quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Outubro: mês do Rosa e das Bruxas



Outubro é um dos meus meses preferidos. Além de ser o mês mais rosa do calendário, tem o Dia das Bruxas ... e o retorno de muitas séries.

O Outubro Rosa é do um movimento de conscientização sobre o câncer de mama e sobre a importância do diagnostico precoce. Quanto mais cedo for descoberto, mais chances tem de cura. Por isso sempre é bom consultar um especialist...
a pelo menos de seis em seis meses.

O que quase ninguém sabe é que os homens também podem ter câncer de mama. É totalmente raro, e representa menos de 1% do total de casos, mas é importante se cuidar também, pois, assim como para as mulheres o diagnostico precoce faz uma grande diferença.

A popularidade do Outubro Rosa atravessou oceanos e o mundo todo homenageia a causa com eventos, laço rosa e pontos turísticos decorados ou iluminados com a cor representante.

As mulheres tem seu lado Rosa, mas também o seu lado Bruxa, Maga ... e dia 31 comemoramos o Dia das Bruxas!

Que outubro seja de conscientização, respeito e AMOR incondicional por nós mesmos!

Feliz Outubro!
#BruxaRosa

Afinal, o que é o Sagrado Feminino?

 
Algumas mulheres em todo o mundo se orgulham tanto de sua condição que seguem uma filosofia de vida chamada "Sagrado Feminino". Esse estilo de vida - que vem sendo adotado pelo público feminino há milênios - oferece ensinamentos sobre nosso corpo, nosso emocional e nossos ciclos femininos, e ainda orienta de que forma podemos harmonizá-los com a natureza.

Isso significa que quando as mulheres passam a se desligar um pouco do mundo tecnológico e rotineiro, ou seja, buscam descobrir mais sobre si próprias, se interiorizando, percebendo melhor seus instintos, suas vontades e seus ciclos femininos (como a menstruação e a gestação), elas relatam que o mundo a sua volta - e aquele que existe dentro delas - parece mudar. É como se uma nova consciência as abraçasse.
Esse despertar para uma nova consciência sobre si mesma pode ser interpretado como a saída da supremacia patriarcal - repressora e cheia de regras - para a entrada em um mundo mais maternal, afetivo e artístico, além de menos racional e mais sensível.
O conhecimento do Sagrado Feminino é adquirido através de livros, cursos e grupos de estudos chamados de "círculo de mulheres".
Nesta filosofia, as mulheres estudam um conceito diferente sobre si próprias, que engloba os aspectos emocionais guardados no corpo, a sintonia entre a menstruação e as fases da lua, a veneração das Deusas de todas as mitologias e a semelhança delas com cada mulher, assim como a influência que a natureza tem sobre nosso corpo e psique.
 
Roberta Struzani

O Sagrado Feminino e o Auto-conhecimento




Chega um momento em nossas vidas que muito do que fazemos não tem mais sentido, nossa vida torna-se vazia e uma dor preenche a alma.
Nos perguntando o que esta nos acontecendo e vivemos muitas vezes parecendo que estamos dando volta no nosso próprio labirinto... Aquela luz que achávamos que existia no fim do túnel parece que se apagou e nossas perguntas tornam-se sem respostas. E ai vem a revolta
Surge a revolta conosco, com a vida, e principalmente com a Espiritualidade.
Queremos muitas vezes abandonar tudo que conquistamos, deixamos de lado todos os nossos conhecimentos e responsabilizando todos .... Nos colocamos como a vítima e nossa pergunta muitas vezes, é "porque isso está acontecendo comigo?"
Aqui no Ocidente temos um padrão mental formado, que é mais fácil nos colocar como vítimas ao invés de encararmos as situações. Pois não aprendemos a nos encontrar, o que aprendermos é fugir de nós mesmas.
Essa situações, acontecem geralmente depois de alguma "perda" ou algum processo de mudança em nossas vidas...
São nesses momentos que devemos lembrar que ao colocarmos os pés em um caminho de auto conhecimento de mãos dadas com a Espiritualidade, muitas mudanças virão, e muitas delas de forma que não esperamos, que nos causa pavor, medo, aflição.
E é nessas horas que devemos lembrar de todos os aprendizados obtidos para assim colocarmos em prática. As maiores lições da vida são aquelas que rasgam nossos véus para encontrar a nós mesmas.
Percebo hoje em dia um despertar coletivo de Mulheres, (e damos Graças) , conectando-se com o a sua essência, com sua divindade e passando a abrir-se para um novo mundo, de amor próprio e conhecimento.
Mas em primeiro lugar devemos ter em nossa mente que a busca do Sagrado Feminino, começa dentro de nós, que ao sentarmos em um círculo, muitos processos, sentimentos, e padrões virão para fora para que possamos olhar para dentro. E isso será acarretado diante de muitas mudanças em nossa vida.
Nada adianta falarmos de Sagrado Feminino se não estivermos dispostas a nós conhecermos e nos lapidarmos. Nada adianta falar da deusa, Grande Mãe se não tivermos a Fé que somos Filhas desse Ventre, e confiarmos...Nada adianta uma busca e um coletivo de amor , se primeiramente esse amor e respeito não for em primeiro lugar por nós.
Acredito que a busca do Sagrado Feminino, não é um conto de fadas mas sim um mergulho em nossas profundezas para encontrarmos uma Mulher de verdade que existe dentro de nós, e não mais uma mulher idealizada.
Precisamos sempre lembrar que somos um espirito e somos seres humanos de sentimentos, sensações e PRINCIPALMENTE histórias, aonde ao buscarmos esse Sagrado em nosso ser, essas histórias e a carga que elas nos trouxeram serão vivenciadas.
Nesse mergulho, nos encontraremos com nossa sombra e com a nossa luz, e ao encararmos de frente esse mergulho despertaremos de verdade para o que somos.
Acredito que ir de encontro ao Sagrado Feminino, mais do que falar de mulheres unidas em prol de um despertar, é falar do encontro com uma essência divina que reside dentro de nós, na qual esse encontro acarreta mudanças em quem somos e em nossos caminhos.
Ao sentarmos em um círculo, devemos nos abrir com o coração e alma para que a Grande Mãe nos acolha em seu Ventre e nos traga apenas o que for verdadeiro em nosso caminho.


