segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Outubro o mês das Bruxas




Costuma-se dizer que outubro é o mês das bruxas porque é nesse mês que acontece uma das mais importantes celebrações da bruxaria, o Sabá de Sahmain. Esse Sabá, também conhecido como Festa dos Mortos, Festa Ancestral ou Halloween, é considerado a noite mais mágica do ano, onde ocorre uma troca de energias entre o mundo visível e invisível.

Isso tudo começou há muito tempo atrás, em um lugar onde hoje é a Grã-Bretanha e o norte da França. Naquele tempo, o povo celta que vivia nesta região celebrava o início do ano no primeiro dia do inverno (1º de novembro no hemisfério norte), que era a estação da morte para eles. Neste dia era realizado um festival que indicava o fim da “Estação do Sol” e o começo da “Estação Fria e Escura”.
Era o momento de comunicar-se com os espíritos dos ancestrais e dos familiares falecidos. Segundo a lenda, todos aqueles que haviam morrido durante o ano esperavam o dia de Samhain para atravessar as fronteiras do Além. Para guiá-los nesse caminho e afastar os maus espíritos, eram acesas nas colinas fogueiras, tochas, velas e lanternas de abóbora. Também era costume, para homenagear e agradar os antepassados, ofertar-lhes guloseimas, como o Bolo das Almas.
Sendo esse Sabá uma das principais celebrações pagãs, muito arraigada na cultura do povo, a Igreja passou a comemorar o Dia de Todos os Santos no dia 1º de novembro, que em inglês, é Hallow’s Day. Portanto, no dia 31 de outubro comemora-se o Halloween (Hallow’s Eve – véspera do Dia de Todos os Santos).

A noite do dia 31 de outubro é propícia para consultar oráculos e ter visões, realizar feitiços e colocar em infusão as ervas que serão usadas em poções. No altar deve-se ter maçãs (que simbolizam o renascimento), um caldeirão com água (que representa o grande ventre da vida) e algumas velas acesas, de preferência nas cores preta e laranja.
De acordo com a tradição celta, tudo o que pedir com fé, nesta noite, poderá se realizar. Eles tinham como costume realizar certos rituais como acender uma vela laranja à meia-noite para atrair sorte, realizar a queima de pedidos e confeccionar a “Corda de Bruxa”.
A queima de pedidos é feita da seguinte maneira: escreva num papel tudo que quer afastar de sua vida e noutro papel tudo o que quer atrair, escrevendo no final a frase “Que seja para o bem de todos os envolvidos”.

Em seu altar coloque seu caldeirão e na sua direita uma vela laranja e na esquerda um vela preta. Acenda o primeiro papel na chama da vela preta e jogue-o no seu caldeirão para queimar. Enquanto queima mentalize que todo o mal está sendo afastado. Espere o fogo acabar e pegue o segundo papel, acendendo na chama da vela laranja. Jogue no caldeirão junto com folhas de louro. Mentalize as coisas boas que quer atrair para si.
Já a Corda de Bruxa é confeccionada com três barbantes nas cores que representam o seus desejos. Corte os barbantes no tamanho de sua altura e faça uma trança com eles, sempre mentalizando aquilo que você quer atrair para sua vida. Quando terminar de trançar, costure ou cole alguns adereços que simbolizam aquilo que quer, como por exemplo, um coração simbolizando amor, um pentagrama para proteção, moedas para prosperidade.
Consagre essa corda durante a cerimônia do Samhain e pendure num lugar onde possa estar sempre visualizando, pois assim seus objetivos se manterão ativados.

As cores são: branca para harmonia; vermelha para vencer obstáculos e atrair coragem e determinação; laranja para sucesso e prosperidade; rosa para atrair o amor; azul para ativar o intelecto; preto para proteção; verde para abundância e amarela para atrair saúde e ter sorte nos negócios.
 
Wicca e outras tradições, Marina Guadalupe Beims

A Intuição...


"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que a sua intuição cansou de avisar e você ignorou."

De uma forma ou de outra, a vida nos fornece sinais. Alguns positivos, outros negativos, mas todos eles com recados subentendidos. Se andarmos demais na linha, o trem nos pega. Se ficarmos desalinhados, certamente, teremos que lidar com as sequelas de uma consciência pesada. A intuição se faz presente até nos mínimos detalhes. Na simplicidade da vida e no acaso. São as nossas escolhas que nos levam à algum lugar. Por vezes, inclusive, são as erradas que nos levam aos destinos certos. Decisões são essenciais, faça-as.

Quando plantamos a semente do bem em uma horta vazia, colheremos amor no futuro. Para toda ação, uma reação. O positivismo faz com que o universo conspire a favor dos nossos desejos. O negativismo é múltiplo da descrença. Devemos sempre acreditar no poder das palavras, na demonstração através de gestos e atitudes. Quem muito fala, pouco faz. Ninguém muda por alguém, as pessoas se enxergam no espelho por vontade própria. O ser humano não é perfeito, devemos aprender a perdoar. Desculpas, sinceras, são aquelas que apagamos dos nossos corações. Todos merecem uma segunda chance, mas tratando-se de terceiras, recomece do zero. Não force a barra, cada um sabe dos seus limites pessoais. Apaixone-se, goste, ame, entregue-se, mas acima de qualquer emoção, saiba o momento certo de agir com a razão.

