quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Deusa


"A lua brilha no céu estrelado

E nos ilumina com
a Sabedoria da Deusa.
Sua Luz nos acolhe e
Aquece nossos desejos.


Ela que é e sempre será,
Vela por nós desde tempos imemoriais
Para que possamos aprender
E conhecer uma vida melhor.


Vida que se desliza
Pelos cálidos raios lunares
Até nós, unindo-se
Com a Grande Mãe,


Abrindo nossos caminhos
Para a felicidade.


A Lua brilha no céu estrelado
E desce à Terra
Para iluminar e abençoar
a todos aqueles que desejem


carregar a chama prateada
em seus corações,
e espalhar assim a Sabedoria da Deusa.


Mas…o que é a Sabedoria da Deusa?

- É o conhecimento da Grande Mãe, da Mãe Terra.
- É viver de acordo com seus ciclos naturais.
- É celebrar os festivais das colheitas numa infinita


Comunhão com Ela e com o Universo.

- É celebrar a Vida em cada ato do dia a dia.
- É ver em cada dia a Presença amorosa D’Ela!"



Debora Rocco

Mito Diânico da Criação


"E assim surgiram todas as coisas...

No momento infinito, antes de tudo,
a Deusa levantou-se do Caos e deu
nascimento á Ela mesma.

Isto foi antes de ela Ter nascido,
até Ela própria.
E quando separou o céu das águas,
Ela dançou sobre elas.

Conforme Ela dançava, assim aumentava seu êxtase
e em Seu êxtase Ela criou tudo o que existe.

Seus movimentos provocavam os ventos e assim
o elemento Ar nasceu e respirou, e a Deusa
nomeou a Si mesma de Arianrhod, Cardea e Astarte.

E faíscas saíam de seus pés conforme Ela dançava
e brilhavam como o Sol, e as estrelas se prenderam em Seus
cabelos. Os cometas passavam sobre Ela e assim o elemento
Fogo nasceu e a Deusa nomeou a Si mesma de: Sunna, Vesta e Pele.

Sob os Seus pés moviam-se as águas formando ondas e assim
os rios e lagos passaram a fluir e Ela nomeou a Si mesma de:
Binah, Mari Morgine e Lahshmi.

E procurando descansar Seus pés na dança,
produziu a Terra de modo em que as margens dos rios
e mares fossem os Seus pés; as terras férteis, o Seu ventre;
as montanhas, os Seus seios fartos e
Seus cabelos todas as coisas que crescem,
e a Deusa nomeou a Si mesma de:

Cerridrew, Deméter e Mãe do Milho.

E Ela se tornou Àquela que é, foi e será.
Nascida de sua própria dança sagrada,
Do prazer cósmico e da alegria infinita.
 
Ela sorriu e criou a mulher á Sua própria imagem,
Para ser a sua Sacerdotisa.

De seus elementos – Terra, Ar, Fogo e Água –.
A Deusa criou o Seu Consorte para lhe dar amor
Prazer, companheirismo e para compartilhar.

A Deusa falou então às Suas filhas:

- Eu Sou a Lua que iluminará
os seus caminhos e revelará os seus ritmos.
- Eu Sou a dançarina e a dança.
- Eu Me movo sem movimento.
- Eu Sou o Sol que dá calor
para germinar e crescer.
- Eu sou tudo o que será.
- Eu Sou o vento que virá ao seu chamado
e as águas que oferecem a alegria.
- Eu Sou o Fogo da dança da vida
e a Terra abaixo de seus pés dançantes.
- Eu dou á todas as minhas Sacerdotisas
Os três aspectos que são Meus:

- Sou Ártemis, a Donzela dos animais
e a virgem da caça.
- Eu Sou Isis, a Grande Mãe.
- Eu Sou Ngame, a Deusa ancestral que sopra a mortalha.
- Eu serei chamada pôr milhões de outros nomes.
- Chamem pôr Mim minhas filhas, e saibam que Eu Sou

Nêmenis. Nós todas somos Donzelas, Mães e Anciãs.

- Oferecemos nossa energia criada ao espirito das mulheres
que foram, ao espírito das mulheres que virão e ao espírito
das mulheres que crescerão.
- E assim vamos evoluir juntas.
 
 

Um pouco mais sobre a Wicca



Wicca, a religião da Grande Mãe e do Deus Cornífero

Entender a origem da bruxaria é retornar aos primórdios da humanidade, quando os seres humanos começaram a despertar a sua percepção para o microcosmo e macrocosmo. As primeiras manifestações de devoção registradas pelo homem remontam à pré-história, às Madonas Negras. Elas representavam o aspecto feminino do poder da natureza, eram a personificação da Grande Mãe. Quando, na lua crescente, a mulher iniciava a sua ovulação, chegando ao máximo na lua cheia e, por fim, menstruando, essa sintonia trouxe, então, a associação da lua como uma nova face para a Deusa. Enfim, a Grande Mãe dava alimento (plantações, frutas, ervas etc), calor e proteção no verão, no outono e na primavera, mas, e no inverno, quando o frio acabava com tudo, quem os protegia? Surgiu, então, o papel do homem, do caçador da tribo, do líder. Quem caçava melhor recebia as presas e os chifres da caça como símbolo de poder e honra. Associou-se, então, um aspecto masculino à Grande Mãe, que buscaria assim o equilíbrio. Criou-se o Deus Cornífero (perceberam a fácil associação com o diabo?). Entre os povos que dependiam da caça, o culto ao Deus dos animais e da fertilidade, também conhecido como Deus de Chifres ou Cornífero, foi marcante.
 
- Princípio Feminino ou Grande Mãe

Grande Mãe representa a Energia Universal Geradora, o Útero de Toda Criação. Na wicca, a Deusa se mostra com três faces: a Virgem (lua crescente), a Mãe (lua cheia) e a Velha Sábia (lua minguante), sendo que esta última ficou mais relacionada a bruxa na imaginação popular. A Deusa Tríplice mostra os mistérios mais profundos da energia feminina, o poder da menstruação na mulher, e é também a contraparte feminina presente em todos os homens, tão reprimida pela cultura patriarcal!
 
