terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Sabedoria Xamânica

 
 
Sabedoria xamânica é sabedoria da Mãe Terra e, a cada filho dela, é dado um presente, algum talento especial.
Sendo assim a sabedoria da mulher esta para o xamanismo, como o xamanismo esta para mulher, já que a sabedoria da Mãe Terra é a sabedoria da Mulher, na qual ao resgatar a sua ancestralidade e as praticas ancestrais, ela resgata o seu conhecimento e desperta a bruxa, a curandeira, a feiti...
ceira, a xamã - Aquela que conhece a si, escuta o seu coração, conecta-se com os outros mundos, reverencia os seus ancestrais, e participa e honra os ciclos da Mãe Terra.
A Mulher é parte da Terra, em seu intimo ela armazena as memorias ancestrais dos nossos antepassados, diferentes culturas, povoados, histórias fazem parte da história da mulher. Quando ela conecta-se ao que a Mãe Terra lhe mostra, ela consegue resgatar a sua própria essência; cíclica e assim possibilita a entrada em um caminho de conhecimento intuitivo e sábio, relembrando as praticas ancestrais de conexão.
Ao deixar de lado o sistema patriarcal e a era solar, e conectar-se com a sabedoria da terra, a mulher volta-se para conexão com a Avó Lua e percebe que assim como a lua tem seu ciclo de vida-morte-vida, ela também passa pelo mesmo processo com o seu Ciclo Menstrual. Ela percebe que assim como a Lua, ela também é escuridão e luz, morte e vida, paz e turbilhão. Ela não renega-se, ela aceita-se.
A conexão com a Lua é um grande inicio para Mulher sentir-se e conhecer-se, possibilitando a entrada na sua morada. A Avó Lua é aquela que ensina a mulher à descobrir-se.
E O Talento da Mulher é ser a Guardiã dos Mistérios da Terra, é ser a conhecedora dos ciclos da vida, a dona dos portais da alquimia. É ser a geradora e criadora do AMOR.
 
por Caroline Ienne

Mulher Sagrada

 
 
A Mulher para atingir a sua plenitude precisa ser livre;
Livre de certezas, padrões e posturas.
Ela precisa abandonar seu esteriotipo do padrão que foi criado lhe dizendo o que é bom, para poder rasgar-se e encontrar o que ela acredita ...
ser bom para si.
A Mulher encontra a sua essência quando ela permite sentir vazia de si e dos outros. Quando ela já tem a certeza que nada sabe do que lhe foi dito até o presente momento e parte em busca de encontrar a sua verdade - Aquela regida pelo seu coração.
Não existe padrão para mulher, não existe postura correta.
A unica verdade Universal... É que ela é LIVRE e a sua natureza não deve ser reprendida ou pré julgada
Ela precisa sentir o que lhe da prazer e o que lhe satisfaz, e para conhecer é necessário vivenciar.. Entregar-se para o seu íntimo, para o seu mundo, para o seu desconhecido.
Vicenciar suas dores, amores, emoções - a sua intensidade.
O cheiro da terra, o gosto da chuva, a suavidade do toque e o prazer do que lhe da vontade
Ausenta-se da sua alma toda mulher que tem medo de si
A mulher assim como a Floresta é Mistério e Vida
Ao entrar não saberá o que encontrará... Nas brumas se escondem planices de realezas, embaixo das folhas as raizes e tantos outros mistérios. Diversidades sem fim, barulhos e cantos
A beleza multiplicada em tantas faces, assim é a mulher.. Com sua claridade e escuridão.
Como a Floresta que nos da vida , a mulher nos traz a vida.
É corpo que acolhe, dela o sustento e o alimento
Quando ela consegue acessar essa particula e sentir a Mãe Terra em seu ser e ela no Ventre da Mãe Terra , rasga-se o véu da ilusão e acessa a sua liberdade.
A sua liberdade lhe chega quando ela sai do sentimento que foi colocado em seu insconsciente da fruta proibida do Jardim do Edén para a fruta do Amor da Mãe Terra
A Mulher acessa o Divino que habita em seu ser quando ela acessa a sua liberdade.
E a liberdade da Mulher encontra-se no Respeito que ela mesma tem por si. Enquanto ela ainda se colocar como a fruta de desejo do outro, ela continuará a ser massacrada por uma sociedade machista que à coloca como servidora.
E ela não está aqui para ser o que o outro deseja e sim para ser o que a sua alma é. E por ser reprimida, ela perdeu-se do seu natural e escondeu no seu submundo a beleza do que é ser mulher, anulando-se e colocando-se em um papel aonde por sentir-se inferior enjaula a sua alma por medo de como a sociedade julgará, e com isso agrega a sua história de vida situações e pessoas que a machucam, marcando assim as feridas de uma alma femina presa por medo de ser livre
A Mulher é bicho solto, é fêmea, é leveza, é dança, é LIBERDADE!
 
por Caroline Ienne Shanti

A Deusa que é Três



 "A chave da Deusa tríplice abre muitas portas que dão acesso às camadas mais profundas do nosso ser."
 
A concepção da deusa representada em três formas, a deusa tríplice, ocorrem em muitas lendas dos velhos ancestrais celtas e estão presentes também na crença de muitos grupos pagãos. A mitologia grega, concebia a deusa tríplice manifestada em Ártemis (que encerra a Lua), em Selene (Lua Cheia) e Hécate (Lua Minguante). Na verdade, os antigos gregos nos fornecem a maior fonte de consulta sobre as deusas.

A Irlanda, representava a deusa tríplice como Anu, que era virginal, Badb, a mãe, e Macha, a anciã. No sul da França, Anu era conhecida como a "Brilhante". Era patrona da fertilidade, do fogo, da poesia e da medicina. Mas como toda a luz também produz sombra, era também conhecida a Anu-negra que devorava os homens. No País de Gales, as três (deusa tríplice) estão representadas por Blodeuwedd, a donzela, Arianrhod, a mãe e Cerridwen, a crone.

Toma-se consciência de que os fatos da mitologia, totalmente desacreditados pela ciência materialista, estão sendo hoje em dia restabelecidos como fatos do inconsciente, ou seja, da psique. Até onde o cristianismo foi introduzido, o culto da deusa tríplice foi assimilado. Podemos perfeitamente visualizá-la nas lendas das três Marias. Na Irlanda, as três Brigidas são aceitas pela Igreja católica e seus santuários são considerados milagrosos.