Pense antes de fazer, duas ou três vezes, quantas você julgar necessário. Não machuque ninguém gratuitamente. Pague o valor que você cobra, não tente sobressair no preço. Não tire vantagem da ignorância. Continue correndo atrás de diferentes conhecimentos. A inteligência é um forte poder de sedução. Não faça com os outros, o que não gostaria que fizessem com você. Não sinta vergonha de assumir suas mancadas ou deslizes, corrige-os enquanto há oportunidades para mudar isso. Deixe o seu melhor por onde passar, pode ser que seja a última visita para um dos lados. O fato é, que não sabemos absolutamente nada sobre o nosso amanhã, portanto, tenha em mente que não existe nada mais gratificante do que ser quem somos e, assim, recebermos o que merecemos de forma honesta.
Nem todas as relações serão recíprocas, saiba diferenciá-las. Não seja tanto, para alguém mediano. Não desgaste as suas expectativas com quem não sabe valorizar ou reconhecer. Perca a aposta, o seu tempo, dinheiro, a sua vontade, mas mantenha a esperança viva e as suas qualidades inabaláveis. Se não foi dessa vez, uma hora vai dar certo. Acredite no improvável, arrisque no escuro e acenda as luzes existentes no final do túnel. Descubra a bondade, caridade e compaixão com o próximo. Estenda as mãos aos necessitados, afinal, amanhã pode ser você que precise de um apoio.
Não ignore uma chateação, um machucado ou a ferida que ficou aberta de qualquer dor antiga. Decepcionar-se é normal, mas agir diferente é um desafio. Frustrações fazem com que amadurecemos mais rápido, saiba tirar um bom proveito de cada uma delas. Quebrar a cara nos torna mais seguros e corajosos. Perder nos oferece uma ânsia em querer ganhar. Errar nos incentiva a acertar. Para qualquer coisa na vida, existe um lado bom e ruim. O lado bom, devemos mantê-lo cada vez mais evidentes dentro de nós e com atitudes externas. O lado ruim, devemos sugá-lo ao máximo para transformá-lo em vivências e histórias. Pode ser que não sirva para nada, mas toda essa irrelevância, poderá ser completamente essencial ao seu caráter e personalidade.
Tudo só depende de você, de nós. Se cada um fizer a sua parte: na família, na amizade ou no amor, os sentimentos tendem a serem recíprocos. E, confie em mim, onde há reciprocidade habita-se a verdade. Sendo assim, o amor faz tudo dar certo. A responsabilidade está nessa mochila pesada e lotada que você carrega, diariamente, de um lado para o outro. Está na hora de jogar tudo em cima da cama, tirar o desnecessário e caminhar com o que realmente importa. Livre-se do que tanto faz, não guarde nada que possa vir acompanhado de rancor. Leveza é o segredo da paz interior. De nada adianta seguir com quantidade e não qualidade. Materiais não substituem sentimentos, portanto, opte sempre pelo que acelerar o seu coração. O frio na barriga, o arrepio na pele e a ansiedade, são fatores que colocam sentido em toda essa bagunça que nomeamos de paixão. Que saibamos organiza-la e, acima de qualquer contratempo, não troquemos o sorriso por lágrimas.

No final das contas, aceitamos o que achamos que merecemos ter. Não culpe ninguém por ser distraído. E, por favor, não se esqueça do amor próprio: cuidado para não estar se achando esperto demais e, na realidade, estar se passando por idiota. Ninguém vai se preocupar tanto com você, a ponto de não olhar-se para si.
Faça a sua parte, o resto chega até você por questão de merecimento. Aceite conselhos, ainda que prefira errar sozinho. Só não deixe a maré te levar para longe dos seus sonhos. Perceba que sempre existirá alguém para te salvar…
Tudo está sob o seu controle, seja responsável e tenha juízo.
Coragem é coisa de gente grande.
Será que eu posso contar com você?
           
Jéssica Pellegrini

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Como surgiram os nomes dos meses do ano?


Nosso calendário é regido por Deuses, imperadores e números romanos.

Antes de Roma ser fundada, as colinas de Alba eram ocupadas por tribos latinas, que dividiam o ano em períodos nomeados de acordo com seus deuses. Os romanos adaptaram essa estrutura. De acordo com alguns pensadores, como Plutarco (45-125), no princípio dessa civilização o ano tinha dez meses e começava por Martius (atual março). Os outros dois teriam sido acrescentados por Numa Pompílio, o segundo rei de Roma, que governou por volta de 700 a.C.

Os romanos não davam nome apenas para os meses, mas também para alguns dias especiais. O primeiro de cada mês se chamava Calendae e significava "dia de pagar as contas" - daí a origem da palavra calendário, "livro de contas". Idus marcava o meio do mês, e Nonae correspondia ao nono dia antes de Idus. E essa era apenas uma das diversas confusões da folhinha romana.

Até Júlio César (100 a.C.-46 a.C.) reformar o calendário local, os meses eram lunares (sincronizados com o movimento da lua, como hoje acontece em países muçulmanos), mas as festas em homenagem aos deuses permaneciam designadas pelas estações. O descompasso, de dez dias por ano, fazia com que, em todos os triênios, um décimo terceiro mês, o Intercalaris, tivesse que ser enxertado.

Com a ajuda de matemáticos do Egito emprestados por Cleópatra, Júlio César acabou com a bagunça ao estabelecer o seguinte calendário solar: Januarius, Februarius, Martius, Aprilis, Maius, Junius, Quinctilis, Sextilis, September, October, November e December. Quase igual ao nosso, com as diferenças de que Quinctilis e Sextilis deram origem ao meses de julho e agosto.

Divisão do ano é basicamente a mesma há 20 séculos.

Janeiro - Janeiro é o primeiro mês do ano. É o mês que os romanos consagraram ao deus Janus. É representado com duas faces, símbolo da capacidade de olhar tanto para o futuro como para o passado e de exercer poder sobre o céu e sobre a terra. As suas estátuas representavam-no tendo na mão direita o número trezentos e na esquerda o número sessenta e cinco, para exprimir a duração do ano.
Deus Jano, o senhor dos solstícios, encarregado de iniciar o inverno e o verão. Seu nome vem daí: ianitor quer dizer porteiro, aquele que comanda as portas dos ciclos de tempo.
Antes dos romanos, havia o calendário grego que tinha apenas 10 meses. Os romanos acrescentaram o 11.º e o 12.º, a que deram o nomes de janeiro e fevereiro.

Fevereiro - Apesar da existência de um deus chamado Februs, o nome fevereiro vem do latim Februarius que significa purificação e o seu nome teve origem no festival de expurgação dos romanos.
O nome se referia a um rito de purificação, que em latim se chamava februa. Logo, Februarius era o mês de realizar essa cerimônia. Nesse período, os romanos faziam oferendas e sacrifícios de animais aos deuses do panteão, para que a primavera vindoura trouxesse bonança.
A primeira amputação do seu número de dias, que era de trinta, foi feita por Júlio César que lhe tirou um dia para o acrescentar ao seu próprio mês: julho. Mais tarde Augusto faria o mesmo em relação ao mês de agosto, pois também se considerava com direito a ter um mês com 31 dias. Daí que fevereiro tenha nos anos comuns só 28 dias.

