat, o dragão das profundezas, Atargatis e Derceto, deusas sírias com caudas de peixe e regentes da fertilidade, equivalentes das deusas venusianas Astarte e Ishtar, Ísis e Maria adoradas como Stella Maris, a Estrela do Mar ou Iemanjá, a nossa Mãe das águas.
A Mãe do Mar como “Senhora dos peixes” tem uma origem muito antiga, foram encontradas esculturas de uma deusa–peixe datadas de 6000 a.C. no sitio arqueológico de Lepenski Vir na antiga Iugoslávia, indicando um culto exclusivo de moças, que nos períodos de seca ou enchente se ofertavam à Deusa - deixando-se levar pelos redemoinhos do rio Danúbio - para implorar Sua benevolência.
Na Grécia existiam antigos cultos da Senhora da navegação e da Mãe das criaturas marinhas que tinham vários altares. A Mãe do mar é um emblema universal do nascimento e renascimento, reproduzido nas religiões patriarcais de maneira oculta e simbólica pelo batismo e a pia batismal. O peixe é totem da Deusa Mãe e aparece como sua montaria ou emblema, estilizado como yoni, símbolo do órgão sexual feminino, uma imagem central do ventre nos mitos de fertilidade e renascimento, adotado depois como símbolo cristão (por ter sido considerado Cristo o pescador das almas).
No mito babilônio da criação o primeiro ser foi Tiamat, Mãe de todos os deuses e detentora das tábuas dos destinos, que se apresentava como uma grande serpente – ou dragão- e regia as águas salgadas dos mares. Fecundada pelas águas doces pertencendo ao seu amado Apsu, do seu imenso ventre nasceram todas as formas de vida, perfeitas e monstruosas, até que no final nasceram os deuses. Após um tempo, os filhos divinos se revoltaram contra seus pais, mataram Apsu e o primogênito Marduk despedaçou Tiamat, criando das metades do seu corpo o céu, a Terra e todas as águas.
Mari significava mar e ventre na tradição suméria, Afrodite Mari era conhecida como a Mãe de todos, nascida do mar e Criadora da essência da água. Como
Afrodite Pandemos é representada cavalgando um golfinho e foi reverenciada na Síria como Atargatis. A Mãe primordial grega era Rhea, que separou os elementos sólidos e líquidos do abismo primordial e criou assim a Terra e o mar. Tetis, descrita como a Grande Rainha grega do oceano, filha de Gaia e Urano, chamada de Mare Nostrum pelos romanos, era mãe de 6000 filhos, suas 3000 filhas sendo as Ocêanides. Depois da revolta e vitória dos deuses olímpicos sobre as divindades pré-helênicas, a regência do mar foi conferida a Posêidon. Para poder governar ele teve que casar-se com a regente ancestral do mar, a deusa Anfitrite, que continuou governando as profundezas do mar, enquanto Posêidon dirigia sua carruagem na superfície das ondas, acompanhado pelas ninfas marinhas, as Nereidas.
Na mitologia celta a deusa Fand também regia as profundezas do mar, enquanto seu marido Manannan Mac Lyr navegava na superfície. O casal de gigantes nórdicos Ran e Aegir era temido pelos navegantes, que lhes pediam proteção fazendo oferendas e orações, para evitar que as tempestades levassem seus barcos para as moradas divinas do fundo do mar. Suas filhas, as Donzelas das Ondas em número de nove eram as mães do deus Heimdall, o guardião de Bifrost, a ponte do arco-íris da mitologia nórdica. Temu era o nome egípcio do vazio uterino cósmico e primordial, do qual foram criadas as divindades e os mundos.
