segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Boa Sorte!



Feitiço para Boa Sorte

Geralmente, qualquer caso em que se tenha má sorte, a melhor dica é tomar um bom banho de queda d´água natural para cortar todas as negatividades. Ou ainda, pela manhã, entrar na água do mar e pular as sete primeiras ondas.
Mas se não for possível, realize o feitiço para boa sorte.
Para este feitiço, você irá precisar de;
 
  •  Água mineral ou de fonte;
  •  Sal;
  •   Cálice;
  •   Roupas Pretas;
  •  Vela Cinza;
  •   Vela Preta;
  •   Caneta Cinza;
  •   Caneta preta;
  •  Papel Branco;
  •  Trevo de quatro folhas;
  •   saquinho de pano Verde;
  •   Fita preta.
 
Pegue a água e o sal e misture-os dentro do cálice. Tome um banho demorado , o suficiente para se sentir limpa por fora e também por dentro. Imagine que a água do banho estará lavando toda a sua má sorte. Ainda com o corpo molhado, pegue o cálice e despeje o seu conteúdo pelo corpo todo.
Vista-se de preto, pois esta cor armazena as energias renovadas.
Pegue a vela cinza e escreva, de baixo para cima, a palavra que está trazendo má sorte: por exemplo, se você está tendo azar na vida, escreva simplesmente “ azar na vida” ou “ falta de sorte”. Agora, pegue a vela preta e escreva, de cima para baixo, a palavra que trará a boa sorte.
Primeiro, acenda a vela cinza e repita o seguinte encantamento:

“A noite dá lugar ao sol;
E o calor derrete o gelo.
O feitiço traz a boa sorte,
E a chama destrói ( falar a palavra inscrita na vela cinza).”
 
Mentalize por algum tempo o que você acabou de dizer, enquanto focaliza a vela cinza.
 
Agora, acenda a vela preta e repita o seguinte encantamento:

“A luz ilumina os caminhos escuros;
E o fogo acende os desejos.
O feitiço ilumina a boa sorte;
E a chama acende ( falar a palavra inscrita na vela preta).
 
Mentalize por algum tempo o que você acabou de dizer, enquanto focaliza a vela preta.
 
Pegue a caneta cinza e escreva no papel a seguinte frase:

“ A minha fé no feitiço destrói a ( escrever a palavra inscrita na vela cinza).”
 
Embaixo da frase anterior, escreva esta frase com caneta preta:

“ A minha fé no feitiço traz a ( escrever a palavra inscrita na vela preta).”
Embrulhe o trevo de quatro folhas neste papel e dobre o máximo possível. Coloque este papel dentro de um saquinho de pano verde confeccionado por você. Feche-o com uma fita preta, dando quatro nós. As duas velas devem ser queimadas até o fim, sem interrupção.

O Despertar das Bruxas - Julia Maya
 
 
Poção para Boa Sorte
 
  • 250 ml de água filtrada ou mineral
  • 3 punhados de sal grosso (limpa o que é ruim)
  • 3 punhados de alecrim ( Amor, harmonia)...
  • 3 punhados de manjericão (Amor, Boa Sorte)
  • 3 punhados de hortelã (alegria, purificação)
  • 1 pedra de turmalina negra (afasta o mal)
  • Essência de Mirra ou Benjoim (+ou- 9 gotas)
 
Coloque todos os ingredientes na água, imaginando sempre a Boa sorte, harmonia e limpeza de sua casa ou local de trabalho.
Deixe a poção descansar por alguns minutos e depois borrife no local de dentro para fora, pedindo que as energias ruins saiam e a boa sorte entre.


Pó para Boa Sorte
 
 Ingredientes:
 
  • 2 partes de eucalipto;
  • 1 parte de pinho;
  • 1 parte de alecrim;
  • 1 parte de salsa;
  • 1 pilão para amassar as ervas
 
 Preparo:
 
Pegue um pilão, coloque as ervas dentro e reduza-as em pó, num pó muito fino. As ervas deverão estar bem secas (ao abrigo do sol e da humidade)
 
Diga o seguinte encantamento:
 
“Que estas ervas me mantenham em boa saúde,
Ervas verdadeiramente encantadas,
As constipações, as tosses e os males não entrarão,
Pois as ervas para me proteger cá estão”.
 
Coloque um pouco deste pó, nos seus lençóis, no fundo do seu armário da roupa. Ande com um pouquinho deste pó consigo, numa bolsinha de tecido. Pode guardar o que sobrar dentro de um frasco bem fechado, ao abrigo da luz.


