quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

O significado das fases da Lua



Lua Nova: uma fase para iniciar projetos, semear ideias e despertar para o novo. A Lua emerge, sai da escuridão e nasce novamente. A maré muda e tudo é transformado durante a Lua Nova. 

Lua Crescente: é um momento propício para plantar as novas ideias que brotaram, levando-as à ação. Todo e qualquer tipo de início é adequado durante a Lua Crescente. É a fase ideal para fazermos crescer certos aspectos de nossas vidas ou para começarmos algo que queiramos que seja duradouro. Amor, sucesso, saúde, fama e fortuna estão relacionadas a esta fase da Lua.

Lua Cheia: esta fase corresponde à plenitude de todas as coisas. A semente germinada cresceu e chegou ao seu ponto máximo de poder. A Lua Cheia está intimamente relacionada à mãe e à transformação das emoções. É uma fase que pode ser usada para a realização profissional e amorosa, assim como para atingir alegria, saúde, sucesso e prosperidade.

Lua Minguante: representa o declínio, a morte que antecede nova vida. A Lua está ficando cada vez mais escura. É tempo de silêncio e quietude. De avaliar tudo o que foi feito e pensar no que poderia ter sido feito de forma diferente. A Lua Minguante representa a sábia Anciã. É um período propício para recolhimento e introspecção.

Lua Negra: três dias antes do primeiro dia de Lua Nova vem o que chamamos de Lua Negra. Este é o período em que não se pode ver nenhuma Lua no céu. É um momento que requer cautela no modo de agir e de pensar.

Blog do Astrocentro

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

25 de Dezembro




Com o solstício de inverno se aproximando no hemisfério norte e o do verão no hemisfério sul, vamos falar sobre algumas das tradições
pagãs que foram incorporadas às tradições de Natal moderna.
Muitas pessoas não percebem q
ue muitas das tradições que praticamos já estavam sendo usadas antes do nascimento de Jesus!
Algumas pessoas ficam confusas com o fato de praticar Wicca e celebrar o Natal sendo uma data comemorativa cristã,
mas continuamos a seguir um monte de aparentemente tradições cristãs que são simplesmente pagãs.
Bem, isso ocorre porque muitas dessas tradições existiam muito tempo antes de o cristianismo estar sobre a terra.
Ninguém sabe ao certo a data exata do nascimento de Jesus. Na verdade, isso é muito discutível e há numerosos estudos dirigidos a descobrir.
No entanto, muitos historiadores acham que ele provavelmente nasceu em setembro, embora alguns defendem e dizem meados do verão.
Por que não em dezembro? Porque a Bíblia fala sobre os pastores e suas ovelhas no campo á noite o que provavelmente não teria
acontecido nos meses frios do inverno.
Então, porque o Natal é comemorado em 25 de dezembro? Existem várias razões. Por um lado, a festa do filho de Ísis (a deusa da Natureza)
foi celebrada na antiga Babilônia, em 25 de dezembro. Durante esta celebração, os presentes foram trocados e não havia muita festa e comida.
Em Roma, o Imperador Aureliano estabeleceu a data como o nascimento do Sol Invencível, como parte das celebrações do solstício de inverno que
aconteceram no Império Romano. Sua celebração foi referido como "Saturnalia", e Saturno honrado, o Deus da Agricultura. Durante a Saturnália,
os romanos trocavam presentes de boa sorte chamado Stenae, ou "frutos da sorte."
Saturnalia também é importante na nossa história, porque os Mascarados nasceram lá. Os Mascarados eram cantores e dançarinos que viajavam de uma
casa para outra em todo mundo, divertindo e cantando para as pessoas onde passavam. Isso é mais do que provável de onde surgiu a tradição muito comum em
alguns países, dos corais que vão cantando de porta em porta
No norte da Europa, os pagãos celebravam o Yule muito antes do cristianismo vir para a terra. O Yule foi a celebração do solstício de inverno e foi
simbólica de Mitras, o deus do sol. Um dos rituais para celebrar a Mitra era acender uma vela. Durante o Yule também eram queimados em honra do sol
as bagas de azevinho que eram considerados os alimentos preferidos dos deuses. O ritual de Yule também incluía levar
o tronco de uma árvore para dentro da casa.
Mesmo árvores de Natal tem seu início durante este tempo. Muitas pessoas traziam sempre-vivas em sua casa como lembranças que as culturas iriam
crescer de novo e que o inverno não iria durar para sempre. Druidas usaram árvores como símbolos religiosos e realizavam algumas de suas cerimônias
mais sagradas em torno delas. Romanos decoravam suas salas com guirlandas e até mesmo colocavam velas em árvores para decorar a Saturnália.
Algumas pessoas acreditam que quando o Papa Júlio I declarou que 25 de dezembro seria comemorado como a data do nascimento de Jesus, ele estava
tentando conquistar os pagãos, numa tentativa de se converterem ao cristianismo. Afinal, se eles já estavam comemorando, nesse dia, para começar ...
Se você é novo em Wicca e está preocupado em dar um pouco de você em tradições de Natal, Fique tranquilo. Na verdade,
a maioria das tradições do Natal tem sido comemoradas por milhares de anos, antes do cristianismo. Conhecer o significado verdadeiro por trás
das tradições pode ajudá-lo a apreciá-los mais e até mesmo implementá-los em sua própria celebração.

