quarta-feira, 2 de setembro de 2015

A consciência do Sagrado Feminino


Durante os milênios da supremacia patriarcal, refletida nos valores espirituais, culturais, sociais, comportamentais e amparada pela hierarquia divina masculina, foi negada e reprimida qualquer manifestação da energia feminina, divina e humana. Resultou assim em uma cultura exclusiva e destrutiva, centrada na violência, conquista e dominação, com o conseqüente desequilíbrio global atual. Os homens - como gênero - não foram os únicos responsáveis pelas agressões e atitudes extremistas a eles atribuídas; a causa pode ser atribuída à maneira pela qual a identidade masculina foi criada e reforçada pelos modelos e comportamentos de “heróis” e “super-homens”.

Fundamentados em seus direitos “divinos”, outorgados inicialmente por deuses guerreiros e depois reiterados pela interpretação tendenciosa dos preceitos bíblicos, os homens foram inspirados, instigados e recompensados para desconsiderar e deturpar as milenares tradições matrifocais e os cultos geocêntricos. Em lugar de valores de paz, prosperidade e parceria igualitária, foram instaurados princípios e sistemas de conquista, exploração e dominação da Terra, das mulheres, crianças e de outros homens.

Pela sistemática inferiorização e perseguição da mulher, o patriarcado procurava apagar e denegrir os cultos da Grande Mãe, interditando os seus rituais, “demonizando” e distorcendo seus símbolos e valores. A relação igualitária homem-mulher foi renegada, a mulher declarada um ser inferior, desprovido de alma, amaldiçoado por Deus, responsável pelos males do mundo e por isso destinada a sofrer e a ser dominada pelo homem. Os princípios masculino e feminino – antes pólos complementares da mesma unidade – foram separados e colocados em ângulos opostos e antagônicos. Enalteceu-se o Pai, negou-se a Mãe e usou-se o nome de Deus para justificar e promover o código patriarcal, a subjugação e exploração da Terra e das mulheres. A tradição, os cultos e a simbologia da Deusa foram relegados ao ostracismo e paulatinamente caíram no esquecimento. Patriarcado e cristianismo se uniram na construção de uma sociedade hierárquica e desigual, baseada em princípios, valores, normas, dogmas religiosos, estruturas sociais e culturais masculinas.

As últimas décadas do século passado proporcionaram uma gradativa mudança de paradigmas nas relações e nos conceitos relativos ao masculino e feminino. No entanto, para que este avanço teórico se concretize em ações e modificações comportamentais e espirituais, é imprescindível reconhecer a união harmoniosa e complementar das polaridades e procurar novos símbolos e rituais para o seu fortalecimento e equilíbrio. Com o surgimento progressivo de uma dimensão feminina da Divindade na atual consciência coletiva, está sendo fortalecido o retorno à Deusa e a revalorização do Sagrado Feminino.

Somos nós que estamos voltando à Deusa, pois Ela sempre esteve ao nosso lado, apenas oculta na bruma do esquecimento e velada pela nossa falta de compreensão e conexão com seu eterno amor e poder.

A principal diferença entre o Pai patriarcal, celeste e a Mãe cósmica e telúrica universal é a condição transcendente e longínqua do Criador e a essência imanente e eternamente presente da Criadora, em todas as manifestações da Natureza.

A redenção do Sagrado Feminino diz respeito tanto à mulher quanto ao homem. Ao esperar respostas e soluções vindas do Céu, esquecemos de olhar para baixo e ao redor, ignorando as necessidades da nossa Mãe Terra e de todos os nossos irmãos de criação. Para que os valores femininos possam ser compreendidos e vividos, são necessárias profundas mudanças em todas as áreas: social, política, cultural, econômica, familiar e espiritual. Uma nova consciência do Sagrado Feminino surgirá tão somente quando for resgatada a conexão espiritual com a Mãe Terra, percebida e honrada a Teia Cósmica à qual todos nós pertencemos e assumida a responsabilidade de zelar pelo seu equilíbrio e preservação.

O reconhecimento do Sagrado Feminino deve ser uma busca de todos, porém cabe às mulheres uma responsabilidade maior, devido à sua ancestral e profunda conexão com os arquétipos, atributos, faces, ciclos e energias da Grande Mãe.