- Princípio Masculino ou Deus Cornífero

Da mesma forma que toda luz nasce da escuridão, o Deus, símbolo solar da energia masculina, nasceu da Deusa, sendo seu complemento, trazendo em si os atributos da coragem, pensamento lógico, fertilidade, saúde e alegria. Da mesma forma que o sol nasce e se põe todos os dias, o Deus nos mostra os mistérios da morte e do renascimento. Na wicca, o Deus nasce da Grande Mãe, cresce, se torna adulto, apaixona-se pela Deusa Virgem, fazem amor; a Deusa fica grávida, o Deus morre no inverno (no fim dele) e renasce novamente, fechando o ciclo do renascimento, que coincide com os ciclos da natureza e mostra os ciclos da nossa própria vida.
Os wiccas praticam os seus rituais sozinhos (bruxos solitários) ou em pequenos grupos de pessoas chamado de coven. Um coven possui 13 membros (na maioria das tradições existentes admite-se 14 membros, sendo o décimo-quarto o mais novo do grupo, responsável por preparar os incensos, acender o fogo, colher ervas e outras pequenas tarefas). O coven é dirigido por uma Alta Sacerdotisa e/ou um Alto Sacerdote que gerenciam os trabalhos de adoração à Deusa, os trabalhos mágicos e cerimônias como os sabás e esbás. Uma explicação para que o coven seja formado por treze pessoas, é que cada uma representaria um mês do ano, pois nas sociedades matriarcais o ano segue o calendário lunar de 13 meses de 28 dias, mais um dia, no total 365 dias. Daí vem a expressão "um ano e um dia", pois, quando é iniciada, a pessoa estuda durante esse período para depois confirmar seus votos. Isto em algumas Tradições.
O coven reúne-se basicamente para a celebração de um sabá ou para um esbá. Esbá é uma reunião mensal que se realiza treze vezes ao ano durante a lua cheia, que recebe o nome de esbá. Geralmente no esbá trocam-se idéias, realizam-se rituais especiais, agradecem-se a Deusa e ao Deus, realizam-se trabalhos de cura e proteção.
Os wiccas celebram oito sabás anuais, destacando as transições entre as estações. Os quatro grandes sabás são Candlemas, Beltane, Lammas e Samhain, e os menores são Equinócio da Primavera e Equinócio do Outono, e Solstício de Verão e Solstício de Inverno.
 
- A Roda do Ano

Representada pelos oito sabás, tem por objetivo sincronizar a nossa energia com as estações do ano, ou seja, com os ciclos do planeta Terra e do Universo. Para algumas tradições da wicca, o ano se inicia no solstício de inverno. Outras consideram a noite de 31 de outubro como o início do ano. Esta data é conhecida como Halloween ou Dia das Bruxas, mas seu nome tradicional é Samhain, que significa "sem sol", referindo-se ao tempo de inverno. Esta época também é correspondente ao ano-novo judaico
No solstício de inverno ocorre o nascimento/renasci-mento do Deus; nos sabás da primavera, do verão e do outono, ele tem o Seu crescimento, puberdade e maturidade; e Sua morte no sabá de Samhain. Após a morte ele retorna ao ventre da Deusa Mãe até o solstício do inverno seguinte, quando renasce. Este é o ciclo mítico do nascimento-morte-renascimento que se repete em todos nós todos os anos. E a Deusa, em Seus aspectos, é adorada durante todo o ano. Outras tradições preferem adorar a Deusa durante os sabás da primavera e verão, e o Deus durante os sabás do outono e do inverno.
 
- Sabás wiccas
 
- Yule - Solstício de Inverno (21 de Dezembro)

É a noite mais longa do ano, marcando a época em que os dias começam a crescer, e as horas de escuridão a diminuir. É desta data antiga que se originou o Natal cristão. Nesta época, a Deusa dá à Luz a Deus, que é reverenciado como criança prometida. Em Yule, é tempo de reencontrarmos nossas esperanças, pedindo para que os deuses rejuvenesçam nossos corações e nos dêem forças para nos libertarmos das coisas antigas e desgastadas. É hora de descobrirmos a criança dentro de nós e renascermos com sua pureza e alegria. Esta é a noite mais longa do ano, onde a Deusa é reverenciada como a Mãe da Criança Prometida ou do Deus Sol, que nasceu para trazer Luz ao mundo. Um exemplo das raízes pagãs das festas de Natal está na moderna personificação do espírito de Natal, o Santa Claus, que foi para os escandinavos como o Cristo na Roda, um antigo título nórdico para o Deus Sol, que renascia na época do Solstício de Inverno.

- Candlemas (Imbolc, Oimelc) - Festa do Fogo ou Noite de Brigit (2 de fevereiro)

Festival do fogo que celebra a chegada da primavera. O aspecto invocado da Deusa nesse sabá é o de Brigit, Senhora da Poesia, da Inspiração, da Cura, da Escrita, da Metalurgia, das Artes Marciais e do Fogo. Nesta noite, as bruxas colocam velas cor de laranja ao redor do círculo, e uma vela acesa dentro do caldeirão. Se o ritual é feito ao ar livre, pode-se fazer tochas e girar ao redor do círculo com elas. A bruxa mais jovem da assembléia pode representar Brigit, entrando por último no círculo para acender, com sua tocha, a vela do caldeirão, ou a fogueira, se o ritual for ao ar livre, o que representaria a inspiração sendo trazida para o círculo pela Deusa.
Os membros do coven devem fazer poesias, ou cantar em homenagem a Brigit. Pedidos, agradecimentos ou poesias devem ser queimados na fogueira ou no caldeirão em oferenda, no fim do ritual. O Deus está crescendo e se tornando mais forte para trazer a Luz de volta ao mundo. É hora de pedirmos proteção para todos os jovens, em especial da nossa família do coven. É neste sabá que a Alta Sacerdotisa do coven usa uma brilhante coroa de 13 velas no topo de sua cabeça. A versão cristianizada da procissão de Candlemas honra a Virgem Maria, e, no México, ela corresponde ao ano-novo asteca.

