domingo, 16 de maio de 2010

A RAINHA DO CALDEIRÃO




CERRIDWEN, A RAINHA DO CALDEIRÃO

O CALDEIRÃO

O caldeirão tem sua base mitológica na tradição celta. O vaso de prata era chamado de "Caldeirão de Regeneração". O sangue despejado dentro dele devia formar uma bebida regeneradora ou um banho. Também está registrado que o caldeirão deveria ferver até que produzisse "três gotas da graça da inspiração", desta forma é conhecido como o Caldeirão da Inspiração", produzindo uma bebida semelhante ao "soma".
Este caldeirão da Deusa Cerridewn foi o precursor do Santo Graal. Afirma-se que no Graal havia uma fusão do caldeirão mágico do paganismo celta e do cálice sagrado do cristianismo, com os produtos tornados místicos e gloriosos.
A simbologia o torna uma ferramenta de transformação, mas também como a imagem do ventre materno. Acredita-se que o caldeirão é capaz de transforma a base material em espiritual, a mortal em imortal e de formar a bebida da imortalidade e inspiração.
O caldeirão do renascimento é um tema que se repete em muitos contos célticos.

ARQUÉTIPO DA MÃE PROVEDORA DA VIDA E MORTE

Para os galeses, Cerridwen é uma Deusa Tríplice (donzela, mãe e mulher idosa), cujo animal totêmico é uma grande porca branca. Ela é a mãe que conserva todos os poderes da sabedoria e do conhecimento. É ao mesmo tempo Deusa parteira e dos mortos, pois o mesmo poder que leva as almas para a morte, traz a vida. De seu ventre parte toda a vida e a vida provém da morte. Do interior de seu caldeirão emanam porções, com as quais Cerridwen comanda a sincronicidade de todo o Universo e intervém nos assuntos humanos para auxiliar seus adoradores.
Seu aspecto caracterizado em corpo de uma velha, representa o conhecimento de todos os mistérios que só a idade e a experiência podem proporcionar. Ela é a Deusa que devemos reverenciar nos momentos de dificuldades e anulação de qualquer tipo de malefício. Ela é a Deusa do caos e da paz, da harmonia e da desarmonia. Deusa da lua, dos grãos, da natureza. A porca branca comedora de cadáveres representando a Lua. Associa-se a morte, a fertilidade, a inspiração, a astrologia, as ervas, os encantamentos, o conhecimento...
Conta-se que Cerridwen, com a bebida de seu caldeirão transformava um homem comum em um rei. Sua história vem do País de Gales medieval e se encontra escrita em "The Mabinogi (1977) de Patrick K. Ford. Cerridwen, viveu à margem de Llyn (lago), casada com Tegid Foel,com quem teve dois filhos. Um era belo, mas o outro muito feio, chamado de "Morfran" (grande corvo). Pensou então que o único remédio contra esta adversidade, seria torná-lo sábio. Para tanto, ela juntou ervas e fez para ele uma poção mágica. Demorou um ano e um dia para terminar a tal poção. Gwyon Bach, seu assistente estava encarregado de vigiar o fogo e a poção, mas foi advertido para não bebê-la. Entretanto, quando três gotas a poção saltaram do caldeirão, Gwyon empurra o filho de Cerridwen e as bebe. Instantaneamente, ele possuía a sabedoria do mundo, sabia até mesmo que Cerridwen tinha a intenção de matá-lo. Ele fugiu e ela foi atrás dele, no que se chamou de "Caçada Mágica".
Gwyon transformou-se em uma lebre e Cerridwen em um cão, transformou-se então em um salmão e ela em uma lontra. Por último transforma-se em um grão de trigo, mas a Deusa em corpo de uma galinha o come. Nove meses mais tarde Cerridwen deu à luz em Taliesin, o maior dos Trovadores Celtas. Depois de tê-lo em seu seio, não conseguiu mais matá-lo. Ela então o coloca dentro de um saco de pele e introduzindo-o dentro de uma pequena barca, que fica a deriva sobre as ondas.
Elphin, filho de um rico proprietário de terras, salvou o bebê e lhe deu o nome de Taliesin (semblante radiante). A criança reteve todo o conhecimento e sabedoria adquiridos pela poção e tornou-se um importante e talentoso Bardo.

INTERPRETAÇÃO DA LENDA

Quando Gwyon bebe as três gotas proibidas, tem a visão perfeita da divindade representada pos Cerridwen. Assim, é perseguido e castigado pela Deusa, que acaba engolindo-o. Dito castigo é a tradução culpabilizada da repercussão do do conhecimento: Gwydion Bach não pode suportar a visão do mundo imperfeito, e de alguma maneira se encontra exilado no mundo da relatividade, daí suas sucessivas transformações em animal e depois em grão de trigo. Porém, como tem o conhecimento perfeito, não pode morrer realmente: agora participa da divindade de Cerridwen. Por isso, Cerridwen o ingere na forma de grão de trigo. Não podia fazer outra coisa do que absorvê-lo, igual ao sacerdote católico que tem que limpar o cálice absorvendo até os menores pedaços de hóstia que tenham restado. Pois, se a divindade é esquartejada, perde seu poder. Não pode ficar dispersa, como nos indica todas as lendas de Deuses desmembrados que têm que ser reconstruídos para que o mundo recupere o equilíbrio anterior a catástrofe.
Quando Gwyon se apodera dos segredos de Cerridwen representados pelas três gotas, se produz uma catástrofe comparável ao do nascimento. A partir desse momento, aparece a necessidade de reconstruir a unidade perdida, a necessidade de voltar atrás, até a mãe, e dessa forma se produzirá um "novo nascimento". No caso de Gwyon Bach, que não pertence a casta dos mortais, não morre, fecunda a própria mãe e renasce pela segunda vez sob o aspecto de Taliesin, o bardo que conhece os segredos do mundo e da divindade.
A imagem da narração é clara: no final, Gwyon Bach é engolido por Cerridwen, ou seja, descreve um ato sexual (com simbólica fecundação oral).
Gwyon volta para o seio da mãe para um novo amadurecimento, e quando renasce, é Taliesin. Cerridwen havia dado nova vida àquele que havia engolido, àquele que é ao mesmo tempo filho e amante.
Essa é a metamorfose mais brilhante que a mulher faz o homem experimentar quando o ama, pois o ato de amor pode causar um novo nascimento. E, o ato de amor, também está vinculado a morte. O orgasmo masculino, todos os estudos médicos sobre esse ponto estão de acordo, submete o indivíduo a um estado próximo da morte. É uma pequena fração de segundo que o homem se "desconecta do real", depois do qual, já não tem mais razão de existir, pois já transmitiu seu sêmen e esse pode dar nascimento a um ser novo. "A expulsão dos produtos sexuais no ato genital", disse Freud, "corresponde quase a separação do soma e do germe; por isso a satisfação sexual total se assemelha a morte."
Porém, essa "pequena morte" não é para o ser humano, pois o orgasmo, por mais completo que seja, não chega a satisfação total. O desejo nunca é totalmente satisfeito, que é a condição de seu renascimento. Sendo a vida um perpétuo impulso, está no desejo a sua motivação mais profunda.
Daí surge a imagem de Cerridwen, a bruxa que nutre seu amante, para dar nascimento ao seu filho e continuidade à humanidade. Taliesin n~so é mais do que o renascimento da semente plantada por Gwyon Bach. E Cerridwen que se apresenta com características de temível e tirânica, é a Senhora que o domina.

Essa narração, embora seja da época cristã, é baseada na crença de que o homem nada tem a ver com o fenômeno do parto, que é função específica da mulher. O homem não é considerado pai dos filhos no sentido que nós damos a esse termo, pois ignora-se a paternidade fisiológica e o pai resulta completamente alheio ao nascimento dos filhos.
Essa crença arcaica é característica de uma sociedade que temos a tendência de a considerar como primitiva no sentido pejorativo da palavra. Mas, na verdade, representa um estágio de civilização não necessariamente pior do que o estágio paternalista da civilização romana, ou o nosso estágio híbrido. Na sociedade matrilinear, o pai não desfruta de nenhum privilégio em relação aos filhos, e não tem portanto, direito ao seu afeto, tendo a necessidade de fazer tudo para ganhá-los. Por outro lado, não tendo as responsabilidades financeiras que envolvem uma família, se sente mais livre para deixar que seus instintos paternais se desenvolvam.
Assim, a sociedade paternalista, insistindo sobre o papel biológico do pai, reforça todas as fontes de conflitos de natureza edípica, e destrói o equilíbrio dos instintos fundamentais que persiste na sociedade matrilinear, posto que a relação, para o pai, só pode ser uma relação desinteressada, isenta de toda autoridade. Além disso, são as sociedades paternalistas que consideram a mulher como uma máquina de prazer ou de procriação e ainda insistem sobre a sacrossanta virgindade das jovens.

Como podemos ainda, constatar na lenda de Cerridwen, mudar a própria forma é algo que todas as Deusas Celtas podem fazer. Mas nós seres humanos também não mudamos? Todos os dias ao levantarmos, tomarmos banho e nos vestirmos, podemos estar vestindo muitas faces, dependendo da situação.
A transmutação de forma é marketing para se alcançar resultados máximos.
As Deusas e Deuses Celtas estão ligados a vários animais e aos Elementos. Ao transmutar-se e tornar-se Uno com um animal, a Deusa ou Deus ganha mais poder.
Nós, como as divindades, podemos mudar de forma para amimais poderosos e de grande auxílio. Você pode se transformar em um tigre em uma reunião de vendas, acho que será de grande ajuda. Ao nos tornarmos todas as coisas e mergulharmos na unidade, poderemos entrar em contato com a nossa verdadeira natureza. Cabe também acrescentar que, Cerridwen vivia ao lado do lago e era encarregada do caldeirão do renascimento, Morgana era a Senhora do Lago que leva Artur de barco à um local nas proximidades de Avalon, com intuito de curar suas feridas.
Cerridwen chega em nossas vidas anunciando um tempo de morte e renascimento. Quando algo está para morrer, devemos permitir que se vá para que algo novo possa nascer. Não devemos encarar a morte como um fim, mas um renascimento A nossa presença aqui é tão pungente! A pequena faixa de claridade que chamamos nossa vida está suspensa na escuridão de dois desconhecidos. Há a escuridão do desconhecido, na nossa origem. Emergimos subitamente desse desconhecido e inicia-se a faixa de claridade denominada vida Depois, há a escuridão do fim, quando desaparecemos mais uma vez de volta ao desconhecido.

Talvez você tenha chegado ao final de um ciclo, de um relacionamento, de um emprego e esteja com medo de deixá-los ir embora. Ou até sente que está morrendo, quando apenas uma parte de você tem de dar lugar ao novo. Mas saiba, que no lado inferior da vida, sempre existirá a morte. Se viver a sua vida ao máximo, não terá medo da morte e do que ela significa, pois ela pode tornar-se o momento de libertação mais profundo de sua natureza. Quando aprender a abrir mão de certas coisas, aprenderá a morrer espiritualmente de pequenas formas durante a vida. Imagine esse ato de abrir mão, multiplicado mil vezes no momento da morte. Essa liberação pode proporcionar uma vinculação divina completamente nova. Os místicos sempre reconheceram que, para se aprofundar na presença divina do íntimo, é necessário exercitar o desprendimento. Quando começamos a nos deixar levar, é espantoso como a nossa vida enriquece. As coisas falsas as quais nos agarramos desesperadamente se afastarão, dando espaço para que somente o verdadeiro se aprofunde dentro de nós.
A totalidade só é conquistada no momento que dissermos sim e dançarmos com a morte e o renascimento Cerridwen diz a você que sempre receberá de volta o que der a ela, portanto entregue-se e renascerá.