Uma grande contribuição na transformação da mentalidade do passado e na expansão atual da consciência coletiva são os encontros de homens e mulheres em círculos e vivências comunitárias, para despertar e alinhar mentes, corações e espíritos em ações que visem a cura e a transmutação das feridas da psique, infligidas pelo patriarcado. Apaziguar a si mesmo, harmonizar seus relacionamentos, vencer o separatismo, reconhecer e honrar a interdependência de todos os seres, evitar qualquer forma de violência, dominação, competição ou discriminação são desafios do ser humano contemporâneo, no nível pessoal, coletivo e global. Incentivando a parceria entre os gêneros e a interação dos planos energéticos (celeste, telúrico, ctônico) criam-se condições que favorecem a expansão da consciência individual e contribuem para a evolução planetária.
 
Mirella Faur

Amada Mãe Terra Gaya

Lady%20Gaia.jpg


"Solo sagrado que nos acolhe,
louvamos e agradecemos por toda a vida gerada em todos os vossos reinos.

Hoje, depois de tantos ciclos, depois de tanto tempo...
Percebemos e sabemos o tamanho de vossa beleza,
a sacralidade de vossa pureza,
a magnitude de vossa grandeza;
a divindade de vossa natureza.

Nutridos e acolhidos em vosso amor divino,
Sabemos a simplicidade de nosso destino.

Perdoa-nos por todas as vezes que esquecemos a magnitude de vossa existência,
Por todas as vezes que deixamos de protegê-la, negando a tão sagrada consciência.

Terra sagrada das quatro estações, das oito visões, dos ciclos divinos que ensinam as grandes liçoes...
o tempo de semear, de cultivar, de crescer, de nutrir, de colher...
o tempo de mudar, de trocar, de partilhar, de deixar ir, de contemplar...
o tempo de ser, de viver, de saber; de morrer...

Terra sagrada dos ciclos da vida, Grande Mãe, tão amada e querida, Vos louvamos, vos agradecemos, Vos abençoamos e à vós prometemos:
Que vosso fogo incendeie nosso espirito;
Que vossas águas renovem nossos corações;
Que vossos ares libertem nossas mentes;
Que vossas terras nutram nossos corpos;
E assim seremos UM com vossa Presença!!!

E assim, sua alma será para sempre sentida e vivida dentro de nós,
E em unidade, honraremos a sabedoria e a vida que existe em Tudo. Na Terra, como no ceu!

Amada Gaya, recebei de nós, vossos filhos, a gratidão infinta.
Que possamos colocar no vosso sagrado coração todo o nosso imenso amor e todo o nosso absoluto reconhecimento.

Que assim seja!"


Sarah Tamar por Joanita Molina

Mulheres Sagradas






A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, atividades ao ar livre e natureza




Houve um tempo, em que todas as mulheres eram sagradas. Em que eram vistas como Deusas, como senhoras de seu próprio destino.
Houve um tempo, em que o corpo era sagrado, em que o sexo era uma prece. Em que homens e mulheres respeitavam-se e reverenciavam-se.
Houve um tempo em que a mulher era feiticeira, faceira, tecelã, curandeira, parteira.
A mulher banhava-se na natureza, perfumava-se com jasmim. Andava de pés descalços, corria pela mata. Usava compridas saias, rodadas, co...loridas, leves. Dançava para ela, dançava para a vida, dançava para seduzir, dançava para fertilizar.
Sua voz era como o canto da mais bela ave. Sua beleza era fascinante, encantadora. Era aos poetas a inspiração e aos músicos, canção. A mulher era rendeira, cozinheira, mãe, sagrada, admirada. De joias e pedrarias era adornada e, da natureza, sua maquiagem retirava.
Onde está esta mulher?
Em que fase da história ou período ela perdeu-se?
Onde devemos procurá-la?
Na verdade, esta mulher-sagrada ainda existe. Está imersa em outras formas, em outras faces, em outros costumes. Mas se priva, se poda, se adapta, se escraviza... E não lembra do que já foi em sua totalidade.
Hoje esta mulher é empresária, médica, advogada, policial, recepcionista, dona-de-casa, política, enfermeira, escritora, estilista. Ela ainda está aqui, mas não lembra quem realmente é. Perdeu a memória. Esqueceu-se de sua sacralidade, de sua divindade, de sua superioridade.
Mulher!
Coloca tua saia rodada, penteia-se com o orvalho, tira o sapato dos pés.
Permita-se bailar com o vento, satisfazer seus desejos, impor sua vontade.
Permita-se amar, realizar, cantar.
Permita-se sentir bela, amada, desejada, sentir prazer.
Permita-se fazer aquilo pelo qual tua alma anseia.
Permita-se honrar a Deusa, ao Deus, à natureza.
Permita-se viver a tua vida, e ser a senhora absoluta do teu destino.
Mulher, dentro de ti há tantas outras, que tu ignora totalmente.
Será você fértil doce e maternal como Deméter?
Ou vingativa como as três Fúrias?
Quem sabe arrebatadora e feroz, como as Harpias.
Talvez seja feiticeira, sábia e misteriosa como Hécate.
Ou soberana e dotada de magia como Ísis, mãe dos egípcios.
Um tanto implacável, forte e destemida como Kali.
Encantadora e misteriosa como as Nereidas.
Quem sabe é curiosas como Pandora. Confiável e mensageira, como Íris.
Ou justa como Têmis. Talvez seja sensual, impulsiva e totalmente movida pela paixão, como Afrodite.
Ou seja, selvagem como Ártemis.
Pode ser que seja repleta de cores e amores como Eros. Ou então maléfica como Éris.
Mas... Possivelmente, sejas todas elas juntas!
Mulher, vem!
Resgata o teu papel, o teu feminino sagrado, tua ancestralidade.
Não tenha medo de seguir a luz, de se entregar ao Sol.
Muito menos de mergulhar nas trevas do submundo, das fogueiras, dos encantamentos.
Prove de todos os reinos e sabores, permita-se viver intensamente cada instante.
Siga seus instintos e extintos.
Seja simplesmente você!
 
