segunda-feira, 5 de agosto de 2013

As Três Faces da Mulher Celta

 
"Todas as sociedades, ao longo dos tempos, tentaram definir as relações do homem e da mulher, como casal e dentro das estruturas sociais existentes. Para isso, atribuíram a cada um determinado lugar, que varia sensivelmente de acordo com os costumes e as tradições de cada povo.

Entre os celtas - os antigos gauleses, os irlandeses, os bretões da Ilha da Bretanha que vieram a ser os galeses, e os bretões armoricanos - as estruturas sociais eram as de todos os povos indo-europeus; isto quer dizer que a tendência era o patriarcalismo com o homem em primeiro plano.

Mas ao analisarem-se textos jurídicos, testemunhos históricos, literários e mitológicos, é surpreendente a constatação de quanto era vantajosa a condição feminina entre os celtas em relação a algumas outras sociedades, principalmente as mediterrâneas. Por outro lado, é certo que existem analogias profundas entre os usos celtas e os usos da Índia antiga quanto às formas de casamento.

É sabido que todos os mediterrâneos, particularmente os gregos e romanos, mantinham a mulher em estado de menoridade permanente. Os celtas, ao contrário, lhe atribuíam direitos que a mulher das épocas puritanas dos séculos XIX e XX, na Europa ocidental, estavam longe de possuir.

As razões dessa particularidade são muito diversas, mas podemos citar uma essencial: os celtas que invadiram a Europa ocidental por volta do século V a.C. não eram numerosos; constituíam uma elite guerreira e intelectual, e encontraram, nos territórios que vieram a ocupar, populações autóctones de densidade bem maior, às quais impuseram sua cultura, sua língua, sua religião e suas técnicas, e das quais assimilaram alguns costumes, especialmente os referentes às relações interindividuais.

Assim, as condições muito especiais do estatuto da mulher se observam no quadro da civilização celta devem ser buscadas na herança dos povos outrora instalados na Europa Ocidental.

O que espanta é a relativa independência da mulher em relação ao homem. A mulher pode ter bens próprios, como objetos de uso, jóias e cabeças de gado. Como o sistema celta admitia a propriedade mobiliária individual juntamente com uma propriedade rural coletiva, a mulher podia dispor de tal propriedade a seu bel-prazer, vendendo-a se assim quisesse, adquirindo outras por meio de compra, de prestação de serviços ou por doação. Ao casar-se, a mulher conservava seus bens pessoais e os levava consigo em caso de dissolução do casamento.

O casamento celta, aliás, era uma instituição flexível, resultante de um contrato cuja duração não precisava necessariamente ser definitiva. A mulher escolhia livremente seu marido, pelo menos teoricamente, pois às vezes os pais arranjavam casamentos por oportunismo econômico ou político. Mas mesmo nestes casos, a moça era consultada.

Aliás, no quadro do casamento, tudo dependia da situação pessoal dos esposos. Quando a mulher possuía menos bens que o marido, era este quem dirigia a casa, sem recorrer à mulher. Mas se as fortunas do homem e da mulher fossem iguais, o marido não poderia dirigir a casa sem o consentimento da esposa. E, fato excepcional na maioria das legislações, no caso de a mulher possuir mais bens que o marido, era ela quem dirigia a casa, sem pedir sequer a opinião dele.

A História e a epopéia antiga nos deixaram uma lembrança muito viva de situações assim: isso mostra eloqüentemente que a mulher conseguira, numa sociedade patriarcal, manter uma certa predominância e uma autoridade moral incontestável.

Também é importante constatar que, casando-se, a mulher não entrava nunca na família do marido. Ela pertencia sempre à sua família de origem, e o preço pago pelo marido pela compra de sua mulher era uma espécie de compensação dada à família dela. Mas em caso de divórcio a mulher retomava seu lugar natural em sua família de origem.

Em determinadas situações, especialmente quando o marido era estrangeiro, a família constituída pelo casamento pertencia a uma categoria especial, ligada à família da mulher, e os filhos herdavam exclusivamente a família materna.

O mesmo acontecia nas famílias reais em que a transmissão da soberania se dava às vezes por intermédio da mãe, ou do tio materno; existem, tanto na literatura irlandesa quanto na literatura européia de inspiração celta, lembranças flagrantes dessa prática de transferir a herança aos filhos do irmão da mãe. O exemplo mais célebre é o de Tristão, herói de uma lenda medieval de origem celta, herdeiro de seu tio materno, o rei Mark.

Fora do casamento, existia - e durou muito tempo na Irlanda, mesmo nos tempos cristãos - uma espécie de concubinato regulamentado por costumes severos. O homem, casado ou não, podia tomar uma concubina. Se fosse casado, só o poderia fazer com o consentimento de sua esposa legítima mas, de qualquer forma, a concubina só vinha instalar-se no domicílio do homem depois de ter acertado com ele um verdadeiro contrato. Ela recebia uma compensação pessoal, assim como sua família de origem, e comprometia-se por um período limitado a um ano e nem mais um dia.