- Equinócio de Primavera - Ostara (21 de março)

Ostara é o festival em homenagem à Deusa Oster, Senhora da Fertilidade, cujo símbolo é o coelho. Foi desse antigo festival que teve origem a Páscoa. Os membros do coven usam grinaldas, e o altar deve ser enfeitado com flores da época. É um costume muito antigo colocar ovos pintados no altar. Eles simbolizam a fecundidade e a renovação. Os ovos podem ser pintados crus e depois enterrados, ou cozidos e comidos enquanto mentalizamos nossos desejos. Antes de comê-los, os membros do coven devem girar de mãos dadas em volta do altar para energizar os pedidos. Os ovos devem ser decorados com símbolos mágicos, ou de acordo com a criatividade. Os pedidos devem ser voltados à fertilidade em todas as áreas.
 
- Beltane (Rudemasd, Walpurgisnacht) - A Fogueira de Belenos, Festa da Primavera (1º de maio)

Beltane é o mais alegre e festivo de todos os sabás. O Deus, que agora é um jovem no auge da sua fertilidade, se apaixona pela Deusa, que em Beltane se apresenta como a Virgem e é chamada Rainha de Maio. Em Beltane se comemora esse amor que deu origem a todas as coisas do Universo. Beleno é a face radiante do Sol, que voltou ao mundo na primavera. Em Beltane se acendem duas fogueiras, pois é costume passar entre elas para se livrar de todas as doenças e energias negativas. Daí veio o costume de "pular a fogueira" nas festas juninas. Se não houver espaço, duas tochas ou mesmo duas velas podem ter a mesma função. Uma das mais belas tradições de Beltane é o meypole, ou mastro de fitas. Trata-se de um mastro enfeitado com fitas coloridas. Durante um ritual, cada membro escolhe uma fita de sua cor preferida ou ligada a um desejo. Todos devem girar trançando as fitas, como se estivessem tecendo seu próprio destino, colocando-nos sob a proteção dos deuses. É costume em wicca jamais se casar em maio, pois esse mês é dedicado ao casamento do Deus e da Deusa.
 
- Litha - Solstício de Verão (21 de junho)

Nesse dia o sol atingiu a sua plenitude. É o dia mais longo do ano. O deus chega ao ponto máximo de seu poder. Este é o único sabá em que, às vezes, se fazem feitiços, pois o seu poder mágico é muito grande. É hora de pedirmos coragem, energia e saúde. Mas não devemos nos esquecer que, embora o Deus esteja em sua plenitude, é nessa hora que ele começa a declinar. Logo Ele dará o último beijo em sua amada, a Deusa, e partirá no Barco da Morte, em busca da Terra do Verão. Da mesma forma, devemos ser humildes para não ficarmos cegos com o brilho do sucesso e do poder. Tudo no Universo é cíclico, devemos não só nos ligarmos à plenitude, mas também aceitar o declínio e a morte. Nesse dia costuma-se fazer um círculo de pedras ou de velas vermelhas. Queimam-se flores vermelhas ou ervas solares (como a camomila) juntamente com os pedidos no caldeirão.
 
- Lamas - Lughnasad ou Festa da Colheita (1º de Agosto)

Lughnasad era tipicamente uma festa agrícola, onde se agradecia pela primeira colheita do ano. Lugh é o Deus Sol. Na mitologia celta, ele é o maior dos guerreiros, que derrotou os Gigantes que exigiam sacrifícios humanos do povo. A Tradição pede que sejam feitos bonecos com espigas de milho ou ramos de trigo representando os deuses, que nesse festival são chamados Senhor e Senhora do Milho. Nessa data deve-se agradecer tudo o que colhemos durante o ano, sejam coisas boas ou más, pois até mesmo os problemas são veículos para a nossa evolução.
O outro nome do sabá é Lammas, que significa A Massa de Lugh. Isso se deve ao costume de se colher os primeiros grãos e fazer um pão que era dividido entre todos. Os membros do coven devem fazer um pão comunitário, que deverá ser consagrado junto com o vinho e repartido dentro do círculo. O primeiro gole de vinho e o primeiro pedaço de pão devem ser jogados dentro do caldeirão, para serem queimados juntamente com papéis, onde serão escritos os agradecimentos, e grãos de cereais. O boneco representando o Deus do Milho também é queimado, para nos lembrar de que devemos nos livrar de tudo o que é antigo e desgastado, para que possamos colher uma nova vida. O altar é enfeitado com sementes, ramos de trigo, espigas de milho e frutas da época.
 
- Mabon - Equinócio de Outono (21 de setembro)

No panteão celta, Mabon, também conhecido como Angus, era o Deus do Amor. Nessa noite devemos pedir harmonia no amor e proteção para as pessoas que amamos. Esta é a segunda colheita do ano. O altar deve ser enfeitado com as sementes que renascerão na primavera. O chão deve ser forrado com folhas secas. O Deus está agonizando e logo morrerá. Este é o festival em que devemos pedir pelos que estão doentes e pelas pessoas mais velhas que precisam de nossa ajuda e conforto. Também é neste festival que homenageamos as nossas antepassadas femininas, queimando papéis com seus nomes no caldeirão e lhes dirigindo palavras de gratidão e bênçãos.
 
- Samhain - Halloween ou Dia das Bruxas (31 de outubro)

Este é o mais importante de todos os festivais, pois, dentro do círculo, marca tanto o fim quanto o início de um novo ano. Nessa noite, o véu entre o nosso mundo e o mundo dos mortos se torna mais tênue, sendo o tempo ideal para nos comunicarmos com os que já partiram. As bruxas não fazem rituais para receber mensagens dos mortos e muito menos para incorporar espíritos. O sentido do Halloween é nos sintonizarmos com os que já partiram para lhes enviar mensagens de amor e harmonia. A noite do Samhain (pronuncia-se souen) é uma noite de alegria e festa, pois marca o início de um novo período em nossas vidas, sendo comemorado com muito ponche, bolos e doces.
A cor do sabá é o negro, sendo o altar adornado com maçã, o símbolo da vida eterna. O vinho é substituído pela sidra ou pelo suco de maçã. deve-se fazer muita brincadeiras com dança e música. Os nomes das pessoas que já se foram são queimados no caldeirão, mas nunca com uma conotação de tristeza!
No altar e nos quadrantes não devem faltar as tradicionais máscaras de abóbora com velas dentro. Antigamente, as pessoas colocavam essas abóboras na janela para espantar os maus espíritos e os duendes que vagavam pelas noites do Samhain. Essa palavra significa "sem luz", pois, nessa noite, o Deus morreu e o mundo mergulha na escuridão. A Deusa vai ao Mundo das Sombras em busca do seu amado, que está esperando para nascer. Eles se amam, e, desse amor, a semente da luz espera no Útero da Mãe para renascer no próximo Solstício de Inverno como a Criança da Promessa.           
Os Candlemas, Beltane, Lammas e Samhain são grandes sabás, enquanto os solstícios e equinócios são pequenos sabás. As datas fornecidas acima são do hemisfério norte. Muitas pessoas preferem adaptá-las ao nosso hemisfério, mudando a ordem dos sabás. Outras já acham que se deve manter a Tradição e seguir as datas da Europa. Isto depende do gosto de cada um, mas, no Brasil, não existem quatro estações, sendo que muitas regiões têm um verão permanente ou uma estação chuvosa, o que torna bem difícil adaptar os sabás aos aspectos da natureza.    

