terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Bastet e os mistérios felinos


O gato hoje em dia é um animal totalmente inserido no nosso cotidiano. Pode-se dizer que de todos os animais domesticados pelo ser humano, os gatos estão entre aqueles que decisivamente mais nos encantam. Ao lado do cão, o nosso “fiel companheiro”, os gatos têm aparecido cada vez mais no convívio social. Mas, o que de fato, fascinava tão intensamente os antigos egípcios neste animal tão gracioso?
Por um lado,  estimados e por outro, temível, diferentes culturas conceberam no gato uma miríade de teorias e mitos. Na história da mitologia egípcia, africana, oriental, na antiga Europa, o gato sempre foi considerado como representação simbólica de aspectos da divindade, por vezes, solar e lunar. Porém, foi na concepção medievalista da cristandade que o gato adquiriu, contudo, seu aspecto “malévolo”, associando-o rapidamente ao “diabo”. Por isto, nesta mácula e estigma criada pela teologia cristã, que o gato até hoje é visto por alguns como mau augúrio e em casos… maléfico.

História de Bastet

Assim, muitos milênios antes da era cristã, nas margens do Rio Nilo, surgia uma divindade radiante e opulenta: Bastet, a “divindade” gata. Bast, Baast ou Bastet era o nome dado ao símbolo feminino onde sacerdotisas e sacerdotes dedicavam todas as manhãs oferendas de sândalo e óleos perfumados em seus templos espalhados por Khemet (Egito), a Terra Negra – a Senhora dos Ungüentos. Identificada com a estrela Sírius, o Sol por detrás do Sol, ela também representava a harmonia cósmica, criando uma ponte de comunicação entre o micro e o macrocosmo.
Surgida nos primeiros relatos em hieróglifos na segunda dinastia (2890-2686 a.c.), sabe-se que sua origem é muito mais remota. Por um lado, Bastet também poderia ser representada como perspectiva ou qualidade de Sekhmet, sua contraparte felina mais feroz e violenta. Alguns historiadores poderão afirmar que cada divindade poderia ser considerada como dois lados da mesma moeda. Independente, Bastet possuía seu próprio culto e na antiga cidade de Bubastis (atual Zagazig, no Delta do Nilo), manifestava-se toda a sorte de peregrinos, rituais e seus “filhos” e “filhas”: foram encontradas milhares de múmias de gatos que foram enterrados no antigo templo, em sua honra.

Lendas & Histórias

Há muitas lendas sobre a adoração dos egípcios sobre Bastet, sendo uma delas que conta que frente aos persas, em batalha, o inimigo portava entre seus escudos gatos vivos (!), os soldados egípcios, por vezes, eram incapazes de avançar, pois como contam os historiadores, os egípcios preferiam se render do que castigar qualquer gato. Outra história interessante relata o caso de um soldado romano, durante a dominação no território egípcio, que ao ver um gato perdido na rua, o matou. O povo inquietou-se com tal ato que rogou aos seus opressores, que pelo menos, castigassem àquele que havia feito mal ao gato – e, assim foi feito.

Ritos de Bastet

Sua imagem antropomorfa era moldada na figura de uma cabeça felina com corpo de mulher, ou simplesmente, uma gata. Bastet simbolizava os raios e emanações solares, que irradiava de felicidade e alegria o mundo. Leal protetora dos lares e dos afazeres cotidianos, ela também tinha o dom de ser a guardiã de todas as mulheres, principalmente as grávidas, crianças, mães, cujo poder precipitava-se sobre o caos ou os maus fluidos.
Ao portar um leve sistro (pequeno instrumento musical percussivo semelhante a um chocalho de metal), ela conduzia um séquito de dançarinas e músicos que animavam os rituais com muita música e alegria. Nas Casas da Vida (Per-Ankh), Bastet era patrona suprema da felicidade e abundância, por isto, diversas casas e templos eram chamados de Per-Bastet ou “Casa de Bastet”.
Invocada em rituais específicos onde apenas mulheres poderiam estar presentes, Bastet estava presente nos ritos de fertilidade. Para os dias de hoje, a sua simbologia permanece viva nas tradições neopagãs ou do reconstrucionismo khemita.
Por Pablo Al Masrii

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Carnaval: Uma festa pagã



"Os povos antigos faziam rituais mágico religiosos para controlar certos fatores que poderiam representar reveses em suas vidas. O tempo passou, os desvios foram se sucedendo e hoje em dia esses rituais aparecem, bem deturpados, em várias festividades cristãs." - Elsie Dubugras

O Carnaval é uma festa que se originou na Grécia em meados dos séculos 600 a 520 antes da era comum. Através dessa festa, os gregos realizavam realizavam seus cultos em agradecimento aos Deuses pela fertilidade do solo e pela produção.

Nessa época, celebravam-se as Saturnálias , festas em homenagem ao Deus do Tempo, Saturno. Elas aconteciam nos meses de novembro e dezembro, e todos os segmentos da sociedade participavam. Dos membros da nobreza aos escravos, todos se misturavam nas ruas para as comemorações, que incluíam muita comida, bebida, música e dança, nada muito diferente do que ocorre hoje.