Ao termo desse prazo, a concubina podia retomar sua liberdade, a menos que combinasse um outro contrato de igual duração. Esse estranho costume, que se quis chamar de "casamento temporário" ou "casamento anual", tinha o mérito de salvaguardar a independência e a liberdade da mulher; ela não era um objeto, comprado hoje e abandonado amanhã, ela era realmente uma pessoa, com a qual se celebrava um contrato.

E se o contrato não fosse respeitado, a mulher concubina sempre tinha a possibilidade de apelar à decisão de um juiz que ela mesma escolhia entre os que eram considerados mais sábios, geralmente druidas, que, além de suas funções sacerdotais, eram verdadeiros jurisconsultos.

O contrato de casamento era no fundo um tanto provisório e podia ser rompido a qualquer momento. Assim sendo, o divórcio era extremamente fácil. Se o homem decidisse abandonar a mulher, devia basear-se em motivos graves; se não os tivesse, deveria pagar idenizações muito altas, exatamente como em caso de quebra abusiva do contrato.

Mas a mulher, por seu lado, tinha o direito de se separar do marido quando ela a submetessa a maus tratos, ou mantivesse no domicílio uma concubina que não agradasse a ela.

Cita-se com freqüência o exemplo de um druida que queria levar para casa uma concubina não aceita por sua esposa legítima. Ele quis insistir, mas sua mulher fez saber que se divorciaria, e como a mulher possuía a maior parte da fortuna do casal, o druida refletiu melhor, resignou-se e submeteu-se à vontade da esposa, renunciando à concubina.

Na verdade, embora fosse mais freqüente que os homens pedissem a dissolução do casamento, as mulheres tinham o mesmo direito, e o divórcio podia ser feito quase automaticamente, por uma espécie de consentimento mútuo. E, havendo a separação do casal, a mulher não só retomava seus bens pessoais, mas retinha também sua parte em tudo o que o casal tivesse adquirido durante o tempo do casamento.

Esta solução impedia que a mulher fosse lesada quer no plano econômico quer no plano moral, pois o divórcio não decorria de nenhuma culpa; um contrato tornara-se caduco, e o divórcio não era mais do que o reconhecimento desse fato.

É certo que o problema dos filhos apresentava dificuldade. Em princípio, os filhos pertenciam à família do pai, e estavam, assim, protegidos de qualquer injustiça, pois a solidariedade familiar intervinha em favor deles, que não eram nunca abandonados. Havia ainda uma instituição especial para crianças que estivessem neste caso: adoção, que consistia em mandar os filhos para receberem educação manual, doméstica, intelectual ou guerreira com outra família, que por sua vez criava laços entre a criança e seus pais adotivos, alargando consideravelmente o quadro da vida familiar.

Os filhos podiam herdar tanto do pai como da mãe. As meninas não ficavam afastadas da sucessão, ainda que fossem ligeiramente desfavorecidas em relação aos meninos. Mas, no todo, tanto quanto se pode observar nas épocas históricas do século V a.C. ao século XII da nossa era - a sociedade celta na Irlanda, na Ilha da Bretanha armoricana parece ter feito todo o possível para salvaguardar a dignidade, os direitos e a autoridade moral da mulher."

Texto do pesquisador Jean Markale, retirado da revista O Correio da Unesco (nº2, ano 1978).

Práticas Diárias


Não é só de 8 festivais que vive um druida rs. Manter uma prática devocional diária é fundamental, ainda mais numa religião como a nossa em que procuramos honrar cada dia e momento com o devido respeito e alegria. Sim, porque a vida não é um fardo tampouco uma maldição para nós. A vida é um dom, um presente dos Deuses, e deve ser vivida da melhor e mais feliz forma. Se não der certo essa vez, a gente tenta em outra vida, em outras formas, quem sabe como uma águia, uma árvore, uma borboleta, ou como humano de novo.
Nos povos celtas, para cada ação existia uma oração. Oração para o despertar, para o dormir, para agradecer a refeição, para a colheita, para o trabalho, para o nascer e o pôr do sol, para a lua nova e tantas outras coisas. O Carmina Gadelica, um compêndio de preces e orações coletadas por Alexander Carmichael em vilas escocesas no século XIX, mostra essa forma de pensar e viver com certeza herdada dos celtas, apesar das influências cristãs contidas nas orações.
 
Falando agora sobre minha vivência, antes de dormir faço duas orações à Brighid agradecendo e pedindo para que eu tenha um bom sono e que minha casa seja abençoada e protegida. Uma dessas orações é:
 
Abençoe tu, oh Brighid, esta morada,
E todos que aqui dormem.
Abençoe tu, oh Brighid, os meus queridos,
No lugar onde eles descansam.
A noite que é essa noite,
E cada única noite.
O dia que é esse dia,
E cada único dia.
(Adaptação da oração 338 do Carmina Gadelica, Volume III).
 
Ao acordar faço a seguinte oração, baseada na “Moch Maidin” de Robert Kaucher.
 
Eu me levanto hoje
Com a graça dos deuses,
Que eu tenha a força de um touro,
A sabedoria de um salmão,
A valentia de um javali,
A beleza de uma borboleta,
O encanto de um cisne.
Que haja excelência sobre minha casa,
Excelência sobre meus amigos,
E excelência sobre minha parte do trabalho.
Assim seja.

