sexta-feira, 22 de março de 2019

O que um Magista precisa saber???


Existem 50 coisas que que um Magista deve saber e ser capaz de fazer. Aprender todas é uma missão para toda a vida.
Hoje vivemos a uma sobra de perguntas que nos rodeiam, e ficamos criando modelos perfeitos em atitudes, mas levando em consideração que não existe perfeição humana, sabemos que existe o querer. E se você realmente quer, você consegue! A Ética na minha visão substitui a perfeição então, segue algumas dicas para ser ainda mais que ético. Uma missão árdua em cumpri-las, mas que se realmente houver o esforço tudo se tornará possível!
01 - Ser um estudioso constante da vida.
02 - Ver o Divino na Natureza e a Natureza no Divino.
03 - Não dizer uma palavra e ser ouvi-do com clareza.
04 - Liderar sem força e ensinar sem orgulho.
05 - Tomar as coisas e os ambientes mais mundanos, sentir a magia interna deles e ser capaz de abrir essa porta para os outros.
06 - Olhar para a infinidade: escutar do céu noturno e senti-la como uma fonte que inspira reverência.
07 - Amar a beleza do paradoxo e sempre ser capaz de ver o humor cósmico nos momentos mais difíceis.
08 - Ser capaz de mudar, de modo a se misturar ao ambiente ou se tornar invisível, se necessário, fazendo com que aqueles que o cercam se sintam seguros e ouvidos.
09 - Manter seu centro calmo e a mente clara quando tudo ao seu redor estiver caótico.
10 - Abrir seus olhos internos e ver de verdade.
11 - Dizer "Eu não sei" e perceber que isso é uma grande sabedoria; que não existe problemas em dizer isso.
12 - Ter compaixão por todos os seres e saber quando curar ou quando ser uma testemunha.
13 - Saber que os segredos da Magia são conferidos aos que têm o coração aberto.
14 - Falar com os Deuses e saber que é ouvido.
15 - Lançar uma esfera de proteção e luz.
16 - Tomar suas próprias decisões; trilhar seu próprio caminho; e jamais seguir outros cegamente.
17 - Conhecer a coragem e o poder da não violência e a força diligente de uma mente aguçada.
18 - Conjurar uma história ou mito que precisem ser entendidos em um dado momento.
19 - Conhecer plantas e criaturas selvagens e chamá-las de amigas e aliadas.
20 - Ver o Deus e a Deusa em todas as pessoas.
21 - Ter um espírito que brilha nas trevas.
22 - Um feiticeiro deve ter um total autocontrole;
23 - Ser capaz de compartilhar gratuitamente;
24 - Manter seu ambiente limpo;
25 - Projetar sua vida;
26 - Criar espaços sagrados;
27 - Respeitar as crenças e verdades dos outros;
28 - Tomar conta de suas próprias necessidades básicas;
29 - Trabalhar de modo eficiente com e sem instrumentos mágicos;
30 - Encarar os desafios com confiança; criar música e arte;
31 - Andar com responsabilidade sobre a Terra;
32 - Ouvir tanto quanto falar; exercitar o bom julgamento;
33 - Assumir responsabilidades;
34 - Ser gentil; equilibrar as contas;
35 - Construir um muro; saber separar as coisas;
36 - Ajudar os vulneráveis;
37 - Confortar os que estão para desencarnar;
38 - Obedecer a ordens; dar ordens;
39 - Evitar reações do ego; agir sozinho;
40 - Cooperar em um grupo; resolver dilemas;
41 - Analisar um problema novo;
42 - Fazer tarefas domésticas com alegria;
43 - Criar rituais;
44 - Preparar uma refeição saudável;
45 - Lutar com eficiência;
46 - Evitar conflitos com bruxos;
47 - Cultivar um espírito generoso;
48 - Viver com coragem e morrer com elegância.
49 - Elitismo é para os inseguros.
50 - Acima de tudo, um Magista deve conhecer a si mesmo - o que o motiva e quais são suas fraquezas, pois sem esse conhecimento ele não é um Magista.
A partir do momento que você toma consciência do CHAMADO é preciso se esforçar ao máximo para alcançar não somente o que acima está escrito, mas todo o contexto de bem-comum que existe, mesmo que isso dure a vida inteira.
"Ninguém é tão sábio que não tenha nada a aprender"

