segunda-feira, 11 de junho de 2018

A Nova Mulher e suas ferramentas em busca da Plenitude!


Já há algum tempo venho observando a maneira com que muitas mulheres têm conduzido sua vida. A causa de tantos comportamentos incoerentes e desencontrados seria irrelevante detalhar aqui: conquistas e mudanças que elas mesmas têm provocado em todo o mundo ao longo das últimas décadas – sejam as construtivas e dignas de méritos incontestáveis, sejam as deturpadas e equivocadas.

Mas meu intuito não é relatar a história e sim a essência da mulher; é falar da alma feminina e não dos estereótipos, máscaras e papéis que elas vêm utilizando para garantir seu espaço e demarcarem sua capacidade de ir além do esperado.

Infelizmente, feridas por regras patriarcais, muitas mulheres saíram do extremo da submissão em busca de seu real valor, mas se perderam. Assim, morrendo de medo de se sentirem novamente amarradas pelas rédeas do passado, insistem em renegar sua alma acolhedora, sua beleza encantadora, seu coração fértil, receptivo...

Neste momento, desejo enaltecer esse doce coração, provocar - no bom sentido - o desabrochar completo desta alma legitimamente sensível, terna, plena!

Que possamos, especialmente hoje e a partir de agora, baixar as armas, as defesas e as desconfianças... e simplesmente ser mulher – com todos os predicados que esse lugar nos cabe! Porém, não com um comportamento maquiado, afiado, dolorosamente sociabilizado. Proponho um comportamento autêntico, com direito à sua notável delicadeza, à doçura que tantas vezes é substituída pelo espírito de competição e comparação equivocada com os homens.

Que deixemos, enfim, de lutar por uma igualdade genuinamente impossível, que mais nos desvalorizaria do que enobreceria. Que passemos a assumir nossas maravilhosas e caras diferenças e atuemos decididamente a partir de nossa feminilidade essencial, preciosa, sublime. E que façamos isso, sobretudo, no exercício de conduzir as nossas relações, seja no âmbito profissional ou pessoal.

Desejo que nós, mulheres, recuperemos nossa capacidade de sedução e envolvimento – no sentido mais amplo dessas expressões – sem, contudo, termos de agir como os homens. Não somos homens. Não somos melhores nem piores. Somos mulheres, somos o feminino divinamente complementar do masculino e vice-versa.

Não precisamos de igualdade, apenas de nossa singularidade. Portanto, sugiro que sejamos firmes, justas e produtivas, mas sem nunca renegarmos nossa natureza criadora e criativa. E com certeiros atos, que possamos, de fato, conquistar o mundo.

Porém, não falo de uma conquista cujo adversário se chama homem! Não precisamos de adversários, mas de companheiros, aliados, protetores e amigos. Quando proponho que nos comportemos femininamente, estou sugerindo o exercício da lucidez feminina, da capacidade que temos de conciliar e compreender, de um gesto que perdoa, um abraço que envolve, de uma conduta que nutre e floresce o que está ao seu redor...

Sei que muitas mulheres são subjugadas e até desvalorizadas em seu ambiente de trabalho e até mesmo em suas relações afetivas; sei que muitas delas não encontram espaço para sua expressão máxima e contundente. Por isso mesmo, hoje especialmente, quero defender a urgência do deixar-ser e levantar a bandeira em nome do SER MULHER!

Que todos nós possamos reconhecer o feminino que há em cada um, o feminino Gaia, o feminino que gera e dá à luz tudo o que é vivo... para que o mundo seja salvo da agressividade, do abandono e da carência profunda de afeto que vem sofrendo!

A gentileza é feminina!

Rosana Braga

Feminilidade Sagrada



O universo feminino é uma teia de Deusas, mitos, mudanças e acima de tudo, um fluxo inesgotável de ciclos e transformações. Como as fases da lua, as mulheres estão em constante renovação. Desde a menarca até a menopausa, há um mundo desconhecido a ser descoberto e acima de tudo a ser compreendido. Muito do que vivemos e sentimos como mulheres é mal entendido e muitas vezes, mal-interpretado pelos outros e até mesmo por nós mesmas.

