terça-feira, 19 de março de 2019

Conheça a tradição japonesa do ‘banho de floresta’ (shinrin-yoku)

"O 'banho de floresta' é uma forma de aumentar nossas ligações com a natureza..."

No Japão, o processo de experimentar profundamente a natureza, tomando-a lentamente através de todos os sentidos, chama-se shinrin-yoku, que se traduz como “banho de floresta”. Que é bom ficar rodeado pela natureza, todo mundo já sabe, mas esta prática também pode ser usada como meditação, com benefícios para a saúde física e psicológica.
Os efeitos da prática no corpo e na mente foram estudados desde que foi desenvolvido no início dos anos 80 e os resultados mostram diminuição de cortisol, principal hormônio causador do estresse, e a redução da pressão arterial. Além disso, a prática promove melhora na concentração, aumento da imunidade e fortalecimento do metabolismo, entre outros efeitos emocionalmente positivos.
Como funciona o banho de floresta
Uma sessão típica envolve caminhar muito lentamente e deliberadamente através da floresta, mas você também pode experimentar esta técnica em outros ambientes naturais na cidade, como em um parque ou jardim botânico. Enquanto você anda, é preciso expandir seu olhar para admirar ainda mais a beleza da natureza, notando coisas que não percebia antes.
Você também pode simplesmente se sentar e observar as diferenças sutis na cor das coisas, tomando um momento para fazer uma pausa e respirar profundamente o oxigênio limpo abundante das árvores. Passe os dedos pela grama, sentindo sua textura. Abra seus ouvidos para sintonizar o ruído de abelhas zumbindo, de pássaros cantando, da água e da folhagem se movimentando. Respire profundamente pelo nariz, inalando os aromas variados.

Para desfrutar melhor da prática é melhor estar sozinho e não levar equipamentos eletrônicos, como telefones celulares e câmeras fotográficas. Se estiver acompanhado, combinem antes de não interagirem durante a prática, e quando terminarem, vocês podem se sentar em uma roda e conversar sobre o que observaram.
Você pode praticar shrinrun-yoku quantas vezes quiser. Apenas uma tarde pode trazer sentimentos positivos de bem-estar que duram semanas.

A prática do “banho de floresta” não é apenas para melhorar a saúde, é também uma forma de aumentar nossas ligações com a natureza, estimulando práticas mais sustentáveis em nosso dia a dia.

Por Redação CicloVivo

Qing-Li, autor de Shinrin-Yoku: A Arte Japonesa da Terapia da Floresta, defende uma aproximação à natureza e explica quais são os benefícios para a saúde.
As pessoas podem desfrutar do ambiente de floresta através dos cinco sentidos:
Visão: cenário de floresta; cores verde, amarela e vermelha.
Olfato: fragrância das árvores.
Audição: sons da floresta; canções de pássaros.
Tato: tocar em árvores.
Paladar: comer alimentos e frutas das florestas; saborear o ar fresco.
A atmosfera calma, o cenário lindo, o clima ameno, o cheiro e o ar fresco das florestas contribuem para esses efeitos. No entanto, o aroma que emana das árvores é o que provoca mais efeito.
“O shinrin-yoku é como uma ponte entre nós e o mundo natural” - Qing-Li
Se pudesse escolher os cinco principais benefícios do shinrin-yoku, quais seriam?

O shinrin-yoku pode aumentar a atividade e o número das células exterminadoras naturais, bem como os níveis intracelulares de proteínas anticancro. Sugere um efeito preventivo contra cancros. As células exterminadoras naturais são células imunitárias e desempenham um papel importante na defesa contra bactérias, vírus e tumores.

O shinrin-yoku pode reduzir a pressão arterial, o ritmo cardíaco, o stresse e hormonas do stresse, o que pode conduzir a um efeito preventivo contra a hipertensão e doenças cardiovasculares.

O shinrin-yoku pode aumentar a atividade do nervo parassimpático e reduzir a atividade do nervo simpático, apresentando efeitos psicologicamente relaxantes.

O shinrin-yoku pode aumentar os níveis de adiponectina, hormona especificamente produzida pelo tecido adiposo. Estudos mostraram que menores concentrações de adiponectina no sangue estão associadas a vários distúrbios metabólicos, incluindo obesidade ou diabetes tipo 2.

O shinrin-yoku também pode reduzir sintomas de ansiedade, depressão, irritação, fadiga e confusão, e aumentar a energia.

“O shinrin-yoku é uma medicina preventiva.”  - Qing-Li

É possível que alguém que viva na cidade, longe de espaços verdes, insira esta abordagem no seu dia a dia?
As pessoas que vivem na cidade também podem desfrutar do shinrin-yoku ao visitarem parques. Segundo a minha pesquisa, andar em parques citadinos durante cerca de duas horas também pode ajudar a reduzir sintomas de ansiedade, depressão, irritação, fadiga e confusão, além de aumentar a energia.

