segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Imbolc/Candlemas - Festival do Fogo



                                                                                                 
Hemisfério Norte: 2 de Fevereiro
Hemisfério Sul: 1o de Agosto


Também conhecido como Imbolc, Oimelc e Dia da Senhora, Candlemas é o Festival do Fogo que celebra a chegada da Primavera. O aspecto invocado da Deusa nesse Sabbat é o de Brígida, a deusa celta do fogo, da sabedoria, da poesia e das fontes sagradas. Ela também é deidade associada à profecia, à divinação e à cura.

Esse Sabbat representa também os novos começos e o crescimento individual, sendo o "afastamento do antigo" simbolizado pela varredura do círculo com uma vassoura, ou vassoura da bruxa, tradicionalmente realizado pela Alta Sacerdotiza do Coven, que usa uma brilhante coroa de 13 velas no topo de sua cabeça.
Na Europa, o Sabbat Candlemas era celebrado nos tempos antigos com uma procissão à luz de archotes para purificar e fertilizar os campos antes da estação do plantio das sementes e para glorificar as várias deidades e os espíritos associados a esse aspecto, agradecendo-lhes.

A versão cristianizada da procissão de Candlemas honra a Virgem Maria e, no México, ela corresponde ao Ano Novo Asteca.

Incensos: manjericão, mirra e glicínia.
Cores das velas: marrom, rosa, vermelha.
Pedras preciosas sagradas: ametista, granada, ônix, turquesa.
Ervas ritualísticas tradicionais: angélica, manjericão, louro, benjoim, quelidônia, urze, mirra e todas as flores amarelas.

Ritual do Sabbat Candlemas

Comece erigindo o altar voltado para o norte. Diante dele coloque uma vassoura de palha. Prepare uma coroa com 13 velas vermelhas e coloque-a no centro do altar. Em cada lado da coluna, coloque uma vela da cor apropriada do Sabbat. à esquerda, um incensório com incenso apropriado e um ramo de sempre-viva. Pode também ser usado um galho da árvore ou da guirlanda do Natal anterior como decoração do altar. à direita coloque um cálice com água (água fresca de chuva ou neve derretida, se possível), um pequeno prato com pó ou areia e um punhal consagrado.

Marque um círculo com cerca de 3m de diâmetro em torno do altar, usando giz ou tinta branca. Salpique um pouco de sal dentro do círculo e, então, trace o círculo na direção destrógira com a espada cerimonial sagrada ou com uma vara de salgueiro dizendo: COM O SAL E A ESPADA SAGRADA EU TE CONSAGRO E TE INVOCO, OH CíRCULO DE SABBAT DE MAGIA E LUZ. NO NOME SAGRADO DE BRíGIDA E SOB A SUA PROTEçãO ESTE RITUAL DE SABBAT AGORA SE INICIA.

Coloque a espada cerimonial no altar diante da coroa de velas. Acenda as duas velas do altar e diga: OH, DEUSA DO FOGO DA PRIMAVERA, A TI OFEREçO ESTE SíMBOLO DO FOGO. ASSIM SEJA. Acenda o incenso e diga: OH, DEUSA DO FOGO DA PRIMAVERA, A TI OFEREçO ESTE SíMBOLO DO AR. ASSIM SEJA. Peque o punhal com a mão direita e, com a ponta da lâmina, trace um pentáculo (estrela de cinco pontas) no pó ou areia e diga: OH, DEUSA DO FOGO DA PRIMAVERA, A TI OFEREçO ESTE SíMBOLO DA TERRA. ASSIM SEJA. Mergulhe a lâmina do punhal no cálice com água e diga: OH, DEUSA DO FOGO DA PRIMAVERA, A TI OFEREçO ESTE SíMBOLO DA áGUA. ASSIM SEJA.

Coloque o punhal de volta no altar. Acenda o ramo de sempre-viva e visualize na sua mente a escuridão do Inverno se desfazendo, sendo substituída pela luz agradável da nova Primavera. Coloque o ramo ardente no incensório e diga: ASSIM COMO ESTE SíMBOLO DO INVERNO é CONSUMIDO PELO FOGO, DA MESMA FORMA A ESCURIDãO é CONSUMIDA PELA LUZ. ASSIM SEJA.

Acenda a coroa de velas e coloque-a cuidadosamente no topo de sua cabeça. Quando este ritual de Sabbat é realizado por um Coven, é costume o Alto Sacerdote acender as velas e colocar a coroa sobre a cabeça da Alta Sacerdotiza. Pegue o punhal com a mão direita e segure-o sobre seu coração, enquanto diz: COMO A DOCE CIBELE, EU USO UMA COROA DE FOGO EM TORNO DA MINHA CABEçA. COMO DIANA, ABENçOADA DEUSA DA SABEDORIA, EU ACENDO AS VELAS VERMELHAS PARA FAZER BRILHAR UMA LUZ SOBRE A MINHA PRECE DE PAZ E AMOR SOBRE A TERRA. OUçAM-ME, OH, ESPíRITOS DO AR, OS ESPíRITOS ABAIXO E OS ESPíRITOS ACIMA. ASSIM SEJA.