Nos primeiros séculos a Igreja Católica não tinha expressão dentro do mundo greco-romano. Somente no século IV, o imperador Constantino publica o Edito de Milão (313 depois da era comum), que torna o catolicismo a religião oficial do Império e proíbe a perseguição de cristãos. A partir do século IV, a Igreja cria uma estrutura mais forte e elabora um cronograma oficial para as festas litúrgicas – Natal, Quaresma e Páscoa – dentro do calendário Juliano.

Como a Igreja pautava-se nos padrões éticos e morais, não permitia uma série de excessos na Quaresma, como a realização de Bacanais e Saturnálias. Então, as pessoas passaram a aproveitar o último dia antes do início da Quaresma para fazerem tudo a que “tinham direito”. O Carnaval é realizado justamente neste período e remonta às características das festas pagãs.

Assim essas festividades pagãs foram movidas para antes do início desse período - a mesma data atual - e ganharam o nome de “carnem levare”, que em latim significa "adeus à carne", ou seja, uma despedida dos chamados prazeres carnais, dos tais excessos que caracterizavam as Saturnálias e eram, como ainda são, reprovadas pela Igreja.

É importante ressaltar que antes das Saturnálias (Romanas), no Egito, no período da estação do outono, realizava-se a festa do boi Apis (animal sagrado). Escolhia-se o boi mais belo e todo branco, o qual era pintado com várias cores, hieróglifos e sinais cabalísticos (branco = pureza, então, pintar o boi significa torná-lo impuro). O boi era conduzido pelas ruas e levado até o rio Nilo, onde era afogado. Em procissão, sacerdotes, magistrados, homens, mulheres e crianças, fantasiados grotescamente, iam atrás dele (o boi) dançando, cantando em promiscuidade até seu afogamento.

Frise-se que na mitologia Grega, Júpiter se fez passar por um boi, seduziu a princesa Europa e a conduziu para o mar até uma praia deserta onde a possuiu. É fato que esses relatos estão entrelaçados, pois o inimigo sempre atuou no mundo de forma discreta e às vezes até imperceptível para levar as almas à perdição.

No entanto, a Saturnália iniciava-se com César e eram protegidas por Baco, o deus do vinho (daí o termo Bacanal). Nos dias de folia, tudo se invertia e ao participar dessa inversão, as pessoas representavam papéis, e fingiam ser o que não eram. Tanto que o rei da festa, o Rei Momo, era um escravo (da classe mais baixa de Roma) e podia ordenar o que quisesse durante as festividades. Durante seu reinado, era praticado, sobre o seu comando, todo tipo de orgia, bebedeira e lasciva. No término das festividades, ou seja, no final do quarto dia, o rei Momo era sacrificado de forma brutal no altar de Saturno. Mas quem afinal é a entidade Momo?

Momo era o Deus da irreverência, segundo os léxicos, é sinônimo de desrespeito, profanação, sacrilégio, ofensa, desconsideração, desculto, desveneração e relaxo.

A própria Mitologia Grega relata que, por ser irreverente e profanador, Momo teria sido expulso do Olimpo (local onde os gregos acreditavam morar os Deuses da sua mitologia). Mas porque afirmar que essa entidade era cultuada em Roma se a sua origem é Grega? Momo é uma das formas de Dionísio, o deus Baco, patrono do vinho e do seu cultivo (para os Romanos), daí também se origina o termo Bacanal que significa festas orgísticas.

Frise-se que Saturno (Deus cultuado nas Saturnálias) também é conhecido como o Deus Sol e isso nos retrocede bem antes da época dos reinados Romano, Grego e Egípcio.

Marisa Petcov

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Rituais de Ano Novo




Sempre é bom nos prepararmos positivamente para recebermos o Novo Ano, deixando pra trás o passado, mas aprendendo com as experiências vividas.

Devemos ainda, nesse próximo ano, praticar o bem e aprendermos a dar o melhor de nós mesmos aos outros para tornar nosso planeta um lar, um mundo melhor, onde reine a paz e o amor solidário.

Um Ano Novo sempre desperta nossos desejos por dias melhores, e as tradições mantêm vivas nossas esperanças. Os rituais descritos abaixo, são propícios para você entrar o Novo Ano carregado de boas energias e impregnar-se de muito otimismo, amor e boa sorte. Escolha o que mais goste ou te sintas mais conectado e se dê a oportunidade de ter um ano "melhor".

E... na hora das 12 badaladas não deixe de dizer mentalmente ou em voz alta:

-"Este ano eu vou ser feliz!", e não duvides de tuas palavras, pois a fé "remove montanhas".

Feliz Ano Novo para você e muita paz e amor para todos nós!!!!

FIM DO ANO COM FADAS

Esse ritual deve ser compartilhado com seus amigos e familiares na noite de fim de ano.

Arrume sua mesa para servir a ceia do modo que mais lhe agradar. No centro dela coloque a imagem de uma Fada. Esta fada representará a protetora de seu lar e de sua família durante todo o ano que se inicia.

Coloque seis velas douradas à sua direita e seis à sua esquerda, doze no total, representando os doze meses do ano. Em cada vela ate uma fita da cor dourada. Você precisará também de doze pedras de quartzo, 12 cordões dourados e um saquinho ou uma bolsinha vermelha para depositá-los.

