sábado, 9 de dezembro de 2017

A Roda do Ano nos Hemisférios Norte e Sul


A Roda do ano representa o ciclo da natureza, do começo até o fim para então recomeçar tudo novamente. É o ciclo natural de todas as coisas no planeta: natureza (fauna e flora) e homens.

A Roda do Ano é um calendário místico espiritual que tem origem nos antigos povos pagãos (o termo “pagão” diz respeito à religiosidade do homem do campo). É utilizada para comemorações sociais até hoje, independente da religião professada, na maioria das vezes de forma equivocada. A grande maioria das pessoas nem sabe a real origem da Páscoa ou do Natal, por exemplo. Antes de qualquer religião existir no planeta Terra, a natureza já existia em seu ciclo perfeito. Pensar que A Roda do Ano vem de alguma religião, é um equívoco, pois ela representa apenas uma lei natural.

Todos os povos antigos, celtas, egípcios, gregos, africanos e indígenas de qualquer lugar do planeta, entre tantos outros, sempre comemoravam a Roda do Ano. Atualmente muitos povos e pessoas ainda comemoram da forma certa. Entre certo ou errado, você que vive no meio social, quer queira ou não, goste ou não, está inserido na natureza e seus ciclos, bem como participa das comemorações sociais à eles relacionados. O problema é que a verdade se fragmenta de acordo com a moda ou o marketing, perdendo assim o seu valor e a tradição. Agora vamos para as explicações sobre a Roda do ano.

Onde é o hemisfério do planeta no qual você se encontra? Se estamos abaixo da linha do Equador (divisão imaginária do planeta, é a parte de baixo) você vive a roda dos ciclos da natureza relativa ao Sul (outono, inverno, primavera, verão). Se está acima da linha do Equador, você vive conforme os ciclos do norte (quanto é verão no hemisfério Norte, é inverno no hemisfério Sul). Devemos seguir a natureza, pois esses festivais são ritos da natureza, ou seja, da Terra.

Podemos viver no sul e “rodar” pelo norte nas comemorações (comemorar como se estivéssemos no norte)? Sim podemos, se desejarmos apenas a energia social que fica mais forte, a egrégora, como exemplo é o caso do Natal. O Natal é uma comemoração típica de Solstício de Inverno. O nosso natal é comemorado no início do verão. Então por que nosso Papai Noel não vem de sunga, debaixo do sol tropical? 
No Brasil seria ideal então um Papai Noel sem renas, trenó e bonecos de neve. Já parou para pensar que não tem nexo a árvore de natal de pinheiro com neve no verão? Pois é, comemoram errado, a comemoração religiosa correta do Natal deve ocorrer na entrada do inverno. Devemos seguir o curso correspondente da natureza que nos cerca. Observemos, por exemplo, quando o milho cresce, quando a colheita chega, quando as flores desabrocham, quando o sol esquenta ou quando chega o frio e as folhas caem secas.
Por que então as comemorações do Hemisfério Sul seguem a Roda da Natureza do Norte? Percebendo e sabendo da evidência de que a Roda do Norte é oposta à Roda do Sul, porque muitos estando no Hemisfério Sul insistem em seguir a Roda da Natureza relativa ao Hemisfério Norte?
Possivelmente temos duas grandes e simples explicações para esta questão: primeiro porque as pessoas não se perguntam acerca da origem de muitos fatos e, segundo, por o marketing norte americano e europeu (EUA e Europa estão no Hemisfério Norte) é fortíssimo. O resultado é que as antigas tradições são esfaceladas em benefício do comércio e a Festa da Colheita acaba sendo comemorada na época do plantio.
Quem está certo? Olhemos a natureza, observemos os pássaros e os animais e saberemos o que é certo em termos de Ciclos da Natureza. É uma questão de opção do que se prefere seguir, o que existe é a energia das pessoas (social) ou a energia da natureza (fauna e flora). Você escolhe a energia que quer sintonizar. O ideal é que sigamos o Ciclo da Natureza conforme o local onde estamos, em benefício do que se objetiva. Sempre digo às pessoas que me perguntam: O que eu faço então? Respondo: “Observe o milho, observe as estações!”.

Na tradição antiga o Ciclo da Natureza também é chamado como “Roda do Ano”, que por sua vez é composta pelo que chamamos de os oito Sabás (festivais) do ano.  Temos que levar em conta a posição da Terra com relação ao Sol. O Sol é o nosso Astro-Rei, o amante, pai e filho, a figura central de toda essa roda que nos alimenta, nos sustenta e nos traz a vida na Terra através das estações perfeitas dos Equinócios e Solstícios.
O termo “Sabá” significa simplesmente “dia de descanso” ou, principalmente, “dia de adoração” (espiritual). Vem do hebraico e foi usado primeiramente no Gênese, mais especificamente no sétimo “dia”. “Guardar” ou respeitar o Sabá é um dos Dez Mandamentos católicos. Nos rituais da Roda do Ano são homenageadas duas divindades principais: a Grande Deusa que simboliza a própria terra, e o Deus Cornífero, protetor dos animais, dos rebanhos e da vida. Esotericamente, há milênios, a humanidade comemora os equinócios e solstícios, o início das estações da natureza. É uma oportunidade de sintonia com as verdades cósmicas dos ciclos de vida em nosso planeta.

 Solstício: Significa o início do Verão ou do Inverno. É a época do ano em que o Sol incide com maior intensidade em um dos dois hemisférios. Isso ocasiona a diferença tanto de temperatura quanto de duração do dia e da noite.
Equinócio: Momento em que o Sol, em seu movimento anual aparente, corta o equador celeste, fazendo com que o dia e a noite tenham igual duração (Primavera ou Verão).

A Roda do Ano e as Festas Católicas

O catolicismo por séculos esteve intimamente ligado com as conquistas militares, reinados e política expansionista. Ele adotou o nome de doutrinação ou catequização para justificar sua estratégia de conquista e domínio.
Uma das formas de doutrinação era justamente se apoderar de templos e celebrações dos povos e culturas conquistadas. Isso porque ir contra tradições seculares, arraigadas nas culturas, era algo impossível de obter sucesso. Simplesmente mantinham muito das tradições originais mudando apenas nomes e divindades. Assim, o povo continuava com suas tradicionais comemorações, porém cultuando o que o catolicismo indicava.
O exemplo mais flagrante e evidente é o caso do Natal. No paganismo o Natal (Solstício de Inverno) no Hemisfério Norte é época de se comemorar o Nascimento do Menino Deus. A Igreja Católica então, que não sabe até hoje quando de fato Jesus nasceu, resolveu divulgar que o Cristo havia nascido na mesma época. Pronto, trocou-se então o culto pagão do nascimento do Deus Menino, filho da Deusa Natureza e do Deus Fecundador, pelo nascimento de Jesus. Assim procederam com as outras datas religiosas antigas.

Samhain: 31 de Outubro (Hemisfério Norte) e 1° de Maio (Hemisfério Sul).

Este Festival marca o Ano Novo ou o início de uma nova Roda do Ano. Samhain é o festival dos mortos, hoje rotulado como Halloween ou Dia das Bruxas. Também é Dia dos Mortos cristão que na verdade é uma celebração de origem indígena (pagã), atualmente o catolicismo tem esse festival como o “finados”. De uma forma ou de outra os antigos comemoravam, visitavam os túmulos, alguns deixavam comidas e outros levavam flores. É uma época de meditação e reflexão sobre os ciclos da natureza, da vida e da morte. Época de conexão com os ancestrais que semearam a Terra no passado, como nós fazemos agora.

Todos os povos, seja no oriente ou no ocidente, no Hemisfério Norte ou Sul, no passado ou no presente possuem um dia para comemorar os mortos. Seja com festas, rituais, fantasias, flores e comidas nos túmulos, leituras de oráculos, missas ou mesmo um domingo de reclusão. O Dia dos Mortos é sagrado para todos os povos, comemorado ou não todos acabam entrando nessa egrégora. É momento de respeito por aqueles que semearam o passado e construíram o que está presente em nossa Terra.
Muito diferente de se celebrar os mortos como verdadeiros zumbis que apavoram, este é o momento de se celebrar as origens, a sabedoria antiga, nossas raízes. Também é momento para se refletir sobre o Ciclo da Vida de nascimento, crescimento, apogeu, fenecimento e morte. Aqui a morte é uma etapa intermediária entre uma vida e outra, assim como uma fruta apodrece e morre para servir de adubo para que sua semente brote e cresça viçosa.
Para as bruxas o Sanhaim é o dia em que o véu que separa o mundo dos vivos e o mundo dos mortos fica mais tênue.

Yule: 21 de Dezembro (Hemisfério Norte) e 21 de Junho (Hemisfério Sul).