Coloque o punhal de volta no altar e termine o rito varrendo o círculo em direção levógira com uma vassoura para desfazê-lo e simbolizar a "destruição" das coisas velhas. Apague as velas e devolva a coroa ao altar.

Fonte: 'Wicca - A Feitiçaria Moderna', de Gerina Dunwich

Lammas - Festival da Colheita


Hemisfério Norte: 1o de Agosto
Hemisfério Sul: 2 de Fevereiro


Conhecido como Lughnasadh, Véspera de Agosto e Primeiro Festival da Colheita, o Sabbat Lammas é o Festival da Colheita. Nesse Sabbat (que marca o início da estação da colheita e é dedicado ao pão), os Bruxos agradecem aos deuses pela colheita com várias oferendas às deidades para assegurar a continuação da fertilidade da terra, e honram o aspecto da fertilidade da união sagrada da Deusa e do Deus.

Lammas era originalmente celebrado pelos antigos sacerdotes druidas como o festival de Lughnasadh. Nesse dia sagrado, eles realizavam rituais de proteção e homenageavam Lugh, o deus celta do sol. Em outras culturas pré-cristãs, Lammas era celebrado como o festival dos grãos e o dia para cultuar a morte do Rei Sagrado.

A confecção de bonecas de milho (pequenas figuras feitas com palha trançada) é um antigo costume pagão realizado por muitos Bruxos modernos como parte do rito do Sabbat Lammas. As bonecas (ou bebês da colheita, como são chamadas algumas vezes) são colocadas no altar do Sabbat para simbolizar a Deusa Mãe da colheita. é costume, em cada Lammas, fazer (ou comprar) uma nova boneca de milho e queimar a anterior (do ano passado) para dar boa sorte.

Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat Lammas são pães caseiros (trigo, aveia e, especialmente, milho), bolos de cevada, nozes, cerejas silvestres, maçãs, arroz, cordeiro assado, tortas de cereja, vinho de sabugueiro, cerveja e chá de olmo.

Incensos: aloé, rosa e sândalo.
Cores das velas: laranja e amarela.
Pedras preciosas sagradas: aventurina, citrino, peridoto e sardônia.
Ervas ritualísticas tradicionais: flores da acácia, aloé, talo de milho, ciclame, feno grego, olíbano, urze, malva-rosa, murta, folhas do carvalho, girassol e trigo.

Ritual do Sabbat Lammas

Comece marcando um círculo com cerca de 3m de diâmetro. Erga um altar no centro do círculo, voltado para o norte. Sobre ele, coloque uma vela da cor apropriada do Sabbat. à esquerda (oeste) da vela, coloque um cálice com água (preferivelmente água fresca de chuva ou água de uma fonte de montanha) e uma bandeja ou prato à prova de fogo, contendo uma boneca nova de milho e uma do Sabbat Lammas do ano anterior. à direita (leste da vela), coloque um incensório com incenso de sândalo ou de rosa, e um prato com sal, pó ou areia para representar o elemento Terra. Diante da vela (sul) coloque um punhal consagrado e uma espada cerimonial consagrada.

Salpique um pouco de sal para consagrar o círculo e, então, começando pelo leste, trace o círculo com a ponta da espada cerimonial, movendo-a de modo destrógiro, enquanto diz: COM O SAL E A ESPADA SAGRADA EU CONSAGRO E TE INVOCO, OH CíRCULO DE MAGIA E LUZ DO SABBAT. SOB O NOME SAGRADO DA DEUSA E SOB A SUA PROTEçãO INICIA-SE AGORA ESTE RITUAL DO SABBAT.

Coloque de volta no altar a espada cerimonial. Acenda a vela e diga: NESTE CíRCULO CONSAGRADO DO SABBAT EU VOS CONJURO, AGORA, OH ESPíRITOS SAGRADOS DO ANTIGO E MíSTICO ELEMENTO FOGO.

Acenda o incenso e diga: NESTE CíRCULO CONSAGRADO DO SABBAT EU VOS CONJURO, AGORA, OH ESPíRITOS SAGRADOS DO ANTIGO E MíSTICO ELEMENTO AR.

Segure o punhal na mão direita e, com a ponta da lâmina, trace um pentáculo (estrela de cinco pontas) no sal, pó ou areia e diga: NESTE CíRCULO CONSAGRADO DO SABBAT EU VOS CONJURO, AGORA, OH ESPíRITOS SAGRADOS DO ANTIGO E MíSTICO ELEMENTO TERRA.

