domingo, 21 de julho de 2013

Ártemis

 Ártemis, a Senhora da Natureza Selvagem

Amada Deusa arqueira,
Senhora da caça e dos animais selvagens,
que vigias no céu estrelado quando o Sol está adormecido,
cuja testa é adornada pelo crescente lunar,
que habitas nas florestas escuras com Teu séquito de ninfas,
a Ti Senhora e Mãe,
eu invoco para me fortalecer e proteger,
ao longo da minha vida como mulher ...
Hino para Ártemis de Virgilio (adaptado)

 
As imagens e mitos gregos mais recentes representam Ártemis como uma virgem assexuada, regente da lua crescente, perambulando pelas florestas com seu grupo de ninfas, evitando o contato com os homens e matando aqueles que espiavam sua intimidade. No entanto, esta é apenas uma das inúmeras identidades assumidas por esta misteriosa Deusa, uma síntese das energias multifacetadas da essência feminina.

A natureza de Ártemis é complexa e contraditória: ela é virgem, mas cuida e auxilia parturientes e crianças; é caçadora e ao mesmo tempo protetora dos animais, é guerreira e rainha das Amazonas, mas também é A Mãe dos Mil Seios, senhora da fertilidade. Simboliza a dualidade do bem e do mal, ora aparecendo como uma linda donzela, ora deusa vingativa, agindo como parteira amorosa ou feroz guerreira, protetora das crianças sem nunca ter sido mãe, cuidando da vida ou promovendo a morte.

A sua origem é remota, sendo a herdeira de Potnia Theron, a Senhora dos Animais da civilização neolítica, representada cercada de animais e alada, com desenhos de peixes e espirais na sua túnica, vistos como símbolos do fluxo de energia criativa. Originariamente, Ártemis era a Mãe da Floresta, invocada por caçadores e viajantes que eram por Ela protegidos, desde que eles não matassem fêmeas prenhas e filhotes, não caçassem por esporte ou distração, nem desperdiçassem recursos e riquezas naturais.

Ártemis foi reverenciada ao longo do tempo e do espaço, com diferentes atributos, nomes e rituais, mas permanecendo sempre Megale Ártemis, a Grande Deusa. Das montanhas de Anatólia, o habitat das tribos de Amazonas, seu culto espalhou-se para África, Sicilia, Europa, as ilhas gregas como Creta e Delos, até Trácia na Grécia, onde floresceu em Brauron com as iniciações e danças das meninas–ursas. Sua estátua como a Deusa dos Mil Seios, no templo de Éfeso (construído em 320 a.C.e destruído mil anos depois pelos godos), era uma das sete maravilhas do mundo antigo e simbolizava o instinto primal de gerar, viver e morrer, o poder verdadeiro da Grande Mãe, tanto a Nutridora quanto a Ceifadora da vida, chamada Proto Thronia, a primeira no trono.
No mito grego Ártemis aparece como filha de Zeus e Leto (que originariamente era uma deusa pré-grega chamada apenas “Nossa Senhora”), que tinha sido amaldiçoada pela Hera para não poder parir em nenhum lugar onde os raios solares incidissem. Leto foi ajudada pela sua irmã Asteria, que se transformou em uma ilha mágica, Ortigia, que flutuava sob a superfície do oceano e assim sendo, livre da maldição. Ártemis nasceu com facilidade, mas como seu irmão gêmeo custava a nascer e Leto sofria dores terríveis, Ártemis a ajudou trazer Apollo ao mundo. Foi assim que se originaram os nomes de Ártemis como Eileithya e Partenos, a Parteira amorosa e o título de “Aquela que trazia a luz”. A ilha mágica - renomeada Delos (“brilhante”) - foi consagrada a Ártemis e Apollo, sendo que lá nenhum ser humano podia nascer ou morrer.