Carol Shanti

Que me Perdoem as Equilibradas, mas eu Prefiro as Loucas


Esse negócio de mulher racional, do tipo que marca hora para dizer eu te amo, que escolhe milimetricamente cada palavra, é para homem frouxo, que tem medo de ser amado. Que me perdoem as equilibradas, mas eu prefiro as “loucas”.
Mulher boa é mulher que grita, chora e diz que ama. Aquele tipo de mulher que não perde a oportunidade de fazer um drama. Mas não qualquer um. Um drama daqueles que te prende do começo ao fim, sem direito a intervalos comerciais.
Mulher boa é mulher que pega no pé, que reclama da toalha em cima da cama. Aquele tipo de mulher que não tem medo da reação do outro. Não tem medo de ser cobrada. Ela ama e, portanto, quer se esforçar, quer chamar atenção, quer que você seja mais do que tem sido, mais do que demonstra, mais do que flores sem cartão.
Mulher boa é mulher que pega a gente no colo, que saboreia cada gesto de amor até lamber os dedos. Aquele tipo de mulher que faz questão de mostrar que é louca por você, que abraça sem medo de se perder, que se joga de cabeça, que reclama da ausência, que declara seu amor nas madrugadas.
Mulher boa é mulher geniosa, que ama, mas faz questão de mostrar que é dona do seu nariz. Aquele tipo de mulher que não vive sem seu chocolate preferido, que faz questão de desafiar, que bate e afaga ao mesmo tempo, que não se preocupa com críticas, que diz que te odeia, mas não vive sem você.
Mulher boa é mulher que nos tira do sério. Aquele tipo de mulher que faz perder o sono, que faz queimar neurônios, que intriga, que instiga, que sorri para acalmar as tempestades do coração.
Mulher boa é mulher temperamental, que não permite abafar o que sente. Aquele tipo de mulher que canta de um jeito irritante, que conta piadas sem graça, que fala sem parar, que deixa qualquer um loucamente apaixonado, porque nada pior para um homem do que o silêncio de uma mulher.
Mulher boa é mulher indecisa, que não sabe que vestido usar. Aquele tipo de mulher que se atrasa, que come biscoito com café, que mistura brigadeiro com beijinho. É forte e frágil. Sabe conjugar risos e soluços como ninguém. Daquelas que fazem da sabedoria masculina uma simples aprendiz. Que em meio a toda confusão, só tem a certeza que nos ama.
Mulher boa é mulher passional, do tipo que explode, que não fica de braços cruzados, que vai lá e fala o que sente, de forma espontânea. Aquele tipo de mulher que não se esconde do perigo, que arrisca, que nos bota na parede e diz umas verdades. Daquelas que não se entregam pela metade, ou leva o fruto e tem o trabalho de tirar as sementes ou deixa no pé.
Mulher boa é mulher que usa batom vermelho. Aquele tipo de mulher que te faz trocar as palavras, que te faz mudar de caminho, que faz ler Shakespeare. Daquelas que te faz chorar com filmes de romance. Que te faz mais sensível, que te livra da obrigação de ser “machão” o tempo todo. Que impõe os seus caprichos, mas se dobra quando recebe flores.
Mulher boa é mulher louca. Louca por nós. Aquele tipo de mulher que assume que ama, que faz questão de gritar pelos quatro cantos esse amor. Daquelas que sentimos o cheiro com o vento, que nos faz comprar algodão doce na rua, que faz rir. Que, quando chora, nos faz reféns sem direito a fuga.
Mulher boa é mulher que a gente se entrega. Aquele tipo de mulher que precisaríamos de outra vida para demonstrar o quanto sua presença faz da vida um lugar mais divertido. Daquelas que choram? Sim. Daquelas que gritam? Sim. Daquelas que sentem, que nos desarmam e que nos faz querer ter um amor para se prender.
Se as mulheres mais equilibradas ou, talvez, umas que me achem machista, discordam do texto, por favor, me perdoem. São apenas devaneios tolos, escritos em um chão de giz, com marcas de um coração que quer ouvir mais eu te amos, sem medo de se prender ou se decepcionar. Todavia, ainda assim, posso estar errado e se estiver, mais uma vez, me perdoem, mas eu prefiro as loucas.