Magia Wicca


Somos Bruxas!!!



Em pleno século 21 devemos dar mais atenção ao que a nossa deusa ou bruxa interior sussurra em nossos ouvidos. Ela diz que está na hora de despertar para a vida espiritual e buscar equilibrá-la como nossa vida material. Buscar a proximidade com a natureza, suas forças e essência.

Desta forma podemos dar um novo rumo à nossa vida. Mudanças ocorrem por completo ou parcialmente, dependendo da abertura de consciência de cada pessoa. A Mãe Natureza ensina que a vida é feita de ciclos. Tudo nasce, cresce, vive ao máximo, começa a perder formas e morre. Mas tudo na natureza se transforma. Nada se perde. O que morre, toma outras formas ou renasce em outra vida e segue no mundo.

As bruxas, ou as antigas sacerdotisas, entenderam estes ciclos na natureza, sua força e mensagem. Praticam seus ensinamentos em rituais que muitos chamam de bruxaria. A origem da bruxaria é o mesmo que retornar ao início da humanidade, quando os seres humanos começaram a despertar a sua percepção para os mistérios da vida e da natureza.

As mais antigas obras de arte que representam figuras humanas são de mulheres mães. Datando de 35 mil a 10 mil anos antes da era cristã, e descobertas por toda a Europa e na África, essas estatuetas de "Vênus", chamadas assim pelos arqueólogos, mostram a plenitude de formas da maternidade e a maturidade da natureza feminina.

Desde os tempos neolíticos, a prática da bruxaria sempre girou em torno de rituais simbólicos que estimulam a imaginação e alteram a consciência. A primeira demonstração de arte devocional foram as Madonas Negras, encontradas em cavernas do período Neolítico. As deusas da fertilidade foram os primeiros objetos de adoração dos povos primitivos.

Oração à Deusa/ Oração da Bruxa

Eu sou a Deusa, eu sou a bruxa
Eu sou aquela que ilumina e protege
O poder da Grande Mãe está dentro de mim
Que a Grande Mãe,
a Senhora do Norte,
encha de frutos a árvore da minha vida
Grande Deusa que habita dentro de mim, Santifica cada palavra minha e cada ato meu
Afasta cada sombra de minha vida
Ilumina todas as minhas estações
Torna-me forte na dor!
Torna-me bela no amor
Que teu nome e teu poder
sejam o meu nome e o meu poder
Assim sempre foi, assim sempre será.

Magia Wicca

Sais de Banho


Sais de Banho com Óleos Essenciais

Você vai precisar de:
 
200 gramas de sal marinho
1 colher de sopa de flores de lavanda seca
1 colher de sopa de mini rosas desidratadas
2 gotas de óleo essencial de Lavanda
2 gotas de óleo essencial de Gerânio
 
Misturar tudo num recipiente de vidro de boca larga, deixar descansar por 3 a 5 dias para o aroma se impregnar e pronto!


Para um banho relaxante não há nada melhor que os Sais de Banho...

Sais de Banho Revigorante

Proporciona ao usuário uma sensação de corpo revigorado. Ótimo para quando a pessoa chega cansada do trabalho.