Autor Desconhecido

O Segredo das Bruxas



Para nutrirmos e embelezarmos as nossas vidas podemos usar inúmeros recursos, simples ou elaborados, como alguns dos seguintes:

1. Crie um espaço sagrado no seu lar, não somente através de um altar, mas usando a sua inspiração, imaginação e amorosidade para que todos se sintam bem, protegidos, nutridos e amados;

2. Crie momentos sagrados – para si mesma ou compartilhando-os com amigos e familiares – caminhando na natureza, ouvindo música suave, jantando à luz de velas, lendo textos que nutram a alma, enriqueçam a mente e elevem o espírito;

3. Entre em comunhão com a natureza, honrando a Deusa em todos os seus aspectos e manifestações. Não basta encher sua casa de plantas se você não entrar em contacto real e profundo com a terra, a chuva, o vento, as nuvens, o Sol, a Lua, os animais – seus irmãos de criação;

4. Respire e consagre seu corpo como a morada da sua alma. Procure viver de forma saudável, fazendo suas opções com consciência, sem se agredir e sem culpar – a si ou aos outros – pelos seus problemas ou compulsões. Coma bem para viver melhor. Observe as suas fugas e compensações, cuide da sua “criança” carente ou ferida ajudando-a a crescer, curando-a com amor e dando-lhe os meios adequados para se tornar forte e auto-suficiente;

5. Manifeste sua criatividade – escreva, borde, pinte, desenhe, faça colagens, modele argila, cante, recite, dance, aprenda algo novo, componha um poema ou canção, faça pão, comece um diário de sonhos. A mulher que não dá vazão construtiva à sua imensa capacidade criativa pode torná-la em energia destrutiva – contra si ou contra os outros;

6. Coloque em prática os ensinamentos espirituais. Não se contente em ler inúmeros livros ou participar de cursos e workshops se você não pratica aquilo que aprendeu. Para mudar, precisa viver de forma consciente, reconhecer e transmutar seus pensamentos negativos e ser sincera nas avaliações – suas e dos outros. Todas as experiências dolorosas da vida são aprendizagens cujas lições podem contribuir para a sua transformação. Algumas mensagens levam momentos para serem assimilados, outras, meses ou anos. Quando começar a compreender o significado dos acontecimentos da sua vida, você começou a crescer de facto e assim poderá abrir novas portas na sua vida, se usar a chave certa;

7. Encontre o equilíbrio entre o falar e o silenciar, se movimentar ou se aquietar. Procure relacionar-se com pessoas que compartilham das mesmas buscas e que têm o mesmo nível vibratório. Participe de círculos de mulheres em que possa encontrar apoio para a sua jornada espiritual, em que possa confiar para expressar as suas dores ou as suas conquistas. Celebre a Deusa sozinha ou em grupo, encontrando assim a verdadeira fonte de seu poder, da sua cura e transformação. Cultive a Deusa dentro de você reconhecendo a sacralidade do seu corpo, da sua mente, das suas emoções, da sua vida. E ao reconhecer a Deusa dentro de si, você se tornará uma com Ela.