O caráter tríplice da deusa é muito importante. Não se trata de uma mera multiplicação sob três aspectos, mas sim a deusa se revelando em três níveis e nos três domínios do mundo e da humanidade. Assim, como o homem também é tríplice tendo corpo, alma e e espírito. As três facetas da deusa costumam ser vistas como correspondentes a esses planos de microcosmo do ser humano. O macrocosmo apresenta-se igualmente tríplice: consiste no céu (o reino uranio), na superfície da Terra (e, por vezes, no Mar) e nas profundezas da Terra (o Mundo Inferior ctônico). Algumas deusas tríplices se ligam a estes três reinos. Do mesmo modo, o reino do tempo têm dimensões: Passado, Presente e Futuro. Algumas das deusas, correspondem de maneira tríplice, a divisão do tempo. Segundo a Sra. Harrison, na Grécia antiga, o mês era dividido em três períodos de dez dias cada, correspondendo a três fases da lua e simbolizadas por Hécate-triforme. Este arranjo precedeu a divisão do tempo em quatro períodos ou semana.

O mais importante aspecto tríplice da deusa é a sua manifestação como: Virgem, Mãe e Anciã. Como Virgem ela é o amanhecer, o nascimento, a primavera, o começo de uma nova estação de crescimento, o encerar da Lua. Ela é encantamento, sedução e florescimento. No País de Gales, esta deusa toma o nome de Blodeuwedd, a Deusa da Primavera. Os brotos das flores a representam. Na Irlanda é virginal em Anu (e também Dana) representando o florescimento da fertilidade, o calor do pleno verão. Outras sociedades também possuíram sua Deusa Virginal, como a Diana dos romanos.

Como Mãe, a deusa representa a Lua Cheia, sua representação máxima é Gaia, a Mãe-Terra, deusa de toda a vida. Somente através dela, tudo nasce, as sementes germinam e produzem as colheitas da estação. Ela é a mãe frutuosa, a deusa das estrelas e da roda de prata das estrelas. Na lenda Galesa, esta deusa-mãe é Arianrhod, a mãe de Llew (Lugh irlandês).

Como anciã, representa o inverno, a sabedoria, a morte e a reencarnação. Representa ainda, a fase final da menstruação (menopausa) e a Lua Minguante. Na lenda galesa ela é Cerridwen, símbolo da porca branca, guardiã do caldeirão da transformação. Na Irlanda ela é Morrigan, representando o céu e os pássaros que se banqueteiam com os corpos mortos. Ela é a deusa da batalha e da morte.

Há entretanto, outras maneiras de abordar o caráter tríplice de uma deusa. Ela representa também um arquétipo que se reflete no interior de nossa alma. Este caráter tríplice pode ser percebido em muitas facetas da vida e torna a deusa tríplice uma figura que podemos nos identificar facilmente.

A deusa tríplice vive no lado ativo da psique feminina e toda mulher deve aprender a identificar suas facetas, para depois trabalhar com ela. Perceber como ela se manifesta em nosso interior é importante para evitar que este espaço seja inundado por uma destas facetas, anulando por completo a nossa vontade e impedindo-nos de exercer o nosso direito de livre escolha.

A triplicidade da deusa pode ser percebida em muitas facetas da vida. Se lhe concedermos a oportunidade para se manifestar como figura mítica, ela poderá inspirar a nossa alma, assim como nutrir, sustentar e transformar o cerne do nosso ser.
 
A Deusa Donzela ou Deusa Virgem
 
A Donzela representa a juventude, a vida em flor, se traduz em uma mulher inocente, mas também sedutora que reconhece o seu poder sexual. Ela retrata o nosso modo irreverente, sendo considerada a "virgem". A palavra virgem no sentido primitivo, significava "não casada", ou seja, aquela que não tem marido, portanto, o termo "virgem", usado em relação às deusas antigas, não tinha o significado atual. Podia, portanto, ser usado perfeitamente para uma mulher que já tivesse tido experiência sexual e podia até, ser aplicado a uma prostituta.
A deusa-virgem é aquele aspecto da mulher que não foi afetado pelas expectativas sociais e culturais, determinadas pelo sexo masculino. O aspecto da deusa virgem é uma pura essência de quem é mulher e daquilo que ela valoriza. Ele permanece imaculado e não contaminado, porque ela não o revela, pois o mantém sagrado e secreto, ou porque o expressa sem modificação para refutar os padrões masculinos.
Conforme descreve Esther Harding em seu livro "Os Mistérios da Mulher" que: "a mulher que é virgem, uma-em-si-mesma, faz o que ela faz não por causa de nenhum desejo de obter poder sobre o outro, nem para atrair seu interesse ou amor, mas porque o que faz é verdadeiro. Suas ações podem, de fato, ser não convencionais. Pode dizer não, quando seria mais fácil, mais adaptado, convencionalmente falando, dizer sim. Mas como virgem ela não é influenciada por considerações que fazem com que a mulher não-virgem, casada ou não, se acomoda e se adapta à conveniência".
As deusas-donzelas são frequentemente associadas as flores e devem ser invocadas nas magias do amor, da beleza, do sexo e dos recomeços.
Exemplo delas: Nimue, Perséfone, Blodeuwedd, Brigid, Bhoidheoch, etc.
Tempo: Alvorecer, o passado.
Estação: Primavera
 
A Deusa Mãe
 
Em todas as épocas, os homens têm concebido uma Grande-Mãe que zela pela humanidade lá do céu ou do lugar dos deuses. Este conceito é encontrado em todas as religiões e mitologia. Essas grandes mães que dominam as ideias de diferentes povos, em todos os tempos, espaços e culturas, tem similaridades surpreendentes. A única explicação possível para justificar tal acontecimento é que todos estes mitos representam uma realidade psicológica, que foi percebida como uma imagem surgida do inconsciente e projetada para o mundo exterior, tomando a forma de um ser divino. Como Jung já nos esclareceu, as deusas são princípios dotados de forças que funcionam separadamente da vontade consciente do homem e cuja ordem ele deve curvar-se.
A Mãe é a mulher madura, no pico de seus poderes. Ela é a provedora da vida. É a madona que balança e acaricia seu bebê, mas também é a leoa que caça para se alimentar e lutará até a morte para proteger seus filhotes. As deusas-mães são associadas aos grãos. Invoque as deusas-mães para a fertilidade, para melhorar seus relacionamentos, para nutrição e tudo o que for questão familiar.
São elas: Ísis, Deméter, Ishtar, Ceres, Danu, Anahita, Asherah, Sheng-Mu, Hathor, Lakshmi, etc.
Estação: Verão
Tempo: Meio-dia, Crepúsculo, o Presente.
 