Na China existe a lenda de uma moça - Lin Mo Ning - cujas qualidades extraordinárias de devoção a Kwan Yin, a sua bondade e as curas milagrosas por ela realizadas lhe permitiram a iluminação e ascensão. Aos 28 anos ela foi elevada para o céu em uma nuvem dourada e se transformou em um arco-íris, equivalente chinês do dragão e símbolo de cura e boa sorte. Ela foi deificada e tornou-se Mat-su ou Mazu, a deusa do mar reverenciada até hoje em inúmeros templos a Ela dedicados, como protetora dos barcos nas tempestades e das pessoas nas inundações.
O mito de Sedna, deusa do mar dos inuits - Senhora dos animais marinhos, Doadora da fertilidade - retrata a trajetória mítica de uma jovem mortal passando por decepções afetivas e filiais. Ao ser sacrificada pelo seu pai (para ele se salvar) representa o caos seguido pela abundância, pois ao mergulhar nas profundezas do mar, a jovem Sedna se transformou na mãe arquetípica fornecedora do alimento para o seu povo.
Na África a regência do mar é dividida entre Olokun (que aparece ora como orixá masculino, ora como feminino) e Yemayá ou Iemanjá, também honrada como Iyá Mo Ayé, a Mãe dos mundos, Criadora do céu e do mar. Originariamente Iemanjá era divindade das águas doces, regente do rio Ogum, associada à fertilidade das mulheres, maternidade, criação do mundo e continuidade da vida. Por ser regente do plantio e colheita (dos inhames) e da pesca, seu nome ficou Yeyé Omo Ejá, a “Mãe dos filhos peixes”. Nas representações míticas e nas várias imagens seus poderes - gerador e nutridor - são revelados pelos seios fartos e as ancas largas. Nos mitos Ela aparece como uma Grande Mãe, protetora das cabeças dos mortais, generosa nas suas dádivas e representando os diversos papéis da mulher: mãe, filha, esposa, irmã.
Na transposição para o Brasil foi transferido para Iemanjá a regência do mar, que na África pertencia a seu pai ou mãe, Olokun, pois segundo conta uma lenda “ as lágrimas derramadas pelos escravos na travessia do oceano salgaram as águas doces de Iemanjá”. Mas mesmo considerada orixá do mar, Iemanjá continua sendo saudada no Candomblé como Odo Iyá, Mãe do rio, da qual sua filha Oxum herdou o domínio das águas doces. Outro aspecto de Iemanjá no Brasil é relacionado à sua denominação de Rainha do mar, que a associa à figura da sereia, de origem africana (as três sereias de Angola: do mar, do rio e da lagoa) e européia (dos mitos gregos, celtas, e nórdicos). Como divindade marinha Iemanjá tem um papel duplo: de mãe que controla as marés e propicia a pesca, e também de sereia sedutora e sensual que atrai o pescador ou o navegante para as profundezas do mar.
Concebida popularmente como a Mãe propiciadora de saúde, prosperidade e boa sorte, além de garantir sanidade, equilíbrio e clareza mental como “dona das cabeças”, Iemanjá aos poucos foi perdendo seus atributos originais de divindade guerreira e mulher sensual dos mitos africanos e foi sendo ampliado o seu papel de deusa mãe. À medida do fortalecimento do seu papel materno, Iemanjá foi sendo aproximada da figura de Nossa Senhora com quem Ela é sincretizada em Cuba e Brasil e suas festas comemoradas de acordo com o calendário católico (como Nossa Senhora das Candeias na Bahia, do Carmo no Recife, dos Navegantes no Rio Grande do Sul, da Conceição em São Paulo).