Mirella Faur

A Redescoberta dos Arquétipos Masculinos




Quando um homem conhece seu corpo, honra seu Deus Interior e reconhece e honra o sagrado que há na mulher e há uma reciprocidade entre ambos a união das contrapartes gera uma energia que não só os envolve como um casal, mas sim a todos que estão ao seu redor, a sua comunidade e a Terra.

A sinergia gerada por essa união não se manifesta apenas no âmbito sexual, pois os envolve de forma mais profunda gerando um elo de forma que mesmo separados continuam ligados energeticamente.

Um Homem Sagrado sabe honrar e respeitar os ciclos da mulher e não há o desejo de posse, pois a Mulher Sagrada pertence a si mesma. Não há o sentimento de culpa, pois ambos conhecem o poder que fluí deles. Não há dominação, pois não são opostos, mas sim complementos. As barreiras de tempo e espaço deixam de existir, pois se tornam apenas o Uno e o Atemporal. Ambos experimentam o ápice do poder de seu gênero de forma pura e transcendente, pois seus corpos se tornam canais que os ligam a energia cósmica da natureza. Há o sentimento de afeto, proteção, amizade, companheirismo e o amor incondicional.


Se todos os homens aprendessem a se conectar com o seu Eu Sagrado, honrando seus ciclos junto à natureza e da mesma forma as mulheres e enxergando um no outro a centelha divina, não haveria tantos problemas de relacionamento e a Guerra dos Sexos acabaria sem perdedores.

Gawen Ausar, Natan Brith – A Redescoberta dos Arquétipos Masculinos

Sagrado Feminino


“Sagrado Feminino” significa várias coisas, uma vez que se expressa em várias dimensões da vida:

• Na dimensão espiritual significa incluir e valorizar o feminino como uma dinâmica igualmente fundamental da força criativa da vida e do Divino. O yang não pode existir sem o yin. Significa lembrar a nossa interconexão e unicidade: não estamos separados uns dos outros nem da criação.

• Na dimensão religiosa, significa incluir e honrar o rosto feminino de Deus na expressão religio...sa, rituais e cerimônias, com linguagem inclusiva (como Deusa Mãe/ Deus Pai). Significa reconhecer e honrar as divindades femininas e arquétipos da Deusa ao longo de toda a história e culturas.

• Na dimensão planetária significa ver a Mãe Terra como a nossa Mãe, respeitando-a e curando-a.

• Na dimensão cultural significa reconhecer a sacralidade de toda a vida, a nossa rede de interconexão e comunidade; celebrar a grandeza e sabedoria do feminino em todas as culturas, nas artes e na expressão criativa.

• Na dimensão psicológica, significa recuperar as qualidades do Feminino como importantes qualidades interiores de totalidade e equilíbrio dentro de cada indivíduo, do sexo feminino e masculino.

• Na dimensão humana, significa valorizar a mulher como pessoa inteira-corpo, mente e espírito e valorizar as mulheres em igualdade com os homens.

• Na dimensão social, significa resgatar as vozes, visões e sabedoria das mulheres para serem recebidas e integradas ao serviço da cura social e do equilíbrio. Significa valorizar as contribuições das mulheres em casa, como cuidadoras, bem como no local de trabalho e na comunidade.

• Na dimensão política, significa usar a autoridade do poder para servir o bem maior, para proteger e servir a vida e não para dominação, ganância e interesse pessoal. Significa proteger a riqueza comum dos recursos planetários, tais como água, comida, ar, solo, energia.

• Na dimensão histórica, significa reconhecer e ensinar nas escolas as descobertas arqueológicas das culturas da Deusa, no tempo pré-patriarcal, baseadas em valores de parceria e aprender com elas um paradigma de sociedade que usa o poder para servir a vida, e não por ganância. Significa também incluir na história as contribuições das mulheres, bem como a história do Holocausto das Mulheres (600 anos de fogueira).