Ingredientes:

Bicarbonato de sódio
Ácido Cítrico
Óleo de calêndula
Raspas de frutas cítricas (laranja/limão)
Óleo essencial de lavanda
Óleo essencial de laranja
Óleo essencial de tangerina

Modo de fazer:

Pegue um prato. Ligue o fogo e esquente ele bem rápido, só pra deixá-lo morno. Coloque nele 3 colheres de bicarbonato de sódio e 1 colher de ácido cítrico. Misture bem. Na mistura que sobra no prato, faça um buraco nela, e coloque 2 colheres de chá de óleo de calêndula e continue misturando. Coloque as raspas de frutas em cima. Agora, para encerrar, coloque todos os ingredientes restantes em cima (7 gotas da essência de tangerina, 1 gota de óleo essencial de lavanda e 2 de laranja). Depois que você misturou tudo, você nota que a mistura já tem cor e já vai ficando dura. Pegue uma fôrma de gelo e coloque dentro. Guarde em local seco e arejado por 1 mês e meio.

Banho Contra Mau-olhado

Este banho serve para remover os resíduos das energias negativas do mau-olhado.

Você vai precisar de:

- 1 litro de água
- 1 colher de sopa de sal grosso
- 1 colher de sopa de vinagre de maçã

Misture todos os ingredientes e reserve numa vasilha.
Tome o seu banho como de costume. Depois, jogue a mistura reservada anteriormente do pescoço para baixo.
Faça uma oração à deidade de sua preferência, pedindo que leve embora todo mau-olhado que estava com você.

Banho para Atrair Prosperidade Financeira


Você vai precisar de:

1 litro de água
7 folhas de louro
7 moedas de 1 real
1 punhado de açúcar
Raminhos de alecrim fresco (não pode ser alecrim seco)
7 pétalas de rosa amarela

Modo de preparo:
 
Coloque, em uma vasilha, a água, o louro, as pétalas de rosa amarela e os ramos de alecrim, deixe levantar fervura. Desligue o fogo e deixe esfriar até que fique morno. Peneire o líquido e acrescente o açúcar e as moedas de 1 real.
Após tomar seu banho comum, mentalize a prosperidade entrando em sua vida; imagine-se prosperando; sinta-se prosperando. Jogue este banho da cabeça aos pés e deixe secar naturalmente.
As moedas que usou no banho devem ser gastas na mesma semana, para que, assim como sua energia, circulem em um novo ritmo de prosperidade.


Banho de Proteção

Ingredientes:

4 litros de água .
2 punhados de sal grosso
2 dentes de alho roxo
5 galhos de arruda

Como preparar:

Aqueça bem a água com os dentes de alho cortados. Quando a água estiver morna, acrescente a arruda macerada, totalmente desfeita. Misture o sal grosso. Deixe esfriar e coe. Jogue da cabeça aos pés após o banho habitual. Faça preferencialmente na Lua Minguante.




Abençoados sejam!

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

"Natal: Festa pagã que se tornou cristã"



Enfeitar uma árvore, iluminar as casas e as ruas, trocar presentes, reunir a família e os amigos ao redor de uma farta ceia: são apenas algumas características do Natal herdadas de tradições pagãs muito mais antigas do que o próprio Cristo...

Festa pagã, chamada de Natalis Solis Invicti ("nascimento do sol invencível")era uma homenagem ao Deus persa Mitra, popular em Roma. As comemorações aconteciam durante o solstício de inverno, o dia mais curto do ano. No hemisfério norte, o solstício não tem data fixa - ele costuma ser próximo de 22 de dezembro, mas pode cair até no dia 25.

Diferente do que a maioria das pessoas pensem, o Natal não tem nada á ver com o nascimento de Jesus, a quem Paulo de Tarso e a Igreja de Roma divinizaram. Árvores enfeitadas, guirlandas nas portas, isso é bem anterior a comemoração cristã. Há registros históricos de que os  celtas, viveram há cerca de milênios antes de nossa era. Adoravam em sua religião politeísta a uma Deusa e um Deus, a quem chamavam respectivamente de "Grande Mãe" e "Deus Cornífero". A maioria de seus rituais eram feitos sob um grande carvalho, árvore tida como sagrada por esse povo, a qual enfeitavam pendurando coisas que achavam belas, como também pedindo aos seus deuses proteção, pois essa era para eles uma espécie de pontes entre o céu e a terra, ou melhor: entre suas divindades e os seres humanos. A própria guirlanda era feita no inverno com folhas de pinheiro, pois eram as únicas que permaneciam verdes nesse período. Com elas entrelaçadas eram formados círculos e então eram penduradas nas portas como boas-vindas aos Deuses.

Seja como for já é comprovado por diversos historiadores laicos e cristãos hoje em dia que Jesus  não nasceu no dia 25 de dezembro, mas essa era a data de homenagear ao Deus sol, ou melhor, o Sol Invictus, que foi substituído por Jesus no período de Constantino Magno, com a intenção de cristianizar o paganismo.


