segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Manual para subir Montanhas


(Paulo Coelho)

A) ESCOLHA A MONTANHA QUE DESEJA subir: não se deixe levar pelos comentários de outros, dizendo "aquela é mais bonita", ou "esta é mais fácil". Você irá gastar muita energia e muito entusiasmo para atingir seu objetivo, portanto, é o único responsável, e deve ter certeza do que está fazendo.

B) Saiba como chegar diante dela: muitas vezes, a montanha é vista de longe - bela, interessante, cheia de desafios. Mas quando tentamos nos aproximar, o que acontece? As estradas a circundam, existem florestas entre você e seu objetivo, o que aparece claro no mapa é difícil na vida real. Portanto, tente todos os caminhos, as trilhas, até que um dia você esteja em frente ao topo que pretende atingir.

C) Aprenda com quem já caminhou por ali: por mais que você se julgue único, sempre alguém teve o mesmo sonho antes, e terminou deixando marcas que podem facilitar a caminhada; lugares onde colocar a corda, picadas, galhos quebrados para facilitar a marcha. A caminhada é sua, a responsabilidade também, mas não se esqueça de que a experiência alheia ajuda muito.

D) Os perigos, vistos de perto, são controláveis: quando você começa a subir a montanha dos seus sonhos, preste atenção ao redor. Há despenhadeiros, claro. Há fendas quase imperceptíveis. Há pedras tão polidas pelas tempestades que se tornam escorregadias como gelo. Mas se você souber onde está colocando cada pé, irá notar as armadilhas, e saberá contorná-las.

E) A paisagem muda, portanto, aproveite: claro que é preciso ter um objetivo em mente - chegar ao alto. Mas à medida que se vai subindo, mais coisas podem ser vistas, e não custa nada parar de vez em quando e desfrutar um pouco o panorama ao redor. A cada metro conquistado, você pode ver um pouco mais longe, e aproveite isso para descobrir coisas que ainda não tinha percebido.

F) Respeite seu corpo: só consegue subir uma montanha quem dá ao corpo a atenção que merece. Você tem todo o tempo que a vida lhe dá, portanto caminhe sem exigir o que não pode ser dado. Se andar depressa demais, irá ficar cansado e desistir no meio. Se andar muito devagar, a noite pode descer e você estará perdido. Aproveite a paisagem, desfrute a água fresca dos mananciais e das frutas que a natureza generosamente lhe dá, mas continue andando.

G) Respeite sua alma: não fique repetindo o tempo todo "eu vou conseguir". Sua alma já sabe disso, o que ela precisa é usar a longa caminhada para poder crescer, estender-se pelo horizonte, atingir o céu. Uma obsessão não ajuda em nada a busca do seu objetivo, e termina por tirar o prazer da escalada. Mas atenção: tampouco fique repetindo "é mais difícil do que eu pensava", porque isso o fará perder a força interior.

H) Prepare-se para caminhar um quilômetro a mais: o percurso até o topo da montanha é sempre maior do que o que você está pensando. Não se engane, há de chegar o momento em que o que parecia perto ainda está muito longe. Mas como você se dispôs a ir além, isso não chega a ser um problema.

I) Alegre-se quando chegar ao cume: chore, bata palmas, grite aos quatro cantos que conseguiu, deixe que o vento lá em cima (porque lá em cima está sempre ventando) purifique sua mente, refresque seus pés suados e cansados, abra seus olhos, limpe a poeira do seu coração. Que bom, o que antes era apenas um sonho, uma visão distante, agora é parte da sua vida, você conseguiu.

J) Faça uma promessa: aproveite que você descobriu uma força que nem sequer conhecia e diga para si mesmo que a partir de agora irá usá-la pelo resto de seus dias. De preferência, prometa também descobrir outra montanha, e partir para uma nova aventura.

L) Conte sua história: sim, conte sua história. Dê seu exemplo. Diga a todos que é possível e outras pessoas então sentirão coragem para enfrentar suas próprias montanhas.

domingo, 18 de janeiro de 2009

OS SETE RAIOS DAS PLANTAS



A Magia Elemental, ou ELEMENTOTERAPIA, é a antiqüíssima ciência que versa acerca dos Elementais e a manipulação de seus poderes ocultos e mágicos. Os antigos índios americanos, os alquimistas medievais, os taoistas e xintoistas e os cabalistas árabes(Ordem Súfi dos Zuhrawardi) e hebreus não desconheciam esta Magna Ciência.
O grande Mestre Paracelso sistematizou e classificou os elementais de uma forma extremamente didática e sintética, de acordo com a sagrada Lei Cósmica do Sete (Heptaparaparshinokh). O sistema médico e mágico de Paracelso é baseado nas forças astrais que regem toda a natureza, representadas pelos sete planetas sagrados: LUA, MERCÚRIO, VÊNUS, SOL, MARTE, JÚPITER e SATURNO. Tais vibrações setenárias refletem-se em nosso Sistema Solar de diversas maneiras(cores do arco-íris, dias da semana, sub-níveis das camadas eletrônicas, notas musicais, sentidos paranormais, anatomia oculta do etc...). Vê-se isto na fisiologia e anatomia dos seres vegetais e animais também nas configurações química e cromática, no reino mineral.