A conscientização de que precisamos nos recolher em uma ‘concha’ simbólica de tempos em tempos, é o ponto de partida inicial para aprender a se ouvir e acima de tudo a se respeitar. Criando assim uma rede interna e externa de apoio e entendimento. De esclarecimentos e aceitação. Acolher e abraçar todas as nossas fases. Entender as mudanças e aceitá-las como parte inevitável da maravilha que é ser mulher. Conhecer o desconhecido útero, não somente para as que receberam à benção da maternidade, mas todas, sem exceção. Entender nossos hormônios, mudanças internas e nos inserir no mundo atual – excessivamente yang (masculino), de forma a não perdermos nossa essência yin (feminina).

Que maravilha não seria, se todas pudéssemos abraçar o nosso lado frágil e descobri que é este mesmo lado, frágil e feminino, é que faz de nós mulheres seres fortes e cheios de potencialidades mal descobertas.

Possamos então, mergulhar dentro de nós, agora e sempre que nosso corpo nos avisar essa necessidade. Os sinais de desequilíbrio ou a aparição de um sintoma é o aviso de que algo não vem indo bem. Talvez recentemente, talvez há tempos. O importante é olhar. Dar-se esse olhar. Permitir o desabrochar dessa nova mulher, que jazia escondida por detrás de uma vida desconectada e fragmentada.

Uma vida perfumada. Uma vida que muito mais do que resolver um desconforto apenas temporariamente, nos permite mergulhar em nossas profundezas e conhecer nossas sombras. Lidar com arquétipos que rondam às mulheres há séculos e restituir nossa individualidade. Nossa confiança e voz interior.

A nossa intuição só irá se fortalecer com a utilização de meios naturais (yoga, dança, massagem, florais, aromas) para o restabelecimento da nossa comunicação interior perdida. Nosso corpo se fortalecerá. A alegria de viver e a plenitude de uma vida mais equilibrada e feminina irão resgatar a tão perdida paz e plenitude, que nos é de direito, por sermos seres iluminados e filhos da Unidade, que é o Supremo.

Juntas, mergulharemos no infinito e com o apoio devido, encontraremos formas naturais de lidar com as diferentes nuances e avisos que nossos corpo-mente-espírito nos enviarem de mensagens, quando o desequilíbrio fizer-se presente.

Iniciemos então, nossa bela caminhada por um dos jardins mais floridos de toda existência. Que o jardim da nossa alma possa se transformar em um jardim do Éden, e que nossas vidas possam exalar os cheiros e nos transformar em agentes de transformação. E que nosso crescimento e mudanças, produzam lindos frutos em todos ao nosso redor.

Conhecendo seu Útero


Na tradição taoísta, o útero é chamado de palácio celestial e, para a mulher pode ser a porta para o paraíso ou para o inferno. Na tradição chinesa, é chamado de “O mar de sangue”, “A câmara de sangue”, “O palácio protegido” ou “O palácio celestial”. O útero é a parte principal do corpo da mulher, na qual as emoções negativas tendem a se concentrar e ficar armazenadas durante anos, prejudicando todo o organismo. (Piontek, Maitreyi. 1998)

Hoje, quando pergunto às mulheres se já pararam algum minuto de suas vidas e sentiram os seus úteros, muitas me olham com choque ou até certo divertimento. Àquelas que já foram mães e passaram pela experiência do parto normal ou natural, essas sim, sentiram seus úteros em sua totalidade. Às que nunca passaram por essa experiência, talvez nunca tenha ouvido seus úteros. O pior, é que para muitas, só vão descobrir o quanto seu útero é triste e infeliz quando algo ‘físico’ se mostra. Muitas mulheres só vão descobrir que algo errado vem acontecendo com seu útero e sua feminilidade quando descobrem um mioma, um câncer, uma endometriose, ou o que mais cresce nos tempos modernos, a dificuldade em conceber.

Primeiro, precisa-se reconhecer o fato que o útero é um órgão de grande sensibilidade. E, como Maitreyi sabiamente aponta em Desvendando o Poder Oculto da Sexualidade Feminina, a sensualidade é a condição natural do útero, que pode ser um lugar de grande aconchego e segurança. Mas, se não estiver bem, vibrando com vida, pode ser uma ameaça para as mulheres. Podemos nos desconectar dele e, inconscientemente, fazer o possível para não entrarmos em contato com ele. Nesse nível baixo de energia, o útero se torna um vácuo para o coletivo, absorvendo o negativo como uma esponja. Fica completamente carregado com todos os tipos de sensações e emoções desagradáveis e indefinidas.

