domingo, 29 de julho de 2018

A Influência da Lua



No céu, à noite, uma avó cuida de seus netos...

Venerada como divindade entre antigas civilizações, a Lua é um símbolo feminino, associado à fecundidade, à fragilidade, à ilusão e à pureza. Por mudar sua forma de aparecer no céu, ou seja, por atravessar fases, na simbologia, a Lua é também um símbolo de inconstância...

A Mãe Lua, Anciã, é mais antiga do que a Terra e do que o Sol e é conhecida e estudada pela ciência como um satélite natural, um pedaço de uma estrela ou de outro astro que realiza uma órbita ao redor da Terra e não possui luz própria, além de ser bem menor que o planeta Terra.

A Lua é a energia da nossa natureza emocional. Ela diz quais são nossas necessidades básicas de nutrição e de segurança. A Lua revela nossa manifestação inconsciente, como guardamos as impressões das experiências vividas, como é o nosso humor e como é nossa reação. Diz ainda como vislumbramos o universo maternal e feminino.

A crença de que a Lua, nas suas diferentes fases, influencia nossa saúde e nosso comportamento é tão antiga quanto a humanidade. Até hoje, num mundo pragmático, dominado pela ciência cartesiana, existem muitos que são capazes de jurar pelo poder da Lua. Mas pesquisas científicas recentes revelam que nem tudo é ficção no mundo da Lua
Esse satélite natural influencia as marés e sua história romântica e espiritual acompanha o imaginário do ser humano desde antigas eras, visto que várias sociedades assumiram ser a Lua o seu mais sagrado símbolo espiritual. Ela ensina sobre o tempo e é a força de comando no reconhecimento de um calendário que expressa os ciclos naturais.

A Lua representa o sagrado feminino. Ela influencia a agricultura da Terra, as colheitas e os nossos próprios sentimentos e emoções. Da mesma forma, manifestações femininas como a menstruação, a fertilidade e a gestação também estão relacionadas à Lua.

Conhecer as fases da Lua e se guiar por elas é papel de qualquer bruxa, pois desta forma saberemos qual é o melhor momento para agir e realizar um ritual no momento correto.

Cada fase da Lua é reconhecida com sua potência, pois cada fase mostra, em sua presença, o que é.

Lua acompanha as fases das mulheres, tanto que o ciclo menstrual completa-se a cada 28 dias, tempo necessário para a Lua dar uma volta em torno da Terra. Existe também a íntima relação entre as fases da Lua e a gravidez: Lua Nova no momento da concepção; Crescente em relação ao desenvolvimento do feto; Cheia quanto ao nascimento da criança e Minguante, depois do parto – quando toda a vitalidade transfere-se para o leite materno. No mapa astral da mulher, a lua representa o tipo de mãe que ela será. No mapa do homem, a lua mostra como ele reage em relação à mulher, bem como qual o tipo de mulher que o atrai. A Lua é o pêndulo da Terra, exerce influência irrefutável, não só sobre nosso planeta, mas também na psiquê e no espírito humano. Dentro da magia, desde tempos remotos aprendeu-se a reconhecer e utilizar os poderes mágicos da Lua. É um dos elementos mais importantes na análise astrológica, pois governa os nossos instintos básicos, a nossa maneira intuitiva de ser, o nosso lado mais sensível e emocional. A Lua rege a nossa alma, os nossos sonhos, as nossas fantasias e outras manifestações do “eu” profundo e inconsciente.

A Lua representa o passado, o condicionamento, a imaginação, as viagens, as mudanças temporárias, intuição, sonhos, fantasia, o Ing, desejos, emoção, instinto, alma, representa a maternidade, as mulheres mais velhas, feminilidade, o lado inconsciente da personalidade, a energia passiva, os humores, a família, a casa, a sensibilidade, os artigos de primeira necessidade, a pesca, os assuntos domésticos, a saúde, as comissões, o cotidiano.

Assim é que, mesmo que a ciência não explique exatamente, embora também não negue, os métodos de usar as fases da lua no di-a-dia, continuam sendo aplicados por muitos e, aparentemente, funcionam.

