quinta-feira, 21 de junho de 2018



INVERNO – A ESTAÇÃO DA RENOVAÇÃO E DA SABEDORIA

Início do Inverno 21de junho 2018 às 07h07 

Para resgatarmos o “Sagrado” é fundamental a criação de uma atmosfera sagrada que proporcione um estado de consciência para garantir a entrada numa determinada Rede de Poder, a Criação do Espaço Sagrado. O estabelecimento de um momento mágico .

Segundo Stephen Larsen, os mitos surgem dos rituais ou estão nele encerrados. Os rituais são a materialização dos mitos. Se não temos consciência dos nossos mitos, estes podem transformar em rituais não deliberados. Os rituais muito repetitivos tornam-se crenças míticas, ou as provocam, razão pela qual são usados para a perpetuação de sistemas religiosos.

Campbell escreveu: "Os mitos são o apoio mental dos ritos; estes, a representação física dos mitos. Ou seja, o ritual é uma forma de vivenciar o mito.

Nas sociedades tradicionais, a relação do mito com a vida é evidenciada por grupos. Do ventre ao túmulo, as fases interiores de maturação são marcadas por ritos correspondentes - entre os quais a puberdade, o casamento e o nascimento.

Nossos ancestrais conheciam as fases de desenvolvimento e os rituais necessários para criar uma estrutura mítica de transformações para a psique em crescimento.

Ritos, rituais, celebrações e cerimônias fazem parte da história humana desde os primórdios, e existem até hoje.

Através dos rituais, lidamos com o subconsciente ou inconsciente, e entramos em contato com realidades invisíveis, que não são acessadas através da mente ordinária.

Tudo no Universo se move com harmonia e em ciclos; a mudança das estações, o nascimento e a morte de galáxias, até nosso próprio senso de quem somos de verdade. Por milhares de anos nossos ancestrais tiveram consciência da vida e morte como um fluxo contínuo. Compreendiam que era importante marcar os ciclos de renovação - como solstícios e equinócios, por exemplo - e acreditavam que fazendo isso ajudavam o cosmos a crescer e mudar.

As práticas sazonais são muito mais do que o simbolismo, é uma forma de revivermos a ordem natural da vida, aumentar nossa consciência ecológica, proceder mudanças, reafirmar nosso compromisso com a vida.

Os solstícios e equinócios não se relacionam diretamente com a adoração de deuses, e sim com a própria vida natural, portanto, seja o praticante de qualquer religião, poderá expressar gratidão pelas dádivas da luz e beneficiar-se desse relacionamento do Planeta com o Cosmos.

Todos os seres vivos são sensibilizados pelos campos magnéticos e elétricos da Terra. Esses campos mudam com a alternância dos ciclos diários e anuais, de acordo com a posição do Sol e da Lua. Nossos corpos são regidos por esses ciclos, a temperatura corporal aumenta e diminui afetando o metabolismo, respiração, o fígado, digestão, ritmo cardíaco e outras funções biológicas. Também sentimos no apetite, na disposição, no sono, na sexualidade, nos humores, etc. Observa-se, por exemplo, no inverno, um padrão de depressão e no verão euforia.

É muito importante saber que a cada dança das estações têm um começo, meio, fim e a sabedoria consiste na compreensão de que tipos de ações são apropriadas para cada fase. O que é bom para uma época, pode ser destrutivo em outra.

Estamos chegando no Inverno. Quero compartilhar um pouco da sabedoria milenar taoísta, expressa no I Ching, O Livro das Mutações, que surgiu no ano de 1.150 a.C. : que faz comentários sobre o Solstício de Inverno :

Hexagrama 24 - FU / RETÔRNO ( O PONTO DE TRANSIÇÃO ) - Tradução Richard Wilhelm

O Solstício de Inverno traz a vitória da luz

No Julgamento : Após uma época de decadência vem o ponto de transição. A luz poderosa que tinha sido banida retorna. Porém, esse movimento não é provocado pela força, o movimento é natural e surge espontaneamente. Por isso a transformação do antigo também torna-se fácil. O velho é descartado e o novo introduzido. Ambos os movimentos estão de acordo com as exigências do tempo e, portanto, não causam prejuízos. Formam-se associações de pessoas que têm os mesmos ideais.

Como tal grupo se une em público e está em harmonia com o tempo, os propósitos particulares e egoístas estão ausentes, e assim erros são evitados. A idéia do retorno baseia-se no curso da natureza. O movimento é cíclico e o caminho se completa em si mesmo. Por isso não é preciso precipitá-lo artificialmente. Tudo vem de modo espontâneo e no tempo devido. Este é o sentido do Céu e da Terra.

Todos os movimentos se completam em seis etapas, e a sétima traz o retorno. Desse modo, o Solstício de Inverno, com o qual tem início o declínio do ano, ocorre no sétimo mês depois do Solstício de Verão.