Aos poucos Ela foi assumindo novos aspectos iconográficos trocando seus traços africanos por características européias e sendo retratada como uma mulher branca, com longos cabelos negros e lisos, de vestido azul com cauda, caminhando sobre as ondas do mar, espalhando rosas brancas e usando uma tiara em forma de estrela, aparecendo assim como a própria Stella Maris. Na Umbanda foi atribuída à Iemanjá a chefia de falanges de “caboclos e caboclas do mar”; associada a diferentes Mães d’Água indígenas foi sendo chamada de Iara, a Mãe d’Água ou Senhora Janaina. Seus atributos de sedução e sensualidade foram transferidos para uma entidade complexa e controvertida - Pomba Gira - e realçados apenas os atributos maternos e protetores. Na Santeria cubana Iemanjá é sincretizada com La Virgem dela Regla e retratada como uma Madona Negra, protetora dos navegantes.
A crescente participação da população nas Suas festas nas praias brasileiras - principalmente nos dias 31 de janeiro e 2 de fevereiro - tornou Iemanjá o orixá mais popular e reverenciado no Brasil, não somente pelos adeptos de Candomblé e Umbanda, mas pela sociedade como um todo.
Transcendendo as tradições afro-caribenhas que deram origem aos cultos modernos, Iemanjá é cultuada atualmente pelos círculos sagrados femininos, os adeptos dos grupos da tradição Wicca e neo-pagãos, nos Estados Unidos e no Brasil, como uma Deusa Mãe. Apesar das suas modificações ao longo do tempo e espaço, os atributos de amor e nutrição que Iemanjá traz para seus adeptos são prova do seu poder milenar como protetora das crianças, mulheres e famílias. Enquanto Olokum detém os poderes de destruição subindo enfurecida das profundezas do mar, Iemanjá rege em contrapartida a superfície e a calmaria. A suavidade da filha pode acalmar a fúria da mãe, pois ambas representam os ciclos de mudança: dar a vida, proteger, abrigar, nutrir, transformar ou dar-lhe o fim. Com a ajuda de Iemanjá podemos superar as marés e mudanças na nossa vida e buscar a tranqüilidade mesmo no meio da tempestade.
Os mitos da Mãe do Mar refletem o mundo natural ao nosso redor e principalmente o poder do oceano, que inspira respeito e medo pela sua força destruidora como vemos nos tsunamis, tufões e maremotos. A mutabilidade do mar nos ensina como buscar o equilíbrio e a conciliação dos opostos na nossa própria natureza, alternando a ação e a quietude, a aceitação da dor e da alegria, as fases de tumulto ou de estagnação. 
Ao longo dos séculos os seres humanos lidaram com os desafios do mar e por isso o reverenciavam por saberem que estavam à mercê das suas forças. Mas agora, pela primeira vez na história da humanidade, os homens têm o poder de envenenar as suas águas, de matar sem discernimento ou necessidade os seres vivos que nele habitam. Para continuarmos a receber as bênçãos e dádivas da Mãe do Mar precisamos nos envolver em alguma atividade ecológica para impedir a destruição dos recifes de corais, a extinção das espécies marinhas, a poluição pelos resíduos industriais e domésticos. Precisamos honrar a Mãe do Mar e lhe pedir compaixão e generosidade para o nosso renascimento, nos elevando da cobiça, violência, falta de respeito e compaixão com os outros seres para a harmonia, o convívio pacifico e a serenidade, exterior e interior.
“Devemos nos lembrar de que o nosso espírito nos leva de volta para a água, pois ele flui no pulsar do rio e retorna para o mar onde a vida começou. Nossas almas são pesadas com tanta dor e decepção e difíceis de carregar, mas nós pediremos ao rio levar nosso peso para o mar e oraremos ao mar lavar e renovar os nossos espíritos. Nossas lágrimas de dor e tristeza lavam nossas almas e nos libertam de tudo o que nos atordoa, removendo as marcas de sofrimento. Levantemo-nos radiantes e sigamos em paz, pois o nosso espírito foi lavado pelas ondas do mar e por elas renovado”.
Adaptado do “Book of Daily Prayer for Today’s Changeable World” 
Mirella Faur

