sexta-feira, 1 de março de 2019

A espiritualidade do Carnaval


“Carnaval é uma grandiosa cosmovisão universalmente popular de milênios passados... é o mundo às avessas.” - Bakhtin Originalmente, o termo “carnaval” significa “adeus à carne ou fim da carne” (carnis levale, em latim), pois representava na Idade Média uma época de festas populares que antecediam um período de grande jejum. Por antecipar o jejum e meditação para uma temporada religiosa é considerado um período pagão, uma festa pagã e também com esta base inconsciente ela é incentivada e propagada como uma festa dos pecados luxuria que antecede o período de sacrifício e reclusão.

O carnaval realizado no Brasil é a maior festa popular do mundo. Grande parte dos foliões brasileiros, no entanto, não conhecem as origens e as implicações dessa festa. Pensa-se que o carnaval é uma brincadeira típica do Brasil, mas várias cidades do mundo como Nice (França), Veneza (Itália), Nova Orleans (EUA), dentre outras, também a celebram anualmente.

O carnaval, para surpresa de muitos, é um fenômeno social anterior a era cristã. Assim como atualmente ela é uma tradição em vários países, na antiguidade, o carnaval também foi praticado por várias civilizações. No Egito, na Grécia e em Roma, pessoas de diversas classes sociais se reuniam em praça pública com máscaras e enfeites para desfilarem, beberem vinho, dançarem, cantarem e se entregarem as mais diversas libertinagens.

A diferença entre o carnaval da antiguidade para o de hoje é que, no primeiro, as pessoas participavam das festas mais conscientes de que estavam adorando aos Deuses. O carnaval era uma prática religiosa ligada à fertilidade do solo. Era uma espécie de culto agrário em que os foliões comemoravam a boa colheita, o retorno da primavera e a benevolência dos deuses. No Egito, os rituais eram oferecidos ao deus Osíris, por ocasião do recuo das águas do rio Nilo. Na Grécia, Dionísio, deus do vinho e da loucura, era o centro de todas as homenagens, ao lado de Momo, deus da zombaria. Em Roma, várias entidades mitológicas eram adoradas, desde Júpiter, deus da urgia, até Saturno e Baco.

Na Roma antiga, o mais belo soldado era designado para representar o deus Momo no carnaval, ocasião em que era coroado rei. Durante os três dias da festividade, o soldado era tratado como a mais alta autoridade local, sendo o anfitrião de toda a orgia. Encerrada as comemorações, o “Rei Momo” era sacrificado no altar de Saturno. Posteriormente, passou-se a escolher o homem mais obeso da cidade, para servir de símbolo da fartura, do excesso e da extravagância.

Com a supremacia do cristianismo a partir do século IV de nossa era, várias tradições pagãs foram combatidas. No entanto, a adesão em massa de não-convertidos ao cristianismo, dificultou a repressão completa. A Igreja foi forçada a consentir com a prática de certos costumes pagãos, muitos dos quais, cristianizados para evitar maiores transtornos. O carnaval acabou sendo permitido, o que serviu como “válvula de escape” diante das exigências impostas aos medievos no período da Quaresma.

Na Quaresma, todos os cristãos eram convocados a penitências e à abstinência de carne por 40 dias, da quarta-feira de cinza até as vésperas da páscoa. Para compensar esse período de suplício, a Igreja fez “vistas grossas” às três noites de carnaval. Na ocasião, os medievos aproveitavam para se esbaldar em comidas, festas, bebidas e prostituições, como na antiguidade.

Na Idade Média, o carnaval passou a ser chamado de “Festa dos Loucos”, pois o folião perdia completamente sua identidade cristã e se apegava aos costumes pagãos. Na “Festa dos Loucos”, tudo passava a ser permitido, todos os constrangimentos sociais e religiosos eram abolidos. Disfarçados com fantasias que preservavam o anonimato, os “cristãos não-convertidos” se entregavam a várias licenciosidades, que eram, geralmente, associadas à veneração aos deuses pagãos.

O carnaval na Idade Média foi objeto de estudo de um dos maiores pensadores do século XX, o marxista russo Bakhtin. Em seu livro Cultura Popular na Idade Média e no Renascimento, Bakhtin observa que no carnaval medieval – “o mundo parecia ficar de cabeça para baixo”. Vivia-se uma vida ao contrário. Era um período em que a vida das pessoas tornava-se visivelmente ambígua, pois a vida oficial - religiosa, cristã, casta, disciplinada, reservada, etc. – amalgamava-se com a vida não-oficial – a pagã e carnal. O sagrado que regulamentava a vida das pessoas era profanado e as pessoas passavam a ver o mundo numa perspectiva carnavalesca, ou seja, liberada dos medos e da ética cristã.