Tuatha Lunar

quarta-feira, 20 de março de 2019

Ostara - Equinócio de Primavera


RITUAL COMPLETO PARA OSTARA 

Ostara ou Equinócio de Primavera - Por volta de:

21 de Setembro - Hemisfério Sul
20/21 de Março – Hemisfério Norte


O Sabá do Equinócio da Primavera é o rito de fertilidade que celebra o nascimento da Primavera e o redespertar da vida na terra. Nesse dia sagrado, os Bruxos acendem fogueiras novas ao nascer do sol, se rejubilam, tocam sinos e decoram ovos cozidos — um antigo costume pagão associado à Deusa da Fertilidade.
Os ovos, que obviamente são símbolos da fertilidade e da reprodução, eram usados nos antigos ritos da fertilidade. Pintados com vários símbolos mágicos, eram lançados ao fogo ou enterrados como oferendas à Deusa. Em certas partes do mundo pintavam-se os ovos do Equinócio da Primavera de amarelo ou dourado (cores solares sagradas), utilizando-os em rituais para honrar o Deus Sol. Os aspectos da Deusa, invocados nesse Sabá são Eostre (a deusa saxônica da fertilidade) e Ostara (a deusa alemã da fertilidade). Em algumas tradições wiccanianas, as deidades da fertilidade adoradas nesse dia são a Deusa das Plantas e o Senhor das Matas. Como a maioria dos antigos festivais pagãos, o Equinócio da Primavera foi cristianizado pela Igreja na Páscoa, que celebra a ressurreição de Jesus de Nazaré. A Páscoa (em inglês Easter nome derivado da deidade saxônica da fertilidade, Eostre) só recebeu oficialmente esse nome da Deusa após o fim da Idade Média. Até hoje, o Domingo de Páscoa é determinado pelo antigo sistema do calendário lunar, que estabelece o dia santo no primeiro domingo após a primeira lua cheia, no ou após o Equinócio da Primavera.

(Formalmente isso marca a fase de “gravidez” da Deusa Tripla, atravessando a estação fértil.)
A Páscoa, como quase todas as festividades religiosas cristãs, é enriquecida com inúmeros características, costumes e tradições pagãos, como os ovos de Páscoa e o coelho. Os ovos, como mencionado, eram símbolos antigos de fertilidade oferecidos à deusa dos Pagãos. A lebre era um símbolo de renascimento e ressurreição, sendo animal sagrado para várias deusas lunares, tanto na cultura oriental como na ocidental, incluindo a deusa Ostara, cujo animal era o coelho. Os alimentos pagãos tradicionais do Sabá do Equinócio da Primavera são os ovos cozidos, os bolos de mel, iogurte, as primeiras frutas da estação em ponche de leite. Na Suécia, os waffles eram o prato tradicional da época.

Material utilizado:

☾ Pentagrama enviado;
☾ Caldeirão;
☾ Velas verde claro, amarela e dourada;
☾ Ovo de Ostara recheado com ervas e pedra;
☾ Incenso de Violeta;
☾ Disco com lebre de ostara;
☾ Taça com iogurte;
☾ Alimentos como frutas da estação, ovos cozidos ou bolo de mel;
☾ Erva bálsamo ou verbena;
☾ Pequeno vaso com planta.

Ritual:

Acenda o incenso de violeta para elevar as vibrações do local. Deixe queimar por alguns poucos minutos. Disponha as três velas em triângulo e deixe o pentagrama no centro. Antes de iniciar o ritual retire a erva e pedra de dentro do ovo de ostara e enfeite seu altar juntamente com a outra erva enviada e pedras. Use o disco de Ostara para decorar seu altar juntamente com seu ovo de ostara. Se desejar, poderá ser espalhado pétalas de rosas no altar ou pelo local. Deixe os alimentos em cima do altar e encha o caldeirão com pouco de água e coloque flores e as ervas.
Trace o círculo como de costume. Invoque a Deusa e o Deus. Acenda as velas.
De pé, diante do altar, observe a planta e diga:

“Grande Deusa, liberta da prisão fria do inverno. Agora é a hora do verdejar, quando a fragrância das flores se espalha com a brisa. Este é o início. A vida se renova por Sua magia, Deusa da Terra. O Deus se distende e se ergue, ansioso em Sua juventude, e pleno com a promessa do verão.”
 