A Deusa Anciã
 
É a deusa-anciã é a avó benevolente, que você pode contar para receber aquele conselho prudente. Ela é a mulher sábia que é mais poderosa que a mãe. Para a anciã não existem segredos, pois em função da sua idade, acumulou experiências, transformando-as em sabedoria. Ela é a pessoa idosa que já viu tudo e passou por isso com seu espírito não abafado e com o temperamento moderado pela experiência. Ela é o arquétipo da centralização interior, o ponto de equilíbrio que permite à mulher permanecer firme no meio da confusão, desordem ou afobação do dia-a-dia. O seu tema básico é a premonição.
As deusas-anciãs são associadas com os moinhos e os cemitérios. Invoque esta deusa para a sabedoria, experiência, términos de relacionamentos.
Estação: Outono, Inverno.
Tempo: Meia-noite, o Futuro.
As Deusas: Annis, Oya, Skuld, Baba Yaga, Greina, Hel, Sedna, Toci, Maman Brigitte, Takotsi, etc
 
 
Por Rosane Volpatto

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Oração à Gaia...




"Terra, Gaia, Mãe Terra...tantos são meus nomes!
Por todos que em mim habitam eu sou chamada carinhosamente de mãe.
Mas, sou apenas aquela que abrigou em meus fartos seios as sementes da Criação.

Sou grata por isto!!!!

De todas as direções recebo o choro de meus filhos!
Todos choram pelo destino da humanidade!! !
Mas, estou aqui para dizer que todo o choro é inútil, pois o destino depende exclusivamente de quem o cumpre.
Não posso fazer nada mais a não ser assistir os passos de cada ser humano.
Sou alimentada por estes passos, por seus pensamentos, por tudo o que fazem.
Estou aqui para sustentar e prover cada ser.
Sou o resultado direto do que depositam em mim.
O que faço é resposta direta do que me fazem. É assim que funciona o Universo.
Ele é uma obra de arte em eterna mutação, ao sabor de cada escultor.
Portanto, atentem para isto: sou o reflexo de vocês!
Meu alimento terá o gosto que daquilo que em mim jogarem.
Respondo a todas as suas expectativas, pois não torço pelo mal ou pelo bem.
Não faço mais nada a não ser navegar por todo o Universo... aprendendo.
Sou o resultado desta aprendizagem e todos os seres também assim o são.
Quem sou eu para julgá-los? Vocês estão a cada momento sendo seus próprios juízes.
Morte ou vida? Tanto faz! São duas faces da mesma moeda. O livre-arbítrio serve a todos!
Se quiserem festejar minha presença serei grata!
Adoro ver suas mulheres dançando em comunhão com minhas freqüências.
Adoro ver os homens fertilizando suas mulheres!
Adoro ver todos os seres humanos se amando!
Seus orgasmos liberam novas forças criativas no ar. E eu me enriqueço com elas.
Suas grandes religiões afastaram vocês da minha presença, mas por outro lado trouxeram novas maneiras de ver o mundo.
Cada um de vocês aprendeu muito com isto e agora está liberando o resultado deste longo aprendizado.
Se por um lado vocês assumiram uma faceta que destrói a si mesmos.
Por outro assumiram um faceta construtiva que os ensina a não mais percorrer a mesma estrada.
Mas, isto não me impede de devolver a vocês o que em mim depositaram.
Se depositaram flores eu devolverei flores!
Se depositaram lixo eu devolverei lixo!
Eu sou alquimista! Eu a tudo transformo, mas apenas se eu quiser, pois sou livre para fazer o que bem quiser neste planeta.
Animem-se humanos! Voltem a se unir e a criar atividades mais harmonizadoras!
Sou aquela que dei parte de mim para que crescessem aqui! Estarei aqui até o fim dos seus dias!
Vamos nos curar! Depositem amor em meu corpo e eu devolverei amor a cada um de vocês!
Meu orgasmo fará crescer neste planeta a abundância e o amor.
Sou uma cornucópia da fortuna!!!
Invistam em mim e serei fértil e realizarei seus melhores desejos!
Assim seja, assim é!"


Autor Desconhecido

Deusa


"A lua brilha no céu estrelado

E nos ilumina com
a Sabedoria da Deusa.
Sua Luz nos acolhe e
Aquece nossos desejos.


Ela que é e sempre será,
Vela por nós desde tempos imemoriais
Para que possamos aprender
E conhecer uma vida melhor.


Vida que se desliza
Pelos cálidos raios lunares
Até nós, unindo-se
Com a Grande Mãe,


Abrindo nossos caminhos
Para a felicidade.


A Lua brilha no céu estrelado
E desce à Terra
Para iluminar e abençoar
a todos aqueles que desejem


carregar a chama prateada
em seus corações,
e espalhar assim a Sabedoria da Deusa.


Mas…o que é a Sabedoria da Deusa?

- É o conhecimento da Grande Mãe, da Mãe Terra.
- É viver de acordo com seus ciclos naturais.
- É celebrar os festivais das colheitas numa infinita


Comunhão com Ela e com o Universo.

- É celebrar a Vida em cada ato do dia a dia.
- É ver em cada dia a Presença amorosa D’Ela!"



Debora Rocco

Mito Diânico da Criação


"E assim surgiram todas as coisas...

No momento infinito, antes de tudo,
a Deusa levantou-se do Caos e deu
nascimento á Ela mesma.

Isto foi antes de ela Ter nascido,
até Ela própria.
E quando separou o céu das águas,
Ela dançou sobre elas.

Conforme Ela dançava, assim aumentava seu êxtase
e em Seu êxtase Ela criou tudo o que existe.

Seus movimentos provocavam os ventos e assim
o elemento Ar nasceu e respirou, e a Deusa
nomeou a Si mesma de Arianrhod, Cardea e Astarte.