Na imagem : Na China, o Solstício de Inverno foi sempre celebrado como a época de repouso do ano - costume que se conserva até hoje, no período de descanso do ano novo. No inverno, a energia vital , simbolizada pelo trovão, O Incitar", encontra-se ainda no interior da terra. O movimento está em seus primórdios e por isso deve fortalecê-lo através do repouso, para que não dissipe num uso prematuro. Esse princípio básico, de fazer com que a energia nascente se fortifique através do repouso, aplica-se a todas as situações similares. A saúde que retorna após uma doença, o entendimento que ressurge após uma discórdia, enfim tudo o que está recomeçando deve ser tratado com suavidade e cuidado, para que o retorno leve ao florescimento.

O inverno chega para renovar as esperanças, trazer novas promessas de realização. O momento de purificação e renascimento. O vento frio purifica e limpa a Terra. Faz com que as pessoas fiquem mais em casa, mais para dentro, a fim de manter o calor.

Meus estudos xamânicos ensinaram-me a interpretar o inverno através de seus símbolos como o Elemento Ar, que é ligado ao Corpo Mental, ao pensamento, à reflexão. A hora do dia é a meia-noite.

É associado à velhice. Os anciãos, (os sábios e ancestrais tinham seus cabelos brancos como a neve do inverno. Também pode ser ligado aos cabelos dos recém nascidos. (24 horas / zero hora) É o local de preces e de agradecimento. É o local da honra, o melhor para conexão com nossos ancestrais xamânicos e seres extra terrestres).

No inverno tudo parece estar meio adormecido, congelado, mas, na verdade, grandes crescimentos estão ocorrendo. As sementes que estavam dentro da Terra começam a se enraizar. O crescimento é para dentro. Esse crescimento interior, essas raízes é que permitirão à planta desabrochar na primavera.

O inverno é para desacelerar, reduzir a velocidade e aprendermos a entrar na escuridão e quietude de nossos sonhos.

Na estação inverno, nossos corpos não se movimentam tanto quanto no outono e nem como se movimentarão na primavera e verão. Assim vamos buscando a sabedoria e calor do espírito para trazê-los para dentro de nós.

Aproveitamos o inverno, para compartilhar mais em casa nossas experiências e ensinos, avaliamos nossas realizações e propósitos, praticamos a paciência e nos preparamos para as mortes e renascimentos.

Estudando a Roda Medicinal (Medicine Wheel) dos nativos norte-americanos, fui inspirado a adaptá-la para as realidades ecológicas do Hemisfério Sul. Nessa adaptação o inverno é associado à Direção Sul. O Sul é a parte mais gelada de nosso Hemisfério (Pólo Sul). O Sul é o local da doação, é o portal da sabedoria, do conhecimento, do intelecto.

O Corpo Mental é visto como uma mente invisível que pode ir a qualquer lugar , não é presa pelo racional e o conhecimento, é aquilo que pode ser transformado em sabedoria.

Na metáfora da Terra sendo renovada e purificada pelo inverno, podemos transformar os acontecimentos em experiência de vida, nos preparando para períodos de crescimento. Época para libertar de velhos padrões negativos de comportamento, preparar-se para pequenas mudanças e para as mudanças maiores que virão. A energia do inverno ajuda as pessoas a atingirem uma compreensão de suas próprias vidas, a ter a aceitação do que elas alcançaram ou não.

O inverno é a estação propícia para a paz, para recuperar o poder, perdoar, ter compaixão por tudo à sua volta. É a estação da ressonância harmônica ensinando que além de se harmonizar, você pode levar harmonia, fraternidade, caridade, onde quer que vá, praticando a boa vontade para com toda a humanidade.

O inverno representa os buscadores de conhecimentos que nos oferecem novas visões da humanidade e também os sábios e anciões que serviram-nos de inspiração através dos tempos. Celebra a alegria de pertencer, o valor do vínculo familiar e dos relacionamentos. Marca um tempo para fazer ajustes, da purificação da intenção, a preparação da chegada da primavera e a transição para um novo ciclo de atividades da Roda do Ano.

Para alguns nativos americanos o “Animal Totêmico” do inverno é o Búfalo Branco. No período do Inverno, o Búfalo Branco, solta uma grande quantidade de fumaça branca, simbolizando a fumaça do Cachimbo Sagrado, instrumento de preces e ação de graças. É através da fumaça do cachimbo que eles enviam suas preces ao Grande Espírito.

O inverno oferece a energia para revermos tudo aquilo que aprendemos em nossa vida, para incorporar os conhecimentos da Fonte Superior e entender melhor a vida na Terra. Momento para melhor escutar e compreender e integrar palavras, pensamentos e atos.

O conhecimento é aquele que provê respostas para as questões: que, quem, onde e como; e a sabedoria responde o por quê. De nada vale um conhecimento a serviço da vaidade ou somente para estimular a mente. Ele só tem validade se é transformado em sabedoria através do amor.

Com o inverno chega a noite mais longa do ano e o início do período de “Regeneração da Terra que contém em si a semente da luz e proporciona um grande momento para vislumbrar o futuro, ativar as sementes de novos planos e preparando-as para o nascimento.