Quando Ártemis completou três anos, foi apresentada ao seu pai e Zeus encantado com sua precocidade lhe ofereceu quaisquer presentes que ela quisesse. Ártemis pediu para jamais precisar casar (e assim permaneceu, sendo imune aos encantamentos de Afrodite e Eros), ter mais nomes do que seu irmão, mas ter arco e flechas como ele, poder usar sempre uma túnica curta para correr à vontade nos bosques, ter como companhia sessenta ninfas do oceano e trinta dos rios que cuidassem dos seus animais, reger a Lua e a luz (na sua qualidade de Phoebe, “a luminosa”), ter o domínio das montanhas e florestas e o direito de fazer sempre suas próprias escolhas.
Assim como Athena e Héstia, Ártemis era virgem, ou seja, tinha autonomia e independência, liberdade para agir seguindo seu instinto, jamais se submetendo ao domínio ou controle masculino. Ela prezava sua liberdade e defendia o Seu espaço, transformando os intrusos em animais, bem como protegia as crianças e animais recém nascidos com a ferocidade da ursa, que era o Seu animal totêmico (além do cão, veado, corça, lebre, javali, lobo, cavalo) e que a personificava como a Mãe Ursa.

Seus inúmeros títulos se referiam às Suas funções e domínios múltiplos, como regente das florestas, dos animais, caça, lagos, pântanos, rios, mares, campos, clareiras, madrugada, Lua, luz, partos, cura, proteção. Ela regia as fases da vida, as transições e dimensões das experiências femininas, (infância, adolescência, gravidez, amamentação, menopausa, solidão, morte), protegendo-as das ações ou interferências masculinas.

Eram três as grandes áreas regidas: a sobrevivência das espécies (fertilidade, reprodução e nascimentos), o controle do tempo, das águas e das marés e o ciclo de vida, destruição e morte (como caçadora ela mantinha o fluxo e o intercâmbio natural das energias), regendo também a lua negra e a noite, junto com Hécate. As matas, os bosques e campos pertenciam à Ártemis e às suas ninfas que moravam nas árvores, plantas, nascentes e rios, cuidando e protegendo tudo com amor e dedicação. A paixão e a virgindade são aspectos entrelaçados de forma estranha e profunda, assim como também é o habitat selvagem e longínquo, que resiste e reage à qualquer forma de violação.
De todas as deusas gregas, Ártemis é a mais próxima das mulheres, por isso é considerada sua Protetora por excelência, como comprovam as dezenas de títulos e atributos a Ela conferidos, distribuídos em várias áreas por eles regidos.

Aspectos da natureza: Agrea, da terra não cultivada, Aetole, dos ventos, Agrotera, da caça, Akrea, das colinas, Amarysia, que traz a chuva, Aphetura e Toxotis, as Arqueiras, Arkadia, das montanhas, Artio e Eleuthera, as Mães Ursas, Astrateia, das estrelas, Daphne, do louro, Diktina, da caça, Euploea, que traz bom tempo, Heleia, dos pântanos, Hemera, do anoitecer, Kypharissa, rainha dos ciprestes, Lakone, do lago, Lemnos, da terra, Kariathis, da nogueira, Kedrinos, do cedro, Lykaena, das lobas, Melissa, das abelhas, Skulakitis, protetora dos cães, Pythia, a serpente.
Protetoras dos partos: Amnius e Delphinia, guardiãs do ventre antes do nascimento, Argennis e Eileithya, auxiliam os partos difíceis, Eulochia, Eunumos, Genetaira e Orsilochia ajudam no parto, Genetyllis, protetora dos nascimentos, Kurotrophos e Paedotrophus, enfermeiras e “babás”, Hemeresia, que tranqüiliza, Locheia, a que cuida do sangue no parto, Mogostakia, ajuda diminuir as dores do parto, Oraia, protege os fetos, Paeonia, a curadora, Soodina, a salvadora nos partos difíceis.

