terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Autoconhecimento



Estamos todos em busca de maior realização em nossas vidas, e não toleramos nada que pareça nos puxar para baixo. Devemos nos tornar conscientes das coincidências em nossas vidas. Essas coincidências têm ocorrido com freqüência cada vez maior, e quando ocorrem nos parecem superar o que se poderia esperar do puro acaso. Parecem destinadas, como se nossas vidas tivessem sido guiadas por uma força inexplicável. A experiência causa uma sensação de mistério e excitação, e em conseqüência nos sentimos mais vivos. Essa é a experiência que vislumbramos, e que agora tentamos manifestar o tempo todo.

Reconsidere o mistério que cerca nossas vidas individuais neste planeta. Estamos experimentando essas coincidências misteriosas, e mesmo não as compreendendo ainda, sabemos que são reais. Estamos sentindo de novo, como na infância, que existe um outro lado da vida que ainda temos de descobrir, alguns outros processos atuando nos bastidores.

Tenha uma nova compreensão do mundo físico. Perceba o que era antes uma espécie de energia invisível. Ao tentar entender a natureza deste universo, sabíamos que precisávamos de algum modo separar os fatos da superstição. Nesse sentido, os cientistas assumiram uma determinada atitude conhecida como ceticismo cientifico, que na verdade exige provas concretas para qualquer nova afirmação sobre como funciona o mundo. Para acreditar em qualquer coisa, queriam provas que pudessem ser vistas e apalpadas. Toda idéia que não se pudesse provar de alguma maneira física, era sistematicamente rejeitada. Por fim concluímos que tudo o que ocorre na natureza ocorre segundo alguma lei natural, que todo acontecimento tem uma causa direta física e compreensível.

Em muitos aspectos os cientistas não têm sido tão diferentes de outros em nossa época. A idéia era gerar uma compreensão do universo que fizesse o mundo parecer seguro e controlável, e a atitude cética nos manteve concentrados em problemas concretos que fizessem a nossa existência parecer mais segura.

Com essa atitude a ciência eliminou sistematicamente a incerteza e o esotérico do mundo. Concluímos, seguindo o principio de Isaac Newton, que o universo sempre funcionava de uma maneira previsível, como uma imensa maquina, porque durante longo tempo isso era tudo que se podia provar. Diziam que os acontecimentos que ocorriam simultaneamente com outros, mas sem nenhuma relação causal, ocorriam apenas por acaso.

Então duas pesquisas abriram nossos olhos para o mistério do universo. Muito se escreveu nas ultimas décadas sobre a revolução na física, mas as mudanças na verdade resultam de duas grandes descobertas, as da mecânica do quantum e as de Albert Einstein. Todo o trabalho da vida de Einstein foi mostrar que o que percebemos como matéria sólida é em sua maior parte espaço vazio percorrido por um padrão de energia. Isso inclui a nós mesmos. E o que a física quântica revelou é que quando observamos esses padrões de energia em níveis cada vez menores, podemos ver resultados surpreendentes. As experiências demonstraram que quando se fragmentam pequenos componentes dessa energia, o que chamamos de partículas elementares, e tentamos observar como funcionam, o próprio ato da observação altera os resultados – como se essas partículas elementares fossem influenciadas pelo que o cientista espera.

Isso se aplica mesmo que as partículas tenham de aparecer em lugares aonde não poderiam ir, em vista das leis do universo como as conhecemos: dois lugares ao mesmo tempo, para a frente ou para trás no tempo. Em outras palavras, o material básico do universo parece uma espécie de energia pura maleável à intenção e expectativa humanas, de uma maneira que desafia nosso antigo modelo mecanicista do universo; como se nossa expectativa fizesse nossa energia fluir para o mundo e afetar outros sistemas de energia.

A percepção humana dessa energia começa com uma ampliada sensibilidade à beleza. A percepção da beleza é um tipo de barômetro que diz a cada um de nós a que ponto estamos perto de perceber realmente a energia. As coisas que percebemos como belas podem ser diferentes, mas as características verdadeiras que atribuímos aos objetos belos são semelhantes. Quando alguma coisa nos parece bela, tem mais presença, nitidez de forma e vividez de cor. Salta aos olhos. Brilha. Parece quase iridescente em comparação com o tom mortiço de outro objeto menos atraente. O nível seguinte de percepção é ver um campo de energia pairando em torno de tudo.

A realidade dessa energia é nova para todo mundo, mas o interessante é que essa energia é o que a ciência sempre buscou: uma coisa comum por baixo de toda matéria. Desde Einstein, sobretudo, a física tem buscado uma teoria de campo unificado.

Os seres humanos vão acabar vendo o universo como constituído de uma energia dinâmica, uma energia que pode nos sustentar e responder às nossas expectativas. Contudo, também veremos que fomos desligados da fonte maior dessa energia, que nos isolamos dela, e por isso nos sentimos fracos, inseguros e carentes. Diante desse déficit, nós sempre procuramos intensificar nossa energia pessoal da única maneira que conhecemos: buscando rouba-la psicologicamente de outros – uma competição inconsciente que é a base de todo conflito humano no mundo.

É de importância vital que se fique alerta. As coincidências ocorrem com regularidade, mas você tem de notá-las. Veja a psicologia. Esse campo está em conflito, querendo saber por que os seres humanos se tratam uns aos outros com tanta violência. Sempre se soube que essa violência surge do impulso dos seres humanos para controlar e dominar uns aos outros, mas só recentemente estuda esse fenômeno de dentro, do ponto de vista da consciência individual. Pergunta o que ocorre dentro de um ser humano que o fez querer controlar outra pessoa. Descobre que quando um indivíduo se dirige a outra pessoa e se empenha numa discussão, o que ocorre bilhões de vezes todos os dias no mundo, pode acontecer uma das duas coisas. O indivíduo sai se sentindo mais forte ou mais fraco, dependendo do que ocorre na interação.

O universo como um todo é composto dessa energia, e podemos modificar todas as coisas, exatamente como fazemos com a energia que nos pertence, a parte que podemos controlar. Nós embora não tenhamos consciência disso, tendemos a controlar e dominar os outros. Queremos conquistar a energia que existe entre as pessoas. Ela se acumula e de algum modo, nos faz sentir melhor.

Tudo que sabermos é que nos sentimos fracos, e quando controlamos outros nos sentimos melhor. O que não compreendemos é que o preço dessa sensação de se sentir melhor é a outra pessoa. É a energia que roubamos dela. A maioria das pessoas passa a vida numa caça constante à energia de outra. Embora às vezes funcione diferente. Encontramos alguém que, pelo menos durante algum tempo, nos manda voluntariamente sua energia.

De vez em quando, outra pessoa quer voluntariamente que a gente defina a situação dela para ela, nos dando sua energia diretamente. Isso nos faz sentir fortalecidos, mas em geral isso não dura. A maioria das pessoas não é bastante forte para continuar dando energia. Por isso é que a maior parte dos relacionamentos acaba virando disputas pelo poder. Os seres humanos ligam as energias e depois lutam para decidir quem vai controlá-las. E o perdedor sempre paga o preço.

Assim que compreendermos nossa luta, começaremos imediatamente a transcender esse conflito. Começaremos a nos livrar da disputa por simples energia humana... pois poderemos afinal receber nossa energia de outra fonte.

O primeiro passo no processo de esclarecimento para cada um de nós é trazer o nosso drama de controle pessoal à plena consciência. Nada pode prosseguir enquanto não olharmos de fato para nós mesmos e descobrirmos o que estamos fazendo para manipular em busca de energia. Cada um de nós tem de voltar ao próprio passado, ao centro da vida familiar inicial, e observar como se formou esse hábito. Ver a gestação disso mantém consciente nossa maneira de controlar.

A maior parte dos membros de nossa família tinha um drama próprio, tentando extrair energia de nós quando crianças. É sempre na relação com os membros da família que criamos nossos dramas particulares. Contudo, assim que reconhecemos as dinâmicas de energia familiares, podemos nos distanciar dessas estratégias de controle e ver o que realmente está acontecendo. Cada pessoa tem de reinterpretar a experiência familiar de um ponto de vista evolutivo, espiritual, e descobrir quem é ela própria na realidade. Assim que fazemos isso, nosso drama de controle desaparece e nossas vidas reais decolam.

O drama de qualquer um pode ser examinado de acordo com o lugar que ele ocupa nesse espectro que vai do agressivo ao passivo. Se uma pessoa é sutil em sua agressão, encontrando defeito e solapando lentamente nosso mundo para extrair nossa energia, então essa pessoa seria um interrogador. Menos passivo que o coitadinho de mim seria o drama de distanciamento. Portanto, a ordem dos dramas segue-se deste modo: intimidador, interrogador, distante e coitadinho de mim. Todo mundo se encaixa em algum ponto entre esses estilos.

Algumas pessoas usam mais de um estilo em diferentes circunstancias, mas a maioria de nós tem um drama de controle dominante, que tentamos repetir, dependendo de qual funcionava bem com os membros de nossa família inicial.

O interrogador: As pessoas que usam essa maneira de adquirir energia encenam um drama de fazer perguntas e sondar o mundo de outra pessoa, com o propósito especifico de descobrir alguma coisa errada. Assim que fazem isso, criticam esse aspecto da vida da outra pessoa. Se essa estratégia der certo, aí a pessoa criticada é atraída para o drama. Se vê de repente ficando intimidada perto do interrogador, prestando atenção ao que ele faz e pensando nisso, para não fazer nada errado que o interrogador perceba. A diferença psíquica é dar ao interrogador a energia que ele deseja. Tente se lembrar das vezes em que conviveu com pessoas assim. Quando a gente é colhido nesse drama, não tende a agir de um certo modo, para que a pessoa não o critique? Ela nos tira de nosso caminho e drena nossa energia, porque nós nos julgamos pelo que ela pode estar pensando.

Todos manipulam em busca de energia, ou de uma maneira agressiva, direta, forçando as pessoas a prestar atenção neles, ou de uma maneira passiva, jogando com a simpatia ou curiosidade das pessoas para chamar atenção.

Se alguém o ameaça, seja verbal ou fisicamente, então você é obrigado, por medo de que alguma coisa ruim lhe aconteça, a prestar atenção nele, e, portanto a transmitir energia para ele. A pessoa que o ameaça está envolvendo você no mais agressivo tipo de drama, o intimidador.

Se, por outro lado, alguém lhe conta todas as coisas horríveis que já aconteceram com ele, insinuando que talvez você seja o responsável, e que se recusar a ajuda-lo essas coisas horríveis vão continuar, essa pessoa está buscando controlar no nível mais passivo, com o que se chama de drama do coitadinho de mim. Tudo que eles dizem e fazem deixam você numa posição em que tem de se defender contra a idéia de não estar fazendo o bastante por essa pessoa. Por isso é que se sente culpado só por estar perto dela.

Se você é uma criança e alguém consome sua energia o ameaçando com danos físicos, então se distanciar não resolve. Você não pode fazer com que lhe dêem energia bancando o sonso. Eles não dão a mínima para o que se passa dentro de você. Vem com força total. Portanto você é obrigado a se tornar mais passivo e tentar a técnica do coitadinho de mim, apelando para a bondade das pessoas, explorando a culpa delas em relação ao mal que lhe fazem. Se isso não funciona, então, como criança, você suporta até crescer o bastante para explodir contra a violência e combater a agressão com agressão. A pessoa chega ao extremo que for necessário para conseguir atenção de energia na família. E depois disso, essa estratégia se torna a maneira dominante de controle para extrair energia de todos, o drama que ela vai repetir constantemente. Esse é o intimidador.

Que faria você se fosse uma criança e os membros de sua família ou estivessem ausentes ou o ignorassem, porque estavam preocupados com suas carreiras ou algo assim? Representar o distante não ia chamar a atenção deles; nem reparariam. Não teria você de recorrer as sondagens e a espionagem, para acabar descobrindo alguma coisa de errado nessas pessoas distantes, a fim de forçar atenção de energia? E isso que faz o interrogador.

As pessoas distantes criam interrogadores! E os interrogadores tornam as pessoas distantes! E os intimidadores criam a técnica coitadinho de mim, ou, se isso falhar, outro intimidador!

É assim que os próprios dramas de controle se eternizam. Mas lembre-se que há uma tendência a ver esses dramas nos outros, mas achar que nós próprios somos isentos dessas tramas. Cada um de nós deve transcender essa ilusão antes de começar. A maioria de nós tende a empacar, pelo menos durante parte do tempo, num drama, e temos de recuar e nos olhar a nós mesmos o suficiente para descobrir qual é ele.

Depois que vimos nosso drama, o que acontece em seguida é que estamos verdadeiramente livres para nos tornar mais que o numero inconsciente que representamos. Podemos encontrar um sentido mais elevado para as nossas vidas, uma razão espiritual de termos nascido em determinadas famílias. Podemos começar a esclarecer quem somos de fato.

Para descobrir o verdadeiro eu só existe um modo. Cada um de nós tem de recuar à própria experiência familiar, ao tempo e lugar da infância, e reexaminar o que ocorreu. Assim que tomamos consciência de nosso drama de controle, podemos nos concentrar na verdade mais profunda de nossa família, no lado bom por assim dizer, além do conflito por energia. Assim que encontramos essa verdade, ela energiza nossas vidas, pois essa energia diz quem somos, o caminho em que estamos, o que estamos fazendo.

Para esclarecer quem sou eu, você deve compreender os dramas de controle de seus pais. Tem de olhar além da disputa por energia que existia em sua família e buscar o verdadeiro motivo pelo qual estava ali. O processo para descobrir sua verdadeira identidade espiritual envolve ver toda sua vida como uma longa historia, tentando encontrar um significado superior. Comece se fazendo a pergunta: por que nasci naquela determinada família? Qual teria sido o propósito disso?