Yule é a época do Solstício de Inverno que marca a noite mais longa do ano. O festival de Yule celebra o renascimento do deus Sol. Yule é denominado o Natal pagão, já que se comemora o renascimento de Deus Solar e a chegada do inverno. Em Yule celebra-se o amor, a união da família e as realizações do ano que passou. É tempo de reencontrarmos nossas esperanças, obter o coração rejuvenescido, se libertar das coisas antigas e desgastadas, renascer com a criança interior trazendo a pureza e a alegria.
O Natal cristão tem suas origens nessa antiga celebração pagã de Yule, o qual sempre é comemorado no início do inverno. Os costumes como a decoração da árvore de Natal, pendurar uma guirlanda na porta e mesmo o Papai Noel são adaptações de símbolos pagãos do inverno. O Pinheiro, o azevinho e outras árvores utilizadas no Natal são árvores de folhas duradouras e sempre verdes simbolizando a continuação da vida. Os sinos são símbolos femininos de fertilidade e anunciam os espíritos que possam estar presentes.
É desta antiga celebração pagã (Yule) que se originou o Natal Católico. A maioria das pessoas do hemisfério sul comemora o natal em dezembro, mas em nossa Roda do Ano o inverno começa em junho e não em dezembro. É incoerente ir contra as estações da natureza e comemorar o Natal com neve e pinheiro em pleno verão. As pessoas vão se adaptando as festividades sem saber a sua origem.
O tender (carne de porco) que é costume se comer na ceia de Natal, é uma oferenda antiga onde sacrificava um javali para obter a prosperidade para a família no novo ano em nome da Deusa e do Deus. 
Se pararmos para pensar nosso Papai Noel invernal deveria vir em junho, na entrada do inverno, juntamente com os pinheiros e o frio, as lareiras e as comidas típicas de tempo frio, quando aqui se comemora o “Dia de São João”.
Interessante se lembrar que na Maçonaria se celebram dois rituais de Banquete Ritualístico, justamente nos dois solstícios, os dias dos São Joães ou deus romano Jano (Janus). O deus Jano tinha duas faces, uma olhando para trás e outra para frente, uma voltada para o passado e outra para o futuro. Os maçons afirmam que as duas colunas conhecidas como “J” e “B” estão relacionadas com os signos zodiacais de Câncer e Capricórnio, justamente o passado e o futuro e daí a relação com os solstícios que ocorrem no início destes signos. No Banquete Ritualístico maçônico se fazem sete libações em homenagem aos sete planetas esotéricos. Tudo isso muito semelhante às tradições mais antigas e que os atuais maçons não se apercebem.

Imbolc: 1º de Fevereiro (Hemisfério Norte) e 31º de julho (Hemisfério Sul).

Imbolc, também chamado Oilmec e Candlemas ("Candelária ou festival das Luzes"). Celebra o despertar da terra e o crescente poder do Sol. A Deusa é venerada em seu aspecto de Virgem da Luz.
Imbolc é o festival das luzes do fogo. Um Sabá de purificação e de boas-vindas às primeiras manifestações da primavera. Época na qual celebramos as bênçãos da Deusa, a família e o retorno do Sol que volta a crescer, mas que ainda não ganhou força suficiente para banir de vez o frio do inverno.
A Deusa é representada por três mulheres, a poetisa (arte), a médica (cura), e a ferreira (magia), sendo conhecida como a deusa da Tríplice Chama ou Deusa Luminosa. É benfeitora da cura interna e da energia vital.

O festival de Imbolc tornou-se Candlemas (Candelária) nos tempos modernos com o Dia de Santa Brígida (Nossa Senhora da Luz ou Nossa Senhora da Candelária) e a Festa da Purificação de Maria, sendo celebrados durante este período. A deidade dos Celtas chama-se Brigith (deusa do fogo e da sabedoria) e a deidade dos católicos é a Santa Brígida. A versão cristianizada da procissão de círios (candeias) honra purificação da Virgem Maria e no México ela corresponde ao Ano Novo Asteca.
O Imbolc irlandês deriva do antigo irlandês imbolg "na barriga". Isso se refere à amamentação de ovelhas, pois nesse período as ovelhas, vacas e cabras entravam em seu período de lactação e começavam a produzir leite. Isso era um indício claro da proximidade da Primavera (adolescência ou de reprodução), é a celebração da Grande Mãe que dá seu leite sagrado, alimenta a nova vida. Em Imbolc podemos ver claramente a participação dos animais e sua época de lactação na natureza.

Ostara: 21 de Março (Hemisfério Norte) e 21 de Setembro (Hemisfério Sul).

Em Ostara o Sol aumenta e a terra começa a florescer, é comemorado o Equinócio de Primavera. Na Antiga celta/druida de Ostara também recebia o nome de Festival Luz da Terra. Ostara é ainda conhecida como Eostre ou Oster (Deusa da Aurora) ou Easter (Pascoa, em inglês). A deusa da primavera, da fertilidade, da ressurreição e renascimento tem como símbolo o coelho (um dos animais mais férteis da natureza e o primeiro a sair da toca após o longo inverno). Foi desse antigo festival que teve origem a Páscoa. A palavra "páscoa" significa "passagem". Uma das principais tradições desse festival é a decoração de ovos. O ovo representa a fecundidade e renovação da Deusa e do Deus, bom como a vida em essência e origem.
A Primavera ocorre cerca de 21 de Setembro no hemisfério Sul (com a entrada do Sol no signo de Libra) e 21 de Março no hemisfério Norte. O início da primavera marca a volta do Sol, época do ano em que dia e noite têm a mesma duração depois do inverno. A primavera é o despertar da Terra com sentimentos de equilíbrio e renovação. As flores e borboletas se desabrocham e toda a magia da natureza se mostra ao homem. O Festival da Primavera é um período para atrair prosperidade e encher a vida de energia renovadora, marcando o início do plantio, tanto físico como espiritual.
Na agricultura, sinaliza o tempo em que as sementes são plantadas e começam o seu processo de crescimento. Repare nos pássaros, é a hora deles semearem, cumprirem com sua função para com a natureza. Ostara é tido como um momento de aproximação e amor entre a Deusa (Lua) e o Deus (Sol), pois é um período de igualdade e equilíbrio entre as forças da natureza. Momento ideal para fortalecer a energia de complementaridade entre homem e mulher.

O ovo simboliza a fertilidade, é o símbolo de toda criação. O coelho também é um símbolo importante com a Deusa Eostre, na qual um coelho pedia favores à Deusa e em troca botava ovos, decorava-os e presenteava a Deusa com eles. Segundo uma lenda a Deusa ficou tão contente que desejou que toda a humanidade pudesse compartilhar de tamanha beleza e alegria. A história do chocolate teve seu início com as civilizações dos Maias e Astecas, que consideravam o chocolate como algo sagrado, tal qual o ouro. Os astecas usavam-no como moeda.
A Páscoa católica celebra a ressurreição de Jesus, seu “nascimento” para uma nova vida (espiritual).

Beltane: 1 de Maio (Hemisfério Norte) e 31 de Outubro (Hemisfério Sul).

Beltane ocorre no pico da Primavera, onde os poderes da luz e da nova vida se move através de toda a criação, simbolizando o Sagrado Casamento entre Deusa e Deus.
A veneração de fogo associado com Beltane é origina-se dos ritos de adoração Celtas ao Deus solar Belenus. A palavra Beltane vem do nome do Deus céltico “Bel”, que era o senhor da vida, da morte e do mundo dos espíritos. “Tinne” é uma palavra céltica que significa “fogo”. Assim, Beltane quer dizer “Fogo de Bel”. É o simbolismo da união entre os princípios masculino e feminino da criação, a união dos meios de todos os poderes que trazem vida a todas as coisas. Em Beltane comemoramos a fertilidade, o amor que dá forças a tudo e o “retorno do Sol” com toda a sua magnitude. Nesse momento as flores estão no auge para semear, os animais se acasalam e toda a natureza (que está na primavera) se casa para imortalizar sua espécie. Isso garantirá a manutenção da Roda da Vida da Natureza, a vida infinita.
Na Religião Antiga, a palavra "fertilidade" significa o desejo de produzir mais nas fazendas e nos campos. Em Beltane tudo está florido marcando a união sagrada da Deusa e o Deus, sendo nossos corpos os espelhos do plano divino.
Esse Sabá consiste de banquetes, antigos jogos pagãos, leitura de poesias e canções sagradas. São realizadas várias oferendas aos espíritos elementais, e os participantes dançam alegremente em torno do Mastro Chamado de Maypole (símbolo fálico da fertilidade), possivelmente origem da palavra e prática do sensual “pole dance”. Trata-se de um mastro enfeitado com fitas coloridas. Durante o Ritual cada membro escolhe uma fita de sua cor preferida ou ligada a um desejo. Todos devem girar trançando as fitas, como se estivessem tecendo seu próprio destino. Esta “trança” de fitas muito nos lembra a ilustração do DNA que também guarda uma íntima relação com o aspecto sexual e de garantia da progênie.
Já no catolicismo comemora-se o Mastro de São João (ninguém comenta sobre o símbolo fálico que seria de um Santo, assim poucos sabem a realidade do significado, pois seria um pecado ou heresia, segundo a Igreja). Interessante se lembrar que o “casamento na roça” é uma tradição muito forte das festas juninas que perdura até os dias atuais, à semelhança do casamento entre Deusa e Deus pagãos.
Em Lisboa, é tradicional uma cerimônia de casamento múltiplo do dia de Santo Antônio, em que chegam a casar-se de 200 a 300 casais ao mesmo tempo. Os santos juninos são Santo Antônio e São João, nessa época é comum fazer fogueiras, simpatias (magia) e adivinhações (oráculos). São os santos do casamento e da união.
Inicia-se Beltane acendendo, segundo a tradição, as fogueiras de Beltane ao nascer da lua para iluminar o caminho para o Verão. Em Beltane é costume pular a fogueira para se livrar de todas as doenças e energias negativas. Nos tempos antigos, costumava-se passar o gado e os animais domésticos entre as fogueiras com a mesma finalidade. Daí veio o costume de "pular a fogueira" nas festas juninas.
As mulheres usam coroas de flores e todos dançam ao redor das fogueiras. Os celtas celebravam Beltane em maio por causa do ciclo anual do hemisfério norte, era em maio que a “Rainha se casava”, tendo o nome de Rainha de Maio, tornou-se costume casar-se em Maio. Hoje a moda e as igrejas acham “chic” casar em Maio. Em Beltane se comemora o amor que deu origem a todas as coisas do Universo. Na roda do sul poderíamos casar em outubro, já que é a época do casamento da natureza; das flores e dos animais.
Na mitologia romana, Maia Maiestas (que empresta seu nome ao mês) é a deusa da fecundidade e da projeção da energia vital, e da primavera. Maiestas personifica o despertar da natureza na primavera e o renascimento; veio tornar-se a mentora de seu filho Mercúrio. Identificada como Fauna e “Bona Dea”, a boa deusa.

