quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

História do Carnaval


O Carnaval, a festa que era dos Deuses aos dias de hoje...

O Carnaval deriva das palavras Carrum e Navalis, que significa carros navais que faziam a abertura das Dionísias Gregas. O Carnaval teve início em Roma, Egito e Grécia e tinha como objetivo celebrar fertilidade do solo em agradecimento aos deuses pela boa colheita. No Egito, o Carnaval celebrava Osíris, por conta do recuo do Rio Nilo; na Grécia, o Carnaval era para os deuses Dionísio que era o deus do vinho e da loucura e para o deus Momo, o deus da zombaria; já em Roma, o Carnaval tinha como objetivo cultuar várias entidades mitológicas, desde Júpiter – deus da urgia – até Saturno e Baco.

Foi em Roma que surgiu também a escolha do Rei Momo. Na época era escolhido o soldado mais belo de todos. O Carnaval tinha seu rei durante os três dias de festa, o anfitrião da orgia. Ao fim deste período ele era sacrificado no altar de Saturno. Com o passar do tempo deixou-se a beleza de lado e passou a ser escolhido o homem mais obeso da cidade para representar a fartura, excesso e extravagância.

Aceito pela Igreja Católica ou não?

O Carnaval não era permitido pela Igreja Católica, pois a mesma não permitia  as realizações porque os festejos eram feitos com danças e cantos, o que era considerado atos pecaminosos. Durante o Carnaval as pessoas esbaldavam-se em comidas, bebidas e prostituição e a igreja passou a fazer vista grossa fingindo não saber do que realmente ocorria. Na Idade Média o Carnaval passou a ser chamado de Festa dos Loucos pois nela tudo era permitido, e com isso as pessoas perdiam a identidade cristã, incorporando uma outra pessoa. Passou a ser aceito em aproximadamente em 590 D.C,  por conta da Quaresma, para compensar os 40 dias em que os fieis deviam se manter em abstinência.  Porém, a festa passou a ser comemorada através de cultos oficiais, o que bania os os supostos atos pecaminosos. A modificação foi fortemente espantosa para o povo, já que fugia das reais origens da festa, que tinha como objetivo o festejo pela alegria e pelas conquistas.
O carnaval é uma festa popular que surgiu ainda na Antiguidade com intuito de celebrar os deuses pagãos e a natureza. Foi reconhecida pela igreja e incluída no calendário cristão depois de muitos séculos, ainda hoje é comemorada no mundo inteiro. Possui características diferentes em cada país que o festeja.

O carnaval comemorado no Brasil sofreu influência de uma festa de rua, de origem portuguesa, o entrudo, que consistia em jogar farinha, ovo e tinta nas pessoas. Porém, a comemoração também passou por mudanças por causa do folclore indígena e a cultura africana, trazida pelos escravos. Todos esses fatores culturais construíram um carnaval distinto em cada parte do Brasil. O Rio de Janeiro é famoso pelos desfiles das escolas de samba, na Bahia os trios elétricos atraem milhões de foliões todos os anos e em outros estados, como Pernambuco e Minas Gerais, o carnaval de rua é o mais popular.
Existem outras formas tradicionais de passar o carnaval, que é a última festa antes da quaresma. No século XIII, os nobres franceses começaram a promover grandes festas onde era obrigatório o uso de máscaras e roupas luxuosas - os bailes - e provavelmente foi assim que surgiram as primeiras festas à fantasia. Essas festas logo ficaram populares entre as altas classes em toda Europa e se espalharam por todo o mundo, sendo comuns atualmente.

A Origem do Carnaval

A origem do carnaval é incerta, mas acredita-se que tenha surgido na Grécia por volta do ano 520 a.C. Era uma festa em que o vinho era fundamental e as pessoas se reuniam em nome do deus Dionísio com a única intenção de se divertirem, celebrar a chegada da primavera e a fertilidade. Esse tipo de comemoração se tornou popular em Roma durante os primeiros séculos da era cristã.
O nome Carnaval vem de “Carne Vale”, seu significado está ligado ao fato dessa festa pagã acontecer durante os três dias que antecedem a quaresma, um longo período de privação, portanto era como uma despedida dos pecados da carne. Esse nome surgiu depois que a celebração foi legalizada pela Igreja Católica para coibir o que a instituição classificava como celebração pecaminosa. Ou seja, a celebração tinha como objetivo principal extravasar e fazer tudo que durante a quaresma era proibido.
Em 1545, depois do concílio de Trento, mudou-se o calendário de Juliano para Gregoriano e o Carnaval passou a ser uma data oficial para os cristãos. Dessa forma, é reconhecida como festa popular de rua que sofreu uma série de modificações culturais até chegar aos dias de hoje.

História do Carnaval no Brasil

O carnaval chegou ao Brasil à partir do século XIII, quando os portugueses trouxeram a brincadeira do entrudo, típica da região de Açores e Cabo Verde, que consistia em um jogo em que as pessoas sujavam umas às outras com tintas, farinha, ovos e também atiravam água.
No século XIX foram promovidos os bailes parisienses, nos quais os convidados deveriam usar máscaras. Cresceu o interesse por esse tipo de festa porque o entrudo causava muita confusão por ser uma prática que apelava para violência. Nos bailes, que aconteciam em local fechado, o público era composto por convidados que se dispunham a fantasiar-se e ouvir música. Uma figura importante desse período é Chiquinha Gonzaga que compôs músicas de carnaval e pertencia a esse grupo de classe burguesa frequentadora dos bailes.
No Rio de Janeiro, século XX, surgiram as primeiras escolas de samba. No final da década de 1920, os desfiles agradaram muito a população e tornou-se uma forma popular de comemoração do carnaval ainda muito forte, tanto no Rio, quanto em São Paulo. No Nordeste do país o jeito mais popular de passar o carnaval é ir para as ruas, mantendo um pouco da tradição trazida pelos portugueses. Na Bahia, mais especificamente manteve-se o costume do carnaval de rua, mas fortaleceu-se os trios elétricos depois da década de 1980.