Depois, precisa-se criar um espaço, um momento para se sentar e então, sentir seu útero. Entrar em contato com a história impregnada em cada célula. E, acima de tudo, procurar entender todos os sintomas já vividos, principalmente em sua sexualidade. Sejam eles novos ou antigos. Acima de tudo, acolhendo-se e perdoando-se, promovendo assim a verdadeira cura, que vem da reconciliação da mulher com esse lugar tão importante e especial e com sua feminilidade sagrada.

por Ana Paula Malagueta Gondim

sábado, 9 de junho de 2018

Uma Bruxa, por Márcia Frazão


O que significa dizer-se uma Bruxa? Estudo e pratico a muitos anos a Antiga Arte e até hoje tenho dificuldades em colocar em palavras de modo satisfatório o que isso verdadeiramente significa. Por uma opção pessoal, assim como com todos os outros escritores, tenho uma predileção pelos livros da Márcia Frazão. Aprecio o modo como ela compartilha suas experiências e seu pensamento sobre a Bruxaria. Por isso, compartilho, a seguir, um trecho do livro A Cozinha da Bruxa: meu primeiro livro adquirido há muitos, muitos, muitos anos...

O que é uma Bruxa

Muita curiosidade existe quanto à bruxaria. Ainda mais nestes dias, em que ser bruxa constitui um tremendo charme, é estar na vanguarda, ser solicitada; enfim, é estar na moda. Se você pensa assim, acho mais inteligente procurar uma outra coisa, pois a moda passa, mas a bruxaria é eterna.
Hoje se encontram bruxas em cada esquina, todas conhecem o Tarot, cristais, runas..., mas poucas sabem o sihnificado mágico de existir. Quando você encontrar uma, significado do Arcano XXII, mas o de seu último domingo. Pergunte-lhe coisas banais, tal como seu relacionamento com os vizinhos.
O significado da bruxaria está muito claro num antigo provérbio dos índios norte-americanos:

"Grande Espírito
Assegure que eu não critique
meu vizinho
Antes de ter andado uma milha
com seus mocassins."

Este é o significado da bruxaria. Um profundo amor ao próximo, pois todos fazemos parte de uma mesma energia. Claro que alguns se encontram mais confusos, mas isso não nos impede de amá-los e procurar ajudá-los.
A sociedade moderna criou seres confusos, perdidos em valores que são ditados acada estação. Cabe a nós, bruxas, tentar restaurar a simplicidade de existir. Por isso digo que uma bruxa é alguém muito comum, que trabalha como uma formiguinha silenciosa, sem se preocupar com sua imagem mística.
A mídia colocou em voga o misticismo, ditou as regras de como melhorar a vida adotando esta ou aquela seita. De repente ser místico tornou-se uma mina de ouro, e borbulham gurus por todos os lados. Todo mundo saiu à cata de um guru. Saíram como loucos apressados e esqueceram a alma dentro de casa!
[...]
Uma verdadeira bruxa sabe que é no dia a dia que se encontram as grandes verdades. É no cotidiano que nos revelamos, só ele pode nos iniciar. Claro que com essa moda mística, muita gente surgiu dizendo-se iniciada. Há uma profusão de bruxos e bruxas que sabem tudo, envoltos em sedução. Se você me vê assim, desista, pois não vai encontrar uma superbruxa envolta num manto feito sob medida. Sou igualzinha a você. Nada mais, nada menos nos torna diferentes de você. Vivo como qualquer mortal e tenho também muitas falhas. Não sou nem de longe um ser completo.

 Márcia Frazão

Fonte: Diário de uma Bruxa -  por Rita de Cássia Sodré Silva

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Purificação e Banimento com o Sal Negro



Entrada de Lua Minguante 06 junho 2018 ás 15:34:08

Todas as vezes que olhamos para o céu e vemos a Lua Cheia  nos inspiramos para os nossos pedidos. Porém, poucas pessoas sabem que as outras fases da lua, como a lua minguante, também são importantes para realizarmos aquilo que desejamos.
Os benefícios desse ritual lua são muito profundos. A lua minguante é ideal para banir as energias negativas, limpezas, purificações, proteção e também para afastar tudo aquilo que não queremos mais nas nossas vidas.