Segundo os ensinamentos da Roda Medicinal, os 3 portais dos caminhos espirituais do inverno, um conjunto de práticas de virtudes, que influenciam nosso corpos (corpo, mente, emoções, alma) são:

Limpeza


No nível físico limpeza é desintoxicar o corpo. Principalmente da bebida, comida, cigarros, remédios. Adotar práticas saudáveis para manter o corpo limpo. No nível mental serve para livrar-se de velhas idéias, idéias repetitivas, limitantes. Limpar a mente de preconceitos, bloqueios, formas de pensamento inadequadas, negativas, pessimistas. No nível começa a trabalhar emoções que estão bloqueadas e abrir os sentimentos das pessoas, limpar nossos lixos emocionais, mágoa, culpa, etc. No nível espiritual fortalece o conceito do que é Sagrado, para limpar conceitos obsoletos, e para queimar as máscaras atrás da qual se escondem problemas e impurezas.

Renovação

O corpo físico recebe a energia para melhorar a saúde, colocar-se em boa forma e restabeler o equilíbrio energético No nível mental inspira a ter atitudes mentais saudáveis, para ter novas idéias ou reestruturar as antigas. No nível emocional inspira a auto-estima, o amor-próprio. No nível espiritual facilita a conexão com a base de nossas crenças espirituais, a formular nossas próprias cerimônias, para focalizar a espiritualidade. Renova nossa crença na bondade de toda a vida. Estimula as habilidades psíquicas e proféticas e lembranças de outras vidas.

Pureza


No corpo físico, procurar por alimentos puros, integrais, respirar bem, atitudes saudáveis, purificar o corpo. No mental é olhar para o mundo com os olhos de uma criança. Livrar-se dos preconceitos, sarcasmos, julgamentos, fofocas, intrigas. No nível emocional é praticar a honestidade, a espontaneidade, receptividade, integridade, buscar de equilíbrio e auto-realização. No espiritual é nosso encontro com o Eu Superior, com a alma. Buscar Essência Divina e confiar mais.

A Roda Medicinal marca também as luas do período de Inverno. As luas do inverno inspiram a contemplar a vida e seus paradoxos e sobre a morte. É tempo de aprender a ter paciência. Época em que as habilidades psíquicas e místicas estarão bem acima da média. Para contemplarmos os presentes que a vida nos deu, praticar doações.

As Luas do Período de Inverno são:

A Lua do Inverno

De 21 de julho à 21 de julho, encerra o ciclo do outono, trazendo a renovação e o esfriamento.

É marcada pelo Solstício de Inverno (a noite mais escura do ano), onde ficamos mais distante do Sol. Os raios solares estão com a máxima inclinação, então o tempo do Sol no Horizonte fica menor, tornando o dia mais curto. As sementes na Terra parecem dormentes e frias, a Terra é coberta com uma seriedade que vem com o frio, nas casas se buscam abrigo e calor e nos convida a pensar no futuro, nos dias quentes que virão.

È um momento de dar e receber. É Yule (Xamanismo Celta), tempo de mudança para um novo ciclo, de se confraternização da família, de trocar presentes, que corresponde ao Natal.

Na roda Medicinal de nativos norte-americanos é a Lua da Renovação da Terra (20/12 A 19/01) Sun Bear e Wabun, explica que essa lua nos ensina a ser um receptor e transmissor claro de energia universal como é o Cristal de Quartzo, um comunicador tão importante do conhecimento ancestral como a Bétula e tão respeitoso das tradições e rituais como o Ganso da neve.

Essa lua inspira a ter fluidez com correção na conduta. A sermos claros e adaptáveis, prudentes e sábios. Estabelece a pureza da intenção, libertando a alma para experimentar coisas novas, novas idéias, vencer limites. Fortalece a paciência. Ensina sobre a necessidade de dar e receber amor, a harmonizar relacionamentos com a família, seguir as próprias percepções e intuições. Desperta um sentido de segurança e motiva a encontrar uma direção espiritual, um caminho.Pode ajudar tanto a desenvolver suas habilidades psíquicas quanto a descobrir o aspecto inteligente, humanitário, corajoso e gentil de seu próprio ser.

A Lua da Limpeza


De 22 de julho a 22 de agosto, é a lua do meio do inverno, onde sentimos mais os ventos frios, nos impulsionando para ficarmos mais confinados, mais limitados, ficarmos mais quietos descansando. Porém há movimento dentro da terra (semente) com a nova vida que se esconde por debaixo da superfície. Período de aumento da luz e despertar das sementes.

No xamanismo celta é Imbolc (01 de fevereiro), corresponde ao “Dia da Candelária”

Na Roda, Wabun traz como a Lua de Repouso e Limpeza (20/01 a 18/02), que ajuda a desenvolver habilidades psíquicas, a descobrir o aspecto corajoso e humanitário de nosso próprio ser. Ela ensina a saber demonstrar afeição e de encarar temores, que o coração é a fonte da força e a desenvolver habilidades de liderança. Ajuda a desenvolver a coragem e o poder. Indica a necessidade ser silencioso e escutar, ficar longe da confusão, a praticar a meditação e a contemplação, a descansar da atividade externa de modo a priorizar o crescimento interno.

A Lua dos Ventos

De 23 de agosto a 22 de setembro, esta lua acompanha rápidas mudanças na atmosfera, quando os ventos trazem turbulências, as temperaturas mais mornas e chuvas preparam a terra para o novo período de florescimento. Vão encerrando os períodos de escuridão, a Terra prepare-se para meses mais quentes. Esse período que se aproxima da primavera, é como de começássemos a despertar de um sono, mas, ainda não estamos totalmente acordados. O corpo físico vai sendo recarregado, mas a consciência está ainda absorvendo as experiências dos sonhos. É como se fosse um período fora do tempo. Um limiar entre o mundo físico e o espiritual.