Toque a planta. Conecte-se a sua energia e, através dela, com toda a natureza. Viaje, por suas folhas e ramos em sua visualização - do centro de sua consciência para fora de seu braço dedos e penetrando dentro da própria planta. Explore sua natureza interior; sinta os milagrosos processos da vida ativos em seu interior. Após algum tempo, ainda tocando a planta, diga:

"Caminho pela terra em amizade, não como dominador.
Deusa Mãe e Deus Pai, depositem em mim
Através desta planta um amor por todas as coisas vivas.
Ensinem-me a reverenciar a Terra e todos os seus tesouros.
Que eu jamais me esqueça."


Pegue o pentagrama, eleve-o aos céus e repita a seguinte afirmação:

“A Primavera renasceu, que a vida floresça, que a dança cósmica da natureza para sempre permaneça!”

Medite acerca das mudanças de estações. Sinta o crescer das energias na Terra a seu redor. Trabalhos de magia, se necessários, podem-se seguir.
Celebre o Banquete Simples. Beba o conteúdo do Cálice e deixe um pouco para oferecer a alguém ou para ofertar a Terra.

Um passatempo tradicional do Equinócio de Primavera: vá a um campo e colete flores silvestres, sempre pedindo permissão antes e agradecendo após a coleta. Ou, então, compre algumas numa floricultura, apanhando uma ou duas das que lhe agradarem. Leve-as para casa e descubra seus significados mágicos por meio de livros, sua intuição, um pêndulo ou outros métodos. As flores que tiver escolhido revelarão seus pensamentos e emoções internos. É importante, neste período de vida renovada, planejar uma caminhada (ou passeio) por jardins, um parque, bosques, florestas e outros lugares verdejantes. Não se trata de um simples exercício, e você não deve ter nenhuma outra missão. Não é nem mesmo apenas uma apreciação da natureza. Faça de sua caminhada uma celebração, um ritual para a própria natureza.

Outras atividades tradicionais incluem o plantio de sementes, o cultivo de jardins mágicos, e a prática de todas as formas de trabalho com ervas - mágico, medicinal, cosmético, culinário e artístico.
Desfaça o círculo agradecendo e dispensando a presença e ajuda dos Deuses e energias que estiverem presentes.

Quando terminar os Sabbats:

✭ Sempre coma os alimentos que foram consagrados no ritual e se possível, divida com os seus queridos.
✭ Tudo o que foi consagrado como velas, ramos de trigos, ervas, pétalas que não foram utilizadas, devem ser distribuídas as pessoas que você gosta.
✭ A libação sempre deverá ser feita ao término da realização do Sabbat.
✭ Sobras de velas, incensos, água, sucos, bebidas etc., devem ser deixados em um canteiro de flores ou plantas.
✭ Sempre trace o círculo no início e final dos rituais e desfaça-o quando terminar.

Fontes:
- Cunningham, Scott (2001). Guia Essencial da Bruxa Solitária. São Paulo: Gaia..
- Prieto, Claudiney (1999). Wicca – Ritos e Mistérios da Bruxaria Moderna.
- Dunwich, Gerina. A Feitiçaria Moderna.

Mabon - Segundo Festival da Colheita

Primeiro dia do outono - Equinócio do Outono.
Hemisfério Norte: 21 de Setembro – Hemisfério Sul: 20/21 de Março