Com a chegada da Idade Moderna, a “Festa dos Loucos” se espalhou pelo mundo afora, chegando ao Brasil, ao que tudo indica, no início do século XVII. Trazido pelos portugueses, o ENTRUDO – nome dado ao carnaval no Brasil – se transformaria na maior manifestação popular do mundo, numa das maiores adorações aos deuses pagãos do planeta e, por tabela, na maior apologia a prostituição apoiada pelo Estado.

Autoria: Egina Carli de Araújo Rodrigues e Eduardo Carneiro

A Origem Pagã das Festas Religiosas


"Os povos antigos faziam rituais mágico religiosos para controlar certos fatores que poderiam representar reveses em suas vidas. O tempo passou, os desvios foram se sucedendo e hoje em dia esses rituais aparecem, bem deturpados, em várias festividades cristãs." - Elsie Dubugras
Festejamos a Páscoa com  ovos de chocolate deixados pelo coelhinho; pulamos no Carnaval; colocamos cinzas na testa na quarta feira de Cinzas; e nos penitenciamos durante quarenta dias da Quaresma. Mas será que sabemos por que fazemos tudo isso e qual a verdadeira origem desses costumes e rituais? Uma pesquisa em profundidade foi feita para descobrir a sua procedência, e trouxe respostas das mais interessantes a curiosas.
 
Carnaval

Diz a Encyclopaedia Britannica que a palavra "carnaval" poderia ter se originado do latim medieval carnem levare ("leve se embora a carne") ou carnem levarium ("remova a carne"). A dedução parece lógica, pois o Carnaval é um festejo que antecede a Quaresma, quando a Igreja católica recomenda a abstinência de
carne.
Outras fontes consultadas declaram que o Carnaval está intimamente ligado a uma festividade pagã da antiga Roma: a Saturnália, durante a qual os foliões dançavam a pulavam para o alto.

Esta festa, todavia, não se destinava a divertir o povo como o Carnaval de hoje em dia, pois era um ritual mágico/homeopático para incentivar as plantas a crescer. Em alguns desses festejos, os foliões usavam máscaras e desferiam golpes para o ar. Por vezes os golpes eram dirigidos aos que estavam por perto, mas todos tinham uma só finalidade: assustar e afugentar os demônios que prejudicavam as colheitas e o povo.
Em seu livro O Ramo de Ouro, Sir James G. Frazer observou que ainda hoje os camponeses de certas regiões da Europa   geralmente em épocas predeterminadas, como na terça feira que antecede o Carnaval  dão pulos para o alto, a fim de incentivar suas plantas a crescer.
Na quarta feira de Cinzas, o primeiro dia após o Carnaval e o início da Quaresma, os padres da Igreja católica romana costumam fazer uma cruz na testa dos fiéis com as cinzas conseguidas das palmas bentas do domingo de Ramos da Quaresma anterior. 

Diz Frazer que esse costume se origina no Antigo Egito, quando ainda se praticavam sacrifícios humanos. A vítima era sempre um homem de cabelo vermelho, pois essa cor representava o cereal maduro. Depois de morto e queimado, suas cinzas eram espalhadas pelos campos para que as colheitas fossem abundantes. Todavia, quando se tornava necessário expulsar os demônios que infestavam o lugar, os egípcios também usavam ramos de plantas frescas ou as queimavam e aproveitavam as cinzas.
Deve se observar que a cerimônia das Cinzas só começou a ser usada pela Igreja nos primeiros séculos da era cristã. O ritual era a forma empregada pela Igreja para admitir os penitentes à comunidade; na ocasião, eles se vestiam com roupas de saco.
Depois do século 10 d.C., toda a congregação cristã, as pessoas de fora que quisessem participar e até os padres podiam tomar parte no ritual e na aspersão de cinzas.

Quaresma

A quaresma propriamente dita equivale ao tempo em que as pessoas com doenças contagiosas ficavam em isolamento. Durante esse período, fazia se a limpeza e a purificação do lugar onde o doente morava a queimava se a sua roupa. De início, o isolamento era de trinta dias a chamava se trintena, mas ele foi depois aumentado para quarenta dias a passou a chamar se quarentena, palavra que ainda hoje é usada.

Todavia, segundo a Igreja católica, o tempo de Quaresma define o período que Moisés esteve no monte aguardando as tábuas da lei e os dias que Jesus passou no deserto, orando e jejuando. Por este motivo, exortam se os fiéis a obedecer a certos rituais, fazer penitências, dar esmolas, orar e jejuar, tudo em preparação para a Páscoa, o dia em que se celebra a ressurreição de Cristo.
  Por jejum deve se entender a abstenção parcial ou total de alimentos em certos dias. A prática não se originou com os cristãos; é antiqüíssima, e os povos primitivos jejuavam antes de processar as colheitas e durante certos períodos na primavera e no outono. Também se abstinham de comer antes das caçadas, das cerimônias de iniciação e de alguns ritos mágicos e/ou religiosos, cujas origens se perdem no tempo. Além disso, jejuava se, quando ocorria uma morte ou, então para apaziguar alguma divindade irada.
Outro s grupos s religiosos também praticam o jejum: os judeus na celebração do Yom Kippur, o Dia da Reconciliação, e os muçulmanos durante o mês de Ramadã.