Mergulhe a lâmina do punhal no cálice com água e diga: NESTE CíRCULO CONSAGRADO DO SABBAT EU VOS CONJURO, AGORA, OH ESPíRITOS SAGRADOS DO ANTIGO E MíSTICO ELEMENTO áGUA.

Coloque o punhal de volta no altar. Pegue a boneca nova de milho e coloque-a à direita da vela, e diga: OH SENHORA DA COLHEITA, EU TE AGRADEçO POR NOS SUSTENTAR NAS PRóXIMAS ESTAçõES E PELA GENEROSIDADE DESTA COLHEITA. ASSIM SEJA.

Pegue a antiga boneca de milho e queime-a na chama da vela. Coloque-a na bandeja ou prato à prova de fogo. Enquanto ela queima, recite o seguinte verso mágico do Sabbat: SENHORA DA COLHEITA DO PASSADO, QUEIME AGORA. à DEUSA VóS DEVEIS VOLTAR. ABENçOAI-ME COM A SORTE E O AMOR DO DEUS E DA DEUSA ACIMA. ASSIM SEJA!

Encerre o ritual afastando os espíritos elementais, apagando a vela e desfazendo o círculo em movimento levógiro com a espada cerimonial. Enterre as cinzas da antiga boneca de milho, como oferenda à Mãe Terra, e guarde a boneca nova para o próximo Sabbat Lammas.

Fonte: 'Wicca - A Feitiçaria Moderna', de Gerina Dunwich

1° de Agosto – Dia da Mãe Terra ou “Dia de la Pachamama”



"Pachamama, obrigado por tudo que nos oferece.
Mãe que nos nutre, e nos alimenta em seu seio,
Ensina-nos a andar sobre seu ventre com beleza e graça." - Wagner Frota

Dia da Pachamama é comemorado em vários pontos da America do sul, onde a Mãe Terra é comemorada com os tradicionais rituais, cerimônias, dança, música e refeições especiais. O Dia de lá Pachamama é uma comemoração oriunda da Mitologia Inca, que é celebrada como um dos mais tradicionais feriados nacionais na Argentina, Chile, Bolívia e Peru, em tributo dessa antiga divindade inca com o poder de amadurecer os frutos e aumentar os ganhos, mas pronta para mandar o trovão e as tormentas, quando o homem desrespeita a natureza.

A Pachamama ou Mãe Terra, é a deusa do sexo feminino e a fertilidade da terra, concebida como uma divindade agrícola benigna mãe que nutre, protege e sustenta os seres humanos. Na tradição Inca, é a divindade da agricultura comunal, o fundamento da civilização, e todos os estados andinos. É a mais popular crença mitológica remanescente do incaico.

Pacha Mama ou Pachamama (do quíchua Pacha, “universo”, “mundo”, “tempo”, “lugar”, e Mama, “mãe”, “Mãe Terra”) é a deidade máxima dos Andesperuanos, bolivianos, do noroeste argentino e do extremo norte do Chile.

Pacha Mama é uma deusa que produz, que engendra. Segundo a tradição, sua morada está no Cerro Blanco (Nevado de Cachi), em cujo cume há umlago que rodeia uma ilha habitada por um touro de chifres dourados que, ao mugir, expele nuvens de tormenta pela boca.

Segundo o historiador boliviano Rigoberto Paredes (1870–1950), a princípio, o mito de Pacha Mama devia referir-se ao tempo, “talvez vinculado de alguma forma à terra; ao tempo que cura as maiores dores, tal como extingue as alegrias mais intensas; ao tempo que distribui as estações, fecunda a terra, sua companheira; dá e absorve a vida dos seres no universo. Pacha significa originariamente “tempo”, na língua kolla; só com o transcurso dos anos – as adulterações da língua e o predomínio de outras raças – pôde confundir-se com a terra e fazer com que a esta e não àquele se rendesse preferente culto […] Pacha-Mama, segundo o conceito que tem entre os índios, poderia ser traduzido no sentido de terra grande, diretora e sustentadora da vida” A terra, como geradora da vida, será então assumida como um símbolo de fecundidade.