Março - É o mês dedicado a Marte (Rómulo, fundador de Roma, dizia-se descendente do deus). A homenagem justificava-se pelo facto de ser um dos meses com maior número de tempestades e ventos fortes.
Marte era representado vestido de guerreiro, segurando a lança e o escudo; mas também era invocado como o protetor das sementeiras dos lavradores. Por isso é que este mês lhe era dedicado.
É em março que começa a primavera. Daí o dito popular de “março, marçagão, manhãs de inverno e tardes de verão”.
Dedicado a Marte, o deus da guerra. A homenagem, porém, tinha outra motivação, bem menos beligerante. Como Marte também regia a geração da vida, Martius era o mês da semeadura nos campos.

Abril - Na antiguidade romana, tem origem na palavra aperire, que significa abrir. De fato, é no mês de abril que a natureza se revela, que se abre na sua beleza florida, depois das chuvas de março.
Os romanos consagravam-no a Vénus, Deusa do amor e da beleza, o que aliás já acontecia com os gregos, que o dedicavam a Afrodite. Este lindo mês da primavera era ligado à deusa representativa da beleza.
Pode ter surgido para celebrar a deusa do amor, Vênus. No primeiro dia do mês, as mulheres dançavam com coroas de flores. Outra hipótese é a de que Aprilis tenha se originado de aperio, "abrir" em latim. Seria a época do desabrochar da primavera.

Maio - Foi a deusa Maia que deu o nome ao mês de maio. Maia era filha do gigante Atlas que aguentava o Mundo sobre os ombros e mãe do deus Mercúrio divindade do comércio e da eloquência. É o mês do tributo à deusa da terra e das flores, responsável pelo crescimento das novas plantas que surgem na primavera.
Homenagem a Maia, uma das Deusas da primavera. Seu filho era o deus Mercúrio, pai da medicina e das ciências ocultas. Por esse motivo, segundo escreveu Ovídio na obra Fastos, Maius era chamado de "o mês do conhecimento".

Junho - O nome do mês é proveniente da Deusa romana Juno, mulher de Júpiter (o mais importante de todos os deuses romanos), que representava simbolicamente o amor, encarnado no casamento e na maternidade e protegia os partos e os recém-nascidos; passeava-se num carro puxado por pavões.
Se havia uma entidade poderosa no panteão romano, era ela, a guardiã do casamento e do bem-estar de todas as mulheres.
Representa o começo do verão, os dias longos, as noites curtas e suaves e as festas populares.
 

Julho - Foi um dos meses cujo nome resultou de pressões políticas. A sua designação original era Quinctilis por ser o quinto mês do antigo calendário romano. No ano 44 a.C., o Senado romano alterou-o para Julius, em homenagem a Júlio César, o célebre general das campanhas da Gália. É também a Júlio César que se deve a reforma do calendário “Juliano”.
É um mês sempre alegremente esperado pelos jovens estudantes, que assim vêem chegar as suas férias de verão.

Agosto - É um caso parecido com o de julho. O seu nome era Sextilis, o sexto mês. A 27 a.C., o Senado renomeou-o em tributo a Augustus Caeser, o Imperador que recebeu o título de Augusto depois de ter vencido a rainha Cleóptara do Egipto. É, pois, em sua honra que o oitavo mês do ano recebe o nome de agosto, sendo-lhe também, para o engrandecer, acrescentado um dia retirado ao mês de fevereiro.
É um dos meses preferidos para férias e, em Portugal, especialmente no Norte, sucedem-se as romarias e as festas populares. É um mês de descanso e de alegria.

Setembro - No primitivo calendário romano, que começava em março, septem era o sétimo mês e daí o seu nome. Apesar de ter passado a nono mês, depois da reforma introduzida por Júlio César, manteve a designação de sétimo.
Setembro é o mês que faz a passagem do verão para o outono. A temperatura torna-se mais suave, colhem-se os frutos de fim de verão e começam as vindimas.
É uma das mais belas e agradáveis alturas para se viver no campo.


Outubro - Octo era o oitavo mês do calendário, quando o ano começava em março. Daí lhe vem o seu nome, que manteve no calendário “Juliano”.

É um mês muito cantado pelos poetas românticos, pela sua melancolia doce. A temperatura é macia, as folhas caem das árvores, começam as primeiras chuvas.

O ciclo da vida continua no ritmo que as estações lhe imprimem.
Na antiga Europa era chamado de Lua de Sangue, pois os preparativos para o inverno atingiam seu ápice, onde a caça garantiria um farto período.
Os povos nativos chamavam de Lua dos mortos.
No calendário druídico a letra Ogham correspondente é Ngetal e a planta sagrada é o junco.


Conhecido como o mês das Bruxas.

Novembro - É assim chamado por ser o nono mês do primitivo calendário romano – novem.

Geralmente chuvoso e cinzento, apresenta, no entanto, belos dias luminosos, o “verão de São Martinho”. É o mês das castanhas e dos magustos, da abertura da água-pé, das primeiras noites frias. As árvores despedem-se das folhas, que vão atapetar as ruas e os campos. Adivinha-se o inverno.


Dezembro - Neve, chuva, o aconchego da lareira, longas noites, reuniões de família, tudo isto sugere o mês de dezembro. O seu nome deriva de ser o décimo – decem – mês do primeiro calendário romano.

É em dezembro que se celebra a festa da família e se comemora o nascimento da Criança da Promessa. Trocam-se presentes, saúdam-se os amigos, há mais fraternidade e alegria.

 
E o ano bissexto?Dia extra a cada quatro anos corrige distorção.

Ao adotar o calendário solar, em 44 a.C., Júlio César criou o ano de 365 dias e um quarto. Por causa dessa diferença, a cada quatro anos era necessário atualizar as horas acumuladas com um dia extra. O problema do calendário juliano é que, na verdade, um ano tem 11 minutos e 14 segundos a menos do que se estimava. Por isso, em 1582, o papa Gregório XIII (1502-1585) anulou dez dias do calendário e determinou que, dos anos terminados em 00, só seriam bissextos os divisíveis por 400. E o nome "bissexto" tem uma explicação curiosa: em Roma, celebrava-se o dia extra no sexto dia de março, que era contado duas vezes.