De facto, os resultados na minha pesquisa confirmam e suportam a hipótese da biofilia. Mostram, por exemplo, que a ligação à natureza através do shinrin-yoku pode:
Reduzir a pressão arterial;
Reduzir o stresse;
Melhorar a saúde cardiovascular e metabólica;
Reduzir o nível de açúcar no sangue;
Melhorar a concentração e memória;
Combater a depressão;
Aumentar a energia;
Reforçar o sistema imunitário através do aumento do número de células exterminadoras naturais;
Aumentar a produção de proteínas anticancro;
Ajudar a perder peso.

Ritual para Puxar a Energia da Lua

Entrada de Lua Cheia 20 março 2019 ás 22:43:00 A maneira antiga e tradicional para se conectar aos arquétipos das deusas lunares é o ritual "Drawing Down the Moon", ou seja, "puxar" a essência da Lua para seu corpo físico.



Na noite de lua cheia, procure um lugar tranqüilo na natureza. Se não for possível, fique na frente de uma janela, olhando para a Lua.



Entoe por alguns minutos algum som lunar, como Ma, Lu-na ... Levante as palmas das mãos na direção da Lua formando um triângulo, com os dedos polegares e indicadores se tocando.



Estenda os outros dedos o mais que puder, como receptores da energia lunar. Espere até sentir os dedos vibrarem ou formigarem. Focalize toda sua atenção olhando fixamente para a Lua, começando, então, a puxar sua luz prateada para seu corpo. Movimente as mãos, sem desfazer o triângulo, para sua testa, seu coração e seu ventre, direcionando a energia para dentro de si.



Invoque a deusa lunar de sua preferência, pedindo-lhe auxilio ou orientação. Agradeça o contato e desfaça a conexão, tocando a terra com seus dedos. Coloque seus cristais ou jóias de prata expostas à luz da Lua, durante toda a noite, para imantar.



Para preparar água "lunarizada", encha com água uma garrafa de vidro azul ou vidro branco embrulhado em papel celofane azul. Exponha-a à luz lunar durante três dias, começando um dia antes da Lua Cheia. Mas lembre-se: tenha o cuidado de recolher a garrafa antes que os raios solares incidam sobre ela. Use essa água para rituais, cerimônias ou para estabelecer um vínculo maior com a energia da Lua ou com as deusas lunares, durante suas meditações.



Outra forma de atrair e conservar a energia lunar é pela magia das cordas. Direcionando a energia da Lua (seja na fase crescente, cheia ou minguante) para fios trançados ou nos quais se dão nós, podemos concentrar e preservar a força lunar, até quando precisarmos dela para um ritual específico.



A magia dos fios trançados e dos nós é muito antiga, existente em várias culturas, praticada durante séculos pelos celtas, que desenvolveram trabalhos artísticos e artes anais ricamente ornamentados com intrincados desenhos de nós. Na magia celta, as cordas simbolizavam o espírito, cuja força unificadora agregava os outros elementos, permitindo sua plena manifestação.



Nos rituais lunares, usam-se as cordas para "amarrar" e fixar intenções e concentrar o magnetismo lunar. Usam-se também as cordas para vários tipos de encantamentos, criação do círculo de poder, rituais de "handfasting" (compromissos amorosos) e para firmar e selar trabalhos mágicos, seja canalizando a negatividade - que deve ser transmutada - seja imprimindo vibrações positivas.



Para atrair a essência das fases lunares para as cordas e fios, usa-se uma técnica parecida com a descrita para "puxar" a Lua para si. A finalidade das cordas é servir como reservatório para guardar a energia de uma determinada fase lunar, que poderá ser usada quando necessária.