Fonte - Casa do Bruxo     

As Faces do Deus...

 

"Nós não sabemos o que Deus é. O próprio Deus não sabe o que Ele é, pois Ele não é algo. Literalmente Deus não é, pois Ele transcende o ser..." - John Scotus Erigena

   

     O Deus representa três aspectos:
  • Cornífero
  • Senhor da Colheita
  • E o Ancião
 
CERNNUNOS: É um Deus Celta, o Senhor da Natureza, das frutas, dos grãos e da prosperidade, ele é representado, tendo um corpo de homem, com chifres de alce, seu nome de origem latina significa Cornífero.
Ele é o Guardião das entradas e do círculo mágico, que é traçado para o ritual.
É o Deus que morre e sempre renasce, seus ciclos de morte e vida representam nossa própria existência.
Ele nasce da Deusa, como seu complemento e carrega os atributos da fertilidade, alegria, coragem e otimismo.
Ele é a força do Sol, que nasce e morre todos os dias, ensinando aos homens os segredos da morte e do renascimento. Segundo o mito pagão, o Deus nasceu da Deusa, cresceu e se apaixonou pôr ela.
Ao fazerem amor, a Deusa engravidou e quando chega o inverno, o Deus morre, renascendo quando  ela dá a luz.
Este mito contem em si os próprios ciclos da natureza, onde no verão o Deus está no auge de sua força e vigor, no outono ele envelhece e morre no inverno e renasce novamente na primavera.
Cernunos representa a luz e a escuridão, a imortalidade e a morte, ele representa o sol eternamente em busca da lua e seus chifres simbolizavam as meias-luas a vitalidade.
O Deus Cornífero foi transformado no “Diabo” cristão por aqueles que foram tentar difundir sua fé na Europa Antiga. Muito antes de o Cristianismo emigrar dos desertos de Jerusalém, o Deus Cornífero era tido como o símbolo da vida, da sexualidade, do êxtase, da liberdade e da indomabilidade.

 Muitas deidades Pagãs foram absorvidas pelo Cristianismo. Porém, o Deus Cornífero transpareceu num semblante ameaçador os primeiros cristãos. Ele era um Deus animalesco e sexual. Uma Divindade da noite e da floresta. Considerando que o Cristianismo era uma religião praticada durante o dia, em templos, ele não teve lugar e teve que ser excluído. O Cristianismo viu a sexualidade como a escuridão e o mal, e o Deus Cornífero foi identificado como o princípio do mal, chamado por eles de Diabo. Ainda assim, o Deus Cornífero sobreviveu por séculos de supressão e difamação.
 Portanto está longe de ter qualquer ligação com o conceito cristão do diabo, onde o cristianismo criou esta imagem para exterminar e denegrir  os antigos cultos da natureza.

O Deus da Wicca não é Deus vingativo, transcendente, ideológico, que mora no céu. Ele é forte e poderoso, mas não deve ser temido. O corpo dele é de um homem, mas os seus pés são patas, e os chifres capturam os poderes dos céus, do Sol e das estrelas. Ele é Deus do constante renovar, do movimento eterno, e é considerado a própria força crescente de vida. O Deus Cornífero é o caçador, o guerreiro, o gerador, o Rei da terra, e representa ao mesmo tempo as mudanças e verdades.

É o Deus visto com características duais. Ele é o Deus do Verão e do Inverno. Ele é o Rei do Sol, o Rei do Milho e o Homem Verde, honrados no Verão. Ele é o Senhor do Submundo, o Caçador, o Pastor e o Curandeiro, na sua face do Inverno. Ele é o Sol renascido no Solstício de Inverno que traz vida e alegria, mas também o Senhor da Luz e da Morte.
Cernunos está associado á:
  • Pan – o Deus grego dos campos e bosques – Vegetação, êxtase e vigor sexual.
  • Esus – O Deus celta associado ao touro, que era acompanhado pôr 3 pássaros, está ligado ao submundo.
  • Odim – O Deus germânico associado a magia, a guerra, e ao êxtase, é representado pôr um capacete com chifres acompanhado pôr um cervo.
 
 
GREEN MAN: O Senhor da Colheita e de  toda a natureza cultivada, está relacionado aos grãos e ao desenvolvimento agrícola, está associado aos excessos e ao êxtase, provocado pelo vinho tão sagrado para as culturas primitivas, Green Man, está associado á:
  
Dionísio: Segundo as crenças gregas ele era o criador do vinho, suas sacerdotisas as mênades corriam e dançavam nuas pêlos bosques, atordoadas pelo efeito do vinho, agitando tochas e bastão de tirso nas mãos, em homenagem ao Deus.
( tirso = é um dos mais antigos bastões rituais, ele é composto de uma haste de funcho com uma pinha na extremidade superior. Como um símbolo de fertilidade a haste representa o falo e a pinha simboliza a semente surgindo.
 
O ANCIÃO: A terceira face do Deus representa o conhecimento acumulado e a sabedoria. Exerce domínio sobre os conhecimentos ocultos e sobre a magia, ele é o Deus das sombras, aquele que conduz as almas dos homens ao outro mundo.
O Ancião está associado a:
 
Dagda: Um antigo Deus Irlandês, e líder dos Tuatha de Danaan, também conhecido como o “Pai Eterno” e o Senhor do Grande Conhecimento, seus símbolos são o caldeirão, e uma clava, o caldeirão simboliza uma inesgotável fonte de alimento e sua clava o associava aos Deus celta do martelo.
 