E faíscas saíam de seus pés conforme Ela dançava
e brilhavam como o Sol, e as estrelas se prenderam em Seus
cabelos. Os cometas passavam sobre Ela e assim o elemento
Fogo nasceu e a Deusa nomeou a Si mesma de: Sunna, Vesta e Pele.

Sob os Seus pés moviam-se as águas formando ondas e assim
os rios e lagos passaram a fluir e Ela nomeou a Si mesma de:
Binah, Mari Morgine e Lahshmi.

E procurando descansar Seus pés na dança,
produziu a Terra de modo em que as margens dos rios
e mares fossem os Seus pés; as terras férteis, o Seu ventre;
as montanhas, os Seus seios fartos e
Seus cabelos todas as coisas que crescem,
e a Deusa nomeou a Si mesma de:

Cerridrew, Deméter e Mãe do Milho.

E Ela se tornou Àquela que é, foi e será.
Nascida de sua própria dança sagrada,
Do prazer cósmico e da alegria infinita.
 
Ela sorriu e criou a mulher á Sua própria imagem,
Para ser a sua Sacerdotisa.

De seus elementos – Terra, Ar, Fogo e Água –.
A Deusa criou o Seu Consorte para lhe dar amor
Prazer, companheirismo e para compartilhar.

A Deusa falou então às Suas filhas:

- Eu Sou a Lua que iluminará
os seus caminhos e revelará os seus ritmos.
- Eu Sou a dançarina e a dança.
- Eu Me movo sem movimento.
- Eu Sou o Sol que dá calor
para germinar e crescer.
- Eu sou tudo o que será.
- Eu Sou o vento que virá ao seu chamado
e as águas que oferecem a alegria.
- Eu Sou o Fogo da dança da vida
e a Terra abaixo de seus pés dançantes.
- Eu dou á todas as minhas Sacerdotisas
Os três aspectos que são Meus:

- Sou Ártemis, a Donzela dos animais
e a virgem da caça.
- Eu Sou Isis, a Grande Mãe.
- Eu Sou Ngame, a Deusa ancestral que sopra a mortalha.
- Eu serei chamada pôr milhões de outros nomes.
- Chamem pôr Mim minhas filhas, e saibam que Eu Sou

Nêmenis. Nós todas somos Donzelas, Mães e Anciãs.

- Oferecemos nossa energia criada ao espirito das mulheres
que foram, ao espírito das mulheres que virão e ao espírito
das mulheres que crescerão.
- E assim vamos evoluir juntas.
 
 

Um pouco mais sobre a Wicca



Wicca, a religião da Grande Mãe e do Deus Cornífero

Entender a origem da bruxaria é retornar aos primórdios da humanidade, quando os seres humanos começaram a despertar a sua percepção para o microcosmo e macrocosmo. As primeiras manifestações de devoção registradas pelo homem remontam à pré-história, às Madonas Negras. Elas representavam o aspecto feminino do poder da natureza, eram a personificação da Grande Mãe. Quando, na lua crescente, a mulher iniciava a sua ovulação, chegando ao máximo na lua cheia e, por fim, menstruando, essa sintonia trouxe, então, a associação da lua como uma nova face para a Deusa. Enfim, a Grande Mãe dava alimento (plantações, frutas, ervas etc), calor e proteção no verão, no outono e na primavera, mas, e no inverno, quando o frio acabava com tudo, quem os protegia? Surgiu, então, o papel do homem, do caçador da tribo, do líder. Quem caçava melhor recebia as presas e os chifres da caça como símbolo de poder e honra. Associou-se, então, um aspecto masculino à Grande Mãe, que buscaria assim o equilíbrio. Criou-se o Deus Cornífero (perceberam a fácil associação com o diabo?). Entre os povos que dependiam da caça, o culto ao Deus dos animais e da fertilidade, também conhecido como Deus de Chifres ou Cornífero, foi marcante.
 
- Princípio Feminino ou Grande Mãe

Grande Mãe representa a Energia Universal Geradora, o Útero de Toda Criação. Na wicca, a Deusa se mostra com três faces: a Virgem (lua crescente), a Mãe (lua cheia) e a Velha Sábia (lua minguante), sendo que esta última ficou mais relacionada a bruxa na imaginação popular. A Deusa Tríplice mostra os mistérios mais profundos da energia feminina, o poder da menstruação na mulher, e é também a contraparte feminina presente em todos os homens, tão reprimida pela cultura patriarcal!
 
- Princípio Masculino ou Deus Cornífero

Da mesma forma que toda luz nasce da escuridão, o Deus, símbolo solar da energia masculina, nasceu da Deusa, sendo seu complemento, trazendo em si os atributos da coragem, pensamento lógico, fertilidade, saúde e alegria. Da mesma forma que o sol nasce e se põe todos os dias, o Deus nos mostra os mistérios da morte e do renascimento. Na wicca, o Deus nasce da Grande Mãe, cresce, se torna adulto, apaixona-se pela Deusa Virgem, fazem amor; a Deusa fica grávida, o Deus morre no inverno (no fim dele) e renasce novamente, fechando o ciclo do renascimento, que coincide com os ciclos da natureza e mostra os ciclos da nossa própria vida.
Os wiccas praticam os seus rituais sozinhos (bruxos solitários) ou em pequenos grupos de pessoas chamado de coven. Um coven possui 13 membros (na maioria das tradições existentes admite-se 14 membros, sendo o décimo-quarto o mais novo do grupo, responsável por preparar os incensos, acender o fogo, colher ervas e outras pequenas tarefas). O coven é dirigido por uma Alta Sacerdotisa e/ou um Alto Sacerdote que gerenciam os trabalhos de adoração à Deusa, os trabalhos mágicos e cerimônias como os sabás e esbás. Uma explicação para que o coven seja formado por treze pessoas, é que cada uma representaria um mês do ano, pois nas sociedades matriarcais o ano segue o calendário lunar de 13 meses de 28 dias, mais um dia, no total 365 dias. Daí vem a expressão "um ano e um dia", pois, quando é iniciada, a pessoa estuda durante esse período para depois confirmar seus votos. Isto em algumas Tradições.
O coven reúne-se basicamente para a celebração de um sabá ou para um esbá. Esbá é uma reunião mensal que se realiza treze vezes ao ano durante a lua cheia, que recebe o nome de esbá. Geralmente no esbá trocam-se idéias, realizam-se rituais especiais, agradecem-se a Deusa e ao Deus, realizam-se trabalhos de cura e proteção.
Os wiccas celebram oito sabás anuais, destacando as transições entre as estações. Os quatro grandes sabás são Candlemas, Beltane, Lammas e Samhain, e os menores são Equinócio da Primavera e Equinócio do Outono, e Solstício de Verão e Solstício de Inverno.
 