A energia desta lua, ajuda-nos na reconexão do significado da vida e o valor da paz. É o momento onde podemos com novos olhos a alegria de ser e estar, o milagre da vida, de cada amanhecer.

Na Roda Medicinal de Sun Bear, é a Lua dos Grandes Ventos, a última lua do inverno que pode nos ajudar a descobrir o poder natural de medicina e a profundidade de nossas habilidades psíquicas. Onde aprenderemos sobre a sensibilidade profunda, o desejo pela espiritualidade, expressar nossos verdadeiros sentimentos, e nossa necessidade de se firmar na Terra. As pessoas vivenciando esta lua podem estar sujeitas a melancolias. Esta lua ensina a temperar sua sensibilidade e a ter maior senso de realidade.

No xamanismo sabemos que, para criar alguma coisa nova, algo precisa ser destruído. A velha forma é destruída e de sua fonte energética surge algo novo. A própria natureza nos ensina isso, as estações nos ensinam isso:

O outono faz desaparecer o sol do verão, acaba com as folhas verdes e torna a paisagem seca. O inverno extermina os pastos com o frio os animais e os homens ficam mais frágeis. A primavera destrói o frio, derrete neves, e as inundações arrancam árvores e aterros ao longo dos rios. O dia mais longo comprime as noites escuras e destrói o frio do inverno. O Sol do verão resseca a terra e gradativamente seca a água e pastos. O verão acaba com a primavera e morre no outono.

A natureza mostra as destruições quando reforma a terra e os mares e cria novas paisagens. Terremotos, vulcões, secas, erosões, maremotos, etc. No xamanismo, acreditamos que é necessária a morte ou destruição da maneira habitual de vermos o mundo. Destruímos velhas crenças e modos de viver.

Destruição e morte são partes da rede de poder. Quando aprendemos a lidar com isso, livrando-nos daquilo que não nos serve, nossos apegos se tornam menos poderosos.

Depois de criarmos vácuo, espaço, a proposta é reexperimentar o nascimento, reviver fisiologicamente, psicologicamente e espiritualmente o momento da primeira respiração e liberar o trauma disso. Dissolver padrões de energia na mente e no corpo.

Ao renascermos, vamos deixando para traz aquilo que nos incomodava, assim nasce um ser mais livre. Assim como a cobra troca sua pele, trocamos nossos programas negativos para vivermos a vida com excelência. Essa viagem é feita com nossos aliados espirituais, nosso animal guardião, ao som do tambor e da simulação de um útero, onde percorreremos o trajeto que nos levará ao renascimento.

O Inverno marca um tempo maior para os contadores de histórias, para a comunicação com a "Sabedoria Superior" Os xamãs foram os primeiros contadores de histórias. Através das histórias se conserva o conhecimento através das gerações. A narração oral da história e tradição foi o aspecto essencial das religiões nativas.

O Contador de Histórias criava vínculo, fazia curas, clarificava a identidade, celebrava os paradoxos da vida, os divertimentos. Ele também estava presente mantendo ou criticando a história, servia de reforço cultural e religioso.

Todas as tribos tinham seus contadores de histórias. Algumas culturas tinham homens e mulheres contadores de histórias.

Para ser um contador de histórias o aspirante deve dedicar-se a conhecer as histórias da comunidade, dos ancestrais, da cosmologia, e é claro ter dons de oratória e ser aceito pelos Anciões. Muitas das histórias são visões, sonhos, insights.

O Contador de histórias tem um posto no Conselho dos Anciões. Ele possui o dom de falar a alguém em particular sem se dirigir a ele. Todos os sábios nativos preferiam ensinar por meio de histórias a apontar diretamente os defeitos de alguém.

Todos os mestres iluminados desta Terra, sempre se utilizavam de histórias para passar suas verdades, pois eram sabedores de que às vezes a verdade é muito dura para ser aceita. Veja o exemplo de Jesus que falava por meio de parábolas, de Buda , Lao-Tsé e outros.

O traz o momento de queimar as nossas máscaras. Aquelas máscaras que passamos aos outros para sermos aprovados ou respeitados. Às vezes são tantas máscaras, que podemos esquecer do nosso rosto verdadeiro. É Momento de firmar nossos guardiões.

A maior lição do inverno é a dádiva é dar. É a nossa maior responsabilidade compartilhar com os outros a dádiva do nosso conhecimento adquirido na jornada da Roda, a dádiva de nossos corpos à Mãe Terra, que nos alimentou enquanto nela estivemos, e do amor que compartilhamos com todos os outros seres, sabendo que quanto mais damos amor, mais recebemos. O inverno traz essa energia da compreensão intuitiva dessa dádiva e junto com ela estão as faculdades psíquicas mais ativadas e uma grande perspicácia em sintonizar sonhos e visões, tanto nossos como de outras pessoas.