Fonte - A Grante Teia

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Imbolc - O crescimento da luz - 2 de FEVEREIRO - Hemisfério NORTE

 
 
Festa do Fogo ou Noite de  Brighid
 
Este Sabá é dedicado à Deusa  Brighid, Senhora da Poesia, da Inspiração, da CURA , da ESCRITA , da Metalurgia, das Artes marciais e do FOGO .

Nesta noite, as BRUXAS colocam VELAS cor de laranja ao redor do círculo, e uma VELA acesa dentro do Caldeirão. Se o RITUAL é feito ao AR livre, pode-se fazer tochas e girar ao redor do círculo com elas. A BRUXA mais jovem da Assembléia pode representar Brigit, entrando por último no círculo para acender, com sua tocha, a VELA do caldeirão, ou a fogueira, se o RITUAL for ao AR livre, o que representaria a Inspiração sendo trazida para o círculo pela Deusa.

Os membros do Coven devem fazer poesias, ou cantar em homenagem a Brigit. Pedidos, agradecimentos ou poesias devem ser queimados na fogueira ou no caldeirão em oferenda, no fim do ritual. o Deus está crescendo e se tornando mais forte, para trazer a Luz de volta ao mundo. É hora de pedirmos proteção para todos os jovens, em especial da nossa família e do Coven.

Devemos mentalizar que o Deus está conservando sempre viva dentro de nós a chama da saúde, da coragem, da ousadia e da juventude. O altar deve ser enfeitado com flores amarelas, alaranjadas ou vermelhas. A consagração deve ser feita pelos membros mais JOVENS do Coven. Literalmente quer dizer dentro do útero. O inverno ainda não foi embora, mas por baixo da neve a vida floresce e ganha força.

As coisas não acontecem diante de nossos olhos, mas já estão lá, lentamente, pulsando, esperando o momento certo para vir à tona. A Deusa vagarosamente recupera-se do parto, e acorda sob a energia revigorante do Sol. Esse é o também chamado Festival das Luzes, em que se acendem VELAS por toda a casa, mais especialmente nas janelas, para anunciar a vinda do Sol e mostrar ao menino Deus seu caminho.

COMEMORANDO O CANDLEMAS

Um símbolo da estação, como uma representação de um floco de neve, uma flor branca ou talvez um pouco de neve num recipiente de CRISTAL , pode ser depositado no altar. Uma VELA laranja, ungida com ÓLEO de almíscar, CANELA , olíbano ou ALECRIM , ainda por acender, também deve estar presente.

Pode-se derreter neve para que seja usada como ÁGUA na criação do círculo. Prepare o altar, acenda as VELAS e o INCENSO , crie o círculo, invoque a Deusa e o Deus. Diga as palavras a seguir:



"Este é o período da festa das tochas,
Quando todas as lanternas queimam e brilham
Para saudar o renascimento do Deus.
Eu celebro a Deusa, Eu celebro o Deus;
Toda a TERRA celebra Sob seu manto de sono."


Acenda a VELA laranja com a VELA vermelha do altar (ou no ponto sul do círculo).Caminhe lentamente ao redor do círculo no sentido horário, levando consigo a vela. Diga estas palavras ou semelhantes:


"Toda a TERRA está envolta pelo inverno.
O AR está frio e o gelo envolve a Terra.
Mas, Senhor do Sol,
O Chifrudo dos animais e locais silvestres,
Sem ser visto renascente
A partir da graciosa Deusa Mãe,
Senhora de toda fertilidade.
Salve, Grande Deus! Salve e bem - vindo!"


Pare diante do altar, erguendo a vela. Observe sua chama. Visualize sua vida florescendo em criatividade, com energias e forças renovadas. Se precisar olhar para o futuro ou passado, este é o momento ideal. Pode-se seguir praticar trabalhos de magia, se necessários. Celebre um banquete simples! O círculo está desfeito.

ERVAS TÍPICAS -

Angélica, Manjericão, LOURO , Benjoim, Urze, Mirra e Flores amarelas.

COMIDAS TÍPICAS -

Laticínios, Creme azedo, Comidas condimentadas e encorpadas, Pratos com pimenta, curry, cebolas, cebolinha ou alho-poró, pratos com passas e um vinho bem forte.

Lammas - Festival da Primeira Colheita - 2 de FEVEREIRO - Hemisfério SUL

 
 
LAMMAS ou LUGHNASADH - Festa da Colheita
 
Este é o primeiro dos três Sabbaths da colheita. O Deus já dominou o mundo das trevas e agora passará por leves mudanças, seu poder está declinando com o passar dos dias. Por isso, o honramos e agradecemos pela energia dispensada sobre as colheitas.

O dia é comumente associado a Lugh, Deus Celta do Sol. Lughnasad era tipicamente uma festa agrícola, onde se agradecia pela primeira colheita do ano. Lugh é o Deus Sol. na Mitologia Celta, ele é o maior dos guerreiros, que derrotou os Gigantes, que exigiam sacrifícios humanos do povo.

A tradição pede que sejam feitos bonecos com espigas de milho ou ramos de trigo representando os DEUSES , que nesse festival são chamados Senhor e Senhora do Milho. Nessa data deve-se agradecer a tudo o que colhemos durante o ano, sejam coisas boas ou más, pois até mesmo os problemas são veículos para a nossa evolução.

O outro nome do Sabát é Lammas, que significa "A Massa de Lugh". Isso se deve ao costume de se colher os primeiros grãos e fazer um pão que era dividido entre todos. Os membros do Coven devem fazer um pão comunitário, que deverá ser consagrado junto com o vinho e repartido dentro do círculo.

O primeiro gole de vinho e o primeiro pedaço de pão devem ser jogados dentro do Caldeirão, para serem queimados juntamente com papéis, onde serão escritos os agradecimentos, e grãos de cereais.

O boneco representando o Deus do milho também é queimado, para nos lembrar de que devemos nos livrar de tudo o que é antigo e desgastado para que possamos colher uma nova vida. O Altar é enfeitado com sementes, ramos de trigo, espigas de milho e frutas da época.
 

COMEMORANDO O LUGHNASADH
 
Coloque sobre o altar feixes de trigo, cevada ou aveia, frutas e pães, talvez um pão no formato do Sol ou de um homem para representar o Deus. Bonequinhas de milho, simbolizando a Deusa, também podem estar presentes. Arrume o altar, acenda as VELAS e o INCENSO , abra o círculo. Invoque a Deusa e o Deus. De pé diante do altar, erguendo os feixes de grãos diga estas palavras ou palavras semelhantes.