Depois de lavar o rosto etc., dirijo-me ao altar e faço a seguinte prática:
 
Com água e fogo no altar, acendo uma chama (numa vela) dizendo:
 
Eu acenderei o fogo esta manhã
Na presença dos Deuses acima,
Na presença dos Ancestrais abaixo,
Na presença dos Nobres ao meu redor.
 
Coloco água de uma vasilha para outra dizendo:
 
Os três que estão na terra,
Os três que estão no céu,
Os três que estão no grande mar.
 
Molho os dedos (indicador, médio e anelar unidos) na água e toco a testa e bochechas dizendo:
 
Eu banho minha face em água pura,
Eu banho minha face nas águas da vida,
Que eu vá limpa por este dia.
 
Levanto a vela na altura dos olhos e digo:
 
Força para minhas mãos no trabalho,
Sabedoria em minha fala,
Amor em meu coração para todos,
E verdadeiro amor de todos para mim.
 
Seguro entre as mãos o pingente com a cruz de Brighid, que carrego em meu pescoço, e digo:
Haja agradecimento pelo meu despertar,
Haja agradecimento pelo meu levantar,
Haja agradecimento pelo meu viver,
E pela proteção que me cobre.
 
Faço então a oração de Brighid que adoro e/ou alguma outra prece que sinto vontade de proferir no momento. Depois disso, apago o fogo dizendo:

Em nome dos Antigos,
Em nome dos Nobres,
Em nome dos Deuses,
Que eu vá em frente na senda da virtude.
 
Libo a água derramando-a nos vasos de plantas e prossigo com as tarefas do dia.
 
(Prática elaborada pelo druida Marcílio Diniz, e pode ser lida na versão completa no site acima indicado).

Recentemente comecei a estudar o Ogham, então tem sido parte de minhas práticas diárias ler a cada começo do dia (geralmente após o café da manhã) sobre um determinado ogham. Ao almoçar e jantar eu agradeço pela comida, à Mãe Terra e ao animal que morreu para alimentar a mim e minha família. Ao tomar banho oro, ou apenas mentalizo, para que a água me purifique e renove minhas forças. Sempre que possível gosto de observar o pôr-do-sol pela janela de casa. E também gosto de olhar pro céu noturno quando está estrelado, com lua, sem lua ou carregado de nuvens de chuva.

Enfim, tenho tantas outras práticas que não são exatamente diárias (como fazer uma oração ao preparar um chá ou cantar para a lua cheia), mas que permeiam meu viver e enchem de magia e encanto meus dias. Confesso que não é todo dia que consigo realizar todas as práticas e preces diárias acima mencionadas, mas não consigo passar um dia sem ao menos fazer uma prece que seja. A prática devocional diária é uma coisa que deve ser construída e que também exige certa disciplina. Deixar de fazer as orações por preguiça é brincadeira né?! Seja o seu caminho o do(a) Druida(esa), Guerreiro(a) ou Devoto(a), manter uma prática diária é muito importante, pois isso faz com que sintamos o Druidismo em cada dia de nossas vidas, e não só em Beltane ou Samhain.

A prática diária deve ser realizada com um sentimento de honra e encantamento, não como uma obrigação. Se não, não faz sentido. Quando você conseguir realizar as práticas devocionais diárias sem se sentir obrigado a fazê-las, mas apenas porque gosta de realizar e sente que isso já faz parte de seu dia, então estará no caminho certo.
 
O EnCanto do Cisne

Ritual

 
Fogo, água e terra. É o que compõe meu altar quando realizo um ritual. Além disso, há representações e símbolos das Três Famílias que estão sempre ali em cima da mesinha.
Celebro os 8 festivais ao longo do ano, e sempre que possível a lua cheia e também a lua vermelha (menstruação). As celebrações vão desde um ritual relativamente elaborado até um simples ato de meditação/visualização, e isso depende muito de qual celebração seja e da espontaneidade e inspiração que me toca no momento.

Elaborei há pouco tempo duas “liturgias” druídicas, mas ainda as estou “experimentando”. A primeira eu sinto que funciona melhor quando realizada em grupo ou a partir de três pessoas. A segunda pode ser realizada em grupo, mas funciona melhor ainda se realizada sozinho. Sinto também que quanto mais simples as invocações e chamados, ou seja, quanto menos formalidades, ritualismos e “fru-frus” melhor, tanto pros Deuses quanto pra nós mesmos. A musicalidade, o uso de cânticos e músicas sagradas é maravilhoso num ritual, e acho que provocam mais efeitos do que um rito sem música ou canções e só com falas elaboradas e seriedade excessiva. A musicalidade tinha uma grande importância nas culturas celtas antigas e atuais, e não pode ser deixada de fora numa celebração druídica. Além do mais, quem não gosta de boa música?