O Sabbath do Equinócio do Outono (também conhecido como Sabbath de Outono, Mabon e Alban Elfed), é o Segundo Festival da Colheita e a época de celebrar o término da colheita dos grãos que começou em Lammas. Também é a época de agradecer, meditar e fazer uma introspecção.
Festival celebrado no dia 21 de março com o Equinócio de Outono. O mês de março em gaélico se chama Márta. Em galês este festival é conhecido como Alban Elfed ou a Luz de Outono, período onde se comemora a segunda colheita, iniciada em Lughnasadh. A vegetação e a luz solar diminuem e os mistérios da vida e da morte se fazem presentes. Mais uma vez, os dias e as noites são iguais. No Hemisfério Norte celebra-se no dia 21 de setembro.
Época do equilíbrio, da paz e do tempo de se fazer uma avaliação de tudo aquilo que foi plantado e colhido. As folhas começam a cair e o Sol a minguar rapidamente. A natureza declina e se prepara para a chegada do inverno.
Este festival homenageia o Deus galês Mabon, representando a colheita dos frutos, a despedida do verão e a preparação para o inverno, que se aproxima. Mabon é filho de Modron, a Grande Mãe dos galeses, associada à fertilidade e às colheitas dos campos. Modron, às vezes, era comparada a Morrighan, bem como a Morgana Le Fay dos mitos arthurianos.
Fase ideal para fazer banimentos, pedir harmonia no amor e proteção às pessoas que amamos. Aproveite a energia deste ritual para caminhar em um bosque e colher sementes e folhas secas, refletindo sobre a colheita recebida, durante o ápice do outono.
No Equinócio de Outono lembre-se também daqueles que estão doentes e das pessoas mais velhas, que precisam da nossa ajuda, dirija-lhes palavras de amor e carinho.
Enfeite seu altar com os grãos e sementes que sobraram da primeira colheita, milho, abóboras, maçãs e outros frutos do outono. E, agradeça mais uma vez à Grande Mãe, pelas bênçãos recebidas durante a sua colheita pessoal.
Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Equinócio do Outono são os produtos do milho e do trigo, pães, nozes, vegetais, maçãs, raízes (cenouras, cebolas, batatas, etc.), cidra e romãs (para abençoar a jornada de Perséfone ao tenebroso reino do Submundo).
Que assim seja!
Sugestão para ritual:
Sugestão para celebrar o Equinócio de Outono
Divindades Celtas: Mabon em “Culhwch e Olwen”
Correspondências:
– Correlação: resultado das colheitas, preparar-se para o inverno e despedir-se do verão.
– Símbolos: cor laranja e marrom, grãos, sementes e folhas secas.
– Incensos: benjoim, mirra, sálvia, flor do maracujá e papoulas vermelhas, lavanda ou sálvia.
– Alimentos: vinho branco ou suco de frutas, cerveja, pães de cereais e bolos.
– Cores das velas: marrom, verde, laranja, amarela.
– Pedras preciosas sagradas: cornalina, lapis-lazuli, safira, ágata amarela.
– Ervas ritualísticas tradicionais: bolota, áster, benjoim, fetos, madressilva, malmequer, plantas de sumo leitoso, mirra, folhas do carvalho, flor do maracujá, pinho, rosas, salva, selo-de-salomão e cardo.
Nesse dia sagrado, os Bruxos dedicam-se novamente à Arte, sendo realizadas cerimônias de iniciação pela Alta Sacerdotiza e pelos Sacerdotes dos Covens. Muitas tradições wiccanas realizam um rito especial para a descida da deusa Perséfone ao Submundo, como parte da celebração do Equinócio do Outono. De acordo com o mito antigo, no dia do Equinócio de Outono, Hades (o deus grego do Submundo) encontrou-se com Perséfone, que colhia flores. Ficou tão encantado com sua beleza jovem que, instantaneamente, se apaixonou por ela, Agarrou-a, raptou-a e levou-a em sua carruagem para a escuridão do seu reino a fim de governar eternamente ao seu lado como sua imortal Rainha do Submundo. A deusa Deméter procurou, por todos os lugares, sua filha levada à força, e, não a encontrando, seu sofrimento foi tão intenso que as flores e as árvores murcharam e morreram. Os grandes deuses do Olimpo negociaram o retorno de Perséfone; porém, enquanto ela estava com Hades, foi enganada e comeu uma pequena semente de romã, tendo, então, que passar metade de cada ano com Hades no Submundo, por toda a eternidade.
A Segunda Colheita
"Num tempo de infinita beleza,
A vida segue as mansões da Lua
Na dança cósmica da natureza.
Realinha seu eixo energético
E cresce um pouco a cada dia,
Completando a roda do ano céltico.
Na jornada da segunda colheita,
Não existem tradições e nem contradições
Existe, apenas o princípio maior da criação,
O equilíbrio perfeito em nossos corações." -
Extraído do livro Brumas do Tempo
Ritual do Sabbat Mabon
Comece fazendo um círculo com cerca de 3m de diâmetro. No centro, erga um altar voltado para o norte. Sobre ele coloque uma vela da cor apropriada do Sabbat, um cálice com água, uma faca, um prato de sal, pó ou areia, um sino de altar consagrado e um incensório.
Enfeite o altar com a decoração tradicional sagrada, como bolotas, pinhas, malmequeres, rosas brancas e cardo. As flores poderão ser arrumadas em buquês ou guirlandas para o altar ou para o círculo, ou reunidas em uma coroa colocada no alto da cabeça.
Salpique um pouco de sal dentro do círculo e, então, trace-o com uma espada cerimonial consagrada ou com uma vareta, dizendo:
"COM SAL E A ESPADA CONSAGRADA
EU CONSAGRO E TRAÇO ESTE CÍRCULO DO SABBATH SOB O NOME DIVINO DA DEUSA
E SOB A SUA PROTEÇÃO. INICIA-SE AGORA ESTE RITUAL DO SABBATH."
Acenda a vela e o incenso. Toque três vezes o sino do altar com a mão esquerda para iniciar o Ritual do Equinócio e conjurar os espíritos elementais. Pegue o punhal com a mão direita, volte-se para o leste e diga:
"OH SAGRADOS SILFOS DO AR E REIS ELEMENTAIS DO LESTE,
EU VOS CONJURO E ORDENO A VIR E PARTILHAR DESTE RITUAL DO SABBATH
NESTE CÍRCULO CONSAGRADO."
Volte-se para o sul e diga:
"OH SAGRADAS SALAMANDRAS DO FOGO E REIS ELEMENTAIS DO SUL,
EU VOS CONJURO E ORDENO A VIR E PARTILHAR DESTE RITUAL DO SABBATH
NESTE CÍRCULO CONSAGRADO."
Volte-se para o oeste e diga:
"OH SAGRADAS ONDINAS DA ÁGUA E REIS ELEMENTAIS DO OESTE,
EU VOS CONJURO E ORDENO A VIR E PARTILHAR DESTE RITUAL DO SABBATH
NESTE CÍRCULO CONSAGRADO."
Volte-se para o norte e diga:
"OH SAGRADOS GNOMOS DA TERRA E REIS ELEMENTAIS DO NORTE,
EU VOS CONJURO E ORDENO A VIR E PARTILHAR DESTE RITUAL DO SABBATH
NESTE CÍRCULO CONSAGRADO."
Toque três vezes o sino e coloque-o de volta no altar. Estique o braço direito, aponte a ponta do punhal para o céu e diga:
"AR, FOGO, ÁGUA, TERRA, VENTRE DA VIDA, MORTE PARA RENASCER.
A GRANDE RODA DAS ESTAÇÕES GIRA, O FOGO SAGRADO DO SABBATH QUEIMA.
SOMOS TODOS CRIANÇAS DA DEUSA.
E PARA ELA DEVEMOS RETORNAR.
Mergulhe a lâmina do punhal no cálice com água e, depois, no prato de sal, pó ou areia e diga:
ABENÇOADA SEJA A DEUSA DO AMOR,
CRIADORA DE TODAS AS COISAS SELVAGENS E LIVRES.
O CALOR DO VERÃO DEVE AGORA TERMINAR.
A GRANDE RODA SOLAR GIROU NOVAMENTE.
QUE ASSIM SEJA!"
Toque três vezes o sino do altar para encerrar o rito, afaste os espíritos elementais e agradeça à Deusa. Desfaça o círculo de maneira levógira com a espada cerimonial ou com a vareta.
Fonte: ‘Wicca – A Feitiçaria Moderna’, de Gerina Dunwich