Andre Alliana

terça-feira, 26 de julho de 2016

Você energiza tudo aquilo que dá atenção



Somos criaturas na face da terra capazes de mudar nossa biologia pelo o que pensamos e sentimos!
O funcionamento de nossas células está diretamente ligado aos pensamentos que criamos, sendo constantemente modificados por eles.
A qualidade do funcionamento de nossas células é diretamente proporcional a qualidade das ondas de pensamentos que criamos.
E a qualidade das ondas de pensamentos que criamos está ligado a eles se forem produzidos por baseados no medo, ou no amor.
Se foi produzida baseada no medo, foi produzida pelo ego; suas ondas são baixas e distorcem as ondas harmônicas que entram em contato.
Se foi produzida baseada no amor, então foi produzida por um ego subjugado pela auto-aceitação divina, alinhado à produção de energia magnética do coração, servindo somente à essas ondas cardíacas e sendo instruído pela consciência superior.
Um surto de depressão, por exemplo, pode arrasar seu sistema imunológico; apaixonar-se, ao contrário, pode fortificá-lo tremendamente.
A alegria e a realização nos mantém saudáveis e prolongam a vida.
A recordação de uma situação estressante, que não passa de um fio de pensamento, libera o mesmo fluxo de hormônios destrutivos que o estresse.
Quem está deprimido por causa da perda de um emprego, projeta tristeza por toda parte no corpo – a produção de neurotransmissores por parte do cérebro é reduzido, o nível de hormônios baixa, o ciclo de sono é interrompido, os receptores neuropeptídicos na superfície externa das células da pele tornam-se distorcidos, as plaquetas sanguíneas ficam mais viscosas e mais propensas a formar grumos e até suas lágrimas contêm traços químicos diferentes das lagrimas de alegria.
A boa notícia é que todo este perfil bioquímico será drasticamente alterado quando a pessoa mudar o seu foco de atenção e a fonte de produção de suas ondas de pensamento, permitindo que sua consciência superior opere em seu sistema através do amor, usando o ego somente como o seu instrumento de apoio.
Acessar a consciência superior e alia-la às ondas de energia cardíaca, para manifestar o funcionamento e a imunidade biológica que realmente você deseja ter, é o primeiro passo para começar a refinar e purificar a saúde em todos os seus 4 corpos.
Você quer saber como esta seu corpo hoje? Lembre-se então do que pensou ontem!
Quer saber como estará seu corpo amanhã? Então olhe seus pensamentos hoje!
Lembre-se:
Ou você abre seu coração agora, ou algum cardiologista o fará por você!
 
Deepak Chopra

Dia dos Avós - Salve Ancestrais!


Ancestrais - As Raízes


Ancestrais que nos deram a vida, de um ventre ao outro, de mão em mão, de sopro em sopro sagrado, no entremear-se das almas através dos milênios sobre esta Terra. Os ancestrais são nossos predecessores e nossas próprias vidas passadas, e estão presentes dentro de nós em nossos genes, em nossas células. Portanto, as células de nosso corpo contém ecos de nossa família, e influenciam na forma de percebermos a realidade.
A conexão com nosso passado, com aqueles que vieram antes de nós, nos ajuda a encontrar força e sabedoria para caminhar no futuro. Nós somos os resultado de milhares de pessoas, que viveram, aprenderam, criaram, ensinaram. Eles tornaram possível nossa realidade, errando ou acertando. Eles honravam os que já passavam por nossa Terra. O que eles fizeram no passado impactam as gerações presentes.
A reconexão com os ancestrais ajuda a compreendermos quem nós somos e da onde viemos. Precisamos inventariar o que nos foi deixado de negativo para não repassarmos para as gerações futuras. Precisamos curar a ferida do nosso passado para reestruturarmos o nosso presente e assim termos mais esperanças no futuro. Assim como precisamos conhecer e honrar o que nossos ancestrais nos deixaram. A conexão com os ancestrais nos fornecem um sentido de continuidade que nos ajuda em momentos difíceis. Eles influenciaram nossa aparência física, nosso comportamento atual, nosso inconsciente, nossa energia.
Influenciaram nossas escolhas, medos, sonhos, impulsos. Também a nossa etnia, nossas crenças e inspirações. Para honrar nossos ancestrais precisamos perdoá-los, pois esse ato de perdão, ajuda a curar as energias ancestrais negativas, nossa herança negativa. (culpa, ódio, rejeição, raiva, negação, etc.) . Senão conseguir perdoar o ato, perdoe a pessoa, isso ajuda a liberar o padrão familiar negativo.

Vamos, portanto, fazer um minuto de silêncio para reverenciar a nossa linhagem na paz e na harmonia, onde que que eles estejam.

" Nossos ancestrais literalmente fazem parte de nós mediante sua presença em nossos genes. Dentro de cada célula de seu corpo existe um traço microscópico de cada um dos seus ancestrais." - Denise Linn

"Avó, elas que nos ensinam o valor do amor, do colo e da compreensão.

Uma boa comidinha, uma superstição um carinho em forma de gestos.
Um sorriso no rosto, um olhar de quem viveu, aprendeu e hoje descansa no relento da calmaria.
São elas que trazem os conhecimentos antigos e as velhas crenças que água com óleo tira o quebranto e chá de camomila acalma.
São elas que fazem os bolos mais gostosos e as sopas que nos curam de qualquer mal ....