- A Roda do Ano

Representada pelos oito sabás, tem por objetivo sincronizar a nossa energia com as estações do ano, ou seja, com os ciclos do planeta Terra e do Universo. Para algumas tradições da wicca, o ano se inicia no solstício de inverno. Outras consideram a noite de 31 de outubro como o início do ano. Esta data é conhecida como Halloween ou Dia das Bruxas, mas seu nome tradicional é Samhain, que significa "sem sol", referindo-se ao tempo de inverno. Esta época também é correspondente ao ano-novo judaico
No solstício de inverno ocorre o nascimento/renasci-mento do Deus; nos sabás da primavera, do verão e do outono, ele tem o Seu crescimento, puberdade e maturidade; e Sua morte no sabá de Samhain. Após a morte ele retorna ao ventre da Deusa Mãe até o solstício do inverno seguinte, quando renasce. Este é o ciclo mítico do nascimento-morte-renascimento que se repete em todos nós todos os anos. E a Deusa, em Seus aspectos, é adorada durante todo o ano. Outras tradições preferem adorar a Deusa durante os sabás da primavera e verão, e o Deus durante os sabás do outono e do inverno.
 
- Sabás wiccas
 
- Yule - Solstício de Inverno (21 de Dezembro)

É a noite mais longa do ano, marcando a época em que os dias começam a crescer, e as horas de escuridão a diminuir. É desta data antiga que se originou o Natal cristão. Nesta época, a Deusa dá à Luz a Deus, que é reverenciado como criança prometida. Em Yule, é tempo de reencontrarmos nossas esperanças, pedindo para que os deuses rejuvenesçam nossos corações e nos dêem forças para nos libertarmos das coisas antigas e desgastadas. É hora de descobrirmos a criança dentro de nós e renascermos com sua pureza e alegria. Esta é a noite mais longa do ano, onde a Deusa é reverenciada como a Mãe da Criança Prometida ou do Deus Sol, que nasceu para trazer Luz ao mundo. Um exemplo das raízes pagãs das festas de Natal está na moderna personificação do espírito de Natal, o Santa Claus, que foi para os escandinavos como o Cristo na Roda, um antigo título nórdico para o Deus Sol, que renascia na época do Solstício de Inverno.

- Candlemas (Imbolc, Oimelc) - Festa do Fogo ou Noite de Brigit (2 de fevereiro)

Festival do fogo que celebra a chegada da primavera. O aspecto invocado da Deusa nesse sabá é o de Brigit, Senhora da Poesia, da Inspiração, da Cura, da Escrita, da Metalurgia, das Artes Marciais e do Fogo. Nesta noite, as bruxas colocam velas cor de laranja ao redor do círculo, e uma vela acesa dentro do caldeirão. Se o ritual é feito ao ar livre, pode-se fazer tochas e girar ao redor do círculo com elas. A bruxa mais jovem da assembléia pode representar Brigit, entrando por último no círculo para acender, com sua tocha, a vela do caldeirão, ou a fogueira, se o ritual for ao ar livre, o que representaria a inspiração sendo trazida para o círculo pela Deusa.
Os membros do coven devem fazer poesias, ou cantar em homenagem a Brigit. Pedidos, agradecimentos ou poesias devem ser queimados na fogueira ou no caldeirão em oferenda, no fim do ritual. O Deus está crescendo e se tornando mais forte para trazer a Luz de volta ao mundo. É hora de pedirmos proteção para todos os jovens, em especial da nossa família do coven. É neste sabá que a Alta Sacerdotisa do coven usa uma brilhante coroa de 13 velas no topo de sua cabeça. A versão cristianizada da procissão de Candlemas honra a Virgem Maria, e, no México, ela corresponde ao ano-novo asteca.

- Equinócio de Primavera - Ostara (21 de março)

Ostara é o festival em homenagem à Deusa Oster, Senhora da Fertilidade, cujo símbolo é o coelho. Foi desse antigo festival que teve origem a Páscoa. Os membros do coven usam grinaldas, e o altar deve ser enfeitado com flores da época. É um costume muito antigo colocar ovos pintados no altar. Eles simbolizam a fecundidade e a renovação. Os ovos podem ser pintados crus e depois enterrados, ou cozidos e comidos enquanto mentalizamos nossos desejos. Antes de comê-los, os membros do coven devem girar de mãos dadas em volta do altar para energizar os pedidos. Os ovos devem ser decorados com símbolos mágicos, ou de acordo com a criatividade. Os pedidos devem ser voltados à fertilidade em todas as áreas.
 
- Beltane (Rudemasd, Walpurgisnacht) - A Fogueira de Belenos, Festa da Primavera (1º de maio)

Beltane é o mais alegre e festivo de todos os sabás. O Deus, que agora é um jovem no auge da sua fertilidade, se apaixona pela Deusa, que em Beltane se apresenta como a Virgem e é chamada Rainha de Maio. Em Beltane se comemora esse amor que deu origem a todas as coisas do Universo. Beleno é a face radiante do Sol, que voltou ao mundo na primavera. Em Beltane se acendem duas fogueiras, pois é costume passar entre elas para se livrar de todas as doenças e energias negativas. Daí veio o costume de "pular a fogueira" nas festas juninas. Se não houver espaço, duas tochas ou mesmo duas velas podem ter a mesma função. Uma das mais belas tradições de Beltane é o meypole, ou mastro de fitas. Trata-se de um mastro enfeitado com fitas coloridas. Durante um ritual, cada membro escolhe uma fita de sua cor preferida ou ligada a um desejo. Todos devem girar trançando as fitas, como se estivessem tecendo seu próprio destino, colocando-nos sob a proteção dos deuses. É costume em wicca jamais se casar em maio, pois esse mês é dedicado ao casamento do Deus e da Deusa.
 