Fonte - Aventuras na História

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

A Cozinha da Bruxa



"O caminho da bruxaria é o caminho da doçura. Porque o verdadeiro significado da bruxaria é repartir o que sabemos com aqueles que não sabem. Quando estamos trabalhando, o estamos fazendo sempre em função de alguém ou de alguma coisa. Para ser uma bruxa, basta estar aberta aos apelos da natureza. Na bruxaria o grande mestre é você mesma, só você pode direcionar sua energia para o mundo da magia. Você deve se encontrar de posse de si mesma. A principal lição que uma bruxa deve saber de cor é o Amor. Sem ele nenhum feitiço dá certo. É preciso amar muito para poder dizer-se bruxa. Uma bruxa não se exibe perante os outros e não cai em vaidade. A divindade é discreta e , por isso, luminosa. Lembre-se do segredo da Lua: silêncio e luz."

"Quando uma bruxa fala de seu dia-a-dia, ela fala sobre coisas simples e banais. 
Um provérbio indígena norte-americano mostra o significado da bruxaria: 
Grande Espírito Assegure que eu não critique meu vizinho antes de ter andado uma milha com seus mocassins. A bruxaria é uma profundo amor ao próximo, porque somos parte de uma mesma energia. Cabe às bruxas restaurar a simplicidade de existir. Uma bruxa é alguém comum que trabalha como uma formiguinha silenciosa, sem se preocupar com sua imagem mística. Nós, bruxas, somos avessas ao Poder, pois sabemos que o Universo é formado de 2 forças que se atraem - a feminina e a masculina. O Poder é o prevalecimento de uma dessas forças, é o desequilíbrio. Se você já vive um pouquinho de equilíbrio, pode-se considerar uma bruxa. Ser bruxa é essencialmente o caminho da busca do equilíbrio. 
Uma verdadeira bruxa sabe que é no dia-a-dia que se encontram as grandes verdades. Só o cotidiano pode nos iniciar."

" Transformar-se em bruxa é um processo lento e cheio de cuidados. É necessário um doce encanto da grande Mãe Terra: o trabalho da Lua e seus ciclos, o calor do Sol e a dança silenciosa dos Astros. De repente você se vê perdida observando o passar das nuvens, o colorido da natureza, arrepiando-se com o vento morno das tardes de verão, sentindo o fluxo da Lua em seu corpo, e, quando se dá conta, aconteceu: a bruxa nasceu! Outras coisas acontecem, como o telefone tocar e se saber quem é, pensar na pessoa e ela aparecer. Mas a alquimia do cozinhar é uma das experiências mais fortes na velha arte da bruxaria.
Quando se cozinha, os elementos estão em nossas mãos, fazemos o supremo feitiço da transmutação da matéria. A transformação do trigo em pão, do vinho em vinagre, o poder mágico dos ingredientes. Com o ato de cozinhar você se verá com a sensibilidade da Lua, o profundo olhar prateado que tudo vê e descobre. Cozinhar é o mais sagrado ritual. No ato de transformar os alimentos estamos nos transformando. Claro que quem cozinha sem amor e concentração, como se fosse um sacrifício, produz alimentos sem mágica, sendo só um amontoado de massa que se digere sem prazer. O ato de cozinhar, quando realizado ritualísticamente, é o meio mais eficaz na feitura de feitiços. Com ele aprendemos o ato da concentração (aspecto muito importante na feitiçaria) e a gentileza dos gestos (essencial nos rituais).

"No mexer com uma simples colher de pau, estamos penetrando na grande espiral da vida, e a cada volta de colher podemos enxergar mais claramente nosso caminho. Quando se está traçando a espiral, nossos movimentos entram em harmonia com nossa respiração e o equilíbrio se faz. Com o calor do fogo sentimos o tempo em que guardávamos a chama sagrada, quando éramos as sacerdotisas dos templos. A cozinha traz os mistérios da delicadeza, nela habitarão todas as forças da natureza."

Marcia Frazão

terça-feira, 27 de setembro de 2016

O Efeito Lua




















No nosso sistema solar, a Lua é o corpo celeste, que se movimenta com mais rapidez.
A cada 28 dias, perfaz uma volta completa em torno da Terra e percorre 360º do zodíaco.
A cada 7 dias, muda de fase. A cada 2 dias e meio, atravessa um signo inteiro e em poucas horas visita outros planetas, fazendo e desfazendo aspectos e ângulos Astrológicos. A Lua move-se 1º a cada 2 horas.
Devido a este intenso movimento, atribui-se o domínio sobre todas as atividades da natureza e do homem, que sofrem grande variação, e que têm ciclos rápidos e que se completam numa curta duração.
São portanto próprios dos domínios da Lua, a mutação e a flutuação. Se não é o fator decisivo nas subidas e descidas das atividades humanas - ao longo do ano, é sem dúvida - o determinante principal de um mês, uma semana e, sobretudo, a grande "vedeta" das variações que ocorrem ao longo de um dia.

a Fertilidade

Tradicionalmente, a Lua representa o Princípio Feminino por excelência: A mulher/mãe na sua capacidade de fecundar, de gestação, proteger e nutrir a sua cria. Por isso, se atribui á Lua o domínio sobre todos os processos e forma de fertilidade e nutrição. Partos, gravidez, gestação, concepção - estão todos sob a regência da Lua. É conhecido o impacto sobre a incidência dos partos, na mudança da Lua.
A Lua Cheia é a campeã na precipitação dos nascimentos. É muito difícil resistir à chegada da Lua Cheia, quando as semanas de gestação já estão cumpridas ou próximas de se cumprirem. Para quem tem ciclos de ovulação/menstruação irregulares, recomenda-se um tratamento que siga a Lua de nascimento da pessoa, para que a menstruação se regule naturalmente.

a Nutrição

Também atua sobre o metabolismo, o apetite, a assimilação dos alimentos e dos líquidos no organismo e portanto, sobre o processo de se ganhar, manter ou perder peso. Dependendo do signo em que a Lua se encontra, os aspectos formados e a sua fase, até o tipo de consumo e a preferência de alimentos são alterados.
Por exemplo: A Lua a transitar no signo de Touro ou de Leão estimula o consumo de pão e massas. Já sabores picantes e condimentados, ganham destaque quando a Lua se encontra em Escorpião. As carnes são mais consumidas também quando a Lua se encontra neste signo e em Carneiro. Como podemos ver, há uma estimulação sensorial e principalmente do paladar, de acordo com a posição da Lua nos signos.