"Agora é o período da Primeira Colheita,
Quando a fartura da natureza se dá para nós,
Para que possamos sobreviver.
Ó Deus dos campos maduros, Senhor dos Grãos,
Conceda-me a compreensão deste sacrifício
Enquanto se prepara para se entregar à foice da Deusa
E partir para a TERRA do eterno verão.
Ó Grande Deusa da lua Nova,
Ensine-me os segredos do renascimento
Enquanto o Sol perde sua força e as noites se tornam frias."


Esfregue as pontas do trigo para que os grãos caiam sobre o altar. Erga um pedaço de fruta morda-o, saboreando seu gosto, e diga:


"Eu partilho da primeira colheita,
mesclando suas energias Com as minhas
para que possa continuar minha busca
pela sabedoria das estrelas E pela perfeição.
Ó Senhora da Lua e Senhor do Sol,
Graciosos perante os quais as estrelas interrompem sua trajetória,
Eu ofereço meus agradecimentos pela fertilidade continua da Terra.
Que o Grão pendente libere suas semente
para que sejam enterradas No seio da Mãe,
assegurando o renascimento no calor da primeira vindoura."


Consuma o restante da fruta. Trabalhos de magia se necessários, podem ser praticados. Celebre um Banquete Simples. O círculo é desfeito.
 

ERVAS TÍPICAS -

Flores de Acácia, Aloé, Talo de milho, olíbano, Girassol, Trigo, Maça Verde, Uva, Pêra, Groselha, Abrunho e Urze.

COMIDAS TÍPICAS -

Pães, Amoras pretas e outras frutinhas, frutos do Carvalho (já livres de seu veneno), Maçãs Verdes, Frutas da época e Vinho de Uva.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

O Perfume e o Sabor do Azeite Aromatizado

 
Atualmente os azeites aromatizados estão cada vez mais populares e procurados.
Eles são utilizados para temperar saladas, em pré-preparos de alguns assados, como meio para cozimento, em marinadas, molhos ou para perfumar um prato.
O azeite aromatizado com especiarias como hortelã, manjericão, cardamomo, pau de canela, pimenta, alho, casquinha de limão, gengibre, baunilha, trufas pretas e brancas entre outros, possui um sabor que ajuda a reduzir a necessidade de utilizar outros temperos como o sal e a pimenta do reino.
Veja receitas interessantes e dicas importantes que devem ser observadas durante o seu preparo.

Dicas importantes:
- Em primeiro lugar, esterilize o vidro e a tampa, colocando-os dentro de uma panela alta, e sobre um pano colocado no fundo, para que não quebre. Cubra com água e deixe ferver por pelo menos 10 minutos. Retire, vire de boca para baixo para que escorra bem a água. Só utilize quando seco.
- As ervas aromáticas e especiarias devem estar limpas. Uma boa forma de limpar as impurezas é levar as ervas ao microondas por 20 segundos sobre uma folha de papel absorvente. Deixe esfriar e utilize. As ervas, depois de lavadas e secas, podem ser ligeiramente esmagadas para melhor liberarem suas essências. Não deixe as ervas dentro do azeite depois de pronto, a não ser as desidratadas.
- Cuidados essenciais devem ser observados quando usar ingredientes in natura que podem ser uma fonte potencial de crescimento de bactérias. Só assim você conseguirá um azeite com sabor agradável e tempo de duração maior. Caso contrário eles estragarão com facilidade.
- As receitas devem sempre ser elaboradas com azeites de excelente qualidade, óleos de oliva extravirgem.
- Para armazená-lo, deve-se ter o menor contato possível do oxigênio e os ingredientes completamente submersos no azeite, afim de conservá-los melhor.
- Os recipientes herméticos são os mais indicados para conservação do azeite. Se utilizar rolha de cortiça pressione muito bem para que ela não ceda á entrada de bactérias.
- Quando a aromatização for feita através de Infusão “à frio”(consiste em mergulhar os ingredientes aromatizantes no próprio frasco do azeite ) ele pode ser guardado em geladeira e consumido em 3 semanas (no máximo) ou em freezer.
- Embrulhe o frasco com folha de alumínio para evitar a luz direta.
- Use recipientes de vidro que permitem a visualização das ervas e especiarias.
- Para presentear, compre vidros do tipo jarra, de boca larga, de diferentes formatos.
- Personalize os vidros de azeite, use sua criatividade.
- Use os vidros de azeite como objetos de decoração.
Receitas
Azeite com Alho
 
Ingredientes:
 
20 dentes de alho
1/2 xícara (chá) de azeite
suco de 1 limão
6 colheres (sopa) de salsinha picada
1 xícara (chá) de alho porro picadinho
sal e pimenta do reino branca a gosto
Modo de Fazer:
Descasque os dentes de alho e pique. Coloque em um recipiente e misture a salsinha e o alho porro. Tempere com sal e pimenta do reino. Transfira para um frasco de vidro esterilizado e com tampa. Junte o suco de limão e o azeite. Tape e deixe tomar gosto por 5 dias.
Use para saladas, temperos, refogar legumes e carnes em geral.
 
Azeite Aromático
 
Ingredientes:
 
1 colher (sopa) de orégano seco
12 pimentas malaguetas vermelhas, secas
1 colher (chá) de sementes de erva-doce
4 pés de tomilho fresco
4 pés de alecrim fresco
4 folhas de louro fresco
1 xícara (chá) de azeite
Modo de Fazer:
Em um frasco de vidro esterilizado, disponha camadas de orégano, malaguetas e sementes de erva-doce. Junte as ervas frescas. Este azeite é bom para regar, verduras frescas ou grelhadas, carnes ou aves grelhadas e pizzas.

Azeite com Ervas Aromáticas
Ingredientes:
 
1 litro de azeite
2 dentes de alho com casca
2 ramos grandes de alecrim
1 colher (chá) de pimenta do reino branca em grão
1 colher (chá) de pimenta do reino preta em grão
1 colher (chá) de pimenta vermelha em grão
Modo de Fazer:
Separe 1/6 da garrafa e azeite o reserva. Lave e seque o alecrim. Reserve. Coloque o alho e as pimentas na garrafa. Coloque o alecrim e complete com o azeite que foi retirado. Tape e deixe macerar por 2 meses.
Se quiser escolha uma erva de sua preferência: tomilho, sálvia, manjericão, salsinha hortelã e acrescente ao azeite.
Para saladas, fritar carne, peixe, aves legumes e refogar, entre outros usos.