A própria figura mítica de Papai Noel como é conhecido no Brasil, ou Pai Natal como é chamado em Portugal ou ainda Santa Claus de acordo os países de língua inglesa, é algo a se refletir, pois segundo a tradição, este homem foi o próprio São Nicolau (como chamado pela tradição cristã), nascido na Turquia, mais tarde se tornou bispo. Um homem de bom coração que distribuia presentes e dinheiro em caridade. Até o final do século XIX era representado com uma roupa de inverno predominantemente verde e marrom. Porém em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova versão para esta personagem, que mais tarde, em 1931 foi adotada pela Coca-Cola em uma campanha publicitária. Desta vez da forma como já conhecemos na atualidade, ou seja, com suas vestes vermelhas e brancas.

No Natal, a festa cristã se entrecruza com a tradição popular de origem pagã. Antes do Natal cristão, existia a Festa do Fogo e a do Sol, pois essa época do ano é a do solstício de inverno, ou seja, o dia mais curto do ano no hemisfério norte. A partir dessa data (ao redor do dia 22 de dezembro) as horas de luz começam a ser mais longas a cada dia.

Essa inversão astronômica da rota solar constitui o cerne da questão para todo aquele que deseja compreender o real por quê da escolha de 25 de dezembro como data do nascimento do Cristo. Essa inversão trará de volta a primavera dentro de 3 meses. Quase todas as culturas antigas festejavam o evento. Todas as atividades humanas (caça, pastoreio e agricultura) eram ligadas ao fim do inverno e ao alternar-se das estações. Nos meses mais frios as pessoas permaneciam trancadas em casa, consumindo o alimento acumulando durante o ano, na esperança de que as reservas fossem suficientes. Superar a metade do inverno era, portanto, motivo de regozijo e de esperança de sobrevivência.

A festa do solstício cai no período entre 21 e 24 de dezembro por um simples motivo astronômico: nessa fase, aos olhos de um observador ou de um astrônomo, o sol parece ficar parado no horizonte, para depois inverter sua rota e retomar seu movimento em direção à primavera a partir do dia 25 de dezembro. Dessa mesma origem deriva uma importante festa da Roma Antiga, celebrada a 25 de dezembro, a festa dedicada ao deus Mitra, divindade solar muito cultuada pelos soldados e pelas populações das zonas de fronteira. A grande Festa do Sol, na mesma data, tinha a característica de integrar as religiões das diversas populações europeias sob o domínio do vasto império romano. Quase todas elas celebravam a 25 de dezembro o solstício de inverno. A festa era muito parecida às atuais celebrações do Natal cristão, com ritos coletivos e festas familiares.

Na Roma Antiga festejavam-se as Saturnálias em homenagem a Saturno, deus da agricultura. Era um período de paz e de recolhimento (meio do inverno), quando as pessoas trocavam presentes, e amigos e familiares se reuniam em suntuosos banquetes. Os celtas, outra etnia majoritária na Europa naqueles tempos, festejavam por seu lado o próprio solstício de inverno.

No ano 274 depois de Cristo, o imperador Aureliano decidiu que no dia 25 de dezembro fosse festejado o Sol. Disso deriva a tradição do "tronco natalício", grande pedaço de madeira que nas casas deveria queimar durante 12 dias consecutivos e deveria ser preferivelmente de carvalho, madeira propiciatória. Dependendo do modo como ela queimava, os romanos faziam presságios para o futuro. Nos dias de hoje, o tronco natalício se transformou nas luzes e velas que enfeitam e iluminam as casas, árvores e ruas.
E a onipresente árvore de Natal? Também ela pertence à tradição pagã europeia. A imagem da árvore (especialmente as que são perenemente verdes, resistentes ao inverno, como os pinheiros) constitui um tema pagão recorrente, céltico e druídico, presente tanto no mundo antigo quanto no medieval, de onde foi assimilado pelo cristianismo. A derivação do uso moderno dessas tradições, no entanto, não foi provada com certeza. Ela remonta seguramente pelo menos à Alemanha do século 16. Ingeborg Weber-Keller (professor de etnologia em Marburgo) já identificou, entre as primeiras referências históricas da tradição, uma crônica de Bremen de 1570, segundo a qual uma árvore da cidade era decorada com maçãs, nozes, tâmaras e flores de papel. A cidade de Riga, na Letônia, é uma das que se proclamam sedes da primeira árvore de Natal da história (em Riga existe inclusive uma inscrição escrita em oito línguas, segundo a qual "a primeira árvore de fim-de-ano" foi enfeitada na cidade em 1510).