domingo, 9 de novembro de 2014

Ode ao Gato

 
Nada é mais incômodo para a arrogância humana que o silencioso bastar-se dos gatos. O só pedir a quem amam. O só amar a quem os merece. O homem quer o bicho espojado, submisso, cheio de súplica, temor, reverência, obediência. O gato não satisfaz as necessidades doentias de amor. Só as saudáveis.
Já viu gato amestrado, de chapeuzinho ridículo, obedecendo às ordens de um pilantra que vive às custas dele? Não! Até o bondoso elefante veste saiote e dança valsa no circo. O leal cachorro no fundo compreende as agruras do dono e faz a gentileza de ganhar a vida por ele. O leão e o tigre se amesquinham na jaula. Gato não. Só aceita relação de independência e afeto. E como não cede ao homem, mesmo quando dele dependente, é chamado de traiçoeiro, egoísta, safado, espertalhão ou falso.
“Falso”, porque não aceita a nossa falsidade e só admite afeto com troca e respeito pela individualidade. O gato não gosta de alguém porque precisa gostar para se sentir melhor. Ele gosta pelo amor que lhe é próprio, que é dele e o dá se quiser.
O gato devolve ao homem a exata medida da relação que dele parte. Sábio, é esperto. O gato é zen. O gato é Tao. Conhece o segredo da não-ação que não é inação. Nada pede a quem não o quer. Exigente com quem o ama, mas só depois de muito se certificar. Não pede amor, mas se lhe dá, então o exige.
O gato não pede amor. Nem dele depende. Mas, quando o sente, é capaz de amar muito. Discretamente, porém, sem derramar-se. O gato é um italiano educado na Inglaterra. Sente como um italiano, mas se comporta como um lorde inglês.
Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não transa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa a relação sempre precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem. Vê além, por dentro e avesso. Relaciona-se com a essência.
Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende ao afago. A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando esboça um gesto de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é muito verdadeiro, impulso que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe; significa um julgamento.
O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode (enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós).
Se há pessoas agressivas em torno ou carregadas de maus fluidos, eles se afastam. Nada dizem, não reclamam. Afastam-se. Quem não os sabe “ler” pensa que “eles não estão ali”, “saíram” ou “sei lá onde o gato se meteu”. Não é isso! É preciso compreender porque o gato não está ali. Presente ou ausente, ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir.
O gato vê mais, vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluidos, auras, fantasmas amigos e opressores. O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente ao nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério.
Monge, sim, refinado, silencioso, meditativo e sábio, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado. O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e novas inter-relações, infinitas, entre as coisas.
O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção. Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precisa de promoção ou explicação os assusta. Ingratos os desgostam. Falastrões os entediam. O gato não quer explicação, quer afirmação. Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências. Ninguém em toda a natureza, aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato.
Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração e yoga. Ensina a dormir com entrega total e diluição no Cosmos. Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata. Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo (quase quinze minutos) se aquecendo para entrar em campo. O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, ao qual ama e preserva como a um templo.
Lições de saúde sexual e sensualidade. Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias. Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal. Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular. Lição de salto. Lição de silêncio. Lição de descanso. Lição de introversão. Lição de contato com o mistério, o escuro e a sombra. Lição de religiosidade sem ícones.
Lição de alimentação e requinte. Lição de bom gesto e senso de oportunidade. Lição de vida e elegância, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências ou exageros e incontinências.
O gato é um monge portátil sempre à disposição de quem o saiba perceber.


Artur da Távola

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Witch Clubhouse 15 anos


Dia 06 de novembro de 1999 nasceu o Witch Clubhouse - Há exatamente 15 anos. Tudo começou com Intuito apenas de promover Festas de Halloween. Mas tudo mudou, quando descobrimos a história por trás da história. Que ser Bruxa(o) não era apenas se vestir de preto e  dar uma Festa no dia 31 de Outubro. Descobrimos que havia uma essência, uma tradição, uma religião, um amor maior! Tudo se transformou, tudo começou a fazer sentido para muitos de nós. Agradeço muito por isso, nos tornamos mais que amigos, nos tornamos uma família, e essa família só vem crescendo durante esses anos. Agradeço a Deusa, por cada dia, cada amigo, cada irmão... Parabéns pra nós que fazemos parte dessa família!

Parabéns Witch Clubhouse!

Jeane Silveira

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Cernunnos























O Deus Cornífero é o Deus fálico da fertilidade. Geralmente é representado como um homem de barba com casco e chifres de bode. Ele é o guardião das entradas e do círculo mágico que é traçado para o ritual começar. É o Deus pagão dos bosques, o rei do carvalho e senhor das matas. É o Deus que morre e sempre renasce. Seus ciclos de morte e vida representam nossa própria existência.
Ele nasce da Deusa, como seu complemento e carrega os atributos da fertilidade, alegria, coragem e otimismo. Ele é a força do Sol e da mesma forma, nasce e morre todos os dias, ensinando aos homens os segredos da morte e do renascimento.
Segundo os Mitos pagãos o Deus nasceu da Deusa, cresceu e se apaixonou por Ela. Ao fazerem amor a Deusa engravida e quando chega o inverno o Deus Cornífero morre e renasce quando a Deusa dá a luz. Este Mito contém em si os próprios ciclos da natureza onde no Verão o Deus é tido como forte e vigoroso, no outono ele envelhece, morre no inverno e renasce novamente na primavera.
 
Para a maioria pode aparentar meio incestuoso, ao afirmar-se que o Cornífero seja filho e consorte da Deusa, mas isto era extremamente comum aos povos primitivos onde os indivíduos se casavam entre os próprios familiares para conservar a pureza da raça. Além disso o simbolismo do Mito deve ser observado, pois todas as coisas vieram do ventre da Grande Mãe inclusive o próprio Deus e por isso para Ela, Ele deve voltar.
O culto aos Deus Cornífero surgiu entre os povos que dependiam da caça, por isso Ele sempre foi considerado o Deus dos animais e da fertilidade, e ornado com chifres, pois os chifres sempre representaram a fertilidade, vitalidade e a ligação com as energias do Cosmos. Além disso a Bruxaria surgiu entre os povos da Europa, onde os cervos se procriam com extremada abundância, por isso eram frequentemente caçados, pois eram uma das principais fontes de alimentação. Com a crescimento do Cristianismo e com a intenção do Clero em derrubar a Bruxaria, a figura atribuída ao Deus Cornífero acabou por personificar o Diabo e na atualidade resgatar o status deste importante Deus torna-se bastante difícil. O Deus Cornífero NUNCA simbolizou o mal nem qualquer ritual associado ao mal.
 