Celebro outros tipos de rituais também em um ciclo anual, como o aniversário de nascimento da minha avó materna (que já foi para o Grande Mar), aniversário de namoro e casamento, meu próprio aniversário, a lua nova, o nascer de uma flor de uma planta que estava quase morrendo, um banho gostoso depois de um dia quente e cansativo, o deitar na cama quando os olhos já não aguentam de sono, o abraço apertado de alguém amado que há tempos não via, o almoço que reúne a família...
Na verdade, todo dia realizo rituais, pois meus dias são cheios de momentos sagrados, e o ritual nada mais é do que celebrar a vida e a sacralidade nela contida. Ritual, para mim, não é só aquele momento em que acendemos um fogo, chamamos os deuses e lembramos os antigos. Uma meditação/visualização profunda, ou uma batida no tambor para a lua, ou uma libação sincera aos ancestrais, assim como uma prece espontânea e inspirada diante de uma chama ou incenso aceso, é também Ritual, e às vezes essas simples ações têm mais força e magia do que um ritual longo e complexo.

Muitos dizem que não conseguem celebrar os festivais célticos em suas casas, seja por falta de privacidade ou de liberdade. Mas para celebrar um festival ou outro rito não é necessário fazer um ritual com velas, fogueira, diante de um poço sagrado sob a lua e usando uma túnica esvoaçando ao vento... Seria bem legal se desse, mas isso não é estritamente necessário. Estude uns dias antes os mitos, símbolos e costumes relacionados ao festival em questão, marque um dia e tente fazer uma meditação, recitar um poema (de sua autoria ou não) e/ou proferir uma prece dedicada aquele momento sagrado. Para celebrar a vida e se harmonizar à Natureza não precisa muito, basta vontade, concentração, criatividade e inspiração. Por mais que pareça pouco, acredite, isso será muito. Você e os Deuses sentirão...
 
 
Termino compartilhando as palavras do sábio e poeta Khalil Gibran, a quem tenho grande admiração.
 
“E um velho sacerdote disse, Fala-nos da Religião.
E ele respondeu:
Terei falado de outra coisa até agora?
Não será a religião senão todos os actos e toda a reflexão, e tudo aquilo que
não é acto nem reflexão, mas encantamento e surpresa sempre emergentes da
alma, mesmo quando as mãos talham a pedra ou trabalham no tear?
Quem poderá separar a sua fé das suas acções, ou as suas crenças das suas
ocupações?
Quem pode estender as suas horas perante ele dizendo,
"Isto é para Deus e isto é para mim, isto é para a minha alma e isto para o
meu corpo?"
Todas as vossas horas são asas que voam no espaço de um eu para o outro eu.
Aquele que usa a sua moral como a sua melhor indumentária faria melhor se
andasse nu.
O vento e o sol não abrirão buracos na sua pele.
E aquele que rege a sua conduta pela ética está a aprisionar numa gaiola o
pássaro que canta.
Os cânticos mais livres não saem através de grades nem grilhetas.
E aquele para quem a devoção é uma janela, para abrir mas também para
fechar, ainda não visitou a morada da sua alma cujas janelas vão de aurora a
aurora.
A vossa vida diária é o vosso templo e a vossa religião.
Cada vez que entrais nela, entrai por inteiro.
Levai a charrua e a forja, o maço e a lira.
As coisas de que precisais por necessidade ou prazer.
Pois em sonhos não podereis erguer-vos acima dos vossos feitos, nem cair
mais baixo do que as vossas falhas.
E levai convosco todos os homens, pois na adoração não podereis voar mais
alto do que as suas esperanças, nem humilhar-vos mais baixo do que o seu
desespero.
E se quereis conhecer Deus, não pretendais resolver enigmas.
Olhai antes à vossa volta e vê-Lo-eis a brincar com os vossos filhos.
E olhai para o espaço;
Vê-Lo-eis a caminhar sobre as nuvens, de braços estendidos para a luz,
descendo sobre a chuva.
Vê-Lo-eis sorrindo no meio das flores, e depois erguer-se e agitar as árvores
com as Suas mãos.”

(“Sobre a Religião”, do livro “O Profeta”, de Khalil Gibran).
 