O ritual pode ser realizado em qualquer dia da lua minguante e não deve, em hipótese alguma, ser realizado nas luas crescente ou cheia, podendo inverter o banimento para a potencialização daquilo que se deseja afastar.

Ritual de Lua Minguante

Purificação e Banimento com o Sal Negro

Ingredientes:

- 1 kg de sal de cozinha refinado
- Carvão de churrasco
- Arruda
- Bacia de cozinha
- Uma vela na cor preta

Na noite de lua minguante escolha um local a céu aberto, ou janela, e disponha os itens que utilizará. Abra a janela, acenda a vela e permita que os raios prateados da lua possam entrar pela fresta. Mesmo se a lua estiver escondida nas nuvens ou atrás de uma construção, seus raios continuarão seguindo os seus comandos.

Na bacia jogue o sal refinado. Pegue dois pedaços de carvão e raspe um no outro até que ele vire pó. Você precisará de bastante pó de carvão. Enquanto raspa os carvões mentalize tudo aquilo que deseja banir da sua vida. Preste bastante atenção nos seus pensamentos. É fundamental manter o foco. Misture o sal branco ao carvão com as mãos. Enquanto mexe nessa mistura pense e reforce os seus desejos de banimento e limpeza.

Adicione as folhas de arruda e continue misturando. Ande pela casa e, com os dedos, jogue um pouco do sal negro em cada canto de cada cômodo. Visualize todas as energias negativas indo embora, tudo sendo banido da sua casa e de você.

sábado, 28 de abril de 2018

A magia da Lua Cheia




"No silêncio da noite, na luz da Lua, transformo meus sonhos em realidade." - Medicine Wheel Chants