O Deus Cornífero representa a luz e a escuridão, a imortalidade e a morte, a interrupção a continuidade. Cernunnos, como também é chamado, simboliza a força da vida e da morte. É o amante e filho da Deusa, o senhor dos cães selvagens e dos animais. É ele que desperta-nos para a vida depois da morte. Representa o Sol, eternamente em busca da Lua. Seus chifres na realidade representam as meias-luas, a honraria e a vitalidade e não uma ligação com o Diabo. Ainda hoje existe muita confusão sobre a Bruxaria e isto deve-se à Igreja Medieval que transformou os Bruxos antigos em Feiticeiros do Demônio, por conveniência.
O culto à Deusa Mãe e aos Deus Cornífero é pré-cristão, surgiu milênios antes do catolicismo e do conceito de demónio, o qual jamais foi adorado, invocado, cultuado e reverenciado nas práticas pagãs ou como deidade da Bruxaria.
O culto à Deusa-Mãe remonta os homens das cavernas e para entendermos o porque de uma divindade com chifres foi reverenciada pelos Bruxos de antigamente e é reverenciada até hoje pelos Bruxos modernos temos que pensar como nossos antepassados.
Os chifres sempre foram tidos como símbolo de honra e respeito entre os povos do neolítico. Os chifres exprimem a força e a agressividade do touro, do cervo, do búfalo e de todos animais portadores dos mesmos. Entre os povos do período glacial uma divindade era representada com chifres para demonstrar claramente o poder da divindade que o possuía.
Quando o homem saía em busca de caça, ao regressar à sua tribo colocava os chifres do animal capturado sobre a sua cabeça, com a finalidade de demonstrar a todos da comunidade que ele vencera os obstáculos. Graças a ele todo clã seria nutrido, ele era o "Rei". O capacete com chifres acabou por se tornar numa coroa real estilizada.
Muitos Deuses antigos como Baco, Pã, Dionísio e Quíron foram representados com chifres. Até mesmo Moisés foi homenageado com chifres pelos seus seguidores, em sinal de respeito aos seus feitos e favores divinos.
Os chifres sempre foram representações da luz, sabedoria e conhecimento entre os povos antigos. Portanto como podemos perceber, os chifres desde tempos imemoráveis foram considerados símbolos de realeza, divindade, fartura e não símbolo do mal como muitos associaram e ainda associam. O Deus Cornífero é então o mais alto símbolo de realeza, prosperidade, divindade, luz sabedoria e fartura. É o poder que fertiliza todas as coisas existentes na terra.
A Grande Mãe e o Deus Cornífero juntos, representam as forças vitais do Universo.
 

PRINCÍPIO MASCULINO DO DEUS

 


Da mesma forma que toda luz nasce da escuridão, o Deus, símbolo solar da energia masculina, nasceu da Deusa, sendo seu complemento, e trazendo em si os atributos da coragem, pensamento lógico, fertilidade, saúde e alegria. Da mesma forma que o sol nasce e se põe, todos os dias, o Deus nos mostra os mistérios de Morte e do Renascimento. Na Wicca, o Deus nasce da Grande Mãe, cresce, se torna adulto, apaixona-se pela Deusa Virgem, eles fazem amor, a Deusa fica grávida, o Deus morre no inverno e renasce novamente, fechando o ciclo do renascimento, que coincide com os ciclos da Natureza, e mostra os ciclos da nossa própria vida. Para alguns, pode parecer meio incestuoso que o Deus seja filho e amante da Deusa, mas é preciso perceber O verdadeiro simbolismo do mito, pois do útero da Deusa todas as coisas vieram, e, para ele, tudo retornará.
E, se pensarmos bem, as mulheres sempre foram mães de todos os homens, pelo seu poder de promover o renascimento espiritual do ser amado e de toda a Humanidade. O sentido profundo do simbolismo na Bruxaria só pode ser verdadeiramente entendido através da meditação e do contato intuitivo com a energia dos Deuses. O Deus tem sido reverenciado há Eras.
 
Ele não é a deidade rígida, o Todo-Poderoso do cristianismo ou do judaísmo, tão pouco um simples consorte da Deusa. Deus ou Deusa, eles são iguais, unidos. Vemos o deus no Sol, brilhando sobre nossas cabeças durante o dia, nascendo e pondo-se no ciclo infinito que governa nossas vidas. Sem o Sol, não poderíamos existir; portanto, ele tem sido cultuado como a fonte de toda a vida, o calor que rompe as sementes adormecidas, trazendo-as para a vida, e instiga o verdejar da terra após a fria neve do inverno.
O Deus é também gentil com os animais silvestres. Na forma do Deus Cornudo, ele é por vezes representado por chifres na cabeça, que simbolizam sua conexão com tais bestas. Em tempos mais antigos, acreditava-se que a caça era uma das atividades regidas pelo Deus, enquanto a domesticação dos animais era vista como voltada à Deusa. Os domínios do deus incluíam as florestas intocadas pelas mãos humanas, os desertos escaldantes e as altas montanhas.
As estrelas, por serem na verdade sóis distantes, são por vezes associadas a seu domínio. O ciclo anual do verdejar, amadurecer e da colheita vem há muito sendo associado ao Sol, daí os festivais Solares da Europa, os quais são ainda observados na Wicca.
O Deus é a colheita plenamente madura, o vinho inebriante extraído das uvas, o grão dourado que balança num campo, as maçãs vicejantes que pendem de galhos verdejantes nas tardes de outono. Em conjunto com a Deusa, também ele celebra e rege o sexo. A Wicca não evita o sexo ou fala sobre ele por palavras sussurradas.
 