O EnCanto do Cisne

Um conto sobre a Dança do Amor e da Guerra entre o Sol, a Chuva e a Terra


"O Rei Sol é coroado, as águas se recolhem e o calor domina.
A Mãe da Mata recebe o Sol entre suas folhagens, e o abraça como quem abraça um amante. Seu doce e quente amante...
Ele aquece a terra e derrama sobre seu corpo belo e fecundo beijos de luz e águas do céu, que correm pela terra e trazem bençãos ao mundo.
O calor e o poder, entretanto, tornam nosso rei tirano.
A Mãe da Mata sente cada vez mais a secura do tempo e o fogo do Sol. Ela clama pela ajuda de seu outro amado amigo, que reunia forças enquanto reinava o Sol.
O Rei das Águas agora mais forte depois da derrota passada desafia o Rei Sol e almeja recuperar a coroa, e também os beijos de sua amada.
Secretamente a Mãe da Mata apoia o Rei das Águas, pois nada justifica a tirania do Sol. Gente e bicho já não suportam tanto calor, e todos suplicam pela ajuda do Rei das Águas, a quem Mãe da Mata agora dedica seu amor.
Portando sua lança-trovão, o Rei das Águas tem o poder das tempestades e envia nuvens de chuva para esconder a luz do Sol, assento do velho rei e fonte de seu poder.
O Rei Sol apesar de cansado ainda resiste à batalha, mas não por muito tempo. O Rei das Águas é forte e jovem, é moço bonito e determinado a tomar a coroa.
Depois de muitas lutas entre o Sol e a Chuva, o Rei das Águas vence e o Rei Sol se recolhe à sua morada. Deixa a Mãe da Mata, triste e derrotado, mas no fundo sabia que uma pausa precisava.
Gente e bicho comemoram e saúdam o novo rei. É tempo das águas grandes, chuvas fortes e refrescantes!
O Rei das Águas é coroado, o sol se esconde entre as nuvens, mas ainda tem forças e espia lá de cima. E os rios, antes finos e secos, agora se enchem em abundância.
A Mãe da Mata recebe seu amado entre as folhas e raízes de sua saia. Ele a envolve em beijos que a inundam e abraços que a fecundam.
Rios invadem a terra, purificam e renovam as matas. No entanto, trazem também algumas doenças. Mosquitos se multiplicam e casas são alagadas.
As águas e o poder tornam com o tempo o nosso rei tirano. E a Mãe da Mata cansada de tanta água, afogada em tanto amor, clama pela ajuda de seu amigo anterior, que reunia forças enquanto as Águas reinavam.
O Rei Sol agora mais forte depois da derrota passada desafia o Rei das Águas e almeja recuperar a coroa, assim como os beijos de sua amada.
Secretamente a Mãe da Mata apoia o Rei Sol, pois nada justifica a tirania das Águas.
E assim a Vida continua... E assim a dança nunca termina..." - Um conto sobre a Dança do Amor e da Guerra entre o Sol, a Chuva e a Terra, por Darona Ní Brighid

O Caldeirão da Poesia




"Meu verdadeiro Caldeirão da Incubação,
ele foi tomado por Deus dos mistérios do abismo elemental,
uma decisão adequada que dignifica alguém a partir do seu centro,
que verte da boca uma correnteza terrível de palavras.  
  
Sou Amhairghin Joelho-Branco,
pálido de substância, de cabelo cinzento,
concluindo minha incubação
em formas poéticas adequadas,
em cores diversas. 
  
Deus não atribui a mesma porção a todos:
emborcado, virado de lado, com o lado certo para cima;
conhecimento nenhum, conhecimento pela metade, conhecimento completo.
Para Eber e Donn
a criação da poesia temível,
vastos, poderosos goles de encantamentos mortais
em voz ativa, no silêncio passivo, no equilíbrio neutro intermediário,
na construção apropriada da rima
desse modo narra o caminho e a função do meu caldeirão.  
  
Canto o Caldeirão da Sabedoria
que concede o mérito de cada arte, 
através do qual cresce o tesouro,
que engrandece cada artesão comum,
que constrói uma pessoa por meio do seu dom. 
  
Onde está a raiz da poesia numa pessoa, no corpo ou na alma? Dizem que está na alma, pois o corpo nada faz sem a alma. Outros dizem que está no corpo, onde as artes são aprendidas, passadas através dos corpos de nossos ancestrais. Diz-se que essa é a sede do que permanece na raiz da poesia e o bom conhecimento na ancestralidade de cada pessoa não passa para todos, mas passa a cada outra pessoa. 
  
Qual é então a raiz da poesia e de toda as outras formas de sabedoria? Não é difícil. Três caldeirões nascem em cada pessoa, isto é, o Caldeirão da Incubação, o Caldeirão do Movimento e o Caldeirão da Sabedoria.  
  
O Caldeirão da Incubação (Coire goiriath) nasce virado para cima numa pessoa desde o começo. Distribui sabedoria às pessoas na sua juventude. 
  
O Caldeirão do Movimento (Coire érmai), no entanto, aumenta depois de virar. Isso significa que ele nasce virado de lado numa pessoa. 
  
O Caldeirão da Sabedoria (Coire sois) nasce sobre seus lábios (virado para baixo) e distribui sabedoria em cada arte, além da (em acréscimo à) poesia. 
  
O Caldeirão do Movimento, então, está sobre seus lábios em cada outra pessoa, isto é, nas pessoas ignorantes. Está obliquamente virado em pessoas do ofício bárdico e outras de pequeno talento poético. Está virado para cima nos maiores dentre os poetas, que são poderosas torrentes de sabedoria. Por causa disso, não em todo poeta mediano está ele voltado para cima, pois o Caldeirão do Movimento deve ser virado pela tristeza ou pela alegria. 
  
Pergunta: quantas são as divisões da tristeza que viram o caldeirão dos sábios? Não é difícil; quatro. Saudade, pesar, as tristezas do ciúme e a disciplina da peregrinação a lugares sagrados. É internamente que estas nascem, embora a causa venha do exterior.  
  
Existem então duas divisões da alegria que viram o Caldeirão da Sabedoria, isto é, a alegria divina e a alegria humana. 
  
Na alegria humana, existem quatro divisões entre os sábios. Intimidade sexual, a alegria da saúde e da prosperidade depois dos anos difíceis do estudo do ofício bárdico; a alegria da sabedoria depois da criação harmoniosa dos poemas e a alegria do adequado frenesi poético da trituração das claras nozes das nove aveleiras na Fonte de Segais no reino dos Sídhe. Elas se lançam em grandes quantidades como um rebanho de carneiros no leito do Boyne, movendo-se contra a correnteza mais rápidas do que cavalos de corrida no meio do ano no dia esplêndido a cada sete anos.  
  