Desde os primórdios da humanidade, quando a Lua era venerada como Deusa, magias eram realizadas debaixo da sua luz prateada. O curto período do plenilúnio – quando o poder lunar está no seu auge – é excelente para qualquer tipo de ritual ou prática mágica.
Em diversas tradições espirituais – antigas e modernas – um pré-requisito importante para rituais, ritos de passagem e cerimônias é a purificação. Esta etapa inicial tem um duplo efeito, além de retirar resíduos e impregnações negativas (pessoais ou do ambiente), ela prepara a mente subconsciente para as mudanças profundas que um ritual eficiente proporciona.
Uma forma simples de purificação é o uso da “água lunarizada”, ou seja, a água exposta aos raios da lua cheia durante algumas horas, dentro de um recipiente de prata ou de um pote de vidro contendo uma moeda ou pedaço de prata. A seguir conserva-se a água dentro de um receptáculo de vidro escuro ou envolto em papel pardo. Antes de usar a água para purificação, convém energizá-la impondo as mãos sobre ela, “riscando” algum símbolo mágico ou rúnico sobre sua superfície e mentalizando sua impregnação com o poder pessoal. A água assim magnetizada poderá ser usada como banho (acrescentando uma infusão de plantas lunares), em rituais, sobre o altar ou para abençoar-se. A bênção pode ser feita tocando os chácras, alguns pontos específicos como: testa, meio do esterno e ventre (bênção tríplice), testa, mãos e pés (bênção quíntupla), ou em forma de pentagrama, tocando a testa, seio esquerdo, ombro direito, ombro esquerdo, seio direito e novamente a testa. No final toma-se um gole da água e pronuncia-se uma oração simples, invocando a luz, proteção e bênção de uma deusa lunar (Arianrhod, Aradia, Ártemis, Chang-O, Coatlicue, Hathor, Hina, Ísis, Ix Chel, Mama Quilla, Selene, entre outros arquétipos). Depois da purificação a água estará pronta para o ritual ou prática mágica, de acordo com o objetivo previamente escolhido.
Nunca é demais lembrar algumas precauções a respeito do uso da magia, que implica na manipulação de forças naturais; mesmo sem serem explicadas ou compreendidas pela ciência, estas forças atuam de forma sutil e eficiente. A definição mais antiga e simples da magia seria: ”tentar mudar as forças e circunstâncias que conduzem ou definem nossa vida”. Os desejos dos nossos ancestrais continuam sendo os mesmos nossos, basicamente proteção, saúde, amor, prosperidade, segurança. A força que determina o sucesso de um encantamento é o nosso poder inato, associado aos elementos da natureza (ervas, pedras, resinas, conchas, sementes), objetos mágicos (bastão, punhal, cálice, caldeirão), a símbolos gravados ou riscados, palavras, gestos e sons, que atuam como catalisadores e pontos de concentração para o alinhamento com as energias elementais, espirituais e para invocar os poderes divinos. Tudo o que existe começa como uma ideia ou forma-pensamento, divina, sobrenatural ou humana, que depois é direcionada pela mente e a vontade para manifestar-se no plano material. O sucesso de um encantamento depende dos seguintes fatores:
1. Desejo firme ou a necessidade premente para conseguir algo previamente definido.
2. Investimento emocional em querer a realização.
3. Conhecimento mágico indispensável para evitar erros.
4. Convicção e confiança na existência da forma sutil, plasmada no plano mental e astral.
5. Saber guardar silêncio.
Sem desejo e necessidade a imaginação não consegue movimentar a emoção para prover o encantamento. Sem conhecimento profundo é inútil seguir ”receitas” alheias. Sem a convicção no poder mental que pode conduzir as energias para sua manifestação material, não existe magia. Guardar silêncio preserva a energia, para que seja concentrada no objetivo e evita vibrações contrárias.
A matéria não pode ser criada, nem destruída, apenas mudada sua forma. Podemos criar padrões energéticos que atraem energias e as modelam na forma que queremos ou desejamos, não de forma instantânea, porém paulatinamente, assim como a tecelã cria aos poucos sua tessitura. Precisamos destas treze condições para tecer um encantamento:
1. Definir com exatidão o objetivo, um de cada vez.
2. Seguir a ética mágica, respeitar a lei de ação e reação e a lei tríplice.
3. Definir os elementos que serão usados.
4. Preparar cuidadosamente a mentalização e investir energia pessoal e emoção nas imagens, “vendo” a realização do objetivo, criando assim a mudança mental necessária.
5. Estudar e escolher os detalhes: fase da Lua, horário, local, objetos e elementos, altar para a focalização e irradiação da energia. Lembrar que o poder não reside neles, mas na mente e vontade do praticante.
6. Criar palavras de poder como: frase, canção, poema ou mantra pessoal.
7. Intuir a divindade regente e descobrir como se conectar a ela (por meio de símbolos, invocações, meditação, visualização, oferenda).
8. Seguir o roteiro mágico: purificação (do espaço, oficiantes e participantes), criar o círculo de proteção, pedir a presença e o auxílio dos guardiões, protetores, aliados, divindades.
9. Limpar e silenciar a mente e visualizar o objetivo, impregnando a imagem mental com energia emocional.
10. Ativar o poder pessoal e transferi-lo para os objetos mágicos (usando projeção mental, danças, canção, gestos, batidas de tambor, visualização, movimentos, elementos materiais, palavras de poder).
11. Criar e direcionar o “cone de poder” para o objetivo com gestos, sons, palavras, palmas, gritos, visualização.
12. ”Selar“ o encantamento com uma frase mágica (“que seja assim” ou ”está feito, feito, feito”) ou um mantra.
13. Agradecer às forças invocadas, direcionar o excesso de energia para a Terra, algum projeto ambiental ou espiritual, desfazer o círculo mágico, anotar as impressões e mensagens percebidas.
Até que o objetivo seja concretizado, a “magia” será continuada, com visualizações diárias que visem “ver” e “sentir” a manifestação - da intenção e da vontade - como uma realidade já existente. Este “arremate” final irá acrescentar mais energia e acelerar o processo de concretização, desde que o encantamento seja “para o bem de todos e do Todo”, sem prejudicar algo ou alguém.
Mirella Faur

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Reflexão sobre Aniversários

Mesmo entre aqueles que não apreciam, completar mais um aniversário pode ser um importante exercício de Psicologia Positiva.