O que impele as pessoas ou as comunidades religiosas a diminuir a ingestão de alimentos? Dizem os conhecedores do assunto que existem três grandes categorias de jejuadores. A primeira engloba os que fazem isso para conseguir poderes mágicos ou aumentar os que já possuem e, assim, dominar as forças da natureza a outras. Nessa classe estariam os xamãs, os pajés, etc. Na segunda categoria encontram se os que praticam a abstinência com o intuito de fortalecer sua própria fibra moral e, também, a da comunidade a que pertencem. Um exemplo moderno é o hindu Mahatma Gandhi. Em terceiro lugar estão as comunidades religiosas que tentam controlar seu(s) apetite(s) oferecendo penitência a Deus, categoria em que estariam enquadrados os cartusianos, as carmelitas, etc.

Páscoa

A Páscoa é uma festa móvel, isto é, não cai no mesmo dia todos os anos. Para descobrir a data em que será celebrada, é preciso localizar o primeiro domingo depois da primeira Lua cheia da primavera de Roma (hemisfério norte), usando os critérios gregorianos. No Brasil (hemisfério sul), o cálculo corresponde à primeira Lua cheia de outono. Aqui, o outono inicia se no dia 21 de março; portanto, tendo a Lua cheia deste ano ocorrido no dia 22 de março, a Páscoa de 1989 foi celebrada no dia 26 de março.
A Páscoa é o dia em que celebra se a ressurreição de Cristo. Todavia, até o século IV, ele era consagrado à comemoração da ressurreição do deus do Sol, Mitra, cujo aniversário de nascimento, em 25 de dezembro, coincide com o de Jesus. 
 
  Qual a razão de festejar se a Páscoa com ovos? Porque os ovos simbolizam a vida nova e, portanto, a ressurreição. Antigamente, em especial no norte da Europa, o povo não costumava comer ovos durante a Quaresma, mas no sábado de Aleluia (o dia que antecede a Páscoa) as pessoas cozinhavam os ovos que tinham recolhido a os pintavam com cores alegres. No dia da Páscoa, eles eram dados aos amigos a parentes ou escondidos nos jardins e quintais para que as crianças os procurassem. Dizia se que o coelhinho deixara os ovos lá... 
Nos Estados Unidos há um costume interessante: para ter sorte, as pessoas rolam ovos coloridos e pintados nos gramados da Casa Branca, a residência do presidente americano.
Mas como é que o coelhinho entrou nessa história toda? Porque esse simpático animal assemelha-se à lebre que, no Antigo Egito, simbolizava a fertilidade e a periodicidade humana e lunar. Aos poucos, a imagem da lebre chegou à Europa, transformou se em coelho a foi adotada pelo povo.

São João, o Dia dos Namorados

Vamos ver agora o que há sobre o dia dos namorados tradicional: o dia de São João, celebrado com festa em 24 de junho. Segundo Frazer, esse é o dia do solstício, quando o Sol chega ao máximo, pára a começa a descer.
Como o evento era temido pelo povo antigo, naquela data as pessoas praticavam diversos rituais que seriam de defesa própria da comunidade, para auxilio em casos de doença, para a melhoria das colheitas, etc. Com estes fins em vista, o povo reunia se no dia do solstício ao redor de fogueiras, girava uma roda e fazia procissões pelos campos, todos segurando tochas acesas.

Além dessas fogueiras e neste mesmo dia, os moços juntavam ossos, lixo e outros produtos que, queimados, produziam grossos rolos de fumaça. Essa fumaça tinha uma finalidade toda especial: servia para afugentar os dragões que, copulando no ar, deixavam cair seu sêmen e, assim, envenenavam as águas . . .
O solstício de verão é festejado ainda hoje pelos muçulmanos do norte da África, por diversas tribos árabes e pelos berberes, uma raça da África setentrional. 

Eles também acendem fogueiras naquele dia, mas jogam no fogo certas plantas e ervas aromáticas que produzem uma fumaça perfumada. Os participantes aproximam se e se expõem a fogueira tentando dirigir a fumaça para suas casas a plantações. Segundo crêem, ela limpa e cura. Essas pessoas também pulam sobre as fogueiras, um costume conhecido e praticado no interior do Brasil. Além disso, retiram gravetos em chamas, das fogueiras, que são usados para incensar as casas As próprias cinzas são utilizadas para massagens pelo corpo e no couro cabeludo.