Azeite com Manjericão
Ingredientes:
200ml de azeite
1 xícara (chá) de manjericão fresco
sal e pimenta
Modo de Fazer:
Ponha o azeite e o manjericão numa picadora e processe até obter um molho homogêneo. Tempere e conserve na geladeira.
Sirva com saladas, patês de vegetais grelhados e vegetais.
Azeite de Alho e Piripiri
 
Ingredientes:
 
4 dentes de alho
1 ramo de alecrim
1 pimenta malagueta seca
azeite (a quantidade depende do tamanho do vidro a ser utilizado)
 
Modo de Fazer:
Descasque os dentes de alho e corte em lâminas finíssimas. Coloque o alho num vidro esterilizado. Junte o alecrim e a malagueta e acrescente o azeite.Deixe repousar uma semana antes de usar, para que o azeite ganhe mais gosto. Conserve num lugar fresco.

Azeite Aromatizado
 
Ingredientes:
6 dentes de alho
1 colher (sopa) de orégano
4 pimentas dedo-de-moça ou malagueta
10 folhas de louro
1 galho de alecrim
azeite (a quantidade depende do tamanho do vidro a ser utilizado)
Modo de Fazer:
Arrume o alho, orégano, pimentas, louro e alecrim sobre uma folha de papel absorvente e dentro de uma assadeira. Leve ao forno por alguns minutos.
Depois que estiverem frios coloque no vidro.
A seguir, complete com o azeite.
Tampe bem e guarde em local escuro e fresco.

Azeite com Alho e Alecrim
Ingredientes:
 
1 ramo de alecrim
3 dentes de alho
250ml de azeite
 
Modo de Fazer:
Arrume, em uma garrafa esterilizada, 1 ramo de alecrim. Em uma panela pequena, coloque os dentes de alho e aqueça lentamente. Acrescente o azeite e desligue o fogo. Despeje o alho com o azeite na garrafa com o alecrim e tampe.
 
Azeite com Amêndoas
Ingredientes:
 
10 amêndoas sem pele
400ml de azeite
100ml de óleo de milho
 
Modo de Fazer: Coloque as amêndoas em uma garrafa esterilizada. Despeje o azeite e o óleo por cima e tampe. Deixe descansar por 2 meses antes de consumir.

Azeite de Lima-da-Pérsia
Ingredientes:
 
2 tiras de casca de lima-da-pérsia
Modo de Fazer:
Abra um vidro novo de azeite e transfira 30ml (um copinho de pinga) para uma panela pequena. Corte a casca da lima o mais fino possível, com um descascador de frutas (não deixar a parte branca na casca, pois o azeite ficará amargo). Junte a casca picada em quadrados bem pequenos ou em fios, ao azeite.
Aqueça em fogo bem baixo e desligue quando começar a liberar cheiro e borbulhar, tomando muito cuidado para não deixar queimar. Transfira o azeite e as cascas de volta para o vidro original e feche muito bem.
Use para sobremesas como Cheesecake, Torta de Limão, Mousse de Maracujá ou outro doce que tenha um toque ácido ou cítrico.

Azeite de Pimenta
Ingredientes:
2 pimentas dedo-de-moça sem sementes e sem a membrana branca, picadas
1 colher (chá) de alho picado
Modo de Fazer:
Abra um vidro novo de azeite e transfira 30ml (um copinho de pinga) para uma panela pequena. Junte as pimentas e o alho picados em quadrados de 0,7 cm, mais ou menos. Aqueça em fogo bem baixo e desligue quando começar a liberar cheiro e borbulhar, tomando muito cuidado para não deixar queimar. Transfira o azeite com o tempero de volta para o vidro original e feche muito bem.
Use sobre arroz, feijão, carnes ou outros pratos de sabor marcante.
Azeite de Alecrim
Ingredientes:
3 ramos de alecrim (só as folhas)
1 colher (chá) de alho picado
Modo de Fazer:
Abra um vidro novo de azeite e transfira 30ml (um copinho de pinga) para uma panela pequena. Junte o alecrim e o alho picado. Aqueça em fogo bem baixo e desligue quando começar a liberar cheiro e borbulhar, tomando muito cuidado para não deixar queimar. Transfira o azeite com o tempero de volta para o vidro original e feche muito bem.
Ótimo para usar em pizzas, queijo fresco e pratos que levam queijo.

Azeite com Cogumelos
Ingredientes:
1 colher (sopa) de shiitake piacado
1 colher (sopa) de cogumelo paris picado
1 colher (chá) de alho picado
Modo de Fazer:
Abra um vidro novo de azeite e transfira 30ml (um copinho de pinga) para uma panela pequena. Pique o shiitake, o cogumelo paris e o alho em quadrados de 0,7 cm, mais ou menos e junte ao azeite. Aqueça em fogo bem baixo e desligue quando começar a liberar cheiro e borbulhar, tomando muito cuidado para não deixar queimar. Transfira o azeite com o tempero de volta para o vidro original e feche muito bem.
Use para condimentar risotos, massas, carnes assadas e carnes com molho à base de vinho.

Azeite de Ervas
Ingredientes:
30g de salsinha
10g de sálvia
10g de tomilho fresco
10g de orégano
15g de alecrim
500ml de azeite
Modo de Fazer:
Separe as folhas dos talos e descarte-os. Pique todas as folhas sobre uma tábua e misture ao azeite. Aqueça essa mistura a 80 ºC por 2 horas, no fogo baixo em banho-maria.Retire do fogo e espere esfriar. Passe a mistura por uma peneira com pano a fim de eliminar impurezas.

Azeite de Ervas
Ingredientes:
60g salsinha
30g estragão
30g tomilho
120ml de azeite
Modo de Fazer:
Separe as folhas dos talos e descarte-os. Pique todas as folhas sobre uma tábua.Branquear as ervas por 10 segundos em água fervente, retirar e colocar em água fria para interromper o processo. Juntar o óleo e processar no liquidificador até formar um purê, passar por um chinoir com pano para retirar todos os sólidos.
 