RITUAL À CERIDWEN

Cerridwen está relacionada ao renascimento e a ligação com os outros mundos. Seus rituais são realizados na Lua Minguante, que é seu símbolo. Sua cor é o negro e por isso recebe o título de NIGREDO, Senhora da Noite. Para realizar seu ritual e dar boas vindas à lua minguante você vai precisar de :

1 Vela Branca

1 Vela Vermelha

1 Vela Preta

O Caldeirão com Água

A Taça com Água

O Athame

Folhas de Louro ou Eucalipto

Disponha as 3 velas em forma de triângulo sobre o altar de forma que a preta fique a esquerda, a branca a direita e a vermelha no topo do triângulo, coloque o caldeirão no meio do triângulo formado pelas velas, coloque a taça abaixo do triângulo de velas então chame por Ceridwen :

Oh antiga Deusa que reside no Norte
aquela que conhece o passado de todas as coisas,
ouça o meu chamado e que
minha invocação seja agradável aos seus olhos,
Oh Nigudo senhora da sabedoria e compreensão.
Ceridwen Mãe Celeste que a Lua Minguante
seja bem vinda e que seus poderes de exterminar
com todas as coisas negativas se espalhe sobre o mundo,
transmutando os Karmas,
solucionando os problemas,
curando as doenças,
afastando as intrigas,
a inveja, os obstáculos e
problemas que nos impedem de chegar a plena felicidade.
Oh Deusa da Inspiração e Criação,
venha em nosso auxílio!

Espalhe as folhas de louro ou eucalipto sobre o altar coloque o athame em cima das mesmas dizendo:

Mãe do caldeirão sagrado que sua face minguante seja bem vinda a este mundo para que tenhamos paz, saúde e bons presságios.

Que assim seja e que assim se faça para o bem de todos.

Rosane Volpatto

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Prece ao Coração da Mãe


Poderosa Grande Mãe, de todo amor e de toda bondade, eu te saúdo e te reverencio. Aos teus pés coloco meu coração e peço o teu amparo e a tua proteção. Unge a minha existência com o teu espírito e me transforma em um ser à tua imagem e semelhança.

Abre meus olhos e me faz vislumbrar a vida sem temores e ansiedades, e amplia a minha visão para que o horizonte das soluções de que preciso seja percebido com brevidade e adequado ao tamanho das tribulações. Aguça meus ouvidos para que não se confunda o meu entendimento e não se turve a minha compreensão. Cala minha boca diante dos impulsos de proferir palavras que ferem ou magoam, e que tudo o que eu disser seja para construir, socorrer e refletir a tua gentileza.

Estende meus braços na direção de cada ser vivo da tua natureza para eu acolher todos e nunca me negar ao préstimo generoso que ensinaste com o teu exemplo. Coloca a tua ternura em minhas mãos, e que elas sirvam para abençoar, plantar, nutrir, afagar e trabalhar segundo a tua vontade. Conduz minhas pernas e meus pés rumo ao destino do bem, da solidariedade, da misericórdia e da compaixão comigo e com os que estão em meu entorno no universo. Dirige meus passos e me mantém em segurança. Desvia-me das ilusões e das vaidades que possam me afastar do teu caminho sagrado.

Resguarda-me pela frente e pelas costas, pela esquerda e pela direita, acima e abaixo de mim, e livra-me das ameaças, riscos e perigos, e, ainda, das tentações. Põe a tua luz sobre a minha cabeça e ilumina meus pensamentos, e que nenhuma sombra de medo me torne esquiva da perseverança, do otimismo e da confiança.

Lava meu coração das tristezas que ele conheceu, das amarguras que acumulou, dos ressentimentos que guardou, e purifica-o com o perdão e o esquecimento. Acalma as minhas angústias e devolve-me a serenidade, o equilíbrio e a ponderação para eu transpor as dificuldades sem me perder nas sendas dos tormentos humanos. Aumenta a minha fé para eu reconhecer e acatar os teus transcendentes desígnios e para aceitar com resignação as lições que me entregas por meio da dor. Transmuta o meu sofrimento em aprendizado e eleva a minha paciência diante dos infortúnios para que a gratidão seja maior do que os lamentos de minha alma.

Orienta meu espírito na claridade do dia e na escuridão da noite, e sussurra em minha intuição o que devo fazer, desde o meu acordar até que eu adormeça no agasalho de teu ventre. Doutrina-me na humildade e no respeito, molda-me na tua devoção e funde-me em tua índole sublime. Sustenta-me em teu colo quando eu andar sozinha e carrega-me pela mão, de volta, se eu me afastar de ti e do que seja benéfico a mim e, também, aos outros. Liberta-me das opressões que abalam a minha tranquilidade e dos problemas que não sei resolver sem o teu auxílio, e inspira os meus gestos, decisões e comportamento. Renova a minha esperança, anima a minha vontade e fortalece a minha coragem para eu não desistir enquanto não se esgotar o manancial de forças que vêm de ti.

Corrige as minhas imperfeições e cura-me dos erros que pratiquei para que a paz ocupe o lugar do arrependimento. Aperfeiçoa a obra incompleta que sou, desenvolve as minhas aptidões, melhora as virtudes que tenho e me instrui a repreender os meus defeitos. Fortifica a saúde do meu corpo físico, abastece-me de harmonia espiritual, estabilidade emocional, capacidade mental e de bons fluidos energéticos. Derrama as tuas bênçãos sobre o meu lar, sobre a minha família, sobre a irmandade universal, e que a chama do teu imenso amor se mantenha flamejante, espargindo o teu fulgor sobre todas as vidas e em todos os lugares.

Mãe e Senhora! Tu és o meu escudo e a minha guia, quem rege a minha jornada e me defende. Toma a minha vida em tua amorosa graça, onde eu estiver e em tudo o que fizer. Sê tu em mim a cada momento, e me dá permissão para ser uma ínfima demonstração da tua sagrada presença Eu Sou. Revela-te em mim para que eu seja, ao menos, uma centelha do teu divino amor, uma migalha da tua infinita sabedoria, uma faísca da tua magnífica e purificadora luz. Eu me consagro a ti e te ofereço tudo o que sou, tudo o que tenho, tudo o que faço e tudo o que construímos juntas. Que seja assim, agora e sempre!

por Vera Pinheiro



Feliz Dia das Mães!!!

Mãe,

eu

te

amo!

Vida Pagã - Crianças



Paganismo e Paternidade

Há sem dúvida três grandes contribuições que o paganismo nos oferece nesse momento de retorno às origens: a valorização do corpo como templo da alma e a conscientização da sacralidade que isso implica, o restabelecimento das relações entre homem e natureza, e o reencontro com os valores da família e moralidade.

As relações familiares vêm sendo renovadas na pós-modernidade e é comum vermos novos padrões familiares que não aquele comum de pai-mãe-filhos. Surgem novos padrões que vão tornando-se mais comuns e freqüentes como as famílias gays e as famílias com uma orientação religiosa sem relação com o cristianismo, entre elas as famílias pagãs.

Vendo isso, penso que é necessário uma reflexão sobre os papéis sociais do pai, da mãe (e até mesmo dos padrinhos, a quem os pais responsabilizam a formação religiosa dos seus filhos) já que as relações do indivíduo com o corpo e seu significado também se renova. No contexto das relações femininas vemos que desde as décadas de 1960 e 1970 há um surgimento de muito material de orientação e também o surgimento de grupos incentivando o redescobrimento do sagrado feminino, porém, o aspecto masculino foi sendo renegado pelos meios, talvez por serem os homens uma minoria evidente nos círculos de paganismo tradicional, refugiando-se mais freqüentemente nas Tradições ocultistas especializadas, o que não há uma relação evidente entre si.

O pai mantinha-se à margem da rotina diária dos filhos, reservando os seus “poderes” para ocasiões mais importantes de disciplina e admoestação. Não cedia. Mesmo durante o longo período pré-natal mantinha-se afastado das realidades, como exigiam as demandas sociais.

Tudo isto está presentemente mudando com a maré irreprimível das correntes culturais. Os pais começam a trabalhar ativamente nas numerosas tarefas cotidianas que acompanham a criação dos filhos. A tendência é para a participação, não para o afastamento. O cuidadoso planejamento mútuo que agora caracteriza a gravidez e a higiene da maternidade assinala um novo passo a frente nas nossas maneiras de viver.

O pai moderno está agora em vias de descobrir o seu novo papel. Já compreendeu que não era suficiente ajudar no momento de dar mamadeira à noite e na lavagem das roupas do bebê; nem bastavam leves contatos com os filhos no amanhecer e nas noites de sábado. Fica um tanto admirado ao descobrir que o filho não reage bem às suas sugestões afetuosas e bem intencionadas. Acha que o filho parece em certas idades ser melhor que em outras. Talvez lhe tenha agradado em especial o período dos três anos ou dos cinco anos, e ficasse simplesmente abismado com o comportamento dos seis anos. Alguns pais não conseguem encontrar uma base cômoda de companheirismo antes do filho chegar aos dez anos de idade, quando se começa a estabelecer um tipo de relação de “homem para homem”.

As relações pai-filho não atingirão um nível de entendimento perfeito enquanto ambos os pais não se esforçarem conjuntamente por compreender as características, em consoante as transformações, do seu filho em cada uma das fases de crescente maturidade. Isso exige delas uma atitude em relação a todos os problemas da educação e orientação da criança, que não perca de vista o desenvolvimento; o que,por seu turno, requer um conhecimento cada vez mais profundo dos mecanismos de desenvolvimento, ou seja, é preciso que o pai se interesse pelo filho e o acompanhe ao longo de seu desenvolvimento.

O papel do pai no desenvolvimento físico,intelectual e emocional do filho é muito maior do que ele mesmo em geral imagina. Alguns homens pensam que a educação dos filhos é responsabilidade e tarefa das mães, engano que pode ser muito prejudicial à criança.

O homem pode ser tão capaz de cuidar dos filhos quanto a mulher; e de lhes dar algo que ela não pode dar: um referencial masculino. O psiquiatra e analista jungiano Carlos Biynton, membro fundador da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica, enfatiza que há um quarto elemento na relação pai-mãe-filho, que é o vínculo ele eles. Segundo ele, “na fase pré-verbal, a criança não prioriza o pai ou mãe, vivendo em simbiose com eles”. O pai carinhoso, atencioso, participante, sem dúvida se transforma numa experiência importante para a criança. Receber amor de outra pessoa diferente, com outra voz, outro cheiro, outra pele e mãos, que não sejam as da mãe, faz com que, tanto o menino como a menina, percebam mais cedo a noção de “eu” e de “outros”. É de se estranhar como se dá pouca importância ao papel do homem, especificamente o pai, na educação da criança. Quando se falta a referência paterna, falta também o senso de justiça, de ética, e também de papel no grupo social.

O modelo masculino se faz essencial na formação da personalidade da criança e do adolescente. É necessária uma figura de referência e valores que possa criar um vínculo de afeto estabelecer parâmetros de comportamento à criança. Este modelo pode não ser o pai biológico, mas uma outra figura masculina que dê esse suporte de apóio, como um avô, o tio, irmão, vizinho, ou amigo da mãe, por exemplo. É o caso de muitas mães que criam seus filhos longe deste pai biológico e que, no entanto, são crianças e adolescentes saudáveis por terem encontrado um outro modelo de referência.

É necessário repensar o papel do pai como protagonista da vida do seu filho, e não como coadjuvante, pois, enquanto a mãe proporciona um suporte maior para as necessidades físicas e emocionais do filho, o pai é pode proporcionar solidez à formação da personalidade, sendo os dois papéis, de pai e de mãe, igualmente importantes e complementares para a construção de uma personalidade sadia.