Erick Morais

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

A Importância Vital do Círculo de Mulheres



O círculo de mulheres é um fato emergencial para as mulheres contemporâneas. Cada dia mais, a necessidade para que as mulheres estejam juntas é gritante. Como se a voz e o eco das nossas ancestrais gritassem nos chamando a atenção. Tentando-nos tirar do estado e da rotina que vive levando as mulheres para uma vida que não é delas, que não lhes é natural, que não lhes é real. As ancestrais tentam chamar-nos de volta para o caminho que deixamos um dia de trilhar. Vejo, cada dia mais, mulheres sozinhas em suas labutas. Guerreiras solitárias, amazonas armadas, mães atoladas, e todas elas, em suas heroínas jornadas, sozinhas e abandonadas. Mas, por quem? Por elas mesmas. Distantes, a mil léguas luz, do feminino das suas ancestrais. Das vozes das mulheres que sempre guiaram, inspiraram e estiverem ao lado de outras mulheres para apoiar e tornar a jornada de cada uma mais leve. Porque é muito árduo seguir sozinha. E eu sei muito bem como é isso, como você também deve saber. Meus olhos se enchem de lágrimas, só de lembrar de cada dia, que levanto e sigo e quantas vezes me senti “lutando” sozinha. E quantas tantas outras vezes, um vazio me assolou e não sabia muito bem a falta de quê. E quantas outras milhões de vezes, senti-me acompanhada e amparada quando colocava-me frente à uma deusa, chamava seu nome ou sentava-me ao redor do fogo com outras mulheres. Como toda a solidão, toda a falta de sentido, todo norte nunca encontrado e como todas as lutas travadas pareciam sem sentido, e como todas as feridas e todo o peso da armadura carregada, se tornava um acariciar na minha pele, quando eu podia simplesmente abrir mão de todas as ferramentas que eu havia me munido para encarar o mundo lá fora e como era tudo mais tranquilo somente pelo fato de estar em círculo. Era a oportunidade de abandonar o padrão automático de lutar ou fugir e perceber que há um mundo muito maior, com a mesma força mas com uma candura infinita e que estava ali me esperando e que era o Mundo da Deusa e do Divino Feminino.
Este é o Mundo para o qual toda mulher, mais cedo ou mais tarde, precisa voltar. É aquele momento da jornada onde cai uma ficha e os olhos de repente vêem aquilo que parecia tão normal com outros olhos. Porque hoje, atendo muitas mulheres com tantas questões e tanto sofrimento em suas histórias e um ponto em comum que vejo em todas essas jornadas heroicas é como todas estão vivendo uma realidade nuclear solitária, longe de todas as mulheres, desde suas familiares (muitas com problemas com mães e mulheres em geral, e adorando/tendo mais afinidade com os pais/irmãos) até mesmo com seu núcleo social, que às vezes é até inexistente. Vejo como perdemos o contato e apoio de outras mulheres. E vejo o quanto isso foi crucial para termos uma separação e ruptura drástica na nossa realidade e visão do feminino. Ficamos tão envolvidas com o Mundo do Pai, que abandonamos por completo o Mundo da Mãe. Porque tudo que é feminino é evitado e até mesmo depreciado, e tudo que é masculino é desejado e idolatrado. Foi uma inversão de valores muito grande que nos afastou. E quando nos afastamos, perdemos a força que geramos com o ponto de encontro que só o feminino pode realizar. O grande potencial que há quando mulheres se juntam verdadeiramente.
O nosso núcleo se rompeu. E com ele, rompeu-se também o nosso próprio centro. Nós mulheres, perdemos o centro. Não temos um foco ou um local para onde podemos voltar. Quase uma sensação de abandono e orfandade. Porque estamos isoladas em ilhas particulares, cada uma com seus sofrimentos, com suas dificuldades, com seus questionamentos e sem saber o que fazer com tudo isso. Quantas mulheres estão sofrendo com suas menstruações, com suas gestações, perdendo a oportunidade de terem seus partos, não confiando e acreditando em suas capacidades de maternar e educar, adentrando a maturidade como se fosse um castigo e uma desgraça envelhecer, e passando por seus dilemas e encruzilhadas da vida sem ter suporte e instrução alguma. Sem apoio. Como estrelas perdidas e distantes em um universo sem fim. Mulheres que não tem mais apoio e que não são preparadas para passar pelos ritos de passagem da vida. Vem menarca. Vem a primeira relação sexual. Vem uma gravidez. Vem um casamento. Vem perdas