Sao com elas que nao existe tempo ruim... e só amor, amor e amor.
São nosso refugio, nosso esconderijo, nosso porto seguro.
Sao mães que nos presenteiam, que nos cuidam, que nos criam.
São elas, senhoras que aprenderam com a vida e hoje com maestria nos transmitem a sua sabedoria.
A minha honra a minha avó materna e a minha avó paterna, por me ensinarem, me acolherem e me amarem.
Sou grata, eternamente grata!" -
Carol Shanti

"Saúdo as minhas antepassadas que com seus pés desenharam o mapa do território que hoje meus pés caminham..." - Rose Kareemi Ponce

Dia dos Avós - Dia 26 de julho!

domingo, 24 de julho de 2016

Mulher: Feminina e Selvagem


“Uma mulher saudável assemelha-se muito a um lobo; robusta, plena, com grande força vital, que dá a vida, que tem consciência do seu território, engenhosa, leal, que gosta de perambular. Entretanto, a separação da natureza selvagem faz com que a personalidade da mulher se torne mesquinha, parca, fantasmagórica, espectral.

Não fomos feitas para ser franzinas, de cabelos frágeis, incapazes de saltar, de perseguir, de parir, de criar uma vida. Quando as vidas das mulheres estão em êxtase, tédio, já está na hora de a mulher selvática aflorar. Chegou a hora de a função criadora da psique fertilizar a aridez.

Aproximar-se da natureza instintiva não significa desestruturar-se, mudar tudo da esquerda para a direita, do preto para o branco, passar o oeste para o leste, agir como louca ou descontrolada. Não significa perder as socializações básicas ou tornar-se menos humana. Significa exatamente o oposto. A natureza selvagem possui uma vasta integridade.

Ela implica delimitar territórios, encontrar nossa matilha, ocupar nosso corpo com segurança e orgulho independentemente dos dons e das limitações desse corpo, falar e agir em defesa própria, estar consciente, alerta, recorrer aos poderes da intuição e do pressentimento inatos às mulheres, adequar-se aos próprios ciclos, descobrir aquilo a que pertencemos, despertar com dignidade e manter o máximo de consciência possível.”

Clarissa Pinkola Éstes - Mulheres que correm com os Lobos, pg 26

A Mulher e a Natureza Sagrada


“As regiões agrestes e ainda intocadas do planeta desaparecem à medida que fenece a compreensão da nossa própria natureza selvagem mais íntima”.  Clarissa Pinkola Estés

Como começou o afastamento da mulher da natureza?

Proponho com esse texto um exercício de máquina do tempo sem sair do lugar. Quem aceitar o desafio vai se perguntar: Quando começou o afastamento da mulher da natureza?
O afastamento da mulher da natureza é muito antigo. Ele tem início na formação da sociedade patriarcal e na formação do Cristianismo.
Esse último, transferiu a consciência da Grande Mãe, totalmente identificada com a terra para a adoração da Virgem Maria, Rainha do céu. Foi o triunfo de um Deus Pai supremo. Perdemos a confiança na terra que a Mãe nos proporcionava.
Historiadores da religião concordam que na época em que a Grande Mãe era adorada, os seres humanos viviam em maior harmonia consigo mesmos e com a própria força vital. Infelizmente a religião nos fez crer por muito tempo que tudo que é divino é masculino e está fora de nós, lá longe, no céu.

Enquanto a Grande Mãe era cultuada a mulher vivia em total  comunhão com a natureza e seus ciclos de vida, morte e vida, pois ela vivia na natureza e da natureza. Plantava, colhia e produzia o próprio alimento. O pão, a cerveja e o vinho. Tecia e fiava a própria roupa bem como seu destino. Era curandeira e parteira. Conhecia as ervas medicinais e com elas cuidavam dos homens, dos filhos e de sua comunidade. Sangrar era sagrado e não sujo. Estavam ligadas ao céu (fases da lua) e a terra fertilidade. Mais de 2 mil anos de cultura patriarcal acabou por nos afastar da consciência da Deusa Mãe criadora, mas que isso nos afastou da consciência da nossa natureza igualmente geradora de vida.

Segundo Clarissa Pinkola Estés, autora do livro “Mulheres que Correm com Lobos” o desmatamento das florestas está intimamente relacionado a morte da nossa natureza instintiva dentro da psique feminina. A natureza assim como, os lobos, ursos, coiotes e as mulheres rebeldes foram perseguidos por não se deixar controlar com facilidade. Infelizmente nossa cultura fez questão de perseguir e erradicar tudo o que era instintivo.

Parte do trabalho com esse livro consiste em aprender a desconfiar de verdades prontas, saber que a maioria das coisas não é o que parece. Aprender o oficio de perguntar. Olhar para nossa história com coragem entendendo e respeitando nossas experiências afinal elas nos trouxeram até aqui.

Agora para finalizar nosso exercício de máquina do tempo voltemos para o presente. Já estamos em um novo ciclo. Nele dialogamos sobre o retorno da Deusa e nossa sagrada ligação com a terra.  A supremacia patriarcal manifesta sintomas de falência espiritual. Vemos em toda parte um enorme ressurgimento da consciência matriarcal. Isso nos indica que estamos fazendo o caminho de volta para casa. De olhos bem abertos para nossa capacidade de gerar vida, lançar sementes e confiar na nossa natureza selvagem que sabe instintivamente o que precisa morrer, o que precisa permanecer.  Voltemos a dançar com a vida, com a morte e de volta a vida!