- Litha - Solstício de Verão (21 de junho)

Nesse dia o sol atingiu a sua plenitude. É o dia mais longo do ano. O deus chega ao ponto máximo de seu poder. Este é o único sabá em que, às vezes, se fazem feitiços, pois o seu poder mágico é muito grande. É hora de pedirmos coragem, energia e saúde. Mas não devemos nos esquecer que, embora o Deus esteja em sua plenitude, é nessa hora que ele começa a declinar. Logo Ele dará o último beijo em sua amada, a Deusa, e partirá no Barco da Morte, em busca da Terra do Verão. Da mesma forma, devemos ser humildes para não ficarmos cegos com o brilho do sucesso e do poder. Tudo no Universo é cíclico, devemos não só nos ligarmos à plenitude, mas também aceitar o declínio e a morte. Nesse dia costuma-se fazer um círculo de pedras ou de velas vermelhas. Queimam-se flores vermelhas ou ervas solares (como a camomila) juntamente com os pedidos no caldeirão.
 
- Lamas - Lughnasad ou Festa da Colheita (1º de Agosto)

Lughnasad era tipicamente uma festa agrícola, onde se agradecia pela primeira colheita do ano. Lugh é o Deus Sol. Na mitologia celta, ele é o maior dos guerreiros, que derrotou os Gigantes que exigiam sacrifícios humanos do povo. A Tradição pede que sejam feitos bonecos com espigas de milho ou ramos de trigo representando os deuses, que nesse festival são chamados Senhor e Senhora do Milho. Nessa data deve-se agradecer tudo o que colhemos durante o ano, sejam coisas boas ou más, pois até mesmo os problemas são veículos para a nossa evolução.
O outro nome do sabá é Lammas, que significa A Massa de Lugh. Isso se deve ao costume de se colher os primeiros grãos e fazer um pão que era dividido entre todos. Os membros do coven devem fazer um pão comunitário, que deverá ser consagrado junto com o vinho e repartido dentro do círculo. O primeiro gole de vinho e o primeiro pedaço de pão devem ser jogados dentro do caldeirão, para serem queimados juntamente com papéis, onde serão escritos os agradecimentos, e grãos de cereais. O boneco representando o Deus do Milho também é queimado, para nos lembrar de que devemos nos livrar de tudo o que é antigo e desgastado, para que possamos colher uma nova vida. O altar é enfeitado com sementes, ramos de trigo, espigas de milho e frutas da época.
 
- Mabon - Equinócio de Outono (21 de setembro)

No panteão celta, Mabon, também conhecido como Angus, era o Deus do Amor. Nessa noite devemos pedir harmonia no amor e proteção para as pessoas que amamos. Esta é a segunda colheita do ano. O altar deve ser enfeitado com as sementes que renascerão na primavera. O chão deve ser forrado com folhas secas. O Deus está agonizando e logo morrerá. Este é o festival em que devemos pedir pelos que estão doentes e pelas pessoas mais velhas que precisam de nossa ajuda e conforto. Também é neste festival que homenageamos as nossas antepassadas femininas, queimando papéis com seus nomes no caldeirão e lhes dirigindo palavras de gratidão e bênçãos.
 
- Samhain - Halloween ou Dia das Bruxas (31 de outubro)

Este é o mais importante de todos os festivais, pois, dentro do círculo, marca tanto o fim quanto o início de um novo ano. Nessa noite, o véu entre o nosso mundo e o mundo dos mortos se torna mais tênue, sendo o tempo ideal para nos comunicarmos com os que já partiram. As bruxas não fazem rituais para receber mensagens dos mortos e muito menos para incorporar espíritos. O sentido do Halloween é nos sintonizarmos com os que já partiram para lhes enviar mensagens de amor e harmonia. A noite do Samhain (pronuncia-se souen) é uma noite de alegria e festa, pois marca o início de um novo período em nossas vidas, sendo comemorado com muito ponche, bolos e doces.
A cor do sabá é o negro, sendo o altar adornado com maçã, o símbolo da vida eterna. O vinho é substituído pela sidra ou pelo suco de maçã. deve-se fazer muita brincadeiras com dança e música. Os nomes das pessoas que já se foram são queimados no caldeirão, mas nunca com uma conotação de tristeza!
No altar e nos quadrantes não devem faltar as tradicionais máscaras de abóbora com velas dentro. Antigamente, as pessoas colocavam essas abóboras na janela para espantar os maus espíritos e os duendes que vagavam pelas noites do Samhain. Essa palavra significa "sem luz", pois, nessa noite, o Deus morreu e o mundo mergulha na escuridão. A Deusa vai ao Mundo das Sombras em busca do seu amado, que está esperando para nascer. Eles se amam, e, desse amor, a semente da luz espera no Útero da Mãe para renascer no próximo Solstício de Inverno como a Criança da Promessa.           
Os Candlemas, Beltane, Lammas e Samhain são grandes sabás, enquanto os solstícios e equinócios são pequenos sabás. As datas fornecidas acima são do hemisfério norte. Muitas pessoas preferem adaptá-las ao nosso hemisfério, mudando a ordem dos sabás. Outras já acham que se deve manter a Tradição e seguir as datas da Europa. Isto depende do gosto de cada um, mas, no Brasil, não existem quatro estações, sendo que muitas regiões têm um verão permanente ou uma estação chuvosa, o que torna bem difícil adaptar os sabás aos aspectos da natureza.    

Fonte - Casa do Bruxo     

As Faces do Deus...

 

"Nós não sabemos o que Deus é. O próprio Deus não sabe o que Ele é, pois Ele não é algo. Literalmente Deus não é, pois Ele transcende o ser..." - John Scotus Erigena

   

     O Deus representa três aspectos:
  • Cornífero
  • Senhor da Colheita
  • E o Ancião
 
CERNNUNOS: É um Deus Celta, o Senhor da Natureza, das frutas, dos grãos e da prosperidade, ele é representado, tendo um corpo de homem, com chifres de alce, seu nome de origem latina significa Cornífero.
Ele é o Guardião das entradas e do círculo mágico, que é traçado para o ritual.
É o Deus que morre e sempre renasce, seus ciclos de morte e vida representam nossa própria existência.
Ele nasce da Deusa, como seu complemento e carrega os atributos da fertilidade, alegria, coragem e otimismo.
Ele é a força do Sol, que nasce e morre todos os dias, ensinando aos homens os segredos da morte e do renascimento. Segundo o mito pagão, o Deus nasceu da Deusa, cresceu e se apaixonou pôr ela.
Ao fazerem amor, a Deusa engravidou e quando chega o inverno, o Deus morre, renascendo quando  ela dá a luz.
Este mito contem em si os próprios ciclos da natureza, onde no verão o Deus está no auge de sua força e vigor, no outono ele envelhece e morre no inverno e renasce novamente na primavera.
Cernunos representa a luz e a escuridão, a imortalidade e a morte, ele representa o sol eternamente em busca da lua e seus chifres simbolizavam as meias-luas a vitalidade.
O Deus Cornífero foi transformado no “Diabo” cristão por aqueles que foram tentar difundir sua fé na Europa Antiga. Muito antes de o Cristianismo emigrar dos desertos de Jerusalém, o Deus Cornífero era tido como o símbolo da vida, da sexualidade, do êxtase, da liberdade e da indomabilidade.