Muitas outras festas do calendário cristão, entre elas a Páscoa, as festas juninas, o Dia dos Mortos e o de Todos os Santos – todas elas eram festividades pagãs que foram incorporadas pela Igreja.

 Luis Pellegrini

E vem chegando o YULE......e toda sua Magia!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Feitiços de Lua Cheia




Próxima Lua cheia 06 dezembro 2014 - 10:27:13


Feitiço da Lua Cheia  - Amor

No dia que a lua ficar cheia, não no dia anterior nem no dia seguinte, abra uma champanhe, vá até sua janela. Sirva-se numa taça e coloque outra taça para a Lua. Peça para trazer-lhe um companheiro (a) e que possam se amar. Brinde, beba sua taça inteira e deixe a taça da lua lá. Depois tome um banho de rosas vermelhas com a champanhe restante. Recomendo fazer a cada 3 meses.
Como fazer o banho de rosas: só ferver 2 litros de água com as pétalas de 3 rosas vermelhas, coar, adicionar a champanhe. Enterrar ou jogar em água corrente os restos das pétalas, ou esperar secar para queimar no caldeirão.


Garrafa da Bruxa da Lua Cheia - Prosperidade

Numa garrafa com tampa de rolha, coloque:

2 cravos-da-índia;
1 raminho de alecrim;
um pequeno pedaço de canela;
algumas gotas de vinho;
um cristal translúcido (pequeno, senão nem passa pela boca da garrafa);
1 folha de louro;
algumas gotas de água;
algumas gotas de azeite;
alguns fios de cabelo seu.

Depois de colocar tudo isso dentro da garrafa – não invente de fazer substituição – leve para a Lua Cheia e consagre à Deusa, pedindo prosperidade. Invoque as forças de cada item que colocou na garrafa e por fim, invoque suas próprias energias para os fios de cabelo, sua positividade, e complete o poder. Coloque a rolha e sele com cera de uma vela branca. Esconda a garrafa onde ninguém vá mexer. Troque somente se acontecer algo com a garrafa.


Feitiço da Lua Cheia - Intuição

Esse feitiço tem intuito de fortalecer sua magia e intuição. Sua conexão com os fios da magia. Você precisa de:

3 colheres de Artemísia
3 Anis-Estrelado
1 colher de café de canela em pó
3 colheres de melissa
Pétalas de 1 rosa branca
3 cravos-da-Índia
Mel à gosto

Ferva 500 de água. Quando estiver borbulhando, jogue todos os ingredientes e mexa com uma colher de pau só sua, enquanto diz algo como "Invoco as energias do Universo, invoco a conexão com o que é divino, puro. Invoco a força da minha intuição, invoco a conexão com a magia. Que assim Seja". Retire a colher de pau e já traga nela um golinho dessa bebida. Beba – sim está quente pra caramba, mas tem que ser NESSA HORA. Agora pode coar. Coloque numa jarra e beba tudo durante essa noite, aos poucos, sem pressa. Pode beber enquanto faz seus rituais. Os restos devem ser colocados sobre um pano branco e deixados para secar no luar. Não deixe amanhecer ali. Dobre tudo no pano branco e queime no caldeirão, visualizando sua intuição, sua conexão com a magia crescer.

Importante:

Não recomendado para gestantes;

Caso resolva beber isso dentro de um ritual e houver mais de 2 pessoas, faça mais 500 ml, pois a receita desse feitiço dá para duas pessoas (250ml pra cada). Beber menos que a quantidade indicada resulta em zero efeitos, se beber mais de 500 ml, pode ter problemas no estômago.

Um adendo muito importante: A Lua Cheia é a Lua da Plenitude, a Lua com força para "completar, encher".


Rosea Bellator

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Que Venha Yule!