Protetoras das mulheres: Alexeteira, a campeã nas competições, Alexiares, afasta as maldições, Alexibelemnos, protetora da vida, Angelos, mensageira, Aristoboulia e Boulephorus, conselheiras, Berekynthia, traz sabedoria, Brauronia e Philomeirax, protetoras das meninas, Britomartis, a doce donzela cretense, Despoena, a Senhora, Dynatera, a poderosa, Eleutho, a libertadora, Eulinos, a tecelã, Kalliste e Parthenia, lindas donzelas, Keladeina, que dá a boa voz, Kleito, das invocações, Kytheria, para esconder e proteger, Hegemone, da dança, Hiereia, a sacerdotisa, Iasoria , a curadora, Lathrios, dos segredos, Metapontina, guia e protege nas mudanças, Nikephoros, dá a vitória, Opis, do silêncio, Pamphylaia, providencia tudo, Pasikrateia, fortalece, Prothurea, fica na frente da porta, Progoneia, a ancestral, Polymastis, com muitos seios, Skiatis, das sombras, Thekla, a famosa, Themisto, do oráculo, Upis, a que vigia.
“Aquela que traz a luz”: Amphipyros, que leva a tocha, Delia, a Brilhante, Koryphasia, Donzela da luz, Leukione, a Branca Brilhante, Phoebe, a luminosa, Pyronia, guardiã do fogo, Selaphoros, que transmite a luz.

Nos seus cultos e festivais (como Mounichion, em abril em Athenas ou Nemoralia em agosto em Roma), celebrados nas noites de lua cheia eram acesas fogueiras e feitas procissões com tochas; as sacerdotisas apareciam em carruagens puxadas por cervos e traziam bolos cobertos com velas para as oferendas.Em Brauronia, onde tinha um templo dedicado a Ártemis, meninas pré-púberes vestidas com túnicas tingidas com açafrão e nomeadas de “ursinhas” eram iniciadas e preparadas para realizar danças ritualísticas imitando os movimentos das ursas. As sacerdotisas usavam máscaras de argila branca para representar a Lua e dançavam nas clareiras nas noites de lua cheia.
Muitas eram as lendas sobre as ninfas de Ártemis, as jovens que corriam junto com as corças e os cães nas florestas e se defendiam dos perseguidores com seus arcos e flechas como fazia a própria
Deusa. Muitas delas ao invocarem a proteção de Ártemis – quando ameaçadas pela violência ou cobiça masculina – eram transformadas em árvores ou animais, como Daphne que se tornou em louro (planta sagrada e oracular), Aretusa em uma fonte ou Atalanta em leoa. Ártemis matava os seus perseguidores como aconteceu com Orion e Acteon; também matou a serpente Python e o gigante Tithyus, que atormentavam sua mãe, sendo a única deusa que auxilia e defende a mãe.
Para as mulheres que seguem o Caminho da Deusa, Ártemis personifica o espírito feminino independente, que lhes possibilita estabelecer e defender seus próprios objetivos e escolhas, agindo com confiança e determinação, sem precisar da aprovação masculina. Sentindo-se completas em si e por elas mesmas, o arquétipo de Ártemis reencontrado e reavivado pelas mulheres modernas, lhes confere a habilidade de se concentrar naquilo que é importante, sem se perturbar com a competição, as exigências ou necessidades alheias. O enfoque nos objetivos e a perseverança facilitam a superação dos desafios e obstáculos, direcionando a vontade para alcançar o alvo estabelecido.
As metas do movimento feminista podem ser resumidas pelas qualidades de
Ártemis:empreendimento, independência, competência, compaixão (pelos oprimidos, crianças, mulheres, animais). A área dos interesses abrange uma gama variada como: defesa social, socorro às mulheres perseguidas, maltratadas ou abusadas, combate à pornografia e exploração infantil, punição dos estupros e incestos, o empenho para a divulgação e prática dos partos naturais com auxilio das parteiras, a conexão, o respeito e a gratidão permanente perante a natureza, as competições esportivas para jovens, atividades e preocupações ecológicas, solidariedade, parceria e irmandade entre as mulheres, o resgate dos valores e cultos lunares.

Os desafios representados pela exacerbação do arquétipo de Ártemis são: negação da vulnerabilidade própria, indiferença às necessidades alheias (frieza e crueldade com os homens e animais), hostilidade, raiva destrutiva, distanciamento emocional, falta de atenção, cuidados ou compaixão perante os outros, desvalorização das qualidades receptivas, nutridoras e protetoras femininas. A tarefa para retificar os excessos ou faltas deste arquétipo consta na identificação dos padrões positivos e negativos, reconhecendo e eliminando a auto-sabotagem, o alinhamento com os ciclos lunares e naturais, atividades físicas, interesse pela natureza, a definição do que precisa renovar, inovar, descartar, começar ou completar, a valorização da amizade com mulheres.