 Muitas deidades Pagãs foram absorvidas pelo Cristianismo. Porém, o Deus Cornífero transpareceu num semblante ameaçador os primeiros cristãos. Ele era um Deus animalesco e sexual. Uma Divindade da noite e da floresta. Considerando que o Cristianismo era uma religião praticada durante o dia, em templos, ele não teve lugar e teve que ser excluído. O Cristianismo viu a sexualidade como a escuridão e o mal, e o Deus Cornífero foi identificado como o princípio do mal, chamado por eles de Diabo. Ainda assim, o Deus Cornífero sobreviveu por séculos de supressão e difamação.
 Portanto está longe de ter qualquer ligação com o conceito cristão do diabo, onde o cristianismo criou esta imagem para exterminar e denegrir  os antigos cultos da natureza.

O Deus da Wicca não é Deus vingativo, transcendente, ideológico, que mora no céu. Ele é forte e poderoso, mas não deve ser temido. O corpo dele é de um homem, mas os seus pés são patas, e os chifres capturam os poderes dos céus, do Sol e das estrelas. Ele é Deus do constante renovar, do movimento eterno, e é considerado a própria força crescente de vida. O Deus Cornífero é o caçador, o guerreiro, o gerador, o Rei da terra, e representa ao mesmo tempo as mudanças e verdades.

É o Deus visto com características duais. Ele é o Deus do Verão e do Inverno. Ele é o Rei do Sol, o Rei do Milho e o Homem Verde, honrados no Verão. Ele é o Senhor do Submundo, o Caçador, o Pastor e o Curandeiro, na sua face do Inverno. Ele é o Sol renascido no Solstício de Inverno que traz vida e alegria, mas também o Senhor da Luz e da Morte.
Cernunos está associado á:
  • Pan – o Deus grego dos campos e bosques – Vegetação, êxtase e vigor sexual.
  • Esus – O Deus celta associado ao touro, que era acompanhado pôr 3 pássaros, está ligado ao submundo.
  • Odim – O Deus germânico associado a magia, a guerra, e ao êxtase, é representado pôr um capacete com chifres acompanhado pôr um cervo.
 
 
GREEN MAN: O Senhor da Colheita e de  toda a natureza cultivada, está relacionado aos grãos e ao desenvolvimento agrícola, está associado aos excessos e ao êxtase, provocado pelo vinho tão sagrado para as culturas primitivas, Green Man, está associado á:
  
Dionísio: Segundo as crenças gregas ele era o criador do vinho, suas sacerdotisas as mênades corriam e dançavam nuas pêlos bosques, atordoadas pelo efeito do vinho, agitando tochas e bastão de tirso nas mãos, em homenagem ao Deus.
( tirso = é um dos mais antigos bastões rituais, ele é composto de uma haste de funcho com uma pinha na extremidade superior. Como um símbolo de fertilidade a haste representa o falo e a pinha simboliza a semente surgindo.
 
O ANCIÃO: A terceira face do Deus representa o conhecimento acumulado e a sabedoria. Exerce domínio sobre os conhecimentos ocultos e sobre a magia, ele é o Deus das sombras, aquele que conduz as almas dos homens ao outro mundo.
O Ancião está associado a:
 
Dagda: Um antigo Deus Irlandês, e líder dos Tuatha de Danaan, também conhecido como o “Pai Eterno” e o Senhor do Grande Conhecimento, seus símbolos são o caldeirão, e uma clava, o caldeirão simboliza uma inesgotável fonte de alimento e sua clava o associava aos Deus celta do martelo.
 
Fonte - A Grante Teia

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Imbolc - O crescimento da luz - 2 de FEVEREIRO - Hemisfério NORTE

 
 
Festa do Fogo ou Noite de  Brighid
 
Este Sabá é dedicado à Deusa  Brighid, Senhora da Poesia, da Inspiração, da CURA , da ESCRITA , da Metalurgia, das Artes marciais e do FOGO .

Nesta noite, as BRUXAS colocam VELAS cor de laranja ao redor do círculo, e uma VELA acesa dentro do Caldeirão. Se o RITUAL é feito ao AR livre, pode-se fazer tochas e girar ao redor do círculo com elas. A BRUXA mais jovem da Assembléia pode representar Brigit, entrando por último no círculo para acender, com sua tocha, a VELA do caldeirão, ou a fogueira, se o RITUAL for ao AR livre, o que representaria a Inspiração sendo trazida para o círculo pela Deusa.

Os membros do Coven devem fazer poesias, ou cantar em homenagem a Brigit. Pedidos, agradecimentos ou poesias devem ser queimados na fogueira ou no caldeirão em oferenda, no fim do ritual. o Deus está crescendo e se tornando mais forte, para trazer a Luz de volta ao mundo. É hora de pedirmos proteção para todos os jovens, em especial da nossa família e do Coven.

Devemos mentalizar que o Deus está conservando sempre viva dentro de nós a chama da saúde, da coragem, da ousadia e da juventude. O altar deve ser enfeitado com flores amarelas, alaranjadas ou vermelhas. A consagração deve ser feita pelos membros mais JOVENS do Coven. Literalmente quer dizer dentro do útero. O inverno ainda não foi embora, mas por baixo da neve a vida floresce e ganha força.

As coisas não acontecem diante de nossos olhos, mas já estão lá, lentamente, pulsando, esperando o momento certo para vir à tona. A Deusa vagarosamente recupera-se do parto, e acorda sob a energia revigorante do Sol. Esse é o também chamado Festival das Luzes, em que se acendem VELAS por toda a casa, mais especialmente nas janelas, para anunciar a vinda do Sol e mostrar ao menino Deus seu caminho.