Com esses dados, vê se logo que as festas juninas e outras anteriormente citadas pouco têm de cristão. São simpáticas festividades pagãs, de remotíssima origem, algumas celebradas por povos que ainda hoje não seguem os ensinamentos cristãos.

Fonte - Instituto de Pesquisas Psíquicas Imagick

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

A Importância da Defumação


Prática milenar, a defumação aparece em diversas religiões, rituais e culturas. A defumação consiste em utilizar a fumaça de folhas, cascas, raízes, madeiras ou resinas e podem ser usadas inteiras, em pedaços ou em pó.

A defumação é geralmente usada para limpar ambientes, diferente de um banimento, a defumação além de limpar também deixa a energia da planta que foi usada.

Para fazer uma defumação, antes de mais nada você precisa de algo para colocar as plantas, o mais indicado é o turíbulo, pois facilita muito se você for defumar a casa pois com ele você pode se movimentar com facilidade, mas nada impede que seja outro objeto.

Lojas de artigos religiosos geralmente tem as ervas já prontas para esse tipo de magia, secas e trituradas, hoje em dia você pode comprar até na internet, mas obviamente se você tiver tempo para cultivar e colher, faça você mesmo.

Quando for começar uma defumação na sua casa, você deve seguir o esquema de "dentro pra fora", ou seja deixe por último o cômodo que tem a porta para fora da casa deve ser o último. Assim você consegue expulsar formas energéticas mais densas que a defumação não deu conta de desfazer.

A defumação tem que ser caprichada nos cômodos onde as pessoas dormem ou ficam mais tempo.

Sempre faça a defumação com a intenção de purificar e harmonizar a casa, use visualização para ajudar. Essa é uma prática que pode ser feita mensalmente e dependendo do lugar semanalmente, mais que isso não é necessário.

Dicas de ervas para defumação

Alfazema
Arruda;
Alecrim;
Majericão;
Casca de alho;
Mirra;
Salvia;
Benjoin;
Artemísia.

Como fazer uma defumação?

Você já imaginou nossos ancestrais em volta de fogueiras , nas suas tribos, jogando nas brasas e no fogo ervas e resinas aromáticas.

As pessoas ficavam inalando a fumaça seus aromas, momentos depois
algumas pessoas estavam se sentindo bem. Algumas pessoas neste ritual ficavam alegres e dispostas outras sorriam sem parar e outras em silêncio ficavam, sem saber nossos antepassados estavam descobrindo uma arte, uma arte de cura e criatividade a arte da defumação.

Para fazer uma defumação correta só precisa de carvão em brasa, dentro de um turíbulo (incensório pequeno, geralmente feito de metal). Jogue as ervas secas dentro (ou na parte de cima, dependendo do modelo de incensório) e vá defumando toda a casa: Se for para limpeza espiritual, defume sempre de dentro para fora, se for para atrair bons fluidos e dinheiro, defume de fora para dentro.
A pratica da queima de cascas, ervas e resinas sobre carvão em brasas
tem aumentado em sua popularidade. Quando se queima ao ar livre ou entre as paredes de templo e igrejas o incenso eleva a psique humana a outras dimensões .
Antes de realizar um ritual, é importante incensar o espaço. Isso aguça os
sentidos e permite captar energias positivas. Veja o que você precisa para a
defumação.  É preciso um recipiente de metal, carvão e ervas secas. As ervas colocadas na brasa produzem a fumaça cheirosa, que deve ser mentalmente oferecida aos  Deuses e espalhada pelos ambientes.

Para acalmar e atrair prosperidade: Coloque a canela em pó sobre a brasa
viva. Espalhe a fumaça.
Para proteger a saúde, trazer alegria e afastar pensamentos negativos: Num pilão, triture um punhado de cravos-da-índia e deixe queimar na brasa.
Para apurar a intuição e a capacidade premonitória: Espalhe folhas secas de louro sobre a brasa e deixe queimar.
Para atrair um romance: triture sementes de coentro e junte um pouco de
açafrão em pó. Coloque tudo sobre a brasa. Esse é o poderoso perfume de
Vênus, que também pode ser usado para defumar amuletos e talismãs amorosos.
Para limpeza e purificação : Queime sálvia branca ou palo santo.

Incensos e defumações orientadas pelo dia da semana

SEGUNDA: arruda, sândalo, angélica, maçã, patchuli.
TERÇA: verbena, jasmim, cravo-da-Índia, violeta.
QUARTA:  alecrim, rosa branca, mirra, patchuli.
QUINTA: canela, noz-moscada, orquídea azul, flor-do-campo.
SEXTA: alfazema ou lavanda, rosas brancas, almíscar, arruda, alecrim.
SÁBADO: alecrim, benjoim, angélica.
DOMINGO: anis, sândalo, rosa cor-de-rosa, cravo-da-Índia, noz-moscada.

Tânia Gori