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Mulheres Curadoras



Erveiras, raizeiras, benzedeiras, mulheres sábias que por muito tempo andaram sumidas, ou até mesmo escondidas. Hoje retornam com um diploma de pós-graduação nas mãos e um sorriso maroto nos lábios. Seu saber mudou de nome. Chamam de terapia alternativa, medicina vibracional, fitoterapia, práticas complementares… são reconhecidas e respeitadas, tem seus consultórios e fazem palestras.
As mulheres curadoras fazem parte de um antigo arquétipo da humanidade. Em todas as lendas e mitos, quando há alguém doente ou com dores, sempre aparece uma mulher idosa para oferecer um chazinho, fazer uma compressa, dar um conselho sábio. Na verdade, a mulher idosa é um arquétipo da ‘curadora’, também chamada nos mitos de Grande Mãe.
Não tem nada a ver com a idade cronológica, porque esse é um arquétipo comum a todas as mulheres que sentem o chamado para a criatividade, que se interessam por novos conhecimentos e estão sempre a procura de mais crescimento interno. Sua sabedoria é saber que somos “obras em andamento’, apesar do cansaço, dos tombos, das perdas que sofremos… a alma dessas mulheres é mais velha que o tempo, e seu espírito é eternamente jovem.
Talvez seja por isso que, como disse Clarissa Pinkola, toda mulher parece com uma árvore. Nas camadas mais profundas de sua alma ela abriga raízes vitais que puxam a energia das profundezas para cima, para nutrir suas folhas, flores e frutos. Ninguém compreende de onde uma mulher retira tanta força, tanta esperança, tanta vida. Mesmo quando são cortadas, tolhidas, retalhadas, de suas raízes ainda nascem brotos que vão trazer tudo de volta à vida outra vez.
Por isso entendem as mulheres de plantas que curam, dos ciclos da lua, das estações que vão e vem ao longo da roda do sol pelo céu. Elas tem um pacto com essa fonte sábia e misteriosa que é a natureza. Prova disso é que sempre se encontra mulheres nos bancos das salas de aula, prontas para aprender, para recomeçar, para ampliar sua visão interior. Elas não param de voltar a crescer…
Nunca escrevem tratados sobre o que sabem, mas como sabem coisas! Hoje os cientistas descobrem o que nossas avós já diziam: as plantas têm consciência! Elas são capazes de entender e corresponder ao ambiente à sua volta. Converse com o “dente-de-leão” para ver… comunique-se com as plantas de seu jardim, com seus vasos, com suas ervas e raízes, o segredo é sempre o amor.
Minha mãe dizia que as árvores são passagens para os mundos místicos, e que suas raízes são como antenas que dão acesso aos mundos subterrâneos. Por isso ela mantinha em nossa casa algumas árvores que tinham tratamento especial. Uma delas era chamada de “árvore protetora da família”, e era vista como fonte de cura, de força e energia. Qualquer problema, corríamos para abraçá-la e pedir proteção.
O arquétipo de ‘curadora’ faz parte da essência do feminino, mesmo que seja vivenciado por um homem. Isso está aquém dos rótulos e definições de gênero. Faz parte de conhecimentos ancestrais que foram conservados em nosso inconsciente coletivo.
Perdemos a capacidade de olhar o mundo com encantamento, mas podemos reaprender isso prestando atenção nas lendas e nos mitos que ainda falam de realidades invisíveis que nos rodeiam. Um exemplo? Procure saber mais sobre os seres elementais que povoam os nossos jardins e as fontes de águas… fadas, gnomos, elfos, sílfides, ondinas, salamandras…
As “curadoras” afirmam que podemos atrair seres encantados para nossos jardins! Como? Plantando flores e plantas que atraiam abelhas e borboletas, gaiolas abertas para passarinhos e bebedouros para beija-flores.
Algumas plantas convidam lindas borboletas para seu jardim, como milefólio, lavanda, hortelã silvestre, alecrim, tomilho, verbena, petúnia e outras. Deixe em seu jardim uma área levemente selvagem, sem grama, os seres elementais gostam disso. Convide fadas e elfos para viverem lá.
Mani  Alvarez

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Lua de Sangue



"Lua de Sangue" - Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2019
- Aproveitar a Lua para deixar para trás tudo aquilo que tem nos feito mal, doenças e energias ruins, e meditar para absorver os poderes da Lua de sangue para que possamos enfrentar os obstáculos com sua força e luz.
- Aproveite para fazer magias de crescimento, purificação.
- Tome um banho de banimento e purificação, limpe sua casa e altar com uma vassoura mágica, faça uma roda de velas vermelhas, escreva num papel tudo o que você quer banir de sua vida, queime os papéis no fogo das velas e deixe-as queimar até o fim.
- Medite sob a luz da Lua e repita as rimas para absorver seu poder:
"LUA DE SANGUE, ANCIÃ DE CORAGEM
FAÇA DE MIM A SUA IMAGEM.
QUE O MAL OCULTO EU POSSA VER,
E ENFRENTA-LO VOU COM SEU PODER."

- Deixe uma oferenda, um banquete, um símbolo, algo que você mesma fez, em troca desse poder. Dedique esses dias anteriores para preparar suas energias. Não esqueça de agradecer.