Deus toca uma pessoa por meio de alegrias divinas e humanas, de modo que seja capazes de pronunciar poemas proféticos e conferir a sabedoria e realizar milagres, bem como oferecer um julgamento sábio e dar precedentes e sabedoria em resposta aos desejos de todos. Mas a fonte dessas alegrias (Deus) está fora da pessoa, embora a verdadeira causa da alegria seja interna.  
  
Canto o Caldeirão do Movimento,
graça compreensível,
conhecimento reunido,
fluente inspiração poética como o leite do peito,
é o auge da maré do conhecimento,
união de sábios,
correnteza de soberania,
glória dos humildes,
maestria das palavras, 
rápido entendimento,
sátira enrubescedora,
artesão de histórias,
cuidando dos alunos,
procurando princípios obrigatórios,
distinguindo as complexidades da linguagem,
movendo-se rumo à música,
propagação da boa sabedoria,
nobreza enriquecedora,
enobrecendo os não-nobres,
exaltando os nomes,
relatando louvores
por meio do trabalho da lei,
comparação de dignidades,
a bebida nobre em que é fervida
a raiz verdadeira de todo conhecimento,
que entrega em razão do respeito,
que cresce em razão da diligência,
cujo êxtase poético põe em movimento,
cuja alegria vira,
que é revelado por meio da tristeza,
proteção que não diminui,
canto o Caldeirão do Movimento. 
  
O que é esse movimento? Não é difícil; uma virada artística ou uma revirada artística ou viagem artística, isto é, concede a boa sabedoria e a nobreza e a honra depois de virar. 
  
O Caldeirão do Movimento
concede, é concedido,
aumenta, é aumentado,
alimenta, é alimentado,
engrandece, é engrandecido,
invoca, é invocado,
canta, é cantado,
preserva, é preservado,
combina, é combinado,
sustenta, é sustentado. 
  
Boa é a nascente do ritmo,
boa é a morada da fala,
boa é a confluência do poder
que edifica a força. 
  
É maior do que cada domínio,
é melhor do que cada herança,
traz o homem ao conhecimento
ousando além da ignorância." - Atribuído a Amhairghin, Traduzido por Bellovesos.

O EnCanto do Cisne

Magia

 
"Creio na prática e na filosofia daquilo que convencionamos chamar de magia; creio no que devemos chamar de evocação dos espíritos - ainda que eu não saiba qual a sua natureza; creio no poder de gerar ilusões; nas visões da verdade no mais profundo da mente quando os olhos estão fechados. E creio em três doutrinas que foram, penso eu, transmitidas desde tempos remotos, e que constituem os alicerces de quase todas as práticas mágicas.

Tais doutrinas são:
1) que as fronteiras de nossas mentes estão sempre em movimento, e que muitas mentes podem mesclar-se umas às outras, por assim dizer, para criar ou revelar uma única mente, uma única energia;
2) Que as fronteiras de nossas memórias também estão em movimento, e que nossas memórias são parte de uma memória maior - a memória da própria Natureza;
3) Que essa grande mente e essa grande memória podem ser evocadas através de símbolos." – W. B. Yeats.
Seria legal se os magos da realidade fossem iguais aos dos filmes, como em Harry Potter e Senhor dos Anéis. Os mais desinformados começam a estudar paganismo ou “bruxaria” (prefiro não usar esse termo, é muito pejorativo) achando que irão aprender feitiços para mudar o tempo, levitar objetos etc. Só que não. Até que seria legal se pudéssemos arrumar a casa ou fazer comida com um simples balançar da varinha... Mas não é assim que a coisa que funciona. O que não quer dizer que por conta disso a vida perdeu o encanto.
 
Os antigos enxergavam (e nós, pagãos na atualidade, buscamos essa visão) a vida plena de magia. Nenhum pôr-do-sol é o mesmo que o anterior, nenhuma rosa é igual a outra, e nenhum passarinho canta igual ao outro. Há singularidade em cada momento de nossas vidas, em cada lua, em cada amanhecer, em cada sonho.
Os antigos imbuíam de magia cada ato importante. Ao raiar do dia dizia-se uma prece, ao preparar um pão recitava-se uma canção, ao limpar a casa centrava-se os pensamentos e ao acender a lareira proferia-se determinada oração. Mas se olharmos um pouco esses atos importantes eram na realidade cotidianos. Então todos os dias e toda ação eram mágicos, porque estavam imbuídos de gestos rituais, tornando-os sagrados. Esse modo de viver preenchia a vida com um encantamento e sentimento de plenitude que hoje nos são raros e extremamente necessários em nossa sociedade.