As cordas devem ser de fibras naturais, como seda, algodão, sisal ou ráfia - com espessura menor que um centímetro, para poder trançar três fios juntos. As cores tradicionais são as que representam a tríplice manifestação da Deusa (branca, vermelha e preta); mas de acordo com a afinidade e a necessidade, podem ser escolhidas outras cores, relacionadas às fases lunares. Para a lua crescente, pode-se usar branco, azul ou amarelo; para a lua cheia, vermelho, laranja ou verde; para a lua minguante, preto, cinza ou roxo.
Procedimento: após cortar as cordas em pedaços de um metro e vinte centímetros, purifique-as com a água na qual colocou alguns cristais de sal marinho ou algumas gotas de essência de jasmim ou sândalo. Ao passar a água pelas cordas, visualize a dispersão das energias residuais (da confecção e do manuseio) e sua substituição por uma matriz luminosa c pura. Entoe algum mantra, canção ou oração. O próximo passo é a impregnação das cordas com a energia lunar. Da mesma forma que no ritual anterior, escolha um lugar tranquilo na natureza, na primeira noite do ciclo lunar, cujas energias você quer atrair e guardar. Crie um círculo a seu redor (com sal, pedras, fubá, galhos, corda ou traçando com o “athame”). Invoque a deusa lunar relacionada à fase da lua ou associada ao propósito do seu trabalho mágico. Levante as cordas e apresente-as à Lua, segurando-as como uma oferenda, o mais alto possível. Coloque seu pedido em forma de oração, poema ou canção e peça à deusa lunar para transferir e impregnar, com sua força, as cordas, pelos raios da Lua. Sinta o poder começando a fluir, dando-lhe uma sensação de calor ou formigamento nas mãos. Quando perceber que as cordas estão repletas de energia, comece dando oito nós, em distâncias iguais entre si. Enquanto faz isso, coloque as cordas de forma que você possa ver a Lua através da alça formada para dar o nó.



Mentalize com firmeza que você realmente “capturou” a Lua nas cordas e que cada nó a prende e segura. Dê um nono no, imaginando que esse gesto sela o poder e sinta-o como se fosse o fechamento do ritual. Recite algum mantra ou afirmação e trace com o dedo indicador ou com o “athame”, alguma runa ou símbolo cabalístico sobre todos os nós. Anote a runa ou o símbolo, pois você precisará usá-los novamente quando abrir os nós para liberar o poder. Agradeça à Deusa com uma frase sua ou use esta oração tradicional.



“Deusa Luna (ou cite o nome da deusa lunar escolhida), abençoe estas cordas com a tua luz e sele estes nós com o teu poder. Com a tua bênção e proteção e pelo meu desejo e vontade, eu puxei uma parte de tua energia para as minhas mãos. Que esta corda e estes nós possam ser usados somente para fins benéficos, sem prejudicar ninguém e para o bem de todos. Eu te agradeço, Deusa Luna. Que assim seja”. As cordas energizadas poderão ser utilizadas para imantar ervas, pedras, cristais, amuletos e objetos mágicos, enrolando-os ao seu redor.



Podem ser usadas sobre seu corpo ou sobre o altar durante os rituais para fornecer a energia da fase lunar captada por elas, mesmo nas ocasiões em que a fase da Lua não seja favorável. Não é indispensável desfazer os nós, no entanto, algumas pessoas preferem “liberar” a energia das cordas, durante um encantamento ou ritual, abrindo os nós e mentalizando a liberatão do magnetismo lunar. Muitas vezes, os “novatos” temem que a energia possa “escapar”; por isso, selar os nós com um símbolo ou runa e abri-Ias depois com o mesmo símbolo reforça o propósito.



Para ativar ou reforçar a carga eletromagnética nas cordas usadas durante um ritual, cujos nós não foram abertos, recomenda-se uma repetição da catalisação inicial durante uma mesma fase lunar.



As cordas imantadas devem ser guardadas em lugar escuro, dentro de uma bolsa de tecido de algodão ou veludo preto. Não deverão ser tocadas por outras pessoas. Não abra a bolsa sem antes criar o círculo de proteção e fazer as invocações necessárias para o trabalho mágico.
O Anuário da Grande Mãe - Mirella Faur

segunda-feira, 18 de março de 2019

Significado de Paganismo


O que é Paganismo:

Paganismo é um termo geralmente utilizado para se referir a posicionamentos religiosos diferentes dos tradicionais.
O conceito de paganismo varia entre as religiões. Para o cristianismo, judaísmo e islamismo, o paganismo consiste em qualquer prática ou atitude religiosa divergente da sua.
A expressão paganismo também é utilizada para designar qualquer religião politeísta (mais de um deus) ou mesmo a ausência de religião.
A palavra tem origem no latim paganus que significa “habitante do campo”, tendo em vista que os povos rurais da Antiguidade possuíam culturas politeístas, idolatrando deuses relacionados à natureza. Na Idade Média, com o avanço do processo de cristianização, a igreja católica passou a classificar como pagãos todos aqueles que resistiam à conversão e permaneciam com suas crenças.
Essa apropriação do termo por parte das religiões (que provoca incerteza em relação ao seu significado) faz com que a antropologia utilize classificações mais claras, definindo as religiões pagãs como:
Xamanismo: religiões que envolvem estados alterados de consciência a fim de acessar o mundo espiritual e obter divinação ou cura.
Politeísmo: religiões que adotam mais de uma divindade. No politeísmo, cada entidade adorada apresenta características específicas e exerce influência sobre um aspecto da vida.
Panteísmo: diferente do politeísmo, as crenças panteístas consideram que não existe distinção entre Deus e a natureza. No panteísmo, Deus é composto por tudo que existe no universo, e não apresenta características antropomórficas.
Animismo: geralmente se refere a religiões indígenas nas quais acredita-se que objetos, lugares e animais possuem uma essência espiritual e, portanto, são vistos como entidades vivas.
Exemplos de religiões e deuses pagãos