A sabedoria que Ártemis nos oferece nos dias de hoje é descobrir, defender e expressar a verdade e o poder pessoal, ter centramento e enfoque necessários para alcançar objetivos, complementar as polaridades internas e externas, ampliar os interesses saindo do micro e do individual para o macro e o global, unir razão e emoção, instinto e intuição, força e compaixão, rumo para a unificação e a total integração do ser.
 
                  

Anuket

 Anuket, a Deusa do múltiplo Abraço

“Tu és a Nutridora
Que nos alimenta e sacia a nossa sede;
Tu és a Criadora
De todas as coisas que sustentam a vida;
Tu és aquela que abraça
E cuida dos pobres e necessitados.”
Hino dedicado a Anuket

 
Na cultura egípcia, a reverência ao Sagrado Feminino remonta à era neolítica. A representação da criadora assumiu várias manifestações que podem ser sintetizadas na imagem da “Árvore da Vida”, que oferece, pelos seus frutos ou folhas, a água da vida, seja para a existência terrena, seja para a passagem da alma de uma dimensão para outra.
Inúmeras estatuetas de argila comprovam que a antiguidade dos cultos de diversas deusas remonta à uma época entre 5500 e 3300 anos a.C. Essas deusas eram cultuadas em seus templos, nos quais as funções sacerdotais e oraculares eram desempenhadas por mulheres. No Egito antigo, as mulheres desfrutavam de muita consideração e respeito, tendo um status elevado e sendo as transmissoras do nome e da propriedade para seus descendentes. As rainhas eram o elo entre uma dinastia e outra e a herança real seguia pela linhagem feminina. Somente muito tempo depois que o culto das deusas foi substituído pelo dos deuses, passando então o faraó a ser considerado a manifestação do próprio Deus.

Mesmo assim, Ísis continuou a ser cultuada até a conquista do Egito pelos Romanos. Vestígios de seus atributos, nomes, representações e santuários foram adotados pelo Cristianismo, na veneração de Maria.

Uma deusa egípcia menos conhecida é Anuket, a “personificação” da fonte do Rio Nilo, que nascia do seu ventre. Era representada com quatro braços – que simbolizavam a união dos princípios feminino e masculino – sendo ela “A Una”, nascida por ela mesma e, apesar de virgem, geradora do Deus Solar. Versões posteriores lhe atribuíram um consorte – Knemu - considerado o criador, casado com duas irmãs – Anuket e Satet - às quais ficou atribuída somente a regência das cataratas do Nilo.

No mito original, Anuket, “A que abraça”, gerava a vida e seu emblema era o búzio – símbolo universal do yoni, a vulva, usado em vários países como amuleto para a fertilidade, renascimento, cura, poder mágico ou boa sorte. Segundo algumas fontes, um dos seus nomes, Anka, “A Senhora da Vida”, deu origem à palavra ankh, “A Chave da Vida”, antigo símbolo feminino que representava o yoni da Deusa e a imortalidade dos deuses, assegurada pelo sangue divino da Deusa. Nos selos antigos, a parte ovalada da ankh era pintada em vermelho, enquanto a cruz fálica era branca. Mais tarde, a ankh ficou conhecida como “A Chave do Nilo”, reproduzindo a união mística de Ísis e Osíris, que provocava a inundação anual do rio que fertilizava as terras ribeirinhas.
Para as mulheres contemporâneas, o arquétipo de Anuket é um poderoso incentivo para que reconheçam sua capacidade inata de gerar e nutrir, não apenas aos outros, mas a si mesmas, bem como as múltiplas possibilidades existentes para sua realização sem, no entanto, quererem “abraçar o mundo com suas mãos”.
 