De acordo com as classificações de Paracelso, pode-se distribuir diversos seres elementais de acordo com os 12 signos zodiacais e também de acordo com os planetas astrológicos. Existem também outras classificações, como as da árvore sefirótica e suas múltiplas dimensões planos.

Entregaremos uma Tabela dos minerais, metais, vegetais e animais, ligados a um dos sete Raios Planetários. Isso é útil quando o mago-praticante necessita produzir resultados específicos, no aspecto curativo, mental, sexual, mágico, da defesa e limpeza psíquicas etc.

Raio Lunar

Características lunares: elementais aquáticos(ondinas e nereidas); pode- trabalhar com viagens, artes manuais, respeitar a Ordem da natureza, romancistas, negócios de líquidos, enfermidades do estômago, cérebro, pulmões, maternidade e parto, educação de crianças com até 7 anos de idade, inconstâncias, agricultura, iniciação, preparação mágica de ambientes e pessoas para trabalhos espirituais.

Seres lunares: plantas aquáticas em geral, eucalipto, oliveira(azeite, azeitonas), dama da noite, saia branca(Datura arborea- floripôndio), estramônio(Datura stramonium L.),feto macho e samambaias em geral, cânfora(Laurus Camphora L.), caqui, abacateiro, acelga, alface, agrião, aranto(Vaccinium myrtillus L.), guaco, aipo, berinjela,erva mate, aspargos, bálsamo, beldroega, bananeira, fuscia, urtiga do bom pastor, betônica, venturosa; (minerais) amônia, prata, platina; (animais) peixes em geral, caranguejos, sapos e rãs, tartarugas, marsupiais em geral etc.; cores: prateado e azul celeste.

Raio Mercuriano

Características mercurianas: são silfos do ar, possuem influência dupla, solar-mercuriana; magia mental, comunicação, amizade, jornalismo, divulgação intelecto, cura mental, viagens, viagem astral, mente e personalidade de crianças entre 7 e 14 anos etc.

Seres mercurianos: (plantas) canela, avelã, guaraná, aniz estrela, tabaco, coca, aniz, cânhamo; (animais) esquilo, cavalo; (metais) mercúrio etc.; cores: amarelo e laranja.

Raio Venusiano

Características venusianas: são silfos do ar, são duplamente influenciados, por Vênus-Lua; magia do amor e magia sexual; raio rosa, amor, artes, romances e namoro, ímpeto sexual e fertilidade, artes plásticas, perfumes, poesia, artes dramáticas, sexualidade feminina, adolescência(entre 14 anos e 21 anos), matrimônio, música etc.

Seres venusianos: (plantas) rosa, passiflora, verbena, margarida, maria-sem-vergonha, cravo, violeta, uvas, trigo, groselha, morango, goiaba, murta; (animais) abelhas, pombos, coelhos, cisnes; (minerais) quartzo rosa etc.; cores: azul e rosa.

Raio Solar

Características solares: silfos do ar; raios azul e dourado, teologia, rituais, antigas sabedorias, magia das estrelas, contato com altos dignatários e hierarquias, posição social, dignidade, fé e humildade, saúde em geral etc.

Seres solares: (plantas) girassol, abacaxi, ameixeira, damiana, mangueira, marcela, alface, olíbano(incenso), mulungu(Erictrina mulungu L.), mostarda, milho, benjoim, pfaffia paniculata, louro, camomila, estoraque, dente de leão, lírio, grama, maracujá; (animais) leão, galo, beija-flor, pavão real, águias e falcões; (minerais) ouro, cristal, diamante, pirita etc.; cores: azul e dourado.

Raio Marciano

Características marcianas: salamandras ígneas; raios púrpura e vermelho, assuntos com a polícia e militares, discussões, desentendimentos e pelejas, cirurgia(sangue), força, limpeza astral, anemia, paz, ímpeto e início de empreitadas etc.

Seres marcianos: (plantas) espada-de-São-Jorge, manjericão, alecrim, arruda, pimenteiras, acácia, assafétida, artemísia, aroeira, alho, boldo, carqueja, cáscara sagrada, carvalho, mogno, figueira, absinto (losna), nogueira, salsaparrilha, olmo, sarça, zimbro (Juniperus communis L.), tanchagem, tomateiro, cardo-santo, Jacarandá Mimoso (Gualandai), cana-de-açúcar, cana-de-bambu, limoeiro, urtiga, mamona, cavalinha, pau- d'alho, paineira; (animais) lobo, carneiro, gato; (metais) ferro e ímã-ferroso, hematita etc.

Raio Jupiteriano

Características jupiterianas: silfos do ar, também com características saturnianas; raios safira, púrpura e azul marinho; assuntos ligados a dinheiro, lucratividades, contatos com altos dignatários e juízes, vitória em tribunais, eloqüência, autoridades eclesiásticas etc.;

Seres jupiterianos: (plantas) todas os vegetais semelhantes a coroa, tais como a pita (Agave americana marginata), babosa (Aloes vera L.), aloés (Aloes socotrina L.), heliotropo (Viburnum prunifolium L.); (minerais) estanho, safira etc.; (animais) cavalos, zebras, gnus, burros, asnos etc.