e separações. Vem a entrada na maturidade. Vem o papel de anciã/avó e ninguém passa o bastão para ela. Ninguém celebra com ela. Ninguém ouve seu choro e lamento. Ninguém a ajuda a confiar em seus instintos e sabedoria. Ninguém a ajuda a receber e passar para frente as sabedorias das suas avós, das suas mães e das suas filhas. Cadê as mulheres ao redor do seus fogos, em seus lares, em seus jardins, em bancos das praças e até mesmo nos fundos das igrejas. Onde estão as mulheres que se conversam, que se aconselham, que se unem para celebrar e lamentar a vida? Quantas infinitas mulheres estão passando pelos ritos de passagem mais significantes de suas vidas alheias as suas próprias naturezas, perdendo a oportunidade de acessar às chaves, poderes e ferramentas essenciais aos seus crescimentos, desenvolvimentos e aprendizados pessoais e como um grupo de uma irmandade maior que relaciona todas a linhagem de mulheres do mundo da mais velha a mais nova e assim em retroativo e adiante?
Não estamos cuidando das nossas relações. Porque estamos envolvidas em um mundo patriarcal de conquista, que prepara e deseja pessoas que sejam vitoriosas, que sejam ganhadoras, que sejam produtivas e de sucesso. Que estão orientadas para Fazer, fazer e fazer sem parar como uma máquina dentro de uma grande fábrica, que não para nunca e que nem sequer olha para o lado. Uma vida que não valoriza o feminino, mas sim que o desmerece. Uma vida onde nos isola, porque assim ficamos mais controláveis e agradáveis aos seus olhos.
Mas, precisamos voltar. Precisamos voltar pelo bem de nossas almas. Pela necessidade que temos de uma vez mais, resgatar a mulher selvagem, livre e indomável que jaz adormecida e enjaulada. Pela necessidade vital de voltarmos a viver, porque desse jeito que está somos apenas sobreviventes, cheias de marcas do tempo e feridas à nossa essência feminina, que foi corrompida e secou-se pela distância do nosso lar. Lar. Bálsamo. Rede. Teia. Útero. Coração. Vida. São algumas das palavras que para mim sintetizam o que é estar em um círculo de mulheres, em roda e permitindo espaço em minha vida para que o Feminino possa uma vez mais Respirar. Existir. Ser. Três palavras que para mim expressam o que o feminino é. Sendo que nunca três palavras serão o suficiente, mas já são um convite, uma porta de entrada, uma salvação.
Sim, sinto que estar em círculo de mulheres é necessário para a salvação de cada fêmea que habita esta terra. Porque a magnitude do que acontece quando mulheres se unem com o propósito sincero de resgatar as deusas que foram difamadas, enterradas nas poeiras do tempo e a sabedoria das nossas ancestrais, pura e verdadeira, é a maior cura que podemos fazer por nós e pelas futuras gerações. Cada dia que mulheres se juntam em círculo, é uma grande reverberação que é introduzida e somada no universo com um potencial incrível de mutação, elevação e transformação. Cada dia que mulheres se juntam, empoderamos umas às outras. Cada dia que mulheres se juntam, é uma lágrima que é partilhada, uma conquista que é celebrada, uma mudança que é compreendida, uma iniciação que já não é mais vivida sozinha. É a vida em comunidade. É o pensar em benefícios mútuos. É lembrar de quem somos. É percebermos que somos mais fortes juntas. É criar um mundo rico e fértil onde eu sou você e você sou eu. Nunca mais separadas, mais juntas, na alegria e na dor. Na vida e na morte. Na eterna espiral da Deusa, ventres, corações e almas, de novo vivendo de verdade. Porque a vida tem mais sentido quando caminhamos e realizamos a história de uma mulher protagonista da sua história e não mais coadjuvante, soberana e não mais dependente e esquecida, lembrada e viva com narrativa própria, brilho nos olhos e medicinas que abençoam a Terra e todas as nossas relações.
Porque você mulher é muito importante. Você pode mudar a história de outras mulheres e sua história pode inspirar tantas outras. Mulheres vocês são importantes. Cada história. Cada particularidade, cada tudo e cada pouco. Você tem valor para uma outra mulher porque mesmo sem conhecê-las, todas as mulheres tem valor para mim, porque tudo que eu faço é por cada mulher que conheço e principalmente para as que desconheço, porque para o Divino Feminino, tudo importa.
Mulher, você é importante. O círculo só é restaurado se você estiver lá.
Que assim seja,
Abençoadas sejam todas.
 