Azeite de Manjericão
Ingredientes:
1 maço de manjericão
água
300ml azeite de oliva ou óleo de canola
Modo de Fazer:
Cozinhe as folhas de manjericão em água fervente por mais ou menos 1 minuto. Escorra e coloque na água com gelo. Escorra novamente apertando com as mãos até retirar o excesso de água. Bata bem no liquidificador com óleo de canola.Coloque numa panela em fogo baixo por 5 minutos, até que o óleo fique bem verde. Coe com o pano.

Azeite com Limão Siciliano
Ingredientes:
2 ou 3 limões silicianos
250ml azeite de oliva
Modo de Fazer:
 
Retirar a casca do limão. O mais fino possível, com um descascador de frutas (não deixar a parte branca na casca, pois o azeite ficará amargo. Descascar o limão retirando a parte branca e deixando somente a polpa, cortar em pedaços menores e retirar as sementes. Bater a casca no processador com a lâmina de cortar, acrescentar a polpa do limão e o azeite, pulsar algumas vezes, não bater muito, o limão não poderá se transformar em purê e nem emulsionar com o azeite. Retirar e deixar descansar a temperatura ambiente por 02 horas (mexer algumas vezes, sem bater, para misturar limão e azeite). Após coar em um pano de algodão (pré- lavado), acondicionar em um vidro e deixar para descansar para separar o suco do azeite aromatizado. Guardar na geladeira e usar em até 1 semana.
 
Fonte - Cafézinho das Cinco

Sálvia Branca


 

Planeta: Júpiter
Elemento: Terra
Usado em encantamentos de cura e prosperidade. Promove a longevidade e saúde.


Com formas variadas de uso, pode ser queimada juntamente com o tabaco na pipa sagrada, ou em uma concha ou recipiente próprio, como incenso e defumação. É utilizada para purificar locais sagrados e em várias cerimônias indígenas, como a tenda de suor, rodas de tambores, rodas de cura, por exemplo. Na forma de chá, purifica o organismo. É utilizada para a proteção, o equilíbrio e a purificação do corpo, mente e espírito, para afastar energias intrusas e maus espíritos, assim como para adquirir força, discernimento e sabedoria. Os nativos norte-americanos a chamam de Shkodawabuk. É a única medicina cujo uso é permitido quando as mulheres estão em seu tempo de lua(menstruação). Por ser abortiva, não é aconselhável às mulheres em gestação. É uma medicina que, assim como o cedro, está associada ao feminino.
 
Ritual com a Sálvia Branca Sagrada

Se você está com sua energia baixa, ou você se sente deprimido e com má sorte, ou se você está se relacionando com pessoas ou lugares negativos, ou uma situação dificil, você precisa limpar seu campo energético com Salvia
Branca.
Uma boa maneira de fazer isso é com uma pena ou um leque.
Peça a alguém para passar a fumaça da Salvia em seu corpo, na parte da frente e nas costas.Não se esqueça do alto da cabeça e de seus pés. Se você não tiver alguém, para se defumar passe a Sálvia ao seu redor o tanto que você puder fazer. Respire profundamente com calma e respeito a você e ao Espirito da Salvia Branca e a observe a mudança de energia em você. Sinta a diferença energética.
Antes de dormir, queime algumas folhas de Salvia Branca para afastar as energias negativas do stress físico e emocional do dia a dia. Para um sono tranquilo e calmo, queime apenas uma folha da Salvia Branca e lembre-se de queimar com cuidado, em um recipiente seguro.Lembre-se que queremos a fumaça, não o fogo.
Queimar Salvia é muito bom e maravilhoso para dar boas vindas a amigos, a grupos e pessoas queridas. Antes de tudo, use um pouco de Salvia para limpar o o espaço
da reunião ou a área que você esta e tome cuidado com as fuligens da Salvia: elas podem queimar carpetes, cortinas etc... Comece a fazer a limpeza na parte de trás da sala, caminhe ao longo de cada parede e defume o mais alto que você possa alcançar e então cruze o centro da sala e deixe a fumaça subir em seu próprio ritmo. Enquanto você caminha, peça ao seu anjo da guarda, ao seu mestre, enfim, ao Grande Espírito que as energias positivas possam entrar em seu espaço sagrado e que o grupo seja abençoado com esta experiência. Dê as boas vindas, então, a cada pessoa que entrar nesse espaço, como
descrito acima na limpeza energética pessoal.


Para limpeza de sua casa:

Para limpar e abençoar sua casa ou apartamento, use uma poção generosa de Sálvia Branca para defumar. Abra a porta da frente . Vá para a parte de trás da casa e comece a limpar os quartos. Não se esqueça dos cantos das paredes. Entre e defume cada quarto, banheiros, armários, área de serviço, cozinha... enfim, todas as partes da casa. Quando você
chegar na porta da frente, diga estas palavras: "Esta casa está
abençoada com pensamentos elevados, para felicidade e prosperidade de todos que aqui vivem. Que todos que aqui vierem possam ser abençoados de alguma maneira e possam receber amor e carinho." Então, coloque a Salvia na parte da frente da entrada da casa, deixe-a queimando por alguns instantes, limpando e abençoando sua casa.
A Sálvia Branca é um presente maravilhoso da nossa Mãe Terra.
Use-a sabiamente e ela lhe servirá bem.
Aho!

Eugenio Carlos - Especialista em ervas para defumação e uso mágico de ervas.


Sálvia Branca é uma erva de purificação e proteção dos corpos físico mental e Espiritual. Ela é usado para a limpeza, cura, expulsão de energias negativas e a criação do espaço sagrado e é benéfico para quem precisa de "Limpeza energética na casa"

O uso da Sálvia branca é uma prática antiga usada por pelos nativos americanos, onde a queima da erva é utilizada para a limpeza e purificação antes de ritual sagrado. Ela convida os espíritos das plantas sagradas para afastar as energias negativas e restabelecer o equilíbrio.

Use  para rituais de limpeza da casa e do corpo, limpando as energias negativas e a remoção de lixo emocional. Tem um aroma doce e aromático e é conhecida por suas propriedades curativas e é um símbolo amor, força e de pureza.

Fonte - Saber da Terra