Momentos antes da entrada do ano:

1. Acenda as velas

2. Coloque os cordões em torno da fada.

3. Coloque as pedras de quartzo em torno dela.

No momento exato da passagem do ano e dos brindes, uma imensa força nascerá do amor e da felicidade de todas as pessoas que se encontram presentes. Essa energia será a fonte mágica, que fará que tanto a fada, as pedras, como os cordões dourados se carreguem de uma imensa força, fazendo deles um poderoso talismã protetor.

Coloque tudo depois dentro do saquinho. Todos os meses você deve retirar dele, um cordão e uma pedra. O cordão deve ser colocado em torno da fada e a pedra deve ser primeiro colocada à altura de nosso coração e depois colocada também junto à fada. No mês seguinte, enterre o cordão do mês anterior e deixe a pedra em qualquer jardim ou ao pé de uma frondosa árvore.

Feliz Ano Novo para você com as bênçãos das Fadas!

RITUAIS DOS ELEMENTOS PARA O ANO NOVO

1. RITUAL DA TERRA

Primeiro deves recolher de um parque ou jardim uma quantidade suficiente de terra para encher um alguidar, de meio quilo aproximadamente.

Esse ritual deve ser realizado ao amanhecer ou na primeira hora do último dia do ano ou do primeiro do seguinte.

Os ingredientes necessários são: Terra, sementes de uma planta que gostes, um alguidar, ou um vaso de barro, uma vela verde, uma vela marrom e uma música suave que te faça lembrar da primavera. Pode ser a Primavera de Vivaldi ou qualquer outra que te faça evocá-la.

No dia eleito para realizar o ritual, escreva em um papel branco uma lista de coisas que desejas conseguir no próximo ano. Agora sente em frente ao alguidar e as velas, tentando relaxar o máximo possível. Acenda primeiro a vela marrom, pensando nas coisas que queres que morram (nunca pense em causar dano à ninguém!) e depois a verde, pensando nas coisas que desejas que nasça ou cresçam. Coloque o papel com seus pedidos no fundo do alguidar e cobra-o com terra. Tudo que tens que fazer agora é pensar nas coisas novas que estão para chegar à tua vida e nas que não tens mais interesse, que queres que se vão. Quando terminares de colocar a terra, pegue as sementes e enterre-as, pensando no que estás semeando e o que brotará nos meses que estão para chegar. Quando terminares esse procedimento, dê graças aos elementos por estarem ao teu lado e peça força para o ano que se inicia. Deixe as velas arderem até se consumirem. Os restos desse ritual. enterre na terra do alguidar.
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2. RITUAL DA ÁGUA

Esse ritual deve ser realizado por todo aquele que possua um rio, um lago ou mar por perto. É feito como o anterior, no dia do Ano Velho ou no Ano Novo, porém a hora não é ao amanhecer, mas sim ao pôr-do-sol. Recolha água do local que você escolheu e leve até tua casa para fazer o ritual. Se puderes recolha, próximo à água, pedras escuras e outras claras (de preferência brancas). Vais necessitar também de uma tigela ou recipiente de cristal ou vidro transparente, uma vela azul, uma vela branca, música suave com sons do mar, da água ou das ondas.

No dia que vais realizar o ritual, antes que o sol se ponha, escolha um lugar tranqüilo para realizá-lo e sente-se. Acenda primeiro a vela azul, pensando em tudo que não desejas mais ter em tua vida e que queres que vá embora. Depois acenda a vela branca pensando em tudo de novo que desejas que chegue para ti. Depois coloque a água no recipiente de cristal, até a metade aproximadamente e escreva em um papel tudo que desejas que a água "dissolva", colocando em seguida o papel dentro da água. Por cima coloque as pedras escuras. Em seguida, escreva em outro papel tudo que queres que seja "alimentado" pela água no próximo ano, ou que queiras que nasça ou cresça. Coloque o papel na água e cubra com as pedras branca. Para finalizar dê graças aos elementos por estarem ao teu lado e deixe que as velas se consumam. Tudo que sobrar deste ritual deve ser colocado no local de onde vieram, ou seja na água (rio, lago ou mar).

3. RITUAL DO AR

Se moras em uma fazenda onde o vento é forte, este é o ritual que deves realizar. Este ritual deve ser realizado ao meio-dia do último dia do ano, ou ao meio-dia do primeiro dia do ano. Escolha um lugar solitário onde possas ficar tranqüilo para realizá-lo. Para esse dia, vista uma túnica larga e solta que te dê a sensação de poder voar durante o ritual.

Escreva m um papel tudo que desejas que o vento "arraste" ou leve embora nesse fim de ano, e outro com que queres que o vento te "traga" para o próximo ano.

Quando chegares ao local escolhido, de pé, inspire e expire profundamente, sentindo o vento percorrer teu corpo e deixando que passe através de ti. Depois trace um círculo imaginário ao teu redor e senta no meio do mesmo. Olhe para os quatro pontos cardeais e dê graças aos elementos, pedindo que permaneçam ao teu lado. Agora pegue na mão o papel das coisas que deseja que o vento leve e corte-os em pedacinhos, deixando-os que voem ao sabor do vento. Faço o mesmo com os pedidos das coisas novas, semeando teus desejos aos ventos. Quando terminar, dê graças ao ventos e aos elementos que permaneceram ao teu lado. Depois mentalmente desfaça o círculo imaginário que criou e volte para casa.