Ritual para Lua de Sangue



Entrada de Lua cheia 21 janeiro 2019 às 03:17:10
Lua de Sangue - 21 de janeiro 2019

Ritual para Lua de Sangue

O Rito básico para a lua de Sangue consiste em um processo de meditação e reflexão e posteriormente o ato ritualístico para a determinada finalidade que o praticante desejar.
Lembrando que a lua de Sangue é propícia para quase todo tipo de finalidade como:
- Cura
- Fertilidade
- Banimento
- Amor
- Enfim há muitas formas de aproveitar este acontecimento

O Rito Básico
- Caldeirão
- Frutas da estação
- Pão
- Carne (de preferência vermelha, mas se você for adepto do veganismo ou vegetarianismo não há necessidade, mas procure uma representação similar) – este é um ingrediente de simbolismo, portanto não há necessidade de muita quantidade, sem exageros ok?.
- Incensos amadeirados e cipestres
- Cristal ou pedra de sua preferência
- Velas (brancas, laranjas e vermelhas)
- Ervas de banimento
- Sal Grosso
- Vinho ou água para aqueles que não podem beber bebidas alcoólicas.

Abra o circulo como de costume, coloque o caldeirão no centro, e acenda as velas e incensos, medite sobre tudo o que já aconteceu até o momento, os ciclos de vida e morte, reflita sobre qual o ciclo que sua vida esta no momento, enfim, é um momento de aproveitar toda essa energia para a mudança que você tanto procura. Peça a presença dos deuses, peça iluminação e reflita sobre tudo o que há em sua vida, e perceba o que não mais serve para você e na sua vida, então é hora de queimar, banir e se despedir… dar lugar ao novo.
Escreva em um papel os seus tormentos, e angustias, e jogue no caldeirão para queimar com as ervas de banimento e sal grosso.
Consagre os alimentos, a bebida e a carne (se houver)
Neste momento você pode ligar pequenos feitiços mais específicos a você como os que mencionei (CURA, BANIMENTO, AMOR, FERTILIDADE, DINHEIRO, enfim há várias opções, inclusive a confecção de amuletos, e até o Sal negro que é utilizado para banimento)
Após o ritual escolhido, agradeça a Deusa e beba um pouco do vinho (este lhe fortalecerá a alma), coma um pouco dos alimentos ali que lhe fortalecerão o corpo.
Aproveite o tempo em que as velas queimam para realizar exercícios de meditação e concentração.
Deixe a pequena ceita até que as velas e os incensos se apaguem. Feche o circulo, enterre o restante dos alimentos, descarte as cinzas e restos de velas no seu jardim ou outro local (nunca no mesmo local que enterrou os alimentos).

sábado, 29 de dezembro de 2018

O que a Lua Minguante tem?


A luz refletida da Lua começa progressivamente a diminuir.  Na primeira fase da Lua Minguante, ela ainda é bastante visível, mas aos poucos, vai extinguindo seu brilho.