Raio Saturniano

Características saturnianas: gnomos da terra; cores branca, preta e cinza; assuntos ligados a questões de terra, ecologia, agronomia, doenças de pele, minas, terremotos, depressões, desejos de suicídio, karmas a serem resgatados, trabalho e desemprego etc.;

Seres saturnianos: (plantas) melissa, hortelã-pimenta, pinheiros, cipreste, quaresmeira, salgueiro-chorão (Salix alba L.), bardana, inhame, cenouras, batatas e outros tubérculos, ipê, laranjeira, romãzeira, jabuticabeira; (animais) urubus, abutres, tatus e toupeiras, hienas, aranhas, minhocas, borboletas e mariposas; (minerais) ônix, chumbo, urânio e outros radiativos, ágata, magnetita, rochas vulcânicas etc.

[Retirado do livro "MAGIA ELEMEMTAL", de Áli Onaissi]

BRUXAS "NATURAIS"


Quando falamos sobre tornar-se bruxa, somos bombardeados com imagens de velas, círculos, gatos, ervas, tarot etc... Curiosos, somos imediatamente atraídos sobre essa condição de bruxa, sua diferença do comum das pessoas, sua especialidade, ou a estirpe da bruxa. Mas nenhuma dessas imagens faz da bruxa o que ela é. Uma bruxa é uma babá da Terra, uma professora da Arte, uma condutora de energia e uma manifestação auto-reconhecida da Deusa.
Bruxaria, Witchcraft, é um modo de vida. É uma mentalidade, uma espiritualidade, uma filosofia e um código de éticas. É um modo de pensamento, crenças, sentimentos e ações que incorporam e integram corpo, alma e mente com a energia que flui da Terra, do Cosmos e daquilo tudo que nos rodeia.

Quando uma pessoa se inicia, através de seus estudos, práticas e tentativas, aprende a sentir a energia ao redor de si, a direcionar esta energia . Então estará apta a respeitar a vida, a viver pacificamente e a respeitar a Terra.

Como bruxas, assumimos essas regras sem pensar sobre elas, e elas se integram em nosso modo de vida perfeitamente. Enquanto aperfeiçoamos nossas artes ocultas, nossas artes Mágiccas, não podemos esquecer do trabalho duro que é moldar nossas almas e aperfeiçoá-las para levar adiante o trabalho da Deusa, o que é a verdadeira Arte de uma bruxa.

Nós, através de nosso livre arbítrio, permitimos que a "bruxa interior" aflore, permitimos que a Deusa adentre dentro de nós através da realização de nossas habilidades naturais. O que requer que olhemos para dentro de nós mesmas, reconheçamos nossos talentos e os usemos para benefício próprio ou de outrem. Isso requer experiência pessoal, estudo, disciplina e dedicação.

Algumas de nós parecem que nascem já com essa capacidade, outras vão adquirindo estas noções gradativamente, nunca realmente certas de que fizeram as pazes com a Deusa ou não. Muitas pessoas chamam o primeiro grupo de pessoas de 'bruxas naturais'. Eu considero estes termos risíveis. Pense bem, você já viu uma bruxa artificial? Uma bruxa sintética, quem sabe? O poder de uma bruxa é algo que já está dentro de nós mesmos, mas como aprendemos a manifestar, este poder varia de pessoa a pessoa. A Deusa dá a todos o poder - mas está em nós desenvolvê-lo.

O que devemos entender é que não pulamos para fora do útero com o athame nas mãos e o livro das sombras debaixo do braço. Mas todos nascemos com o potencial - mesmo que escolhamos não utilizá-lo. Talvez o potencial apavore as pessoas. Talvez elas não queiram assumir a responsabilidade que uma bruxa carrega sobre seus ombros. Talvez não acreditem!

Nem todas as bruxas tem os mesmos talentos. Algumas lançam círculos maravilhosos, outras trabalham com divinação. Outras são dedicadas ao ensino da Arte ou trabalham com as Artes da Cura. Mas apesar do rótulo que dermos a nós mesmas, somos chamadas BRUXAS porque nós estudamos, amamos, nos sacrificamos muitas vezes e crescemos. E devido ao fato de conseguirmos fazer estas coisas, e porque vivemos acima do potencial mágico humano comum, somos bruxas, naturalmente. Porque quando nos relacionamos com a Deusa e com a Arte, tentamos fazer isso da melhor forma que pudermos e da maneira mais natural do mundo. Sem encenações. Nós somos a Deusa e ela É em nós.

Que o casal divino abençoe a todos!

OS SIGNOS DERAM UM JANTAR...




UM TEXTO DIVERTIDO SOBRE OS SIGNOS

OS SIGNOS DERAM UM JANTAR...

O Ariano foi a um supermercado, voltou em cinco minutos e serviu lasanha congelada, batata frita e refrigerantes.

O Taurino tirou a porcelana e a prataria do armário, preparou aquela receita que está na família há anos, abriu aquele vinho que estava esperando uma ocasião especial, e o cafezinho foi preparado em cafeteira italiana. Depois, todo mundo escutou uma boa música ao sabor de um licorzinho delicioso.

O Geminiano pediu tudo pela Internet enquanto perguntava pelo telefone que pratos deveria servir. Foi só ir à porta e desembrulhar os cinco tipos diferentes de pratos que ele encomendou.