Para os nativos norte-americanos o Búfalo Branco, o espírito animal totêmico do inverno, é um animal que doou tudo de sí aos humanos : carne , pele, ossos e espírito e foi a Mulher Búfalo Branco que deu o cachimbo aos humanos.

Para o pensamento nativo, Poder é Medicina, é remédio. É a forma de utilizar a energia para o nosso fortalecimento pessoal, profissional, espiritual, nos nossos relacionamentos. O Solstício de Inverno nos trás o "Poder da Renovação" que foi guardado por um período de recolhimento . Um ciclo termina para recomeçar o próximo com mais foco na jornada da alma.

Outro ícone do inverno são as “Estrelas”. A Estrela representa a guia de esperança e fé. Simboliza as forças condutoras . Os marinheiros utilizam-nas para encontrar o rumo. Os astrólogos sabem que as estrelas estão intimamente ligadas ao destino da humanidade. As estrelas ligam cada momento individual ao tempo transcendental. Estão ligadas à imortalidade. São os olhos do Céu.

Foi a estrela de Belém que conduziu os Reis do Oriente à manjedoura onde estava Jesus. Em alguns contos nativos diz-se que o Grande Espírito, ao sentir o Universo muito escuro, pegou um cristal e o despedaçou criando assim as estrelas.

Algumas Tribos acreditam que as estrelas são locais de entidades, que tem um especial relacionamento com a alma humana. Elas são estudas para a confecção de amuletos, pontos riscados, altares. Na forma de cinco pontas ( associada a Daví ) e seis pontas ( associada a Salomão ).

É a visão mística da Consciência Cósmica é a visão que a Terra é matéria de uma estrela que explodiu. Se você sonha que está olhando para o Céu noturno cheio de estrelas é porque está caminhando em equilíbrio e espere felicidade. Tenha esperança.

Desenvolver a visão das estrelas significa olhar sem limitações de tempo e espaço. É uma maneira para treinar clarividência, poderes oraculares. É ampliar sua intuição e aprender com a sabedoria cósmica.

Na cosmologia de muitos sacerdotes da Medicina Tradicional, as estrelas movem-se em torno do céu impelidas por seu próprio poder. Acreditam que as grandes estrelas, são designadas pelo Grande Mistério como guardiãs das menores. Grupos de estrelas pensam ser cidades, constelações são consideradas a reunião de conselho dos Seres Espíritos.

Muitas tribos acreditam que nas estrelas habitam entidades espirituais que têm um relacionamento pessoal com as almas humanas.

Desenvolvendo a Visão das Estrelas

No clarão da noite, olhe para o céu, veja as estrelas. Deixe que sua imaginação forme desenhos no céu com as estrelas. Olhando fixamente para as estrelas você terá a impressão que elas brilham somente para você . Medite na luz e sinta o brilho das estrelas entrar através de seus olhos. Então feche os olhos e respire profundamente. Sinta a luz das estrelas te preencher. Uma inundação de luz. Sinta o a luz das estrelas saindo de dentro do seu coração e envolvendo a Terra. Sinta sua consciência se expandindo com a luz. Agora sinta a luz expandindo-se para cima cobrindo este sistema solar, então a galáxia, então o Universo e sinta sua consciência se expandindo junto com a luz das estrelas.

O solstício do inverno firmou-se como o tempo que estivemos carregados, quando flutuamos no vácuo uterino, esse anel preto vasto em torno de toda a possibilidade, seu perímetro que traz uma promessa. O sol, um mero vislumbre no olho da eternidade, nos agracia com com o raio, a sugestão de um fulgor, imaginada agora no ambiente denso de sua ausência. Nós comemoraremos o solstício do inverno em comunidades, que recolhem honrando a escuridão a qual todos experimentamos nestes últimos meses, e cria espaço de abertura em nós para a luz e os começos novos que seguem este giro do ano

Durante as épocas de inverno você precisará centrar-se, lembrar que é tanto um ser da Terra, como do Céu. O poder do inverno é o da aceitação da morte e a necessidade de compartilhar tudo o que foi dado.

Em algumas culturas, os Ventos do Inverno são personificados pelos "Deuses do Gelo", que tem o poder para transformar água em gelo e imprimir nas pedras cristais com a temperatura de seu sopro. É também quem nos faz buscar o calor de nossos corações e a compaixão.

A energia do inverno tem uma força interna e poder para mudar fluidos em sólidos, para conduzir situações incertas à ajustes permanentes. Não é fria, na prática, mas quente, com compaixão para permitir fluir suas emoções mais livremente, e assim o desenvolvimento espiritual não fica congelado.

Perguntas para o Solstício de Inverno:

Quem eu sou?
Onde quero colocar o meu esforço?
Como posso mudar meus padrões de pensamento para atingir meus objetivos?
Onde posso conseguir melhores fontes de inspiração para as soluções que preciso?
O que o Universo quer me revelar aqui e agora?
Qual é a nova idéia que quero semear para nutrir-me no futuro?
O que preciso liberar para renovar?
Como posso transformar o negativo em positivo?
O que preciso para viver mais feliz? 

Léo Artese

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Reino Mineral


A Bruxaria busca muitos ingredientes na natureza (minerais, metais, pedras, conchas). A fascinação humana por esses objetos e sua apreciação, pois eles parecem ter personalidades próprias, apenas lhes acrescentam poder quando estão em mãos de uma bruxa sabida.