Exemplo de pais interrogadores:

*Seu pai era um interrogador; que mais era?
*Meu pai acredita mesmo em gozar a vida, viver com integridade mas tirando o máximo que a vida pode lhe oferecer. Você sabe, viver o mais intensamente possível.
*Conseguiu fazer isso?
*Até certo ponto, sim, mas de algum modo parece que sempre tem uma maré de azar no momento mesmo em que acha que está prestes a gozar mais a vida.
*Ele acredita que a vida é feita para diversão e alegria, mas ainda não conseguiu isso exatamente?
*É.
*Já pensou por que?
*Não muito. Sempre achei que ele não tinha sorte.
*Não será talvez que ainda não tenha descoberto a maneira de fazer isso?
*Talvez.
*E sua mãe?
*Ela já morreu.
*Você consegue ver o que representou a vida dela?
*Sim, a vida dela era a religião dela. Defendia princípios cristãos.
*Como?
*Acreditava no trabalho comunitário e em seguir as leis de Deus.
*Ela seguiu as leis de Deus?
*Ao pé da letra, pelo menos ate onde a igreja dela ensinou.
*Conseguia convencer seu pai a fazer o mesmo?
*Na verdade, não. Minha mãe queria que ele fosse à igreja todas as semanas e se envolvesse nos programas comunitários. Mas como eu lhe disse, ele tinha um espírito mais livre.
*Então onde isso deixa você? Os dois não queriam sua aliança? Não era por isso que o interrogavam, para se certificarem de que você não ficava do lado dos valores do outro? Os dois não queriam que você pensasse que o caminho deles era o melhor?
*É, tem razão.
*Como reagia você?
*Simplesmente tentava não tomar uma posição.
*Os dois o controlavam para que você estivesse à altura dos pontos de vista deles, e você, incapaz de agradar aos dois, tornou-se distante.
*É mais ou menos isso.
*Que aconteceu com sua mãe?
*Ela contraiu o mal de Parkinson e morreu, depois de ficar doente um longo tempo.
*Ela se manteve fiel a sua fé?
*Totalmente. Até o fim.
*Então, que sentido ela transmitiu a você?
*Como?
*Você está buscando o sentido que a vida tem para você, o motivo pelo qual nasceu dela, porque estava ali para aprender. Todo ser humano, quer tenha consciência disso ou não, ilustra com sua vida a maneira como acha que um ser humano deve viver. Você tem de tentar descobrir o que ela lhe ensinou e ao mesmo tempo o que na vida dela poderia ter sido melhor. Saber o que você teria mudado na vida de sua mãe faz parte do que você próprio está trabalhando.
*Por que só parte?
*Porque saber como teria melhorado a vida de seu pai é a outra parte. Não somos apenas criação física de nossos pais; somos também criação espiritual. Você nasceu dessas duas pessoas e as vidas delas tiveram um efeito irrevogável sobre quem você é. Para descobrir o seu verdadeiro eu, você tem de admitir que o verdadeiro você começou numa posição entre as verdades deles. Por isso nasceu ali: para adotar uma perspectiva mais alta sobre o que eles defendiam. Seu caminho é descobrir uma verdade que seja uma síntese mais desenvolvida do que essas pessoas acreditavam. Assim, como você expressaria o que seus pais lhe ensinaram?
Meu pai achava que viver era maximizar sua condição de ser vivo, desfrutar quem ele era, e tentar perseguir esse fim. Minha mãe acreditava mais em sacrifício e em usar seu tempo a serviço de outros, se negando a si própria. Achava que era isso que a Bíblia mandava.
*E você, como se sente em relação a isso?
*Não sei, na verdade.
*Que ponto de vista escolheria para você mesmo, o da sua mãe ou o do seu pai?
*Nenhum dos dois. Quer dizer, a vida não é tão simples assim.
*Está sendo vago.
*Acho que não sei.
*Mas se tivesse de escolher entre um ou outro?
*Os dois estavam corretos e incorretos.
*Como?
*Não tenho certeza exata. Mas acho que uma vida correta tem de incluir os dois pontos de vista.
*A questão para você é como. Como alguém vive uma vida que e os dois. De sua mãe, você recebeu o conhecimento de que a vida é espiritualidade. De seu pai, você aprendeu que a vida e auto-estímulo, diversão, aventura.
*Então minha vida de algum modo combinar as duas visões?
*Sim, para você, a espiritualidade é a questão. Toda a sua vida será descobrir uma que seja auto-estimulante. Esse foi o problema que seus pais não conseguiram conciliar, e que deixaram para você. Esta é sua questão evolucionaria, sua missão nesta existência.

Cada um de nós tem de observar os pontos importantes em sua vida e reinterpreta-los à luz de nossa questão evolucionaria. Tente perceber a seqüência de interesses, amigos importantes, coincidências que ocorreram em sua vida. Esclarecer o passado é um processo preciso de tomarmos consciência de nossas maneiras individuais de controle, aprendidas na infância. E assim que pudermos transcender esse hábito, descobriremos nossos eus superiores, nossas identidades evolucionárias. Para podermos entrar no estado mental especial que tanta gente está vislumbrando – a experiência de nós mesmos avançando na vida orientados por coincidências misteriosas – temos de acordar para quem de fato somos.

A verdade que buscamos é tão importante quanto a evolução do próprio universo, pois permite que a evolução prossiga. Os seres humanos nascem em suas situações históricas e descobrem alguma coisa para acreditar. Eles formam uma união com outro ser humano que também descobriu um propósito. Os filhos nascidos dessa união reconciliam então essas duas posições, buscando uma síntese mais elevada, orientada pelas coincidências.

Todas as vezes que nos enchemos de energia e ocorre uma coincidência que nos faz progredir em nossas vidas, estabelecemos esse nível de energia em nós mesmos, e assim existimos numa vibração mais elevada. Nossos filhos pegam nosso nível de vibração e o elevam ainda mais alto. Essa é a maneira como nós continuamos a evolução. Assim que se aprende o que é a vida, não há como apagar esse conhecimento. Se tentar fazer alguma outra coisa com sua vida, vai sempre sentir que lhe falta alguma coisa.

As idéias mudam assim que a gente se liga na energia. As palavras que você habitualmente forçou em sua cabeça, numa tentativa de controlar os acontecimentos com lógica desaparecem quando você abandona seu drama de controle. Quando você se enche de energia interior, outros tipos de idéia penetram a sua mente, vindo de uma parte mais elevada de você mesmo. Essas são suas intuições. Parecem diferentes. Simplesmente surgem no fundo de sua mente, às vezes numa espécie de devaneio ou minivisão, e vem para dirigi-lo, para orienta-lo.

Quando você adquirir bastante energia, estará pronto para entrar conscientemente na evolução, para faze-la começar a fluir, para produzir as coincidências que o levarão a frente. Primeiro acumula bastante energia, depois se lembra de sua questão vital básica... a que seus parentes lhe deram... porque essa questão oferece o contexto geral para sua evolução. Em seguida, você se concentra em seu caminho, descobrindo as questões menores imediatas que enfrenta em geral em sua vida. Essas preocupações sempre têm relação com a questão maior, e definem onde você está atualmente em sua busca de toda vida.

Assim que toma consciência das questões ativas no momento, você sempre obtém algum tipo de orientação intuitiva do que fazer, de aonde ir. Isso só não ocorre se você tiver em mente a questão errada. O problema na vida não está em receber respostas. Está em identificar suas questões presentes. Assim que você formule as perguntas certas, as respostas sempre chegam. Depois que tiver uma intuição do que poderia ocorrer em seguida, o passo seguinte é ficar bastante alerta e vigilante. Mais cedo ou mais tarde as coincidências vão ocorrer, para levar você na direção indicada pela intuição.

Não esqueça que uma vez atingido esse estado de amor, nada, nem ninguém, pode retirar mais energia de você do que a que você pode recuperar. Na verdade, a energia que flui de você cria uma corrente que puxa energia para dentro de você na mesma proporção. Você não pode ficar vazio. Mas deve estar consciente desse processo para que ele funcione. Isso é sobretudo importante quando você interage com pessoas. Deixe que sua percepção da beleza e da iridescência guie seu caminho. As pessoas e lugares que tem as respostas para você parecerão mais luminosos e atraentes.

Os pensamentos, devaneios e sonhos nos mostram uma cena, um fato, e isso é uma indicação de que esse fato talvez aconteça. Se estivermos atentos, estaremos prontos para essa virada em nossas vidas.

Para reconhece-los, temos de nos colocar numa posição de observador. Quando vem um pensamento, devemos perguntar: por que? Por que esse pensamento determinado veio agora? Qual a relação que ele tem com as questões da minha vida? A adoção dessa posição de observador nos ajuda a nos livrar de nossa necessidade de controlar tudo. Nos põe na corrente evolutiva.

As imagens de medo devem ser detidas assim que aparecem. Então outra imagem, uma de bom resultado, deve ser imposta pela vontade ao pensamento. Em breve as negativas quase não ocorrerão mais. Suas intuições serão sobre coisas positivas. Quando as negativas chegarem depois disso, devem ser tratadas com muita seriedade, e não seguidas.

É difícil fazer fluir constantemente o amor. Mas não fazer isso é se prejudicar. Seu corpo vibra num determinado nível e se você deixa sua energia baixar demais o corpo sofre. Essa é a diferença entre estresse e doença. É pelo amor que mantemos nossa vibração alta. Ele nos mantém saudáveis. Desperte e passe a ver o mundo como um lugar misterioso, que oferece tudo que precisamos, se nos esclarecemos e encontramos o caminho.

Então estamos prontos para começar o fluxo evolutivo. Para entramos nesse processo, mantendo firmemente em mente nossas atuais questões vitais. Ficando atentos para a orientação, num sonho ou num pensamento intuitivo, ou na maneira como o ambiente se ilumina e salta para nós. Acumulamos nossa energia e nos concentramos em nossas situações, nas perguntas que temos, e aí recebemos alguma forma de orientação intuitiva, uma idéia de aonde ir e o que fazer, e então as coincidências ocorrem, para permitir que sigamos nessa direção.

É esse o caminho. E todas as vezes que essas coincidências nos levam a alguma coisa nova, crescemos, nos tornamos pessoas mais plenas, existindo numa vibração superior. Todas as respostas que nos chegam misteriosamente, na verdade nos vem de outras pessoas. Mas nem todas as pessoas que você encontrar vão ter a energia ou a lucidez para lhe revelar a mensagem que lhe trazem. Você tem de ajudá-las, mandando energia para elas. Quando a energia penetra nelas, isso as ajuda a ver a verdade delas. Então elas podem passar essa verdade para você.

Para se manter no fluxo da evolução deve se lembrar de manter suas perguntas sempre em mente. Mesmo as pessoas que ainda não tem consciência podem tropeçar com respostas, e ver as coincidências em retrospecto. Temos de supor que todo acontecimento tem um significado e contém uma mensagem que de algum modo diz respeito as nossas perguntas. O desafio é encontrar o lado bom de cada acontecimento, por mais negativo que seja.

Estar próximo é mais importante do que as pessoas pensam. Devemos sempre encontrar um meio de dizer a verdade. Sempre tendo bastante energia, faz com que acredite que continuará tendo bastante, o que torna a transição do recebimento de energia para o recebimento de energia do Universo muito mais fácil de alcançar.

Quando alguém aprende a se esclarecer e entrar em sua evolução, às vezes é interrompido de repente pelo vício por outra pessoa. A idéia de vicio, explica por que surgem nos relacionamentos amorosos as lutas por poder. Sempre nos perguntamos o que faz a felicidade e a euforia do amor acabarem, se transformando de repente em conflito. Isso resulta do fluxo de energia entre os indivíduos envolvidos.

Quando se apaixonam, os dois indivíduos estão dando energia um ao outro inconscientemente, e se sentem flutuantes e eufóricos. É o barato incrível a que todos chamamos estar apaixonado. Infelizmente, como eles esperam que esse sentimento venha da outra pessoa, se desligam da energia universal e começam a contar cada vez mais com a energia um do outro – só que agora parece não haver energia bastante, e assim eles deixam de dar energia um ao outro e recaem em seus dramas, numa tentativa de controlar um ao outro e puxar a energia do outro para si. Nesse ponto, o relacionamento degenera na luta por poder habitual.

Nossa suscetibilidade a esse tipo de vicio pode ser descrita em termos psicológicos. O problema começa em nossa primeira família. Devido à disputa de energia ali, nenhum de nós era capaz de concluir um processo psicológico importante. Não podíamos integrar nosso outro lado sexual. Integrar o lado masculino ou o lado feminino. O motivo de podermos nos viciar em alguém do sexo oposto é que nós próprios ainda precisamos acessar essa energia sexual oposta.

A energia mística, que podemos canalizar como uma fonte interna, é ao mesmo tempo feminina e masculina. Podemos eventualmente nos abrir para ela, mas quando começamos a nos envolver, temos de ser cuidadosos. O processo de integração leva algum tempo. Se nos ligamos prematuramente a uma fonte humana para obter nossa energia masculina ou feminina, bloqueamos o fornecimento espiritual.

O problema é que a maioria dos pais até hoje disputa a energia com os próprios filhos, e isso nos afetou a todos. Como se dava essa disputa, nenhum de nós resolveu bem essa questão do sexo oposto. Estamos todos empacados no estágio em que continuamos a buscar nossa energia sexual oposta fora de nós mesmos, na pessoa de um homem ou mulher que julgamos ideal e mágica, e que podemos possuir sexualmente.

Quando começamos a evoluir pela primeira vez, passamos automaticamente a receber nossa energia sexual oposta. Vem naturalmente da energia no Universo. Mas temos de ser cuidadosos, pois se aparece outra pessoa que oferece essa energia diretamente, podemos nos desligar da fonte verdadeira... e regredir. Até aprendermos a evitar essa situação, ficamos andando em volta como a metade de um circulo. Parecendo a letra C. Somos muito suscetíveis a que apareça uma pessoa do sexo oposto, outro meio circulo, e se junte conosco assim completando o circulo e nos dê uma explosão de euforia e energia que pareça a plenitude produzida por uma ligação plena com o Universo.