Eu entendo que magia é como estar seguindo livremente e harmoniosamente o fluxo de um rio, sem impedimentos, sem apegos, sem pesares... É seguir junto a correnteza, para onde quer que o rio nos leve. Na verdade, não estamos só seguindo o fluxo do rio, somos o próprio o rio. Magia não é mudar, mas seguir o curso da vida, adaptar-se e aproveitar da melhor maneira as oportunidades que surgem em cada curva, descida, subida ou obstáculo no caminho do rio. E com isso realidades podem ser transformadas e desejos alcançados.
Viver com magia é estar em sintonia com os rumos da Vida, e por isso as coisas simplesmente acontecem. É estar aberto, receptível para as dádivas e sinais dos Deuses, e estando abertos saberemos o momento certo de agir e como agir. É por isso que para mim magia tem um pouco a ver com sorte. Pessoas destoantes do fluxo do rio, ou seja, amarguradas, presas em sentimentos ruins, achando que nada de bom lhes acontece e que todos estão contra ela, atraem exatamente esses acontecimentos.

Magia é enxergar as minúcias da vida, a teia por trás dos acontecimentos, e enxergando a teia podemos não só compreende-la, mas também interpretar, prever e transformar o rumo dos acontecimentos. E isso implica não só em um privilégio, uma dádiva, mas, sobretudo, uma responsabilidade em agir da melhor forma para o bem comum ou de pessoas envolvidas.
Quando vivemos com magia nos conectamos a algo muito maior, que gosto de chamar de Grande Teia ou Alma do Mundo, sendo a intuição (ou inspiração) aquilo que nos liga a ela. É por isso que podemos pressentir algo que está para acontecer, pois nos entrelaços da teia a coisa de certa forma já aconteceu.
 
 
Magia é enxergar além do que os outros conseguem ver. E por isso o mago, druida ou sábio é considerado meio louco pelos que não veem nem entendem o que ele vê. E apesar de toda a complexidade que a Grande Teia pode representar, quem vive com magia se encanta com a simplicidade que dela pode sair. O nascer de uma planta entre o asfalto da rua, o poente em tons de rosa e laranja escorrendo pela brecha da janela, o vento que bagunça o cabelo e traz a lembrança de algo querido, a lua mostrando sua face entre as nuvens, o brotar de uma semente na terra, a risada gostosa de uma criança, o afago carinhoso de quem se ama.

Quem nunca acordou de um sonho intenso com a certeza de alguma mensagem ali contida? Quem nunca escreveu um poema ou texto cujas palavras pareciam ter simplesmente surgido inteiras na mente? Quem nunca pensou numa pessoa e instantes depois recebeu uma ligação ou mensagem dessa mesma pessoa? Quem nunca olhou pro céu e sentiu lá no fundo da alma que aquela noite era mágica? Quem nunca se pegou cantarolando uma canção criada ali na hora pela própria espontaneidade e leveza do coração? Quem nunca ouviu uma música até então desconhecida, mas ao mesmo tempo tão familiar e que toca o mais fundo da alma? ... Quem nunca?
Isso para mim é magia. E magia talvez seja a essência do universo. Essência essa tão invisível, mas ainda assim tão perceptível, forte e presente em todo o lugar. 
 
O EnCanto do Cisne

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

ORGULHO DE SER UMA BRUXA



 "Sou única, uma peça rara sem explicação. Tenho orgulho de ser chamada de bruxa e orgulho de minha religião.

A palavra bruxa se origina de uma palavra em latim, que significa larva de borboleta. Isto mostra o s...entido correto da bruxa, aquela que transforma e se auto transforma, assim como a lagarta se transforma em borboleta. A bruxa tem o poder e o conhecimento para transformar a sua realidade e a si própria, se auto aperfeiçoando e criando uma vida melhor para si e para o mundo.


Ser bruxa é ser uma mulher que ouve a sua intuição, comunga com a natureza e que tem respeito pela vida, é tratar todos os seres com respeito, é nunca desejar o mal a ninguém.

Ser bruxa é um modo de vida. Não é simplesmente realizarmos rituais no dia dos sabbats e na Lua Cheia, somente. Para ser um(a) bruxo(a), você deve viver como uma, então a conexão com as divindades é permanente e ocorre todo o tempo.

Devemos saber também que o tempo não está apenas limitado a um simples calendário, onde o passado, o presente e o futuro se encontram em ordens distintas.

A natureza selvagem também está presente na Bruxaria, normalmente encontradas em eremitas, curandeiras, sábias e shamans de tribos. Está natureza selvagem procura preservar formas de vida ou guardar locais considerados sagradas, sendo importante para a Bruxa manter está harmonia.

No entanto, muitas delas são famosas por sua sabedoria e bons conselhos, iluminando aqueles que necessitam, sejam ricos ou pobres. Suas vozes são impactantes, ostentando uma beleza anormal, estas diplomáticas Bruxas procuram alcançar melhorias para seus reinados e cultos de maneira organizada e discreta, e por mais que não gostem de determinadas pessoas, procuram formas de sempre manter seus olhos próximos, seja de aliados ou inimigos.

Todas nós, Bruxas, mulheres sensíveis, intuitivas, de bem com a vida, generosas, amorosas e independentes, principalmente em nosso Ser, estamos, num crescendo, resgatando o nosso princípio, a nossa luz. Isto se dá principalmente em nosso dia-a-dia, em nossa alma, em nosso Ser, de uma forma constante.