É uma parte da natureza e assim é aceite. Por trazer prazer, desviar nossa consciência do mundo quotidiano e perpetuar nossa espécie, é considerado um ato sagrado. O Deus nos imbui vigorosamente no desejo que assegura o futuro biológico de nossa espécie.
Símbolos normalmente utilizados para representar ou cultuar o Deus incluem a espada, chifres, a lança, a vela, ouro, bronze, diamante, a foice, a flecha, o bastão magico, o tridente, facas e outros.
Criaturas a ele sagradas incluem o touro, o cão, a cobra, o peixe, o dragão, o lobo, o javali, a águia, o falcão, o tubarão, os lagartos e muitos mais. Desde sempre, o Deus é o Pai do Céu, e a Deusa a Mãe da Terra.
O Deus é o céu, da chuva e do relâmpago, que desce sobre a Deusa e une-se a ela, espalhando as sementes sobre a terra, celebrando a fertilidade da Deusa.
 


Miguel Cernunnos

Grande Mãe



Ouçam vós as palavras da Grande Mãe, que desde os dias antigos foi chamada entre os homens de Ártemis, Astarte, Dione, Melusine, Aphrodite, Cerridwen, Diana, Arianrhod, Bride e por muitos outros nomes.
"Sempre que vós tiverdes quaisquer nec...
essidades, uma vez ao mês, e melhor seria quando a lua estiver cheia, então vós deveis vos reunir em algum local secreto e adorar o meu espírito, eu que sou a Rainha de todas as bruxarias. Lá vós deveis vos reunir, vós que estais ardorosos para aprender toda a feitiçaria, mas que ainda não aprendeis os seus segredos mais profundos; a estes eu vou ensinar aquilo que ainda é desconhecido. E vós deveis ser livres de toda servidão; e como sinal de que vós sois realmente livres, vós deveis apresentar-vos nus em seus ritos; e vós deveis dançar, cantar, comer, tocar música e fazer amor, tudo em meu louvor."

"Pois meu é o êxtase do espírito e minha é a alegria do mundo; pois a minha lei é o amor para todos os seres. Mantenhais puro vosso mais elevado ideal; empenhai-vos sempre na sua direção; não deixais nada parar-vos ou desviar-vos. Pois minha é a porta secreta que se abre sobre a Terra da Juventude e minha é a taça do vinho da vida e o Caldeirão de Cerridwen, que é o Graal Sagrado da imortalidade. Eu sou a Deusa Graciosa, que dá o presente da alegria para o coração do homem. Sobre a terra eu dou o conhecimento do espírito eterno; e além da morte, eu dou paz e liberdade e vos reuno com aqueles que partiram antes de vós. Eu não peço nada em sacrifício; pois eu sou a Mãe de tudo o que vive e meu amor recai por sobre a terra."

Ouçam vós as palavras da Deusa Estelar. Ela em cuja poeira dos pés estão as hostes do céu e cujo corpo circunda o Universo.
"Eu, que sou a beleza dos campos verdes, a Lua alva entre as estrelas, o mistério das águas e o desejo do coração do homem, chamo pelas vossas almas. Levantem-se e venham à mim. Pois eu sou o alma da natureza, que dá vida ao universo. De mim tudo vêm e a mim tudo deve retornar; e ante a minha face, amada pelos Deuses e pelos homens, deixe teu ser divino mais profundo se envolver pelo êxtase do infinito."

"Deixem meu culto acontecer na terra que se regozija; pois todos os atos de amor e prazer são meus rituais. E portanto deixem que haja beleza e força, poder e compaixão, honra e humildade, júbilo e reverência dentro de vós.
E aqueles que pensam em me procurar, saibam que a vossa busca e vosso anseio devem beneficiar-vos apenas se vós souberdes o mistério; se o que vós procurardes, vós não achardes dentro de vós mesmos, então nunca encontrarão fora. Pois eu tenho estado convosco desde o início e eu sou aquela que é alcançada ao final do desejo."

 Doreen Valiente, 1957

Xamanismo



Natureza é a Materialização da Espiritualidade...
 