Os exemplos clássicos de religiões pagãs estão inseridos nas mitologias greco-romana e egípcia.
Paganismo greco-romano
A religião predominante na Grécia Antiga era politeísta, com a maioria da população reconhecendo a existência de diversos deuses, entre os quais se destacam os 12 deuses do Olimpo. A partir dos séculos IV e III antes de Cristo, a cultura pagã grega passou a ser transmitida para o povo romano, que adotou entidades correspondentes às gregas:


Paganismo Egípcio
No Egito Antigo, a religião cultuava entidades frequentemente retratadas com características humanas e animais. Todos os deuses egípcios representavam elementos naturais, sociais ou mesmo conceitos abstratos. Ao todo, registra-se a existência de mais de 1500 deuses, entre os quais estão:


Também chamado de paganismo moderno ou paganismo contemporâneo, o neopaganismo se refere a diversos movimentos religiosos novos baseados em crenças pagãs antigas.
Enquanto alguns movimentos neopagãos apresentam diferenças com seus modelos antigos, muitos buscam reviver os elementos da crença da forma mais fiel possível.
Especialistas estudam os movimentos neopagãos inserindo-os em uma escala na qual uma ponta é o ecletismo (crença religiosa que permite a aceitação e conciliação de ideias distintas) e a outra é o reconstrucionismo (desejo de restabelecer, no mundo moderno, religiões antigas).
Alguns exemplos de religiões neopagãs são: wicca, neodruidismo, helenismo e neopaganismo germânico.
Wicca
Wicca é a maior religião neopagã do mundo e teve origem na Inglaterra na metade do século 20.
Também conhecida como “bruxaria”, a wicca não possui um sistema fixo de crenças e conta com diferentes vertentes ao redor do mundo. Em geral, a religião cultua dois deuses: a Deusa Tríplice, que representa o sagrado feminino, e o Deus Cornífero, baseado em diversas entidades antigas como Dionísio, sátiros, etc.
Neodruidismo
O neodruidismo, ou apenas druidismo, é a segunda maior religião pagã do mundo. Os druidas visam promover a harmonia e o respeito entre todos os seres, reverenciando a natureza e o meio ambiente.
O neodruidismo é um exemplo de reconstrucionismo, pois busca resgatar as crenças, valores e rituais pré-cristãos dos povos celtas.
Helenismo
O helenismo, também chamado de dodecateísmo ou neopaganismo helênico, é uma forma de reconstrucionismo que visa reviver os costumes, crenças e valores da Grécia Antiga.
O movimento surgiu durante a década de 90 e, em 2017, se tornou uma religião reconhecida na Grécia.
Neopaganismo germânico
Também chamado de heatherismo, é uma forma de reconstrucionismo que visa resgatar a religião praticada pelos povos germânicos até o início da Idade Média.
O neopaganismo germânico não possui um sistema teológico unificado, mas é geralmente politeísta e adota uma visão animista do cosmos.
Símbolos pagãos

Existem inúmeros símbolos pagãos inseridos nas diversas religiões existentes ao longo da história e ao redor do mundo. Entre os mais populares estão:

Pentagrama: talvez o símbolo pagão mais famoso. Cada ponta da estrela representa um elemento: terra, água, ar e fogo enquanto a quinta ponta representa o espírito.
Triluna: representa três fases da lua: crescente, cheia e minguante. Em algumas religiões, é o símbolo da Deusa Tríplice, significando as três etapas da vida de uma mulher: donzela, mãe e velha.
Triscle: de origem celta, representa movimento da vida e do universo. Também se refere ao aspecto tríplice da cosmologia celta: submundo, mundo intermediário e mundo superior.
Ankh: símbolo pagão egípcio equivalente à cruz para o cristianismo. Significa imortalidade e vida eterna.
Mjlönir: mjölnir: é o martelo de Thor, deus do trovão na mitologia nórdica. O símbolo representa força e proteção contra o caos e era utilizado nas culturas escandinavas antigas em todos os tipos de rituais.
Triquetra: representa a conexão entre mente, alma e corpo. Na cultura céltica, representava os três reinos: terra, céu e mar.
Fonte - Significados.com.br