Acredito que podemos aproveitar esse momento de renovação e de reflexão a cerca dos papéis sexuais e também das relações familiares a fim de restaurar a figura do pai como personagem relevante na vida do filho, contribuindo para sua maturidade psicológica e física, como também emocional. O relacionamento sadio entre ambos só pode contribuir para o crescimento saudável da família.

Como Estimular o Aspecto Devocional nas Crianças

Podemos fazer varias atividades junto com nossas crianças que podem ajudá-las a ter um sentimento pagão.. Uma delas é a criação de um pequeno altar em que elas se aproximem do deus e da deusa e que seja seu local sagrado. É uma forma leve de mostrar os primeiros conceitos do paganismo e pode ser também muito divertido.

O altar deve ter elementos simples que tenham uma representação para as crianças, como pedrinhas que coletaram num passeio, flores do jardim e atá fotos de pessoas queridas... A localização realmente não importa, o que conta é que a criança se sinta à vontade nele. Estimule-as a fazer oferendas as fadas e a manter sempre limpo seu pequeno altar.Pode ter certeza que os próximos rituais sazonais serão muito mais divertidos junto com suas crianças!!

atividades com as Crianças...

Fadas do Inverno

Durante os meses do inverno, os espiritos da natureza normalmente repousam enquanto suas plantas e arvores repousam.Entretanto , se convidar os que vivem em sua area para sua casa, eles podem passar os meses d einverno com voce, checando sua energia quando necessario.Pode exigir uma certa dose de paciencia e persuasão, especialemente se os antigos moradores não fossem afeitos a sua existencia e rudes com plantas e arvores .Eles sao amigos maravilhosos tantos para humaos quanto para animais.Gostam em particular de crianças pequenas.
Os Pequenos sao tambem um bom barometro para aferir o estado das vibraçoes da casa .Se estiver atraindo ou enviando enrgias negativas , eles ficam quietos e se afastam .Eles atraem a sua atenção para o problema se voce nao o notar imediatamente...

(fonte: O Livro Magico da Lua-D.J. Conway)

As crianças sao fascinadas por estes pequenos seres, contar historinhas sobre eles para as crianças estimula o ludico na paganismoe é muito divertido... Eu costumo fazer todas as minhas atividades com seres pequenos no jardim.. montando altares e pequenos jardins para eles junto com as crianças..sempre na area externa da casa , pois sao seres muito travesos tambem e se entram na casa sempre aprontam laguma travessura , como sumir com as coisas e etc... sao temperamentais tambem...se o altarzinho do jardim esta desleixado, mal cuidado pode ter certeza que vai vir praga no jardim .

Brincando com os Elementos-para Crianças

Desde a barriga da mamãe, os Elementos estão presentes na vida da criança: a Terra é o corpo que a abriga, o Ar é o oxigênio e o Fogo é o calor que vem através do sangue, e a Água é onde ela fica mergulhada em seu “banho” de 40 semanas. Quando pequenas, as crianças também entram em contato com os Elementos, mesmo que a gente não perceba. Elas gostam de brincar com a Terra na caixa de areia da pracinha, com a Água na piscininha de plástico.
Vejamos algumas atividades para cada um dos Elementos:

ÁGUA

Hora do banho! A hora do banho é muito divertida! Os bebês adoram o banho que os faz lembrar do útero onde tudo era seguro e quentinho. A água lembra o líquido amniótico. A sensação é gostosa e de bem estar. Cuide a temperatura da água que deve ser de 37° C e use um sabonete adequado para bebês. Nos primeiros meses não é necessário o uso de xampu. Lave o cabelinho com o próprio sabonete. Converse com ele e diga-lhe tudo o que vai fazer. Separe a roupinha antes do banho para que ele não pegue frio. E mãos a obra! É diversão garantida!
Reguem as plantas. Regar as plantas faz com que a criança entre em contato com os elementos Terra e Água. Ensina que assim como nós, as plantas têm suas necessidades e precisam de água para sobreviver. Mas não se esqueça que o ideal é usar um regador e não mangueira, para evitar o desperdício.

Coletem água da chuva. A água da chuva deve ser coletada diretamente caída do céu, e não escorrida das calhas. Vocês mesmos podem fazer um coletor com garrafa pet, fazendo um funil que dê para o gargalo de outra garrafa. A garrafa deve estar limpa, não deixe resquícios de refrigerante ou vai poluir a sua água. Se você viver em uma cidade onde o ar não é tão poluído, a água coletada pode ser usada nos rituais, e até consumida, pois é uma água natural e não possui os tratamentos químicos dados nas companhias de água e saneamento.
Tomar um banho de chuva. No verão, é muito bom tomar um banho de chuva refrescante. As chuvas no verão geralmente são passageiras e como é um período de muito calor, é muito gostoso aproveitar. Também podem caminhar nas poças depois da chuva, o que constitui uma
atividade muito divertida.

Fazer um barquinho de papel. Ensine-o (a) a fazer um barquinho de papel e deixe-o (a) colocar o barquinho na água que corre na beira da calçada (desde que não seja suja). Com um pauzinho, a criança pode ajudar o barquinho a não encalhar.
Abençoar a água que vai beber. Ensine a criança a abençoar a água que vai beber. Crie um versinho simples e rimado para que a criança possa ela mesma abençoar a água.
Eu abençôo esta água cristalinaQue purifica e a sede elimina!

TERRA

Façam juntos (as) castelos de areia. Fazer castelinhos na beira da praia é uma atividade ótima para o verão. Além de despertar a criatividade na invenção de formas, também o contato com a Terra ajuda na liberação das energias negativas. Aliás, ir à praia no verão é tudo de bom! Na verdade entramos em contato com os quatro elementos: Água, no mar; Terra, na areia e no sal do mar; Fogo, no sol que queima violentamente no verão; e Ar, com a deliciosa brisa da praia. Não esqueça do protetor!

Brinquem com argila. Até poderia ser massinha de modelar, mas a argila é uma coisa bem mais primitiva e talvez por isto mais interessante. A argila nos põe em contato com a Terra e por isto é revigorante e uma bela terapia. Vocês podem fazer imagens de animais, deuses, potes, pratos. Não tente queimá-los em seu forno, pois os fornos de cerâmica são especiais para isto e chegam a uma temperatura de 1.000° C num processo que dura em torno de 7 horas, portanto os fornos de nossos fogões não são para esta tarefa. A dica para que as peças não rachem é amassar bem a argila antes de começar a trabalhar com ela, para que as bolhas de ar desmanchem. O motivo pelo qual a maioria das peças racham, é que a secagem da argila se dá através da evaporação, então as bolhas de ar internas, fazem com que a peça rache, para que elas possam sair. Faça peças pequenas, pois peças grandes exigem uma técnica de corte (com linha de nylon), ocagem (elas não podem ser maciças se forem grandes para não racharem) e depois “costura” da peça (não é costura com linha). A costura é uma técnica usada para grudar as duas partes da peça separadas para ocá-la e é feita com ferramentas específicas.

Ensine sobre coleta seletiva. Na idade escolar, é possível ensinar para a criança, o que é um lixo seco e o que é um lixo orgânico. O ideal é que se tenha dois lixos em casa, um para cada coisa. Na minha cidade não existe coleta seletiva, mas, mesmo assim é importante separar. Onde nós moramos, existem os papeleiros, que são pessoas que passam nas lixeiras recolhendo o que é reciclável para poder vender depois. Se o lixo estiver devidamente separado, eles não precisarão abrir os sacos e não ficará sujeira espalhada por sua rua. Eles pegarão as garrafas pet, os papéis e latas de alumínio, e não vão mexer nos outros que contém restos de comida e outras coisas. Tente fechar bem, e colocar em local adequado, para que os animais não peguem. Além de eles espalharem a sujeira, podem ingerir coisas estragadas e objetos cortantes.

Caminhem juntos (as) com os pés no chão. Nós, que moramos na praia, temos o privilégio de poder caminhar na beira do mar de pés descalços. Mas se vocês não moram na praia, podem caminhar descalços num gramado, por exemplo. Isto nos põe conectados diretamente ao elemento Terra e alivia as tensões do dia-a-dia. Os adolescentes são muito suscetíveis a tensões, ansiedade e stress. Devido à mudança hormonal, geralmente fazem “tempestade com um copo de água”, como se diz. Ensine-o (a) a relaxar e a conectar-se com a Mãe Terra.
Façam um canteiro de ervas. Fazer um canteiro com ervas é uma atividade ótima para que sejam ensinados os valores benéficos e mágicos de cada planta. Se você já tiver um canteiro de ervas, talvez precise transplantá-las, ou mesmo colher para deixá-las secar. Para essas atividades, não hesite em convidar seu (sua) filho (a) para participar. Mostre suas formas, texturas, aromas, diga a ele (a) para que serve. Você pode ensinar-lhe uma erva por dia ou por semana. O importante é o contato com as ervas.

FOGO

Ensine-lhe a respeitar o fogo. O fogo é um elemento vivo de força purificadora, que aquece, traz luz e calor, porém pode também destruir. O fogo não deve ser manuseado por crianças. Para segurança das crianças durante os rituais, deve ser-lhes ensinado desde cedo a respeitar o fogo e manterem-se afastados.
Reúnam-se em frente à lareira. Os Antigos reuniam-se em torno da fogueira para contar estórias, dividir as suas crenças e para cantar. Hoje em dia temos o conforto de estarmos dentro de nossas casas e podermos desfrutar da lareira.

Diz Grimassi (2003),
Lareira é um símbolo do ventre e também um símbolo do clã. A lareira era o ponto focal da vida Pagã. A comida era preparada na lareira, a família passava um tempo diante dela, e em muitas culturas antigas os santuários ancestrais eram colocados sobre as lareiras. Dizia-se que os espíritos como os Lares ou Lasa encontravam-se na lareira. A Deusa Romana Vesta era uma divindade associada com a lareira e o lar, por isso ela era o símbolo da própria divindade dentro da chama viva. Na arcaica religião romana, a esposa do lar possuía o “espírito de Juno”, uma ligação ancestral que a unia com esta e outras forças Divinas.
Entre os gregos a deusa da lareira e do lar chamava-se Héstia.

Manter a chama da lareira acesa, era papel da mulher, pois a lareira era o centro da casa e o local onde o alimento era preparado e a água aquecida. Na minha casa não temos lareira, mas como no sul faz muito frio no inverno, temos fogão à lenha, que também serve.
Fazer um desejo e assoprar uma vela. Este é um hábito comum nas festas de aniversário. Creio que despensa maiores comentários.

AR

Façam bolhas de sabão. Fazer bolhas de sabão é muito divertido! Entramos em contato com o elemento Ar, pois as bolhas saem voando e podemos observar os caminhos do vento. Você pode também sugerir que a criança imagine que está soprando todos os seus medos, ou algum medo específico para dentro das bolhas, e assim elas levam embora este “companheiro” indesejável.
Pendurem fitas numa árvore. Pendurar fitas coloridas numa árvore também é uma forma de entrar em contato com o elemento Ar. Mas ao contrário das bolhas que levam o medo embora, as fitas podem levar pelo vento os pedidos de paz, saúde, prosperidade, amor, dependendo da cor da fita. Purifique e abençoe a fita com o pedido e depois amarrem-na juntos (as), e explique o desejo que aquela fita faz ao vento.

Rosa – amor
Amarela – prosperidade, abundância
Verde – cura, saúde
Branca – paz
Azul - harmonia
Vermelha - paixão

Façam um cata-vento. Fazer um cata-vento é uma atividade que também nos põe em contato com o elemento Ar. Você precisa de um quadrado de um papel bem resistente, e cortá-lo nas quatro pontas em diagonal deixando um centímetro antes de chegar no meio. Depois de cortar, pegue uma das pontas de cada parte (sempre a ponta do mesmo lado) e puxe para o meio, sem dobrar o papel. Você pode fixar com um percevejo na ponta de um lápis que tenha borracha. Está pronto seu cata-vento.