Litha: 21 de Junho (Hemisfério Norte) e 21 de Dezembro (Hemisfério Sul).

O Solstício de verão ou Litha é o dia mais longo do ano, é o início do verão. Por causa das propagandas e costumes muitos no Hemisfério Sul acham que é Natal, pois de fato no Hemisfério Norte é Natal (inverno). O que confunde aqueles que não compreendem ou não têm o conhecimento da origem dos festivais. Este festival é conhecido como a Luz do Verão (tradução do gaélico), é o êxtase máximo da união sagrada dos deuses na natureza, onde o poder da criação está mais ativo e o Sol finalmente alcançou o seu ápice.
O nome Litha é relativamente moderno e provavelmente é derivado da palavra saxã que significa "o oposto de Yule” (natal ou solstício de inverno). Litha marca o primeiro dia do verão sendo um dos oito sabás do paganismo. O termo pode ser usado especialmente no calendário das religiões Wicca e Asatrú.
Litha é um a celebração do fogo, momento em que o poder do Sol chega ao seu ápice e as flores, as folhagens e os gramados se encontram em abundância na Natureza. É o dia mais longo do ano, no qual o poder da luz se encontra acima da escuridão, garantindo poder e proteção. Nesse período celebramos a abundância, a luz, a alegria, o calor e o brilho da vida proporcionada pelo Sol. Nesse instante o Sol transforma as forças da destruição com a luz do amor e da verdade. Para os celtas, Litha é um período mágico onde o véu que separa o nosso mundo do mundo das fadas está mais fino.
O Litha é um Sabá do apogeu do poder do sol, o solstício de verão. É quando o Deus solar está em seu poder máximo, esse período é quando as plantas tem maior carga de poder, pois estão bem energizadas pelo astro rei, é um festival também propício para casamentos. Antigamente, os casamentos eram celebrados em junho para garantir-se a fertilidade, sendo esta uma data muito propícia, “embora diferente de Beltane”, que era reservada aos ritos de fertilidade e ao Casamento Sagrado das divindades.
O Solstício de Verão é o período de materialização de todas as nossas esperanças, onde projetos, sonhos e desejos lançados na época do plantio, começam a dar seus frutos, conforme o despertar da consciência, tornando-se realidade. O Deus em seu aspecto de luz está no auge de seu poder e é coroado como o Senhor da Luz. É uma época de fartura e celebração. O Solstício de Verão é o período de materialização de todas as nossas esperanças, onde projetos, sonhos e desejos lançados na época do plantio, começam a dar seus frutos, conforme o despertar da consciência, tornando-se realidade.
Quando falamos plantio queremos dizer daquilo que você “planta” seja o trabalho, no campo ou em um escritório. Todos nós plantamos e colhemos. Quando falamos de colheita pode-se dizer, não apenas, a colheita direto do solo como o agricultor que planta o milho, mas a colheita é aquilo que conseguimos no seu ciclo anual, o dinheiro arrecadado, a comida na mesa e todas as coisas que podemos desfrutar do nosso trabalho, o nosso ciclo anual, a Roda do Ano.

Lammas: 1º de Agosto (Hemisfério Norte) e 2 de Fevereiro (Hemisfério Sul).

Lammas, também chamado Lughnasadh (pronuncia-se Lunasá que representa Lugh o Deus do Sol para os celtas). É o Festival da Primeira Colheita, é o tempo da colheita do trigo, quando colhemos o que plantamos, quando celebramos os frutos do mistério da Natureza.
É a festa da primeira colheita que ocorre entre o Solstício de Verão (Litha) e o Equinócio de Outono (Mabon), uma época de agradecimento aos Deuses por tudo o que colhemos. Sendo gratos pela generosidade da Deusa em seu aspecto de Rainha da Terra.
O nome Lughnasadh veio de uma festa agrícola típica dos Celtas. Uma festa da colheita em honra ao deus do Sol, Lugh (o maior guerreiro dentre os celtas, pois derrotou os gigantes que exigiam sacrifícios humanos).

O nome Lammas significa "Missão do Pão (loaf Mass)", que representa o alimento (geralmente pão ou bolo e qualquer outra massa) feito com os grãos, farinha ou milho, que representam a colheita.  Este nome vem do costume medieval de levar os primeiros pães e bolos para uma celebração. A colheita farta levava os camponeses a fazerem seus pães e bolos, assim eles trocavam seus alimentos e todos podiam comemorar felizes pelo alimento que a Mãe Terra fecundou através de seus esforços na época do plantio. A colheita que celebramos é a colheita das vivências, sejam elas boas ou ruins, celebramos a fartura, não só a da mesa, mas também a fartura em nossas vidas em vários aspectos. É a celebração do “Pão Nosso” de cada dia.

Mabon: 21 de Setembro (Hemisfério Norte) e 21 de Março (Hemisfério Sul).

Em Mabon o equinócio de outono dia e noite tornam-se iguais. O Equinócio de Outono é o Festival da Segunda Colheita. O nome Mabon vem de um deus Celta (também conhecido como Angus), o Deus do Amor.
A Cornucópia é um símbolo representativo de fertilidade, riqueza e abundância nesse festival. Na mitologia greco-romana era representada por um vaso em forma de chifre, com uma abundância de legumes, moedas, frutas e flores se espalhando dele. Hoje, simboliza a agricultura e o comércio, além de compor o símbolo das ciências econômicas.
A cornucópia é o símbolo mais utilizado para representar o equinócio de outono, onde é cheio de frutas, grãos, moedas, folhas, castanhas e diversos outros símbolos de forma que eles sejam derramados sobre o altar. É tradição reunir os amigos para um jantar, a fim de celebrar a fartura e comemorar as conquistas do ano.

O significado da cornucópia provém da cabra Amalteia que na mitologia greco-romana amamentou Zeus enquanto criança. Significa a natureza nos dando a abundância na colheita, a eterna fartura da Terra. Do latim “cornu copiae” ou "corno da abundância", de “cornu” ou "chifre" e “copiae” ou "abundância, muitos recursos, posses". O próprio chifre é um símbolo fálico, representante do sagrado masculino. E, como a cornucópia remete a um chifre, é uma das representações mais utilizadas do Deus Cornífero nas religiões pagãs e neopagãs. O seu interior simboliza o útero da Deusa, quando cheio de alimentos simboliza a generosidade da terra fértil, representando o sagrado feminino.
Na noite de Mabon devemos pedir harmonia no amor e proteção para as pessoas que amamos. Deve-se agradecer o que se conseguiu conquistar na vida até o momento e também a manutenção da saúde e da própria existência que é uma dádiva divina. É a ocasião ideal para pedirmos por todos que estão doentes ou velhos.
As noites já começaram a ficar mais longas, desde o Solstício de Verão, é a época do renascimento para manter o eterno ciclo do nascer-morrer-renascer. Repare na Terra, é de fato o momento da segunda colheita.

Após o Mabon fecha-se o Ciclo, a Roda do Ano girou e voltamos a Samhain, o ano novo.

Todos os povos antigos e os povos atuais comemoram essa Roda do Ano, seja no Sul ou no Norte, tendo esse conhecimento ou não. Posso morar no Sul e seguir a Roda do Norte? Pode sim, mas saiba que você poderá ir através da egrégora e não da natureza ou das quatros estações, estará seguindo o contrário da realidade que te cerca. Mas, isso vai de cada um, a preferência de seguir a energia humana (social, egrégora) e seus pensamentos ou a natureza e seu ciclo.
Todos os povos comemoram o casamento, as colheitas, o Natal, a Páscoa, o dia dos mortos e as estações. Essa é a Roda do Ano, uma Lei de nossa Terra, uma lei não apenas humana. Ela é algo indispensável a todos os seres viventes que nascem da Terra e voltam para ela no fim de suas vidas (sejam humanos, animais, vegetais ou mesmo minerais). Somos parte da Natureza e seguir seu curso nos faz sermos dignos do merecimento de viver em uma Terra maravilhosa. Celebrar a Roda do Ano nos dá a honra de estarmos vivos para construir e evoluir dentro daquilo que nossos antepassados deixaram; nos faz humanos em sintonia com a grande Deusa, a Terra. E, sintonia significa harmonia, paz e saúde.

Por Letícia de Castro

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Ritual de Yule - Solstício de Inverno


Hemisfério norte: 21 ou 22 de Dezembro - Hemisfério sul: 21 de Junho

Nesta tradição celebra-se o ritual (Sabá) de Yule para comemorar a entrada do inverno e marcar a noite mais longa do ano. Com Yule invocamos o poder da natureza para que traga de novo a Luz para iluminar a escuridão da Terra (inverno).

A escuridão é necessária para perceber a Luz e dar continuidade assim ao ciclo vida-morte-renascimento. É o caso das sementes que são semeadas para morrerem dentro da terra e renascerem na primavera para oferecer toda a sua força no verão.

Este é um dos Sabás mais antigos já que todas as culturas reconheciam a existência de um Deus do qual vem a Luz e que sempre foi chamado de Sol-Deus em torno do qual gira o ciclo da vida.

No hemisfério norte o inverno é representado pelo azevinho (planta tradicional no Natal) e no hemisfério sul usamos troncos e galhos secos e já caídos das árvores. Desta tradição deriva a árvore de Natal, pinheirinho, enfeitado com luzes que antigamente eram velas.