Na verdade, apenas nos juntamos a outra pessoa que também está à procura de sua outra metade no mundo externo. Isso é um relacionamento clássico de co-dependência, e tem problemas embutidos que logo começam a surgir. Esse tipo de ilusão de inteireza sempre degenera numa luta por poder. No fim, cada pessoa tem de mandar na outra, e até mesmo incapacita-la, para poder conduzir esse eu inteiro para onde ela quer ir. Temos de fechar o circulo por nós mesmos. Temos de estabilizar nosso canal com o Universo. Isso exige tempo, mas depois nunca mais ficamos suscetíveis ao problema e adquirimos o que chama de um relacionamento mais elevado. Quando nos ligamos amorosamente a outra pessoa depois disso, criamos uma superpessoa... mas isso não nos desvia do caminho de nossa evolução individual.

Compreendendo quem na verdade são no intimo esses amigos do sexo oposto, a gente rompe a própria projeção fantasista sobre aquele sexo, e isso nos liberta para nos ligar mais uma vez com o Universo. Todos somos co-dependentes e estamos todos saindo disso agora. A idéia é começar a experimentar aquela sensação de bem-estar e euforia sentida no primeiro momento de um relacionamento co-dependente quando a gente está só. É preciso ter ele ou ela dentro de si. Depois disso, a gente evolui e pode encontrar aquele relacionamento romântico especial que realmente se ajusta à gente.

É exatamente assim com todos os vícios: a energia passa por alguém ou alguma coisa para se ligar com o Universo. O meio de lidar com isso é aumentar sua energia e depois se concentrar de novo no que está fazendo realmente aqui. A maneira como abordamos outras pessoas determina a rapidez com que evoluímos, e a rapidez com que nossas perguntas sobre a vida são respondidas.

Quando as pessoas cruzam nossos caminhos, há sempre uma mensagem para nós. Encontros casuais não existem. Mas o modo de respondermos a esses encontros determina se somos capazes de receber a mensagem. Se temos uma conversa com alguém que cruza nosso caminho e não vemos uma mensagem sobre nossas questões atuais, isso não significa que não houvesse uma mensagem. Significa apenas que não a captamos, por algum motivo. Quando apreciamos a forma e o porte de alguém, e nos concentramos de fato nele até suas formas e feições começarem a se destacar e ter mais presença, podemos mandar energia para ele e revigora-lo. Claro, o primeiro passo é manter nossa própria energia elevada, depois podemos iniciar o fluxo de energia que vem para nós, através de nós mesmos, e dai para outras pessoas.

Quanto mais apreciarmos a totalidade, a beleza interior delas, mais a energia penetra nelas e, naturalmente, mais flui para dentro de nós. Quanto mais amamos e apreciamos os outros, mais energia flui para dentro de nós. É por isso que amar e energizar os outros é a melhor coisa possível que podemos fazer a nós mesmos.

Quando se dá mais energia que a que a pessoa teria sem isso, ela pode ver qual é a sua verdade e passa-la mais prontamente para você. Quando faz isso, você tem a sensação de revelação sobre o que ela diz. Isso leva você a ver o eu superior e mais completo, e portanto a apreciar e a se concentrar nele num nível mais constante, que dá mais energia e maior percepção da verdade, e o ciclo recomeça de novo.

Se não aceitamos o drama concorrente, o drama da pessoa se desmonta. Lembre-se de que todo drama de uma pessoa se formou na infância em relação a outro drama. Portanto, todo drama precisa de um drama igual para ser plenamente encenado. Todos os dramas são estratégias secretas para conseguir energia. As manipulações secretas por energia não sobrevivem quando você as traz à consciência, apontando-as. Deixam de ser secretas. É um método muito simples. A verdade melhor sobre o que é dito numa conversa sempre prevalece. Depois disso a pessoa tem de ser mais verdadeira e honesta. A chave para fazer com que isso funcione é olhar simultaneamente para a pessoa verdadeira a sua frente além do drama, e mandar tanta energia para ela quanto possível. Se ela consegue sentir a energia chegando por qualquer meio, depois fica mais fácil abandonar sua forma de manipular para obte-la.

O Universo é energia, energia que responde às nossas expectativas. As pessoas também fazem parte desse universo de energia, portanto, quando temos uma pergunta, as pessoas revelam qual delas tem a resposta. Todo mundo que cruza nosso caminho tem uma mensagem para nós. Do contrário, teriam seguido por outro caminho, ou saído antes ou depois.

Existem sinais. O contato espontâneo do olhar, por exemplo, é um sinal para que duas pessoas conversem, pois existe um censo de reconhecimento. Ver alguém que parece conhecido, mesmo que a gente saiba que nunca viu essa pessoa antes é outro exemplo. Somos membros do mesmo grupo mental que certas outras pessoas. Os grupos mentais em geral evoluem na mesma linha de interesse. Pensam igual e isso cria a mesma expressão e experiência externa. Reconhecemos intuitivamente os membros do nosso grupo mental, e com muita freqüência eles nos trazem mensagens.


"Acreditar em você não é suficiente; O necessário é conhecer a você mesmo (...).
Você é aquilo que você procura".

Exercicios

Exercicio Visual

Coloque alguns objetos à sua frente, por exemplo, um garfo, uma faca, uma cigarreira, um lápis, uma caixa de fósforos, e fixe o pensamento em um deles. Memorize exatamente sua forma, sua cor e sua textura. Depois feche os olhos e tente imaginar esse mesmo objeto tão plasticamente quanto ele é. Caso ele lhe fuja do pensamento, tente chamá-lo de volta. No início você só conseguirá lembrar-se dele por alguns segundos, mas com alguma perseverança e repetição constante, de um exercício a outro o objeto tornar-se-á cada vez mais nítido, e a fuga e o retorno do pensamento tornar-se-ão cada vez mais raros. Não devemos assustar-nos com alguns fracassos iniciais, e se nos cansarmos, devemos passar ao objetivo seguinte. No começo não se deve praticar o exercício por mais de dez minutos, mas depois deve-se aumentar a sua duração gradativamente até chegar a 30 minutos. Depois de superarmos essa etapa podemos prosseguir, tentando imaginar os objetos com os olhos abertos. Os objetos devem tornar-se visíveis diante de nossos olhos como se estivessem suspensos no ar, e tão plásticos a ponto de parecerem palpáveis. Não devemos tomar conhecimento de nada que esteja em volta, além do objeto imaginado. Nesse caso também devemos controlar as perturbações com a ajuda do colar de contas. O exercício será bem sucedido quando conseguirmos fixar nosso pensamento num objeto suspenso no ar, sem nenhuma interferência, por no mínimo cinco minutos seguidos.

Exercícios Auditivos

Depois da capacidade de concentração visual, vem a capacidade auditiva. Nesse caso, a força de auto-sugestão tem no início uma grande importância. Não se pode dizer diretamente: "Imagine o tic-tac de um relógio" ou algo assim, pois sob o conceito imaginação entende-se normalmente a representação de uma imagem, o que não pode ser dito para os exercícios de concentração auditiva. Colocando essa idéia de um modo mais claro, podemos dizer: "Imagine estar ouvindo o tic-tac de um relógio". Para fins elucidativos, usaremos essa expressão, portanto, tente imaginar estar ouvindo o tic-tac de um relógio de parede. Inicialmente você só conseguirá fazê-lo por uns poucos segundos, mas com alguma persistência esse tempo irá melhorando gradativamente e as perturbações diminuirão. Depois, você deverá tentar ouvir o tic-tac de um relógio de pulso ou de bolso, e ainda, o badalar de sinos nas mais diversas modulações. Faça outras experiências de concentração auditiva, como toque de gongo, pancadas de martelo e batidas em madeira, ruídos diversos, como um arranhão, arrastamento de pés, trovões, o barulho suave do vento soprando, e até o vento mais forte de um furacão, o murmúrio da água numa cachoeira, e ainda, a música de instrumentos como o violino e o piano. Neste exercício o importante é concentrar-se só auditivamente e não permitir a interferência da imaginação plástica. Caso isso aconteça, a imagem deve ser imediatamente afastada; no badalar dos sinos, por exemplo, não deve aparecer a imagem dos sinos, e assim por diante. O exercício estará completo quando se conseguir fixar a imaginação auditiva por no mínimo cinco minutos.

Exercícios Sensoriais

O exercício seguinte é o da concentração na sensação. A sensação escolhida pode ser de frio, calor, peso, leveza, fome, sede e deve ser fixada na mente até se conseguir mantê-la, sem nenhuma imaginação auditiva ou visual, durante pelo menos cinco minutos. Quando formos capazes de escolher e de manter qualquer sensação, então poderemos passar ao exercício seguinte.

Exercícios Olfativos


Em seguida vem a concentração do olfato. Imaginemos o perfume de algumas flores, como rosas, lilases, violetas ou outras e fixemos essa idéia, sem deixar aparecer a representação visual destas flores. A mesma coisa deve ser feita com os mais diversos odores desagradáveis. Esse tipo de concentração também deve ser praticado até se conseguir escolher qualquer um dos odores e imaginá-lo por pelo menos cinco minutos.

Exercícios Gustativos

A última concentração dos sentidos é a do paladar. Sem pensar numa comida ou imaginá-la, devemos concentrar-nos em seu gosto. No início devemos escolher as sensações de paladar mais básicas, como o doce, o azedo, o amargo e o salgado. Quando tivermos conseguido firmá-las, poderemos passar ao paladar dos mais diversos temperos, conforme o gosto. Ao aprender a fixar qualquer um deles, segundo a vontade do aluno, por no mínimo cinco minutos, então o objetivo do exercício será sido alcançado.

Constataremos que esta ou aquela concentração será mais ou menos difícil para uma ou outra pessoa, o que é um sinal de que a função cerebral do sentido em questão é deficiente, ou pelo menos pouco desenvolvida, ou atrofiada. A maioria dos sistemas de aprendizado só leva em conta uma, duas, no máximo três funções. Os exercícios de concentração realizados com os cinco sentidos fortalecem o espírito e a força de vontade; com eles nós aprendemos não só a controlar todos os sentidos e a desenvolvê-los, como também a dominá-los totalmente. Eles são de extrema importância para o desenvolvimento mágico, e por isso não devem ser desdenhados.

O Jogo de Kim

Muitas vezes falhamos ou não obtemos o resultado ideal ao tentar exercícios de visualização, audição, olfato, tato, ou paladar (enfim, exercícios de controle das capacidades sensoriais sob a Vontade com o intuito de criar um meio de submeter o inconsciente ao nível emocional necessário para o trabalho ou simples exercícios de treinamento do inconsciente para que este possa romper a barreira do Ego quando necessário).

O Jogo de Kim é uma complementação destes exercícios. Uma vez que estes consistem em trazer pensamentos da consciência para o inconsciente, o jogo de Kim traz à tona energias [obs: energias = emoções] reprimidas no inconsciente, libertando-as.

Criado por Rudyard Kipling há mais de 50 anos, o Jogo de Kim mostra-se um ótimo exercício de treinamento mental para complementar o treinamento de controle dos sentidos.

Coloque sobre uma mesa vários objetos espalhados aleatoriamente: alguns de seu cotidiano, outros de sua casa mas que você não use tanto, e outros que você quase não veja, forrando-os com um pano.

Retire o pano e observe os objetos por 1 minuto.

Forre outra vez e sem olhar para o pano (para evitar a memória fotográfica momentânea que iria evocar as figuras de seu inconsciente: é fundamental que as imagens fluam naturalmente). Descreva o que lembrar dos objetos e sua posições.

Agora desforre tudo. Pegue o objeto que você tiver esquecido e medite sobre ele: olhe-o por muito tempo, feche os olhos em silêncio e calma absolutos. Tente trazer à mente (não force, deixe vir: espere longo tempo se necessário) uma imagem e uma emoção aleatórias.

Podem surgir traumas infantis reprimidos, e o complexo deve ter seu motivo explicado (apesar de isto não ser necessário). A emoção servirá para "jogar para fora" a energia reprimida. É uma espécie de "limpeza" do subconsciente pessoal. Se possível anote os resultados obtidos.

Alerta: É normal que você chore ou tenha um medo instantâneo ou caia na gargalhada sem sequer saber o porque: não significa que você está louco, muito pelo contrário, o Jogo de Kim servirá para que traumas sejam lembrados e assim eliminados do subconsciente (que é onde eles realmente causam perigo).


Brincando com Energia

A energia e os poderes mágicos em ação na Wicca são reais. Não têm origem em nenhum plano astral. Estão, isso sim, na Terra e em nós mesmos. Eles mantêm a vida. Diariamente nós utilizamos nossas reservas de energia e as reabastecemos por meio do ar que respiramos, do alimento que ingerimos, e dos poderes que nos banham oriundos do Sol e da Lua.

Saiba que esse poder é físico. Sim, pode ser misterioso, mas apenas porque poucos são os que os investigam de modo mágico. Seguem-se alguns exercícios que o ajudarão a fazê-lo.

Acalme-se. Respire fundo. Esfregue a palma de suas mãos por cerca de vinte segundos. Comece lentamente e acelere cada vez mais. Sinta seus músculos tencionados. Sinta as palmas se esquentando. Então, pare subitamente e segure-as longe uma da outra cerca de 4 cm. Sente-as formigando? Esta é uma manifestação de poder. Ao esfregar suas mãos, utilizando, os músculos de seus braços e ombros, você está gerando energia - poder mágico. Ele flui de suas palmas enquanto você as mantém afastadas.

Se não sentir absolutamente nada, repita uma ou duas vezes por dia até que tenha sucesso. Lembre-se, não se force a sentir o poder. Tentar com mais força não leva a lugar nenhum. Relaxe e permita-se sentir o que tem sempre estado ali.

Após realmente sentir esta energia, comece a criar formas com ela. Use sua visualização para tanto. Logo após esfregar suas mãos, enquanto estiver formigando, visualize raios de energia talvez azulados ou arroxeados saindo de sua mão direita (projetiva) para a esquerda (receptiva). Se for canhoto, inverta as direções.*

Agora, visualize essa energia lentamente girando no sentido horário entre suas palmas. Molde-a numa bola de energia brilhante, pulsante, mágica. Veja suas dimensões, suas cores. Sinta sua força e seu calor em seu corpo. Não há nada de sobrenatural nisso. Segure a bola com as mãos em concha. Faça com que cresça ou diminua de tamanho por meio de sua visualização. Por fim, empurre-a para dentro de seu estômago e reabsorva-a de volta a seu sistema.