as Águas

Devido à força gravitacional que exerce sobre a Terra, a Lua age sobre o volume, o fluxo e refluxo dos líquidos e das águas existentes sobre a Terra, nas camadas subterrâneas pressiona o interior da Terra, o interior dos vegetais e do corpo humano. As marés dos oceanos, dos rios, a seiva dos vegetais e o fluxo de sangue e de líquido no organismo sofrem a influência da Lua, na medida em que ela se movimenta em relação ao Sol. Com isto a vegetação, a agricultura, a pesca, o clima e até a saúde, tornam-se fortes áreas de influência da Lua.
Existem muitas ligação entre a umidade e as fases da Lua. Por exemplo: a seca da madeira, a fase propicia para o seu corte, a predisposição maior para a sua conservação ou apodrecimento, ou até a melhor absorção de tinta e verniz, estão relacionadas com as fases da Lua. A maior ou menor durabilidade das folhas, frutas e legumes também. As mudanças do clima - principalmente as chuvas - podem ser indicadas pela Lua. A presença de um elo amarelado em torno do disco, na fase de Lua Cheia é sinal certo de chuva. As próprias mudanças de fase da Lua, são precipitadoras de mudanças no clima.

as Emoções

É a Lua influencia as emoções. Causa um grande impacto sobre o comportamento humano, sobre o humor das massas e sobre o estado de ânimo coletivo. A sensibilidade, as reações e as flutuações emocionais das pessoas, são em grande parte reflexos dos movimentos da Lua. Certas posições da Lua no Céu, predispõem as pessoas a sentirem-se muito mais receptivas, extrovertidas e encorajadas, ao passo que outras, ao contrário, inclinam as pessoas a mostrarem-se mais desanimadas, fechadas e até pessimistas.
O grau de carência emocional e maior necessidade de afeto, também estão muito associados aos ciclos da Lua. As pessoas ficam muito mais bem humoradas quando a Lua se encontra em Sagitário. Mais sensíveis com a Lua em Caranguejo. Mais radicais e desconfiadas com a Lua em Escorpião, e tagarelas com a Lua em Gêmeos. A Lua Cheia costuma ser determinante para as emoções e a Lua Minguante será a mais propícia para digeri-las e elimina-las. Em silêncio.

o Público

A Lua não regula apenas as marés dos oceanos. Rege também as marés humanas. Os comportamentos de massa estão muito sujeitos às influências da Lua. Age sobre o humor e o estado de espírito das pessoas e interfere sensivelmente sobre o comportamento do público. A maior ou menor freqüência de público a um evento, é muito marcada pela posição da Lua no Céu.
Nunca reparou que existem certos dias em que temos predisposição para sair de casa, ir a um centro comercial, restaurante, teatro, etc. e vemos também muita gente? Já reparou que existem dias, em que todos aparentam uma certa preguiça e resolvem-se recolher? Onde foram todos? Consulte a Lua do dia... A Lua Minguante é desaconselhável para qualquer atividade que pretenda atrair um grande público. Para isso é melhor a Lua Crescente e acima de todas a Lua Cheia. A Lua no signo de Carneiro, é boa para atrair um público novo. A Lua em Gémeos, um público eclético. Em Capricórnio conservador, exigente e seletivo. Em Balança, a audiência mais chique e requintada que existe.

as Atividades Humanas

O comércio, os setores de entretenimento e lazer, assim como todas as atividades que dependem diretamente de público, são as mais sensíveis às influências da Lua e sofrem as naturais oscilações próprias do setor, devido aos rápidos movimentos da Lua, geradores de inconstância e flutuação.

os Negócios

Os negócios também recebem forte pressão dos movimentos da Lua. A flutuação do mercado financeiro é um típico exemplo de atividade que responde muito às influências da Lua. Este mercado depende muito de uma resposta psicológica positiva e confiante das pessoas: outro típico campo de influencia da Lua: o psicológico.
O mercado imobiliário é também um forte setor de negócios, bastante marcado pelas influências da Lua. Para se fecharem negócios, pedir um aumento salarial, procurar emprego, apresentar um projeto, divulgar uma ideia ou um serviço, começar um trabalho, pedir empréstimo, cobrar dívidas, assinar contratos, comprar e vender, deve-se procurar uma Lua favorável. Para começar uma poupança ou investimentos, a Lua certa é a Crescente. Para se cortar despesas e eliminar dívidas, será a Lua Minguante. Compra e venda de imóveis estão protegidas, sob a boa influência da Lua e Saturno. Trocas em geral ou compra de equipamentos e automóvel fluem bem sob a harmonia da Lua e Mercúrio.

os Ciclos de Crescimento

A Lua regula as subidas e descidas de qualquer ciclo. Há definitivamente crescimento e queda de energia numa maré de pico ou de baixa, associada à Lua. Qualquer atividade, situação ou comportamento que tenha um começo determinado, se expanda e se desenvolva até alcançar os seus resultados plenos e que depois se retraía, em direção a uma diminuição, está diretamente sob a influência da Lua. Por exemplo, engordar ou emagrecer é em última instancia, a extensão dos efeitos da Lua e das suas fases de aumentar - crescer - diminuir - minguar. Como uma visível barriga no céu.
Tudo que quisermos que cresça e se revele, ou ao contrário diminua e que se contraia, perca a força ou até desapareça, devemos fazer sob a correta influência da Lua. No mesmo caso incluem-se: tratamentos de saúde e beleza, dietas, gestação, jardinagem, agricultura, transações bancarias, relacionamentos e muitas, muitas...outra atividades. Para prolongar o corte do cabelo ou o efeito das tinta, a boa Lua é a Minguante. A Depilação nesta fase também. Cortar cabelo para crescimento rápido é bom na Lua Crescente. A Lua Nova, faz com que o cabelo se torne mais forte. Em compensação começar dieta de emagrecimento, é uma perda de tempo na fase minguante.

os Relacionamentos

O mais próximo corpo celeste da Terra, a Lua mexe espetacularmente com as emoções e os desejos coletivos; reflete-se portanto, nos romances e na vida afetiva. Dependendo do signo em que a lua se encontra no céu, da sua fase ou dos aspectos formados com outros planetas, ocorre uma disposição maior das pessoas para os romances, os encontros e as aproximações. Os sentimentos podem ser mais apaixonados ou mais frios.
A comunicação emocional pode estar mais fácil ou pelo contrário, as manifestações afetivas mais contidas. Laços antigos podem em algum momento, ser mais gratificantes do que novas aventuras. E isto depende da Lua! Durante a Lua Cheia é quando nos sentimos mais ávidos de relacionamento e ansiamos por um parceiro. Mas as maiores crises também ocorrem nesta fase. É mais fácil terminar relacionamentos e desligar-se dos afetos na Lua Minguante. A lua em Escorpião predispõe os ciúmes e os sentimentos de posse e controlo. Os bons aspectos entre a Lua e Vénus que acontecem várias vezes por mês, são mais favoráveis para os romances.