Algo entre uma alquimista, uma clériga, uma druidisa e uma maga,as bruxas são mulheres que veneram e canalizam as energias da natureza, apenas uma visão da natureza ligeiramente diferente dos druidas, acreditando na dualidade das forças naturais em feminino e masculino, personificando esta dualidade em divindades.

A vida ordenada de cada Bruxa, é o reflexo do seu sentir, do seu compromisso com a natureza em toda a sua manifestação. Do seu estado de reflexão para com a condução dos ensinamentos. É pois, sob uma norma de CONDUTA bem definida, moderadamente conduzida, que a Bruxa destes novos tempos poderá se fazer respeitar e receber o devido respeito a sua religião.

Ser bruxa é viajar sem sair deste lugar, é estar no escuro mas enxergar.

Ser bruxa é cantar mesmo sem voz pois teu cântico é mudo e silencioso perante o algoz.Enfim, ser bruxa, é não sermos alguém mas sermos apenas nós mesmas...

Não quero ser apresentada como bruxa boa, ou bruxa do bem, ou qualquer coisa semelhante.
Quero ser apresentada como bruxa. Ponto final.
Até porque nunca vi ninguém apresentar alguém como padre do bem, pastor do bem, mãe de santo do bem...
Tenho muito orgulho de ser uma bruxa, uma Filha da DEUSA.
E quem desejar incorporar adjetivos à minha pessoa, que o faça por mim, jamais pela minha escolha de fé.

Infelizmente ainda há muito chão pela frente pois a falta de consciência e a mesmice imperam no mundo atual. Mas nós, Bruxas, estamos conscientes do que fazemos e do que somos, conscientes do nosso papel de esclarecer e transmitir Luz, isto é, a informação correta, mesmo que para poucos que nos queiram ouvir." - 3 fases da Lua

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Ervas para Banhos


 
 
As Ervas e suas Propriedades no Banho
 
- Arnica: afasta a negatividade;
 
- Abre Caminho: novas forças;
 
- Açúcar: aceitação;
 
- Alho (palha): proteção;
 
- Alecrim: clareza mental, Alegria, ânimo e coragem;
 
- Alpiste: prosperidade;
 
- Arruda: proteção;
 
- Anis Estrelado: aumenta a autoestima, renova as energias e atrai proteção espiritual contra qualquer mal;
 
- Água-de-arroz: calmante;
 
- Arroz branco: Prosperidade, proteção e bom para saúde
 
- Água-marinha (planta): limpeza;
 
- Alfazema: mudança, limpeza energética, equilíbrio e harmonia;
 
- Boldo: Proporciona tranquilidade, serenidade e equilíbrio, proteção e paz.
 
- Bulbo de cebolinha: tira o cansaço;
 
- Comigo-ninguém-pode: defesa;
 
- Camomila: limpeza (bactericida);
 
- Canela: limpeza, força e prosperidade, fortalece as energias pessoais. Atrai felicidade e dinheiro;
 
- Cravo da Índia: estimulante, prosperidade financeira e fortalecimento espiritual;
 
- Crizântemo branco: calmante;
 
- Crista-de-Galo (sementes): calmante (hipertensão);
 
- Contas de Rosário: concentração;
 
- Cenoura (folhas): fraqueza;
 
- Dente-de-Leão: tristeza e antitóxico;
 
- Erva doce: boas energias;
 
- Espada de São Jorge: proteção;
 
- Eucalipto: Refrescante, descongestionante da alma. Usado contra depressão e apatia;
 
- Erva doce: Calmante, atrai boas energias e alegria de viver;
 
- Flores do campo coloridas: Alegria de viver e entusiasmo, atua contra tristeza e depressão;
 
- Folha de Pinheiro: limpeza;
 
- Folhas de Pêssego: dissolve densidades acumuladas;
 
-  Folhas de Limão: corta energias negativas;
 
- Folhas de Manga: prosperidade;
 
- Folhas de Louro: prosperidade;
 
- Fumo: proteção;
 
- Flor de sabugueiro: calmante;
 
- Guiné: proteção e força;
 
- Girassol (sementes): acelera as mudanças;
 
- Guaraná: aumenta as energias;
 
- Hortelã: aceitação, acalma o espírito e ajuda contra depressão e preocupações. Traz o amor verdadeiro.
 
- Inhame: força e limpeza;
 
- Levante: força, melhorar a autoestima;
 
- Losna: corta a negatividade (raivas);
 
- Louro: Alegria e sucesso. Traz prosperidade material e riqueza.
 
- Macela: calmante (bom para insônia);
 
- Mel: Amor e proteção;
 
- Manjericão: equilíbrio, renova as células do organismo, proteção, prosperidade, amor e vibrações positivas;
 
- Noz moscada: Usada para atrair muita sorte e dinheiro;
 
- Pitanga (folhas): melhora a circulação;
 
- Rosas brancas: limpeza, espiritualidade, proteção;
 
- Rosas vermelhas: Paixão, energia e sexualidade;
 
- Rosas amarelas: Prosperidade e proteção;
 
- Sementes de tangerina: para dores na coluna;
 
- Sálvia: rejuvenescimento;
 
- Sal grosso: Limpeza de energias.