Mirella Faur  - Teia de Thea

Aine

 Aine, Deusa Solar Irlandesa, Rainha do Povo das Fadas

 
“O povo das fadas” (chamado em gaélico de Sidhe), conhecido das lendas e mitos celtas é remanescente dos primitivos povos pré-celtas, que habitavam as Ilhas Britânicas desde a Idade de Bronze. Eles eram descendentes dos Tuatha de Danann, o “Povo da deusa Danu”, misteriosos seres míticos de natureza sutil, que conquistaram a Irlanda após vencerem os primeiros colonizadores- Fir Bolg, e que depois foram vencidos pelos Milesianos. Com a mudança das crenças religiosas e espirituais, os Tuatha de Danann não mais recebiam a sustentação da sua egrégora pelo reconhecimento e a gratidão dos seres humanos perante os seus dons e se afastaram cada vez mais da dimensão material, tecendo um véu de invisibilidade ao redor do seu mundo. Para se protegerem da violência das guerras - sendo eles seres pacíficos - se retiraram para outra dimensão, sutil, a ilha mágica Tyr na n’Og, “A terra debaixo das águas”, situada no Oeste da Irlanda e invisível aos homens. Uma parte deles se refugiou nas montanhas, colinas, florestas e grutas e as repartiu entre si, sendo conhecidos como “O velho povo, Os bons vizinhos, O povo das colinas”, Fairy people ou Fay e suas moradas (barrows) nas colinas ou elevações de terra chamadas de side ou sidhe (pronuncia-se “chee”), nome que aos poucos passou a ser confundido com os próprios seres.
     
 A comprovação deste fato encontra-se na crença comum entre as diversas nações celtas sobre a existência de uma raça de seres sutis, obrigada pelas tribos invasoras a se retirar para o “Outro mundo”, descrito como uma dimensão subterrânea, dentro das colinas ou câmaras subterrâneas neolíticas (burial chamber), ou que tinham ido “além-mar”. Pelo fato que os Sidhe moravam nas câmaras subterrâneas – que eram usadas para o enterro dos reis - ao longo dos tempos eles passaram a serem confundidos com os espíritos ancestrais e denominados de Bean-sidhe ou Banshee, que anunciavam a morte de parentes e apareciam nas suas vigílias pranteando.
   
Os Sidhe eram formados por vários grupos ou ordens, distintas umas das outras, mas que funcionavam como uma coletividade. As terras ocupadas pelos seres feéricos foram chamadas de Fairyland, “a terra das fadas” e seus caminhos e trilhas, imbuídos de energia mágica e telúrica, ficaram conhecidos como ley lines, as linhas de energia da terra, sobre as quais não deveriam ser construídas edificações humanas sob o perigo de eclodirem acontecimentos estranhos ou perniciosos à saúde. Os locais sagrados dos sidhe eram marcados por círculos de pedras, de grama mais verde ou de cogumelos e deviam ser respeitados e evitados pelos seres humanos. No nível mágico, os Sidhe conheciam e manipulavam os poderes dos elementos e por isso, com o passar do tempo e o esquecimento da sua verdadeira origem e poder, eles foram reduzidos às figuras elementais com nomes diferentes em função do elemento em que habitavam ou regiam. Nos contos de fadas lhes foi atribuído o papel de “fadas madrinhas”, conselheiras e protetoras individuais.
   
Sidhe para os irlandeses representa o estado intermediário entre um mundo real e o sobrenatural, povoado por seres sutis, etéreos, dificilmente visíveis pelos seres humanos, devido às vibrações densas do mundo material. Com o advento do cristianismo e sua perseguição e proibição, eles esmaeceram na memória do povo, sendo denominados fadas, duendes e representações malignas do folclore, que viviam em outras dimensões entre o mundo material e espiritual. Contudo, seu fundamento psicológico nunca se perdeu e os mistérios ocultos nos contos de fadas e nas crenças populares conservam as reminiscências do antigo culto.
   