Em um mundo de mudanças sem fim, esses objetos mantêm-se constantes e firmes. Expressões que honram esse tipo de valor metafórico em nossa língua incluem pérolas de sabedoria, sólido como rocha, claro como cristal e forte como aço.

A lendas hebreias contam que a esmeralda foi uma das quatro pedras apresentadas a Salomão (junto com lápis-lazuri, topázio e carbúnculo). Essas pedras representavam sua autoridade e sabedoria. Nas mitologias egípcias e grega, esmeraldas foram originalmente descobertas no ninho de um grifo.

Diversos cristais foram usados em navios para proteção. Na tradição grega, encontramos o carbúnculo, a calcedônia e o berilo. Os dois primeiros evitam que os marinheiros se afoguem no mar, enquanto o berilo os protegia do medo durante as tempestades.

Uma boa porção das correspondências de metais e minerais nos veio por intermédio dos alquimistas, os químicos medievais que tentavam fazer ouro e que, durante o processo, descobriram muitas outras substâncias e suas propriedades. Os alquimistas acreditavam que tudo há no planeta podia ser reduzido a correspondências elementais básicas; eles frequentemente trabalhavam na Lua crescente para melhorar o resultado de seus estudos.

Reza um velho ditado que, para aprender a paciência, é preciso olhar as pedras crescerem. Embora as bruxas não cheguem a esse extremo, elas observam e usam as rochas em diversos métodos de adivinhação. Talvez a mais conhecida dessas técnicas seja a cristalomancia, ou leitura em cristal. A bruxa olha dentro de um cristal que, por sua vez, está sobre um material especial, e espera que apareçam imagens em sua superfície.


O Livro Completo de Wicca e Bruxaria – Marian Singer

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Poder do Sangue


Se recuarmos aos nossos antepassados e a história da Humaninade podemos enunciar alguns deles e assim sabemos que houve épocas em que homens e virgens era sacrificados e ofericidos aos Deuses como sinal de agrado, os profetas de a Biblia mencionam o sacríficios de carneiros ovelhas para Deus, existem tambem os cultos Afro que tem sacrificio de animais e envolvendo sangue.