4. RITUAL DO FOGO

Se te identificas com este elemento, ou seja o elemento regente de teu signo, este é o teu ritual. Escolha um local em sua casa ou no exterior onde não haja perigo de incêndio. Deves realizá-lo no meio da tarde, quando o sol estiver bem forte. Prepare um recipiente de metal ou de barro onde possas colocar azeite. Os materiais necessários serão: azeite de oliva, uma vela amarela e outra vermelha, e um recipiente de metal (pode ser um caldeirão ou panela) um pavio ou mecha de pano. Colo que as velas uma de cada lado.

Olhe para o sol e dê graças ao elemento fogo que contêm por estar ao teu lado. Acenda primeiro a vela vermelha, pensando nas coisas que desejas que o fogo "devore" com o ano velho, e depois acenda a vela amarela pensando nas coisas que queres que dê vida o fogo do ano novo. Em seguida escreva num papel o que queres que se vá, e em outro, o que desejas que chegue com o novo ano que se inicia. Dobre o primeiro papel e queima-o no fogo central, na mecha ou pavio, que acenderás nesse momento com a vela vermelha. Enquanto queima, pense no que queres limpar de tua vida. Quando já tiver queimado, apague a mecha que arde no azeite. Procure não soprá-la, mas apagá-la com os dedos úmidos. Agora acenda-a de novo com a vela amarela. Queime com ela o papel onde escrevestes o que deseja que nasça no ano novo ou que queiras que o fogo fortaleça. Quando tiver terminado, deixe que as velas se consumam e dê graças ao elemento por estar ao seu lado. Deixe que o azeite se consuma até o final. Todos os restos deste ritual, incluindo o azeite deve ser enterrado.

BOA SAÚDE O ANO INTEIRO

Tomamos três rosas brancas, de brancura indiscutível, e as colocamos em um vaso branco ou de vidro transparente - que nunca tenha sido usado antes.

Juntamos dentro dele seis moedas e uma cebolinha. Colocamos água e deixamos ficar assim durante sete dias.

Depois dos sete dias, trocamos a água, tiramos a cebolinha e também trocamos as rosas. Só deixamos ficar as moedas.

Essa prática deve ser feita de sete em sete dias, de preferência nas sextas-feiras, o ano todo. Quem assim agir terá paz, dinheiro, saúde e harmonia em seu lar.

ANO NOVO FELIZ

Para ter um Ano Novo Feliz, coloque algumas jóias em uma vasilha e junte três flores de pétalas, de qualquer cor, com um pouco de água, deixando 24 horas. A última hora deve coincidir com a primeira hora do Ano Novo. Retire, então, as jóias, enxugue-as bem e use a água e as pétalas jogando-as nos cantos de sua residência. Será o melhor Ano Novo de sua vida.

Feliz Ano Novo!

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Litha - Solstício do Verão


Primeiro dia do verão (Solstício do Verão) 21 de dezembro de 2017, às 13h28 (Hemisfério Sul)

O Solstício do Verão (ou Meio do Verão, Alban Hefin ou Litha), também conhecido como Dia de São João, na Europa, marca do dia mais longo do ano, quando o Sol está no seu zênite. Para os Bruxos e os Pagãos, esse dia sagrado simboliza o poder do sol, que marca um importante ponto decisivo da Grande Roda Solar do Ano, pois, após o Solstício do Verão, os dias se tornam visivelmente mais curtos.

Em certas tradições wiccanas, o Solstício do Verão simboliza o término do reinado do ano crescente do Deus Carvalho, que é, então, substituído pelo seu sucessor, o Deus Azevinho do ano decrescente. (O Deus Azevinho reinará até o Sabbat do Inverno do Natal, o dia mais curto do ano.)
O Solstício do Verão é uma época tradicional, em que os Bruxos colhem as ervas mágicas para encantamentos e poções, pois acredita-se que o poder inato das ervas é mais forte nesse dia. é o momento ideal para as divinações, os rituais de cura e o corte de varinhas divinas e dos bastões. Todas as formas de magia (especialmente as do amor) são também extremamente potentes na véspera do Solstício do Verão, e acredita-se que aquilo que for sonhado nessa noite se tornará verdade para quem sonhar.

Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Solstício do Verão são vegetais frescos, frutas do verão, pão de centeio integral, cerveja e hidromel.
Incensos: olíbano, limão, mirra, pinho, rosa e glicínia.
Cores das velas: azul, verde.
Pedras preciosas sagradas: todas as pedras verdes, especialmente a esmeralda e o jade.
Ervas ritualísticas tradicionais: camomila, cinco-folhas, sabugueiro, funcho, cânhamo, espera, lavanda, artemísia, pinho, rosas, erva-de-são-joão, tomilho selvagem, glicínia e verbena.
Ritual do Sabbat Litha

O ritual que se segue é tradicionalmente realizado pelos Bruxos numa clareira na floresta, num grande jardim afastado, no topo de uma colina ou em qualquer outro lugar da Natureza. Comece arrumando pedras no chão para formar um grande círculo com cerca de 3m de diâmetro. Com uma espada cerimonial consagrada ou uma longa vareta de madeira (preferivelmente uma vara de sorveira recentemente cortada), trace o símbolo poderoso e altamente mágico de um pentáculo (estrela de cinco pontas) dentro de círculo de pedras. Acenda cinco velas verdes para simbolizar os poderes da Natureza e a fertilidade, e coloque uma em cada ponta do pentagrama, começando pelo leste e continuando em movimento destrógiro.