"Eu sou a mãe de todas as coisas,
Aquela que faz a natureza brilhar.
Sou aquela que zela por aqueles que constituem a população da Terra.
Terra, que tanto mudou através dos tempos.
Terra, que chorou por aqueles que me entenderam.
Terra, que sofreu com aqueles que foram banidos.
Abençoados sejam eles, aqueles que me aceitaram e em mim esperaram,
pois voltam agora para reinar num novo tempo.
Bem vindo sejam eles novamente ao seu antigo lar!"

Texto retirado do livro: Wicca - Ritos e Mistérios da Bruxaria Moderna de Claudiney Prieto.

Poção Mágica Contra a Ansiedade

A ansiedade é um mal que atinge cada dia mais a humanidade. Conhecida como uma das grandes vilãs dos tempos modernos, ela causa muitos transtornos, atrapalhando a vida social e familiar. Ensinaremos uma Poção Mágica Contra a Ansiedade, que poderá ser uma forte aliada na batalha contra este distúrbio emocional.
Como Fazer e utilizar uma poção mágica contra a ansiedade
Devido ao novo estilo da vida moderna e do corre-corre do dia-a-dia, a população mundial vem sendo afetada por um transtorno grave e perigoso, a ansiedade.
A ansiedade é cada vez mais comum entre as pessoas, porém a longo prazo ela causa danos sérios a saúde.
Este transtorno age nas mais diversas formas, em ataques de pânico, fobia social, falta de ar entre outros.
A Magia é uma forte aliada em todo processo de cura, vivenciando, conhecendo e compreendendo a magia, podemos transformar as energias densas em energias sutis, melhorando então a qualidade de vida num todo.
Uma poção mágica contra a ansiedade pode ajudar a reduzir os níveis de estresse e ansiedade.
Confira a receita abaixo, porém não se esqueça que a ansiedade é um problema de saúde grave e você deve sempre consultar com seu médico.
Ingredientes e Preparo da Poção:
- Camomila desidratada
- Lavanda desidratada
- 1 fluorita roxa ou verde
Em um frasco de vidro coloque partes iguais das ervas, adicione a fluorita e deixe descansar sob a luz da lua minguante por 3 noites.
Após este período tampe o frasco e mantenha guardado normalmente em um armário.
Sempre que se sentir estressado ou ansioso ferva um copo de água, desligue o fogo e adicione meia colher de sopa das ervas do frasco.
Deixe descansar por 5 minutos, beba o chá mentalizando a paz interior, canalizando a magia de cura.
Se optar por adoçar o chá, use o mel de abelha.
Dica: Beba a ‘Poção Mágica Contra a Ansiedade’ uma hora antes de dormir.
Se você tiver qualquer problema de saúde ou alergias, consulte o seu médico antes de usar qualquer tipo de ervas.
Mais sobre poção mágica contra a ansiedade e MAGIA em Spellbook Livro de Feitiços e Receitas Mágicas.

Bruxaria e Sexo - Uma ótica feminina


Para nós bruxas, qualquer pessoa que tenha problema com sua sexualidade provavelmente terá problemas com a prática da magia em si. Afinal, em grande parte, a magia envolve o poder sexual – que é apenas outra maneira de tratar a energia encontrada na sexualidade.

Grande parte do desenvolvimento acerca da sexualidade humana, assim como sua repressão, ainda está sob uma ótica patriarcal, pois continua sendo ensinado a cada pessoa do ocidente que o sexo foi feito somente para procriação. Nesta perspectiva, qualquer prazer vindo dele corresponde a uma queda imediata da condição divina na humanidade. Porém, as bruxas não fazem sexo só para procriação, para elas a sexualidade é um encontro com o êxtase divino.

As mulheres têm muito a nos ensinar sobre como fazer sexo de verdade. Você já se perguntou se faz sexo de verdade?

Na época das fogueiras foi publicado um livro chamado Malleus Malleficarum. Um livro hediondo proposto pelo clero cristão para caçar e perseguir as bruxas, as mulheres, onde descrevia de forma muito fantasiosa desejos sexuais escondidos nos próprios inquisidores, onde a mulher, como algoz, representava a perpetuadora desses desejos. Ainda hoje, no oriente médio, por exemplo, a mulher representa um perigo para ascensão divina do homem. Isso acontece devido ao medo incutido a respeito dela e por ser mitologicamente relacionada com a corrupção do homem na gênese da mitologia judaico-cristã por exemplo. Existe toda uma forma de depreciação do orgasmo feminino devido a essa corrupção cultural, inserida por esse berço patriarcal. 