Soltem pipa. Soltar pipa é uma atividade muito divertida em que podemos claramente observar o movimento do Ar através dos movimentos da pipa e do seu rabo. É necessário apenas muito cuidado com o local onde vão empinar a pipa, por causa dos fios elétricos.

Bom divertimento!

Bençãos Dela.

Família Pagã



A Família Pagã - Parte 1

Assim como a Wicca vem crescendo, muitas crianças estão nascendo em famílias Pagãs e tendo suas bases religiosas e sociais fundamentadas no Paganismo.

Hoje temos uma nova geração de pequenos Bruxos que estão caminhando à vida adulta com uma consciência e realidade religiosa totalmente diferente daquela que muitos de nós recebemos quando crianças.

Um dos melhores aspectos da Arte é a possibilidade que temos de partilhar nossas práticas, nossos feitos e religião com as crianças de nossa família.

O Paganismo contribui substancialmente com seus valores e atitudes em prol da natureza e isso é um aspecto favorável para a instrução de uma criança em tempos modernos.

Os pais Pagãos criam seus filhos com conscienciosidade e amor a tudo. Os ensinamentos transmitidos à uma criança Pagã não devem ser unicamente religiosos. Estão incluídos em suas bases fundamentais o sentido de responsabilidade, prestatividade e amabilidade.

O racismo, preconceito, fanatismo e intolerância não são tolerados em uma casa Wiccana. Eles são contra a natureza e contra as nossas crenças e práticas.

Centramos nosso modo de vida no que acreditamos e fazemos, já que a Bruxaria é uma religião não só de pensamentos e ideais, mas também de ação.

Criar um filho dentro da religiosidade Pagã nem sempre é tarefa fácil em nossa sociedade atual e muitas vezes nos deparamos com pessoas que são contra isso e que nos perguntam: Por que deveríamos ensinar às nossas crianças os caminhos de vida Pagã?

As respostas são tão amplas quanto evidentes.

Quando ensinamos nossa religião às nossas crianças, lhes damos exemplos claros de liberdade e tolerância.

Acima de tudo a Wicca encoraja a responsabilidade social e ambiental e ensinar à uma criança fundamentos como não fazer mal à ninguém, o respeito ao seu próprio corpo, ao de outras pessoas e celebrar as diferenças entre os indivíduos só poderá fazer dela um futuro adulto que respeite a vida e entenda a noção de sacralidade da mesma.

Além disso, a aplicação da noção de auto-respeito em crianças faz com que elas não só aprendam a respeitar as diferenças entre pessoas, mas exaltar essas mesmas diferenças, entendendo o significado da diversidade cultural e a tolerância religiosa. Informações básicas providas enquanto pequena oferecerá uma base firme quando sua criança estiver pronta para seguir seu próprio caminho. A Wicca proporciona uma sensação de santidade da vida e a acessibilidade ao Divino e ensina a celebrar as diferenças que nos separam como indivíduos, em lugar de usá-las para discriminar outros.

Um Pagão sempre cria seus filhos com liberdade e conscienciosidade, sabendo que eles têm o direito de fazer suas próprias escolhas. Um pai pagão deve permanecer atento a este fato durante o tempo de responsabilidade pelo bem estar da criança e de sua instrução. Esperançosamente, a instrução de uma criança nos modos de vida Pagã irá ensiná-la a fazer escolhas responsáveis, inteligentes e educadas em sua vida. Esta instrução serve como uma forma de demonstrar que mesmo se elas procurarem por caminhos diferentes, terão nosso amor e apoio. Nós podemos lhes ensinar o amor, respeito, reverência pela natureza, e tolerância à todas as pessoas. Elas aprenderão a questionar, buscar, suportar e entender as coisas nas quais acreditem.

Nunca devemos esquecer que crianças aprendem de exemplos. Elas aprendem muito mais assistindo ao que fazemos do que ao que dizemos. Nós podemos lhes ensinar muito mais do que poderíamos esperar "fazendo", do que somente ensinando-lhes ou falando. Lembre-se que sendo um pai Pagão você sempre deve começar sendo um bom pai. Ensine suas crianças com carinho, respeite o espaço delas e sua individualidade como pessoa. Sempre lembre-as que iremos todos trilhar nossos caminhos individuais no mesmo planeta, por isso, precisamos aprender a respeitar diferenças individuais e viver juntos harmoniosamente.

Muitos pais Pagãos perguntam qual o melhor momento para transmitir os conhecimentos mágicos da Religião Antiga aos seus filhos e quando começar a treiná-los nos métodos de magia.

Qualquer criança que tenha luminosidade suficiente para fazer uma pergunta inteligente merece uma resposta semelhante. O simples responder de uma pergunta, não um curso inteiro de filosofia religiosa, é o primeiro passo para começar a educação consciente de um pequeno Pagão.

Crianças geralmente fazem perguntas para as quais elas precisam de repostas. Elas tem a misteriosa habilidade de decidir qual o tempo certo de começar o seu caminho espiritual. Elas não notam os artigos que têm ao redor de sua casa, a menos que estes artigos à atraiam e quando perceberem seus Instrumentos Mágicos é a hora ideal para explicar seu uso e significados.

Celebrações, atividades de Círculo, Sabbats, festivais e reuniões de Coven são exemplos adicionais de lugares onde podemos instruir nossas crianças. Podemos ensiná-las em qualquer lugar, contanto que nós as ensinemos com carinho. Sempre devemos ter certeza que não estamos dando mais informações do que elas são capazes de absorver, baseado na idade e maturidade da criança individualmente.

Deixe sua criança o guiar, respondendo simplesmente as perguntas que ela lhe fizer. Uma criança que pergunta por que acendemos velas verdes não quer um curso de rituais de velas, ela quer uma resposta simples à pergunta feita.

Elas devem ser criadas com a sensação de que a Magia é natural, faz parte do universo e que é a fonte de poder pessoal através da qual nós controlamos nossa vida e sendo assim nos tornamos mais ainda responsáveis por ela.

Para você que é um pai Pagão torne a vida de seu filho uma vida mágica, discutindo sobre a natureza, dando a ele a possibilidade de possuir um altar pessoal e discutindo as interpretações dos Mitos sagrados de nossa religião. Cante, dance, faça danças espirais com ele e seus amigos, celebre a vida demonstrando que a Deusa aprova todas as manifestações de alegria. Ensine-o a sentir o pulsar da Terra, a receber a energia das árvores, a entender o canto dos pássaros e as direções dos ventos. Ensine para ele os cânticos sagrados de nossa religião e celebre o seu aniversário com danças, rituais e cantos em homenagem aos Deuses e aos ancestrais. Ensine-o a viver em unidade e em integração com a natureza, honrando sua família e amigos.

E o mais importante, esteja com o seu filho, pois o maior e melhor presente mágico que você pode dar a ele é o seu tempo, carinho e atenção. Jamais se esqueça que o amor é a fonte da Magia!

Autoria: Claudiney Prieto

A Família Pagã -
Parte 2

A estrutura familiar pagã difere em muitos aspectos da cristã devido à diferença de crenças e conceitos que existe entre tais contextos religiosos. Enquanto numa família tradicional cristã falar sobre sexo é um tabu, dentro da família pagã esse é um assunto natural e necessário. A família pagã apesar de ser muito mais livre de preconceitos não é tão libertária como muitos imaginam. O respeito ao direito de escolha do outro é visado, mas a ética, a cidadania e a boa convivência social e familiar são exigidas.

SEXO - Os pais pagãos devem adaptar-se as crenças e conceitos pagãos e serem capazes de eliminar seus preconceitos, normalmente vindos de uma criação cristã, para saber lidar com seus filhos e lhes passar a “moral e bons costumes” de acordo com o PAGANISMO . Conversar sobre sexo e a sexualidade deve ser uma coisa natural, sem amarras, preconceitos e punições pelo que quer que seja. Os filhos precisam entender a beleza e sacralidade por trás da sexualidade, compreendendo suas responsabilidades quanto à preservação dos sentimentos e da saúde. Precisam ler livres em suas escolhas de parceiros, incluindo nisto o direito a liberdade de gêneros, precisam ter responsabilidade e conhecimento total sobre doenças transmissíveis, gravidez e afins.

UNIDADE FAMILIAR - Os pais pagãos devem ensinar os filhos a terem respeito e darem valor à família, respeitando os mais velhos, respeitando o casamento ou compromissos assumidos com as pessoas, precisam celebrar juntos, auxiliar uns aos outros e respeitar as diferenças. Numa família pagã não deve existir a imposição de conceitos ou crenças, tudo deve ser conversado, explicado e deve-se dar o direito de escolha a todos. É extremamente importante que aqueles da família que seguirem a mesma religião celebrem juntos e auxiliem uns aos outros. Além disso, os pais devem se comprometer e muito com a educação dos filhos fazendo o possível para que eles criem discernimento para tomarem suas decisões com sabedoria.

CHEFE DE FAMILIA – Enquanto na família cristã o chefe de família é o homem, na família pagã não há o chefe de família, mas os chefes. Ambos, pai e mãe, são responsáveis pela manutenção da casa e criação dos filhos não existe essa coisa de “lugar de mulher é na cozinha”. Assim como não é responsabilidade apenas do homem em manter financeiramente o lar. Os filhos precisam ser criados sem machismos ou feminismos exagerados, eles precisam compreender que o casal tem responsabilidade sobre o lar e que o casamento representa uma unidade, uma troca, companheirismo em todas as áreas. O pai não deve jamais tirar o poder da mãe sobre os filhos e vice versa. Antes de permitir ou negar qualquer coisa aos filhos os pais devem decidir e dar uma opinião única. Assim não haverá preferência e tão pouco a criação de estruturas como “Minha mãe é boazinha e meu pai é um carrasco”.

CASAMENTO – Assim como nos outros modelos familiares o casamento é sagrado, representa o compromisso entre duas pessoas com a intenção de formar uma família. O casal deve ter responsabilidade e serem verdadeiros para com seu casamento, devem buscar formas de manter o casamento feliz e estável e não permitir que influências externas desequilibrem suas emoções e comprometimentos. Os filhos não devem se meter no casamento dos pais, mas quando se sentirem desconfortáveis com algo eles devem conversar com eles, assim como é essencial que os pais sempre conversem com os filhos sobre tudo que for possível em relação ao seu casamento. Para que assim os filhos tenham condições de compreender melhor o que o casamento significa para que possam tomar boas decisões no futuro.

MANUTENÇÃO DO LAR – Esta responsabilidade cabe tanto aos pais quanto aos filhos, limpar, organizar, preservar. Os filhos precisam aprender desde novos a ter responsabilidades em casa, como lavar suas roupas e louças sujas, arrumar seus quartos, fazer deveres de casa e etc. Os pais também precisam assumir suas responsabilidades com a LIMPEZA , manutenção, consertos, alimentação, celebrações e afins. Um lar é formado por toda a família que vive nele e não apenas por alguns indivíduos.

Fonte: Dayne Anglius - Família Old Religion

Nove motivos para educar seu filho como pagão

Para você que não está convencido de que educar seu filho ou filha para ser pagão é o mais correto a ser feito, veja nove motivos que eu encontrei.

1 – Os pagãos honram e respeitam a natureza.

Sendo assim, provavelmente o seu filho será uma criança com uma consciência ecológica mais forte do que as demais e poderá ensinar coisas a outras crianças.
2 – Os pagãos acreditam na lei tríplice.