O Canceriano foi pra cozinha, chamou a avó e preparou tudo com muito amor e serviu em pratos decorados com rosas. Quem não comeu tudo, não ganhou sobremesa.

O Leonino deu um conjunto de louças decorado com rosas de presente para o canceriano e pediu para ele preparar o jantar dele também.

O Virginiano abriu a geladeira, que estava cheia de sobras. O jantar acabou sendo uns sanduíches e pastas para pôr nas torradas. Ninguém reclamou. O pessoal ficou muito mais à vontade, e estava uma delícia.



O Libriano contratou um buffet. Os pratos estavam tão lindos que ninguém queria tocar na comida.

O Escorpiano fez um jantar à meia-luz, cheio de receitas com mais pimenta que despensa de baiano. Quem teve coragem, provou e acabou passando mal. Quem não teve coragem, perdeu uma comida porreta, porque deu piriri, mas até que estava boa.

O Sagitariano enfeitou a casa inteira, escolheu umas músicas legais e ficou chateado porque ninguém trouxe a comida. O jeito foi todo mundo ir para a churrascaria. Cada um pagou o seu.

O Capricorniano fez um jantar impecável, mas o pessoal ficou chateado, porque toda vez que tem jantar na casa dele é o mesmo prato. O pior é que tem hora para recolher o prato e servir a sobremesa. Quem não acabou a tempo, ficou sem sobremesa.

O Aquariano se esqueceu do jantar. O pessoal chegou, e ele ainda estava de pijama. A sorte é que o virginiano estava lá e fez sanduíches com as sobras dele. Todo mundo se divertiu.

O Pisciano serviu um cuscuz maluco que o pessoal devia comer com a mão. Ninguém nem sentiu o gosto direito por causa do cheiro de incenso.



[Autoria desconhecida]

FLORES




"Olhai os lírios do campo, como eles crescem... Não trabalham nem fiam... E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como qualquer um deles..." - Mateus, 6-28,29


As flores sempre exerceram forte fascínio e atraíram as pessoas mais sensíveis a conhecer seus mistérios. Em sua graça peculiar , as flores parecem ser a plasmação no mundo físico, de formas arquetípicas emanadas do próprio logos criador. Elas se fazem acompanhar de energias elementais da natureza que, nas dimensões astrais, tomam formas humanas curiosas, em tudo semelhantes à própria estrutura da flor; este é o caso das fadas, duendes e dos gnomos, que só podem ser vistos pelos sentidos especiais purificados, como é o caso das crianças tenras ou dos seres espiritualizados. Estes seres míticos estão bastante ligados às flores e são também responsáveis pelos efeitos sutis das mesmas. Graças a isso é que as flores são tão visitadas por sublimes beija-flores multicoloridos.

As flores têm perfumes que encantam e elevam o espírito, são belas em sua simplicidade singela, são suaves e têm também sabores variados e típicos. Em muitos países, existem tradições culinárias onde as flores são transformadas em saborosos e nutritivos pratos. A margarida é utilizada como alimento na França; nas pétalas das rosas vermelhas, se faz um tradicional doce na Bulgária; o girassol é uma flor que produz sementes de alto valor nutricional; a flor da abóbora (cambuquira) é apreciada em várias partes do Brasil; praticamente, em todas as partes do mundo, existem pratos com flores, como é o caso da Índia, com o seu exótico cravo.

Já que as flores estimulam quase todos os sentidos, só lhes faltava terem música... Mas será que elas não têm? Segundo a tradição iniciática, na Atlântida havia um tipo de flor muito semelhante ao nosso atual lírio, que emitia uma inebriante música! Bastava aproximar um dos ouvidos a essa flor para que a pessoa entrasse numa suave catarse. Os escritos secretos contam que "ouvir" essa flor chegou a ser proibido pelas autoridades, talvez do mesmo modo como ocorre atualmente em relação à maconha, ao ópio e ao haxixe, por causa dos seus efeitos farmacológicos. Diziam que a música dessa flor tinha a capacidade de desviar e alienar as pessoas...

Segundo a tradição, os atlantes tinham os sentidos superiores muito desenvolvidos e talvez a audição mais sutil chamada "clariaudiência" tivesse sido comum naquela distante civilização. Essa capacidade extra-sensorial só é observada em poucas pessoas da presente humanidade. Talvez tenha sido um pouco dessa capacidade que tenha motivado Strauss a com-por a sua famosa Valsa das flores, inspirado ao observar um campo de margaridas num piquenique de primavera. Se dispuséssemos dessa capacidade sensitiva, talvez pudéssemos contemplar extasiados uma sinfonia emitida por um campo de girassóis, ou o som etéreo ou sitarino de uma orquídea; quem sabe talvez o som dos lírios se assemelhem a clarinetas, ou das dedaleiras ao flautim...

Mesmo que pareça insano, há algo que nos parece dizer que as flores têm música. Seria sem sentido a afirmação dos místicos indianos de que o lótus - a flor sagrada -reproduz o sonido primordial, o mantra de uma só nota, o "OM"?