a Saúde

A Lua tem uma ação decisiva sobre todos os líquidos do nosso planeta, inclusive no nosso corpo. Por esta razão, é aconselhável observar o comportamento da Lua, antes de nos submetermos a uma cirurgia. Devido ao controle que a Lua exerce sobre os líquidos do organismo, pode inibir ou predispor inchaços, hematomas, edemas, hemorragias e interferir na qualidade e na duração do pós-operatório.
´
Dependendo do signo em que a Lua se encontre, ou dos aspectos formados por ela, alguns órgãos ficam mais sensíveis e certos tipos de tratamentos, tornam-se mais eficazes. A Lua Cheia é menos indicada para cirurgias e a Minguante mais favorável. Quando a Lua se encontra nos signo de Touro, Escorpião, Aquário e Leão, temos maiores probabilidades de um procedimento estável e previsível durante a cirurgia.

o Sono

Como contra partida ao Sol - o astro que aparece durante o dia - a Lua preside a noite e interfere diretamente sobre a quantidade e qualidade do sono e dos sonhos. Sonos agitados, noites mal dormidas ou pelo contrário, horas reparadoras de descanso e sonhos sublimes, dependem em grande parte da passagem da Lua pelos signos e dos aspectos formados com outros planetas. Pessoas com mais predisposição a insônias, sofrem mais na Lua Cheia. A Lua e Neptuno sob má influência dão sono e Lua e Urano tiram o sono.

a Casa

Como rege mudanças em geral, mudanças de casa ou de trabalho, não escapariam da sua influência. É recomendável observar o comportamento da Lua, para realizar qualquer tipo de operação que envolva um imóvel: compra, venda, obras, consertos, instalações e principalmente, o dia da mudança. Boas ligações entre a Lua e Saturno são ideais para transações imobiliárias e reparações da casa. A Lua em Plutão para jogar fora coisas inúteis fora. A Lua em Virgem é ideal para arrumações.

o Ambiente de Trabalho

A Lua interfere muito na nossa produtividade, disposição, concentração, estado de espírito e relacionamento com as pessoas. O ambiente de trabalho é portanto, profundamente afetado. Principalmente para as pessoas que trabalham diretamente em contato com o público.Até a natureza das atividades, recebe influência deste satélite. A Lua em Gémeos favorece as atividades ligadas ao comércio, à divulgação e a publicidade.
Já a Lua em Sagitário, privilegia as atividades culturais e os grandes eventos, inclusive os desportivos. Uma ligação desarmoniosa entre a Lua e Neptuno, gera desconcentração e baixa produtividade; já entre a Lua e Mercúrio, predispõe à superposição de tarefas e trabalhos interrompidos e inconclusivos. É definitivamente bastante produtivo, verificarmos a posição diária da Lua, para otimizarmos o nosso desempenho profissional.

Livro da Lua 2004 - Márcia Mattos

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Luas e Ciclos - Sagrado Feminino


Ciclo da Lua Branca e ciclo da Lua Vermelha

Mirella Faur, referência no movimento de Retorno do Sagrado Feminino, diz que, do ponto de vista mágico, há dois tipos de ciclos menstruais determinados em função da fase lunar em que ocorre a menstruação: o ciclo da lua vermelha e o ciclo da lua branca.



A mulher pertence ao ciclo da lua branca quando ovula na lua cheia e menstrua na lua negra (sendo o quinto dia a lua minguante, a lua negra acontece nos três dias que antecedem a lua nova). Quando a mulher menstrua por esse ciclo, geralmente ela apresenta melhores condições energéticas parar expressar suas energias criativas e nutridoras, já que nesse caso o auge da fertilidade ocorre durante a lua cheia, estabelecendo relação com o arquétipo da mãe e cuidadora - aspecto do feminino aceito pelo sistema patriarcal.




Por outro lado, a mulher que ovula na lua negra e menstrua na lua cheia pertence ao ciclo da lua vermelha. Nesse caso, como o auge da fertilidade acontece na fase escura da lua, as energias criativas são direcionadas ao desenvolvimento interior e a energia sexual é usada para fins mágicos, relacionando-se com o arquétipo da bruxamaga ou feiticeira - aspecto do feminino costumeiramente negligenciado e temido pelo patriarcado.
"Ambos os ciclos são expressões da energia feminina, nenhum deles sendo melhor ou mais correto que o outro. Ao longo de sua vida, a mulher vai oscilar entre os ciclos Branco e Vermelho, em função de seus objetivos, de suas emoções e ambições ou das circunstâncias ambientais e existenciais" (FAUR, 2015, p. 499).
Para pertencer ao ciclo da lua branca ou vermelha, a mulher não necessariamente precisa ovular e menstruar nos dias exatos da lunação mencionada anteriormente. Se, por exemplo, ela menstruar dois dias após a lua negra, ainda assim pertencerá ao ciclo da lua branca. Segundo Mirella Faur, a tendência é que, com o passar do tempo, exercitando essas práticas de auto-observação, os ciclos passem a regular-se de forma mais sincrônica.

Mirella Faur,  O Anuário da Grande Mãe.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Imbolc/Candlemas - Festival do Fogo



                                                                                                 
Hemisfério Norte: 2 de Fevereiro
Hemisfério Sul: 1o de Agosto


Também conhecido como Imbolc, Oimelc e Dia da Senhora, Candlemas é o Festival do Fogo que celebra a chegada da Primavera. O aspecto invocado da Deusa nesse Sabbat é o de Brígida, a deusa celta do fogo, da sabedoria, da poesia e das fontes sagradas. Ela também é deidade associada à profecia, à divinação e à cura.

Esse Sabbat representa também os novos começos e o crescimento individual, sendo o "afastamento do antigo" simbolizado pela varredura do círculo com uma vassoura, ou vassoura da bruxa, tradicionalmente realizado pela Alta Sacerdotiza do Coven, que usa uma brilhante coroa de 13 velas no topo de sua cabeça.
Na Europa, o Sabbat Candlemas era celebrado nos tempos antigos com uma procissão à luz de archotes para purificar e fertilizar os campos antes da estação do plantio das sementes e para glorificar as várias deidades e os espíritos associados a esse aspecto, agradecendo-lhes.