• Em valores da vida diária que significa boas-vindas, incluindo e ouvindo um ao outro, ao serviço da compreensão. Significa aceitar e respeitar as diferenças. Estar aberta à compaixão. Significa estar aterrado no coração, usando a cabeça a serviço de um bem maior. Significa incluir a intuição na percepção e tomada de decisão. Isso significa estar ligado à bondade, vivacidade, sensualidade e sabedoria de o corpo. Significa usar o poder pessoal para servir e para criar, não para dominar e explorar.

Vikki Hanchin, LSW

Sagrado Masculino

 
Um masculino curado é aquele que com muita coragem, conseguiu resgatar a essência do feminino sagrado dentro de si, e por isso consegue honrar e proteger o feminino que se manifesta fora, na forma de mulher, na forma da Mãe Terra.
Mesmo já tendo nascido com suas camisas de futebol e jogos de lutinha, estes homens decidem conscientemente ser ou não competitivos, pois compreendem os princípios da irmandade, da cooperação e respeito.

Mesmo que durante toda a sua vida tenham visto o corpo da mulher sendo propaganda de todo tipo de produto (de carro a cerveja), não escolhem suas parceiras pela medida do silicone, pelos músculos definidos do abdome ou por uma bunda perfeita... mas pelo gosto, pelo cheiro, pelo ritmo, pela freqüência e conexão da alma, mente e coração.
Mesmo que a pornografia tenha regido os primeiros movimentos desta sexualidade, o masculino curado já não mais se alimenta de uma psicogênese de fantasias, mas sim de verdadeiras sensações, o que permite que ele realmente se empenhe em conhecer seu corpo e o corpo de uma mulher.

Ao se relacionar intimamente, o Masculino Curado se aceita vulnerável; mesmo que "homem não chore", este é capaz de entrar em contato com suas emoções, é capaz de externalizar o que sente e de receber os processos internos de outros.
Assim, é totalmente auto responsável na cura e manutenção de suas relações. Estes homens, ao terem filhos, sabem que o cuidado não é de exclusividade da mãe; mesmo tendo tido uma infância de carrinho para meninos e bonecas para meninas. Ao ver sua mulher parideira, o masculino curado honra e admira ainda mais sua parceira, mesmo que tenham dito a ele que a medicina faz o trabalho mais bem feito.

Mesmo não tendo sido estimulados a se conectar com a Mãe Terra, estes homens são cuidadores, prezam pela sustentabilidade, pelo consumo consciente. Por conhecer da Mãe Terra, se tornam capazes de honrar e respeitar os movimentos cíclicos das mulheres.
Compreendem os ciclos de impermanência da vida, desenvolvendo consciência, estabilidade e equanimidade em seus processos. Compreendem seus próprios ciclos de vida; assumindo seus papéis e as responsabilidades de cada novo momento. Indo além da ditadura da juventude, este homem cíclico se permite também envelhecer; não precisa de mulheres mais jovens e nem de carros maiores.

Ele sabe o momento de se retirar e sabe de sua importância como pilar de manutenção da sabedoria na família e em toda a sociedade. Eu honro e me curvo diante deste masculino sagrado, que se cura, que tanto se arrisca a reinventar-se, a criar uma nova história, a romper as crenças e padrões. E convido a todas as mulheres a fazerem o mesmo, abrindo espaço e dando coragem para que estes amigos, filhos, pais e companheiros possam se redescobrir dentro desta sociedade de homens e mulheres patriarcais.
 