As flores inspiram os poetas e os amantes da vida. Há um interessante poema de Tennyson que mostra a ânsia do ser humano de conhecer os mistérios que as flores guardam:

Flower in the crannied wall
I pluck you out of the crannies;
Hold you here, root and all, in my hand, Little flower - but if I could
understand
What you are,
root and all, and all in ali,
I should know what God and man is.

(Flor no muro rachado,
Eu te arranco das fendas;
Te seguro com raiz e tudo, em minha mão, florzinha - mas se pudesse
compreender
O que és, com raiz e tudo, e tudo em tudo,
Eu conheceria o que são Deus e o homem.)

Nesse lindíssimo poema, Tennyson se mostra um típico poeta ocidental e deixa bem claro a sua tristeza pela impotência em desvendar os segredos da natureza, através da singeleza da flor. Mas é interessante observar que esse poema, apesar de ser fruto de uma inspiração poética, bem caracteriza o pensamento ocidental, que é, a priori, desvinculado de uma conexão mais íntima com a natureza. Talvez a distância entre o poeta e a flor seja a medida exata dessa falta de vínculo. A cultura ocidental é clara-mente discriminativa e separa as coisas da sua unidade, o sujeito do objeto, a parte do conjunto. Para desvendar os segredos da natureza, ou conhecer melhor a mensagem da flor, é necessário integrar-se com ela e eliminar a presença de uma mente analítica.

Os poetas orientais conseguem mais facilmente realizar a integração com a unidade fundamental das coisas, mas por meio de uma via diferente, a da abstração da mente conceitual, o que eleva à intuição mística.

Basho, um poeta japonês do século XVII, inspirado numa flor, compôs um pequeno poema, composto apenas de dezessete sílabas, conhecido como hokku, que caracteriza a diferença entre a sensibilidade dos dois tipos de poesia:

Yoku mireba
Nazuna hana saku
Karine kana.

(Quando olho atentamente
Vejo florir a nazuna
Ao pé da sebe!)

Fica bem claro nesse poema que o autor só pode escrevê-lo se se encontrar num estado de "união" com a própria flor, ou num contato íntimo com a natureza e num estado de espírito elevado. Enquanto Tennyson reclama por não compreender o mistério da flor, Basho compreende... Enquanto Tennyson "arranca" a flor, com "raiz e tudo", Basho a mantém no lugar... não sente a necessidade de retirá-la.

Estas colocações são importantes para compreendermos que, para "sentir" o segredo das flores - ou de qualquer elemento da natureza -, é necessário que nos identifiquemos diretamente com o "todo" que elas representam e que o único impedimento para que saibamos mais sobre os seus aparentes intrincados mistérios é justamente a forma como interpretamos as coisas e ante-pomos uma mente discriminativa quase sempre que observamos algum fenômeno. Para se entrar em contato com o sentido mais profundo das coisas, que é o sentido poético, é necessário que se abstraia a mente analítica comum. Caso contrário, será impossível compreender a mensagem das flores...

Quanto aos efeitos farmacológicos das flores, apesar da pouca informação e do ceticismo de muitos médicos, a aparência delicada das flores esconde qualidades surpreendentes. Quem pode negar, por exemplo, o efeito devastador do ópio, do haxixe ou do estramônio, que são extraídos de belas flores (papoula, cânhamo e trombeteira, respectivamente)? De muitas flores são extraídos também remédios fortes, como os digitálicos (dedaleira), de efeito cardiotonico notável. Das flores do lúpulo se obtém as substâncias adequadas para conferir o sabor inigualável da cerveja. Por outro lado, alguém saberá explicar por que as orquídeas exercem tanta fascinação com as suas formas exóticas, a ponto de fazer com que os colecionadores dediquem suas vidas ao seu cultivo apaixonado? O mel, um dos alimentos mais puros, energéticos e ricos em energia vital, é produzido pelas incansáveis abelhas a partir do pólen das flores silvestres. Sabe-se que, segundo o tipo de flor de onde as abelhas retiram o pólen, o mel apresenta um efeito medicinal diferente; assim, o mel das flores de laranjeira, de eucalipto, de marmelo, de assa-peixe, de macieira, de bracatinga, ou o mel da simples abelhinha jataí, são procurados pela sua eficácia no tratamento de inúmeras doenças; não seria o mel então uma essência curativa superconcentrada presente nas próprias flores? Que misteriosas substâncias ou energias guardam as flores nos seus níveis atômicos e hiperfísicos?

Não é essa mesma propriedade curativa sofisticada aquela presente também nos perfumes e nos remédios feitos a partir das soluções e dos destilados florais? Finalmente, o mel, considerado um dos componentes do néctar, o famoso alimento dos deuses do Olimpo, é um produto que obedece fielmente à determinação que Hipócrates recebeu do deus Esculápio, de procurar fazer do alimento um remédio, por ser exatamente as duas coisas numa só.

Mas as flores participam da vida dos seres humanos muito mais significativamente do que se pode imaginar. Elas alegram os ambientes, enfeitam a vida e enobrecem a morte. Cada uma, segundo o seu tipo, carrega uma mensagem, seja da natureza ou codificada pelos homens; estão presentes no nascimento e nos funerais, na doença e na alegria, no amor e na saudade, simbolizando, com as suas cores e perfumes, expressões dos sentimentos humanos mais nobres e verdadeiros. Haveria então um recurso medicinal mais adequado do que aquele que se identifica com os movimentos e as emanações da alma? Se são as alterações e os desequilíbrios presentes na alma os responsáveis principais pelas mazelas, doenças e sofrimentos, não seriam as flores os recursos apropriados para a sua perfeita e sutil correção?