Portanto, seu filho aprenderá a pensar muitas vezes antes de fazer mal a alguém e saberá que se alguém lhe fizer ou lhe desejar o mal, receberá o seu retorno.

3 – Os pagãos respeitam os anciãos.

Sabemos que valorizamos os idosos pela sua vida e sabedoria, assim, as crianças aprendem a respeitar os mais velhos assim como o aspecto de anciã da Deusa.

4- Os pagãos prezam pela saúde física, mental e espiritual.

Como vocês devem saber, para lidar com magia, devemos estar o mais saudável possível para que o nosso corpo esteja em perfeito equilíbrio. Assim, crianças pagãs aprendem com seus pais a importância de exercícios físicos, alimentação saudável, bons pensamentos e conexão com a Mãe.

5 – Os pagãos gostam de aprender.

Em geral, os pagãos têm sede de conhecimento e gostam de saber sobre assuntos diversos. Assim, seus filhos saberão falar e sempre estarão informados sobre os mais variados temas, pois o convívio com pais cultos é o maior aprendizado. Minha filha já adora os livros e ainda está aprendendo a ler.

6 – Os pagãos respeitam toda a forma de vida.

Por entender que toda a forma de vida é parte do corpo da Mãe, os filhos de pais pagãos aprenderão a respeitar as pessoas, animais, vegetais e até mesmo os minerais que também são organismos vivos.

7 – Os pagãos acreditam na magia.

Ao acreditarem em magia automaticamente crêem em outros conceitos como o poder das palavras, o poder da energia, etc. Filhos de pais pagãos sabem que devem tomar cuidado com as palavras e principalmente com os desejos.

8 – Os pagãos respeitam a diversidade.

Sendo assim, as crianças pagãs serão desprovidas de preconceitos por saberem que a beleza da vida está na diversidade e que ser comum não nos faz especiais.

9 – Os pagãos são sintonizados com os ciclos.

Estando sintonizadas, as crianças pagãs aprenderão que a vida é feita de ciclos e será mais facilmente entendido o conceito de Vida-Morte-Vida e principalmente saberão respeitar a si mesmas e a fazer tudo ao seu próprio tempo.

Vida Pagã - Gravidez



Gravidez e Paganismo

Dicas para ter uma gravidez tranquila dentro do modo de vida pagão:

Seu objetivo durante as 40 semanas, ou 9 meses lunares, de gestação, será fortalecer os laços emocionais, mentais e espirituais com o seu filho. Tenha a postura correta. Não veja a gravidez como indesejada etc. Mude já, caso tenha pensado em algo do tipo. Você está gerando um filho dentro de você.
Dentro do possível, diminua o ritmo de atividade. A prioridade deve ser seu bem-estar físico, energético, psicológico e espiritual. Praticar yoga, tai-chi, atividades artísticas, passear em ambientes naturais, descobrir métodos de relaxamento, meditação, usar florais e aliviar a tensão são extremamente importantes.
Estar em uma relação tranquila com o pai do bebê é fundamental. Estando juntos ou separados, cultivar a boa convivência é rudimentar.
É sempre importante prestar atenção nisso, mas na gravidez, atenha-se ainda mais a sonhos, intuições, imagens mentais e coincidências que aparecerem pelo caminho. Se puder fazer um diário disso, tanto melhor.
Pesquise sobre cerimônias e rituais antigos de nascimento, para se inspirar.
Realize um ritual de bênção pré-natal indo em algum lugar dentro da natureza (um bosque, à beira de um rio ou cachoeira), preparando um pequeno altar com itens naturais e algo que represente a fertilidade. Apresente-se aos elementais, aos guardiões dos quatro pontos, às divindades que desejar, e agradeça por esse momento, pedindo todas as bênçãos possíveis para o seu bebê que irá nascer. Cante, medite, relaxe. Siga seu coração. Deixe algo do altar como oferenda à natureza, mas atente para que seja algo natural também, que não polua o ambiente. Posso ser trigo, folhas, enfim, o que você achar melhor.
Borde em suas roupas da maternidade símbolos de amor e proteção. O mesmo vale para as primeiras roupas do bebê.
É costume comum levar um amuleto para o momento do parto. Você pode levar a imagem de alguma divindade protetora do parto (Ísis, Tauret, Bast). Também pode levar pedras de lápis-lazúli ou cerâmica azul reproduzindo o “Olho de Hórus” (contra mau-olhado), ou gatos e hipopótamos para atrair suas bênçãos. Um outro amuleto utilizado na Grécia e na Roma antigas era a imagem de uma folha de arruda gravada sobre madeira, bronze ou prata. Você pode colocar galhinhos de arruda ou manjericão no sutiã, para se proteger da inveja, e ter um pingente com uma figa em seu pescoço. No Mediterrâneo, o mais famoso amuleto tradicional era formado por três miniaturas presas por um cordão vermelho (pedaço de coral vermelho, representação de um gato preto e uma tesourinha que corte de verdade). Um dos mais conhecidos amuletos para se ter um bom parto é o uso de uma chave, que pode ser usada durante toda a gravidez até o momento do parto. Para consagrar seus amuletos, deixe-os tomando banho de lua cheia durante uma noite, antes de usá-los.
Com a proximidade da data prevista para o parto, a gestante poderá montar um pequeno altar com imagens de deusas protetoras, uma taça com água, símbolos de proteção e fertilidade, incensos de rosas e lótus, objetos de poder da mãe, amuletos de proteção e o que mais a futura mãe quiser.
Se quiser seguir uma antiga tradição, pode enterrar a placenta embaixo de uma árvore frutífera, onde futuramente também serão acrescentados o cordão umbilical, o cabelo e as unhas do primeiro corte.
Antigamente, era comum plantar uma árvore para cada filho que nascia. Se você tiver essa possibilidade, não a desperdice.

A Lua e a Gravidez

Mito ou realidade? O quanto a Lua influencia no parto? Uma mudança na fase da lua pode fazer uma criança nascer?

Não existe uma só publicação científica na área da Medicina que comprove a influência da lua nos partos. Entretanto, muitos médicos admitem que há um número maior de nascimentos nos dias de virada ou durante a fase da lua cheia. Uma coincidência inexplicável e quase mística tratada com desdém pela comunidade científica por causa da falta de comprovação.

Mas algo realmente inegável acontece, “uma ligação desconhecida entre a Lua e o nascimento”, concordam os ginecologista e obstetras. Há relatos médicos que dizem que conforme a transição lunar, o número de nascimentos nos hospitais chega a triplicar, fazendo inclusive com que alguns médicos programem o seu trabalho conforme o calendário lunar.

Na tentativa de uma explicação para o fenômeno, alguns profissionais da saúde dizem que, por tradição, os ciclos menstruais da mulher são contados pelo sistema do mês lunar, com apenas 28 dias. A gestação também obedece o mesmo ciclo. Em média, são contados nove ciclos da lua — e não nove meses completos —, desde a fecundação até o momento previsto do parto.

Mesmo ainda sem comprovações sobre a influência da lua sobre o nascimento de bebês, é certo que o satélite é capaz de proporcionar mudanças em elementos da Terra. Os mais visíveis dizem respeito aos elementos fluidos, como a água das marés e os ventos atmosféricos.

Fonte: Gestantes.net

Alguns pais entendem a data provável do parto como um momento «limite» a partir do qual a gravidez não pode prosseguir, quando afinal ela é meramente uma referência que permite, de forma aproximada, identificar o momento em que ocorrerá o parto. Por isso, é importante que compreenda como é determinada esta data, qual o seu significado e o que deve esperar em termos de vigilância e atitudes clínicas quando a sua gravidez ultrapassa essa data.

As nossas avós e as suas mães, numa época em que não era comum a vigilância médica da gravidez, utilizavam o ciclo lunar para predizer o momento aproximado do parto. Efectivamente, o ritmo de luz nocturna determinada pela variação lunar regula os ritmos biológicos da mulher, particularmente as variações hormonais subjacentes ao seu ciclo menstrual. É por esse motivo que ainda hoje se considera que o ciclo menstrual da mulher tem a duração média de 28 dias – mês lunar.

A comunidade científica considera actualmente que a duração média da gravidez é de 280 dias, ou 40 semanas, a contar do primeiro dia da última menstruação. Isto corresponde a aproximadamente nove meses no calendário regular ou a dez meses lunares – pelo que a «contagem das luas» das nossas avós estava bem próxima da verdade! Subjacente a este cálculo estão as premissas de que a mulher tem ciclos menstruais regulares de 28 dias, e que terá ovulado e, portanto, concebido ao 14º dia do seu ciclo. É aqui que começam as variações, já que a duração do ciclo menstrual normal pode ser bem diferente.

Se uma mulher tem ciclos de 35 dias, a sua ovulação ocorrerá provavelmente ao 21º dia do ciclo e essa diferença de sete dias (ou seja, uma semana) terá de ser acrescentada aos 280 dias de duração provável da gestação, já que a concepção, no seu caso, foi mais tardia! Talvez pareça confuso, mas pretende-se apenas que seja compreensível para si que a determinação da data provável do parto pode não ser fácil e que apenas cerca de 5% dos partos ocorrem na data esperada, considerando-se normal que ocorram até três semanas antes ou duas semanas depois da mesma, isto é, entre a 37ª e a 42ª semana de gravidez (período considerado como «gravidez de termo»).

Fonte: Revista Pais & Filhos (Portugal)

O Ato de dar à Luz

“A criança entra no mundo e a mãe alcança um novo nível de consciência; nenhum dos dois será o mesmo de antes” – Isabel Allende.

Dar à luz é como um ritual de iniciação. Não deixa de ser um importante rito de passagem: a futura mãe desce ao mundo das sombras (e da dor), entrega-se à morte (do seu eu anterior), nascimento (da criança) e renascimento (de si mesma como mãe).

O milagre do nascimento de um novo ser. A energia luminosa que transpira do corpo da mulher. O instinto materno. Tudo isso junto e chegando ao mesmo tempo para uma só pessoa: a nova mãe. Ela foi iniciada. Não é mais como as mulheres que não são mães. Apesar de todas as dores que ela sentiu, ela passaria por tudo novamente, por ter esta como a mais intensa e comovente vivência em sua vida.

Tirando os casos onde se faz realmente necessária, a cirurgia cesariana muitas vezes vence pelo comodismo urbano, pelo afastamento da mulher da natureza, pela conveniência e pelas facilidades tecnológicas.

“Impede-se desta maneira artificial a metamorfose natural da mulher em mãe, que deixa de experimentar o estágio da dilatação como a entrega total, sem reservas, dissolvendo-se na dor até descer profundamente no próprio ventre da Terra, de onde precisa voltar juntando todas as suas forças para o trabalho final e árduo de empurrar a criança e alcançar o clímax orgásmico da vitória final” – Mirella Faür.

Dentro do possível, a mulher deve manter sua consciência e participação ativa no parto, para depois manter o contato físico com o bebê, acariciá-lo, sussurrar-lhe palavras carinhosas e dar-lhe o peito pela primeira vez.

Para uma mulher pagã, é inconcebível a ideia de “optar” por uma cesariana simplesmente porque “não quer sentir dor”. Para quem tem condições financeiras, há diversas casas de parto e doulas que fazem parto domiciliar. De qualquer forma, há o resgate do parto natural, e se você tiver condições de fazer isso, sem complicações na gravidez, por favor, faça – por você e pelo seu bebê. O parto é uma cerimônia sagrada de iniciação e transformação. Não deixe passar batido.