Ana Paula Malagueta

A Liberdade de ser Bruxa


A que é a Bruxa – um Conceito e uma Bruxaria

Não queremos reviver a bruxaria, uma vez que ela nunca morreu pra nós, mas sim continuou seu legado através de nossa linhagem sanguínea e espiritual.
 Não temos porque erguer a bandeira do paganismo, uma vez que vivemos na era cristã e não defendemos uma era, mas sim fazemos um egresso, seja na era que for.

A bruxaria não é pagã ou cristã, ela simplesmente é!

Ela não se veste de bandeiras nem religiões, quem a veste dessa forma são as pessoas que querem ser bruxas sem o ser de fato.
Reavivar um caminho espiritual mágico fundamentando-o numa defesa onde os argumentos são mais parecidos como se fossem um povo que nunca morreu, é balela, pois a bruxaria passou por modificações, transformações em sua longa vida, e todo mundo morre um dia, deixando descendentes que transmitiram a semente às novas gerações, assim como tudo na natureza é mutável, assim como são em todos os anos, as estações, e as estações reencarnam como nós também reencarnamos e nos dirigimos aos nossos iguais.

As estações não são pagãs nem cristãs, nem mulçumanas, nem judaicas, elas são fluxos da natureza, assim como nós, e estamos todos interligados, e tradicionalmente não precisamos ditar regras de controle, apenas podemos deixar a Arte Bruxa fluir como nossos antepassados fizeram. Controle é o seguinte: “tudo que prende, não pode libertar”. Quem vive na barra da saia de uma instituição é porque não cresceu o suficiente para andar sozinho e fazer suas escolhas próprias.

A Arte Bruxa vive em nós e em tudo, não precisamos gesticular igual, vestir roupa igual e pensar igualmente, cada ser humano é um ser ímpar, com pensamentos próprios, gestos próprios e gostos próprios, e isso deve ser preservado em sua individualidade.
Nós não somos um povo que viveu numa única ilha do mundo, nós estamos em todos os lugares, e em nós, flui a tradição. Se você tem poder em sua voz bruxa, certamente conseguirá conjurar um espírito, um santo, um deus, uma deusa, um diabo, um encanto, etc, mas se não tiver, ficará anos e anos chamando e nunca terá uma resposta.

É comum para a verdadeira bruxa, utilizar elementos de todas as religiões, espiritualidades, folclores do mundo inteiro que se alinham consigo, e filosofias que bem entender, pois a bruxa lida com tudo que bem entender, ela não é um movimento pagão, nem mesmo é pagã de fato, pois quem já foi verdadeiramente uma bruxa pagã já está morta há muito tempo e se encontra no rol de nossos ancestrais, e de certo que ela teve um filho ou filha como herdeiros, e até mesmo seus agregados que transcenderam a carne. O legado deixado por ela, é a semente que se encontra hoje em nós, que vivemos na era cristã numa boa e sem conflito com isso, afinal, somos hereges e abarcamos o todo, não nos limitamos à uma única religião, culto, filosofia, entidade, deidade, demônio, instituição, cultura, povo, etc, enfim, não nos limitamos, somos indomados.

A visão de mundo dos antigos ocultistas (aqui entre nós, eles foram os fodões de sua época enquanto bruxos e magos), que ensinavam aquilo que é perene, é TRADICIONAL para nós, por isso, UNO. Por isso somos bruxos tradicionais. Podemos chegar para um Asatrú, um Wiccano, um Neo-Druída, um Thelemita, e dizer: sou bruxo tradicional, ou seja, sou bruxo a moda antiga, a filosofia que mais me agrada é a perene, sou herege, não fui feito de religião pois nunca precisei me religar a fonte da qual eu nunca estive desconectado, não fui feito pelas mãos de Gardner, nem por Tribann, nem por Crowley ou La Vey, o que carrego comigo, vem de família, e se cheguei de algum modo passar por essas artes modernas, eu já era bruxo quando cheguei nelas pra conhecê-las. Então:
Se você recebeu uma cultura de um país, então você recebeu somente uma cultura de um país, isso não faz de você uma bruxa.

Se você nasceu bruxa e reencontrou sua família, bom pra você, é o que queremos pra nossa gente, mas ninguém lhe obriga a se filiar em alguma instituição filantrópica de magia, da qual o pseudo-imperador vive de marketing no orkut, no youtube, no facebook, etc, sempre de alguma forma se auto promovendo e ditando a moda dele usando o nome da bruxaria tradicional, só para lhe dar o diploma de bruxa, afinal, ou você nasceu bruxa ou não nasceu, e se nasceu, é bem comum e esperado que você se junte com seus iguais, isso marca seu caráter ou a falta dele.

Nossa marca é visível aos olhos de nossos iguais. Quem não enxerga ela, não pode provar que ela não existe, e podemos facilmente desmascarar alguém que se passe por um de nós, principalmente por aquilo que ele escreve e pensa.
Nascer bruxa é reconhecer-se bruxa desde cedo e deixar seu dom fluir como as águas, independente do berço, da bandeira religiosa, e do sexo.

Uma vez aberta as comportas de uma represa, não tem como voltar a água para traz!
Assim é o dom da bruxa. Cada um de nós carregamos a tradição perene (eterna, que não morre), a filosofia perene (eterna, que não morre), e cada tradição bruxa existente, é perene (eterna, que não morre), por isso não precisa ser reinventada, mas sim, regressamos nela quando reencarnamos e nos juntamos com nossa família bruxa, não precisamos e não queremos aprender a ser bruxos da forma que foram nossos antepassados, nós somos bruxos atuais, que vivemos nessa época da vida, e somos assim, carregamos a tradição e sabemos o que sabemos, os costumes são mantidos, cada um com seu perfil, e cada geração bruxa que nasce, vem mais forte, portanto, somos mais fortes que nossos antepassados, somos eles reencarnados, nós evoluímos com progresso, e não temos conflitos em sermos bruxos numa era cristã, vide o tradicional sincretismo de imagens cuja sobrevivência superou e transgrediu séculos de ‘ditadura’ religiosa, e hoje você não encontra um bruxo se quer, que não tenha virado Santo Antônio de cabeça pra baixo, dentro d’água na pia da cozinha, ameaçando-o deixá-lo ali até que ele faça o que se pediu. Da mesma forma, as Stregas sempre colocaram Diana no forno ameaçando assá-la se ela não realizar um pedido. Não somos controlados, a não ser por nós mesmos, com ou sem nossa transformação interna.