COMEMORANDO O CANDLEMAS

Um símbolo da estação, como uma representação de um floco de neve, uma flor branca ou talvez um pouco de neve num recipiente de CRISTAL , pode ser depositado no altar. Uma VELA laranja, ungida com ÓLEO de almíscar, CANELA , olíbano ou ALECRIM , ainda por acender, também deve estar presente.

Pode-se derreter neve para que seja usada como ÁGUA na criação do círculo. Prepare o altar, acenda as VELAS e o INCENSO , crie o círculo, invoque a Deusa e o Deus. Diga as palavras a seguir:



"Este é o período da festa das tochas,
Quando todas as lanternas queimam e brilham
Para saudar o renascimento do Deus.
Eu celebro a Deusa, Eu celebro o Deus;
Toda a TERRA celebra Sob seu manto de sono."


Acenda a VELA laranja com a VELA vermelha do altar (ou no ponto sul do círculo).Caminhe lentamente ao redor do círculo no sentido horário, levando consigo a vela. Diga estas palavras ou semelhantes:


"Toda a TERRA está envolta pelo inverno.
O AR está frio e o gelo envolve a Terra.
Mas, Senhor do Sol,
O Chifrudo dos animais e locais silvestres,
Sem ser visto renascente
A partir da graciosa Deusa Mãe,
Senhora de toda fertilidade.
Salve, Grande Deus! Salve e bem - vindo!"


Pare diante do altar, erguendo a vela. Observe sua chama. Visualize sua vida florescendo em criatividade, com energias e forças renovadas. Se precisar olhar para o futuro ou passado, este é o momento ideal. Pode-se seguir praticar trabalhos de magia, se necessários. Celebre um banquete simples! O círculo está desfeito.

ERVAS TÍPICAS -

Angélica, Manjericão, LOURO , Benjoim, Urze, Mirra e Flores amarelas.

COMIDAS TÍPICAS -

Laticínios, Creme azedo, Comidas condimentadas e encorpadas, Pratos com pimenta, curry, cebolas, cebolinha ou alho-poró, pratos com passas e um vinho bem forte.

Lammas - Festival da Primeira Colheita - 2 de FEVEREIRO - Hemisfério SUL

 
 
LAMMAS ou LUGHNASADH - Festa da Colheita
 
Este é o primeiro dos três Sabbaths da colheita. O Deus já dominou o mundo das trevas e agora passará por leves mudanças, seu poder está declinando com o passar dos dias. Por isso, o honramos e agradecemos pela energia dispensada sobre as colheitas.

O dia é comumente associado a Lugh, Deus Celta do Sol. Lughnasad era tipicamente uma festa agrícola, onde se agradecia pela primeira colheita do ano. Lugh é o Deus Sol. na Mitologia Celta, ele é o maior dos guerreiros, que derrotou os Gigantes, que exigiam sacrifícios humanos do povo.

A tradição pede que sejam feitos bonecos com espigas de milho ou ramos de trigo representando os DEUSES , que nesse festival são chamados Senhor e Senhora do Milho. Nessa data deve-se agradecer a tudo o que colhemos durante o ano, sejam coisas boas ou más, pois até mesmo os problemas são veículos para a nossa evolução.

O outro nome do Sabát é Lammas, que significa "A Massa de Lugh". Isso se deve ao costume de se colher os primeiros grãos e fazer um pão que era dividido entre todos. Os membros do Coven devem fazer um pão comunitário, que deverá ser consagrado junto com o vinho e repartido dentro do círculo.

O primeiro gole de vinho e o primeiro pedaço de pão devem ser jogados dentro do Caldeirão, para serem queimados juntamente com papéis, onde serão escritos os agradecimentos, e grãos de cereais.

O boneco representando o Deus do milho também é queimado, para nos lembrar de que devemos nos livrar de tudo o que é antigo e desgastado para que possamos colher uma nova vida. O Altar é enfeitado com sementes, ramos de trigo, espigas de milho e frutas da época.
 

COMEMORANDO O LUGHNASADH
 
Coloque sobre o altar feixes de trigo, cevada ou aveia, frutas e pães, talvez um pão no formato do Sol ou de um homem para representar o Deus. Bonequinhas de milho, simbolizando a Deusa, também podem estar presentes. Arrume o altar, acenda as VELAS e o INCENSO , abra o círculo. Invoque a Deusa e o Deus. De pé diante do altar, erguendo os feixes de grãos diga estas palavras ou palavras semelhantes.

"Agora é o período da Primeira Colheita,
Quando a fartura da natureza se dá para nós,
Para que possamos sobreviver.
Ó Deus dos campos maduros, Senhor dos Grãos,
Conceda-me a compreensão deste sacrifício
Enquanto se prepara para se entregar à foice da Deusa
E partir para a TERRA do eterno verão.
Ó Grande Deusa da lua Nova,
Ensine-me os segredos do renascimento
Enquanto o Sol perde sua força e as noites se tornam frias."


Esfregue as pontas do trigo para que os grãos caiam sobre o altar. Erga um pedaço de fruta morda-o, saboreando seu gosto, e diga:


"Eu partilho da primeira colheita,
mesclando suas energias Com as minhas
para que possa continuar minha busca
pela sabedoria das estrelas E pela perfeição.
Ó Senhora da Lua e Senhor do Sol,
Graciosos perante os quais as estrelas interrompem sua trajetória,
Eu ofereço meus agradecimentos pela fertilidade continua da Terra.
Que o Grão pendente libere suas semente
para que sejam enterradas No seio da Mãe,
assegurando o renascimento no calor da primeira vindoura."


Consuma o restante da fruta. Trabalhos de magia se necessários, podem ser praticados. Celebre um Banquete Simples. O círculo é desfeito.
 

ERVAS TÍPICAS -

Flores de Acácia, Aloé, Talo de milho, olíbano, Girassol, Trigo, Maça Verde, Uva, Pêra, Groselha, Abrunho e Urze.

COMIDAS TÍPICAS -

Pães, Amoras pretas e outras frutinhas, frutos do Carvalho (já livres de seu veneno), Maçãs Verdes, Frutas da época e Vinho de Uva.