A versão cristianizada da procissão de Candlemas honra a Virgem Maria e, no México, ela corresponde ao Ano Novo Asteca.

Incensos: manjericão, mirra e glicínia.
Cores das velas: marrom, rosa, vermelha.
Pedras preciosas sagradas: ametista, granada, ônix, turquesa.
Ervas ritualísticas tradicionais: angélica, manjericão, louro, benjoim, quelidônia, urze, mirra e todas as flores amarelas.

Ritual do Sabbat Candlemas

Comece erigindo o altar voltado para o norte. Diante dele coloque uma vassoura de palha. Prepare uma coroa com 13 velas vermelhas e coloque-a no centro do altar. Em cada lado da coluna, coloque uma vela da cor apropriada do Sabbat. à esquerda, um incensório com incenso apropriado e um ramo de sempre-viva. Pode também ser usado um galho da árvore ou da guirlanda do Natal anterior como decoração do altar. à direita coloque um cálice com água (água fresca de chuva ou neve derretida, se possível), um pequeno prato com pó ou areia e um punhal consagrado.

Marque um círculo com cerca de 3m de diâmetro em torno do altar, usando giz ou tinta branca. Salpique um pouco de sal dentro do círculo e, então, trace o círculo na direção destrógira com a espada cerimonial sagrada ou com uma vara de salgueiro dizendo: COM O SAL E A ESPADA SAGRADA EU TE CONSAGRO E TE INVOCO, OH CíRCULO DE SABBAT DE MAGIA E LUZ. NO NOME SAGRADO DE BRíGIDA E SOB A SUA PROTEçãO ESTE RITUAL DE SABBAT AGORA SE INICIA.

Coloque a espada cerimonial no altar diante da coroa de velas. Acenda as duas velas do altar e diga: OH, DEUSA DO FOGO DA PRIMAVERA, A TI OFEREçO ESTE SíMBOLO DO FOGO. ASSIM SEJA. Acenda o incenso e diga: OH, DEUSA DO FOGO DA PRIMAVERA, A TI OFEREçO ESTE SíMBOLO DO AR. ASSIM SEJA. Peque o punhal com a mão direita e, com a ponta da lâmina, trace um pentáculo (estrela de cinco pontas) no pó ou areia e diga: OH, DEUSA DO FOGO DA PRIMAVERA, A TI OFEREçO ESTE SíMBOLO DA TERRA. ASSIM SEJA. Mergulhe a lâmina do punhal no cálice com água e diga: OH, DEUSA DO FOGO DA PRIMAVERA, A TI OFEREçO ESTE SíMBOLO DA áGUA. ASSIM SEJA.

Coloque o punhal de volta no altar. Acenda o ramo de sempre-viva e visualize na sua mente a escuridão do Inverno se desfazendo, sendo substituída pela luz agradável da nova Primavera. Coloque o ramo ardente no incensório e diga: ASSIM COMO ESTE SíMBOLO DO INVERNO é CONSUMIDO PELO FOGO, DA MESMA FORMA A ESCURIDãO é CONSUMIDA PELA LUZ. ASSIM SEJA.

Acenda a coroa de velas e coloque-a cuidadosamente no topo de sua cabeça. Quando este ritual de Sabbat é realizado por um Coven, é costume o Alto Sacerdote acender as velas e colocar a coroa sobre a cabeça da Alta Sacerdotiza. Pegue o punhal com a mão direita e segure-o sobre seu coração, enquanto diz: COMO A DOCE CIBELE, EU USO UMA COROA DE FOGO EM TORNO DA MINHA CABEçA. COMO DIANA, ABENçOADA DEUSA DA SABEDORIA, EU ACENDO AS VELAS VERMELHAS PARA FAZER BRILHAR UMA LUZ SOBRE A MINHA PRECE DE PAZ E AMOR SOBRE A TERRA. OUçAM-ME, OH, ESPíRITOS DO AR, OS ESPíRITOS ABAIXO E OS ESPíRITOS ACIMA. ASSIM SEJA.

Coloque o punhal de volta no altar e termine o rito varrendo o círculo em direção levógira com uma vassoura para desfazê-lo e simbolizar a "destruição" das coisas velhas. Apague as velas e devolva a coroa ao altar.

Fonte: 'Wicca - A Feitiçaria Moderna', de Gerina Dunwich

Lammas - Festival da Colheita


Hemisfério Norte: 1o de Agosto
Hemisfério Sul: 2 de Fevereiro


Conhecido como Lughnasadh, Véspera de Agosto e Primeiro Festival da Colheita, o Sabbat Lammas é o Festival da Colheita. Nesse Sabbat (que marca o início da estação da colheita e é dedicado ao pão), os Bruxos agradecem aos deuses pela colheita com várias oferendas às deidades para assegurar a continuação da fertilidade da terra, e honram o aspecto da fertilidade da união sagrada da Deusa e do Deus.

Lammas era originalmente celebrado pelos antigos sacerdotes druidas como o festival de Lughnasadh. Nesse dia sagrado, eles realizavam rituais de proteção e homenageavam Lugh, o deus celta do sol. Em outras culturas pré-cristãs, Lammas era celebrado como o festival dos grãos e o dia para cultuar a morte do Rei Sagrado.

A confecção de bonecas de milho (pequenas figuras feitas com palha trançada) é um antigo costume pagão realizado por muitos Bruxos modernos como parte do rito do Sabbat Lammas. As bonecas (ou bebês da colheita, como são chamadas algumas vezes) são colocadas no altar do Sabbat para simbolizar a Deusa Mãe da colheita. é costume, em cada Lammas, fazer (ou comprar) uma nova boneca de milho e queimar a anterior (do ano passado) para dar boa sorte.

Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat Lammas são pães caseiros (trigo, aveia e, especialmente, milho), bolos de cevada, nozes, cerejas silvestres, maçãs, arroz, cordeiro assado, tortas de cereja, vinho de sabugueiro, cerveja e chá de olmo.

Incensos: aloé, rosa e sândalo.
Cores das velas: laranja e amarela.
Pedras preciosas sagradas: aventurina, citrino, peridoto e sardônia.
Ervas ritualísticas tradicionais: flores da acácia, aloé, talo de milho, ciclame, feno grego, olíbano, urze, malva-rosa, murta, folhas do carvalho, girassol e trigo.