Discutir sexualidade significa tratar de algo que vai muito além do ato sexual. Na verdade, diz respeito a esses laços que nos alimentam diariamente e à forma como nos comportamos. Ao passo que o homem vê seu pênis como um acessório, uma parte extra de si, até mesmo dando nome a seu “instrumento”, a mulher vê seu corpo inteiro como sexual, seus seios, vagina, quadril, lábios, tudo é sexual e sensual na mulher – e muitas mulhe­res sabem que podem “gozar” muito além de seu clitóris!

A Bruxaria, portanto, trata da sexualidade sob uma ótica feminina. Isto é, feiticeiras não fazem sexo com os órgãos genitais, a vagina é secundária para quem sabe que o sexo é o uso de todos os cinco sentidos e um sexto, que envolve uma ligação psíquica com o parceiro, isso determina que bruxas sejam conscientes de seus próprios corpos, pois fazer sexo com os sentidos, e não somente com as genitálias, exige de nós uma programação neurológica diferente, que para a alegria de todos nós é inerente a natureza humana.

Quando a cultura vigente estabeleceu o falo ereto como o centro do universo, e não somente uma parte dele, é que também restringiram-se todas as possibilidades da se­xualidade humana na integralidade corporal. Cada vez mais se estabeleceram drogas modernas para que os homens de mais idade tenham um bom desempenho sexual a partir de seu pênis duro e rígido.

Tive grande sorte, de verdade, crescendo cercado de mulheres, desde a minha famí­lia, com irmãs e só eu de garoto. Assim, desde a infância e até mesmo na fase adulta em que estou agora, foram as mulheres minhas melhores amigas e professoras. Os homens, seja na cama ou na amizade, sempre deixaram a desejar quanto a me ensinar sobre o sexo e o divino.

Toda vez que minhas amigas conversam comigo, abrem-se intimamente revelando coi­sas da cama com seus namorados ou ficantes. Sempre existe a mesma queixa: a de que os homens não dão prazer a elas, com exceção de alguns poucos, raros até. Para elas, e para mim também, todos só estão interessados em dar prazer a si mesmos. Como se a vagina fosse apenas um local para masturbar seu pênis. Acredito que a explicação para isso esteja no fato de que a maioria dos adolescentes homens jamais terá, até a idade adulta (e mesmo após ela), uma entrega sincera ao corpo do outro. Assim, não saberão sequer tocar o seu próprio, crescerão masturbando-se, seja consigo mesmo ou com o orifício alheio.

Na antiguidade existia um ritual chamado Hiero Gamos (ou “O Casamento Sagrado”), que per­corria os templos antigos, numa época em que o homem já sabia seu papel na fecunda­ção do útero da mulher. Esse casamento sagrado não era como a noção de casamento que temos hoje, onde pessoas unidas socialmente desempenham então uma um papel no ordenamento social, mas era um encontro sexual do Lingam e a Yoni, ou do Céu com a Terra, a Semente com o Solo Arado, a Lâmina com o Cálice. Os Deuses antigos praticavam frequentemente o Hiero Gamos com suas contrapartes, de modo que isso representava a união de ambas as naturezas divinas, feminino e masculino, separadas no primeiro ato da criação e agora unidas novamente pelo sexo, retornando ao ser original.

Todos que já fizeram sexo com amor, independente da orientação sexual, sabem como é esse sentimento numinoso de desvanecimento do eu para a integração de um nós, tornando-nos apenas um que são dois. Eis onde reside o poder do sexo, o poder de tor­nar Dois em Um. E isso as feiticeiras modernas celebram dentro círculo mágicko, com uma cerimônia simbólica, antes praticada literalmente pelas velhas escolas da Arte, chamada de O Grande Rito. Neste rito toma-se consciência de que o encontro com o outro, por meio do sexo, é apenas a maneira mais divina de sermos uno conosco mesmos. Pois se prestarmos atenção, principalmente ao que se refere aos relacionamentos, em geral não escolhemos alguém somente por sua aparência física, mas por aquilo que essa pessoa também representa em contraparte e companheirismo para nós.