É a fase de menor força de atração gravitacional da Lua sobre a Terra, é o mais baixo nível de volume de água no organismo e no planeta.
O período sugere mais recolhimento e interiorização.  Devemos olhar para dentro e examinar como nos sentimos em relação às vitórias ou insucessos da Lua Cheia.
Os resultados do ciclo inteiro devem ser revistos, avaliados e resumidos agora. Devemos nos ajustar às circunstâncias que prevaleceram. É uma energia de síntese.  É tempo de conciliar as coisas e terminá-las para não começar um novo ciclo com pendências.
Não é aconselhável nenhuma resistência, muito pelo contrário, a fase é de aceitação e adaptação, como se a Lua estivesse perdendo o fôlego e luz.  Não devemos desgastar as situações para que elas possam ser retomadas à frente.
O que não aconteceu até agora não terá mais forças para acontecer. Não temos a menor condição para uma reviravolta.  Em compensação, conflitos e crises perdem igualmente força e podem apaziguar-se até desaparecer por completo ou perder totalmente o impacto sobre nós.
Temos mais facilidade para largar as coisas, pois estamos menos afetados por elas.  As possibilidades ficaram totalmente esclarecidas na Lua Cheia, agora sabemos o que fazer com elas.
A questão aqui é se estamos contentes com o resultado final de nossas tentativas.  Se não estivermos, temos que nos ajustar à realidade. Mudar dentro para melhorar fora.  É comum nos sentirmos desorientados nesta fase.  As pessoas que não tem o hábito da introspecção e da autoánalise podem reagir negativamente a esta fase e sofrer um pouco de depressão.
As tentativas feitas na vida profissional não são muito bem-sucedidas.  É melhor insistir nas atividades que já estejam em curso e que se realizem num clima de recolhimento.
Nas pessoas mais interiorizadas, só os relacionamentos mais íntimos e profundos encontram eco. Geralmente, nesta fase, formam-se relações onde um dos parceiros precisa da ajuda e conforto do outro.
Não é recomendável divulgação, lançamento de produtos ou promulgação de leis, eles podem passar despercebidos.
Lua Balsâmica
É assim chamado o último estágio da Lua Minguante (que ocorre nos últimos 4 dias desta fase). Este é um tempo de retração, restauração, cura e rejuvenescimento.  O termo balsâmico quer dizer elemento ou agente que cura, suaviza e restaura.
É hora de largar a atração magnética que a Lua exerce sobre nós e nos deixarmos conduzir no vazio, na sombra. Por incrível que pareça, ficar à deriva trará melhores resultados. Também devemos procurar fazer as coisas por elas mesmas, sem nenhum outro propósito, além de simplesmente fazê-las.
Uma energia mais sutil, mais suave, é filtrada, e a cura pode acontecer. A energia psíquica está no máximo e é a intuição que nos guia.
Devemos aceitar as coisas com os resultados que se apresentarem. Tudo está na sua forma final e não vai passar disso.  Colhemos o que semeamos.  É tempo de retroceder, levantar acampamento, limpar o terreno, descansar e principalmente armazenar forças para a próxima fase que em breve se inicia.
Não se começa coisa alguma, ao contrário: resolvem-se todas as pendências, senão vão perdurar pelo mês seguinte. Nestes últimos quatro dias da Lua Minguante, um clima propício à reflexão nos invade naturalmente. As pessoas estão mais maleáveis e dispostas a fazer adaptações e conciliações.
Não é um período brilhante para entrevistas de trabalho, pois falta clareza e objetividade na expressão e definição do que se pretende realizar.
Nos relacionamentos, este é um momento de mais aceitação entre os parceiros.
Bom Para:
☾ Dietas de emagrecimento (intensivas para perder peso rápido);
☾ Dietas de desintoxicação;
☾ Processos diuréticos e de eliminação;
☾ Cortar o cabelo para conservar o corte;
☾ Cortar o cabelo para aumentar o volume (fios mais grossos, pois o crescimento é lento);
☾ Tintura de cabelo;
☾ Depilação (retarda o crescimento);
☾ Limpeza de pele;
☾ Tratamento para rejuvenescimento;
☾ Cirurgias;
☾ Cicatrização mais rápida;
☾ Tratamentos dentários;
☾ Cortar hábitos, vícios e condicionamentos;
☾ Encerrar relacionamentos; 
☾ Dispensar serviços e funcionários;
☾ Arrumar a casa;
☾ Jogar coisas fora;
☾ Conserto de roupas;
☾ Limpeza de papéis;
☾ Pintar paredes e madeira (absorção e adesão da tinta são melhores);
☾  Dedetização;
☾ Combater todos os tipos de pragas;
☾ Colher frutos (os que não forem colhidos até aqui vão encruar);
☾ Comprar frutas, legumes e verduras maduros (retarda a deterioração). Cuidado para não comprá-los já secos;
☾ Comprar flores desabrochadas ( retarda deterioração). Cuidado para não comprá-las já secas;
☾ Poda:
☾ Tudo que cresce debaixo da terra;
☾ Plantio de hortaliças;
☾ Corte de madeira;
☾ Adubagem;
☾ Desumidificação, secagem e desidratação;
☾ Capinar e aparar a grama;
☾ Balanço financeiro do mês;
☾ Corte de despesas;
☾ Pegar empréstimo;
☾ Terminar todas as pendências;
☾ Romances começados nesta fase transformam as pessoas envolvidas;
☾ Finalizar relacionamentos;
☾ Quitar pagamentos;
☾ Fazer conservas de frutas e legumes;
☾ Cultivo de ervas medicinais;
☾ Retardar o crescimento.

 Desaconselhável:

☾ Inseminação, fertilização, concepção e gestação;
☾ Atividades de público (a mais baixa frequência de público); 
☾  Divulgação;
☾ Poupança e investimentos;
☾ Abrir negócios;
☾ Lançamentos;
☾ Vernissage, noite de autógrafos, exibições, estreias, exposições, inaugurações;
☾ Conservação de frutas, verduras e legumes verdes (ressecam antes de amadurecer);
☾ Comprar flores em broto (ressecam antes de desabrochar);
☾ Começar qualquer coisa (é uma energia de fim).