Nosso planeta possui um tipo de inteligência organizada. Ele é muito diferente de nós. Ele teve cinco ou seis milhões de anos para criar uma mente que funciona lentamente, que é feita de oceanos, rios, florestas e gelo. Ele está se tornando consciente de nós, a medida em que nos tornamos conscientes dele. E porque a vida de um depende da vida do outro, temos um sentimento sobre essa imensa, estranha, sagaz, velha, neutra, esquisita coisa, e tentamos descobrir por que seus sonhos estão tão atormentados, e por que tudo está tão desequilibrado.
A Terra tem uma forma de inteligência capaz de abrir um canal de comunicação com os seres humanos individualmente. A mensagem que a natureza nos manda é: transforme tudo através da sinergia que existe entre a cultura eletrônica e a imaginação psicodélica, entre dança e idéia, entre compreensão e intuição, e dissolva as amarras em que a sociedade o prendeu. Assim você será parte integrante da supermente de Gaia.
A experiência psicodélica é muito mais do que psicoterapia instantânea ou regressão, mais do que um simples tipo de superafrodisíaco, mais do que uma ajuda para formular idéias ou descobrir conceitos artísticos. A experiência psicodélica é, na verdade, o corredor que nos leva a um continente perdido da raça humana, um continente do qual não temos mais nenhuma conexão. E a natureza deste continente perdido da mente humana é o próprio intelecto de Gaia. Se confiamos nas evidências da experiência psicodélica descobrimos que não somos a única forma de vida inteligente neste planeta; descobrimos que compartilhamos com a Terra um tipo de consciência.
Chame essa consciência de Gaia, chame-a de Zeta Reticulians, que esteve aqui há milhões de anos atrás, chame-a de Deus Todo Poderoso, não importa do que você a chama! O fato é que as alegações religiosas de que existe um tipo de poder superior pode ser verificada através dos psicodélicos. Mas isto não é, como Milton diz "O Deus que segurou as estrelas como lâmpadas no céu"; não tem nada a ver com isso. Não é cósmico em escala, e sim planetário em escala. Existe um tipo de inteligência desencarnada... está na água, está no solo, está na vegetação, está na atmosfera em que respiramos. E nossa infelicidade, nosso desconforto, emerge do fato de que nos perdemos na história, considerando que história é um estado de ignorância originada pelos fatos ditos "reais" de como o mundo funciona.
Agora, por que será que quando ingerimos um neurotransmissor humano como o DMT, encontramos exércitos de gnomos nos ensinando uma forma perfeita de comunicação? Esta é uma pergunta muito difícil. Quando você visita culturas tradicionais como a cultura xamânica da Amazônia e pergunta isto para eles, eles respondem sem hesitação que essas pequenas entidades "são o espírito de nossos ancestrais, pelos quais trabalhamos toda a nossa mágica". Isto acontece no mundo inteiro, é a resposta clássica que os xamãs dão… é através da intersecção dos espíritos, que é uma criatura de outra dimensão, que eles vivem em harmonia com a natureza.
Nós imaginamos muitos cenários diferentes, um futuro tecnológico cheio de inovações sociais, mas acredito que muito poucos de nós consideram seriamente o xamanismo. Xamãs são pessoas que aprenderam a penetrar em outra dimensão, onde nossos ancestrais estão presentes. Não é, vocês sabem, ir ao mundo dos mortos, e sim a descoberta de que esse tal mundo é o lugar de reencarnação dos mortos, um tipo de dimensão superior com altos graus de liberdade, com um senso maior de espontaneidade e de menor dependência do entorpecente mundo material. Este outro universo tenta influenciar o nosso universo, talvez para tentar nos resgatar de nosso drama histórico. Talvez os xamãs tenham estado desde sempre envolvidos com esses mundos invisíveis, e que é apenas o triste destino da cultura ocidental ter perdido contato e consciência com este universo, a ponto dele surgir para nós como uma revelação. Eu acredito que sucumbimos à masculina dominância do patriarcado quando quebramos vínculo com a mente de Gaia, a qual os xamãs acessam através de plantas psicoativas (sem elas o acesso é apenas um rumor inconfirmável).
A mente de Gaia é o que chamamos a experiência psicodélica. É uma experiência sobre o fato de que o intelecto do planeta está vivo, e que sem esta experiência nós vagamos num deserto de ideologias furadas. Com esta experiência o compasso do Eu Superior existente em cada ser humano pode ser acertado.