Rituais Pós-Parto

Você tem o seu bebê nos braços. Veja alguns rituais para realizar nesse momento tão importante:

Assim que o segurar nos braços pela primeira vez, abençoe-o fazendo um sinal sobre a sua cabeça. Pode ser um pentagrama, uma cruz solar, uma ankh, uma espiral, um triskle, um olho de Hórus, ou o que você preferir. Na sequência, dê um sopro da vida em seu rosto, sussurre uma bênção e o seu nome secreto. Esse “nome secreto” deverá ser um nome escolhido por você e proferido somente em situações importantes. É uma espécie de nome de poder que você usará em segredo quando realizar rituais de proteção, sorte, amor, prosperidade etc, com relação ao seu filho. Será um vínculo entre vocês dois. Você também pode sussurrar esse nome quando estiver tentando acalmá-lo. O nome deve ser secreto e jamais utilizado em brincadeiras ou pronunciado na frente de estranhos.
Leia anteriormente sobre as Deusas do Destino e envolva-se com seus mitos. Tradicionalmente, elas eram invocadas antes do nascimento, mas apareciam somente no terceiro dia, para abençoar e conferir qualidades ao recém-nascido. Você pode preparar um pequeno altar para as três deusas, antes de ir para o hospital ou entrar em trabalho de parto. Esteja com a mente aberta para receber mensagens, presságios ou sonhos significativos.
Você pode escolher fazer algo com a placenta em vez de deixar os médicos descartarem no lixo hospitalar. Leia algumas lendas e costumes a respeito para se decidir. Na mais simples das hipóteses, você pode enterrar em algum vaso que fique em sua própria casa ou colocar em algum cesto no mar, como oferenda e agradecimento pelo parto bem-sucedido.
O primeiro banho do bebê pode ser dado em uma infusão de manjericão, alecrim e alfazema por você, pela madrinha ou pela avó. Você também pode guardar sachês dessas ervas juntos com o enxoval, para conferir proteção. Ao tirar o bebê do banho, faça-lhe uma massagem com óleo próprio para isso, entoando bênçãos e palavras carinhosas enquanto faz isso.
Coloque um galhinho de arruda na cabeceira do berço do bebê, para conferir proteção e evitar o mau-olhado. Evite que muitas pessoas peguem no seu bebê, especialmente se você não sente uma boa energia nelas. Você também pode inscrever símbolos de proteção no berço e na roupa de cama. Escreveremos um novo artigo somente com técnicas de proteção contra o mau-olhado para bebês muito em breve.
Após o término do sangramento puerperal, seu útero ainda está em fase de recuperação, você está cansada e se adaptando à nova rotina. Tome um banho ritual caprichado, consagrando cada parte do seu corpo com ervas, óleos e massagens. Sinta-se nutrida, amada e abençoada. Você pode acender uma vela branca (donzela), uma vela verde (mãe) e uma vela violeta (anciã) e entoar preces para cada uma delas, logo depois.
O ritual de batismo não precisa ser formal. Você pode fazer uma pequena reunião em casa com parentes e amigos queridos, onde apresentará o bebê e receberá presentes verbais, tais como “que você tenha muita saúde” ou “que você herde o dom musical da sua mãe”. Você também pode fazer um ritual de apresentação à natureza, aos elementais, aos guardiões dos pontos cardeais, às divindades que você cultua etc. Lembre-se de sussurrar o nome secreto do seu filho perto do seu rosto sempre que tiver a oportunidade. Você também pode realizar um ritual de consagração do nome, se desejar.
Realize uma reunião pós-parto com suas amigas em sua casa, para celebrar a nova fase de sua vida.

A Maternidade Pagã

Desde o início dos tempos, a mulher é vista como sagrada, por ter o dom de dar à luz um novo ser humano. Hoje, apesar de a maioria das mulheres ter se distanciado da sua natureza, é comum as mulheres pagãs retomarem essa ligação, e a maternidade é um momento onde todos os sentimentos – inclusive essa ligação – ficam à flor da pele.

O ato de dar à luz ainda é considerado sagrado. Não deve ser visto como um momento de sofrimento e ansiedade. Você, que está grávida, veja seu corpo como uma dádiva da natureza. O fato de ser fértil e capaz de gerar uma vida dentro de você deve ser visto como algo maravilhoso, porque realmente é. E, por maior que seja a participação do pai da criança, a gravidez até o parto é uma transformação da mulher.

Desse ponto de vista, é chocante pensarmos em como hoje são as práticas obstetrícias: a imobilização forçada da gestante, a indução do parto, o uso de drogas que tiram a consciência da mãe, as intervenções cirúrgicas planejadas antecipadamente sem necessidade, além do tratamento frio dado à mãe e ao recém-nascido.

Existe o consenso de que só uma mulher que pariu pode compreender e apoiar o sofrimento de outra mulher. Atualmente, há o resgate da prática de doulas, ainda que não seja algo difundido comumente.

O Cristianismo transformou o ato de dar à luz em algo impuro, e que a mulher deveria sofrer pois estava pagando pelos seus pecados. O que era visto como sagrado, passou a ser visto como parâmetro para dor: “aquilo doeu mais do que a dor do parto” ou “não existe dor pior que a dor do parto” – conceitos que ficaram na mente de todas as mulheres e transformaram o momento do parto em algo temido e indesejado. O batismo servia para “purificar” aquele bebê. Dentro das crenças pagãs, sabemos como isso tudo é absurdo.

É necessário que as mulheres pagãs conheçam mais sobre a história da maternidade e reivindiquem seus direitos – resgatem rituais para reconsagrar seu corpo e sua alma.

Fundamental é ter em mente que uma concepção consciente implica sexo consciente. Não faz parte do respeito aos nossos corpos induzir uma gravidez sem que você e seu parceiro estejam de acordo. Também não é respeitoso com ele, muito menos com o seu bebê.

Veja abaixo alguns textos relacionados a esse assunto, para que a sua gravidez possa ser celebrada.

Ritual de Nut Para Engravidar

Alguns casais possuem problemas para conceber um filho. Esse é um ritual que invoca a Deusa Nut, para auxiliá-los nessa tarefa, pois ela é uma Deusa da Fertilidade.

Nut possui seu ventre coberto de estrelas, sendo assim, uma boa maneira de invocar suas bênçãos é usando o símbolo de uma estrela, que também representará o seu desejo de ter um filho.

Comece, portanto, por encontrar esse amuleto que pode ser uma jóia com a forma de uma estrela ou com a figura gravada. Procure com calma, e deixe que o símbolo da estrela encontre você.

Depois de adquiri-lo, é hora de pedir a ajuda da Deusa. Suspenda a estrela em frente a chama de uma vela azul escura. Invoque a bênção da Deusa Nut dizendo:

Nut, te peço que me abençoes com a graça de um filho.
Ajuda-me a conceber ou, se não há outro remédio,
a encontrar a realização sem um filho.

Se conseguires engravidar, depois do nascimento da criança, enterre a estrela em meio a natureza, em um lugar tranqüilo, como uma oferenda à Deusa Nut.


Ritual de Diana Para ter um Bom Parto

O parto é um evento profundamente místico e importante, porém muitas mulheres quando se aproximam dele ficam muito angustiadas e inquietas. Hoje a medicina está muito adiantada e hoje ter um filho já não apresenta tantos perigos como antigamente, entretanto há a possibilidade de se beneficiar da confiança que dá ao se invocar a Deusa Diana (Ártemis), padroeira das mulheres no momento do parto.

Os gatos são sagrados para a Deusa Diana e você necessitará conseguir um pouco de pelo de gato negro para esse ritual. Não há necessidade de cortar, passe a mão em seu dorso, faça um carinho e ao mesmo tempo conseguirá adquirir um pouco de seu pelo. Entretanto, se for muito pouco, daí sim, corte uma mecha. Se conseguires encontrar uma gata e ela estiver esterilizada, melhor ainda.

De posse da mecha de pelos guarde-os em uma bolsinha de veludo preto ou em uma caixinha de prata específica para guardar pelos (existem até pingentes para esse fim). Você deverá usar esse amuleto durante o parto, por isso escolha algo que goste muito. Dessa maneira, a Deusa Diana estará presente nesse momento mágico de sua vida, para cuidá-la.

Fonte: Bruxaria.net

terça-feira, 4 de maio de 2010

Margaritas à Meia Noite


Ingredientes

- sal
- 1 limão cortado em fatias
- 250 ml de tequila 100% agave
- 250 ml de licor tipo Cointreau
- 250 ml de suco de limão-galego
- 5 colheres (sopa) de açúcar
- um punhado grande de gelo

Modo de preparo

Espalhe o sal num prato. Esfregue as bordas das taças nas fatias de limão e passe no sal. Coloque os outros ingredientes no liquidificador ou na coqueteleira e bata bem. Despeje em taças e adicione mais gelo, se quiser.
Agite bem, faça o encanto…

Eye of newt, toe of frog, wing of bat, tongue of dog.
Adder’s fork and blind worm’s sting…
Barbados lime is just the thing.
Fragias salt, like a sailors stubble…
Flip the switch, and let the cauldron bubble!

…coloque na taça e MIDNIGHT MARGARITAS!!!

Rendimento: 8 unidades


Practical magic - Midnight Margaritas




Filme: "Da Magia á Sedução"

24 de Maio - Dia da Deusa Tríplice

Dia da Tríplice Deusa

A tríplice Deusa da tradição celta, donzela, mãe e anciã, é homenageada dia 24 de maio.
Coloque 3 rosas em um vaso com água representando os 3 aspectos da Deusa (uma flor em botão, uma semi-aberta e uma completamente aberta).
Peça então à donzela coragem, a pureza e a busca pelo conhecimento. à mãe amor, poder, proteção e carinho maternal e à anciã, sabedoria, conhecimento e renovação.

Entendendo...
Para a Wicca, existe um Princípio Criador, que não tem nome e está além de todas as definições.

Desse princípio, surgiram as duas grandes polaridades, que deram origem ao Universo e a todas as formas de vida.
Princípio feminino ou grande mãe.
A Grande Mãe representa a Energia Universal Geradora, o Útero de Toda Criação.
É associada aos mistérios da Lua, da Intuição, da Noite, da Escuridão e da Receptividade.
É o inconsciente, o lado escuro da mente que deve ser desvendado.