Vale ressaltar que, quando tratamos do sexo como um encontro de gêneros opostos, isso não deve ser interpretado ao pé da letra, pois poderíamos estar excluindo a homossexualidade e a bissexualidade como formas lícitas e sagradas de amar – e absolutamente não é disso que se trata. Assim, equilíbrio dos gêneros sexuais pelo ato sexual deve ser encarado internamente, como uma capacidade humana de equilibrar e interagir com as forças opostas existentes em nós, permitindo que essas forças gerem “filhos”, pontes para um entendimento transcendental e ampliado de nossa própria natureza, porque também podemos fazer amor conosco mesmos.

O ato sexual integrativo dos gêneros, masculino e feminino, anima e animus, luz e sombra, consciente e inconsciente, divino e mundano, gera em nós a capacidade da totalidade que de outro modo seria impossível.

Extraído e adaptado do meu livro "Onde Moram as Bruxas?" - Sérgio Lourenço

Bibliografia Consultada

CAMPBELL, Joseph. Mitos de Luz. São Paulo: Madras, 2006.
CAMPBELL, J. O poder do mito. São Paulo: Palas Athena, 2007
HOLLIS, James. Mitologemas: encarnações do mundo invisível. São Paulo: Paulus, 2005.
PAIVA, Vera. Evas, Marias, Liliths... as voltas do feminino. São Paulo: Brasiliense, 1990.
STARHAWK. A dança cósmica das feiticeiras: guia de rituais para celebrar a Deusa. Rio de Janeiro: Nova Era, 2007.

A Magia da Cozinha


Costumo sempre dizer que a Bruxaria é um caminho selvagem ao mesmo tempo em que é um caminho doméstico. É exatamente por seu caráter “doméstico” que ela se difere de outros caminhos da magia, àqueles de ordens herméticas, de templos escondidos cujos membros escondem seus segredos a sete chaves aos não iniciados.

Para a nossa estrada não existem segredos a sete chaves, existem sim, segredos guardados pela falta de uma leitura sincera do mundo, de nossa falta de capacidade de (re) conhecer a linguagem da natureza e diante disso fazermos uma interpretação que nos leve ao (auto) conhecimento. Para uma bruxa treinada nessa leitura da realidade, a magia se torna acessível onde quer que ela caminhe, e por isso mesmo em sua cozinha.

Você já parou para notar que os instrumentos sagrados da Bruxaria são reminiscências de um período que a humanidade vivia da caça e da coleta? E que a evolução deles se tornou o que temos hoje? E o que temos hoje é na realidade uma sublimação de meros instrumentos domésticos, cujo o objetivo é essencialmente o auxílio prático para facilitar a rotina e a sobrevivência?

Note, a vassoura é um instrumento de ordem da casa, a varinha é uma forma sublimada da colher de pau ou da lança de um caçador, o athame é uma faca que corta e separa os ingredientes, o pantáculo é um prato onde os alimentos preparados são depositados, o cálice é um copo, um recipiente para depositar qualquer líquido e para podermos beber, o caldeirão é uma panela onde os alimentos são cozidos.

Na cozinha encontramos os elementos: Terra, Ar, Fogo e Água, e lá realizamos a sua antiga alquimia no ato de cozinhar. Também nos debruçamos diante do ciclo de morte e renascimento tão essenciais para a manutenção da vida, já que qualquer alimento que chega até nós precisou ser colhido ou morto para que pudéssemos prepará-lo.
 

É muitas vezes na cozinha que reunimos o nosso pequeno clã de amigos e lá entre um bolo de fubá prestes a sair e uma xícara de café que dividimos segredos e trocamos experiências.
A cozinha é o coração de um lar, ela é que nos oferece o ritmo e o pulsar, todos procuram a cozinha, todos necessitam acessar a cozinha, seja para alimentar o corpo ou a alma. Para uma bruxa ela sempre será mais que somente um lugar da casa, para nós sempre será um lugar de amor, de cura, de magia, de alegria, de manutenção e equilíbrio da vida. E por isso expressamos algumas coisas nesse local para que seu potencial mágicko ajude-nos a nos re-ligar com o todo que se esconde em nossa rotina.