Diga NÃO as filiações institucionais e controladoras, e DIGA SIM à sua liberdade Bruxa!

Caso contrário, daqui um tempo, nós os bruxos livres, vamos ter de pedir ‘bênçãos’ para essa tal instituição legalizada para que possamos nos manifestar no mundo como somos, ou seja, como bruxos que somos. E isso não é certo.

Nós não temos controle e não podemos ser controlados, e é por isso que somos temidos por gente com complexo da baratinha de Lispector, e isso não nos intimida, nem nos faz melhor nem pior. Somos o que somos, e existimos desde sempre.

Chega de preconceitos e de gente querendo controlar a gente através de instituições!

Bruxos livres, defendam seu direito de livre manifesto no mundo, e enfeiticem o controle alheio com paz generosa, para que eles também aprendam conosco, como é ser livre de fato.

Sett Ben Qayin

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

A força do Deus Cornífero na Bruxaria


"Da mesma forma que toda luz nasce da escuridão, o Deus, símbolo solar da energia masculina, nasceu da Deusa, sendo seu complemento, trazendo em si os atributos da coragem, pensamento lógico, fertilidade, saúde e alegria. Da mesma forma que o sol nasce e se põe todos os dias, o Deus nos mostra os mistérios da morte e do renascimento."


O Deus Cornífero é o Deus fálico da fertilidade. Geralmente é representado como um homem de barba com cascos e chifres de bode ou cervo. Ele é o guardião das entradas e do Círculo Mágico que é traçado para o ritual começar. É o Deus Pagão dos bosques, o Rei do Carvalho e o Senhor das Matas. É o Deus que morre e sempre renasce. Seus ciclos de morte e vida representam nossa própria existência.

Ele nasce da Deusa, como seu complemento e carrega os atributos da fertilidade, alegria, coragem e otimismo. Ele é a força do Sol, que nasce e morre todo os dias, ensinando aos homens os segredos da morte e do renascimento.

Segundo os mitos pagãos, o Deus nasceu da Deusa, cresceu e se apaixonou por Ela. Ao fazerem amor, a Deusa engravida e quando chega o Inverno, o Deus Cornífero morre e renasce quando Ela dá à luz. Esse mito contém em si os próprios ciclos da natureza, pois no Verão o Deus é tido como forte e vigoroso; no Outono, ele envelhece; morre no Inverno e renasce novamente na Primavera.

O simbolismo do mito deve ser obervado, pois todas as coisas vieram da Grande Mãe, inclusive o próprio Deus e por isso para Ela Ele deve voltar.

O culto ao Deus Cornífero surgiu entre os povos que dependiam da caça, por isso Ele sempre foi considerado o Deus dos animais e da fertilidade e ornado com chifres, pois os chifres sempre representaram a fertilidade, a vitalidade e a ligação com as energias do Cosmos. Além disso, a Bruxaria surgiu entre os povos da Europa, onde os cervos se procriavam com extremada abundância, por isso eram frequentemente caçados, pois eram uma das principais fontes de alimentação.

Com o crescimento do Cristianismo e com a intenção do Clero em derrubar a Bruxaria, a figura atribuída ao Deus Cornífero acabou por personificar o Diabo e na atualidade ressignificar o status desse importante Deus torna-se difícil.

O Deus Cornífero representa a luz e a escuridão, a imortalidade e a morte, a interrupção e a continuidade. O Deus simboliza a força da vida e da morte, é o amante e filho da Deusa, o Senhor dos cães selvagens e dos animais. É Ele que nos desperta para a vida depois da morte. Representa o Sol, eternamente em busca da Lua e seus chifres simbolizam as meias-luas, a honraria e a vitalidade e não uma ligação com o Diabo.

O culto à Deusa Mãe e ao Deus Cornífero é pré-cristão, surgiu milhões de anos antes do catolicismo e do conceito de Demônio o qual jamais foi adorado, invocado, cultuado e reverenciado nas práticas pagãs ou como Deidade da Bruxaria.

A Arte Wiccaniana remonta aos homens das cavernas e para entendermos o porquê de uma Divindade com chifres ser reverenciada pelos Bruxos de antigamente e é reverenciada até hoje pelos Bruxos modernos, temos que pensar como nossos antepassados.

Os chifres sempre foram tidos como símbolo de hontra e respeito entre os povos do Neolítico. OS chifres exprimem a força e a agressividade do touro, do cervo, do búfalo e de todos animais portadores dos mesmos.

Entre os povos do período glacial, uma divindade era representada com chifres para demonstrar claramente o poder da divindade que possuíam.