A Lua nos mostra sempre uma face nova a cada sete dias, mas nunca morre, representando os mistérios da Vida Eterna.
Na Wicca, a Deusa se mostra com três faces: a Virgem, a Mãe e a Velha Sábia, sendo que esta última ficou mais relacionada à Bruxa na Imaginação popular.
A Deusa Tríplice mostra os mistérios mais profundos da energia feminina, o poder da menstruação na mulher, e é também a contraparte Feminina presente em todos os homens, tão reprimida pela cultura patriarcal!
A Deusa é a Mãe universal.
É fonte da fertilidade, da infinita sabedoria e dos cuidados amorosos.
Ela possui três aspectos: a Donzela, a Mãe e a Anciã, que simbolizam as Luas Crescente, Cheia e Minguante.
Ela é a um só tempo o campo não arado, a plena colheita e a Terra dormente, coberta de neve. Ela dá à luz em abundância.
Mas, uma vez que a vida é um presente seu, ela a empresta com a promessa da morte.
Esta ( a morte) não representa as trevas e o esquecimento, mas sim um repouso pela fadiga da existência física. É uma existência não-humana entre duas encarnações.
Uma vez que a Deusa é a Natureza, toda a natureza, ela é tanto a ninfeta como a velha; o tornado e a chuva fresca de primavera; o berço e o túmulo.
Porém, apesar de Ela ser feita de ambas as naturezas, a Magia Natural a reverencia como a doadora da fertilidade, do amor e da abundância, mesmo sabendo que seu lado obscuro também existe e tem o seu papel e importancia.
Nós A vemos na Lua, no silencioso e fluente oceano e no primeiro verdejar da primavera.
Ela é a incorporação da fertilidade e do amor.
A Deusa é conhecida como a rainha do paraíso, Mãe dos Deuses que criaram os Deuses, a Fonte Divina, A matriz Universal, A Grande Mãe e incontáveis outros títulos.
Muitos símbolos são utilizados para honrá-la, como o caldeirão, a taça, flores de cinco pétalas, o espelho, colares, conchas do mar, pérolas, prata, esmeralda... para citar uns poucos.
Por governar a Terra, o mar e a Lua, muitas e variadas são suas criaturas.
Algumas culturas incluíram o coelho, o urso, a coruja, o gato, o cão, o morcego, o ganso, a vaca, o golfinho, o leão, o cavalo, a corruíra, o escorpião, a aranha e a abelha.
Todos essses animais são sagrados a Deusa!
A Deusa já foi representada como uma caçadora correndo com seus cães de caça (relacionadaa Artemis ou Diana) ;
uma deidade celestial caminhando pelos céus com pó de estrelas saindo de seus pés;
a eterna mãe com o peso da criança;
a tecelã de nossas vidas e mortes;
uma Anciã caminhando sob o luar buscando os fracos e esquecidos, assim como muitos outros seres.
Mas independente de como a vemos, Ela é onipresente, imutável, eterna.
A adoração à Deusa foi a primeira Religião estabelecida pelos seres humanos.
Muitas evidências arqueológicas, que incluíam estátuas, amuletos, cerâmicas, pinturas na cavernas e outras imagens indicando a veneração à Deusa, foram descobertas comprovando a existência de um culto primordial, no qual uma Divindade Criadora feminina era adorada.
Merlin Stone, em When God was a Woman (Quando Deus era uma Mulher), relata:
“Arqueólogos localizaram evidências de adoração à Deusa antes das comunidades do período Neolítico, cerca de 7000 a. C.; algumas das esculturas datam do Paleolítico Superior, cerca de 25000 a. C. Desde as origens Neolíticas, sua existência foi comprovada repetidamente até os tempos romanos.”
A evidência mais convincente de adoração à Deusa vem de numerosas esculturas de mulheres grávidas com seios, quadris, coxas, nádegas e vulvas exagerados.
Essas imagens forma intituladas pelos arqueólogos como estatuetas de Vênus, ou ídolos do culto à Grande Mãe.
Elas são feitas de pedra, osso, barro e foram descobertas perto dos restos de paredes das primeiras habitações humanas.
Estas estátuas foram encontradas na Espanha, França, Alemanha, Áustria, Checoslováquia e Rússia e parecem ter pelo menos 10 mil anos.
Essas esculturas não significam meras decorações das pessoas que as criaram, mas são, sim, objetos profundamente importantes porque representam o meio pelo qual os seres humanos se expressavam antes mesmo de começarem a utilizar a fala.
A arte, através da história, sempre revelou o que as culturas valorizavam e o conhecimento que tentavam passar às gerações futuras.
Claramente o parto, a maternidade e a sexualidade feminina eram considerados sagrados.
Isso nos mostra que essas culturas tiveram pouco ou nenhum conhecimento do papel do homem na reprodução.
Para todos, a mulher concebia o bebê por ela mesma.
Sexo não era associado com o parto, e as mulheres foram consideradas as doadoras exclusivas da vida.
Até hoje, alguma culturas isoladas na Terra acreditam que o homem não tem participação nenhuma na concepção.
Além disso, como o conceito de paternidade ainda não tinha sido entendido, as crianças só pertenciam à mães e à comunidade.
Crianças “ilegítimas” não existiam.
As crianças levavam o nome de suas mães e a família descendia pela linhagem materna.
Esta estrutura social, baseada na afinidade feminina, é chamada de “matrilinear” e ainda existe em algumas partes da África, Índia, Melanésia e Micronésia.
A adoração da Deusa nas culturas antigas incluía o papel principal das mulheres nos trabalhos religiosos e nas celebrações sagradas.
As mulheres eram as grandes Sacerdotisas, Adivinhas, Parteiras, Poetisas e Curandeiras.
Elas presidiam templos erguidos somente a Deusas como Ishtar, Ísis, Brigit, Ártemis e Diana, que estão entre as mais populares.
Do envolvimento das mulheres com a religião vieram muitos avanços, como o conhecimento do poder das ervas, que curavam os doentes e aliviavam a dor do parto, até o primeiro calendário, o calendário lunar, que foi utilizado por muito tempo e que pode ter-se originado no procedimento de mulheres que observavam seus ciclos menstruais e os comparavam com os ciclos da Lua. Além da astronomia, as mulheres desenvolveram também os idiomas, a agricultura, a culinária, a cerâmica e muito mais.
As contribuições das mulheres para as culturas humanas são inúmeras e nunca tiveram o devido crédito e valor.
A Deusa é o princípio Divino Feminino, a Divindade suprema adorada nas práticas Pagãs.
É difícil definir a Deusa em alguns parágrafos, mas a versatilidade é uma de Suas características mais interessantes.
Para alguns Ela é a única Divindade existente.
A Deusa não é necessariamente vista como uma pessoa, mas uma força multifacetada de energia que se expressa em uma variedade de formas e pode ter inúmeros nomes diferentes.
Ela foi chamada Ishtar, Astarte, Inanna, Lilith, Ísis, Maat, Brigit, Cerridwen, Gaia, Deméter, Danu, Arianhod, Ceridwen, Afrodite, Vênus, Ártemis, Athena, Kali, Lakshmi, Kuan-Yi, Pele e Mary, entre muitos outros nomes.
A Ela foram atribuídos muitos símbolos, como serpentes, pássaros, a Lua e a Terra.
A Deusa é a Criadora de todas as coisas e, ao mesmo tempo, a Destruidora.
Tudo vem Dela e tudo retornará a Ela.
A Deusa está contida em tudo e vive na Terra, nos céus, no mar, em cada botão de flor, em cada pingo d’água e em cada grão de areia.
Ela não é um Ser distante e intocável, mas sim uma Divindade que está aqui conosco, vive e se manifesta em cada um de nós.
Ela é a Virgem, a Mãe e a Anciã.
Ela é você, Ela é eu, Ela é tudo e todos.
Nas práticas Pagãs, a Deusa possui três aspectos distintos.
A Triplicidade da Deusa se refere a três estados distintos da mesma divindade.
Cada um desses aspectos tem suas características particulares, distintas das outras, e cada uma delas traz a possibilidade de serem relacionadas com aspectos internos de nossa psiquê:
A Virgem, a Mãe e a Anciã, os seus aspectos reverenciados por toda a humanidade desde tempos imemoráveis.
A Virgem representa os impulsos, o começo, e está relacionada à Lua Crescente.
A Mãe é a Doadora da Vida, a Grande Nutridora, e está associada à Lua Cheia.
A Anciã é a detentora da sabedoria, a Grande Conhecedora e Transformadora, e está associada à Lua Minguante.
A Deusa é abrangente porque pode ser tudo que você quiser que Ela seja.
A maioria do seguidores da Deusa compartilha algumas convicções em comum.
Starhawk, uma das mais atuantes Bruxas modernas e autora de Dança Cósmica das Feiticeiras, afirma que três princípios da religião da Deusa são: a imanência, a interconexão e a comunidade. Imanência é o meio pelo qual todos os seres estão relacionados e a forma como estamos unidos ao Cosmo.
Como comunidade, crescimento e transformação passam por interações íntimas, basicamente, a lei da Deusa é Amor – Amor Incondicional.
Ela não tem nenhuma ordem a ser seguida a não ser o Amor, em todas as suas manifestações e formas.

A Conexão com as Três Faces da Deusa

Celebre a Deusa em todas as suas formas e aspectos divinos.
Possa suas imagens e palavras inspirar
E lembrar você que Ela está sempre presente
E merece seu respeito e cuidado.
Ouça o Seu canto, pois Ela canta em tudo o que há!

Entrar em contanto com as faces da Deusa significa saber o que esse períodos (juventude, maturidade e velhice) podem nos trazer de positivo e o que aprendemos e poderemos aprender com eles.
Conecte as três faces da Deusa através destes simples rituais.

Donzela

Dentre as três faces da Deusa, a Donzela ou, como também é chamada, a Virgem é a mais jovem, relacionada com os descobrimentos e aspectos mais criativos de nossa personalidade.
Ela é a inocência e despreocupação, a alegria de viver.
Está associada com a Primavera e é festejada em Ostara.
O termo Donzela ou Virgem não se refere ao sentido sexual, mas sim ao aspecto de inocência e independência.
A Virgem é a dona e responsável por si mesma.
Os nomes recebidos pela Donzela variam de acordo com as distintas culturas em que a encontrarmos. Damos como exemplos:
Ártemis: Deusa romana dos bosques e da caça, tida como a eterna Virgem.

Rituais que usam a face Virgem da Deusa:

Qualquer novo início, ou até mesmo esperanças e planos para novos começos.
Quando assumimos um trabalho novo ou planejamos solicitar um novo trabalho.
Durante os “primeiros passos” das novas idéias.
Sempre que você planeja ou começa um ciclo completo em sua vida.
Sempre que você começa uma fase nova em sua vida.
Quando se muda para uma nova casa ou apartamento.
Ao entrar em uma nova escola ou voltar a estudar depois de um longo tempo.
Qualquer jornada que esteja conectada com mudanças antecipadas.
Começo de uma relação nova, amor ou amizade.
Planos para engravidar.
Nascimento de uma criança.
A primeira menstruação de uma menina.
O início da puberdade de um menino.
Os animais associados ao aspecto Virgem da Deusa são os Cervos e qualquer outro animal silvestre.
O aspecto Virgem da Deusa representa a mocidade, a excitação da conquista dos desejos, e a novidade da vida e da magia. Na idade humana ela estaria entre a puberdade e os vinte anos.
As cores dela são suaves e claras, como branco, cor-de-rosa suave ou amarelo-claro.

Meditação para Conexão com a Donzela

Material necessário:

Um Cálice com água;
Duas velas brancas;
Margaridas;
Pétalas de rosas brancas.

Procedimento:
Trace o Círculo Mágico de forma usual e então invoque a Donzela com as seguintes palavras:

Deusa e amada Caçadora, venha a mim.
Donzela do Coração Indomado, venha a mim.
Você, que anda pelas florestas, venha a mim.
Você, que é a Grande Caçadora noturna,
De olhos brilhantes, que traz o amanhecer, venha a mim.
Oh! Crescente de prata, você que é o Sonho ousado,
aquela que caminha só, venha a mim.
Jovem, Donzela, Virgem, de cabelos enfeitados de flores e folhagens,
parceira de pássaros e cães, caçadora Selvagem dos céus, venha a mim.

Acenda as duas velas brancas, coloque o Cálice no meio das velas e preencha-o com as pétalas de rosas brancas.
Enfeite o seu Altar com as margaridas, enquanto reflete e medita sobre os atributos da Donzela: Os novos inícios
A luta
A criança
O amor
O companheirismo
A audácia
A força de vontade

Medite sobre esses atributos e o que eles significam para você.
Enquanto isso, enfeite o seu Altar com as margaridas.
Coloque algumas delas nos cabelos e continue a refletir nos atributos da face Virgem da Deusa. Entoe uma canção de sua infância, que sua mãe cantarolava para que você dormisse.
Continue refletindo sobre os atributos da Donzela e deixe o seu canto levá-lo até um bosque silencioso e repleto de paz.
Sinta a harmonia desse lugar, o cheiro, as cores e comece a caminhar pelo bosque.
Imagine uma moça jovem e bela, vestida de branco e carregando um Cálice de cristal com água, vindo em sua direção.
Ela é a Donzela que veio abençoá-lo e trazer sua magia até você.
Ela lhe oferece o Cálice, dizendo a você que beba o líquido contido nele.
Você pega o Cálice, toma a água e sente-se renovado, tranqüilo e harmônico ao ingerir o conteúdo do sagrado Cálice da Donzela.
Você entrega o Cálice a Ela e agradece-lhe.
Ela toca a sua testa e você percebe que todo o seu ser brilha ao toque da Deusa.
Ela o está abençoando com a Sua energia de vida, juventude e força.
Deixe o poder da Donzela atuar sobre você.
Sinta-se preenchido pela luz da Deusa, enquanto Ela vai se afastando lentamente de você.
Volte pelo mesmo caminho pelo qual você veio e comece a cantar novamente a mesma melodia que o levou ao bosque. Cante e deixe que ela lhe traga a realidade novamente, e aos poucos, sinta-se no lugar onde você começou sua jornada.
Pegue o Cálice com água, que se encontra sobre o seu Altar, beba um gole de sua água.
Agradeça à Deusa e destrace o Círculo, tendo a certeza de que a Donzela o abençoou.