RITUAL DE YULE - Solstício de Inverno

Material

- uma toalha para o altar ou mesa nestas cores: dourado, vermelho, verde e branco (pode usar uma daquelas de Natal)
- A bebida deste ritual é o vinho, branco ou tinto; quente ou frio.
- uma taça
- incenso de alecrim ou cedro
- um tronco pequeno de árvore ou um galho grosso que possa simbolizar um pinheiro
- flores de sempre viva
- pedra de olho de gato ou granada (optativo)
- caldeirão (se não tiver compre um e deixe-o para seus feitiços. Pode ser uma panela nova)
- folhas de louro
- 1 bolo de frutas secas e pães variados
- frutas: maça, frutas secas, uva
- lápis e papel para escrever seus pedidos
- um sininho (se não tiver use uma pulseira com guizos para fazer barulho)
- velas: 1 vermelha, 1 preta, 1 branca
- várias velas vermelhas (dependendo do tamanho do local em que fará o ritual)

PROCEDIMENTO

Antes de começar tenha tudo a mão

Comece espalhando as velas vermelhas pelo local, primeiro uma em cada canto e depois distribua em forma circular. Acenda-as.

- Acenda três varetas de incenso.

- monte o pinheiro com o tronco o galho. (pode usar uma base, argila, use sua criatividade)

- Coloque no centro o caldeirão com as folhas de louro dentro dele e uma vela vermelha no centro. Forme um triângulo com as velas vermelha, preta e branca sendo que a vermelha deve ficar a sua direita, a preta à esquerda e a branca na ponta do triângulo (este deve ser o ponto mais afastado) e o caldeirão dentro dele.

- Arrume o bolo, as frutas, a pedra e as flores ao redor dele.

- Toque três vezes o sininho ( ou sacoda as pulseiras)  e chame pela Luz: "Que o som cósmico desperte as energias do Sol e da Luz. Que Eles voltem para iluminar e aquecer os homens. Que a Luz renasça!"  Repita 3 vezes e acenda as velas do triângulo.

- Segure em suas mãos os papéis com os pedidos e faça sete voltas (sentido horário) ao redor do caldeirão (não esqueça que deve estar dentro do circulo vermelho) repetindo sem parar: "O Amor renasce e a Luz ilumina"

Faça isto bem concentrada e serena. Ao terminar sopre três vezes sobre seus pedidos e repita três vezes: "Força dos elementos da natureza, Sol que brilha nas águas, aquece a terra e ilumina as noites. A Roda da Vida continua a girar e traz os meus pedidos realizados neste ano. Que eles se multipliquem como os frutos das árvores. Que assim seja! (3x) e Assim é!"

- Arrume os papéis na árvore.

- Pegue a taça com o vinho e saúde os Deuses e Deusas, seguidamente repita 3 vezes "Para Ti Deus Luz, Senhor do Renascer e da Aurora" tome três goles de vinho e derrame o restante na raiz da árvore.

- Saia do circulo mágico agradecendo por tudo ter transcorrido em paz. Deixe as velas queimarem até o fim e os papéis na árvore até o dia seguinte, depois recolha, queime e sopre as cinzas ao vento. (obs.: não tem problema se estiver chovendo ou nevando). Recolha a pedra e deixe-a todo o ano no altar; corte o bolo, convide com um pedacinho alguém que você ama e coma o restante. Recolha as folhas de louro, coloque-as num saquinho e deixe-as na porta de entrada da sua casa. Deixe as flores secas dentro do caldeirão podendo tirá-las toda vez que for usa-lo para outros encantamentos.

Fonte -  aWicca

Yule: As origens pagãs da Celebração do Natal


Esse é o momento em que a Deusa dá a luz ao “Deus Sol”, a criança da promessa do retorno do verão. A partir desse dia, o brilho do Sol se intensificará cada vez mais. As famílias se reúnem ao redor de mesas fartas, celebrando o nascimento do Sol e o retorno da fertilidade do solo.  Dá início ao período em que se aguarda o derretimento do gelo e a retomada da vida produtiva. No Hemisfério Norte, o Yule é festejado entre 21 e 23 de dezembro, no Hemisfério Sul, entre 20 e 23 de junho. A festa celebra o Solstício de Inverno, que marca o dia que possui menos horas de luz.

“As bruxas modernas celebram o Natal com grande desejo; somente elas o reconhecem com o Yule, um dos grandes festivais da Natureza dos Antigos. Elas deploram o materialismo em busca de dinheiro que faz com que todos os sentimentos de felicidade da data sejam transformados em meros assuntos comerciais. (...) O Festival de Inverno que hoje conhecemos como Natal era uma festa tradicionalmente alegre. Com o renascimento do Sol, o provedor de calor, de luz e de vida, as pessoas tinham algo real que as podiam causar alegria, e todos os tipos de costumes antigos cheios de alegria, enraizados em um passado distante pagão prosperavam.” (Doreen Valiente, em “A Enciclopédia da Bruxaria”)

Ramos de azevinho, heras, pinheiros, árvores iluminadas, cervejas, vinhos, especiarias, frutas secas e sementes, carnes assadas, canções e presentes fazem parte de nosso inconsciente e trazem para o hoje as celebrações dos antepassados. Talvez essa seja a data que mais se mantém fiel aos ritos pagãos, quando mesmo no Hemisfério Sul, decoramos casas e comércios com temas invernais, relembrando toda a festiva alegria que envolvia o retorno do Sol e do calor após os rigorosos e longos invernos, que nas eras antigas nos privavam do conforto, da fartura e dos motivos de celebração que a terra nos traz. Yule é época de diversão, pois, por mais que o frio e a neve ainda estejam presentes, eles serão cada dia mais fracos e vencidos pelo otimismo do calor e da luz.

O hábito de celebrar o Natal à meia noite tem origem no costume pagão de celebrar o Yule um pouco antes da aurora, para que após pudessem acompanhar o nascer do Sol, homenageando os esforços do seu renascimento após o período de repouso invernal. A alegria e a celebração são grandes, após o período de privação que o Inverno traz.

Em Yule a escuridão reina como se estivéssemos no caldeirão da Deusa. Assim, O Rei das Sombras transforma-se na Criança da Promessa, o Filho do Sol, que deverá nascer para restaurar a natureza.” (Claudiney Prieto, em “Wicca para todos”)

O Cristianismo aderiu aos seus ritos a forte cultura de Celebração do Deus Sol, tentando dessa forma abafar o paganismo e atrair mais adeptos. Assim, transformou a celebração de Yule no nascimento do Menino Jesus, transformando-o na criança da promessa. Embora estudos apontem que Jesus tenha nascido durante a Primavera do Hemisfério Norte (provavelmente em Março), a data da comemoração de seu natalício foi modificada para coincidir com a celebração pagã. Praticamente todos os símbolos pagãos dessa celebração se mantiveram, mesmo não tendo nenhuma relação com o cenário que teria marcado o nascimento de Cristo. Os pinheiros iluminados, com suas folhas fortes e sempre verdes, a guirlanda que representa o visco que se pendurava na  porta, a representação da neve, a fartura de alimentos e as trocas de presentes comprovam até hoje a origem pagã desta celebração.

Papai Noel e o Yule

A figura do Papai Noel também possui origem pagã, porém, são vários os mitos que a cercam, fazendo com que existam várias teorias para sua relação com as festividades de Yule. 
O mito nórdico relaciona Papai Noel à Odin, que em comemoração ao Yule reunia Deuses e guerreiros que haviam morrido em combate e realizava uma grande caçada. As crianças  deixavam suas botas perto das chaminés, e as enchiam com cenouras, açúcar e palha, que eram recolhidas por Sleipnir, o cavalo de oito patas de Odin, como suprimento durante a Grande Caçada. Em retribuição, o Deus deixava nas botas doces e presentes. Ainda hoje, muitas culturas mantém o costume de deixar meias ou botas próximo às chaminés para que amanheçam repletas de doces e presentes. Esse costume também é associado aos três reis magos, que teriam presenteado o menino Jesus em seu nascimento.
O Bispo de Myra é quem representa a origem do Papai Noel através do mito conhecido na Turquia. O bisco, chamado Nicolau Taumaturgo, ajudava financeiramente os pobres e necessitados, colocando em suas chaminés bolsas com moedas de ouro. Ele teria feito muitos milagres e acabou se tornando um santo. Suas lendas se uniram às lendas pagãs de Yule para dar vida à uma das mais conhecidas lendas de origem do bom velhinho. Esta inclusive é uma lenda bem parecida com o mito dinamarquês de Santa Claus, mas, neste Sinterklaas (forma contraída do nome Sint Nicolaas, ou São Nicolau), viria de barco da Espanha, acompanhado de ajudantes negros que presenteavam as crianças boas e puniam as más.
No mito Celta, a figura do Papai Noel teria relação com as lendas dos irmãos gêmeos Rei do Carvalho  e Rei do Azevinho. Eles travavam batalhas e governavam por seis meses cada, sendo que o Rei do Carvalho é o representante da Luz, e o Rei Azevinho representante da Escuridão. O Rei do Carvalho que governa nos meses de luz, tem seu ápice no Solstício de Verão, entrando após em declínio. Já velho e fragilizado, trava uma batalha com seu irmão. O Rei Azevinho vence o conflito, senta em seu trono e passa a governar como um ancião bondoso e sábio, trazendo o Inverno, unindo as pessoas na esperança do renascimento do Sol e no retorno da luz, que acompanhariam seu próprio declínio como Rei da Escuridão. Ele reina nos próximos seis meses, até que o Sol renasça com o então fortalecido Deus da Luz, retomando seu trono como Rei do Carvalho.