Quando o homem saía em busca de caça, ao retornar à sua tribo, colocava os chifres do animal capturado sobre sua cabeça, com a finalidade de demonstrar a todos da comunidade que ele vencera os obstáculos. Graças a ele, todo o clã seria nutrido, ele era o "Rei". O capacete com chifres acabou por se tornar uma coroa real estilizada.

Muitos Deuses antigos como Baco, Pã, Fauno, Dionísio, Quíron, Cernunos, Odin, entre outros, foram representados com chifres. Os maiores guerreiros vikings eram aqueles que possuíam capacetes de chifres, pois representavam a sua força e bravura. Até mesmo Moisés foi homenageado com chifres pelos seus seguidores, em sinal de respeito aos seus feitos e favores divinos.

Os chifres sempre foram representações da luz, sabedoria e conhecimento entre os povos antigos. Portanto, como podemos perceber, os chifres, desde tempos imemoráveis, foram considerado símbolos de realeza, divindade, fartura e não símbolo do mal como muitos associaram e ainda associam.

O Deus Cornífero é, então, o mais alto símbolo de realeza, prosperidade, divindade, luz, sabedoria e fartura. É o poder que fertiliza todas  as coisas existentes na Terra, já que Ele é o próprio Sol.

Baseado no livro de Claudiney Prieto, Wicca, Ritos e Mistérios da Bruxaria Moderna

Marisa Petcov

Emanações da Buxa



 "Somos reflexo do inteiro universo, florindo, expandindo, contraindo, pulsando, respirando... desconhecemos os nossos mistérios porque é infinito o universo dentro de nós... Gratidão pela minha vida, pela pulsação em mim...
Segundo dia de meu sangue sagrado, estava aqui sentindo aquele incômodo que normalmente reconheço como dor e de uma hora pra outra me deu uma coisa de "e se eu resolver sentir isso como outra coisa"? E isso mudou a minha percepção na hora, e o que eu sentia era meu poder emanando do útero, como uma luz dourada avermelhada que se expandia em meu ser em todas as direções.
Fase da "bruxa", essa conhecida vulnerabilidade, quando as coisas do mundo externo deixam de fazer sentido e quero encontrar em mim esse tempo-espaço só meu, embalo de rede alçada no universo, entre as estrelas, onde tudo é música e silêncio, onde lágrimas são iguais a sorrisos, onde meu canto emana de mim como água que borbulha e faz cosquinha no umbigo do universo.
Sagrada mãe, grande mãe, que o seu corpo não seja mais terra estrangeira onde pisamos, mas solo sagrado onde depositamos nossas vidas como bênçãos. Gratidão pela eterna acolhida em seu seio, gratidão por nos cuidar como sempre crianças, gratidão por ser sua menina e sem medos ou culpas poder brincar.
Aqui, nesses recantos da criação, recolhemos materiais para a nossa arte, lã colorida de nossos amores, pincéis de coragem, pedacinhos de papéis de gratidão. Disponho tudo diante de mim para esse grande quadro, na obra da minha vida me reconheço DEUSA, cada um é o único escolhido para mudar o mundo do seu jeito, colorindo-o com um pouquinho mais de cor.
Me alço além das montanhas, além do ar que se respira, além da paisagem de neve que vejo da minha janela, o branco de minha alma se ergue até um mundo onde possa se expressar com cor, desde menina que brinco com cores incoloríveis, sonhando o dia em que meus olhos poderiam vê-las. Já ouvi o canto das formas, já viajei por cachoeiras coloridas, já sonhei o mar onde um dragão se escondia, prenúncio de amplidão à minha mente criança.
Hoje me reconheço mulher, a abundância do universo escorre de mim e se manifesta na minha vida em todas as suas formas, e olha que a minha vida é só uma, meu centro em meio a toda essa dança que contemplo muda, deuses e deusas que me rodeiam brincando de criar por sua vez outras danças de universo.
Ah, vida que gira comigo ciranda, riso de menina, frio de barriga em gangorra, vento que mexe no meu cabelo até que nasçam flores, vi o nascer do sol nessa primeira madrugada e meu coração se encheu ainda mais de luz.
Estou, existo, aqui agora meu canto é de passarinhos e esperança, meu sangue hoje passeia por outras cores, experimenta ser essa viagem e flui com a música que eleva... Ah, gratidão mais uma vez por essa escrita, que nesse fluir se manifesta, sou dela a convidada, ela já estava aqui quando eu cheguei e me vi no gesto. Apenas acompanhei o movimento que já acontecia, o preencher essa página de tudo o que eu quero, o descorrer meu mundo até então desinteressante em verso e ver o conteúdo de meu ser se desdobrar de dentro, fenômeno do nascimento das estrelas que brota de dentro desse ser universo.
Eu sou. Sou tudo, sou mundo, sou cume, sou entrega. Me entrego a essa missão de flurir, florir-fluir-nutrir, com a intenção de abrir espaço para essa escrita, essa corrente que se alarga e se manifesta percorrendo a terra, subindo colinas e descendo cascatas, pegando carona no trem de ferro até o próximo vale florido, onde danço com flores e abismos até o pôr-do-sol"


Larissa Lammas Pucci

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

A Mulher e a Sexualidade Sagrada



“Sagrado Feminino” significa várias coisas, uma vez que se expressa em várias dimensões da vida:

• Na dimensão espiritual significa incluir e valorizar o feminino como uma dinâmica igualmente fundamental da força criativa da vida e do Divino. O yang não pode existir sem o yin. Significa lembrar a nossa interconexão e unicidade: não estamos separados uns dos outros nem da criação.