Não fomos feitas para ser franzinas, de cabelos frágeis, incapazes de saltar, de perseguir, de parir, de criar uma vida. Quando as vidas das mulheres estão em êxtase, tédio, já está na hora de a mulher selvática aflorar. Chegou a hora de a função criadora da psique fertilizar a aridez.  - Clarissa Pinkola Estés

Juliana Carneiro 

Inverno - A Renovação


Inverno: momento para silenciar, enraizar e preparar o nascimento de novas sementes na primavera!

O inverno chega para renovar as esperanças, trazer novas promessas de realização. O momento de purificação e renascimento. O vento frio purifica e limpa a Terra. Faz com que as pessoas fiquem mais em casa, mais para dentro, a fim de manter o calor.

No Xamanismo, este período representa enraizamento, renovação e sabedoria. O inverno chega para renovar as esperanças, trazer novas promessas de realização para o futuro. O vento frio vem para purificar e limpar a Terra, e sendo este regido pelo elemento Ar, purificando também nosso mental: pensamentos, ideias e objetivos. É um momento de purificação que aguarda o renascimento na primavera.

No inverno, tudo parece estar meio adormecido, congelado, mas, na verdade, grandes crescimentos estão ocorrendo. As sementes que estavam dentro da Terra começam a enraizar. O crescimento é para dentro. Esse crescimento interior, essas raízes é que permitirão à planta desabrochar na primavera, uma etapa necessária que faz parte do processo evolutivo de toda a Criação.

Esse convite para dentro também incide sobre nós: somos convidados a mergulhar nas nossas raízes, a desacelerar, a reduzir a velocidade, a exercitar o silêncio interior e a aprendermos a entrar na escuridão e quietude dos nossos sonhos. Nossos corpos não se movimentam tanto e, assim, vamos buscando a sabedoria e o calor do espírito para trazê-los para dentro de nós.
Aproveitamos para compartilhar mais em nossas casas as nossas experiências, aprendizados e sabedoria, assim como nos antigos wigwan’s dos índios norte-americanos – estrutura em forma de cone ou oca construída com recursos e mantimentos para a passagem do inverno – avaliamos também nossas realizações e propósitos, praticamos a paciência e nos preparamos para as mortes e renascimentos no caminho.

Com o inverno, chega a noite mais longa do ano e, com ela, o início de um período de “regeneração” da terra, que contém em si a semente da luz, proporcionando um grande momento para vislumbrar o futuro, ativar as sementes de novos planos e prepará-las para o nascimento. O poder do inverno é o da aceitação da morte, do que precisa morrer, do que está morrendo e que não serve mais ou ainda do que precisa ser desapegado. É a energia que nos faz buscar o calor de nossos corações e a compaixão.
Em algumas culturas, os Ventos do Inverno são personificados pelos “Deuses do Gelo”, que tem o poder para transformar água em gelo e imprimir nas pedras cristais com a temperatura de seu sopro. Isso significa que a energia do inverno tem uma força interna e poder para mudar fluidos em sólidos, para conduzir situações incertas a ajustes permanentes. Não é fria, na prática, mas quente, com compaixão para permitir fluir suas emoções mais livremente, e assim o desenvolvimento espiritual não fica congelado.

Esta estação do ano também representa os buscadores de conhecimentos, sejam os que habitam através da nossa sabedoria ancestral, que nos oferecem novas visões da humanidade, sejam os sábios e anciões que serviram-nos de inspiração através dos tempos. Celebra a alegria de pertencer, o valor do vínculo familiar e dos relacionamentos. Marca um tempo para fazer ajustes, da purificação da intenção, a preparação da chegada da primavera e a transição para um novo ciclo de atividades da Roda do Ano.

Para alguns nativos americanos o “Animal Totêmico” do inverno é o Búfalo Branco. No período do inverno, o Búfalo Branco solta uma grande quantidade de fumaça branca, simbolizando a fumaça do Cachimbo Sagrado, instrumento de preces e de ação de graças. É através da fumaça do cachimbo que eles enviam suas preces ao Grande Espírito. Essa fumaça, aplicada à realidade humana representa a energia que traz a clareza e o discernimento dos nosso pensamentos e propósito. Assim, é um momento sagrado que nos oferece a energia para revermos tudo aquilo que aprendemos até aqui, para incorporar os conhecimentos da nossa Consciência Superior e entender melhor nosso propósito material e divino. Momento para melhor escutar, compreender e integrar palavras, pensamentos e atos.