Neste trabalho procuramos mostrar que isto é possível e que as flores representam muito mais do que símbolos, mas recursos eficazes e de grande poder alquímico, que hoje ressurgem fortalecidos pela esperança de uma medicina mais humana e sensível.

[Fonte: "Medicina Floral" , de Márcio Bontempo, Ediouro, 1994]

O QUE É SER MAGO



Mágico é trabalhar com o invisível.
Mágico, hoje, é ter respeito humano.

É receber a Mensagem do Cosmos, é usar a cor e o cristal para curar e é ver o destino nos astros.

É saber cuidar do corpo, da mente e do espírito.

É montar um ritual para a vida, conhecer o oculto, harmonizar-se com os Anjos e com as Fadas.

É ser gente das estrelas amando a Terra.

É amar a todos e ser amado por todos.

Isso é a magia do ser.

E todos podem ser magos, mas nunca será mago o desequilibrado e nem o que cultiva o desamor.

Não é mago o empresário que tem escravos em vez de colaboradores.

Não é mago o governante corrupto, nem o racista, nem o que destrói a natureza, nem o repórter que dá palpite sobre o que não conhece, nem o médico que busca a riqueza pela medicina.

Mago é o cientista de mente aberta, o jornalista que apenas informa.

Mago é o pacífico e o que é justo.

Mágico é curar com os cristais, com as cores, com as plantas, com as flores ou só com as mãos.

É trabalhar com terapias alternativas.

É ter um contato com o Cosmos, manter esse contato e saber fazer outros entrarem em contato.

Mago é o pesquisador que persegue a cura da doença.

Mago é o que consegue ver a sua própria realidade antes de buscar descobrir os segredos da realidade das estrelas.

Mágico é viver pela eternidade, mas conseguir receber aqui mesmo os tesouros que as traças não comem.

Mágico é encontrar a alma gêmea e viver o amor eterno.

Magia é profetizar o apocalipse como a revelação de cada um.

É a coragem de ser pioneiro, sonhar e trabalhar pela utopia da Nova Era...

Mágico é descobrir, compreender e aceitar que Deus é um homem e uma mulher.

Magia é a iniciação.

É deixar de ser alienado e descobrir que bem e mal não existem.

É ter coragem de se olhar no espelho.

Mágico é o mistério dos OVNIs e os segredos dos Maias.

Mágico é o dinheiro honesto.

É lembrar-se de comprar dois pães em vez de um.

Mágico é proteger a criança.

É não ter medo de quebrar as algemas.

É o saber.

É a luz do conhecimento.

É o bom livro, a música e o incenso.

Mágicas são as artes.

Mágico é ajudar.

Ser mago não é só saber fazer de vez em quando um ritual mágico.

É fazer do dia-a-dia um ritual de amor!

Ser mago é destruir os castelos de areia do equívoco e da fantasia e ser o arquiteto da base sólida da casa humilde da verdade.

Ser mago não é julgar, mas providenciar o espelho.

Os dogmas não são mágicos, nem querer que as pessoas tenham fé cega é magia.

Ser mago é mostrar o caminho da certeza de cada um.

Mágica seria a religião sem regras, sem promessas e sem ameaças.

Mago é o que tem poder para e não poder sobre.

Magia negra é não ter respeito por tudo e por todos.

Magia grande é descobrir que o poder maior está no sentimento humano.

Essa é a magia de ser!


[Do Retiro dos Magos]

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Deusa Mãe



EU SOU A DEUSA

Eu sou a Grande Mãe, fui-o antes de toda a criação,
antes mesmo de toda a existência.
Sou a força primitiva, ilimitada e eterna.
Eu sou a Deusa pura da Lua, a Senhora de toda a magia.
Os ventos e folhas ondulantes cantam o meu Nome.
Repouso sobre a Lua e meus pés dançam nas estrelas do céu...
sou todos os mistérios por desvendar,
O novo caminho.
Eu sou o campo lavrado pelo arado.
Sou a alegria daqueles que atendem o meu chamado
Sou aquela que traz a abundância e força.

Eu sou a Mãe santificada
Sou a Senhora das colheitas
Sou a Senhora vestida da plena natureza
Sou o perfume da terra fresca
Sou o brilho das sementes douradas dos campos cultivados
Sou Aquela que governa as marés
Sou o refúgio e a cura
Sou a vida e que germina em tudo e em todos.
Sou a velha, e a nova o próprio ciclo da morte
e do renascimento
Sou a Grande roda
Sou a Sombra da lua
Sou eu quem rejo as mulheres e homens
Sou eu quem dá a libertação e a renovação às almas cansadas
Sou a Deusa da Lua, da Terra e dos Mares
Meus nomes são muitos e infinitos
É das minhas mãos que sai a perspicácia, a paz,
a sabedoria e a compreensão.
Sou a eterna jovem
Sou a Mãe eterna
Ainda que me chamem imensos nomes
Sou eu sempre a mesma
Quem envia a minha doce paz sobre cada coração.