 Terence Mckenna

sábado, 1 de novembro de 2014

Bruxa



Certo dia me chamaram de Bruxa, pensaram que iriam me ofender, mas eu sorri e agradeci cordialmente. Ora, mas porque isso poderia ser uma ofensa?
A palavra bruxa, que é de origem milenar tem diversas significações e algumas delas traduzidas para nossa língua são: brilhante, fogo, mulher sábia ou pessoa que cultua a Deusa-Mãe.
Bruxas eram aquelas mulheres que decidiam o que fariam de suas vidas, que valorizavam seu corpo, não com a repressão que dizem sobre a "valorização" atualmente, mas na do poder sagrado em que a natureza se manifestava em todos os seus ciclos.
Mulheres que curavam seus agouros por meio da sabedoria das florestas, que identificavam seus remédios pelas folhas das plantas e pelas pétalas mais singelas. Estimulavam por suas pequenas porções o desejo, a alegria e as sensações mais diferentes que alguém poderia sentir. Eram feiticeiras do próprio destino!
Pela irmã Lua e as estrelas, cantavam pela proteção, pela vida. Aquelas mulheres que amavam receber e dar muito prazer, tinhas seus corpos livres para o amor e se (eu disse 'se') decidissem também para gerar vida. Gerar não era uma obrigação, mas um poder em que a deusa manifestava em suas filhas e elas concebiam se tivessem vontade.
Essas mulheres tinham o fogo incessante dentro do peito. Cumpriam suas promessas, honravam cada palavra que pronunciassem. Os olhos de uma bruxa sempre brilhavam, pois guardam nele o poder do irmão Sol. Olhos de esperança e sinceridade. Bruxas são sinceras, doa a quem doer. Mulheres sábias não precisam esconder o que transcende vossas existencias, pois, isso é uma questão de tempo para ser revelado: a intensidade é sua aliada.
Cantavam a luz da Lua e contavam para as estrelas todos os seus segredos. Se fechassem os olhos com força, seus pedidos eram atendidos. O universo sempre conspirava a favor, as mulheres sábias sempre pensavam positivamente e nunca deixavam de lutar pelo que queriam.
A natureza era respeitada como uma grande mãe, sua deusa, assim como todos os deuses e suas faces. Era lhes dado o poder de escolher a felicidade. Em gratidão a todo amor disseminado, jamais seriam condenadas. Sua história, sua semente: essa será sua colheita, a Deusa só retribuía.
Imortais para natureza, pois quando se morre... não se evapora, mas continua parte da terra, água e de outros seres vivos. Sua carne, seu sangue e sua alma é parte deste ciclo, que se renova em todas as Luas e estações do ano.
"Eu escolho meu destino, eu escolho pelo meu corpo, escolho pela minha vida."
Os anos se passaram e muitas bruxas foram queimadas pelas fogueiras da intolerância, pela repressão, massacradas pela "demonização" de (outras) crenças e culturas religiosas. Todavia, em troca de muito horror através dos séculos, se devolve ternura, sabedoria, paciência e uma harmonia que não pode ser destruída através de distorções ou silenciada pela força de espadas ou murros e armas.
Isso, porque a essência de nossa interioridade não pode se desfazer com o tempo, nem com a repressão, nem com a imposição do medo. A natureza do enfrentamento nasce com quem tem chama no peito, com quem tem a força interior mais forte do que o aspécto físico e a sabedoria das bruxas, mora em cada mulher e cada ser que se permite levar por essa essência.
Da mesma maneira que para vivenciar esta sabedoria, mesmo que inconscientemente não é necessário construir espaços e grandes altares, mas cultivar o poder dentro do coração, semear o que se deseja e em todos os momentos mentalizar o que há de se fazer para si mesmo e para o próximo. Por muitos séculos essa foi a única forma de se manter vivo os poderes antigos e de dentro para fora deve-se continuar até que a compreensão seja mútua, mas nunca pelo ódio ou pela vingança. Sempre temos uma escolha e é preciso que se faça uma, que se escolha um caminho de maneira harmoniosa.
Assim como li em um artigo, sobre as práticas antigas e curativas: das ervas pelos chás, banhos, essências ou o alívio concedido pelo poder e temperatura das pedras e relaxamento pelo toque das mãos, pelo conhecimento dos alimentos, conhecer e estudar, assim como muitas outras modalidades, são práticas antigas de nossas ancestralidades e atualmente exercidas por pessoas diplomadas como fisioterapeutas, massagistas, nutricionistas, médicas e etc.
Práticas que prevalecem (independente) da física, quimica, ciência e outras "evoluções" da medicina. Todavia, isto não estará reconhecido em muitos livros, mas de fato, vem da sabedoria milenar do sagrado natural, de nossa essência e sensibilidade interior. Que hoje seja um recomeço, que amanhã seja uma nova oportunidade e que em ti resgates forças para honrar essa sabedoria.
Liberdade distingue uma mulher sábia, uma mulher que tem fogo no peito, um ser brilhante e que tem nos olhos refletidos toda sua interioridade. Mulher independente, mulher dançante, mulher bruxa.
 
 Firewind



"BRUXAS... é como chamam por aí...
As insubordinadas, divergentes, antenadas.
Sábias, ditas loucas... profundas, espiritualizadas.
As perigosas...
Mulheres que lutam...contra preconceitos, ignorância, machismo, opressão, violência, exploração....

Mulheres que amam, sem medo de parecerem impuras, se envolvem, se entregam, se rendem...verdadeiramente femininas...
Mulheres que cuidam, dos próprios filhos, dos filhos de todos, das chagas de muitos, das milenares e desprezadas tradições originais, da fé, da natureza, dos conhecimentos intuitivos, marca que jamais deveria ser apagada...
Mulheres que guardam...em si, o poder de gestar, de nutrir, de guiar...a vida!
Mulheres que preservam...as últimas chances do mundo sobreviver ao caos...os saberes simples das ervas, da compaixão, do respeito a toda Criação Divina.
Sim...as guardiãs de tudo que é digno e eterno... tão bem resolvidas.
Que despertam amor e ódio.
Mulheres que servem...e vivem à amparar umas às outras, totalmente descrentes da subcultura da competição.
Mulheres que estudam, lêem, observam, questionam, argumentam, se impõem...
Mulheres que sofrem...por não se ajoelhar ante à repressão dos sistemas...
Mulheres fantásticas, surreais, feiticeiras, endiabradas, filhas do mal?
Não...mulheres como vocês e eu.
Foram perseguidas e queimadas e ainda são amordaçadas...eram mulheres...eram irmãs, são BRUXAS! E devem meter muito medo...
E você?
As teme?
Ou é uma delas? " - Gi Stadnicki

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Hoje é Dia de Comemorar!

Dia das Bruxas, Halloween, Samhain e Beltane – o que estas festas pagãs tem em comum?

A origem pagã do Halloween tem a ver com a celebração celta chamada Samhain, que tinha como objetivo dar culto aos mortos.
A invasão das Ilhas Britânicas pelos Romanos (46 A.C.) acabou mesclando a cultura latina com a celta, sendo que esta última acabou minguando com o tempo.