A cozinha é o verdadeiro laboratório alquímico da Bruxaria, e para que esse local se torne cada vez mais poderoso vamos aprender algumas coisas:

Imagens de vaca, galinha e porcos na cozinha a tornam um local de abundância e fertilidade. Esses animais são representados como símbolo de fartura e prosperidade e estão relacionados à faceta da Grande Mãe na Deusa. Podemos encontrar a vaca na cultura egípcia como a Deusa Hathor, a galinha pode ser encontrada na mitologia Celta como a Deusa Ceridwen como também os porcos.

Tenha pequenos vasos de temperos como sálvia, alecrim, pimenta, manjericão, erva doce, salsinha, cebolinha, arruda, cidreira entre outros sempre a mão, além de darem um toque especial na comida elas ainda oferecem uma fonte inesgotável de magia para a sua vida. Você ainda pode tê-los como tempero seco em vidro.

Queime as cascas do alho em um pires branco quando quiser pedir por mais proteção e afastar energias contrárias ao seu propósito, ou ainda você pode guardá-las para usar mais tarde em banhos de limpeza e proteção.

Procure ter na cozinha um altar, mesmo que seja simples, e que não seja em cima da geladeira, ok? Nesse altar procure acender sempre uma vela em honra aos espíritos que protegem sua casa e os elementais, deixando sempre para eles uma oferenda de leite, mel, fruta ou algum pedaço de pão ou bolo. Nas tradições de italianas de Bruxaria (Strega) esses espíritos são reconhecidos como Lasas, que nada mais são que um culto ancestral aos espíritos que protegiam o lar. Tais espíritos eram representados na forma de fadas, herança essa recebida de culturas como a Celta, por exemplo.

Faça uma guirlanda da fertilidade para a sua cozinha com ervas aromáticas, folhas de louro, hera, espiga de milho e ramos de trigo. Deixe-a bem cheia e decorada. Você pode fazer uma a cada primavera, renovando-a uma vez ao ano. Ou então faça pequenas bonecas da palha do milho ou trigo e decore-as para colocar na cozinha.

Desenhe símbolos mágickos sobre as colheres de pau que você usa para cozinhar e também na tábua de madeira que você para cortar alimentos. Uma boa dica é espirais, pentagramas, trilunas, triskeles, nós celtas, símbolos rúnicos de proteção e fertilidade. Crie uma colher de pau mágicka da seguinte maneira: pegue a colher de pau e a passe no fogo do fogão três vezes, em seguida jogue sal sobre ela toda, não muito, somente o suficiente para esfregar nela, e finalize lavando ela com água corrente da torneira da pia. No final grave na colher símbolos mágickos de sua preferência. A use sempre quando for preparar pratos especiais.

Na hora de cozinhar procure sempre acender um incenso, principalmente se você estiver com tempo para curtir e aproveitar sua cozinha. Lembre-se que a magia é um ato simpático, atraímos para nós aquilo que projetamos!

Proteja a cozinha colocando sempre sal grosso com água atrás da porta de entrada. Tenha também uma vassoura consagrada para limpar a cozinha de energias nocivas. E para tanto use elementos que podem ser encontrados diretamente na cozinha, como escrever sobre a casca de uma cebola a palavra protectus (protegido em latim) com uma caneta preta, depois a coloque sobre um pires branco com sal grosso, deixe-a visível.

Outro convite que a cozinha nos inspira é a leitura de oráculos. Uma forma oracular simples é usar uma cebola. A cebola esta relacionada diretamente com a lua e por isso se tornam instrumentos interessantes em magia. Corte uma cebola em quatro partes, segure a cebola cortada nas mãos e faça uma pergunta, é importante que a pergunta não seja muito elaborada, depois lance as partes sobre um guardanapo branco sobre a mesa e veja como elas caíram: se todas as partes caíram com a parte arredondada para baixo significa um não absoluto; se todas caíram com a parte cortada para cima significa um sim absoluto; se duas caíram de um jeito e as outras duas de outro, você tem um grande talvez.
Tais práticas, embora simples em sua execução, são importantes aliadas na construção de uma essência mágicka em sua vida. Esse resgate permite-nos que impregnemos de significado sagrado as coisas que foram abolidas e perdidas ao longo do processo civilizatório da humanidade, processo esse que deixou um vazio angustiante, deixando o ser humano a deriva de substitutos laicos que engessam a nossa vida criativa.

Por: Sérgio Lourenço