Montserrat- O Feminino Sagrado

"A doutrina dos olhos é para a multidão;
o doutrina do coração para os eleitos."
in A VOZ DO SILÊNCIO (M.B.)

Mãe das recordações, amante das amantes,
Tu, todo o meu prazer! Tu, todo o meu dever!
Hás de lembrar-te das carícias incessantes,
Da doçura do lar à luz do entardecer,
Mãe das recordações, amante das amantes!
(Baudelaire)

Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.

(Alberto Caeiro)


NOS BRAÇOS DE ÍSIS...



ONDE EU QUERIA ESTAR...

MULHERES & DEUSAS

"A DEUSA TORNA O CORPO E A VIDA SAGRADOS, E LIGA-NOS À DIVINDADE QUE PERMEIA TODA A MATÉRIA: O SEU ÓRGÃO SIMBÓLICO É O ÚTERO. " A MULHER NO CORAÇÃO DAS MULHERES". O SEU ÓRGÃO DE CONHECIMENTO É O CORAÇÃO. TANTO O CORAÇÃO COMO O ÚTERO SÃO VASOS ATRAVÉS DOS QUAIS A VIDA DESPERTA. SÃO AMBOS CÁLICES PARA O SANGUE QUE OS ENCHE E OS ESVAZIA. UM SUSTENTA A VIDA, O OUTRO TRAZ NOVAS VIDAS AO MUNDO." J.S.B


Pagã

Sou uma religiosa sem igreja,
Uma reclusa sem convento, amante de uma deusa sem altar.
Vivo na pele o tormento de uma humanidade que ainda não é.
Vivo no mundo sem nele já acreditar.
Sou sacerdotisa de um templo destruido
à procura de um novo amor e uma nova fé.
Olho num único sentido, íntimo, profundo
no centro de mim mesma e espero a luz...
A luz de um outro mundo e a única esperança.
Com ele há-de vir a nova criança e a deusa
Em que ainda descansa e as duas serão um só.
Numa epifania de cores e harmonia, ele virá,
Sem armas nem ódios, o novo Milénio.


LUA DAS FOGUEIRAS...

Ó Lua das fogueiras
queima as minhas memórias e medos,
as minhas velhas feridas e mágoas passadas,
cura todas as minhas chagas
de lutas guerreiras, insanas, de templário e cátaro,
todas as minhas dores de bruxa, sacerdotisa e curandeira
sempre perseguida pela turba, queimada nas fogueiras..

Limpa a minha aura do sangue e da mentira de séculos
em que fui perseguida por reis, bispos e monges fanáticos
e dá-me a força renovada, a das tuas águas, mares e fontes abençoadas,
e permite o retorno às tuas Florestas de gnomos, duendes e fadas...

Ó Lua das fogueiras,
deixa-me dançar nua e selvagem até o amanhecer
ao som dos teus cânticos sagrados,
em evocação da Grande Deusa Mãe,
para através do seu Eterno Poder
despertar em mim os dons de cura e amor,
na celebração deste dia pagão
a fim de lembrar-me de todos os feitiços e sortilégios
que sei no fundo do coração...

Ó Lua das fogueiras,
dá-me a liberdade de ser una contigo
e une as sacerdotisas de Atlântida e Mu e do Egitpo...
Que venham de todos os cantos do mundo
iluminadas pelo Teu halo sagrado!

Faz com as nossas mãos mais uma vez se se dêem à volta das fogueiras
e pela tua magia nelas acorde a lembrança deste pacto antigo
unindo de novo todas as mulheres neste voto há muito esquecido...

E cantemos todas em uníssono:

Vem Mãe...

Salvar a Terra e as Florestas,
os animais as crianças e as mulheres das guerras infames dos homens,
dos magos negros e seus algozes, dos seus ódios...
entoando o Teu cântico de Amor, Paz e Fertilidade.

Faz com que para sempre ergamos a nossa voz
e do cimo da mais alta montanha á caverna mais recôndita
todos nos ouçam gritar o Teu Santo Nome e que Ele ressoe na terra inteira,
libertando a Humanidade da opressão e do medo!

Feminino Plural

Pense e escolha com calma: Em que elemento está a sua alma?



Visite o site:

http://www.femininoplural.com.br/index.shtml

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

QUEM É LA BEFANA?



Vi uma matéria no Jornal Nacional e gostei muito...Vale a pena conhecer a lenda!!!

O nome Befana é derivado do epifania da palavra, o nome italiano para o festival religioso do Epiphany.