Isto não só é divertido como também é uma valiosa experiência de aprendizado mágico. Após dominar a arte das esferas de energia, o passo seguinte é sentir os campos de energia.

Sente-se ou permaneça de pé diante de uma planta qualquer. Ervas e plantas vicejantes aparentemente funcionam melhor. Se necessário, flores cortadas num vaso também podem ser usadas.

Respire profundamente por alguns instantes e limpe seus pensamentos. Coloque a palma de sua mão receptiva (esquerda) alguns centímetros acima da planta. Direcione seu consciente para a sua palma. Você não sente um certo latejar, uma vibração, uma onda de calor ou simplesmente uma alteração na energia de sua mão? Você não sente a força interna da planta?

Coloque um cristal de quartzo, digamos, sobre uma mesa e passe sua mão receptiva sobre o cristal. Ative seus sentidos e atente para as invisíveis porém palpáveis energias que pulsam no cristal. Lembre-se de que todos os objetos naturais são manifestações da energia divina. Com prática, podemos sentir o poder que neles reside. Se tiver dificuldade em sentir esses poderes, esfregue levemente as palmas de suas mãos para sensibilizá-las e tente novamente.

Esta energia é a mesma que nos preenche quando estamos nervosos, irados, assustados, alegres ou excitados sexualmente. É a energia utilizada em magia, seja ela oriunda de nossos corpos seja canalizada da Deusa e do Deus, das plantas, das pedras e de outros objetos. É a matéria da criação a qual utilizamos em magia.

Agora que já sentiu esse poder, use a visualização para movê-lo. Você não precisa esfregar as palmas de suas mãos para gerar energia, você pode faze-lo ao simplesmente concentrar-se nesse fim. Um dos mais simples métodos é contrair os músculos - retesar o seu Corpo. Isto gera energia, o que explica o porque de relaxarmos na meditação. A meditação reduz nossa energia e permite que nos afastemos deste mundo.

Quando sentir-se pleno de poder, erga sua mão direita (projetiva) e direcione a energia de seu corpo através de seu braço e saindo de seus dedos. Use sua capacidade de visualização. Realmente veja e sinta-a fluindo para fora.

Como prática, fique de pé em sua casa. Gere poder em seu interior. Direcione-o a cada cômodo, visualizando-o penetrando em fendas e paredes e ao redor de portas e janelas. Você não está criando um alarme anti-furto psíquico, mas sim uma proteção mágica, portanto visualize a energia formando uma barreira impenetrável através da qual nenhuma negatividade ou intrusos possam passar.

Depois de "selar" a casa, interrompa o fluxo de energia. Você pode fazê-lo ao visualizar esse fluxo parando e balançando sua mão. Sinta sua energia de força protetora instalada nas paredes. Um sentimento seguro deve inundá-lo enquanto está de pé dentro de sua casa protegida. Sim, você realizou isto por meio de sua mente, mas também com poder. A energia é real, e sua habilidade de manipulá-la determina a eficácia de seus círculos e rituais.

Trabalhe o sentir e o direcionar de energia diariamente. Torne isso uma espécie de brincadeira mágica até que atinja o ponto em que você não precisa mais parar e pensar: "Será que eu consigo? Será que consigo gerar poder?". Você saberá que pode.

* Lembre-se dos filmes de ficção cientifica e fantasia nos quais um mago envia poder de suas mãos, lembre-se da aparência do efeito cinematográfico. Se desejar, use uma imagem semelhante para visualizar o poder pessoal que emana de suas mãos. Apesar de serem apenas efeitos especiais, isto, obviamente, é real, e podemos utilizar a imagem para realmente enviar o poder.


Gerando Energia

Na prática, isto é magia - o movimento das energias naturais para efetivar ma mudança necessária. Você pode gerar energia na maioria dos rituais pagãos, apesar de raramente ser algo necessário. Entretanto, as Luas Cheias, solstícios e equinócios são períodos ideais para a prática da magia, pois há uma carga extra de energia terrena disponível, as quais podem ser utilizadas para aumentar a eficácia de sua magia.

O que não quer dizer que os rituais pagãos são simplesmente pretextos para trabalhar a magia. Apesar de ser perfeitamente possível trabalhar com magia nos Oito Dias de Poder (na verdade, isto é tradicional), muitos bruxos não o fazem, preferindo que estes sejam períodos de harmonia e celebração do que de magia.

Entretanto, uma das maiores diferenças entre a bruxaria e a maioria das outras religiões é sua aceitação da magia, não apenas nas mãos de sacerdotes especializados que operam milagres enquanto os outros observam, mas para todos os que praticam seus rituais. Assim, a magia pode ser trabalhada com a consciência tranqüila na maioria dos rituais Wiccanos após a invocação e a observação dos rituais.

Na magia, assegure-se de que sua necessidade seja real, que esteja emocionalmente envolvido com essa necessidade, e que saiba que sua magia funcionará. Alguns dos mais simples encantamentos são os mais eficazes. Após todos estes anos, prefiro sempre utilizar velas coloridas, óleos e ervas como pontos focais de energia. Há incontáveis maneiras de praticar magia; escolha uma que seja a ideal para você.

Como já escrevi em outro lugar, magia é magia. Não é religiosa no sentido comum da palavra. Na Bruxaria, contudo, a magia é geralmente trabalhada durante a invocação da Deusa e do Deus, pedindo por sua presença e para que emprestem sua força à tarefa. É isto que torna a magia pagã religiosa.

O círculo mágico (ou esfera) é formado para reter o poder durante a geração de energia. Quando estiver gerando poder para um encantamento utilizando um dos velhos métodos (dança, cantos sem fim, visualização e outros), os wiccanos buscarão mantê-lo dentro de seus corpos até que tenham atingido seu ápice. Nesse ponto, é liberado e enviado em direção ao objetivo. É difícil reter todo esse poder - especialmente durante a dança - portanto, o círculo tem essa função. Uma vez que tenha liberado o poder, no entanto, o círculo não impede de modo algum que o fluxo de energia siga rumo a seu destino.

Os círculos não são necessários para a prática de magia, apesar de que, caso invoque a Deusa e o Deus para auxiliá-lo, a presença do círculo irá assegurar que o poder que receber será adequadamente retido até que decida ser o momento de enviá-lo. (...)

Uma vez que tenha finalizado seu trabalho de magia, pare por alguns momentos. Observe as velas da Deusa e do Deus, ou suas imagens no altar. Pode também olhar para a fumaça que desprende do incenso ou para um vaso de flores frescas. Pense nas deidades e sobre o seu relacionamento com elas, assim como seu papel no universo. Afaste sua mente de pensamentos ligados ao ritual ao afastar sua conciência do ritual.

Você provavelmente se sentirá exausto se realmente liberou poder, portanto sente-se e relaxe por alguns instantes. Este é um momento de reflexão. Ele fluirá suavemente rumo ao próximo passo do ritual.

Exercício do Pilar do Meio

Pilar Central

1. Visualize-se dentro de um Templo imaginado por você mesmo(a), voltado(a) para o Oeste (elemento Água). Imagine um Pilar Negro à sua direita e um Pilar Branco à sua esquerda.

2. Visualize uma Esfera Brilhante de Luz Branca cintilando a uns 20 cm acima de sua cabeça. Inspire profundamente e vibre o nome divino de EHEIEH (pronuncia-se "erreiê"), que significa "Eu Serei" ou "Eu Sou".

3. Faça a Luz descer até o seu pescoço, visualizando ali uma outra Esfera Brilhante, desta vez na cor índigo (azul-violeta). Inspire profundamente e vibre o nome divino YEHOWAH ELOHIM (pronuncia-se "ierrová elorrím"), que significa "Senhor Deus" ou "Senhor dos Deuses".

4. Faça a Luz descer até o seu coração, visualizando uma terceira Esfera Brilhante, agora na Luz Amarela. Inspire profundamente e vibre o nome divino IAO (pronuncia-se "iáo"), que significa "Senhor Deus de Todo o Conhecimento" e é um nome que os gnósticos davam ao Sol (Isis-Apóphis-Osíris).

5. Faça a Luz descer até os genitais e visualize uma nova Esfera Brilhante, desta vez na cor Violeta. Inspire profundamente e vibre o nome divino SHADDAI EL CHAI (pronuncia-se "xadái el rái"), que significa "O Senhor Poderoso da Vida".

6. Faça a Luz descer e visualize uma outra Esfera de Luz Brilhante de cor Verde aos seus pés. Inspire profundamente e vibre o nome divino ADONAI HA-ARETZ (pronuncia-se "adonái rá-aréts"), que significa "Meu Senhor da Terra".

7. Agora visualize a Luz subir verticalmente dos seus pés (pela frente) até a Esfera Brilhante de Luz Branca acima de sua cabeça e, novamente, descer verticalmente pelas costas até os pés. Imagine esta Luz circulante formar um grande Círculo de Luz se movendo rapidamente à sua volta. Visualize agora um outro Círculo de Luz se formar em volta de sua cintura, também se movendo rapidamente. A idéia é formar a imagem telesmática de um átomo e, para isso, imagine mais dois círculos de luz se movendo rapidamente à sua volta.

8. Quando você sentir que conseguiu visualizar com firmeza os 7 itens anteriores, comece o Ritual da Cruz Cabalística.

(Nota: o Exercício do Pilar Central deve ser feito vagarosamente e com grande atenção. Ele é um método mágico para despertar as altas vibrações interiores e deve ser utilizado com muita paciência e honesta aspiração. Este exercício restabelece as energias protetoras da Aura, unindo-a à Luz Divina).

Exercício com Objetos


Pêndulo

É recomendados uma rotina diária de exercícios com o pêndulo. Você pode começar com apenas dez minutos, no dia seguinte um pouco mais, e assim por diante. Depende da sua dedicação e concentração. Realize estes exercícios em horários não atribulados do dia e em um local calmo.
É muito importante anotar todas as experiências que você está tendo com o seu pêndulo, assim como todas as experiências com a magia no geral.
Outro ponto importante é: faça sempre um exercício de relaxamento antes de trabalhar com o seu pêndulo. Sua mente deve estar quieta e, se possível, limpa, para poder se concentrar e trabalhar com as energias de forma eficiente.
Mais uma dica: jamais faça uma pergunta ao pêndulo com uma resposta pré-definida em mente. Essa é decididamente a parte mais difícil, e você deve se concentrar para conseguir atingir este objetivo.
A melhor maneira de manipular o pêndulo é segurá-lo com as duas mãos, cotovelos na mesa, apoiando-o na sua testa. Assim você fica livre de interferências inconscientes do seu próprio corpo, como balançar sem querer o braço, por exemplo.

Espirais

Sim: sentido horário
Não: sentido anti-horário
Pegue dois pedaços médios de papel (serve meia folha de sulfite para cada) e desenhe uma espiral grande no sentido horário e, no outro papel, uma espiral em sentido anti-horário.
Posicione a espiral em sentido horário à sua frente e coloque o pêndulo sobre ela. Diga em voz alta:
Este movimento quer dizer SIM.
Concentre-se. Não force o pêndulo. Nas primeiras vezes que você o utilizar, ele pode até mesmo ficar imóvel. Calma. É tudo questão de treino e prática. Seja paciente e espere-o girar sozinho.
Em seguida, realize o mesmo procedimento com a espiral em sentido anti-horário, dizendo:
Este movimento quer dizer NÃO.
Se de nenhuma maneira você conseguiu fazer o pêndulo se mover sozinho, é melhor esperar e tentar outro dia. Procure sempre alterar as circunstâncias, quando isso acontecer. Mude o horário, o dia, o local etc. Qualquer movimento do pêndulo já é ótimo neste começo.

Copos

Peça a alguém que esconda um objeto sob um copo (que não seja transparente, é claro). Devem estar dispostos três copos (ou potes) mais ou menos iguais e você não deve saber o seu conteúdo.
Embaralhe todos (ou peça a alguém que embaralhe), coloque o pêndulo sobre cada um deles e pergunte:
O objeto está escondido neste copo?
Concentre-se e não se deixe levar pela primeira impressão. Também não se desanime se errar. Vá aos poucos. Anote tudo para uma conferência posterior. A tendência é o aumento dos resultados.

Moedas

Escreva em um papel a palavra SIM e em outro a palavra NÃO. Coloque o pêndulo sobre cada um e veja o sentido da rotação.
Quando seu pêndulo já tiver entendido que o sentido horário significa SIM e o sentido anti-horário significa NÃO, pegue três moedas iguais de anos diferentes e, com a mão esquerda, segure uma delas. Pense em um ano específico e não olhe para o pêndulo para não influenciá-lo. Então pergunte:
Esta é a moeda cunhada em 19XX (ano que você pensou)?
Tenha paciência e aguarde. Faça isso com todas as moedas e veja se houve movimento do pêndulo em alguma delas. Se não der certo, já sabe: tente em outras circunstancias.

Sal

Pegue dois copos com água iguais e coloque um pouco de sal dentro de um deles (ou peça a alguém que coloque para você).Colocando o pêndulo sobre um dos copos, faça a pergunta:
Este copo contém sal?
Exercício do baralho
Arrume dois baralhos idênticos. Vire as cartas em uma mesa e escolha a carta a ser encontrada.
Com a carta gêmea da que você procura na mão esquerda, vá testando o pêndulo, vendo se ele se move sobre a carta certa.
Como este é um exercício mais avançado, pode ser que demore mais para você obter os efeitos desejados.