terça-feira, 19 de março de 2019

Conheça a tradição japonesa do ‘banho de floresta’ (shinrin-yoku)

"O 'banho de floresta' é uma forma de aumentar nossas ligações com a natureza..."

No Japão, o processo de experimentar profundamente a natureza, tomando-a lentamente através de todos os sentidos, chama-se shinrin-yoku, que se traduz como “banho de floresta”. Que é bom ficar rodeado pela natureza, todo mundo já sabe, mas esta prática também pode ser usada como meditação, com benefícios para a saúde física e psicológica.
Os efeitos da prática no corpo e na mente foram estudados desde que foi desenvolvido no início dos anos 80 e os resultados mostram diminuição de cortisol, principal hormônio causador do estresse, e a redução da pressão arterial. Além disso, a prática promove melhora na concentração, aumento da imunidade e fortalecimento do metabolismo, entre outros efeitos emocionalmente positivos.
Como funciona o banho de floresta
Uma sessão típica envolve caminhar muito lentamente e deliberadamente através da floresta, mas você também pode experimentar esta técnica em outros ambientes naturais na cidade, como em um parque ou jardim botânico. Enquanto você anda, é preciso expandir seu olhar para admirar ainda mais a beleza da natureza, notando coisas que não percebia antes.
Você também pode simplesmente se sentar e observar as diferenças sutis na cor das coisas, tomando um momento para fazer uma pausa e respirar profundamente o oxigênio limpo abundante das árvores. Passe os dedos pela grama, sentindo sua textura. Abra seus ouvidos para sintonizar o ruído de abelhas zumbindo, de pássaros cantando, da água e da folhagem se movimentando. Respire profundamente pelo nariz, inalando os aromas variados.