Antes da tradição do Papai Noel, as crianças italianas recebiam presentes na noite de natal da fada Befana. Mas isso, se houvessem se comportado bem durante todo o ano, caso contrário a fada deixava carvão no lugar dos brinquedos.
Sua lenda está vinculada com o nascimento de Jesus Cristo.
Conta-se que uma noite viu no céu uma estrela de luz muito brilhante e em seguido apareceram à sua porta uma caravana conduzida por três homens sábios que convidaram Befana para juntar-se à eles. Mas a fada estava tão ocupada que recusou o convite, mas em seguida arrependeu-se. Preparou uns presentes para o menino recém-nascido, pegou a vassoura para ajudar à mãe a limpar o lugar e partiu. Procurou e procurou pelo bebê Jesus e cansou-se. Foi então que anjos surgiram da luz brilhante da estrela e fizeram com que Befana voasse pelo céu montada em sua vassoura. Mesmo assim, a fada não encontrou o bebê divino, mas continua procurando até hoje e, a cada ano, na época do Epiphany, ela vai de casa em casa onde haja uma criança para ver se é a que procura. Embora nunca seja, Befana deixa um presente para cada uma. De alguma forma sua procura não é em vão, pois o espírito do Menino Jesus pode ser encontrado em todas as crianças.

RITUAL: Befana também gosta de receber um agrado, portanto na manhã de Natal bem cedinho, coloque na janela um vaso com flores de natal, junto com balas e doces.

"La Befana leva presentes, em recordação da oferta a Jesus-criança pelos Reis Magos. A iconografia é fixa: uma ampla capa escura, um avental com bolso, um chalé, um lenço ou um capuz na cabeça, um par de chinelos gastos, o todo vivificado por remendos de numerosas cores..."

"La Befana passa sobre os tetos das casas e desce pelo caminho cheio de calçados deixados pelas crianças. Os presentes são colocados nas meias penduradas nas lareiras ou nos sapatos deixados perto da porta - uma tradição herdada por Papai Noel. As crianças italianas escrevem cartas e as escondem nas chaminés, para que La Befana as recolha. As cartas e ofertas são, geralmente, listas de brinquedos ou outros itens que desejam e pedem para que La Befana os traga."

La Befana, tradição tipicamente italiana, ainda não foi substituída pela figura "estrangeira" de Babbo Natale (Papai Noel).

La Befana, muitas vezes, aparece nas ruas como uma pessoa mascarada, acompanhada de seu consorte, Befano, guiando um bando de seguidores que recebem ofertas das famílias e, em troca, recebem o presente da prosperidade das bênçãos dadas pela Befana. Música preenche as ruas e as pessoas colocam bonecas com a imagem de La Befana em suas janelas, como convites de recepção às suas casas. No fim da celebração de La Befana, as bonecas são queimadas. Isso é feito para incinerar as coisas ruins que aconteceram no ano anterior e esperar boas realizações no ano seguinte.

E você? Comportou-se bem no ano que passou? Acho que nossos políticos, com raríssimas e honrosas excessões, vão receber apenas cinzas e carvão...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Natal, uma Festa Pagã!


Dia é dia 25 de dezembro, ou seja, é Natal. Como diz a tradição, é tempo de reunir a família para todos cear, trocar presentes e comemorar no nascimento de Cristo. Em fim, essa é basicamente a desculpa que todos dão para justificar mais uma data para festanças, bebedeiras e comilança. Mas remetendo fundo nas origens dessa data festiva, seria realmente uma festa cristã? Outra pergunta bem pertinente: pelo menos é comemorada como uma festa cristã? Acho quem nem os que se dizem realmente cristãos comemora essa data de forma realmente cristã. Mas deixando crenças e religiões de lado (mais ou menos), eis algumas questões para pensar:

A nossa ceia de Natal não lembra muito um banquete medieval? Com muita musica, muita carne (pernil, tender, peru etc..) e muita bebida (champanhe, vinhos e afins). Oras, nada mais cristão do que encher a pança e encher a cara para comemorar o nascimento de Jesus enquanto muitos por ai passam fome, não é mesmo?

Qual era a etnia de Jesus? Judeu né? Os judeus comem carne de porco? Porque comemos pernil no natal?

Quem são os ajudantes do Papai Noel? Duendes (ou Elfos) certo? Legal, nada mais pagão pois duendes vem da mitologia celta (paganismo).

Já reparou na roupa do Papai Noel? Ele com aquele gorro vermelho pontudo com um pompom na ponta. E o próprio papai Noel, um senhor velho com longas barbas branca. Não lembra muito um velho feiticeiro celta (algo como o mago Merlin). Mesmo sabendo que o mitologico Papai Noel foi inspirado no Santo São Nicolau, é impossível não ficar intrigado com isso.






Mas o que mais me intriga é: porque dia 25 de dezembro? Ninguém sabe ao certo a data do nascimento de Jesus e a própria bíblia não revela o dia (talvez porque não era pra se comemorar). A resposta é bem simples. Na Europa medieval, ao que me parece, dia 25 é a comemoração do solstício do inverno para os celtas. Olha os celtas ai mais um vez, coincidência? Claro que não, as questão é o seguinte: Logo no início do cristianismo (católico apostólico romano) a igreja queria acabar com os ritos pagãos que predominavam na europa e para isso, substituiu datas comemorativas pagãs por datas cristãs e a data na qual os pagãos comemoravam o solstício do inverno virou Natal, a comemoração do nascimento de Cristo. Hum.. mas claro agora? Por isso não é nenhuma coincidência várias das tradições dos celtas estarem impregnadas nas nossas “modernas” tradições natalinas.Bom, essa são algumas das questões que me fazem fundir (eu disse fundir) a cuca ao pensar que ainda se acredita que o Natal é uma festa Cristã.