Rostos

Separe em revistas fotos mais ou menos do mesmo tamanho de duas meninas, dois meninos, duas moças, dois rapazes, duas senhoras e dois senhores.
Cole-os em cartolina preta e corte-as exatamente do mesmo tamanho, de forma que fiquem iguais. Embaralhe-as e, com o pêndulo em cima de cada uma delas, vá perguntando:
Essa foto é de uma criança?
Essa foto é de um adulto?
Essa foto é de uma pessoa idosa?
Agora as vire de cabeça para baixo e repita a operação. Veja quantos acertos consegue. Nunca vire a carta antes do fim do teste!

Magia Natural - A Mão de Poder



A magia lida com os poderes produzidos pelo corpo, os quais são utilizados em alguns encantamentos e rituais. É uma parte da energia universal que sustenta nossos corpos. Parte desse poder é liberado pelo estado emocional atingido durante a prática da magia e é enviado juntamente a outras energias que tenham sido conjuradas para que sua necessidade pudesse se manifestar.
A mão do poder é aquela pela qual tais poderes são liberados. É a mão com a qual escreve. Se for ambidestro, e puder utilizar ambas as mãos, escolha uma e mantenha sua opção.

Essa mão é utilizada em magia para apresentar, segurar, arremessar ou executar qualquer outro gesto de modo ritualístico durante um encantamento.
É aconselhável utilizar a mão com a qual escreve quando solicitado em rituais específicos, pois essa é uma mão hábil, e é por meio dela que as energias são normalmente liberadas. Portanto, se desenhou um símbolo representando sua necessidade com sua mão de poder, o próprio símbolo estará imbuído com um pouco de sua energia.
Esta tem sido a base da magia.

Costuma-se dizer que a magia foi a primeira religião, e que ao utilizarmos amorosamente as forças da Natureza para causar mudanças benéficas, integramo-nos a elas.
Essas forças foram personificas como Deuses e Deusas.
Sintonizar-se com eles é uma experiência espiritual e é a base de toda religião verdadeira.

As técnicas necessárias para praticar magia natural são simples e de fácil aprendizado. Seu desejo de praticar determinará quanto você se adaptará a elas. Como qualquer outra coisa, a magia normalmente se torna mais fácil com a prática.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Banhos Ritualísticos

Os banhos ritualísticos de uma maneira geral, são rituais pagãos onde utilizamos determinados elementos da natureza, de maneira ordenada e com conhecimento de causa, com o intuito de troca energética entre o indivíduo e a natureza, afim de fornecer-lhe equilíbrio energético e mental.

Estes banhos prestam-se para limpar as energias negativas, livrar as pessoas de influências negativas, reequilibrar a pessoa, aumentar a capacidade receptiva do aparelho mediúnico, já que os chacras serão desobstruídos, enfim, tem grande importância na manutenção dos corpos.
Embora o banho utiliza-se de elementos materiais, que serão jogados sobre o corpo físico, a contraparte etérica será depositada sobre os chacras, corpo astral e aura que receberão diretamente o prana ou éter vital, bem como a parte astral dos elementos densos.

Temos algumas categorias de banhos :

Banhos de Limpeza

Esta categoria de banho, conhecido também como banho de descarga, banho de descarrego ou desimpregnação energética é o mais comum e mais conhecido. Estes banhos servem para livrar o indivíduo de cargas energéticas negativas. Conforme vivemos, vamos passando por vários ambientes, trocamos impressões com todo o tipo de indivíduo e como estamos num planeta atrasado em evolução espiritual, a predominância do mal e de energias negativas são abundantes. Todo este egrégora formado por pensamentos, ações, vão criando larvas astrais, miasmas e todo a sorte de vírus espirituais que vão se aderindo ao aura das pessoas. Por mais que nos vigiemos, ora ou outra caímos com o nosso nível vibratório e imediatamente estamos entrando neste egrégora. Se não nos cuidarmos, vamos adquirindo doenças, distúrbios e podemos até sermos obsediados.

Há dois tipos de banhos de descarrego:

*Banho de Sal Grosso

Este é o banho mais comumente utilizado, devido à sua simplicidade e eficiência. O elemento principal que é o sal grosso, é excelente condutor elétrico e “absorve” muito bem os átomos eletricamente carregados de carga negativa, que chamamos de íons. Como, em tudo há a sua contraparte etérica, a função do sal é também tirar energias negativas aderidas no aura de uma pessoa. Então este banho é eficiente neste aspecto, já que a água em união como o sal, “lava” todo o aura, desmagnetizando-o negativamente.

O preparo deste banho é bem simples, basta, após um banho normal, banhar-se de uma mistura de um punhado de sal grosso, em água morna ou fria. Este banho é feito do pescoço para baixo, não lavando os dois chacras superiores (coronal e frontal).
O porquê de não poder lavar os chacras superiores, está ligado ao fato de serem estes chacras ligados à coroa da pessoa, tendo que ser muito bem cuidada, já que é o elo de ligação, através da mediunidade, entre a pessoa e o plano astral superior.

Após o banho, manter-se molhado por alguns minutos (uns 3 minutos) e enxugar-se sem esfregar a toalha sobre o corpo, apenas secando o excesso de umidade.
Algumas pessoas, neste banho, pisam sobre carvão vegetal ou mineral, já que eles absorverão a carga negativa.

Este banho é apenas o banho introdutório para outros banhos ritualísticos, isto é, depois do banho de descarrego, faz-se necessário tomar um outro banho ritualístico, já que além das energias negativas, também descarregou-se as energias positivas, ficando a pessoa desenergizada, que só é conseguido com outro tipo de banho.
Este banho, não deve ser realizado de maneira intensiva (do tipo todos os dias ou uma vez por semana), pois ele realmente tira a energia do aura, deixando-o muito vulnerável.
Existem pessoas que usam a água do mar, no lugar da água e sal grosso.

*Banho de Descarrego com Ervas

Este banho é mais complexo e menos conhecido do que o de sal grosso. A função deste banho é a mesma que a do sal grosso, só que tem efeito mais duradouro e conseqüências maiores. Quando uma pessoa está ligada à uma obsessão e larvas astrais estão ligadas a ela, faz-se necessário um tratamento mais eficaz. Determinadas ervas, são naturalmente descarregadoras e sacodem energeticamente o aura de uma pessoa, eliminando grande parte das larvas astrais e miasmas. Algumas ervas que são muito boas para este banho : arruda, guiné, espada de São Jorge, aroeira, folhas de fumo, etc.

Banho de Defesa

Este banho serve de manutenção energética dos chacras, impedindo que eles se impregnem de energias nocivas em determinados rituais. Por exemplo, quando vamos realizar alguma oferenda numa cachoeira, é importante que nos “fechemos” para determinadas vibrações que podem estar abundantes num sítio energético, já que além de nós, todo o tipo de pessoa vai até estes lugares para pedidos escusos, com entregas “pesadas”.
Usamos, também, quando vamos conhecer algum local ou pessoa novas e não sabemos se ele é ou nãoprejudicial a nós. A melhor prática e estudar o banho de proteção para cada situação específica, seguindo algum herbolário confiável, mas seguem aqui alguns exemplos de banhos de defesa genéricos:

Banho de Café

Este banho afasta as energias negativas, reenergiza, acaba com pesadelos e com a mania de perseguição, desde que tomado com fé, rezando antes e depois para seu guardião em especial. Acenda uma vela branca para a Deusa no início do banho e deixe queimar até o fim.

Ingredientes:

3 xícaras de café bem forte em
5 litros de água.
Vela branca

Banho de Alecrim

Este banho afasta as energias negativas, reenergiza, acaba com pesadelos e com a mania de perseguição, desde que tomado com fé, rezando antes e depois para os anjos e para o seu em especial. Acenda uma vela branca para a Deusa no início do banho e deixe queimar até o fim.

Ingredientes:

3 punhados de sal marinho em
5 litros de água
Alecrim ou eucalipto

Banho Forte

Banho muito poderoso e lietarlmente deixa o corpo fechado para qualquer influência negativa. Coloque na água o sal e o vinagre. Depois tome outro banho para se reenergizar com: alecrim, arruda, alfazema, ou café com leite e chocolate...

Ingredientes:

3 colheres de sopa de sal grosso,
2 xícaras de vinagre branco,
5 a 6 litros de água.
Alecrim
Arruda
Alfazema
Café com leite e chocolate

*Banho contra parasitas

Este banho afasta as energias negativas trazidas por problemas nossos e alheios, pela presença de pessoas de baixa freqüência vibratória e por nossos pensamentos negativos. Como sempre, depois de algumas horas, se faz necessário um banho reparador que pode ser de camomila, erva-doce e cidreira, ou um banho de alecrim...

Ingredientes:

7 dentes de alho roxo, ou claro inteiros e frescos,
2 colheres de sopa de tomilho,
igual quantidade de sálvia seca,
a mesma porção de manjericão seco,
7 litros de água,
1 colher de sopa de sal marinho.
Camomila
Erva-cidreira
Erva-doce
Alecrim


Banho de Energização


Após tomarmos um banho de descarrego, é importante que restabelecemos o equilíbrio energético, através de um banho de energização. Este banho reativa os centros energéticos e refaz o teor positivo do aura. É um banho que devemos usar quando vamos trabalhar normalmente em giras de direita, ou mesmo, após uma gira em que o ambiente ficou carregado.

Também, podemos usá-lo regularmente, independente se somos ou não médiuns.
Um bom e simples banho : pétalas de rosas brancas ou amarelas, alfazema e alecrim. A receita a seguir e um dos mais populares banhos de energização:

*Banho de Ervas

Este banho nos livra dos males e, ao mesmo tempo, reenergizam. Se as folhas estiverem frescas, macere-as e coloque-as na água quando ela estiver fervendo e apague o fogo. Se estiverem secas, deixe em infusão.

Ingredientes:

Alecrim,
Alfazema e
Arruda


Preparação dos Banhos

Em todos os banhos, onde se usam as ervas, devemos nos preocupar com alguns detalhes. Leia com atenção as indicações a seguir para ter a certeza de um banho eficaz.

*A colheita deve ser feita em fases lunares positivas, devido a abundância de prana.
*Ao adentrar numa mata para colher ervas ou mesmo num jardim, saudamos sempre os deuses responsável pelas folhas (no Candomblé é um Orixá, mas pode ser considerado como um ser encantado, com responsabilidades e atuações limitadas).
*Antes de colhermos as ervas, toquemos levemente a terra, para que descarreguemos nossas mãos de qualquer carga negativa, que é levada para o solo.
*Não utilizar ferramentas metálicas para colher, dê preferência em usar as próprias mãos, já que o metal faz com que diminua o poder energético das ervas.
*Normalmente usamos folhas, flores, frutos, pequenos caules, cascas, sementes e raízes para os banhos, embora dificilmente usamos as raízes de uma planta, pois estaríamos matando-a
*Colocar as ervas colhidas em sacos plásticos, já que são elementos isolantes, pois até chegarmos em casa, estaremos passando por vários ambientes
*Lavar as ervas em água limpa e corrente
*Os banhos ritualísticos, devem ser feitos com ervas frescas, isto é, não se demorar muito para usá-las, pois o prana contido nelas, vai se dispersando e perde-se o efeito do banho
*A quantidade de ervas, que irão compor o banho , são 1 ou 3 ou 5 ou 7 ervas diferentes e afins com o tipo de banho. Por exemplo, num banho de defesa, usamos três tipode de ervas (guiné, arruda e alecrim).
*Não usar aqueles banhos preparados e vendidos em casas de artigos religiosos, já que normalmente as ervas já estão secas, não se sabe a procedência nem a qualidade das ervas, nem se sabe em que lua foi colhida, além de não ter serventia alguma, é apenas sugestivo o efeito.
*Alguns banhos, são feitos com água fria e as plantas são masceradas com as próprias mãos e só depois, se for o caso, adicionar um pouco de água quente, para suportar a temperatura da água.
*Banhos feitos com água quente, devem ser feitos por meio da abafação e não fervimento da água e ervas, isto é, esquenta-se a água, até quase ferver, apague o fogo, deposite as ervas e abafe com uma tampa, mantenha esta imersão por uns 10 minutos antes de usar. Alguns dizem que a água quente não é eficiente para um banho, mas esquecem que o elemento Fogo, também faz parte dos rituais. A água aquecida “agita” a mistura, liberando o prana das ervas.
*Acender uma vela para a Deusa e manter-se em meditação e concentração, já que se está realizando um ritual.
*Os banhos devem não devem ser feitos nas horas abertas do dia (06 horas, 12 horas ou meio-dia, 18 horas e 24 horas ou meia-noite), pois as horas abertas são horas “livres” onde todo o tipo de energia “corre”. Só realizamos banhos nestas horas, normalmente os descarregos com ervas, quando uma entidades prescrever (normalmente um exu).
*Não se enxugar, esfregando a toalha no corpo, apenas, retire o excesso de umidade, já que o esfregar cria cargas elétricas (estática) que podem anular parte ou todo o banho.
*Embora todo o corpo será banhado, a parte da frente do corpo é que devemos dar maior atenção, já que estão as “portas” dos chacras, além da parte frontal possuir uma maior polaridade positiva, que tem propriedades elétricas de atrair as energias negativas e que são eliminadas com o banho, recebendo carga positiva e aceleradora.
*Após o banho, é importante saber desfazer-se dos restos das ervas. Aquilo que ficou sobre o nosso corpo, nós retiramos e juntamos com o que ficou no chão. Colocamos tudo num saco plástico e despachamos aquilo que é biodegradável, em água corrente.

Limpeza Energética

Como fazer uma limpeza energética de ambientes...

Casa bem cuidada, bonita, harmoniosa e feliz. Dá prazer em morar nela. As pessoas nos visitam e até comentam como é agradável ficar em sua casa. Se pudessem, não sairiam mais de lá.

Estas pessoas, que podem ser amigos ou parentes, vão embora e você começa a sentir o ambiente da casa estranho e pesado. De repente, começa a perceber que toda vez que sua cunhada ou vizinha vem te visitar, as plantas da sua casa morrem e que toda vez que aquele casal de amigos vem para jantar, reparam em tudo...