Em fins do século II, com a evangelização desses territórios, a religião dos Celtas, chamada druidismo, já tinha desaparecido na maioria das comunidades.
Pouco sabemos sobre a religião dos druidas, pois não se escreveu nada sobre ela: tudo era transmitido oralmente de geração para geração. Sabe-se que as festividades do Samhain eram celebradas muito possivelmente entre os dias 5 e 7 de novembro (a meio caminho entre o equinócio de verão e o solstício de inverno).
Eram precedidas por uma série de festejos que duravam uma semana, e davam início ao ano novo celta. A “festa dos mortos” era uma das suas datas mais importantes, pois celebrava o que para nós seriam “o céu e a terra” (conceitos que só chegaram com o cristianismo).
Para os celtas, o lugar dos mortos era um lugar de felicidade perfeita, onde não haveria fome nem dor. A festa era celebrava com ritos presididos pelos sacerdotes druidas, que atuavam como “médiuns” entre as pessoas e os seus antepassados.
Dizia-se também que os espíritos dos mortos voltavam nessa data para visitar seus antigos lares e guiar os seus familiares rumo ao outro mundo.
A relação da comemoração desta data com o “Dia das bruxas” propriamente dita teria começado na Idade Média no seguimento das perseguições incitadas por líderes políticos e religiosos, sendo conduzidos julgamentos pela Inquisição, com o intuito de condenar os homens ou mulheres que fossem considerados curandeiros e/ou pagãos.
Todos os que fossem alvo de tal suspeita eram designados por bruxos ou bruxas, com elevado sentido negativo e pejorativo, devendo ser julgados pelo tribunal do Santo Ofício e, na maioria das vezes, queimados na fogueira nos designados autos-de-fé.

Halloween nos dias de Hoje


Se analisarmos o modo como o Halloween é celebrado hoje, veremos que pouco tem a ver com as suas origens: só restou uma alusão aos mortos, mas com um caráter completamente distinto do que tinha ao princípio. Além disso foi sendo pouco a pouco incorporada toda uma série de elementos estranhos tanto à festa de Finados como à de Todos os Santos.
A Roda do Ano é o que simboliza a concepção de tempo dos pagãos, principalmente dos wiccanos. Os Sabbaths ocorrem oito vezes ao ano, levando-se em conta a posição da Terra com relação ao Sol: Equinócios e Solstícios. Por isso, as celebrações são consoante a nossa localização, por exemplo, no Hemisfério Norte celebra-se em 31 de Outubro o Samhain e no Hemisfério Sul o Beltane.

Samhain nos dias de Hoje


Os praticantes de diversas religiões inclusive neopagãs celebram-no, como por exemplo a Wicca. Ele é celebrado no dia 31 de Outubro no hemisfério norte e 30 de abril no hemisfério sul. Essa diferença existe porque as estações são invertidas de um hemisfério para o outro.
Esta é a primeira e ultima celebração do ano wiccano pois é quando o ano acaba e começa (nota que o ano celta é cíclico).
Este é igualmente um dos oito sabbats com maior relevância, pois é a noite em que o caos primordial retorna para o inicio do novo ano, é por isso a noite em que o mundo dos vivos se mistura com o dos mortos, sendo deste modo a melhor altura para contactar os mortos.
Os Celtas não acreditavam em demónios, mas determinadas entidades magicas eram consideradas hostis para os humanos, seus animais e colheitas. Deste modo muitas pessoas pregavam partidas aos seus vizinhos, desde trocar os gados, por figuras humanoides em locais para assustar, ao qual se tornou muito famosa a Jack o’Lantern ou a famosa abóbora iluminada de Halloween.

Beltane nos dias de Hoje


Oposto ao festival Samhain, o Beltane é um festival da fertilidade, simbolizando a união entre as energias masculina e feminina, onde os pagãos comemoram o casamento dos Deuses.
Durante o festival, eram acesas fogueiras nos topos dos montes e lugares considerados sagrados, sendo um ritual importante nas terras Celtas. E como tradição, as pessoas queimavam oferendas como, por exemplo, totens ou animais para que o poder do fogo fosse passado ao rebanho e, pulavam as fogueiras para que se enchessem das mesmas energias poderosas.
Representa o início do Verão e marca a morte do Inverno, sendo comemorado com danças e banquetes. Ocorre em 1 de maio no Hemisfério Norte e 1 de novembro no Hemisfério Sul.

Raízes Espirituais

Beltane ou Samhain


Sempre houveram muitas dúvidas quanto as datas da roda do ano no hemisfério sul, em muitos livros que hoje seria a comemoração do Samhain, porém hoje, em uma atualização de uma rede social do Sr. Claudiney Prieto (autor do texto que postei antes sobre o Samhain) ele tira esta dúvida: Então Happy Beltane! Acendam suas fogueira e comemore!