O Espírito do Renascimento

A noite mais longa do ano traz em si a promessa do fim da escuridão com o nascimento do Deus Sol. É época de fazer renascer a esperança, rejuvenescer corações, alimentar sonhos e planejar a realização deles. Momento de se libertar de antigas crenças, medos passados, traumas, de iluminar e aquecer todo o Inverno de nossa alma e mente, substituindo a neve do medo e escassez de sentimentos pela fartura e fertilidade do amor e da alegria.

“Que o poder do Sol e do Espírito da Luz sejam despertados!
Que o poder do Sol e do Espírito da Luz voltem.
Que eles voltem do País do Verão.
Que a luz extinguida renasça agora”

Raquel Gallego Cesar

Bruxas modernas. Mulheres de poder, precursoras do feminismo


Herdeiras das tradições matriarcais dos tempos em que a principal divindade era a Grande Mãe Terra, as bruxas medievais reaparecem hoje na pele – e no charme – de mulheres comuns.

“Chegou a nossa bruxinha!” Foi assim que a dona da casa saudou uma amiga convidada para o jantar. A anfitriã respondeu sorrindo quando perguntei por que chamara a outra daquele modo: “Ela estuda uma porção de bruxarias, tarô, astrologia, e sabe ler as linhas da mão”.
A “bruxinha” era jovem, bonita e elegante. Psicóloga de profissão, era casada e mãe de dois filhos. Quando me brindou com um sorriso cheio de encanto, perguntei a meus botões: Então são essas as bruxas de hoje? Se forem, o que fazer com a imagem estereotipada da bruxa tradicional, mulher má, velha e feia, corcunda, verruga na ponta do nariz, a voar nos céus montada em vassoura, ou diante de um caldeirão a cozinhar sapos e asas de morcegos com a intenção de produzir malefícios?
Uma pergunta puxa outras: O que é, afinal, a bruxa? Por que, hoje, chamar de bruxa a mulher que se interessa por ocultismos, adivinhações e magias já não é um insulto e sim, muito mais, um elogio carinhoso? O que mudou, a natureza da bruxa, ou simplesmente a visão que temos dela?
A bruxa, definida como mulher que conhece os segredos das leis mágicas da natureza – tanto a natureza externa, do mundo, quanto a interna, humana – existe provavelmente desde os tempos das cavernas. Seu objetivo fundamental é conquistar um poder de transformação sobre as coisas do mundo, sobre os outros e sobre si mesma. Bruxa, portanto, é mulher de poder.

Curandeiras, parteiras, sacerdotisas

No decorrer dos milênios, tanto nas civilizações do Ocidente quanto nas do Oriente, essas mulheres de poder quase sempre desempenharam livremente o seu papel, respeitadas e admiradas pelas pessoas. Eram curandeiras, parteiras, sábias nos usos medicinais das ervas, folhas, raízes, conhecedoras dos mistérios da natureza, da vida e da morte. Eram também sacerdotisas, profetisas, médiuns que funcionavam como elemento de ligação entre os vivos e os mortos, entre os humanos e os deuses.
Claro, havia também homens que exerciam essas funções. Mas eram minoria. Desde sempre, a natureza sensível da mulher foi considerada mais adequada para perceber os segredos da terra e manipular suas forças. No passado, como no presente, as mulheres são as herdeiras das antigas tradições dos tempos matriarcais, pré-cristãos, quando pontificava uma divindade feminina, a Grande Mãe Terra, mais simplesmente chamada A Deusa. Ela dominou a sociedade durante muito tempo, até o advento, há apenas dois ou três mil anos, do ciclo patriarcal, no qual a divindade máxima é um deus masculino, feito à imagem e semelhança dos homens. Desde então, tudo se inverteu. Os valores defendidos e ensinados passaram a ser aqueles convencionalmente atribuídos ao princípio masculino – a honra, a valentia, a competitividade, o espírito de conquista. Pouco a pouco, foram sendo esmagados os valores atribuídos ao princípio feminino – a receptividade, a adaptabilidade, a cooperação, o respeito à natureza e suas leis.
No decorrer da era patriarcal, as mulheres foram colocadas num plano muito inferior ao dos homens. Identificadas como causa e objeto do pecado pela tradição judaico-cristã, consideradas instrumentos do diabo para a perdição dos homens, as mulheres perderam quase todas as possibilidades de afirmação.

Desprestígio começou na Idade Média

Foi na Europa medieval, dominada pela religião patriarcal cristã, que se cristalizou o desprestígio da condição feminina. Todo o poder se concentrou nas mãos dos homens. Em primeiro lugar vinha o deus masculino; em seguida seus representantes na terra, o papa e o rei, com suas respectivas cortes; depois o senhor feudal; e finalmente o cidadão do sexo masculino. Para as mulheres praticamente nada restava na repartição do poder. Quase escravas dos seus senhores, seus papéis sociais limitavam-se à função de esposa e mãe, ou às profissões que reproduziam na sociedade esses mesmos papéis: enfermeiras, cozinheiras, costureiras, parteiras, domésticas. As que desejavam escapar desse destino podiam entrar para um convento (para se tornar esposas de Cristo), ou mergulhar no difícil caminho da prostituição (esposas de todos os homens).
Mas o desejo de liberdade, quando se instala no coração e na mente de uma mulher, é capaz de remover montanhas. Mesmo naquela situação de asfixia, algumas mulheres se rebelaram contra a camisa-de-força patriarcal e procuraram escapar dela. Entre essas mulheres estavam as bruxas. Herdeiras –conscientes ou inconscientes – da antiga tradição libertária dos tempos matriarcais, as bruxas faziam uso dos conhecimentos mágicos oriundos dessa tradição passada de mãe para filha, com o objetivo de conquistar poder. Muitas tornaram-se realmente mulheres de conhecimento e poder, e sua presença logo se destacou no meio da massa de mulheres reprimidas e esmagadas.

O poder patriarcal identificou nessas mulheres um perigo, uma ameaça, e reagiu. Como poderiam aqueles homens – por um lado, eles próprios prisioneiros dos papéis masculinos estereotipados que eram obrigados a representar e, por outro, pelos dogmas de uma igreja que dominava pelo terror – admitir a existência de mulheres mais livres e poderosas (no sentido mágico) do que eles próprios?
A ordem foi acabar com essas mulheres e, na onda terrível de perseguição, até alguns homens foram condenados à morte pelo mesmo “crime”: a bruxaria. Mas, segundo as estatísticas, as mulheres constituíram cerca de 80% das vítimas.
Oitenta por cento daqueles que a Inquisição mandou para a fogueira eram mulheres. Principal acusação: prática de bruxaria.

60 mil mulheres queimadas vivas

Tribunais da Inquisição eclesiástica surgiram em toda parte nos países europeus e inclusive nas Américas do Norte e do Sul. Calcula-se que cerca de 60 mil mulheres foram queimadas vivas entre os séculos 14 e 18. Um genocídio que, levando-se em conta a exiguidade da população naquela época, pode ser comparado ao massacre dos judeus pelos nazistas.
A acusação formal nesses julgamentos sumários era de heresia ou de pacto com o demônio. Mas, na verdade, bastava que o cidadão, principalmente se fosse mulher, se diferenciasse um pouco dos padrões da moral e do senso comum estabelecidos, para ser jogado no braseiro. Joana D’Arc foi queimada porque queria ser guerreira; Giordano Bruno, por afirmar que a Terra não era o centro do universo. Os anais da Inquisição estão cheios de relatos inverossímeis para a mentalidade de hoje. Existe, a título de exemplo, a história de uma mulher que não conseguia acordar durante a noite quando o marido a chamava. A infeliz foi parar num tribunal, denunciada pelo próprio marido, que a acusou de, durante o sono, abandonar o corpo em espírito para encontrar-se com o demônio. A mulher foi condenada e morreu na fogueira.

Dessa paranoia masculina nasceu a imagem feia e negativa que até hoje conservamos das bruxas. Mas, no bojo dos recentes movimentos de libertação da mulher e de resgate dos valores do feminino, essa imagem passa por um rápido processo de transformação. Ao lado da eclosão de ciências “femininas”, como a ecologia, estreitamente ligadas às leis e necessidades da terra, existe hoje, em todo o mundo, um enorme interesse pelos conhecimentos e valores essenciais da bruxaria. Claro, uma bruxaria moderna, de linguagem e roupagens renovadas, e não mais conectada a feitiços baratos à base de sapos, morcegos, vassouras e caldeirões. Muitas centenas de livros sobre o tema foram lançados nas últimas décadas, e seus autores apontam para o ressurgir de uma espiritualidade baseada na sacralização da natureza – exatamente o tipo de espiritualidade desde sempre praticado pelas bruxas.
Muitas analogias podem ser feitas entre a base essencial da religião das bruxas e a moderna psicologia. Por exemplo, as bruxas consideram reais quaisquer pensamentos ou fantasias, acreditando que eles influenciam concretamente as ações no presente. Assim, um fato realmente ocorrido e uma fantasia inventada pela imaginação têm idêntico valor psicológico. A psicologia tem essa mesma visão.
Na mente reside, para as bruxas, o poder de produzir mudanças, o poder de transformação. E cada mudança, acreditam, começa pelo encorajamento de uma atitude psicológica favorável a ela. Para exemplificar, se você deseja mudar de profissão, comece por se imaginar no desempenho de uma outra atividade que lhe proporcione sucesso, prazer e entusiasmo.


Ideias: Primeiro na mente, depois no mundo

Pelo fato de acreditarem que uma ideia deve viver na mente antes de viver no mundo, as bruxas atribuem grande importância à vida imaginativa. Por isso, as técnicas que ensinam a estimular e a focalizar a imaginação (como os recentes métodos batizados de visualização criativa ou a neurolinguística) constituem plataformas básicas da moderna bruxaria, junto ao poder da vontade e a força da mente.
Artefatos tradicionais ainda utilizados por algumas bruxas modernas, como a bola de cristal, espelhos mágicos, incenso, velas, joias, amuletos e talismãs, são na verdade usados como meios de capturar e fixar a atenção para, em seguida, desencadear processos cognitivos sutis da mente.
Na bruxaria, a vontade individual é sagrada. Depois de aprender a visualizar os seus desejos, a bruxa aplica o poder da sua vontade para trazê-los à realidade.