Era importante acordar cedo. Aproveitar cada minuto do dia como quem sorve o doce predileto a pequenas colheradas. Deixar-se despertar pelos aromas festivos que se espalhavam da cozinha por toda a casa, revogando o caráter corriqueiro do dia. O pernil assado desde cedo, o bolo prestígio, a carne desfiada, os pasteizinhos da vovó… O cheiro de festa começava como uma mistura de forno e fogão até se misturar, no início da noite, aos perfumes dos avós, das tias e das crianças penteadas, correndo pelo quintal. E era tudo por minha causa!

Nunca houve buffet infantil, decoração de princesa, lembrancinhas para os convidados. Ainda assim, eu me sentia uma rainha. Apesar da vida modesta, os aniversários da minha infância eram sagrados, o que me ensinou a perceber não apenas a importância da celebração, mas, sobretudo, a importância de mim mesma.
Sendo assim, meus aniversários passaram a significar algo muito além da simples repetição do dia e mês do meu nascimento. Até porque a história não começa por aí. Assim como você, caro leitor, cada um de nós nasce vencedor, na medida em que derrotamos cerca de 300 milhões de concorrentes. Somos o espermatozoide vencedor e essa já é, no mínimo, uma boa razão para comemorar.
É por isso que vejo como inspirador o fato de estar escrevendo este texto às vésperas do meu próprio aniversário (que normalmente tem a efêmera duração de uma semana). É preciso tempo para o devido savoring que a data exige. Comemorar com a família, amigos, os outros amigos que não puderam vir naquele dia, com os leitores da coluna, comigo mesma. Comemorar meu aniversário sozinha é de lei. Sentar-me em um restaurante especial, pensar no ano que passou, fazer um brinde a mim mesma e agradecer. Nesta época, soprar velas e fazer brindes é para mim um ritual de agradecimento.
Há quem discorde, como Rubem Alves, para quem “a celebração de mais um ano de vida é a celebração de um desfazer, um tempo que deixou de ser, não mais existe. Fósforo que foi riscado. Nunca mais acenderá. Daí a profunda sabedoria do ritual de soprar as velas em festa de aniversário. Se uma vela acesa é símbolo de vida, uma vez apagada ela se torna símbolo de morte”.
Penso diferente. Embora no meu aniversário eu também observe o “tempo que deixou de ser”, olho para ele com profunda gratidão, sentindo-me conectada a todos aqueles que dele participaram e satisfeita comigo mesma por não ter permitido que ele passasse inutilmente. Talvez essa seja a chave para se comemorar o aniversário com alegria: ser capaz de olhar para o passado com gratidão. Afinal de contas, a marca do tempo correndo só incomoda aqueles que se recusam a vivê-lo intensamente.
Mas o significado do aniversário pode ir ainda mais longe. Pode ser um marco a nos avisar sobre a brevidade do tempo, a urgência do agora e, sem dúvida, sobre a importância de sermos felizes sem adiamentos.
Ao que parece, aniversários são feitos do mesmo tecido da Psicologia Positiva, daí a importância que podem assumir em seu projeto pessoal de felicidade.
Nesse sentido, termino este texto fazendo minhas as palavras da revista Nat Geo: “Ao nascer você dividirá seu aniversário com mais de 17 milhões de pessoas. Durante seus 10 anos na escola, você terá uma média de 17 amigos, quando chegar aos 40 anos esse número terá diminuído para 2. Em seu corpo crescerão 950 km de pêlo. Você rirá uma média de 18 vezes por dia e andará o equivalente a 3 voltas ao mundo, comerá 30 toneladas de alimentos. Beberá mais de 9 mil xícaras de café e terá uma oportunidade em dez de ser eletrocutado. Em média, você passará 10 anos de sua vida no trabalho, 20 anos dormindo, 3 anos sentado no vaso sanitário, 7 meses esperando no trânsito e 2 meses e meio esperando no telefone. Passará 12 anos assistindo televisão e 19 dias procurando o controle remoto, após o que só lhe restará um quinto de sua vida pra ser vivida. Portanto, é melhor começar logo!”
Revista Psique Ciência & Vida Ed. 90 
Adaptado do texto “Aniversário” 
Por Lilian Graziano