Eu vejo nessa época, muitos pagãos postando coisas sobre o Natal, e me pergunto, qual é o problema de comemorar o Natal.
"Ahh mais o Natal é uma festa Cristã"
Bom meus senhores, ai é que vocês se enganam.
Vamos falar sobre o "NATAL"
Com o solstício de inverno se aproximando no hemisfério norte e o do verão no hemisfério sul, vamos falar sobre algumas das tradições pagãs que foram incorporadas às tradições de Natal moderna. Muitas pessoas não percebem que muitas das tradições que praticamos já estavam sendo usadas antes do nascimento de Jesus! Algumas pessoas ficam confusas com o fato de praticar Wicca e celebrar o Natal.
Nesta época de Natal, não custa lembrar que esta data festeja o nascimento de uma pessoa iluminada que nasceu em 25 de Dezembro, concebido de uma virgem. Foi anunciado por uma estrela e acompanhado por três sábios. Caminhou sobre as águas, foi batizado aos 30 anos. Lutou quarenta dias no deserto contra as tentações de Satã, curou doentes e cegos, tinha doze discípulos, fazia parte de uma trindade divina, foi traído, crucificado e ressuscitou em três dias e era conhecido como Messias. Seu nome era Hórus; Deus Hórus ou Deus Sol, era o Deus adorado pelos egípcios há 5000 anos atrás.
Em1200 aC na Pérsia, (atual Irã), adoravam o Deus Mitra, chamado de “A Luz”. Também nascido em 25 de dezembro da virgem Aúra-Masda, teve 12 discípulos, fez milagres, morreu e ressuscitou no 3º dia.
Também na mesma época, em Roma, era venerado o Deus Attis, nasceu no dia 25 de dezembro da virgem Nana. Attis foi atraiçoado, morto e também ressuscitado depois de três dias.
No século zero, nasceu Jesus, o Deus que era seu próprio pai, seu próprio filho e um espírito ao mesmo tempo, nasceu também em 25 de dezembro, de mãe virgem, também teve acompanhamento de estrela que guiou três reis sábios, caminhou sobre as águas, foi batizado aos 30 anos, venceu o demônio no deserto, curou doentes e cegos, tinha doze discípulos. No final foi traído, crucificado e ressuscitou em três dias.
Esse Tri-Deus Jesus, que é pai, filho e um estranho espírito ao mesmo tempo, incrivelmente ainda é adorado atualmente por pessoas que admiram um canibalismo vampírico telepático ao “comer e beber” o sangue desse seu Deus Zumbi sem se darem conta que é somente uma fábula, que já deveria estar junto aos outro no devido altar dos mitos.
As religiões destratam tanto as mulheres que para dar algum valor ao sexo feminino eram criados estereótipos como ser virgem, por isto em quase todas as religiões seus mitos “nasceram” de mães virgens, por exemplo Krishna, Dionysio, Hercules, Zaratustra e outros tantos anteriores a Cristo.
Também estranho em pleno século 21 existirem mulheres que seguem alguma religião, provavelmente não leram sua história e por isto não sabem qual o valor delas numa instituição religiosa ou não tem amor próprio.
Conforme Eusébio de Cesaréia (265-339 d.C.), que foi o supervisor da doutrina cristã (entenda-se criação da Bíblia), nomeado pelo imperador Constantino, em seu “Preparação do evangelho”, ainda hoje publicado por editoras cristãs como a Baker House, escreve que ”às vezes é necessário mentir para beneficiar aqueles que requerem tal tratamento”. Ou seja, a falsidade era utilizada com objetivo de promover o cristianismo. Pois necessitavam criar evidências a favor da estória que pregoavam. Além de que a Igreja passou mais de mil anos destruindo tudo que considerava contrário aos seus dogmas e interesses, só deixando o que lhe favorecia.
O Papa Pio XII, o mesmo que ficou mudo, surdo e cego enquanto os nazistas trucidavam a Europa e evocou a pretensa “Infalibilidade papal” para definir o risível dogma da Assunção do corpo da velha Virgem Maria aos céus, em 1955, falando para um Congresso Internacional de história em Roma, disse candidamente: “Para os cristãos, o problema da existência de Jesus Cristo concerne à fé, e não à história”.
Sem dúvida ele estava completamente certo! Fé cega, poderia ter melhor complementado.
Que no natal se comemore a festa, que tem mais de cinco mil anos, portanto pagã, e se deixe de lado a irracional adoração de mitos.
Comemore com sua família, o que mais vale é viver em harmonia!
E tenham todos um feliz natal... Quer dizer, Yule!

Magia Wicca

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

A real história das Bruxas


Em nossa machista sociedade atual, sempre que se fala em "BRUXA", logo se imagina uma senhora caquética, com nariz grande e verruga na ponta, com um olhar maligno e risada macabra. As bruxas seriam pessoas invejosas, cujo principal objetivo de vida seria fazer feitiços contra todos, sendo seu alvo principal lindas donzelas virgens de aparência imaculada.