O Carnaval espalha-se pelo mundo

Geralmente, o Carnaval dura três dias, dias estes que antecedem a quarta-feira de Cinzas. Ao contrário da Quaresma, marcado por determinadas religiões cristãs como tempo de penitência e privação, estes dias são chamados “gordos”, em especial a terça-feira –  conhecida por terça-feira gorda, e também conhecida pelo nome francês Mardi Gras -, último dia antes da Quaresma. Nos Estados Unidos, o termo Mardi Gras é sinônimo de Carnaval, e a cidade de Nova Orleans, no estado da Louisiana, é a sede destas comemorações.
Durante cinco séculos, o Carnaval de Paris foi um dos mais importantes do mundo, principalmente durante o século XIX . Foi em Paris, no ano de 1890, que foram criados  o confete de papel e a serpentina. Porém, no século XX, o Carnaval da França caiu no esquecimento durante 45 anos. Em 1993, houve a tentativa da volta, mas a festa não voltou a ser como era antes. Atualmente, o Carnaval é comemorado no domingo da semana destinada, com desfiles de fantasia nas ruas.  O Carnaval de Veneza é um dos mais conhecidos do mundo por conta de suas máscaras. Antigamente a nobreza as utilizavam para poder se misturar com o povo em suas celebrações, surgindo assim as fantasias de Carnaval. Desde então elas tornaram-se marcas registradas destes dez dias de celebração.


Como é calculado o dia do carnaval?


Esse cálculo foi estipulado para que não houvesse coincidência com o dia da Páscoa Católica e para que essa ela não ocorresse no mesmo dia da Páscoa Judaica. Assim, ela começa com o equinócio de primavera, no hemisfério norte, a partir dele é preciso saber em qual dia será a primeira lua cheia, pois a páscoa é comemorada exatamente no domingo depois dessa lua. Ou seja, sabe-se que a terça-feira de carnaval é aquela que antecede a Páscoa em 47 dias. No Brasil, a data é comemorada no outono, então começa a contar a partir do dia 21 de março, dia do equinócio no hemisfério sul.

Uso de Máscaras Tradição Muito Antiga, Saiba Porque Usavam Máscaras

Máscaras Ibéricas

O uso de máscaras é uma tradição muito antiga, você sabia?!   Já na Antiguidade quando aconteciam as celebrações festivas as máscaras eram usadas para ornamentar e representar deuses, animais e outros personagens.
Na Antiguidade, mais do que a diversão, as mascaradas públicas faziam parte de rituais mágicos para “esconjurar os maus espíritos”.
Com o cristianismo, essa intenção desapareceu, mantendo-se, embora, o desejo de se apresentar um rosto falso ou uma falsa personalidade, usando a máscara ou o disfarce carnavalesco.
Nas festas da Antiguidade como as Saturnais e as Dionisíacas, os foliões usavam disfarces para representar animais, deuses em fim o que na época estavam festejando.
Sabemos que em muitas tribos, as máscaras eram tidas e são até hoje como elementos ritualísticos importantes para evocar espíritos de proteção contra o mal.
No século 5° a,C., o teatro grego se apropriou dessas peças para dramatizar as  cenas e expressar o caráter das personagens. Eram exageradas, feitas em tamanhos maiores que o rosto dos atores e com materiais variados, como madeira e couro.
No século 17, Veneza tornou-se a capital do carnaval, com suntuosos bailes de máscaras que reuniam a elite, pessoas da alta sociedade. A cidade recebia visitantes de diversos lugares, ansiosos por conhecer de perto a sofisticação e o clima liberal da festa, já que quem saía mascarado pelas ruas tinha garantido por lei sigilo absoluto e total sobre sua identidade. Que Interessante, você não acha?!
Parece nos dias de hoje com as festas carnavalescas aqui no Brasil. O carnaval é uma verdadeira obra de arte e cultura pois mostra através dos temas escolhidos a cultura e a vida de lugares e pessoas importantes do nosso Brasil.
Hoje em quase todos os cantos do Brasil o carnaval tem suas características locais e culturais.
As máscaras, os bonecos gigantes, as fantasias são adereços que as pessoas usam para representar algum personagem em questão. É um grande espetáculo de arte e cultura que o Brasil segue a muitos anos.
Desde tempos primitivos ligada também a forças ou intenções extraordinárias ou sobrenaturais, relacionadas com o solstício do Inverno, que acontece a 22 de Dezembro, quando o Sol inicia a sua fase ascendente deixando para trás a obscuridade – fase conotada como propícia ao regresso das almas dos defuntos, para gratificarem ou castigarem os vivos –, cabe nesta ocasião ao mascarado, ou à máscara, o papel de elemento catalisador ou de ligação entre uns e os outros, no sentido da harmonia e do entendimento pela consumação de práticas a que não são alheios o exorcismo e a magia, numa relação entre os vivos e o mundo espiritual.

Fonte: o Livro de Ouro do Carnaval Brasileiro, de Felipe Ferreira.