A única regra que controla e restringe o jogo da vontade é de tipo ético: ela nunca deve ser usada com propósitos egoístas ou destrutivos. A regra de ouro da bruxaria é: “Faça tudo aquilo que quiser, até o ponto em que o seu querer comece a perturbar ou ferir os outros”. O raciocínio que está por detrás dessa lei baseia-se muito mais num sentido de equilíbrio do que num ideal caridoso ou moralista. As bruxas acreditam que tudo aquilo que fazem produz efeitos que retornam a elas muito mais fortes do que a ação inicial. Pela “lei do retorno”, axioma fundamental da magia, o mundo é, para cada um de nós, um imenso espelho: tudo que projetamos nele, sejam atos, pensamentos, emoções ou sentimentos, mais cedo ou mais tarde voltará, como um reflexo, para aquele que fez a projeção. Assim, praticar magia para o bem trará sempre compensações positivas. Mas fazer feitiços maléficos é uma atividade muito perigosa, porque ao fazê-los a bruxa envolve-se com forças destrutivas que podem repercutir sobre a sua própria vida.

Mas, por outro lado, se alguém praticar o mal contra uma bruxa, ela estará, devido a essa mesma lei, perfeitamente a salvo ao executar o seu ato de vingança. Usará, nesse, caso, a própria energia negativa desencadeada pelo agressor, simplesmente devolvendo-a à origem.

Como a bruxinha cheia de charme que encontrei naquele jantar, as bruxas modernas estão soltas, livres e atuantes. Confundem-se a tal ponto com a mulher comum que sou tentado a dizer que toda mulher pode (e talvez deva) ser uma bruxa. Elas são pessoas que entenderam que magia não precisa ser, necessariamente, uma atividade que envolva estranhas cerimônias feitas atrás de portas fechadas.
A magia das bruxas é coisa tão natural quanto o ar que se respira, e o universo inteiro, dentro e fora de nós, faz vibrar constantemente o seu misterioso poder mágico. A natureza é mágica, e a mulher e o homem, seres que sintetizam todo o microcosmo natural, são também reservatórios do poder mágico.

Por: Luis Pellegrini

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

O Ritual de Samhain


O Samhain Wicca é celebrado em 01 de maio no Hemisfério Sul e em 31 de outubro no Hemisfério Norte, onde é popularmente conhecido como o Dia das Bruxas.
Durante o Samhain o Deus Velho morre e volta para o outro mundo para esperar por seu renascimento em Yule. A Deusa em seu aspecto de Anciã lamenta a perda de seu Consorte, deixando as pessoas em escuridão temporária. Os Pagãos acreditam que o véu entre o mundo dos vivos e o mundo dos espíritos fica mais fino nesta noite, e os espíritos passeiam pela Terra para visitar sua família e seus amigos e tomar parte nas celebrações rituais.

Como fazer o Ritual de Samhain?

Para fazer o ritual de Samhain você precisará do seguinte material:
  • 1 cabaça cerrada ao meio
  • 7 velas de cores diferentes
  • 1 caldeirão com água
  • Várias maçãs
  • 6 velas pretas
  • 6 velas laranjas
  • Incensos de sálvia
  • Athame
  • Cálice com vinho
Ritual de Samhain – como fazer: Posicione o caldeirão no meio do local onde será realizado o Sabbat. Coloque algumas maçãs dentro do caldeirão com água e algumas ao seu redor, junto dos incensos. Faça um grande círculo em volta do caldeirão com as velas pretas e laranjas, intercalando-as, de modo que ao lançar o Círculo você fique dentro dele. Acenda os incensos e em seguida as velas pretas e laranjas. Lance o Círculo Mágico e então diga:

“Nesta noite as portas dos planos material e espiritual estão abertas. Nesta noite tão sagrada e poderosa, toda magia é possível. Que possam os irmãos do outro mundo juntarem-se à mim(nós) neste Círculo de força e poder.”

Encha a cabaça com um pouco de água do caldeirão e circunde-a com as 7 velas coloridas, acenda-as, eleve as mãos aos céus e diga:

“A Roda do ano continua a girar. Hoje o Deus retorna ao ventre da Grande Mãe. Quando novamente renascer, a vida será coroada com paz e fertilidade. A Terra aguarda o renascimento da Vida. Que Ele venha, mais uma vez nos abençoar.”

Comece a circular o caldeirão, dizendo:
(Use o plural se você estiver realizando o ritual com outras pessoas).

“Que aqueles que foram antes de mim possam retornar hoje para abençoar-me. Que as Bruxas ancestrais façam-se presentes. Elas que tudo sabem, elas que tudo podem. Elas que possuem luz, força, poder e magia. Elas que possuem brilho, encantos e sabedoria. Que venham transmitir boas energias e que possam me ajudar neste rito sagrado de Bruxaria”

Enquanto diz estas palavras imagine diversas mulheres vestidas com longas túnicas negras dançando em volta de você. Elas são as antigas Bruxas que vieram abençoar o seu ritual de Samhain. Quando visualizar esta cena, faça seus pedidos. Levante o athame e diga:

“Que através do poder dos 4 Elementos este Instrumento Mágico seja abençoado!”

Continuando com o athame em suas mãos, espete uma das maçãs que está dentro do caldeirão, reparta e coma-a. Quando terminar de comer a maçã diga:

“Que o fruto da vida revigore o meu corpo e minha alma, para que assim todos os meus sonhos, desejos, esperanças e objetivos se realizem. Pelo poder do 3 vezes 3, que assim seja e que assim se faça!”

Pegue o cálice com o vinho, tome um gole e despeje um pouco sobre o solo dizendo:

“Em nome da Deusa e do seu Filho e consorte o amado Deus, eu faço esta libação em homenagem a todos aqueles que partiram antes de mim.”

Após realizar a libação em homenagem aos espíritos ancestrais, agradeça aos Deuses com as seguintes palavras:

“Mais uma vez a Roda do Ano gira e sempre continuará a girar. Possa a Deusa, o poderoso Cornífero e todos os Antigos Deuses da Colina do Norte protegerem-me com saúde, alegria e prosperidade. Que assim seja e que assim se faça!”

Destrace o Círculo Mágico, agradecendo e dispensando todos os Deuses e energias que estiveram presentes.

Livro WICCA PARA TODOS, de Claudiney Prieto

10 receitas de Àgua Aromatizada



Também conhecida por 'infunsed water', a água aromatizada natural é feita em casa com frutas frescas e ervas aromáticas. É uma ótima ideia para preparar bebidas refrescantes, de sabor suave e agradável, além de saudáveis, sem adição de açúcares e adoçantes, são verdadeiramente desintoxicantes e não engordam.

Para prepará-la serão necessários grandes potes de vidro com tampas, bem lavados, melhor se esterilizados antes com água fervente, ou jarras d'água.
A bebida deve descansar na geladeira por algumas horas antes de ser consumida.
Veja abaixo 10 deliciosas receitas de água aromatizada com frutas, uma alternativa natural e gostosa principalmente para quem quer eliminar os refrigerantes de suas vidas.

1. Água de Morango

Escolha morangos orgânicos para preparar esta deliciosa água com sabor natural. Para 1 litro de água use 5 morangos frescos e você pode adoçar, se quiser, com algumas folhas de estévia. Deixe repousar a água de morangos em um pote de vidro bem tampado, na geladeira durante todo o dia ou durante a noite até que a água adquira a cor rosa. Retire os morangos e sirva. Os morangos, bem como as outras frutas, não devem ser jogados fora. Use-os em outras receitas, como por exemplo em saladas de frutas ou para decorar os copos.

2. Água de Melancia

Para preparar sua água de melancia, despeje em um pote de vidro 5 ou 6 cubos desta fruta. A quantidade de frutas a ser utilizada depende do tamanho do frasco e da intensidade do sabor desejado. Para um efeito refrescante, coloque algumas folhas de hortelã. Deixe a fruta descansar na água por algumas horas na geladeira antes de servir.

3. Água de Mirtilo

Despeje uma camada de mirtilos frescos no fundo do seu frasco de vidro. Se você quiser, adicione fatias finas de limão ou de lima e algumas “agulhas” de alecrim, dependendo do seu gosto, antes de adicionar a água e fechar o frasco. O alecrim ajuda a digestão e tem propriedades anti-inflamatórias, ao passo que os mirtilos são ricos em antioxidantes.

4. Água de Pepino e Limão

Para preparar esta água com sabor natural, você vai precisar de pepinos e limões frescos. Para cada pote você vai fazer quatro ou cinco fatias finas de pepino e duas ou três fatias e de limão. Para enriquecer o sabor da bebida, você também pode adicionar algumas folhas de hortelã.

5. Água de Framboesa ou Amora

Com framboesas frescas ou amoras, você pode preparar uma fantástica água aromatizada. Despeje um punhado da fruta de um pote e adicione uma ou duas fatias de limão e algumas folhas de hortelã. Feche o frasco e deixe descansar na geladeira por algumas horas antes de filtrar e servir.

6. Água de Cerejas

Ponha algumas cerejas no fundo de um pote, deixando-as inteiras e acrescente à água, algumas fatias de limão ou lima. Deixe a mistura descansar na geladeira no pote fechado por algumas horas antes de servir.