Mas a história verdadeira é muito, muito diferente...

A real história das Bruxas

Na verdade, as bruxas eram lindas mulheres, atraentes, sábias detentoras de conhecimentos sobre a natureza e, possivelmente, magia. Dominavam o uso medicinal das plantas. Eram enfim, verdadeiras cientistas fêmeas, sendo que à época de sua existência, não havia divisão entre a ciência e a fé. Eram uma coisa só.

As pessoas comuns hoje acreditam que havia bruxas boas e más, dividindo-as entre as que praticavam a magia branca e a magia negra. Essa idéia não faz nenhum sentido, pois sua crença não se fundamentava na existência do bem e do mal. Para as bruxas, toda magia era cinza.

As bruxas foram implacavelmente caçadas durante a inquisição na Idade Média. Um dos métodos usados pelos inquisidores para identificar uma bruxa nos julgamentos do "santo ofício" consistia na comparação do peso da ré com o peso de uma bíblia gigante. Aquelas que fossem mais leves eram consideradas bruxas, pois dizia-se que as bruxas adquiriam uma leveza sobrenatural (o que, na minha opinião, faz sentido - uma bruxa ser uma pessoa de leveza sobrenatural, tão diferente das pesadas consciências dos religiosos hipócritas).

O motivo pelo qual a igreja caçava as bruxas é bastante óbvio. Ora, que sociedade patriarcal toleraria mulheres independentes, inteligentes, donas de terras e de seus narizes? Alguma mentira tinha que ser inventada com o objetivo de pôr fim ao "mau exemplo".

Assim, a igreja cometeu um verdadeiro genocídio, um verdadeiro holocausto (pois as bruxas eram torturadas e queimadas vivas), motivado por intolerância religiosa e de gênero, mas isso não é contado nos livros escolares.

O que importa disso, enfim, é o bom exemplo e o legado que elas deixaram, que deve ser admirado, seguido, lembrado e divulgado, pois eram um modelo maravilhoso para as mulheres do mundo inteiro, que deveriam pesquisar mais sobre sua história a fim de conhecer um pouco de sua filosofia.

As bruxas eram, enfim, mulheres livres...

A Autoestima da Mulher

A Bruxa de Trás dos Montes

 