Com toda a certeza sua casa ficou impregnada por energias negativas do tipo: inveja, ódio, olho gordo, etc... E esta energia negativa nos ambientes, atrapalham e muito as energias das pessoas. Temos erradicar com urgência este mal da nossa casa. Abaixo proponho uma serie de técnicas simples, para você fazer uma boa limpeza e puruficar o ambiente. Leia com atenção.

Limpeza geral - faxina geral
Comece por fazer uma limpeza geral na casa. Na hora que estiver limpado, mentalize que sua casa esteja se livrando das más energias.

Flores e plantas naturais
Naturalmente, as plantas e flores naturais absorvem as energias mais negativas dos ambientes. Detalhe: só as naturais têm esta propriedade. Artificiais, não.

Vaso de sete ervas

Ótimo conjunto de plantas para se ter em um ambiente. Limpam e protegem. Você encontra facilmente em floriculturas e feiras.

Flores brancas
Branco é pureza. Flores brancas absorvem as energias mais densas.

Incensos
Os incensos abaixo tem propriedades de limpar os ambientes de energias negativas. Escolha um ou mais incenso e, passe pela casa toda. Veja os tipos de incenso e as energias que atraem:

Alegria - felicidade: pitanga, limão, maçã, mirra.
Prosperidade - sucesso: canela, benjoim, mirra, noz moscada, verbera.
Meditação - oração - espiritualidade: lírio, mirra, sândalo, acácia, flor de lótus.
Limpeza e proteção energética: alecrim, arruda, beijoim, cânfora, citronela, eucalipto, mirra, verbera.
Paz, calma, equilíbrio: alecrim, alfazema, arruda, citronela, eucalipto, flor de laranjeira, flor de lótus, lírio, maçã, rosas, sândalo, violeta.
Amor e romance: alfazema, almíscar, camomila, erva doce, dama da noite, jasmim, noz moscada, patchouly, rosas, verbera.
Afrodisíaco, sexualidade, sensualidade: almíscar, dama da noite, jasmim, rosa, patchouly.

Defumadores
Os mais usados são: sete ervas, arruda, alegrim e quebra demanda.

Aromatizadores
Use na forma spray nos ambientes. Eu indico para limpeza: cânfora, alho, alcrim, benjoin ou bergamota. Conheça aqui o poder dos aromas:

O poder dos óleos essenciais

CAMOMILA - Calmante, sedativo, confortante e aquecedor.
YLANG-YLANG - Poderoso sedativo, afrodisíaco, antidepressivo e tônico.
CANELA - Restaurador, fortificante, afrodisíaco e combate o estresse.
LIMÃO - Purificante, fotificante, estimula a mente e refrescante.
LARANJA - Confortante, antigripal, sedativo e tonificador.
ERVA CIDREIRA - Estimulante, aliviador, combate o estresse e aliviador.
EUCALIPTO - Purificante, estimulante, refrescante e depurativo.
CEDRO - Aquecedor, calmante, anti-estressante e restaurador.
ALFAZEMA - Purificante, tonificante, relaxante e apaziguador.
HORTELÃ - Refrescante, afrodisíaco, tônico para os nervos e estimulante.
MANGERICÃO - Purificador, antidepressivo, tonificador e refrescante.
PINHO - Combate fadiga e estresse, fortificante e purificante.
ALECRIM - analgésico, estimulante para os nervos e mente, protetor e purificante
SÂNDALO - Afrodisiaco, relaxante, elevante e calmante.

Animais vivos
Absorvem as energias negativas de ambientes.

Amoníaco
Muito usado para limpeza energética. Uma vez por mês, borrife a casa com uma solução de água filtrada com 11 gotas de amoníaco de farmácia. Faça só uma vez, pois o amoníaco tem um efeito muito forte.

Água com sal grosso - Água do mar - Água do rio
Para limpeza energética, você pode borrifar o ambiente com qualquer uma destas águas.

Vassoura mágica
Ela serve para fazer a limpeza energética de nossos altares, casas etc. A vassoura é um item que pode ser confeccionado por você mesmo! Um pedaço de galho de árvore encontrado na natureza (não arranque de uma árvore, você pode encontra-los caídos no chão!), e pedaços de ervas secas, ou palhas, arramadas com sizal são suficientes para a criação de uma ótima vassoura de bruxa! Após limpar a sua casa fisicamente, passe a sua vassoura por todo o lugar, sempre no sentido da porta de saída, para que as energias negativas SAIAM da sua casa.
A Vassoura não deve tocar o chão durante a varredura. Deve-se varrer a área desejada acima do solo, no ar, enquanto visualizamos a limpeza energética do local.

Agora que você você viu algumas técnicas aqui apresentadas, escolha uma e mãos-à-obra! Mas, não esqueça de que seu esforço de nada valerá se você não tiver fé e acreditar no poder da limpeza!

sábado, 26 de janeiro de 2008

Feitiços Culinários


"Quem pensa que a comida só faz matar a fome está redondamente enganado. Comer é muito perigoso. Porque quem cozinha é parente próximo das bruxas e dos magos. Cozinhar é feitiçaria, alquimia. E comer é ser enfeitiçado."

(Rubens Alves)



Hidromel

Existem diversas receitas de hidromel, mas esta é uma receita retirada de um livro de receitas de 1842, escrito à mão, e traduzida no 'Livro Mágico da Lua', de D.J. Conway. Como pode-se ver pelos ingredientes, trata-se de uma receita grande para sabbats em grupo e demora para ficar pronto.

Ingredientes:
- 2kg de mel novo
- 50l de água
- 1 punhado de alecrim
- 1 punhado de tomilho
- 1 punhado de louro
- 1 punhado de roseira brava
- 2 ou 3 punhados de malte moído
- tostadas com levedura
- 45g de cravos
- 45g de noz-moscada
- 45g de macis

Procedimento:
Ferva o mel novo na água. Coe bem. Acrescente os punhados de alecrim, tomilho, louro e roseira brava. Ferva a mistura por uma hora, pondo-a em seguida num tonel com o malte moído. Mexa até estar tépido e coe num pano passado para outro tonel.

Espalhe um pouco de tostadas com levedura e despeje o líquido. Quando o hidromel estiver coberto de levedura, despeje em uma pipa. Amarre os cravos, os macis e a noz-moscada num saco e pendure na pipa. Feche a pipa por seis meses e engarrafe. Certifique-se de que todos os recipientes foram esterelizados antes do uso.

Vinho quente com ervas

Ingredientes:
- 1 xícara de água fervente
- 1 xícara de suco de uva
- 1/8 de colher de chá de folhas de alecrim amassadas
- 1 pau de canela
- de 4 a 5 cravos inteiros
- 1 xícara de xerex seco
- 1/4 de colher de chá de flocos de menta moídos

Procedimento:
Despeje a água fervente sobre o alecrim e a menta; deixe curtir por 15 minutos. Acrescente os cravos e deixe curtir por mais 15 minutos. Coe, misture esse líquido ao suco de uva e ao xerez numa panela. Aqueça em fogo baixo até esquentar. Coe, adicione a canela e sirva ainda quente.


Pão fantasia

Ingredientes:

1 kg de farinha de trigo;
400 ml de leite (ou até dar ponto);
2 ovos;
1/2 colher de sopa de sal;
1 colher de sopa de açúcar;
10 g de fermento instantâneo ou 1 colher de sopa bem cheia;
1/3 de xícara de manteiga ou de margarina derretida morna;
50 g de queijo parmesão ralado;
3 colheres de sopa de salsinha e cebolinha picadas;
2 colheres de sopa de cebola picada;
3 colheres de cenoura ralada;
3 colheres de azeitona picada;
4 colheres de sopa de salame picado em tirinhas.

Modo de fazer
Misturar o fermento instantâneo e a farinha. Acrescentar o açúcar e o sal e misturar novamente. Juntar os ovos bem batidos, o leite e os demais ingredientes e amassar bem, até formar uma massa lisa, brilhante e que desgrude da bacia. Colocar em uma forma previamente untada com óleo e deixar o pão crescer até dobrar de volume. Assar em forno pré-aquecido (180ºC) por, aproximadamente, 45 minutos, até dourar. Retirar do forno, pincelar com margarina ou com manteiga para ficar com aspecto brilhante.

Delícias de cogumelos

Poucas pessoas hoje em dia têm tempo de preparar esta antiga receita grega de acordo com a original mas, se você tiver tempo, enrole a mistura em folhas de massa folhada.

ingredientes:
- 1,3kg de cogumelos frescos
- 1/2 xícara de cebolas picadas
- 1 barra de margarina
- margarina derretida para dourar
- 1/2 xícara de parmesão ralado
- pimenta e sal a gosto
- 3/4 de xícara de farelo de pão
- 450g de massa folhada ou rolos de massa pronta

Procedimento:
Limpe os cogumelos e pique-os bem fininhos. Doure a cebola na margarina até que todo o líquido desapareça. Remova do fogo e acrescente o queijo, o sal, a pimenta e o farelo de pão.

Separe a massa pronta. Forme círculos com a massa, de espessura bem fina. Use cerca de uma colher de chá do recheio em cada círculo. Dobre a massa formando um semicírculo e feche as bordas com um garfo. Coloque em uma forma antiaderente. Espalhe a margarina derretida sobre as massas. Asse no forno a 170ºC durante 15 a 20 minutos, ou até dourar. Sirva quente.

Se não utilizar massa folhada, abra cuidadosamente uma folha de massa por vez e recheie. Dobre em formato triangular.

Receitas para Litha

Pudim de mel

Ingredientes:

- 1/2 quilo de farinha de rosca
- 2 copos de mel
- 6 ovos
- 1 pacotinho de canela

Modo de fazer

Misturar tudo até obter massa bastante mole; levar ao forno quente durante meia hora; esfriar e colocar na geladeira.

Ingredientes

- 6 maçãs
- 1 copo de mel
- 2 pacotinhos de canela em pó
- 3 cravos torrados e reduzidos a pó

Modo de fazer

Ralar as maçãs e misturá-las com o mel, juntamente com a canela e o cravo. Descansar a mistura em vasilha de louça.

Massa

- 1/2 quilo de farinha de trigo da melhor qualidade
- 1 xícara de óleo
- 1/2 colher de café de sal
- 1 copo de água morna

Modo de fazer

Misturar, sovar bem e deixar durante meia hora. Esticar a massa preparada até ficar delgada como papel; espalhar o recheio e enrolar como rocambole; assar em forno quente durante uma hora; esfriado, levar à geladeira, cobrindo ou não com açúcar glacê. Receita para 12 pessoas.


Receita para Imbolc

Qualquer receita que simbolize ou tenha ligação com o Sol ou fertilidade é apropriada para este sabá, assim como comidas que levem leite. Seguem algumas dicas para quem quer se aventurar na cozinha e celebrar com toda a família!

Pudim de Imbolc
(Tribos de Gaia)

1 xícara de arroz, lavado, escorrido e cozido;
4 xícaras de leite — simbolizando o leite da Deusa;
1 xícara de açúcar branco — para a doçura da vida;
2 ovos batidos — simbolizando o sol e fertilidade;
1 xícara de mingau de maisena, consistente;
Baunilha a gosto, porque toda receita deveria ter baunilha;
Canela em pó a gosto.

Junte (sobre o fogo de Brigit – seu fogão mesmo serve) o arroz, o mingau, o leite, o açúcar, os ovos e a baunilha até que se tornem uma massa, apenas, cuidado para não encaroçar ou endurecer demais (por causa da maisena). Depois disso, tire do fogo e disponha em tigelas, polvilhando com a canela em pó na parte de cima. Leve ao refrigerador quando já estiver frio.
Sirva gelado!

(Se você é um praticante solitário, enquanto você mexe e carrega o pudim, deverá enfocar seus pensamentos e desejos nas coisas que você quer que cresçam em sua vida. Se você faz parte de um Coven ou uma Tradição Familiar, você deve cozinhar como manda sua tradição).


Crepes de ricota e ameixas pretas

Para a massa:
2 xícaras de leite
1 ovo
1 xícara de farinha de trigo
Bata tudo no liquidificador. Frite pequenas porções de massa na frigideira formando os crepes. Vire bem a massa para que os crepes saiam bem finos. Vá empilhando um a um. Recheie com o creme de ricota e passas e sirva com o molho quente.

Recheio
500 g de ricota
2 xícaras de ameixas picadas embebidas em vinho branco seco e açúcar
açúcar à gosto
1 colher de chá de baunilha
½ xícara de creme de leite
Amasse bem a ricota com um garfo e misture o creme de leite, a baunilha e por último as ameixas escorridas, coloque açúcar à gosto e recheie os crepes. Caso queira pode bater a ricota com o creme de leite e a baunilha no processador, assim o creme ficará mais liso.

Molho
1 xicara de mel
½ xícara de vinho tinto seco
Coloque o mel e o vinho numa panela, misture e deixe ferver até reduzir e virar um molho encorpado. Regue os crepes com o molho e sirva acompanhado de creme de chantilly azedo ( opcional )

Muffins de queijo

300 g de farinha
1 colher de sobremesa de açúcar
1 colher de sopa de fermento em pó
1 colher de café de sal
1 copo de iogurte natural
1 ovo
5 colheres de sopa de óleo
200 g de mussarela ralada

Peneire a farinha de trigo com o fermento em pó, o açúcar e o sal. Reserve. Em outra tigela bata o ovo com o óleo, o iogurte e misture bem. Junte os ingredientes secos e misture bem. Junte a mussarela e coloque nas forminhas . Leve ao forno 180° por 20 minutos.

Pato com Sésamo e Tangerina

4 Peitos de Pato
2 colheres de sopa de shoyu (molho de soja japones)
4 colheres de sopa de mel
1 colher de sopa de sementes de sésamo
4 tangerinas
1 colher de chá de maisena
Sal, pimenta rosa e negra a gosto

Pre-aqueçam o forno a 180º. Espetem os peitos de pato na diagonal e façam alguns sulcos. Coloquem os pedaços de pato numa grade que vá ao forno sobre uma assadeira e levem ao forno durante uma hora. Misturem uma colher de sopa de shoyu com 2 de sopa de mel e pincelem sobre os pedaços de pato. Espalhem as sementes de sésamo por cima. Assem 15 a 20 minutos ou até ficar dourado. Raspem a casca de uma tangerina e espremam o sumo de uma tambem. Misturem com maisena e acrescentem o restante shoyu e mel. Aqueçam até engrossar, mexendo sempre. Temperem com o sal e as pimentas. Descasquem as tangerinas restantes e dividam-nas em gomos. Sirvam o pato com o o molho de tangerina decorado com os gomos por cima.