Monte um altar ou coloque uma pedra grande e achatada no centro do pentagrama voltada para o norte, como um altar, e, sobre ela, uma estátua representando a Deusa. Em cada lado dela, acenda uma vela branca de altar. No ponto cardeal correspondente ao Ar, coloque um sino de latão, consagrado, e um incensório de olíbano com incenso de mirra. No ponto cardeal correspondente à Água, coloque um cálice com vinho, um pequeno prato com sal e uma pequena tigela com água (preferivelmente água fresca da chuva).
Observação:
A associação dos elementos com os quadrantes não é um modelo fixo, apenas um padrão.
As conexões com os quadrantes varia muito de lugar para lugar, de tradição para tradição. Existe a associação “padrão” Norte-Terra, Sul-Fogo, Oeste-Água e Leste-Ar porque para os europeus:
. o Norte é a terra escura, misteriosa, de onde “vinham os deuses”
. o Sul é de onde vem o calor, pois é onde fica a linha do Equador para eles
. o Oeste tem o oceano (água)
. o Leste traz os ventos do continente

Foi assim que eles fizeram essas relações. Nada impede que cada pessoa, tradição ou coven modifique isso de acordo com o lugar em que estão. Por exemplo, no Brasil faria mais sentido, seguindo as mesmas associações acima, o Fogo ao Norte, a Terra ao Sul, a Água a Leste e o Ar a Oeste. O que importa é manter as oposições: Terra/Fogo e Água/Ar.
Abençoe o vinho, cobrindo o cálice com as palmas das mãos, enquanto diz: EU CONSAGRO E ABENÇÔO ESTE VINHO SOB O NOME DIVINO DA DEUSA. Salpique um pouco de sal e algumas gotas de água sobre o sino de latão, para abençoá-lo, e diga: COM SAL E ÁGUA EU CONSAGRO E ABENÇÔO ESTE SINO SOB O NOME DIVINO DA DEUSA. ABENÇOADO SEJA.

Acenda o olíbano e a mirra. Levante os braços para o céu, feche os olhos e preencha a sua mente com pensamentos e visões agradáveis da Deusa Mãe, enquanto diz: OH, ABENÇOADA MÃE TERRA, DEUSA-VENTRE, CRIADORA DE TUDO, A TI É CONSAGRADO ESTE CÍRCULO SAGRADO. EM TEU NOME SAGRADO E SOB A TUA PROTEÇÃO INICIA-SE ESTE RITUAL DO SABBAT.

Faça soar o sino três vezes e invoque: ESPÍRITO FEMININO SAGRADO DO AR, VIRGEM DO FOGO, BELA E FORMOSA, MÃE TERRA, DOADORA DE VIDAS, ANCIÃ DA ÁGUA, SEM IDADE E SÁBIA, EU INVOCO A TUA DIVINA IMAGEM. Coloque o sino de volta no altar de pedra e, então, com ambas as mãos. Leve o cálice de vinho aos lábios. Beba um pouco dele e derrame o restante no centro do pentagrama, como libação à Deusa, enquanto diz: EU DERRAMO ESTE VINHO ABENÇOADO COMO UMA OFERENDA A TI, OH GRACIOSA DEUSA DO AMOR, DA FERTILIDADE E DA VIDA.

Coloque o cálice vazio de volta no altar. Novamente faça soar o sino três vezes e diga: COM O SOL NO SEU ZÊNITE EU REALIZO ESTE RITUAL DO SOLSTÍCIO EM HONRA A TI, OH GRANDE DEUSA. E EM TEU SAGRADO NOME EU AGORA DOU GRAÇAS. À MEDIDA QUE OS DIAS BRILHANTES COMEÇAM A ENFRAQUECER O TEU AMOR DIVINO E OS TEUS PODERES DE CURA CRESCEM MAIS FORTES.

Ajoelhe-se diante do altar. Ofereça mais incenso. Faça soar o sino em honra à Deusa e, então, diga em voz alta e em tom alegre: ABENÇOADA SEJA A DEUSA! ABENÇOADA SEJA A DEUSA! A DEUSA É VIDA. A DEUSA É AMOR, ELA FAZ GIRAR A GRANDE RODA SOLAR QUE MUDA AS ESTAÇÕES E TRAZ NOVA VIDA PARA O MUNDO. ABENÇOADA SEJA A DEUSA! ABENÇOADA SEJA A DEUSA! A DEUSA É A LUA E AS ESTRELAS. A DEUSA É O CICLO DAS ESTAÇÕES. ELA É A VIDA, ELA É A MORTE, ELA É O RENASCIMENTO. ELA É O DIA, ELA É A NOITE, ELA É A ESCURIDÃO, ELA É A LUZ, ELA É TODAS AS COISAS SELVAGENS E LIVRES. ASSIM SEJA.

O Ritual do Solstício do Verão deve ser seguido de um banquete de alegria e do canto feliz de músicas folclóricas mágicas pagãs e/ou da recitação de poesia inspirada na Deusa. O Solstício do Verão é o momento tradicionalmente propício à colheita de ervas mágicas para encantamentos e poções (especialmente as da magia do amor). é também o tempo ideal para realizar divinações e rituais de cura, e para cortar varetas e bastões de divinação.