terça-feira, 3 de abril de 2018

A Origem da Celebração de Aniversário


Como todos os dias se celebram milhares de aniversários no mundo, é interessante saber qual a origem deste costume.
Os aniversários têm origem pagã relacionada com a magia (as velas simbolizam a ligação com espiritual e proteção) e com a religião, embora no caso do cristianismo este costume estivesse abolido até ao século IV, altura em que a Igreja começou a comemorar o nascimento de Jesus Cristo.
Na antiga Grécia na Grécia, onde todos os anos se homenageava a Deusa da caça, Artemis, com um bolo e várias velas em cima de bolos de mel redondos para simbolizar a lua que, segundo a mitologia grega, era a forma da Deusa Artemis se expressar.
Nessas sociedades primordiais as comemorações de aniversário eram reservadas às classes sociais de elite e aos deuses. Assim, tanto os egípcios como os gregos restringiam essas festividades apenas aos faraós e deuses. Já os romanos permitiam essas celebrações apenas ao imperador, à sua família e aos senadores.
Com o tempo esse hábito acabou por chegar à Alemanha, na Idade Média, onde os camponeses festejam os aniversários dos seus filhos com um bolo, as velas em número idêntico à idade da criança e mais uma vela que simbolizava a luz da Vida.
Para se perceber a importância dos aniversários natalícios, deve-se compreender que na Idade Média as pessoas tinham uma crença profunda na existência de espíritos bons e de espíritos maus. Todos receavam que esses espíritos maus causassem mal ao aniversariante no seu dia de nascimento, pelo que ele ficava rodeado pela família e pelos amigos, cujos votos de felicidade e sua própria presença, o protegeriam contra os perigos desconhecidos que esse dia supostamente representava. A oferenda de presentes resultava numa protecção mais forte e quando acompanhada por uma refeição em conjunto ajudava a invocar a presença dos espíritos bons.
Pode-se portanto concluir que nesses tempos a festa de aniversário natalício destinava-se essencialmente a proteger a pessoa do mal e a tentar garantir que tivesse um bom ano à sua frente.
Atualmente as festas de aniversário servem para celebrar a conquista de mais um ano de vida e já não se invocam espíritos bons ou se tenta afastar espíritos maus. Trata-se essencialmente de um dia que se quer feliz e alegre, passado na companhia das pessoas que nos são mais queridas e importantes.
Rússia, Sérvia, Bulgária e Grécia
As meninas desses países têm direito a duas festas de aniversário por ano. Isso deve-se ao facto de que a maior parte delas tem nomes de santas e por isso é hábito comemorarem na data de nascimento e no dia da sua padroeira.
Finlândia
Na casa do aniversariante é costume hastear a bandeira do país. A tradição obriga a que seja servido um excelente pequeno-almoço com a família.
Senegal
Neste país a moda é preparar vários tipos de carne para homenagear a pessoa aniversariante. E convém que se esteja com energia extra (e dinheiro) pois a tradição obriga a que toda a vizinhança tenha direito a saborear o churrasco do aniversariante.
Tailândia
Em vez de ser feita uma festa de arromba, o aniversariante aproveita o seu dia para agradecer a vida e fazer boas ações, entre elas, distribuir alimentos aos monges budistas que passam pela rua.
México, Chile, Cuba e El Salvador
Durante a festa, o aniversariante, de olhos vendados, deve quebrar a piñata (vaso de barro cheio de guloseimas) com um pau de madeira, enquanto os amigos e familiares cantam músicas tradicionais de seu país.
Coreia
Na primeira festa de aniversário a criança coreana é posta em frente a uma série de objetos trazidos pelos convidados. Acredita-se que o presente escolhido pelo bebé dá uma sugestão do seu futuro e da sua futura profissão. Se, por exemplo,  ele escolher um carretel de linha, significa que terá uma vida longa e se escolher um livro será totalmente dedicado aos estudos. Por outro lado se escolher dinheiro ou arroz, terá sucesso financeiro quando for adulto.
Curiosidades:
– A palavra “aniversário” é de origem latina. Vem da junção da palavra “annus” (ano) e da palavra “vertere” (voltar), ou seja, “aquilo que volta todos os anos”.
– A celebração dos aniversários na Alemanha da Idade Média era efetuada ao amanhecer, sendo a criança acordada no dia do seu aniversário com um bolo de velas acesas.
Fonte - A Origem das Coisas.