Servir com uma salada simples ou um stir-fry.

Panquecas

225 g de Farinha
2,5 dl de leite meio gordo
30 g de açucar
2 ovos
1 colher de chá de fermento

Misturem todos os ingredientes a excepção do leite num copo tupperware alto e misturem com uma varinha magica (não a usada em rituals, a da cozinha mesmo) e adicionem o leite aos poucos continuando a misturar com a varinha.
A massa fica muito grossa e espessa.

Aconselho a usar uma frigideira anti-aderente - embebam um algodao num pouco de oleo de cozinha e humedeçam a frigideira. Se a massa estiver boa, a parte virada para cima começara a fazer bolhas. Virem as panquecas que deverão estar ligeiramente acastanhadas.

Geralmente as panquecas comem-se com manteiga e regadas com maple syrup (podem comprar este xarope saboroso no celeiro). Se quiserem, podem adicionar passas, maçãs ao pedaços, etc, a massa das panquecas, ou esqueçam o sal e juntem umas quantas ervas aromaticas cortadas finamente para uma optima base para molhos ou vegetais fritos ligeiramente na frigideira (ou Wok, como eu costumo fazer.)

Bolo de Mel

7 ovos
250g de açucar
250g de farinha
2dl de azeite
2dl de mel
1 colher de chá de canela
1 colher de chá de sal
1 colher de chá de fermento
Raspa de um limão

Batam muito bem as gemas. Adicionem o azeite em fio, e continuem a bater. Juntem o mel, o açucar e as raspas de limão, continuando sempre a bater.
Acrescentem a farinha, misturada com a canela, o sal e o fermento. Por fim, adicionem a mistura as claras batidas em castelo, misturando cuidadosamente.
Levem a forno medio, ate estar feito.


Receita para Samhaim

Receitas para esta festa tão importante. Seguem algumas dicas para quem quer se aventurar na cozinha.

Pão

Ingredientes:
1 tablete ou 15 g de fermento biológico (para pão)
2 colheres rasas de água morna
1 xícara (chá) de leite quente
1/4 xícara (chá) de mel
1/2 colher (chá) de sal
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1/2 xícara (chá) de fubá
1/2 xícara (chá) de farinha de trigo integral

Dissolva o fermento na água morna e deixe descansar pôr 15 minutos. Em uma tigela, misture o leite, o sal e o mel ao fermento dissolvido. Aos poucos, acrescente a farinha de trigo, o fubá e a farinha integral. Mexa com uma colher de pau no sentido horário (sentido dos ponteiros do relógio), pensando em seu sucesso. Deixe a massa descansar até atingir o dobro do tamanho, amasse-a, coloque-a em fôrmas de pão e espere crescer. Asse em forno médio.

Sopa

Esta sopa é deliciosa e boa para levar num termos para uma celebração ao ar livre (com pão torrado nas brasas de uma fogueira).

Ingredientes:
700 g cogumelo(s)
1 cenoura(s)
1 cebola(s)
1 talo aipo
1 ramo salsa
2 tomate(s) maduro(s)
2 dentes alho
1 dl vinho branco
30g manteiga
azeite q.b.
Pimenta q.b.
4 fatias pão
queijo parmesão ralado q.b.
1 Lt caldo de cubo de galinha

Retirem os pés e lavem cuidadosamente os cogumelos. Enxugem-nos e cortem em fatias finas. Levem ao lume um tacho suficiente para a sopa, com manteiga e um pouco de azeite. Deixem aquecer bem e juntem a cebola, o aipo, a salsa e a cenoura finamente picados. Deixem reduzir um pouco e depois acrescentem a polpa dos tomates. Passados 10 minutos, acrescentem os cogumelos, mexam bem e deixem cozer mais outros tantos minutos, antes de temperar com um pouco de sal e vinho branco. Depois enxugem, juntem o caldo de frango a ferver, tapem e continuem a cozedura por cerca de ½ hora. Alourem no forno as fatias de pão, esfregem-nas com o dente de alho e dispônham-nas no fundo das tigelinhas de sopa, deitando então a sopa por cima. Polvilhem com queijo parmesão ralado e sirvam imediatamente.

Caril de porco com maçãs e natas

Este é um ótimo jantar de Samhain, com maçãs da época e cor laranja!

Ingredientes:
575 g carne de porco picada
2 c. sopa óleo
2 cebolas picadas
2 dentes de alho picados
2 talos aipos picados
2 dl sumo de maçã
2 c. chá caril em pó
1 c. chá sal
gengibre moído c. chá
1 c. chá cominhos em pó
1 maçã-reineta cortada em cubos
40 g passas
2 dl natas com limão

Levem uma frigideira grande a lume médio com o óleo e deixem aquecer. De seguida, juntem as cebolas, o alho e o aipo e deixem alourar. Aumentem o lume, juntem a carne de porco e fritem-na, mexendo sempre até esta perder a cor rosada. Deitem o sumo de maçã, o caril, o sal, o gengibre, os cominhos, a maçã e as passas. Misturem tudo muito bem, reduzam o lume e deixem ferver durante 5-8 minutos para evaporar o sumo de maçã mas sem deixar o preparado muito seco. Retirem a frigideira do lume, juntem as natas e mexam muito bem. Levem novamente ao lume mas desta vez só para aquecer. Não deixem ferver para não correr o risco de talhar. Servir com arroz ou naans.

Pão de abóbora

Ingredientes:
2 xícaras de açúcar
3 1/2 xícaras de farinha
2 colheres de chá de bicarbonato de sódio
2 xícaras de abóbora amassada
1 colher de chá de canela
4 ovos
1 xícara de óleo
2/3 de xícara de água
1 xícara de passas
1 colher de chá de noz-moscada

Misture todos os ingredientes numa tigela grande. Unte duas formas grandes ou três pequenas para pão, e encha com a mistura. Asse a 150ºC por uma hora. Resfrie as formas num suporte. Embale para manter o frescor.

Carpaccio de beterrabas

Ingredientes:
4 beterrabas médias bem redondas

Cozinhe as beterrabas com sal. Depois de frias corte-as em lâminas finíssimas e arrume em formato de flor em um prato redondo.

Molho

½ xícara de azeite
suco de 3 limões
sal
1 colher de chá de gengibre ralado
1 colher de sopa de manjericão
1 colher de chá rasa de açúcar
100 gr de parmesão em lascas

Misture os ingredientes. Jogue em cima da beterraba. E cubra com as lascas de parmesão

Purê de maçã

Ingredientes:
10 maças cortadas em cubinhos, sem casa e sem sementes

Cozinhe em agua com sal até ficarem macias. Amasse e esprema paa sair o excesso de caldo. Acrescente meia lata de creme de leite, pimenta do reino, gengibre em pó, sal, alho e aniz em pó, a gosto. Sirva com carne de porco.

Cozido de Samhain

Ingredientes:
3 fatias de bacon picadas
1 kg de músculo cortado em cubos
água
1 xícara de vinho tinto
200 gr de lentilha
1 tablete de caldo de carne
2 dentes de alho picadinhos
½ cebola ralada
Sal à gosto
Pimenta do reino à gosto
1 raminho de tomilho
200 gr de cogumelos em conserva escorridos
1 xícara de azeitonas pretas grandes
2 colheres de sopa de maisena

Numa panela de pressão grande frite o bacon e acrescente a carne e frite até ficar bem dourada. Junte duas xícaras de água e o vinho. Cozinhe a carne por 30 minutos na pressão. Depois de pronta a carne acrescente a lentilha e os demais ingredientes. Deixe cozinhar até a lentilha ficar macia e a água reduzir. Acrescente a maisena dissolvida em 3 colheres de água e junte ao ensopado e mexa até engrossar. Sirva quente com arroz branco.


Bolo da bruxa


Ingredientes:
- 1 xícara de mel
- 1 xícara de açúcar
- 1 xícara de manteiga
- 5 ovos
- 2 xícaras de farinha de trigo
- 3 colheres de sopa de yogurte
- casca de limão ralado
- 1 pitada de manjericão
- 1 colher de sobremesa de fermento
- 2 maçãs cortadas em rodelas no sentido horizontal com casca

Procedimento:

Bater bem os três primeiros ingredientes, acrescentar os ovos e continuar a bater. Colocar a farinha e os outros ingredientes, menos as maçãs. Untar uma forma com manteiga, polvilhar açúcar com canela, colocar as rodelas de maçãs e jogar a massa por cima. assar em forno já aquecido. Este bolo é ideal para ser utilizado nos sabás, ou quando quiser promover um encontro entre bruxas.

Poções



As bruxas sempre estiveram associadas às poções. No dicionário Aurélio, o termo poção é definido como "hidrólio que contém medicamento dissolvido ou em suspensão, e administrada por via oral; qualquer bebida". Isso nos dá um leque grande de opções. A palavra poção vem do latim potare, que significa beber. Isso desmistifica um pouco o termo, tão associado sempre a venenos e malefícios. Um chá, por exemplo, nada mais é do que uma poção.

As poções são utilizadas para curar doenças, principalmente, mas o fato é que elas trazem para dentro do corpo atributos necessários ao que queremos. As mais conhecidas poções são, na verdade, filtros - filtros de amor.

A principal diferença entre poções e filtros é que esta última não precisa de cozimento dos ingredientes. A poção sempre requer uma transformação, por isso sempre esteve tão associada às bruxas e ao caldeirão.

Preparar poções é uma arte. A arte das poções está para a Medicina e a Farmácia assim como a Astrologia está para a Astronomia. Todos os remédios que temos hoje vieram das poções com ingredientes tirados da Natureza.

Seguem aqui algumas receitas de poções. É recomendável que você as faça e deixe de reserva em seu altar ou no local onde você guarda esse tipo de coisa, pois nunca sabemos quando vamos precisar delas.

Observações importantes
- Nem toda poção deve ser ingerida. Se ela contiver elementos venenosos ou indicação que não devem ser ingeridas, por favor, não seja burro(a);

- Se você estiver com algum problema de saúde, procure um médico ou alguém que entenda de plantas antes de tomar qualquer poção;

- Para uma poção funcionar corretamente, ela deve ser preparada durante a fase da Lua adequada e a partir de ingredientes herbários com as correspondências mágicas corretas;

Poção de Proteção

Ingredientes:

- 2 a 4 xícaras de água de fonte ou mineral
- 1 colher de sopa de limalha de ferro
- 1 colher de chá de verbena
- 2 colheres de sopa de sal marinho
- 2 colheres de sopa de mirra
- 2 colheres de sopa de olíbano
- uma pitada de pêlo de lobo vivo

Não serve pêlo de cachorro, por favor. Para conseguir um pouco de pêlo de lobo, peça a um dos tratadores do zoológico local que pegue algum punhado que tenha caído do lobo, claro; não faça-o ir até lá e arrancar o pêlo do lobo apenas porque você o quer!

Carregue todos os ingredientes e coloque-os num pote de esmalte ou ferro que você usa exclusivamente para cozer suas poções. Ferva a fogo lento. Entre em alfa instantâneo e movimente as mãos no sentido horário sobre a poção enquanto diz:

Encarrego esta poção de me proteger (e a quem eu designar) e quaisquer forças positivas ou negativas que venham para causar algum tipo de dano.

Conserve a poção em uma garrafa ou jarra bem tampada. Coloque uma etiqueta com o nome da poção e a data. Sempre que precisar, coloque um pouco nos pulsos, na testa e na nuca. Também pode usar em objetos, quando quiser protegê-los.

Círculo Mágico



Os rituais pagãos sempre foram realizados na Natureza, a morada sagrada dos deuses e a sua representação. Geralmente, aconteciam em círculos de pedras, lugares de grande magnetismo e poder.

O fato é que os antigos povos celtas acreditavam demais na natureza cíclica das coisas e o círculo acabou se tornando um símbolo sagrado não só para eles, mas em quase todos os povos. Realizar rituais dentro de um círculo de poder nos remete a essa teoria e é uma forma de sacralizarmos o espaço onde realizaremos o nosso ritual.

O círculo marca o início de um ritual. Geralmente ele é lançado quando percorremos a área ritual por três vezes consecutivas, com nosso athame ou bastão. Em seguida evocamos os espíritos dos elementos, assim como fazemos invocações aos deuses.

Além disso, o círculo é tido como a melhor maneira de preservar e conter a energia criada durante o decorrer de um ritual e elevá-la no cone de poder.

Como criar um círculo?


A forma como você vai lançar o seu círculo mágico é bastante pessoal e deve ter significado para você. Por mais que algumas diretrizes ajudem (e devam ser seguidas), você deve não só entendê-las, mas sentí-las dentro de si, senão de nada adiantará a sua ação.

Apresentamos aqui um modelo para a criação do círculo, o que não deve de maneira alguma ser encarado como a única e verdadeira maneira de traçar o círculo, pois isso não existe. É claro que quando você faz parte de uma determinada tradição, já existe a maneira pela qual eles lançam o círculo. No entanto, se você é um praticante solitário e não tem acesso a tradições, você pode dar uma olhada nesse modelo e aproveitar algo dele.

Para fazer o círculo magico são necessárias pedras para traçar um circulo no chão ou seria apenas um círculo imaginário?

Depende. Na prática solitária, cada um tem o seu jeito de lançar o círculo. Se você gosta de pedras e gostaria de usá-las para delimitar o espaço, então use-as. Se você acredita não precisar de delimitações e gostaria apenas de imaginar o círculo ao seu redor, também pode. Tem que ver o que você considera mais relevante em sua prática pessoal.