• Na dimensão religiosa, significa incluir e honrar o rosto feminino de Deus na expressão religiosa, rituais e cerimônias, com linguagem inclusiva (como Deusa Mãe/ Deus Pai). Significa reconhecer e honrar as divindades femininas e arquétipos da Deusa ao longo de toda a história e culturas.

• Na dimensão planetária significa ver a Mãe Terra como a nossa Mãe, respeitando-a e curando-a.

• Na dimensão cultural significa reconhecer a sacralidade de toda a vida, a nossa rede de interconexão e comunidade; celebrar a grandeza e sabedoria do feminino em todas as culturas, nas artes e na expressão criativa.

• Na dimensão psicológica, significa recuperar as qualidades do Feminino como importantes qualidades interiores de totalidade e equilíbrio dentro de cada indivíduo, do sexo feminino e masculino.

• Na dimensão humana, significa valorizar a mulher como pessoa inteira-corpo, mente e espírito e valorizar as mulheres em igualdade com os homens.

• Na dimensão social, significa resgatar as vozes, visões e sabedoria das mulheres para serem recebidas e integradas ao serviço da cura social e do equilíbrio. Significa valorizar as contribuições das mulheres em casa, como cuidadoras, bem como no local de trabalho e na comunidade.

• Na dimensão política, significa usar a autoridade do poder para servir o bem maior, para proteger e servir a vida e não para dominação, ganância e interesse pessoal. Significa proteger a riqueza comum dos recursos planetários, tais como água, comida, ar, solo, energia.

• Na dimensão histórica, significa reconhecer e ensinar nas escolas as descobertas arqueológicas das culturas da Deusa, no tempo pré-patriarcal, baseadas em valores de parceria e aprender com elas um paradigma de sociedade que usa o poder para servir a vida, e não por ganância. Significa também incluir na história as contribuições das mulheres, bem como a história do Holocausto das Mulheres (600 anos de fogueira).

• Em valores da vida diária que significa boas-vindas, incluindo e ouvindo um ao outro, ao serviço da compreensão. Significa aceitar e respeitar as diferenças. Estar aberta à compaixão. Significa estar aterrado no coração, usando a cabeça a serviço de um bem maior. Significa incluir a intuição na percepção e tomada de decisão. Isso significa estar ligado à bondade, vivacidade, sensualidade e sabedoria de o corpo. Significa usar o poder pessoal para servir e para criar, não para dominar e explorar.
 
Vikki Hanchin, LSW

Óleos Essencias para Primavera


A fase Madeira – é indicativo da energia em desenvolvimento e em aceleração (fase yang), como que despertando, vem com a prima...vera e a manhã. Neste estágio de transformação, as forças contidas e latentes da Água são despertadas e ganham direção.
 
O elemento Madeira é subseqüentemente associado tanto com o movimento como com a evolução. Seu principal órgão Yin é o Fígado. Ele é tido como provedor e residência de Hun ou a Alma Etérea – nossa mental e espiritual capacidade de visualizar, sonhar e planejar.
Assim, quando o nosso manancial de ambição e de motivação, por qualquer razão, vem a ser bloqueado e obstruído, a emoção primária Raiva pode se manifestar. Similarmente ao Medo, a Raiva pode expressar-se não somente como aborrecimento e a ira, mas como irritabilidade, mau humor e até depressão.

A depressão ocorre quando a Raiva não pode achar uma saída positiva e conseqüentemente volta-se para dentro para oprimir a Alma Etérea.
Dois dos mais efetivos Óleos Essenciais para restaurar a harmonia ao Elemento Madeira são as Camomilas (Chamaemeleum nobile) e (Chamomille recutita). Os principais óleos antiespamódicos, as Camomilas trabalham para regular o Fígado, dissipar a estagnação de Qi e relaxar a tensão nervosa que freqüentemente reflete o desequilíbrio de Madeira.
Numa perspectiva mais profunda, o O.E. de Camomila pode dispersar a tensão da excessiva Vontade do Eu – a frustração, o ressentimento e a depressão que pode se seguir ao despertar. Ele é quente, semelhante ao aroma de maçã, comunicando uma sensação de satisfação e ao mesmo tempo levemente amargo, esfriando-nos com um toque de realidade.
O O.E. de Camomila ajuda-nos a firmar as expectativas calmamente, reconhecendo as nossas limitações e a admitir mais facilmente o auxílio e o suporte que os outros podem nos oferecer. Ele irá, também, restaurar a harmonia a todos com desequilíbrio do Elemento Madeira.

Aroma Flora