As deusas-donzelas são freqüentemente associadas as flores e devem ser invocadas nas magias do amor, da beleza, do sexo e dos recomeços.

Exemplo delas: Nimue, Perséfone, Blodeuwedd, Brigid, Bhoidheoch, etc.

Tempo: Alvorecer, o passado.

Estação: Primavera


Deusa Mãe

A face Mãe da Deusa é tida como a da eterna doadora da vida.
Esta foi uma das primeiras representações religiosas expressas pelos seres humanos.
É a esse aspecto da Deusa que estão associadas todas as imagens que foram encontradas em escavações de sítios arqueológicos, como a Vênus de Willendorf.
Algumas imagens mitológicas atribuídas à Mãe são tidas tanto como criadoras quanto destruidoras.
Podemos ver isso como a própria Natureza em todos os seus aspectos.
Existem numerosos exemplos que poderiam ser associados ao aspecto da Deusa Mãe:
Deméter: Encarregada da fertilidade da terra e das colheitas.
Ísis: Chamada também de a Grande Mãe Criadora e Doadora da Vida.
Badb: A Deusa celta que forma uma trindade junto com Anu e Macha. Possui um caldeirão como símbolo do ventre.
Freya: Considerada a líder das Disir, as matriarcas Divinas. Está intimamente ligada à Magia e aos gatos.

Temas de Rituais que usam a face Mãe da Deusa:



Projeto de alegria e conclusão.
Quanto o parto está próximo.
Necessidade de força para finalizar algum assunto ou situação mal-resolvida.
Bênçãos e proteção.
Especialmente a mulheres que são ameaçadas por homens.
Direção em decisões da vida.
Matrimônios.
Achando ou escolhendo uma companheira ou um companheiro.
Escolhendo ou aceitando um animal.
Proteção de vida aos animais.
Fazendo escolhas de qualquer tipo.
Buscando por períodos de paz.
Intuição em desenvolvimento psíquico.
Direção espiritual.

A Mãe é aquela que se volta para a nutrição, a preocupação e a fertilidade; é uma mulher no início da vida e no cume do seu poder.
Ela protege e assegura a justiça.
Na idade humana, seria uma mulher por volta dos trinta anos.
As cores dela são um pouco mais fortes que as da Virgem, como vermelho, verde, cobre, púrpura, azul.
Os animais associados ao aspecto Mãe da Deusa são o gato e a pomba

Meditação para Conexão com a Mãe

Material necessário:
Um cálice com vinho;
Uma vela vermelha;
Caldeirão;
Ramos de trigo.

Procedimento:
Trace o Círculo Mágico.
Coloque a vela vermelha no interior do Caldeirão.
Enfeite o seu altar e o Caldeirão com os ramos de Trigo e então invoque a Deusa:

Deusa Mãe, cujos ossos e sangue são a Terra, venha a mim.
Deusa nutridora e bondosa, fertilidade da Terra, fogo da Lareira, venha a mim.
Mãe natureza, criadora do mundo e poderosa frutificadora, venha a mim,
Senhora, venha com a sua força plena e brilhante,
venha a mim, Senhora.

Acenda a vela do Caldeirão e olhe para a chama, meditando sobre os atributos da face Mãe da Deusa:
Bondade
Criação
Nutrição
Bênção
Proteção
Auxílio espiritual
Frutificação.

Medite sobre esses aspectos regidos pela Deusa, olhando fixamente para a chama da vela.
Feche os olhos e visualize uma mulher madura vindo da escuridão ao seu encontro.
Ela é a Grande Mãe, a Criadora de tudo e de todos.
Ela caminha em sua direção sorrindo e carregando um ramo de trigo e uma cornucópia nas mãos. É a nutridora, a Deusa da fertilidade e da abundância.
Ela sorri para você enquanto vertem moedas, grãos e frutas de sua cornucópia, ao vir em sua direção.
Pede que você abaixe e pegue uma das moedas.
Você assim o faz e entrega a moeda a Ela.
A Deusa traça um símbolo sobre a moeda e lhe devolve, dizendo que é um presente dela para você.
Aos poucos você percebe que de sua cornucópia não vertem mais moedas e grãos, mas sim uma poderosa luz que começa a envolver todo o seu ser.
Essa luz lhe traz vida, abundância, fartura e prosperidade.
Sinta a energia da Deusa fluir para você.
Aos poucos a luz vai se dispersando e você percebe que a figura da Deusa se dispersa junto com a luz.
Agradeça a Ela e sinta-se retornando aos poucos à sua consciência normal.
Tome um gole de vinho, despeje um pouco dele dentro do Caldeirão como uma oferenda à Deusa. Agradeça à Mãe e destrace o Círculo.

As deusas-mães são associadas aos grãos. Invoque as deusas-mães para a fertilidade, para melhorar seus relacionamentos, para nutrição e tudo o que for questão familiar.

São elas: Ísis, Deméter, Ishtar, Ceres, Danu, Anahita, Asherah, Sheng-Mu, Hathor, Lakshmi, etc.

Estação: Verão

Tempo: Meio-dia, Crepúsculo, o Presente.

Anciã

Sem a Virgem não há começos, sem a Mãe não há vida e sem a Anciã não há o fim.
A Deusa Anciã é o aspecto menos compreendido e o mais temido, já que nos leva inevitavelmente a refletir sobre a morte.
A Anciã foi reverenciada nas antigas culturas como regente do Submundo, visto antigamente como um lugar de descanso das almas entre as reencarnações.
Obviamente todos nascemos e morremos, e a função da Deusa Anciã é nos acompanhar durante a última etapa de nossa vida, preparando-se para o Outro Mundo.
Os exemplos associados à Deusa Anciã são:
Hécate: Entre os gregos, chamada de Rainha das Bruxas, era uma divindade do Submundo e da Lua, adorada nas encruzilhadas, onde se faziam sacrifícios em sua homenagem.
Hel: Deusa germânica do Submundo. Segundo os mitos, era a Ela que retornavam todos os mortos ao fim de sua existência.
Morrigu: Deusa celta dos Mortos, que também regia as guerras. Tem um aspecto triplo em si mesma e às vezes era chamada de “As três Morrigans”.

Temas de Rituais que usam a face Anciã da Deusa:



Relações, trabalhos, amizades e amizades que estejam terminando.
Menopausa ou sintomas de envelhecimento.
Divórcio.
Um reagrupamento de energias necessárias para o término de um ciclo de atividade ou problema.
Tranqüilidade antes de pensar em novas metas e planos.
Quando as plantas estão prontas para o Inverno.
Morte de uma pessoa ou animal.
Contemplação ao término de seu próprio ciclo da vida.
Mudança de habitação ou trabalho.
Necessidade de forte proteção contra ataques nos níveis físicos ou psíquicos e aborrecimento no plano dos espíritos.
Entendimento dos mistérios mais profundos.
Desenvolvimento dos estados de transe ou comunicação com o outro mundo.

A Anciã é um ser de sabedoria da idade avançada.
Ela é a Bruxa e conselheira.
Preocupa-se com a Virgem e com a Mãe.
Ela é lógica e pode ser terrível em sua vingança.
Na idade humana, ela teria aproximadamente 45 anos ou mais.
Dos três aspecto, o mais difícil de ter correspondência com a idade humana é o da Anciã.
As cores tradicionais dessa face são: preto, cinza, púrpura, marrom ou azul da meia-noite.
O aspecto negro da Deusa nos ensina que, assim como tudo na Natureza se move em ciclos, nossa vida segue o mesmo fluxo, e devemos aceitar a morte como uma passagem a outro estado, tão válido e parte da vida quanto o próprio nascimento.
Os animais associados à Deusa Anciã são a coruja, o corvo e o lobo.

Meditação para Conexão com a Anciã

Material necessário:
Caldeirão;
Um carretel de linha preta;
Uma vela preta.
Procedimento:
Trace o Círculo Mágico e então invoque a Deusa na sua face de Anciã:

Senhora da Sabedoria, venha a mim.
Grande Transformadora e Sábia, venha a mim.
Deusa do Caldeirão sagrado, venha a mim.
Você, que nos conduz ao instinto seguro através dos seus mistérios, venha a mim.
Poderosa Bruxa, Guardiã da força da Virgem e Portadora do Amor da Mãe, venha a mim.
Você que, por entregar seu amor em liberdade, é sempre Virgem, venha a mim.
Você, que conhece a força e segredo de todos os ritos, venha a mim.
Esteja comigo, Senhora.
Grande Conhecedora dos mistérios da vida, venha a mim.

Coloque a vela preta no interior do Caldeirão e acenda-a.
Comece a desenrolar o carretel, meditando sobre os atributos da Anciã:
Mistérios
Sabedoria
Transformação
Exterminação
Poderes ocultos
Encantamentos
Força mágica

Continue desenrolando o carretel, tendo em mente que ele representa o fio de sua vida.
Coloque a linha desenrolada dentro do seu Caldeirão, circundando a vela, e continue a meditar.
Feche os olhos e sinta as batidas do seu coração.
Deixe que o pulsar dessas batidas o leve até um Círculo de pedras envolto por brumas.
Aos poucos essas brumas começam a se dissipar e você visualiza uma Anciã envolvida por um manto, vindo em sua direção.
Ela apóia-se num cajado e caminha lentamente, vindo ao seu encontro .
Ela é Anciã que atravessou os Mundos para encontrar-se com você.
Ela se aproxima e então pergunta o porquê de sua ida até aquele lugar sagrado e o que você quer dela.
Converse com Ela e responda às suas indagações.
Diga que você foi ao encontro dela para conhecer os seus mistérios.
Peça-lhe conselhos e orientações.
Deixe que Ela o oriente.
Depois de conversar tudo o que era necessário, Ela o abençoará com o seu cajado, traçando um grande Pentagrama de luz sobre você.
Deixe o poder Dela atuar sobre a sua mente e corpo.
Ela está partilhando o Seu poder com você para que se torne ainda mais poderoso e sábio.
Agradeça-lhe a bênção, enquanto Ela se afasta vagarosamente de você.
Sinta as batidas do seu coração novamente e deixe que o seu pulsar traga-o à realidade novamente.
Lentamente sinta o seu ser e abra os olhos.
Agradeça à Deusa e destrace o Círculo Mágico.

As deusas-anciãs são associadas com os moinhos e os cemitérios. Invoque esta Deusa para a sabedoria, experiência, términos de relacionamentos.

Estação: Outono, Inverno.

Tempo: Meia-noite, o Futuro.

As Deusas: Annis, Oya, Skuld, Baba Yaga, Greina, Hel, Sedna, Toci, Maman Brigitte, Takotsi, etc.




(Fonte:mirhyamcanto.blogspot.com)