Fonte: ‘Wicca – A Feitiçaria Moderna’, de Gerina Dunwich

Curiosidades sobre o Natal que você provavelmente não sabia.


1. Depois que o império romano adotou o Cristianismo, no século IV, aconteceu um impasse: fãs das festividades pagãs da antiga religião, com direito a muitos banquetes, jogos e folga das atividades, eles resolveram unir o útil ao agradável. Nessa época se celebrava o Solstício de Inverno, em homenagem ao deus Saturno, e todos os homens eram vistos como iguais, de políticos a escravos.
Para incorporar a festança, foi instituído que Jesus Cristo havia nascido no dia 25 de dezembro, e a maioria dos costumes da semana de celebrações foi mantida. Na Bíblia há evidências de que Jesus não poderia ter nascido no inverno, visto que há passagens sobre pastores e seus rebanhos, o que não acontecia na estação onde há neve.

2. Os alemães, especificamente Martinho Lutero, o reformador do catolicismo na região, teria sido quem inaugurou a prática de decorar árvores com velas no século 16. Mas foi no século 18 que a prática se popularizou entre as famílias.

3. Como em metade do planeta não neva e pinheiros não são árvores nativas, surgiram as árvores artificiais. As primeiras eram feitas de penas de ganso e pintadas de verde, criadas pelos alemães no século 19. Cortar uma árvore viva por decoração também caiu em desuso.

4. Também é da Alemanha do século 16 o crédito de inaugurar os mercados de Natal onde presentes, alimentos, árvores e comidas eram vendidos.

5. São os franceses, no entanto, a quem devemos agradecer pelo “feriadão” de Natal. O imperador Charlemagne, em 800 D.C., foi coroado no dia de Natal, e instituiu festividades oficiais de 12 dias. Trocar presentes também foi uma das novidades.

6. Papai Noel foi uma pessoa real. Quer dizer: a origem do mito vem da história de São Nicolau. Nascido em torno do ano 270, São Nicolau era o Bispo de Myra, uma cidade que hoje é na Turquia. Ele tinha uma reputação de doador anônimo, pagando os dotes de meninas empobrecidas e distribuindo guloseimas e moedas para crianças – muitas vezes deixando-os em seus sapatos. Desde a sua morte, Nicholas foi canonizado como santo padroeiro das crianças. A partir da era medieval, sua figura se uniu com a do “Pai Natal”.

7. Foi no livro a História de Nova York, de Washington Irving, que acabou a associação do Papai Noel com o santo Nicolau. No livro, publicado em 1809, ele aparece como um homem barulhento e barbudo, que fuma um cachimbo e escorrega por chaminés.

8. O Papai Noel que anda de trenó puxado por oito renas pelo céu do planeta é obra de Clement Moore. O autor publicou o poema Uma visita de São Nicolau em 1823.

9. A icônica roupa vermelha do Papai Noel no imaginário popular é obra da Coca-Cola. A princípio, ele era retratado com trajes das cores verde, roxo, azul ou marrom, entre outros. O Papai Noel usando roupa vermelha apareceu inicialmente nos cartões de Natal de Louis Prang, em 1885. O jornal The New York Times também o ilustrou assim em 1927. Mas a imagem definitiva do traje vermelho e branco começou com a figura criada pelo artista Haddon Sundblom, em 1931, para uma campanha do refrigerante.

10. As luzes elétricas para árvores foram usadas pela primeira vez em 1882, em Nova York, e foram inventadas por um dos sócios de Thomas Edison, quem inventou a lâmpada.

11. O primeiro cartão comercial de Natal foi obra de Sir Henry Cole, e data de 1843. O empresário e inventor vivia na Inglaterra.

12. A Mamãe Noel, esposa do Papai Noel, foi criada pela poeta Katherine Lee Bates em 1889, no livro Goody Santa Claus.

13. O primeiro presépio foi montado por São Francisco, na cidade de Assis, Itália, no séc. XII.

14. A tradição cristã brasileira determina que a árvore de Natal deve ser montada em 6 de dezembro, no dia de São Nicolau. Ela deve ser desmontada em 7 de janeiro, depois do Dia de Reis.

15. Nasceu nos Estados Unidos a ideia de comer peru no Natal. Mais especificamente em Plymouth, Massachusetts, por volta do ano 1621. Foi também nos Estados Unidos que se criou o termo “Santa Claus”.

16. Uma tradição da França é a “Reconciliação de Natal”. A ideia é visitar os inimigos e se reconciliar com eles.

17. As crianças austríacas têm razões para amar e temer o Natal. Tudo por causa do dia do demônio Krampus, em 5 de dezembro. Para “punir” as crianças que não foram “boazinhas”, os adultos se fantasiam como o monstro e se munem de varas, para baterem uns nos outros.

18. O que Odin, o deus mor da mitologia nórdica, tem a ver com o Papai Noel? Muitos estudiosos dizem que tudo! O solstício de inverno, também conhecido como Yule, era quando Odin liderava uma festa de caça, e montava um cavalo alado de oito patas, Sleipnir. Quantas renas tem o Papai Noel mesmo?