Para desfrutar melhor da prática é melhor estar sozinho e não levar equipamentos eletrônicos, como telefones celulares e câmeras fotográficas. Se estiver acompanhado, combinem antes de não interagirem durante a prática, e quando terminarem, vocês podem se sentar em uma roda e conversar sobre o que observaram.
Você pode praticar shrinrun-yoku quantas vezes quiser. Apenas uma tarde pode trazer sentimentos positivos de bem-estar que duram semanas.

A prática do “banho de floresta” não é apenas para melhorar a saúde, é também uma forma de aumentar nossas ligações com a natureza, estimulando práticas mais sustentáveis em nosso dia a dia.

Por Redação CicloVivo

Qing-Li, autor de Shinrin-Yoku: A Arte Japonesa da Terapia da Floresta, defende uma aproximação à natureza e explica quais são os benefícios para a saúde.
As pessoas podem desfrutar do ambiente de floresta através dos cinco sentidos:
Visão: cenário de floresta; cores verde, amarela e vermelha.
Olfato: fragrância das árvores.
Audição: sons da floresta; canções de pássaros.
Tato: tocar em árvores.
Paladar: comer alimentos e frutas das florestas; saborear o ar fresco.
A atmosfera calma, o cenário lindo, o clima ameno, o cheiro e o ar fresco das florestas contribuem para esses efeitos. No entanto, o aroma que emana das árvores é o que provoca mais efeito.
“O shinrin-yoku é como uma ponte entre nós e o mundo natural” - Qing-Li
Se pudesse escolher os cinco principais benefícios do shinrin-yoku, quais seriam?

O shinrin-yoku pode aumentar a atividade e o número das células exterminadoras naturais, bem como os níveis intracelulares de proteínas anticancro. Sugere um efeito preventivo contra cancros. As células exterminadoras naturais são células imunitárias e desempenham um papel importante na defesa contra bactérias, vírus e tumores.

O shinrin-yoku pode reduzir a pressão arterial, o ritmo cardíaco, o stresse e hormonas do stresse, o que pode conduzir a um efeito preventivo contra a hipertensão e doenças cardiovasculares.

O shinrin-yoku pode aumentar a atividade do nervo parassimpático e reduzir a atividade do nervo simpático, apresentando efeitos psicologicamente relaxantes.

O shinrin-yoku pode aumentar os níveis de adiponectina, hormona especificamente produzida pelo tecido adiposo. Estudos mostraram que menores concentrações de adiponectina no sangue estão associadas a vários distúrbios metabólicos, incluindo obesidade ou diabetes tipo 2.

O shinrin-yoku também pode reduzir sintomas de ansiedade, depressão, irritação, fadiga e confusão, e aumentar a energia.

“O shinrin-yoku é uma medicina preventiva.”  - Qing-Li

É possível que alguém que viva na cidade, longe de espaços verdes, insira esta abordagem no seu dia a dia?
As pessoas que vivem na cidade também podem desfrutar do shinrin-yoku ao visitarem parques. Segundo a minha pesquisa, andar em parques citadinos durante cerca de duas horas também pode ajudar a reduzir sintomas de ansiedade, depressão, irritação, fadiga e confusão, além de aumentar a energia.

De facto, os resultados na minha pesquisa confirmam e suportam a hipótese da biofilia. Mostram, por exemplo, que a ligação à natureza através do shinrin-yoku pode:
Reduzir a pressão arterial;
Reduzir o stresse;
Melhorar a saúde cardiovascular e metabólica;
Reduzir o nível de açúcar no sangue;
Melhorar a concentração e memória;
Combater a depressão;
Aumentar a energia;
Reforçar o sistema imunitário através do aumento do número de células exterminadoras naturais;
Aumentar a produção de proteínas anticancro;
Ajudar a perder peso.