7. Água de Abacaxi

Com a combinação perfeita: abacaxi e folhas de hortelã, se obterá uma bebida refrescante para beber quando quiser durante todo o dia. Para prepará-la, despeje em um pote 2 a 4 pedaços de abacaxi e 2 raminhos de hortelã. Como de costume, feche bem o frasco e deixe-o descansar na geladeira.

8. Água de Pêssego

Coloque fatias de pêssego em um pote ou jarra de vidro e deixe descansar na geladeira por pelo menos uma hora antes de servir.

9. Água de Limão e Gengibre

Para um litro de água, coloque meio limão cortado em fatias finas e um pedaço de raiz de gengibre fresco. Deixe descansar na geladeira por no mínimo uma hora antes de servir.

10. Água de Laranja

Para um litro de água você vai precisar de 1 laranja e 1 pepino cortados em fatias finas. Despeje todos os ingredientes em uma jarra ou pote de vidro e deixe descansar na geladeira por pelo menos uma hora antes de servir. Você também pode adicionar algumas fatias de limão e folhas de hortelã à água.

Por Daia Florios


                                                                   

As Plantas e o poder da Cura



Conheça Algumas Plantas Que Podem Substituir o Paracetamol e o Ibuprofeno

No mundo todo, hoje em dia, há um excesso de uso de medicamentos - para baixar a febre, reduzir as dores, diminuir os processos inflamatórios, são os principais sintomas que incomodam as pessoas, ou que as assustam. Dentre esses, os mais conhecidos são o paracetamol e o ibuprofeno, que já caracterizam uma geração de dependência.

O pior é que esses sintomas, incômodos, é verdade, indicam processos naturais de cura do nosso organismo.
A febre, já se sabe, indica a reação positiva do sistema imunológico na sua luta contra micróbios que causam doenças. E baixar a febre, só por baixar, não é nada benéfico para essa luta natural do nosso corpo.
As inflamações são, nada mais nada menos, do que outra reação benéfica do organismo - quando há uma lesão, o corpo joga linfa (líquido) na região para, com ela, aumentar o número de glóbulos brancos, os guerreiros da nossa saúde.
Reduzir a inflamação com um químico pode até diminuir o incômodo na região mas não colabora em nada com a cura. Só o descanso, a boa alimentação e hidratação, o uso de algumas ervas já consagradas há milênios, já seriam o suficiente para ajudar no processo de cura.
Você sabe, antigamente se dizia, “bom senso e canja de galinha” com 7 dias de descanso, é a cura para muitos dos incômodos que sentimos, de viroses (gripes) a entorses.
Mas, quem é que tem os tais 7 dias para descansar e se recuperar naturalmente? Não, ninguém tem, sabemos disso. Somos hoje reféns de um sistema econômico que não valoriza a vida humana. Somos peças de um xadrez que é jogado até a nossa extenuação total.
Mas, sempre é possível a gente mudar essa realidade, não?
Uma das formas de cuidar da nossa saúde é conhecendo ervas que possam nos ajudar. Dentre essas ressaltamos aqui algumas:

1. Gengibre

Vários estudos realizados na Universidade de Odense, na Dinamarca, apontam que o gengibre tem efeitos anti-inflamatórios superiores aos do ibuprofeno, fármaco não esteroide dos mais usados.
Gengibre é antibiótico, anti-inflamatório, acalma o sistema digestivo, eficaz no controle de náuseas e vômito, acalma a dor de cabeça e a enxaqueca, estimula o sistema imunológico, protege o cólon contra as lesões cancerosas, elimina as células cancerígenas no câncer de ovário, ajuda em processos de desintoxicação alimentar, alivia a dor da artrite, osteoporose e muscular, alivia os sintomas de inflamação, protege contra a formação de úlceras estomacais, seu uso é benéfico no combate das doenças arteriais coronarianas. Muitos outros usos são relatados na literatura fitoterápica.

2. Cúrcuma

É usada há 4 mil anos e se sabe que possui propriedades anti-tumorais, antioxidantes, antiartríticas, anti-inflamatórias, antivirais, antibacterianas, antifúngicas. Segundo uma publicação do Advanced Experimental Medical Biology (2007) “A cúrcuma tem potencial contra diversas doenças como diabetes, alergias, artrites, mal de Alzheimer e muitas outras doenças crônicas”.

3. Salgueiro-branco

Do salgueiro usa-se a casca como analgésico, anti-inflamatório, antipirético, anticoagulante, calmante, adstringente e desintoxicante. Comumente é usado em tratamentos de dores de cabeça e enxaqueca (junto com unha-de-gato e anis-estrelado, para suavizar seu sabor amargo), dores menstruais, ciática, fibromialgia, dores musculares e reumáticas. Também pode ser usado como sedativo natural pois seu chá promove o sono.
Em uso tópico, é usado para tratar calos e verrugas, queimaduras e feridas, infecções de pele, infecções bucais, inflamação da garganta. Tem efeito semelhante à aspirina em casos de febre gripal, sem causar rejeição estomacal. Estes são apenas alguns dos usos do salgueiro, cujo princípio ativo é a salicilina.

4. Unha-de-gato

É um poderoso anti-inflamatório, eficaz para tecidos e terminações nervosas, descongestionante, bactericida, antimutagênico e citostático útil nos tratamentos de tumores cancerígenos, desintoxicante renal e intestinal, promove a cura em casos de diverticulite, colite, hemorroidas, fístulas, gastrite e úlceras. Cura parasitoses, desequilíbrios da flora intestinal e doença de Crohn. Alivia alergias químicas e de polen, bronquites e asma. Como antiviral, já demonstrou sua eficácia em herpes genital, herpes zoster e aids. Inibe a coagulação e estimula o sistema imunológico.
A unha de gato medicinal é Uncaria tomentosa. É muito usada na América Latina, em comunidades indígenas e camponesas. Não confundir com a unha de gato usada nos muros de jardins, como paisagismo. Essa não deve ser consumida pois faz mal para a saúde.

5. Boswellia

Esta planta é um potente anti-inflamatório e muitos estudos demonstram sua eficácia em comparação com os anti-inflamatórios não esteroides, como o ibuprofeno.
A boswellia tem sido usada eficazmente em casos de artrite reumatóide, asma, alergias, colite ulcerativa, doença de Crohn, inchaço das articulações e rigidez matinal nos idosos, inibição de células cancerosas.

6. Pimenta

O princípio ativo curativo da pimenta é a capsaicina, uma resina oleosa. Tem poderosa ação analgésica pois inibe a liberação do principal neurotransmissor dos estímulos de dor, consequentemente, bloqueia a sua transmissão.
O uso da pimenta aumenta a liberação de endorfinas pela glândula pituitária e o hipotálamo. Também é eficaz na redução dos níveis de lipídios no sangue e ajuda a manter equilibrado os níveis de açúcar. A pimenta também ajuda na reparação e reconstituição dos tecidos danificados, melhora as funções estomacais e intestinais e ajuda na prevenção de várias formas de câncer.
Também promove perda de peso já que tem a capacidade de elevar a taxa metabólica do organismo. Pode ser usada topicamente para aliviar a dor de neuropatias diabéticas, da osteoartrite e psoríase.
E além dessas, existem muitas outras plantas que já são usadas há milênios para o alívio e cura de muitos males. Vale a pena!
Fonte: Green Me

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Sagrado Feminino



SAGRADO FEMININO: A VOLTA DA ESSÊNCIA QUE 'QUASE' NOS FOI TIRADA

Durante muito tempo, a menstruação foi reconhecida como parte natural da rotina e saúde da mulher.  As ervas curavam doenças físicas e emocionais, enquanto parteiras e doulas conduziam o parto de maneira natural. Com a chegada da tecnologia, da medicina e da indústria, vieram os anticoncepcionais, bombas hormonais que, além da possível causa de problemas de saúde, nos impedem de acompanhar nosso ciclo e reconhecer a essência feminina.

De geração em geração, a sociedade foi enraizando, por exemplo, a crença de que menstruar é algo ruim, doloroso e sujo. Tente se lembrar da primeira vez em que viu uma mulher se manifestando sobre a TPM. Elas falaram coisas boas em torno do assunto? Ou os sentimentos e reações foram negativos? Sem falar na falsa fama de que mulher tem instinto competitivo entre si.
“O formato social em que vivemos nos deu infinitas possibilidades de conquistas – da liberdade profissional à sexual-, mas nos afastou do que nos era natural. Antigamente fazíamos tudo  juntas: plantar, colher, cozinhar, cuidar dos filhos. Ao nos afastarmos e nos isolarmos perdemos a dose maravilhosa de ocitocina, hormônio do amor que produzimos no trabalho de parto e quando estamos entre mulheres”, explica a curitibana Anna Sazanoff, terapeuta aiurvédica.

Graças a tais avanços tecnológicos, científicos e comportamentais, ficamos prontas – ainda bem! – para competir, racionalizar e encarar qualquer desafio. O efeito colateral dessa conquista é o distanciamento da nossa essência. É o que apontam as pesquisadoras e entusiastas do Sagrado Feminino, movimento que resgata a sabedoria e a consciência ancestral. Não à toa, saberes antigos, como o uso das ervas, dos rituais de beleza e da medicina antiga natural, além da prática de se reunir em círculos, começam a ganhar holofotes novamente.

MAS O QUE É O SAGRADO FEMININO?

“É o que é mais puro e natural na essência feminina. É a sabedoria que brota do útero, da conexão com os ciclos naturais e da lua. É a sabedoria da medicina das plantas. É olhar pra dentro e descobrir tudo o que faz nosso coração vibrar anteriormente a qualquer convenção ou padrões ditados. É a amorosidade, sororidade, colaboratividade, respeito à mãe terra aos nossos ciclos e nosso corpo”, define Anna Sazanoff.
E o conceito não exclui o universo masculino. “Despertar o sagrado feminino é acordar o senso de colaboratividade em si. A proposta deve ser de reencontro, reconhecimento e reconexão individual pois o reflexo no coletivo acaba sendo inevitável”, completa a palestrante, escritora e facilitadora de encontros, Kareemi Prem.