19. Na antologia mitológica nórdica Edda, do século 13, Odin foi retratado como um homem velho com uma longa barba branca. Ele se apresentava assim para se misturar aos humanos. Nos meses de inverno, as crianças deixavam as botas perto da chaminé, enchendo-as de comida para Sleipnir, o cavalo alado de Odin. Em agradecimento, ele descia a chaminé e enchia as botas das crianças com presentes. Vale destacar que Odin também comandava uma terra de elfos, a Alfheim. Basicamente, Thor é o filho do Papai Noel!

20. Nunca conte isso paras crianças, principalmente as que gostam de matemática: se o Papai Noel fosse mesmo presentear o mundo todo na noite de Natal, ele teria que percorrer 50 milhões de quilômetros. E estar em 2,5 bilhões de lares em apenas uma noite! 

O Nascimento da Criança da Promessa - Origem do Natal - Yule


Por volta de 21 de dezembro no hemisfério Norte e por volta de 21 de junho no hemisfério Sul

Yule é o momento na Roda do Ano no qual o Rei do Azevinho (Senhor das Sombras) é vencido pelo Rei do Carvalho (o Rei do Sol, a Criança da Promessa) que chega.
É impossível discutir as Tradições de Yule sem mencionar o Natal. Muitos dos costumes de Yule foram absorvidos pela Igreja Cristã, quando o Catolicismo tentava se estabelecer na Europa. O Natal Cristão já foi festejado em várias datas diferentes no decorrer do século, mas se estabeleceu no dia 25 de dezembro, pois associou muitos dos costumes da antiga e milenar celebração do Solstício de Inverno, que ocorre por volta de 21 de dezembro no hemisfério Norte. As Tradições Cristãs dizem que Maria deu à luz Jesus no vigésimo quinto dia, mas não confirma de qual mês. Finalmente em 320 d.C., a Igreja Católica decidiu marcar o nascimento de Cristo em dezembro para absorver o culto sagrado do Solstício de Inverno dos celtas e saxões.

O Nascimento de um Deus no Solstício de Inverno não é exclusivo do Catolicismo, pois muitos “bebês divinos” nasceram nesta época. Mistras é um exemplo claro disso.
Há muitas práticas que são utilizadas por Cristãos hoje que possuem origens essencialmente Pagãs. A Árvore de Natal, decorada com bolas e uma estrela no topo, não é nada mais nada menos que a antiga árvore que os Pagãos decoravam nos tempos ancestrais com velas, comidas e bolas coloridas (símbolos fálicos relacionados ao Deus) encimada por um Pentagrama, o símbolo da Bruxaria. As guirlandas, o azevinho, a Tora de Yule (Yule Log) queimando no fogo são todos costumes Pagãos.
Yule, o Solstício de Inverno, acontece por volta de 21 de dezembro no hemisfério Norte e por volta de 21 de junho no hemisfério Sul. O Sol agora encontra-se em Nadir, por isso é a noite mais longa do ano.

Muitos Pagãos celebram Yule com o festival da Luz, que comemora a Deusa como Mãe que dá nascimento ao Deus Sol, a Criança da Promessa. Outros celebram a vitória do Deus da Luz (Rei do Carvalho) sobre o Rei das Sombras (Rei do Azevinho), pois a partir desse momento os dias se tornarão visivelmente mais longos com o passar do tempo, mesmo com frio.
Esse Sabbat representa o retorno da luz. Aqui, na noite mais escura e fria do ano, a Deusa dá nascimento à Criança do Sol e as esperanças renascem, e Ele trará calor e fertilidade à Terra. Yule é o tempo de celebrar o Deus Cornífero. Nesse dia, muitas tradições Pagãs se despedem da Deusa e dão boas-vindas ao Deus, que governará a metade clara do ano.
Em tempos antigos pequenas bonecas de milho eram carregadas de casa em casa com canções típicas de Yule. Os primeiros Pagãos acreditavam que esse ato traria as bênçãos da Deusa às casas que fossem vistiadas pelas Corn Dollies.

Era um tempo ideal para colher o visco, considerado muito mágico para os Antigos Druidas, que o chamavam de o “Ramos Dourado”. Os druidas acreditavam que o visco possuía grandes poderes de cura e possibilitava ao homem mortal acessar o Outro Mundo. O visco é um dos símbolos fálicos do Deus e possui esse significado baseado na idéia de que as bagas brancas representam o Divino sêmen do Deus, em contraste às bagas vermelhas do azevinho, semelhantes ao sangue menstrual da Deusa. O visco representa a simbólica substância divina e o senso de imortalidade que todos precisam possuir nos tempos de Yule.

A Tradição da Árvore de Natal tem origem nas celebrações Pagãs de Yule, nas quais as famílias traziam uma árvore verde para dentro de casa para que os espíritos da Natureza tivessem um lugar confortável para permanecer durante o Inverno frio. Sinos eram colocados nos galhos da árvore. Os espíritos da Natureza eram presenteados e as pessoas pediam aos elementais que as mantivessem tão vivas e fortes durante o Inverno como a árvore que recebia lindos enfeites.
O pinheiro sempre esteve associado com a Grande Deusa. As luzes e os ornamentos, como Sol, Lua e estrelas que faziam parte da decoração das árvores, representavam os espíritos que eram lembrados no final de cada ano. Presentes era colocados aos pés da árvore para as Divindades e isso resultou na moderna troca de presentes da atual festa natalina.