Segundo os ensinamentos da Roda Sagrada dos índios norte-americanos, existem três portais dos caminhos espirituais do inverno, um conjunto de práticas de virtudes que influenciam nosso corpo, mente, emoções e espírito:
  • Limpeza
No nível físico, esta limpeza significa desintoxicar o corpo. Adotar práticas saudáveis para manter o corpo mais purificado fisicamente, desde a alimentação saudável até a utilização de praticas de limpeza corpórea: banhos de ervas, esfoliações da pele para retirada de células mortas, massagens terapêuticas, escalda-pés com ervas e óleos essenciais, beber água energizada com cristais, fazer uso de chás desintoxicantes, entre outros métodos de desintoxicação. No nível mental, serve para livrar-se de velhas ideias, padrões repetitivos ou limitantes de poensamento. Limpar a mente de preconceitos, bloqueios, formas de pensamento inadequadas, negativas, pessimistas. No nível emocional, auxilia a trabalhar emoções que estão bloqueadas e a permitir a abertura dos sentimentos das pessoas; limpar nossos lixos/ bloqueios emocionais. No nível espiritual, fortalece o conceito do que é Sagrado, para limpar conceitos obsoletos, situações do passado que já não servem mais e para queimar as máscaras atrás da qual se escondem problemas e impurezas.
  • Renovação
O corpo físico recebe a energia para melhorar a saúde, colocar-se em boa forma e restabeler o equilíbrio energético. No nível mental, inspira a ter atitudes mentais saudáveis, para ter novas ideias ou reestruturar as antigas. No nível emocional, inspira a auto-estima, o auto-amor. No nível espiritual, facilita a conexão com a base de nossas crenças espirituais, a formular nossas próprias cerimônias e momentos de silêncio para focalizar a espiritualidade. Renova nossa crença na gratidão e bondade de toda a vida. Estimula as habilidades psíquicas e proféticas e lembranças de outras vidas.
  • Pureza
No corpo físico, procurar por alimentos mais puros a nível de energia, orgânicos, naturais e integrais. Realizar exercícios que envolvam a respiração consciente e meditativa para oxigenar. Ter atitudes saudáveis que possibilitem a purificação do corpo com harmonia e gentileza. No mental, é olhar para o mundo com os olhos de uma criança. Livrar-se dos preconceitos, julgamentos, intrigas e críticas destrutivas. No nível emocional, é praticar a honestidade, a espontaneidade, a receptividade, a integridade, buscar o equilíbrio interior e a auto-realização. No espiritual, é nosso encontro com o Eu Superior, com a alma. Buscar a nossa Essência Divina e confiar no universo.
Portanto, gratidão a este momento que o universo nos presenteia e que nos chama ao recolhimento, ao silêncio, ao interior das nossas raízes e sabedoria ancestral, pois só cabe a nós torná-lo sagrado!

Léo Artése - Informações complementares ao texto com base em conhecimentos do Xamanismo Ancestral e nas obras: Celebrando os Solstícios – Richard Heinberg, Tempos Sagrados – William Bloom

sexta-feira, 22 de julho de 2016

As Cinzas do Tempo



 
Nós Bruxas e Magos somos alvos de perguntas taxativas, todos os dias, vinculadas ao pensamento negativo gerado da deturpação criada pela igreja católica na época inquisitória de que Bruxaria é a Arte do Demônio. Sendo então uma Arte demoníaca, todos os feitiços, magias e rituais são vinculados em veneração à um Deus de Chifres.

Primeiramente, Bruxas e Magos não acreditam em diabo sendo ele uma criação da própria igreja católica. O Deus das feiticeiras é um Deus chifrudo, porém, é o Senhor da fauna, flora e dos animais.
A Magia é vista nos dias de hoje como algo engraçado ou objeto de poder para demonstração pública digna de aplausos. Quem de nós não somos abordados com a seguinte pergunta: Como faço para trazer meu marido ou minha esposa de volta?
São homens e mulheres implorando por encantamentos e feitiços com a esperança de trazer alguém de volta. Mas, o que é feitiço? O que é Magia? Quero deixar algo muito claro: Todos os feitiços e encantamentos encontrados nos livros ou citados por amigos e familiares fazem parte do folclore de cada cultura ou tradição. Funciona? Observem que a Magia é trabalhada através dos nossos sentimentos como: sensações, alegrias, criatividade, intuição, imaginação, raiva etc. Esses são os ingredientes adicionados no caldeirão para que a magia seja realizada. A magia esta na sua persistência e no seu conceito de fazer magia. Ela pode funcionar ou não. É exatamente por isso que a Wicca é uma Arte! Parece simples colocar todos esses sentimentos no caldeirão e transformar, mas não é. É uma Arte transformar seu ódio em amor e a raiva em perdão.
Se você, quer seu marido ou sua esposa de volta, procure refletir sobre o que levou ambos à separação. Admitir seus erros, pedir desculpas e partir para a conquista, é Magia.
- Se você esta apaixonada - Viva intensamente essa paixão.
- Seu relacionamento acabou? Todos nós terminamos um relacionamento e começamos outro. Todos nós sofremos de amor, uma ou várias vezes.
- Mas ele(a) é o amor da minha vida! Será? Nem sempre aquilo que amamos é bom para nós.
A Magia realizada por uma Bruxa e/ou Mago tem como objetivo nossa auto-cura, pois nossa missão é ajudar o próximo seguindo sempre a Lei Tríplice, não obstante, várias pessoas procuram a Wicca ou uma Bruxa acreditando que suas almas serão salvas.
Entendo que muitas religiões pregam à Salvação, mas a Wicca não salva ninguém. Quer aprender sua Arte? Honre a natureza! A Bruxaria nada mais é do que a veneração à natureza. E a Magia? Uma consequência daquilo que já existe dentro de você. Somos Bruxas e Magos e não enfermeiros de almas.