“As mulheres precisaram se masculinizar para conquistar espaço, sobretudo profissional. Elas conseguiram, mas com dupla jornada: em casa e na profissão. Resultado: têm pouco ou nenhum tempo para si próprias”, afirma a terapeuta holística e facilitadora de círculo, Bebel Clark, do Rio de Janeiro.
Em geral, segundo as terapeutas, a falta de conexão com a essência feminina e com a natureza apresenta algumas características, como insônia, enxaqueca, dores no corpo e, sobretudo, sensação de vazio.
 “Um exemplo é a mulher que acorda com agenda preparada,  não encontra tempo para respirar ou refletir sobre o que está sentindo durante o dia. Toma o café da manhã sem parar para degustar e não se permite sentir. Como um trator que elimina pendências dia a dia, age automaticamente, controla e é rígida com os outros e consigo mesma. Para preencher esse vazio, se vale do consumo, seja por roupas ou até comida”, completa. “Excesso de racionalidade, intolerância e dificuldade de ouvir a intuição não são características femininas. Não é ruim ser racional. O desequilíbrio vem do excesso”, alerta Bebel.

O RETORNO

Essa sensação de vazio, no entanto, é justamente o que tem gerado a atual necessidade de reconexão. “É a chamada ‘virada da mesa da luz’, que acontece quando experimentamos muitas formas de tecnologia, avanço de ciência e medicina, infinitas opções de consumo e distrações, e, ainda assim, sentimos um grande vazio. Nos damos conta que o caminho é bem mais simples e que tudo o que precisamos está e esteve sempre presente, acessível e abundante”, explica Anna Sazanoff.
“Como num processo natural, o despertar está acontecendo e estamos relembrando o que é simples e belo. E esse processo ocorre no mundo todo” – Anna Sazanoff
Para a paulistana Bia Fioretti, idealizadora do projeto Mães da Pátria, o processo de redescobrimento, independente de qualquer movimento coletivo, é individual. “Cada mulher vai descobrindo seus limites à medida que amadurece.” Depois de entrevistar centenas parteiras brasileiras que se dedicam ao nascimento por meio de saberes tradicionais, ela concluiu que o Sagrado Feminino, na verdade, nunca se perdeu.
“Se fala mais agora por causa das mídias sociais. Mas a mulher sagrada e sábia nunca desapareceu. Olhe dentro da sua família e identifique qual mulher você conhece que é agregadora, tem autoridade, confiabilidade e sem impôr autoritarismo. São inúmeras, porém, muitas vezes não a reconhecemos como tal”, reflete Bia Fioretti.
O QUE É QUE A ESSÊNCIA TEM?

Se você entrou no fluxo dos padrões racionais impostos, deve estar se perguntando: qual a necessidade de uma reconexão com essência feminina a essa altura da vida moderna?
“As mulheres ficam mais criativas, intuitivas, alegres, bonitas! São melhores pessoas, porque são melhores mulheres para si. Ela sabe que a vida com percalços é leve, que nada acontece por acaso e está sempre atenta às  sincronicidades. Valorizam a simplicidade, são elas mesmas e desfrutam disso” – Bebel Clark.
MENOS COMPETITIVIDADE, MAIS CO-CRIAÇÃO


A mesma modernidade que criou formas de afastar e gerar competitividade também é usada como recurso de empoderamento. Foi na internet que nasceram projetos importantes que debatem e disseminam o tema. O Matricaria – Guia Virtual de ecologia feminina, por exemplo, reverencia a ginecologia ecológica e natural, e idealizou o Manual das Ervas para o Ciclo Feminino. O documento, em PDF, reúne receitas e dicas para sintomas dos ciclos naturais. Já a Rede Colmeia, é uma iniciativa de economia solidária que propõe reunir mulheres empreendedoras de todo o País. No Facebook, grupos como o Conversa entre Flores , cumprem o papel de reunir mulheres de diferentes lugares, mas com a mesma busca pessoal.
“Mas é importante ressaltar que esse despertar não está ligado ao estereótipo da mulher com saias e flores no cabelo. É uma jornada interna, de dentro para fora” – Morena Cardoso, escritora, pesquisadora, terapeuta corporal  e holística

 NA PRÁTICA: RESGATE A SUA ESSÊNCIA

Hábitos do dia a dia que despertam a feminilidade e a colaboratividade.


REÚNA-SE | Os chamados “Círculos de Mulheres”  ressurgem como fruto do interesse pelo movimento. São refúgios entre irmãs. Em, São Paulo acontecem encontros quinzenais no centro eco-cultural Casa Jaya, na Vila Madalena. No mesmo bairro, há rodas no New Way. O Quintal das Flores, em Perdizes, e no Sarastati Yoga e Espaço Vajra, ambos na Vila Mariana,  promovem práticas similares. 
No Rio de Janeiro, os encontros promovidos pela terapeuta Bebel Clark são súper requisitados, assim como os círculos da  Naya Terapias, em Curitiba.  Alguns funcionam como rodas de conversas, outros de dança. Algumas vezes, práticas de yoga e confecção de mandalas terapêuticas dão o tom. Em comum, zero competitividade, nenhuma energia gasta com disputa com o gênero oposto.
“Entendam: juntas e reunidas conseguiremos isso mais rápido” – Kareemi Prem.

PERMITA-SE | Tente compreender do que seu corpo, mente e espírito, necessitam. Eles podem pedir por meio de uma angústia, de uma necessidade de liberdade, de alguma manifestação física…Pode ser um banho demorado, um dia com as amigas, ou um momento de silêncio. Faça retiros, viaje sozinha e aprecie a própria companhia.

EQUILIBRE OS HORMÔNIOS | “A primeira atitude para acordar a a essência feminina é se livrar dos hormônios e toda a química das pílulas anticoncepcionais. Tais remédios nos  desconectam completamente do nosso ciclo natural e do nosso feminino sagrado. Com eles não vivemos as 4 fases que passamos a cada ciclo de 28 dias e que nos harmonizam com toda essa sabedoria ancestral. Digo que hoje em dia as pilulas funcionam como a inquisição na idade média”, afirma a terapeuta Anna Sazanoff.

RE-SIGNIFIQUE OS CICLOS| Como? Aceitando a menstruação com o um processo natural do organismo. As últimas gerações cresceram acreditando que menstruar é algo sujo e doloroso. Experimente abolir a palavra TPM do vocabulário. A fase é de introspecção e sensibilidade, sim. Não precisa ir contra a corrente, pelo contrário: se possível, recolha-se, abra-se com uma amiga, beba chás. Alguns hábitos pedem urgência: troque o absorvente sintético (fruto de alergias e plásticos poluentes para o meio ambiente) por alternativas sustentáveis e que não influenciam o organismo, como o coletor menstrual ou os bioabsorventes (de pano).


PLANTE SUA LUA | “Nas tradições matriarcais originárias, as mulheres ofereciam ritualmente seu sangue menstrual para a Terra. Hoje em dia perdemos de muitas maneiras o nosso relacionamento instintivo com Pachamama e em conseqüência disto, estamos cheias de inseguranças, arraigadas em padrões de medo, ansiedade e escassez”, explica a terapeuta Morena Cardoso.
“Para coletar seu sangue utilizando bioabsorventes, é necessário deixá-los de molho por algumas horas na água, sem nenhum produto químico. É esta água com o sangue que você irá utilizar para entregar à terra (depois de coletado o seu sangue você poderá lavar o absorvente da forma como preferir, e reutilizá-lo). Em ambos os casos, você pode entregar seu sangue para terra em um jardim ou em um simples vasinho de planta em seu apartamento. Você pode também escolher alguma planta específica que tenha um significado especial.”, ensina Morena.

ADOTE TERAPIAS ALTERNATIVAS | Encontre uma prática integrativa que desperte o melhor de você. . “Além do contato com a natureza, as terapias naturais nos trazem toda a força da natureza. Algumas ásanas da prática da yoga, danças, chás e massagens contribuem para o resgate dessa essência”, indica Anna Sazanoff.

OBSERVE SEUS CICLOS | Crie o hábito de se auto-observar no dia a dia. A Morena Cardoso criou um formato prático da Mandala da Lua, uma ferramenta que nos ajuda a identificar padrões mês a mês. “Somos mulheres cíclicas e, entender cada fase, nos ajuda a aceitar e honrar esta condição”, diz.

GERÂNIO, SEU MELHOR AMIGO | “O óleo de gerânio é o óleo essencial da mulher”, afirma a aromaterapeuta Beatriz Yoshimura, especialista da Aromalife e da Aromaflora, em São Paulo. Em termos de medicina chinesa, este é um óleo que tonifica o Yin, indicado para ansiedade crônica, infertilidade e sintomas da menopausa.
“O gerânio regula os hormônios femininos naturalmente e por isto é tão indicado para TPM e problemas na menopausa. Além de equilibrador, ele é antidepressivo e sedativo, sendo ótimo para amenizar casos de irritabilidade e alterações de humor”, completa a especialista. Para usá-lo no dia a dia, experimente diluí-lo em óleo vegetais corporais, em aromatizadores e ambiente e pessoais, além de incluí-lo em cosméticos naturais.


"Honradas sejam…
todas as que vieram antes de nós
e deixaram seus rastros
que hoje buscamos seguir…
Honradas sejam

Viraram estrelas nos céus
Para seguirmos seus rastros na terra…
Honradas sejam…"
Carmem K’hardana


Marcela Rodrigues