As cores tradicionais do Natal, verde e vermelho, também são de origem Pagã, já que esse é um Sabbat que celebra o fogo (vermelho) e usa uma Tora de Yule (verde). Um pedaço de tronco que havia sido preservado durante todo o decorrer do ano era queimado, enquanto um outro novo era enfeitado e guardado para proteger toda casa durante o ano que viria. Os troncos geralmente eram decorados com símbolos que representassem o que as pessoas queiram atrair para sua vida.
A tradição da Tora de Yule perseverou até os dias atuais entre os Wiccanos, que fazem três buracos ao longe de um pequeno tronco e colocam três velas em cada buraco, uma branca, uma vermelha e uma preta para simbolizar a Deusa Tríplice. A Tora de Yule também é decorada com azevinho sempre verde para simbolizar a união da Deusa e do Deus.
Em Yule a casa era decorada com azevinho, representando a metade escura do ano, para celebrar o fim da escuridão da Terra.

Para os antigos celtas, celebrar o Solstício de Inverno era o mesmo que reafirmar a continuação da vida, pois Yule é o tempo de celebrar o espírito da Terra, pedindo coragem para enfrentar os obstáculos e dificuldades que atravessaremos até a chegada da Primavera. É o momento de contar histórias, canta e dançar com a família, celebrando a vida e a união.
O tema principal desse Sabbat é a Luz em todas as suas manifestações, seja o fogo da lareira, seja de uma fogueira, de velas, etc. A Luz nesse Sabbat torna-se um elemento mágico capaz de ajudar o Sol a retornar para a Terra, para nossa vida, corações e mentes.

Correspondência de Yule
Cores: vermelho, verde, dourado e branco.
Nomes Alternativos: Solstício de Inverno, Winter Rite, MidWinter, Alban Arthan, Carr Gomm, Retorno do Sol, Dia de Fionn.
Deuses: o Deus, como a Criança da Promessa, e a Deusa, como a Mãe.
Ervas: azevinho, carvalho, visco, alecrim, urze, cedro, pinho, louro.
Pedras: rubi, granada, olho-de-gato.
Comidas e Bebidas Tradicionais: bolos de frutas, nozes, pães variados, vinho quente e frio, uvas e maçãs, melões, porco ou peru assado.

Atividades:
– Cantar com a família.
– Decorar a árvore de Yule.
– Pintar cones de pinheiro como símbolos das fadas e pendurar na árvore de Yule.
– Tocar sinos para homenagear as fadas.
– Colocar guirlandas na porta principal de casa.
– Espalhar visco pela casa.
– Colocar sementes de flores e alpiste do lado de fora para os pássaros.
– Colher folhas verdes no dia de Yule e queimá-las em Imbolc para afastar o Inverno e invocar os poderes da Primavera.
– Fazer uma boneca de milho.
– Fazer uma Tora de Yule.
Fazendo uma Tora de Yule (Yule Log):
Uma Tora de Yule tradicionalmente é feita de carvalho, mas qualquer outro tronco de árvore pode substituí-lo.
Antigamente era utilizado para proteger a casa. A tora do ano anterior era queimada na lareira, enquanto uma nova era decorada e colocada no lugar da antiga.

Para fazer uma Tora de Yule você vai precisar de:
• Uma fita vermelha, uma fita verde e uma fita dourada;
• Ramos verdes;
• Uma tora de madeira.
Enfeite a tora com ramos verdes e amarre-os com as fitas vermelha, verde e dourada. Enquanto enfeita a tora, peça à Deusa que o seu lar seja protegido e abençoado.
Guarde-a em um lugar de destaque em sua casa até o ano seguinte, no qual ela deverá ser queimada e substituída por uma nova.

Tora de Yule Alternativa
Esta Tora de Yule é ideal para enfeitar o Altar na celebração do Sabbat. Você precisará de:
• Uma vela branca, uma vela preta e uma vela vermelha;
• Fitas verdes, vermelhas e douradas;
• Ramos verdes;
• Um tronco fino de aproximadamente 30 cm e com três furos subseqüentes ao longo da madeira.
Enfeite o tronco com as fitas e com os ramos verdes. Coloque um avelã em cada furo. Coloque a Tora de Yule sobre o Altar e acenda as velas como parte de cerimônia do Sabbat.

Árvore de Yule
A Árvore de Yule é um costume pagão que perdurou por séculos, tanto que foi incorporado nas celebrações natalinas realizadas no Solstício de Inverno, que no hemisfério Norte ocorre em dezembro, como parte integrante de suas Tradições.
A Árvore de Yule é uma forma simples de homenagear os elementos e pedir proteção.
Para fazer a árvore você precisará de:
• Um pequeno pinheiro verde;
• Pequenas bolas multicoloridas de preferência pintadas por você;
• Símbolos como Sol, Lua e estrelas;
• Pequenas velas.

Enfeite o pinheiro com as bolas coloridas, os símbolos de Sol, Lua, estrelas e espalhe as velinhas pelos ramos do pinheiro.
Na noite de Yule, acenda todas as velas da árvore, fazendo um pedido para cada vela acesa.
Cante e dance em volta da árvore, festejando e honrando os espíritos da Natureza e o Deus, a Sagrada Criança da Promessa, que nasce novamente nesse dia.

Feliz Yule!