 Morena Cardoso

Mulheres Curadoras


Erveiras, raizeiras, benzedeiras... Mulheres sábias que por muito tempo andaram sumidas ou, até mesmo, escondidas. Hoje, retornam com um diploma de pós-graduação nas mãos e um sorriso maroto nos lábios. Seu saber mudou de nome. Chamam de terapia alternativa, medicina vibracional, fitoterapia, práticas complementares… São reconhecidas e respeitadas. Tem seus consultórios e fazem palestras.
As mulheres curadoras fazem parte de um antigo arquétipo da humanidade. Em todas as lendas e mitos, quando há alguém doente ou com dores, sempre aparece uma mulher idosa para oferecer um chazinho, fazer uma compressa, dar um conselho sábio. Na verdade, a mulher idosa é um arquétipo da ‘curadora’, também chamada nos mitos de Grande Mãe.
Não tem nada a ver com a idade cronológica, porque esse é um arquétipo comum a todas as mulheres que sentem o chamado para a criatividade, que se interessam por novos conhecimentos e estão sempre a procura de mais crescimento interno. Sua sabedoria é saber que somos “obras em andamento’, apesar do cansaço, dos tombos, das perdas que sofremos… A alma dessas mulheres é mais velha que o tempo e seu espírito é eternamente jovem.
Talvez seja por isso que, como disse Clarissa Pinkola, toda mulher parece com uma árvore. Nas camadas mais profundas de sua alma ela abriga raízes vitais que puxam a energia das profundezas para cima, para nutrir suas folhas, flores e frutos. Ninguém compreende de onde uma mulher retira tanta força, tanta esperança, tanta vida. Mesmo quando são cortadas, tolhidas, retalhadas, de suas raízes ainda nascem brotos que vão trazer tudo de volta à vida outra vez.
Por isso, as mulheres entendem de plantas que curam, dos ciclos da lua, das estações que vão e vem ao longo da roda do sol pelo céu. Elas tem um pacto com essa fonte sábia e misteriosa que é a natureza. Prova disso, é que sempre se encontra mulheres nos bancos das salas de aula, prontas para aprender, para recomeçar, para ampliar sua visão interior. Elas não param de voltar a crescer.
Nunca escrevem tratados sobre o que sabem, mas como sabem coisas! Hoje, os cientistas descobrem o que nossas avós já diziam: - As plantas tem consciência! Elas são capazes de entender e corresponder ao ambiente à sua volta. Converse com o “dente-de-leão” para ver! Comunique-se com as plantas de seu jardim, com seus vasos, com suas ervas e raízes, o segredo é sempre o amor.
Minha mãe dizia que as árvores são passagens para os mundos místicos, e que suas raízes são como antenas que dão acesso aos mundos subterrâneos. Por isso, ela mantinha em nossa casa algumas árvores que tinham tratamento especial. Uma delas era chamada de “árvore protetora da família” e era vista como fonte de cura, de força e energia. Qualquer problema, corríamos para abraçá-la e pedir proteção.
O arquétipo de ‘curadora’ faz parte da essência do feminino, mesmo que seja vivenciado por um homem. Isso está aquém dos rótulos e definições de gênero. Faz parte de conhecimentos ancestrais que foram conservados em nosso inconsciente coletivo.
Perdemos a capacidade de olhar o mundo com encantamento, mas podemos reaprender isso prestando atenção nas lendas e nos mitos que ainda falam de realidades invisíveis que nos rodeiam. Um exemplo? Procure saber mais sobre os seres elementais que povoam os nossos jardins e as fontes de águas… Fadas, gnomos, elfos, sílfides, ondinas, salamandras.
As “curadoras’ afirmam que podemos atrair seres encantados para nossos jardins! Como? Plantando flores e plantas que atraiam abelhas e borboletas. Gaiolas abertas para passarinhos e bebedouros para beija-flores.
Algumas plantas ‘convidam’ lindas borboletas para seu jardim, como milefólio, lavanda, hortelã silvestre, alecrim, tomilho, verbena, petúnia e outras.
Deixe em seu jardim uma área levemente selvagem, sem grama, os seres elementais gostam disso. Convide fadas e elfos para viverem lá.
Lembre-se: onde você colocar sua percepção e sua consciência, a energia vai atrás.
 
Ritual para criar um Campo de Energia em sua Casa

- Escolha uma planta para ser a Planta Protetora de sua casa.
- Batize-a, perguntando-lhe o nome. O nome que vier à sua cabeça é este que ela está lhe falando. Isso é importante porque você está estabelecendo um primeiro relacionamento com sua planta.
- Converse com ela, conte-lhe alguma coisa – pode ser um sonho, um desejo ou uma intenção para a energia de sua casa.
- Todas as vezes que for regar a planta, pense na sua intenção e reforce o seu propósito.
- Agradeça sempre pela energia que ela está emanando para sua casa. Diga: Gratidão, Espírito da minha Planta Protetora, por você estar energizando essa casa. Este simples gesto significa que você confere existência e poder à sua Planta Protetora.
 
 Mani Alvarez

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Sou mística mulher Bruxa ...



 


"Sou mulher cheia de mistérios,
Cheia de fases como a lua,
Sou mística mulher bruxa,...