Modelo de criação do círculo

Se estiver realizando o ritual sozinho, pode fazer em seu quarto ou em uma sala com os móveis recuados. Se tiver um aposento cujo espaço seja exclusivo para a prática da Magia, você tem muita sorte. Qualquer que seja o local utilizado para realizar o ritual, criar e banir o círculo é essencial.
Geralmente, o modo como você lança o círculo é igual na maioria dos rituais. Você pode desejar modificar uma coisinha aqui e outra ali de acordo com o objetivo do ritual, mas no geral é tudo bastante parecido.

A primeira coisa a se fazer é preparar o local do ritual. Tire tudo o que estiver obstruindo o lugar do círculo e coloque seu altar no ponto norte da circunferência (alguns bruxos preferem instalar o altar na ponta leste - é uma preferência pessoal).

Em cada quadrante você deve colocar uma vela da cor correnpondente ao elemento. O padrão é: azul (água), amarelo (ar), vermelho (fogo) e verde (terra), mas você pode alterar se usar correspondências diferentes. Essas velas devem ser acesas durante o ritual de lançamento do círculo e ficarão acesas durante todo o ritual.

Você também pode querer usar música durante os seus rituais. Recomendamos muitíssimo o uso de fitas-cassete ao invés de CDs, por exemplo. As fitas-cassete são mais dinâmicas e você pode gravar músicas cantadas por você, repetir faixas etc. Você pode gravar suas fitas de acordo com a seqüência do ritual, para que não comece a tocar uma música de tambores durante o período de relaxamento, por exemplo.

Tire o telefone do gancho, acenda o incenso e as velas, ligue a música e você estará pronto para começar.

Lançando o círculo mágico

Ande pelo perímetro do círculo três vezes em sentido horário, visualizando uma luz azul que o contorna. Quando terminar as três voltas, pare no quadrante que deseja começar (geralmente é o leste), e faça uma invocação aos guardiães como a seguinte:

Eu saúdo os guardiães das torres de observação do Leste, os poderes do Ar, e agradeço por estarem comigo neste ritual de hoje.

É claro que você pode elaborar novas invocações ou pegar outras já existentes, mas esta é a base. Faça o mesmo com todos os outros quadrantes, no sentido horário. Assim, o próximo quadrante a ser saudado é o quadrante Sul.

Após o término das saudações dos guardiães, invoque a Deusa e o Deus (ou as divindades com as quais se identifica) a estarem presentes em seu ritual. Segure o seu athame ou o seu bastão com as mãos erguidas para o céu para fazer a invocação.

Como os deuses pagãos são imanentes (estão em todas as coisas), fpode até parecer redundante chamá-los para estarem com você (pois é claro que eles estarão). No entanto, é bastante humilde e honroso de sua parte mostrar o quão importante eles são e o quanto você está feliz por sua presença.

Assim, uma invocação aos deuses pode ser como a seguinte:

Eu invoco a Deusa e o Deus para estarem comigo neste ritual. Que todos sejamos abençoados! Sejam bem-vindos!

Visualize uma luz branca azulada ao seu redor, formando o círculo desde o chão até o fechamento sobre sua cabeça. O círculo está lançado e você está entre os mundos.

Banindo o círculo

Sempre que se lança um círculo mágico, ele deve ser banido. É quando encerramos o poder e agradecemos aos deuses e poderes dos elementos pela sua presença e força.

Basicamente, banir o círculo é realizar o seu ritual de lançamento de forma contrária. Eleve seu athame da mesma forma como foi dito no lançamento do círculo. Rodeie três vezes a área ritual em sentido anti-horário e, um por um, agradeça aos quadrantes por sua presença. Pode ser algo do tipo:

Eu agradeço aos guardiães do Leste, poderes do Ar, por terem estado comigo hoje neste ritual. Sigam em paz!

Repita o mesmo procedimento, só que desta vez no sentido anti-horário. Assim, o próximo será o ponto cardeal Norte.

O que é bastante importante (e muitos acabam esquecendo) é de que devemos sempre fazer pedidos de paz para o mundo. Comece desejando isso aos quadrantes, e você verá como você mesma estará em paz após o término do ritual.

Agradeça aos deuses de forma semelhante. É importante ser espontâneo, de certo modo, e dizer tudo com bastante sinceridade em seu coração. Diga tudo o que achar que deve dizer, em agradecimento. Ao final, diga algo do tipo:

O círculo está aberto, mas não foi quebrado. O amor dos deuses está dentro de mim
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Livro das Sombras


O Livro das Sombras

Esse é o nome dado pelas bruxas contemporâneas para o livro no qual elas escrevem seus rituais, invocações e encantos. Não é um termo antigo surgido na Inquisição, como é erroneamente dito por aí, visto que a maioria das pessoas nesta época era analfabeta, sendo impossível manter um livro escrito à mão.

O termo "Livro das Sombras" vem do termo inglês Book Of Shadows e é muito comum você ler esse segundo termo em muitos livros e sites (ou sua abreviação: BOS). Todo coven (e toda(o) bruxa(o) solitária(o)) deve ter o seu Livro, pois é quase que uma base de todo o seu trabalho ritualístico. Tudo o que se refere à Wicca e à Bruxaria pode ser incluído nele.

Não se trata de um livro antigo ou famoso, apesar de muitos terem essa impressão. Não existe "um" Livro das Sombras; cada bruxa ou coven tem o seu, tradicionalmente escrito à mão. Esse trabalho escrito é chamado de "livro das sombras" porque seu conteúdo só pode ser a sombra das realidades deste mundo.

Nele, você irá escrever todos os seus feitiços, rituais, correspondências, invocações, cânticos e o que mais for necessário para a realização dos rituais. Muitas bruxas e bruxos gostam de ter mais outros dois livros: um para ser usado como diário de sua vida mágica, anotando desde sonhos até pensamentos sobre a religião, e outro para anotar informações históricas, dados sobre o Paganismo etc. Acredito que este seja um modo bastante interessante de se trabalhar.

O Livro das Sombras tem tradicionalmente a capa preta com o pentagrama cravado na capa, mas você pode cravar outros símbolos e até mesmo utilizar outras cores como verde, marrom, azul marinho. Tente se concentrar em cores e materiais naturais.

Uma antiga regra dos covens era que, quando alguém morria, seu livro deveria ser queimado. A razão principal era poupar os familiares da bruxa, pois a descoberta de tal livro poderia deixar-lhes em uma situação difícil, especialmente em famílias onde o culto era passado de geração para geração.

O que é, afinal, o Livro das Sombras?

É o nome dado ao livro em que Gerald B. Gardner escreveu compêndios de sua prática wiccana. Esse livro formou as "bases" da tradição em questão. No entanto, como o conhecimento é passado aos iniciados de forma oral, principalmente, o essencial não está no tal livro. O essencial na Wicca pode apenas ser vivido, jamais narrado. Desta forma, o livro contém coisas como a Carga da Deusa e algumas instruções.

Hoje em dia, chamamos de livro das sombras algo semelhante. Trata-se do livro / caderno pessoal de cada bruxo ou bruxa, onde são anotados os rituais e demais informações que cada praticante julgar necessárias. É algo extremamente pessoal. Nós costumamos ver bastante em filmes de fantasia os magos cheios de livros e escrevendo em muitos deles, ou então com um livro só onde ele anota seus feitiços mais poderosos. É bem por aí.

Como Começar?

Não tem muito segredo. Arranje um caderno com o qual se identifique e comece a escrever tudo ali que achar conveniente e for relacionado com a Arte. É provável que você tenha mais de um caderno, com o passar do tempo. Você pode usar o material que quiser: caderno espiral, fichário, caderno brochura, capa preta, capa rosa, enfim, o que achar que combina mais com você. Apesar de o livro das sombras considerado tradicional ter a capa preta, isso é apenas um padrão, não uma regra.

Posso ter o Livro em meu Computador?

Faça o que for mais prático para você. Poder a gente pode fazer qualquer coisa, não é verdade? Ninguém vai até a sua casa brigar com você porque o seu livro das sombras está no computador. No entanto, há duas razões bastante significativas para você não fazer no computador:

- Escrever com sua própria letra no livro físico é um ato de transmissão de poder. Isso garante que o livro seja só seu, pois está impregnado com a sua energia. E isso é muitíssimo importante em magia. Não importa se considera sua letra horrível. Não é a beleza dela que está em jogo, você sabe, mas a força que você coloca em seu livro escrevendo nele à mão.
- É bom você ter o livro com você enquanto faz seus rituais, ou tê-lo sempre à mão quando quiser. Ter o livro no computador pode ser legal, mas não é muito prático. Suponhamos que tenha acabado a luz e você precise de algo lá. Não dá. Entre diversas outras situações onde você não poderá acessar o computador. Eu ao menos acredito que ter um livro de verdade ali seja mais prático.

No entanto, nada impede que você tenha uma versão digital de seu livro, ou então junte textos coletados da Internet nele.

Decoração no Livro das Sombras

O bom do computador é que podemos decorar os textos livremente. Podemos colocar imagens, bordas, editar frases e tudo o mais. Porém, o seu livro físico também pode ser decorado. Arrange recortes de jornal, desenhos, use aquarela, adesivos, lápis de cor, folhas e flores secas. Enfim, há uma variedade de materiais que pode ser utilizada para a decoração de seu livro. Use a criatividade!

O que você quer para o seu livro das sombras?

Defina isso primeiramente. Para que você quer um livro das sombras? Para usar como diário mágico? Para coletar informações sobre a Arte? Para ter sempre à mão informações úteis para seus rituais? Definir isso é o primeiro passo para a composição correta do seu livro - correta para você. Se você quer ter um livro com informações para os rituais, não é recomendado um caderno de 500 folhas, por exemplo, pois fica complciado o manuseio. Seja qual for sua escolha, tenha em mente que seu livro deve ser:

- Funcional: Ele deve funcionar para você. De nada adianta ter um livro lindo e maravilhoso se você não consegue sequer virar suas páginas direito, com medo de rasgá-lo, ou então se é difícil escrever nele.
- Organização: Seja qual for a forma do seu livro, ele deve ter uma organização, senão fica praticamente impossível encontrar as informações.
- Beleza: É claro que ninguém quer ter um livro feio. Mostre que gosta dele e que valoriza a sua religião deixando-o do jeito que achar mais agradável. Talvez você ache melhor ele ser simples, com folhas brancas e sem desneho algum. Talvez você queira ter flores em todas as bordas. depende de você e do que você considera bonito para ele.

Utilizando um fichário

Apesar de eu mesma ter feito um grande livro de 500 folhas, acredito que um fichário seja a melhor forma para organizar um livro das sombras. Você pode colocar divisórias para cada assunto, o que torna tudo realmente mais fácil, limpo, bonito e organizado. Os tradicionalistas podem achar esta prática uma aberração, mas eu simplesmente dou risadas... Aposto que se antigamente eles tivessem a possibilidade de usar um fichário, certamente o usariam - pelo menos os bruxos e bruxas mais organizados. Sobre essa questão do que é certo e do que é errado, pra começar, tudo é muito relativo. O seu livro das sombras ser um caderno ou um fichário não altera em nada sua religiosidade ou a forma como você sente a sua religião. Assim, toda discussão sobre o que pode ser certo ou errado com relação a esse tipo de coisa não passa de picuinha.

Uma boa forma de dividir seu fichário é do macrocosmo para o microcosmo. Separe três grandes seções:

Teoria / Prática / Diário

Na parte teórica, você irá colocar informações gerais. Tudo o que quiser, que seja relacionado à religião. Na parte prática, exercícios, meditações, feitiços, rituais. Na parte do diário, suas anotações pessoais, o que inclui sensações em determinados rituais e sentimentos no geral, relacionados à sua vivência na Arte.

Na parte teórica, você pode dividir como quiser. Divida por assuntos: história da Arte, mitologia, divindades, instrumentos, sabás e o que mais quiser. Na parte prática, divida por exercícios, rituais, feitiços, receitas... A parte do diário pode ser divididade entre diário de sonhos, diário menstrual e assim por diante... Escolha você mesmo(a) as divisões. É divertido! Isso fará com que você tenha todas as informações organizadas em um só lugar.

A Capa

Faça uma capa legal. Se preferir deixá-la de uma só cor, pode deixar. Mais uma vez: a escolha é sua. O meu livro das sombras tem uma capa de veludo preta e um pentagrama prateado pintado à mão. Já tive um livro das sombras com a capa verde (simbolizando a Natureza) e um círculo em outro tom de verde, representando a natureza cíclica da vida. Já vi livros maravilhosos pela Internet, com triskles e outros símbolos mágicos. Você pode fazer a capa de madeira, papel, papelão, qualquer material. Procure utilizar materiais naturais - afinal, nossa religião fala do resgate à conexão natural. Qualquer que seja seu livro (caderno, livro, fichário), você pode encapá-lo de forma diferente e original. Desenhe símbolos na capa, ou recorte e cole com outro material. Utilize estes recursos para deixá-lo com a sua identidade.

Dicas Gerais

- Se você for utilizar um fichário, compre um pacote com 500 folhas e fure-as, colocando-as no fichário. Escolha se você prefere com ou sem pauta, papel reciclado ou não. Nas grandes papelarias os pacotes grandes de papel são encontrados mais em conta.

- Se não tiver certeza do símbolo que irá colocar na capa, mas está certa(o) de que quer colocar um, utilize o símbolo do seu signo solar.

- Escolha fontes que considere bonitas em seu computador e imprima uma página com todo o alfabeto escrito. Então, copie-as para fazer os títulos em seu lviro das sombras. Você pode utilizar papel de seda (ou vegetal) ou simplesmente copiar à mão livre. O resultado é bem bonito.

- Dedique alguns minutos do seu dia ao seu livro das sombras. Por mais atividades que você tenha, sua religião deve ser uma das prioridades, não é verdade? Não o deixe largado lá, em um canto, para utilizar só de vez em quando.

- Pense no tipo de livro das sombras que você quer para você. Ter em mente o que lhe inspira é a maneira mais fácil de conseguir montar um livro das sombras correto.