Existem ainda na história pactos que eram honrados com sangue, existe um pacto que alguns adolescentes ainda praticam nos dias de hoje como pacto de sangue da amizade em que ambos fazem juras de amizade eterna em que ambos se cortam e encostam as suas feridas um no outro.
O sangue esta conectado com muitos simbolismos como de potência, vitalidade, força da vida, espírito fluído, poder, sacrifício entre muitas outras conexões. Embora hoje de forma consciente algumas pessoas já façam a sua associação com o amor, energia feminina, com alma sem conexão aos poderes não reais outrora atribuidos.
Um dos povos com mais consciência e que tem mantido essa sabedoria ao longo das gerações são os povos nativos, a mulher nativa aceita o seu corpo natural e seu ciclo menstrual, elas consideram-na uma benção, mas na sociedade de hoje cada vez mais temos o oposto cada vez mais são o número de adolescentes e mulheres que tem problemas relacionados com este ciclo, essa não aceitação da sua natureza, do seu corpo e dos seus ciclos causa desiquilíbrios que por sua vez causam doenças.
Nas comunidades nativas ainda existem rituais quando a menina (adolescente) passa desse estado para a puberdade, é considerado um momento muito importante pois é a sua transformação para mulher, e como tal ela deve receber e perceber o total significado dessa mudança em si e conhecer os seus ciclos e caminho daí em diante. Ela toma consiência que essa mudança é sagrada uma dádiva da Mãe Deusa Terra, que a partir daquele momento ela é um simbolo da vida e pode procriar e seguir uma vida sagrada como a dela.
Ela interioriza que a partir daquela data a cada Lua ou ciclo, mês ela recebe a sua menstruação e com ela toda a sua influência, os cuidados que deve ter com ela. Eu mencionei a Lua, porque nos povos nativos eles mencionam esse período menstrual como “estando com a Lua”. Cada membro da tribo seja homem ou mulher sabe a importância desse ciclo, como um ritmo vital para a natureza da mulher, a sua saúde e bem-estar. Eles tambem sabem que a mulher nesta altura do mês está mais poderosa devido a sua sensibilidade, intuição espiritualmente ela esta mais activa e dai a necessidade que toda a mulher sente de recolhimento.
Existem imensos factos na história de inúmeras civilizações que poderia relatar aqui como as Celtas, Egípcias, mas que ficará para outra oportunidade em que mencionarei apenas cada uma delas e seus costumes.
Na realidade actualmente toda a mulher precisa de se encontrar num local novo e puro, onde possa ser inteira na terra e florescer com a árvore da vida, nós estamos a ser chamadas para trazer essa realidade até nós e despertarmos para a verdadeira realidade do Sagrado Feminino.
Para isso a Mulher e o Homem, pois são ambos que formam o mundo e por isso o equilíbrio, tem que entender todo mistério que envolve o Poder do Sangue e o que ele nos ensina o sangue menstrual é :
o símbolo da vida,
o símbolo do nascimento
o símbolo do sangue universal
o símbolo do poder curativo
são símbolo do poder da mulher que tem vida e saúde
símbolo da mulher sábia
sangue do amor 
símbolo da abundância
Assim toda a mulher tem se capacitar de que :
” Eu sou mulher que dá a nutrição para assegurar a vida deste planeta. 
Com meu poder do tempo da lua, meu sangue, com meu poder do nascimento, meu sangue, eu alimento a terra alimenta a todos. 
Cada mês eu recordo: Eu sou mulher. 
Eu sou terra. Eu sou vida. Eu sou nutrição. Eu sou mudança. 
Eu sou inteira. Eu sou mulher. 
Eu sei a vida, a morte, a dor, e a saúde em meu meu útero.
Eu conheço os lugares sangrentos: o espaço estreito entre a vida e a morte,
o lugar de nascimento sangrento, o fluxo sangrento da vida nutridora,
o fluxo sangrento de deixar a vida ir.
Eu sou mulher. Meu sangue é poder.
Poder calmo. Sangue calmo.
Meu sangue é nutrição integral.
Meu sangue nutre o feto crescente.
Meu sangue transforma-se em leite para a criança nova.
Meu sangue flui na terra como o nutrição para a Grande Mãe Gaia, a Mãe Terra.
Gaia, cujas as maneiras são sangrentas.
Mulher, cujas as maneiras são sangrentas.
Sangue da nutrição. Mas sangrento.
Sangue menstrual sangrento, sangue sangrento do nascimento.
Sangue da paz, sangue nutridor.
Sangue de saúde, não do sacrifício.
A tradição sábia da mulher é uma mulher sangrenta-entregue.
A saúde está mudando sempre.
A vida é misteriosa, movendo-se nas espirais da mudança.
Espirais que movem-se completamente para o vácuo.
A mudança que faz a abertura que nos permite ver o presente saudável .
Sente-se, irmã, no musgo verde macio,
e dê-se seu sangue sagrado da lua à terra, à espiral da vida.
Deixe o fluxo vermelho do sangue do seu útero
juntar-se ao verde e marrom da terra.
Sente-se aqui.
Relaxe e feche seus olhos e deixe as visões virem.
Descanse agora e dê seu sangue da lua para nutrir a mãe que nos nutre. Relaxe e deixe as visões virem." 
A palavra "menstruação" vem do latim mens e significa "lua" e "mês".
A milhares de anos o tempo na terra era medido pelo ciclo menstrual das mulheres e a sua sincronidade com a Lua, e daí o vínculo que se mantêm até aos dias de hoje do ciclo menstrual a Lua e a Deusa da fertilidade. Porque na realidade o poder da mulher vem do seu sangue e do seu poder de Procriação.
Na história da humanidade e neste caso da mulher este ciclo foi sofrendo as mais diversas alterações desde a benção do povos nativos à sociedade patriarcal em que o sangue menstrual da mulher passou a ser visto pela sociedade e nomeadamente pelo homem e depois imposto nas crenças das mulheres como um ciclo sujo e maligno.
A escritora Mirella Faür diz: "Enquanto que nas sociedades matrifocais as sacerdotisas ofereciam seu sangue menstrual à Deusa e faziam suas profecias durante os estados de extrema sensibilidade psíquica da fase menstrual, a Inquisição atribuía a esse poder oracular a prova da ligação da mulher com o Diabo, punindo e perseguindo as mulheres 'videntes'. E assim originaram-se os tabus, as proibições, as crendices e as superstições referentes ao sangue menstrual".
E vai ainda mais longe afirmando: "Infelizmente, milênios de supremacia e domínio patriarcal despojaram as mulheres de seu poder inato e negaram-lhe até mesmo seu valor como criadoras e nutridoras da própria vida. reduzidas a meras reprodutoras, fornecedoras de prazer ou de mão-de-obra barata, as mulheres foram consideradas incompetentes, incapazes, desprovidas de qualquer valor e até mesmo de uma alma!".
"Em vez dos antigos rituais de renovação e purificação (...), a mulher moderna deveria disfarçar, esforçando-se para continuar com suas atribuições cotidianas, perdendo o contato e sintonia com seu corpo e com a energia da Lua. O resultado é a tensão pré-menstrual, as cólicas, o ciclo desordenado, o desconhecimento dos ritos de passagem e dos mistérios da mulher".
Nós sabemos o quanto isto é impossível ou impensável para a maioria das mulheres de hoje que vivem em grandes cidades em que seu número de responsabilidades perante a sociedade e a família aumentam se adaptar a um ritmo assim descrito tão maravilhosamente pela escritora, mas o nosso afastamento da Natureza a única coisa que provoca em nós e uma total confusão em relação a nossa natureza e ao nosso corpo, deveriamos de parar de temer o natural, e não optarmos pelo que nos é imposto pela sociedade nesse sentido e gerir este ciclo artificialmente.
Estamos tão enraizadas com o que o mundo e a sociedade exige de nós que estamos a esquecer o nosso Poder Feminino, devemos resgatar o quanto antes os antigos conhecimentos, dedicar-nos ao estudo dos ciclos lunares e a sua influência do seu poder sobre os nossos ventres e acima de tudo devemos o quantos fazer o Resgate da Essência Feminina e da nossa natureza.
Durga

terça-feira, 12 de junho de 2018

Mulheres Curadoras


Erveiras, raizeiras, benzedeiras, mulheres sábias que por muito tempo andaram sumidas, ou até mesmo escondidas. Hoje retornam com um diploma de pós-graduação nas mãos e um sorriso maroto nos lábios. Seu saber mudou de nome. Chamam de terapia alternativa, medicina vibracional, fitoterapia, práticas complementares são reconhecidas e respeitadas, tem seus consultórios e fazem palestras.