Acendo velas com aromas de canela e hortelã,
Uso meu mistérios para tocar seu coração,
Nas noites fico passear sobre a lua,
Seus raios me fortalece,
Conheço a antiga magia,
Não tenho má intenção,
Nem muito menos sou leviana,
O que desejares pra mim,
Te desejo em triplo,
Está é minha vontade e assim será,
Espalhe o amor essa é a maior magia,
E tudo assim acontecerá,
Ser bruxa é ser feminina,
fluir a magia dentro de si,
Ter olhos penetrantes mais amáveis,
Somos fáceis de se apegarem pois somos amigas,
Utilizamos correntes com pentagrama ou cristal,
Cultuamos a natureza e tudo que nela reside,
Ser bruxa é luz,
é vida,
É magia e as vezes sombras,
É a lua,
O sol as estrelas,
É força mesmo nas horas que se sente mais fraca,
É sabedoria e criatividade nas horas mais difíceis,
sabe juntar os desejos do coração com
A sabedoria da mente agindo sempre do modo correto,
É acreditar,
é confiar muitas vezes cegamente,
Mas quando ama de verdade ninguém muda seus sentimentos..."

Maria Leidiane

Ensina-me...




"Ensina-me...
Ensine-me a ser água
Para correr por entre as pedras
Escorregar por entre raízes e galhos...

Sem me prender, apenas fluir
Ensina-me a ser mar
Para que assim profunda
Eu guarde em mim todos os mistérios
Toda beleza que avistar e tocar
Pelos rios por onde passar.

Ensina-me a ser água
E assim moldar-me ao Todo
Sem beiras ou centros
Sem palavras que me definam
Sem medos das profundezas
Dos grandes sentimentos

Ensina-me a ser água
Mergulhando em mim mesma
Percorrendo as cavernas escuras
Sem me misturar a escuridão
Conhecendo meus mistérios
Deixando de lado a servidão

Ensina-me a ser água
E deixar assim livres minhas mãos
Para acariciar ao invés de prender
Para preencher as lacunas
Do meu sagrado coração
Ensina-me a ser água."



"Ensina-me ...
Ensina-me a ser terra
A ter raízes profundas
A ser a firmeza que procuro
A ser nutridora de minhas folhas
Para que elas, livres, caiam ao solo...

Em tempos de outono.

Ensina-me a ser terra
A mergulhar em minhas profundezas
A conhecer minhas cavernas internas
E levar luz a canto de mim mesma.

Ensina-me a ser terra
A ser a ação concreta dos meus desejos
A lidar com a invisível semente
E vê-la como linda flor
Antes mesmo de sua florada!

Ensina-me a ser terra
E ver em meu ventre sagrado
O milagre da vida acontecer
E arvorecer galhos e frutos
Crescendo em direção ao infinito.

Ensina-me a ser terra..."


"Ensina-me ...
Ensina-me a ser fogo
Ensina-me a ser a transformação que busco
A ser o desejo de mudança
De purificação, de iluminação.

Ensina-me a ser fogo
A Ser a fé que minha alma transborda
A ser a energia que nutre meu espírito
A ser dentro a fogueira sagrada do amor puro.

Ensina-me a ser fogo
A ser a Fênix renascida
A nutrir outras almas
A ser o sol que ilumina
Outros caminhos

Ensina-me a ser fogo
A ser o dom do amor
A fogueira invisível da compaixão
O calor do abraço no irmão.

Ensina-me a ser fogo
Manter viva em mim
A energia do Grande Espírito
A transmutar em meu peito
Dores em amores
Medo em coragem
O impossível no possível
E assim queimar
Todo medo e desamparo
Que a mente possa criar
Nas cinzas do que não mais sou
E deixar subir ao infinito
As chamas de quem posso ser

Ensina-me a ser fogo."


"Ensina-me ...
Ensina-me a ser ar
A voar pelos campos e nutrir meus sonhos de alma
A ser sonho que cavalga segurando em crina dos cavalos selvagens
A ser o arrepio da pele tocada por brisa suave

Ensina-me a ser ar...
A segurar pipas encantadas em vôo de bailarina
A rodopiar como tufão e levar pesadelos embora
A dançar pelos campos em pétalas de flores coloridas
A inspirar a palavra certa nos ouvidos dos apaixonados

Ensina-me a ser ar
A soprar aromas de ervas nos quatro cantos da casa
A ser a mente criadora de novidades
A polinizar corações e despertar paixões

Ensina-me ser ar
E como furacão indomável
Levar comigo tristezas das almas
E trazer em mim bênçãos divinas;

Ensina-me a ser Ar"


Rose Kareemi Ponce