Ritual do Sabbat Lammas

Comece marcando um círculo com cerca de 3m de diâmetro. Erga um altar no centro do círculo, voltado para o norte. Sobre ele, coloque uma vela da cor apropriada do Sabbat. à esquerda (oeste) da vela, coloque um cálice com água (preferivelmente água fresca de chuva ou água de uma fonte de montanha) e uma bandeja ou prato à prova de fogo, contendo uma boneca nova de milho e uma do Sabbat Lammas do ano anterior. à direita (leste da vela), coloque um incensório com incenso de sândalo ou de rosa, e um prato com sal, pó ou areia para representar o elemento Terra. Diante da vela (sul) coloque um punhal consagrado e uma espada cerimonial consagrada.

Salpique um pouco de sal para consagrar o círculo e, então, começando pelo leste, trace o círculo com a ponta da espada cerimonial, movendo-a de modo destrógiro, enquanto diz: COM O SAL E A ESPADA SAGRADA EU CONSAGRO E TE INVOCO, OH CíRCULO DE MAGIA E LUZ DO SABBAT. SOB O NOME SAGRADO DA DEUSA E SOB A SUA PROTEçãO INICIA-SE AGORA ESTE RITUAL DO SABBAT.

Coloque de volta no altar a espada cerimonial. Acenda a vela e diga: NESTE CíRCULO CONSAGRADO DO SABBAT EU VOS CONJURO, AGORA, OH ESPíRITOS SAGRADOS DO ANTIGO E MíSTICO ELEMENTO FOGO.

Acenda o incenso e diga: NESTE CíRCULO CONSAGRADO DO SABBAT EU VOS CONJURO, AGORA, OH ESPíRITOS SAGRADOS DO ANTIGO E MíSTICO ELEMENTO AR.

Segure o punhal na mão direita e, com a ponta da lâmina, trace um pentáculo (estrela de cinco pontas) no sal, pó ou areia e diga: NESTE CíRCULO CONSAGRADO DO SABBAT EU VOS CONJURO, AGORA, OH ESPíRITOS SAGRADOS DO ANTIGO E MíSTICO ELEMENTO TERRA.

Mergulhe a lâmina do punhal no cálice com água e diga: NESTE CíRCULO CONSAGRADO DO SABBAT EU VOS CONJURO, AGORA, OH ESPíRITOS SAGRADOS DO ANTIGO E MíSTICO ELEMENTO áGUA.

Coloque o punhal de volta no altar. Pegue a boneca nova de milho e coloque-a à direita da vela, e diga: OH SENHORA DA COLHEITA, EU TE AGRADEçO POR NOS SUSTENTAR NAS PRóXIMAS ESTAçõES E PELA GENEROSIDADE DESTA COLHEITA. ASSIM SEJA.

Pegue a antiga boneca de milho e queime-a na chama da vela. Coloque-a na bandeja ou prato à prova de fogo. Enquanto ela queima, recite o seguinte verso mágico do Sabbat: SENHORA DA COLHEITA DO PASSADO, QUEIME AGORA. à DEUSA VóS DEVEIS VOLTAR. ABENçOAI-ME COM A SORTE E O AMOR DO DEUS E DA DEUSA ACIMA. ASSIM SEJA!

Encerre o ritual afastando os espíritos elementais, apagando a vela e desfazendo o círculo em movimento levógiro com a espada cerimonial. Enterre as cinzas da antiga boneca de milho, como oferenda à Mãe Terra, e guarde a boneca nova para o próximo Sabbat Lammas.

Fonte: 'Wicca - A Feitiçaria Moderna', de Gerina Dunwich

1° de Agosto – Dia da Mãe Terra ou “Dia de la Pachamama”



"Pachamama, obrigado por tudo que nos oferece.
Mãe que nos nutre, e nos alimenta em seu seio,
Ensina-nos a andar sobre seu ventre com beleza e graça." - Wagner Frota

Dia da Pachamama é comemorado em vários pontos da America do sul, onde a Mãe Terra é comemorada com os tradicionais rituais, cerimônias, dança, música e refeições especiais. O Dia de lá Pachamama é uma comemoração oriunda da Mitologia Inca, que é celebrada como um dos mais tradicionais feriados nacionais na Argentina, Chile, Bolívia e Peru, em tributo dessa antiga divindade inca com o poder de amadurecer os frutos e aumentar os ganhos, mas pronta para mandar o trovão e as tormentas, quando o homem desrespeita a natureza.

A Pachamama ou Mãe Terra, é a deusa do sexo feminino e a fertilidade da terra, concebida como uma divindade agrícola benigna mãe que nutre, protege e sustenta os seres humanos. Na tradição Inca, é a divindade da agricultura comunal, o fundamento da civilização, e todos os estados andinos. É a mais popular crença mitológica remanescente do incaico.

Pacha Mama ou Pachamama (do quíchua Pacha, “universo”, “mundo”, “tempo”, “lugar”, e Mama, “mãe”, “Mãe Terra”) é a deidade máxima dos Andesperuanos, bolivianos, do noroeste argentino e do extremo norte do Chile.

Pacha Mama é uma deusa que produz, que engendra. Segundo a tradição, sua morada está no Cerro Blanco (Nevado de Cachi), em cujo cume há umlago que rodeia uma ilha habitada por um touro de chifres dourados que, ao mugir, expele nuvens de tormenta pela boca.

Segundo o historiador boliviano Rigoberto Paredes (1870–1950), a princípio, o mito de Pacha Mama devia referir-se ao tempo, “talvez vinculado de alguma forma à terra; ao tempo que cura as maiores dores, tal como extingue as alegrias mais intensas; ao tempo que distribui as estações, fecunda a terra, sua companheira; dá e absorve a vida dos seres no universo. Pacha significa originariamente “tempo”, na língua kolla; só com o transcurso dos anos – as adulterações da língua e o predomínio de outras raças – pôde confundir-se com a terra e fazer com que a esta e não àquele se rendesse preferente culto […] Pacha-Mama, segundo o conceito que tem entre os índios, poderia ser traduzido no sentido de terra grande, diretora e sustentadora da vida” A terra, como geradora da vida, será então assumida como um símbolo de fecundidade.

Andre Alliana