“Chega essa época do ano e todo mundo fica confuso…
É Beltane ou Samhain?
A resposta é muito simples: é Beltane, mas nada te impede de comemorar o folclore do Halloween e o Dia das Bruxas!
Explico! Apesar de originalmente estar ligado ao calendário litúrgico da Wicca, o Halloween se tornou meramente uma celebração comercial e uma data folclórica. A celebração religiosa real, que tem verdadeiro s
ignificado espiritual para nós é o Samhain, que está longe do apelo comercial da época.
Assim, faça o seu ritual de Beltane e mais tarde vista sua fantasia e vá brincar o Halloween. Beltane é um grande carnaval e assim, se fantasiar, dança, brincar, se divertir está em completa sintonia com a ocasião, inclusive!
Isso evitará as confusões típicas dessa época, quando muitas pessoas que conseguem se adaptar bem às outras datas da Roda do Ano adaptadas para o hemisfério sul esquecem de Beltane para comemorar Samhain, confundindo o que é espiritual com o que é meramente folclórico.
É importante ter em mente que os Sabbats são celebrações de um tempo no ano e não de uma data. A maior parte dos livros encontrados sobre Bruxaria foram escritos por autores do hemisfério norte, o que torna correto então dizer que Beltane é a celebração da Véspera de maio. Pessoas que vivem no hemisfério norte vão automaticamente deduzir que “Beltane é o término da primavera, pouco antes do verão atingir sua ascensão”.
É claro que se Beltane for comemorado no hemisfério sul no dia 1º de maio, estaremos em pleno outono quase ingressando no inverno, o que sazonalmente seria incorreto celebrar Beltane em maio aqui. O mesmo exemplo se aplica ao Samhain, que é a preparação para a chegada do inverno. Agora, aqui no hemisfério sul, estamos nos preparando para a chegada do verão. Sendo assim, devemos estar atentos quanto as datas dos Sabbats para sintonizá-los com o seu simbolismo original.
Não podemos cair no mesmo erro de outras religiões, que não vêem nenhuma conexão particular entre os seres humanos e as mudanças da Terra, e por isso, por exemplo, não acham contraditório celebrar a Páscoa (celebração da primavera) no outono ou Natal (celebração do inverno) em pleno verão. A celebração da vida, da natureza e a conexão com as passagens das estações é muito importante para nós Bruxos, onde quer que nós vivamos. Esta é a essência da Wicca!
De qualquer forma, hoje é dia de celebrar!
Feliz Beltane, para os que são de Beltane.
Feliz Samhain, para os que são de Samhain.” 

Claudiney Prieto

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

BELTANE - A Fogueira de Belenos




(01 de Maio) H. Norte / (01 de Novembro) H. Sul


É o Sabbath da fertilidade, em que se celebra o casamento dos DEUSES . As fogueiras de Novembro são acesas, e os postes de Novembro levantado. É uma festa alegre, em que as mulheres usam coroas de flores e todos dançam ao redor das fogueiras. Agradecemos pelo fim da metade escura do ano, e pelo início da época da luz. Abrimos nosso coração para a comunidade, e nossas vidas voltam-se para a mesma. O mundo já pertence ao Deus Sol, e a metade Luz do ano tem início.

Esse foi um dos primeiro feriados a ser destruído pelos Cristãos, que viam nas celebrações sexuais somente o pecado, e as entendiam como ofensa a seu Deus. Talvez os padres não soubessem que o AMOR sob vontade é o maior dos RITUAIS , a mais grandiosa das celebrações à vida, à alegria, à Natureza e portanto aos DEUSES!!!

Beltane é o mais alegre e festivo de todos os Sabás. O Deus, que agora é um jovem no auge da sua fertilidade, se apaixona pela Deusa, que em Beltane se apresenta como a Virgem e é chamada "Rainha de Maio". Em Beltane se comemora esse AMOR que deu origem a todas as coisas do Universo. Beleno é a face radiante do Sol, que voltou ao mundo na Primavera.

Em Beltane se acendem duas fogueiras, pois é costume passar entre elas para se livrar de todas as doenças e energias negativas. Nos tempos antigos, costumava-se passar o gado e os animais domésticos entre as fogueiras com a mesma finalidade. Daí veio o costume de "pular a fogueira" nas festas juninas. Se não houver espaço, duas tochas ou mesmo duas VELAS podem ter a mesma função.

Deve-se ter o maior cuidado para evitar acidentes! Uma das mais belas tradições de Beltane é o MAYPOLE, ou MASTRO DE FITAS. Trata-se de um mastro enfeitado com fitas coloridas. Durante um RITUAL , cada membro escolhe uma fita de sua cor preferida ou ligada a um desejo. Todos devem girar trançando as fitas, como se estivessem tecendo seu próprio destino, colocando-nos sob a proteção dos DEUSES . É costume em WICCA jamais se casar em Maio, pois esse mês é dedicado ao casamento do Deus e da Deusa.

COMEMORANDO O BELTANE

Se possível celebre o Beltane num bosque ou próximo a uma árvore viva. Caso não seja possível, traga uma pequena árvore para o círculo, de preferência envasada; pode ser qualquer tipo. Crie uma pequena oferenda ou AMULETO para Honrar o casamento da Deusa e do Deus para pendurar na árvore. Pode fazer vários deles se quiser. Tais oferendas podem ser saquinhos cheios com flores perfumadas, colares de contas, entalhes, guirlandas de flores - o que seu talento e sua imaginação permitirem.

Arrume o altar, acenda as VELAS e o INCENSO , abra o círculo, invoque a Deusa e o Deus. De pé diante do Altar, diga, com as mãos erguidas:
"Ó Deusa Mãe, rainha da noite e da Terra;
Ó Deus Pai, Rei do dia e das florestas,
Eu celebro sua união enquanto a natureza se alegra num ruidoso BANHO de cor e vida.
Aceitem meu presente, Deusa mãe e Deus pai
Em honra à sua união."

Coloque as oferendas na árvore.
"De sua união surgirá a vida renovada;
Uma profusão de criaturas vivas cobrirá a TERRA ,
e os ventos soprarão puros e doces.
Ó antigos, eu celebro com Vocês!!"


Pratique magia a seguir, se necessário. Celebre um Banquete simples. O círculo está desfeito.
ERVAS TÍPICAS DO BELTANE




Amêndoa. ANGÉLICA , Freixo, Margarida, olíbano, Hera, Mal-me-quer.
COMIDAS TÍPICAS DO BELTANE


Alimentos vindos ou derivados do Leite, Creme de cravo-de-defunto, Sorvetes de baunilha, bolos de aveia.