Trecho do Livro ” O Livro da Lua” da Márcia Mattos

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

As Fases da Lua na Magia



Você já reparou quantas vezes, desde pequenos, olhamos para o céu e admiramos a Lua em suas diversas fasesCrescenteCheiaMinguante ou Nova... A Lua e seus ciclos sempre serviram de referência para guiar nossos passos e muitas vezes nos auxiliar atomar decisões. Plantar, pescar, navegar, cortar os cabelos...
Quem nunca se perguntou qual a melhor
fase da Lua para essa ou aquela decisão do dia-a-dia?

Se a Lua é importante para o cotidiano, imagine o tamanho de sua importância para a magia! Por isso, vem comigo que eu vou te ensinar um pouco mais sobre cada fase da Lua e suas influências energéticas, qual delas é a mais indicada para os seus rituais e o calendário lunar para esse ano!

As fases da Lua para os homens e os Deuses...

Desde os tempos antigos as fases da Lua vem influenciando a vida e os rituais humanos - sejam eles mágicos ou cotidianos. Não é à toa que muitas pessoas se utilizam do calendário lunar para tomar decisões importantes em suas vidas: os pescadores e camponeses, por exemplo, não conheciam as influências mágicas das fases da Lua, mas sempre souberam qual o melhor período para uma ou outra atividade no campo.
Da mesma forma, o aumento do número de parturientes durante a Lua Cheia, por exemplo, é também muito conhecido. A propósito, a Lua exerce uma influência especial sobre as mulheres e suas regras mensais. Por esse motivo, ela é considerada uma divindade em diversas tradições mágicas - justamente por representar as diversas faces do Sagrado Feminino: a donzela, a mãe, a anciã e a guerreira se refletem e personificam a cada ciclo lunar.
Na Magia Cigana, no Candomblé e na magia com as folhas sagradas não é diferente: a influência da Lua é muitas vezes considerada para determinar o melhor momento para se realizar esse ou aquele tipo de ritualbanho ou defumação, dependendo dos objetivos que queremos atingir. Para rituais de louvação a Ori, por exemplo, nosso Orixá Particular, ou em ebós e rituais que busquem a prosperidade e a abertura de caminhos é fundamental considerar a maneira como a Lua se posiciona no céu.
É inegável: magia e sabedoria popular se misturam quando falamos sobre as maneiras que cada fase da Lua interfere e influencia nossos rituais, nosso dia-a-dia e até mesmo nosso humor. Então... Quais são, afinal, as potências e objetivos que devem ser trabalhados em cada uma delas?

Lua Crescente

É a fase em que a Lua sai da escuridão e começa a renascer, iluminando o céu. Por isso, é propícia aos rituais de crescimento e atração. Rituais que tenham por objetivo aumentar o que se deseja, o nascimento de crianças, fortalecimento das amizades e dos relacionamentos, amorsensualidade e sentimentos, harmonização das situações e dos ambientes, boa sorte, negócios e prosperidade devem ser realizados durante esse período.

Lua Cheia

É a fase em que a Lua está mais visível e brilhante, reinando plena no céu. É nesse período que as energias espirituais atingem seu ápice e se consolidam, vibrando mais forte. Por isso, é propícia aos rituais de fortalecimentopreenchimentofertilidadevirilidade sexualidade, comunicação, brilhosucesso e visibilidade, assinatura de contratos e parcerias, felicidade, coragem e fortaleza, conquista e domínio, definição de situações amorosas e realização de casamentos.
Lua Minguante

É a fase em que a Lua vai diminuindo o brilho até desaparecer, morrendo por alguns dias. É o momento propício para o encerramento de tudo o que não é mais necessário ou desejado, o banimento de energias negativas, libertação finalização, reversão de situações indesejadas, cura (no sentido de eliminar a doença), morte e ressureição simbólicas, maturidade e sabedoria ancestral,venda de imóveis e quebra de feitiços maléficos.

Lua Nova
É a fase em que a Lua não está visível no céu, preparando-se para renascer em seu novo ciclo. Por isso, é um período de instabilidade energética, repleto de mistérios e inseguranças, de morte e  escuridão, de reclusão, sendo propício, porém, para a meditação e o autoconhecimento.
Diego de Oxóssi