Adriana Zampolli

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Sagrado Feminino e Masculino: As Fogueiras de Beltane


Na antiga religião, antes da Igreja destruir este culto e transformá-lo no que se conhece como "bruxaria", os camponeses iam para os bosques de carvalhos à noite e acendiam enormes fogueiras para a Deusa o que tornou esta festividade conhecida como As Fogueiras de Beltane.

Nesta época, os princípios morais vigentes eram outros, a mulher era um ser livre e não havia o machismo como hoje se conhece. As sociedades eram matriarcais. Sendo assim, nesta noite de Beltane, as moças virgens e mesmo as casadas, iam para os bosques na celebração do que se chamava "O Gamo Rei" onde os rapazes copulavam com as moças sob a lua cheia guiados pelo instinto num ritual de fecundidade e vida.

As crianças que por ventura fossem geradas nesta noite eram consideradas especiais e normalmente as meninas viravam sacerdotisas e os meninos magos. O ritual era consagrado à Deusa para que esta trouxesse sempre boas colheitas através da fertilidade da terra. Embora o culto fosse predominantemente feminino, não se excluía, de forma alguma, o papel do Deus, pois, a essência de Beltane, sendo a fecundação, impunha sempre, a presença do feminino e masculino.

Sendo assim, no Beltane, os meninos tinham a sua cerimônia de passagem da adolescência para a maturidade. O rapaz personifica o Deus e a virgem, a Deusa. Na escolha de um rei, o rapaz veste a pele de um Gamo (um veado real) e desafia um gamo de verdade, o líder da manada, e luta com ele até a morte de um deles.

Se o rapaz for o vencedor, terá sido escolhido Rei representando o Deus, o Gamo Rei e terá uma noite com a Virgem que representa a Deusa onde um herdeiro será concebido. O novo herdeiro, um dia deverá disputar com o pai pelo trono. O Gamo Novo e o Gamo Velho...

O Rei Arthur passou por esta prova numa noite nas fogueiras de Beltane conforme o romance Brumas de Avalon.

Quando não era preciso escolher-se um rei, a luta com o gamo não era necessária e a tradição seguia apenas como uma representação ritual.

A tradição do Gamo Rei foi transformada, através dos tempos, e a imagem do gamo, em alguns cultos, substituída pela de qualquer animal que tivesse galhos ou chifres, sempre representando a divindade masculina do Deus que recebe os nomes de Galhudo, Cornélio, Cornudo e até mesmo Chifrudo sem ter qualquer conotação com o que a Igreja estabeleceu como "demônio do mal". Os galhos na antiguidade eram sinônimo de força e honra e não o que hoje significam.

Então, em 1 de Maio no Hemisfério Norte e 1 de Novembro no Hemisfério Sul, ao ar livre, recebendo o luar e longe de qualquer coisa feita pela mão do homem. Deveríamos fazer um círculo com pedras, ficar dentro dele e acender uma pequena fogueira. Este ritual de fertilidade vai promover mudanças na vida de todo aquele que entender o significado do Beltane. Na verdade é um louvor a Terra, à Natureza e à Mãe de todas as coisas. É uma data muito bonita e de grande significado.

Em Beltane nós nos abrimos para o Deus e a Deusa da Juventude. Não importa quanto velhos sejamos, em Beltane, sentimo-nos jovens novamente e nos unimos ao fogo da vitalidade e juventude e permitimos que esta vitalidade nos vivifique e cure.

Quando jovens talvez usássemos este tempo como uma oportunidade para conectar nossa sensualidade de um modo criativo e quando mais velhos esta conexão será obtida através da união dentro de nós mesmos, das nossas naturezas feminina e masculina. A integração entre nossos dois aspectos interiores, feminino e masculino, é o caminho da espiritualidade e Beltane representa o tempo onde podemos nos abrir amplamente para este trabalho permitindo que a natural união das polaridades ocorra naturalmente. Este é um trabalho essencialmente alquímico.

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