As mulheres curadoras fazem parte de um antigo arquétipo da humanidade. Em todas as lendas e mitos, quando há alguém doente ou com dores, sempre aparece uma mulher idosa para oferecer um chazinho, fazer uma compressa, dar um conselho sábio. Na verdade, a mulher idosa é um arquétipo da ‘curadora’, também chamada nos mitos de Grande Mãe.
Não tem nada a ver com a idade cronológica, porque esse é um arquétipo comum a todas as mulheres que sentem o chamado para a criatividade, que se interessam por novos conhecimentos e estão sempre a procura de mais crescimento interno. Sua sabedoria é saber que somos “obras em andamento’, apesar do cansaço, dos tombos, das perdas que sofremos… a alma dessas mulheres é mais velha que o tempo, e seu espírito é eternamente jovem.
Talvez seja por isso que, como disse Clarissa Pinkola:

“Toda mulher parece com uma árvore. Nas camadas mais profundas de sua alma ela abriga raízes vitais que puxam a energia das profundezas para cima, para nutrir suas folhas, flores e frutos. Ninguém compreende de onde uma mulher retira tanta força, tanta esperança, tanta vida. Mesmo quando são cortadas, tolhidas, retalhadas, de suas raízes ainda nascem brotos que vão trazer tudo de volta à vida outra vez.”

Por isso, entendem as mulheres de plantas que curam, dos ciclos da lua, das estações que vão e vem ao longo da roda do sol pelo céu. Elas tem um pacto com essa fonte sábia e misteriosa que é a natureza. Prova disso é que sempre se encontra mulheres nos bancos das salas de aula, prontas para aprender, para recomeçar, para ampliar sua visão interior. Elas não param de voltar a crescer…
Nunca escrevem tratados sobre o que sabem, mas como sabem coisas! Hoje os cientistas descobrem o que nossas avós já diziam: as plantas têm consciência! Elas são capazes de entender e corresponder ao ambiente à sua volta. Converse com o “dente-de-leão” para ver… comunique-se com as plantas de seu jardim, com seus vasos, com suas ervas e raízes, o segredo é sempre o amor.
Minha mãe dizia que as árvores são passagens para os mundos místicos, e que suas raízes são como antenas que dão acesso aos mundos subterrâneos. Por isso ela mantinha em nossa casa algumas árvores que tinham tratamento especial. Uma delas era chamada de “árvore protetora da família”, e era vista como fonte de cura, de força e energia. Qualquer problema, corríamos para abraçá-la e pedir proteção.

O arquétipo de ‘curadora’ faz parte do feminino, mesmo que seja vivenciado por um homem. Isso está aquém dos rótulos e definições de gênero. Faz parte de conhecimentos ancestrais que foram conservados em nosso inconsciente coletivo.
Perdemos a capacidade de olhar o mundo com encantamento, mas podemos reaprender isso prestando atenção nas lendas e nos mitos que ainda falam de realidades invisíveis que nos rodeiam. Um exemplo? Procure saber mais sobre os seres elementais que povoam os nossos jardins e as fontes de águas… fadas, gnomos, elfos, sílfides, ondinas, salamandras…
As “curadoras’ afirmam que podemos atrair seres encantados para nossos jardins! Como? Plantando flores e plantas que atraiam abelhas e borboletas, gaiolas abertas para passarinhos e bebedouros para beija-flores.

Algumas plantas ‘convidam’ lindas borboletas para seu jardim, como milefólio, lavanda, hortelã silvestre, alecrim, tomilho, verbena, petúnia e outras. Deixe em seu jardim uma área levemente selvagem, sem grama, os seres elementais gostam disso. Convide fadas e elfos para viverem lá.
Lembre-se: onde você colocar sua percepção e sua consciência, a energia vai atrás.

RITUAL PARA CRIAR UM CAMPO DE ENERGIA EM SUA CASA

Escolha uma planta para ser a Planta Protetora de sua casa.

Batize-a, perguntando-lhe o nome. O nome que vier à sua cabeça é este que ela está lhe falando. Isso é importante, porque você está estabelecendo um primeiro relacionamento com sua planta.
Converse com ela, conte-lhe alguma coisa – pode ser um sonho, um desejo ou uma intenção para a energia de sua casa.
Todas as vezes que for regar a planta, pense na sua intenção e reforce o seu propósito.
Agradeça sempre pela energia que ela está emanando para sua casa. Diga: Obrigada, Espírito da minha Planta Protetora, por você estar energizando essa casa. Este simples gesto significa que você confere existência e poder à sua Planta Protetora.
por Mani Alvarez