Era uma aldeia bastante deserta, tinha alguns habitantes dos quais alguns eram desconfiados e carrancudos, gente simples do campo sem papas na língua, todos viam os visitantes com mau olhar, pois geralmente não iam visitar o campo mas sim a famosa Bruxa que lá habitava.
Ela habitava num lugar mais afastado da aldeia, tinha uma estrada esburacada somente de terra e nada mais, raramente passava algum carro e quando passava era em serviço para buscar a bruxa Zulmira Pitão.
Ela ficava um pouco distante da aldeia, numa encosta os carros tinham que parar antes de chegar a sua casa que era velha, quase caindo de podre, janelas partidas, umas ainda se via a velha tinta de cor branca, outras com outros tons e cores velhas e com as tintas descascando aos poucos. Tinha um alpendre, cheio de gatos, plantas mal cuidadas, galinhas pela casa, não existia lugar algum que tivesse arrumado, tudo estava na maior confusão.
Lembro que em frente da casa existia um lago cujas águas estavam inquinadas, fedendo mesmo, o cheiro incomodava juntamente com os milhões de mosquitos que ficavam a fazer delicias naquela porcaria. Tinha um cão sarnento, cheio de pulgas, focinho feio e todo desengonçado que dava vontade de rir.
Ao lado existia o curral dos burros, um velho casal, segundo o povo fala que sempre existiram, mas nunca viram tanta vida assim...
Falavam quase a praguejar:
- Coisas de bruxas sabem lá que raio de feitiços que ela faz, melhor e nem abrir a boca senão ainda nos transforma em sapos.
Dizia o povo sempre a resmungar.
Acho que ninguém aceitava com bons olhos a sua bruxa da aldeia, alguns queriam falar, mas todos tinham medo dela, ela praguejava tanto, que eles fechavam as portas e janelas de sua casa, quando ela passava com medo que ela atirasse algo para dentro de suas casas. Engraçado alguns colocava sal grosso e Arruda debaixo dos tapetes para que nada de ruim entrasse em suas casas.
Às vezes escutava uma ladainha estranha, tipo proteções e rezas, para que, segundo eles protegerem as suas famílias de todos os mal do corpo e da alma. Engraçado o que uma mulher solitária produzia tanto medo, acho que ela tinha mais força que um exército em batalha.
Quando algo de mal acontecia na aldeia, tudo era culpa da bruxa, morria o gado, era a bruxa, adoecia pessoas, era a bruxa, uma verdadeira perseguição contra ela. Às vezes ela sentia revoltada demais com tanta conversa e tanto ódio da aldeia, ela jamais fez nada que prejudicasse o seu povo.
Ora certo dia uma criança adoeceu, ardendo em febre, logo outra criança começa a ter os mesmos sintomas e assim ficaram mais crianças doentes. O povo estava aflito, sem saber como fazer sem carros para transportá-las para locais com médicos e dar a devida assistência a elas. Resolveram entre todos pedir que um médico fosse a sua aldeia, mas preparado para ficar lá.
Demoraria três dias a chegada do medico isto se não chovesse, pois ai seria o cabo dos trabalhos o carro geralmente atolava na lama e era difícil para tirá-lo de lá. Tinha uma mãe que estava aflita vendo o seu filho a perder as suas forças e quase já nem o escutava a respirar e foi em busca de ajuda.
Quem podia ser a Bruxa Zulmira Pitão, ela com o seu coração ansioso, batendo, ofegante e de lágrimas correndo pela face completamente desesperada. A bruxa já sabia do que estava acontecer na aldeia, saiu bem cedo para a montanha, com os seus utensílios e foi cortar algumas plantas que só ela sabia que podiam curar. Quando estava a chegar a sua casa quando dá de caras com aquela mulher e que ajoelha em grandes prantos pedindo ajuda.
Logo acede ajudar a mulher e parte com ela para a aldeia, para espantos de alguns dos seus habitantes, ela prepara algumas infusões e outros tipos de mezinhas e aplica no menino doente. Ninguém mais quis a sua ajuda esperando talvez pelos reais resultados, mas temendo que a bruxa fizesse das dela.
Passou a noite e o menino ardia ainda em muita febre, falava em grandes delírios, nem por um segundo a bruxa abandonou o menino, sendo uma pessoa humana e até bastante meiga e simpática para espanto dos pais. Já eram sete horas da manhã e o menino começava a acalmar e baixava a sua febre, voltando aos poucos as suas cores a face, acordou mais tarde pedindo comida, dizia ele que já não comia há séculos e sorrindo para a bruxa ele exclamou:
- Estranho esta noite eu vi um anjo vestido de branco e parecias tu.
Sorrindo a bruxa, falou:
- Quem sabe se não vistes mesmo um belo anjo, mas certamente não fui eu.
Ainda ficou mais um dia naquela casa, sentindo o respeito e arrependimento daquela família que se desfaziam em amabilidades e atenções de gratidão.
Chega o medico a aldeia, não tem mãos a medir com tanta criança doente, administrava medicamentos, fazia de tudo, mas nada fazia melhorar aquelas crianças para desespero dele. O povo estava sem saber o que fazer, alguns diziam que foi a bruxa que provocou aquilo para castigá-los, algumas mulheres mandavam calar os seus maridos com medo de vir a precisar dela.
Passaram mais três dias sem quaisquer resultados nem sequer uma melhora daquelas crianças, o desespero já tomava conta do povo e daqueles pais incapazes de ajudar os seus filhos. Um dos homens cansado de ver que o medico nada fazia falou bem de alto e para todos:
Falou uma mulher completamente desesperada.
- Eu pedir ajuda a bruxa, quem quiser virá comigo, não posso mais por a vida da minha filha em risco por orgulho. O medico estava renitente e exclamava:
- Que pode uma bruxa fazer com os seus chás e suas mezinhas contra os medicamentos poderosos da medicina, somente o este povo que vive na ignorância.
Alguns encolheram os ombros e seguiram a sua viagem e foram pedir ajuda a bruxa que logo ela se prontificou ajudar as suas criancinhas.
Logo todas elas, melhoravam a olhos vistos, ficando todos os dias mais fortes, mais alegres. Corriam felizes todas as crianças da aldeia, aquela aldeia voltou a ser a mesma, mas não nos maus julgamentos e tratos da Bruxa Zulmira. Toda a aldeia agradeceu e fez uma grande festa em sinal de agradecimento.
 
Moral da historia, afinal as bruxas não são tão ignorantes e nem bichos do monte, esta aqui salvou vidas com a sua sabedoria, humildade e conhecimento das plantas.
 
Betimartin