Aos poucos, as fadas ficaram restritas ao folclore anglo-saxão e celta, conhecidas como protetoras e guardiãs das árvores, flores ou jardins, confundindo-se depois com outras entidades sobrenaturais e, às vezes, sendo consideradas magas e feiticeiras. Foram descritos muitos tipos, desde as belas fadas das flores, árvores, lagos e rios, os simpáticos gnomos protetores das moradias, até as entidades perigosas com dentes pontiagudos e garras afiadas. Presentes em todas as formas e manifestações da natureza, as fadas fizeram parte das lendas e do folclore de vários países, mas nenhum povo como o irlandês conseguiu captar, conhecer e compreender tão bem os Fays, provavelmente por serem seus descendentes. O mundo feérico das fadas ainda vive nas crenças e rituais dos camponeses da Irlanda, País de Gales, Escócia, Inglaterra e Bretanha e conta-se que vários mortais tiveram contato com o povo das fadas, aprendendo delas a arte da poesia, música, dança, metalurgia, tecelagem, magia e cura. A Irlanda até hoje é habitada por duas raças: a visível, dos celtas, e a invisível dos Sidhe, mas que podia ser vista e “visitada” pelos clarividentes e magos. As divindades mais conhecidas, consideradas o “Rei” e a “Rainha das Fadas” são a deusa Aine (pronuncia-se Onyá ou Oine), a regente da fertilidade e o deus Gwynn Ap Nudd (pronuncia-se guin ap niid), o “Senhor do Outro Mundo”.
  
 Aine é uma deusa arcaica da Irlanda, originariamente uma deusa solar, soberana da luz, da fertilidade da terra e do amor, cujo nome significava “prazer, alegria, esplendor”, celebrada no Solstício de Verão e que sobreviveu às perseguições cristãs ao ser transformada nas lendas em uma “Fada Rainha”. Apesar de deusa tutelar da província de Munster do Sudeste da Irlanda, muito pouco foi preservado das suas lendas; mesmo assim o seu culto perdurou até o século 20 mas ela jamais foi santificada ou mencionada pela igreja cristã. Os costumes a ela associados continuaram até 1970, preservando sua autêntica essência pagã, os camponeses caminhando com tochas acesas pelos campos plantados invocando o calor e a luz de Aine para a abundância das colheitas. As mulheres idosas queimavam ervas aromáticas para purificar as casas e afastar as doenças.
   
Aine é irmã gêmea de Grian, a “Rainha dos Elfos” e também foi considerada como um dos aspectos da Deusa Mãe celta Ana, Anu, Danu ou Don. Grian e Aine alternavam-se na regência do ciclo solar na Roda do Ano, trocando de lugar a cada solstício. Aine foi mencionada pela primeira vez em 890-910 no dicionário Sanas Cormaic com explicações em latim da etimologia dos termos irlandeses. Mais tarde, apareceram menções no século XII no livro Táin Bó Cúailnge e no século XV em Cath Finntrágha sobre a relação da Deusa com os cairns e resquícios neolíticos encontrados em duas colinas, perto de Lough Gur, consagradas à Deusa, onde ainda hoje ocorrem ritos em honra à deusa Aine. Uma colina, a três milhas a sudoeste do lago é chamada Knockaine (em homenagem à deusa) e lá se encontra uma pedra que confere inspiração poética a seus devotos merecedores e leva à loucura àqueles que forem punidos pela falta de respeito com os lugares sagrados. Do topo da colina podem ser avistados inúmeros locais associados com seres míticos, detalhes topográficos do mito de Aine (como os castelos dos reis) e das batalhas reais entre conquistadores e nativos.
  
 Existem muitas controvérsias a respeito da sua origem, alguns pesquisadores a consideram filha de Eogabail, um rei dos seres míticos Tuatha de Dannan, que teria sido o filho adotivo do deus do mar Manannan Mac Lir, outras vezes como sendo esposa e algumas vezes filha dele. Como Rainha dos reinos encantados Aine pertencia aos Tuatha de Dannann e aos Sidhe e era conhecida como Lenan Sidhe, a amada ou Ain Cliar, a luminosa. Inúmeros lugares eram dedicados a Aine na Irlanda como Knoc Áine (Condado de Limerick), Tobar Áine (Condado de Tyrone), Dun Áine (Condado de Louth), Lios Áine (Condado de Derry). Com o nome de Aine Marine e Aine of Knockaine, ela é associada com Knoc Aine/Knockaine, a sua colina em Munster. Na literatura ela foi descrita como uma “Rainha das Fadas”, a mais famosa sendo Titânia, da peça “O sonho de uma noite de verão” de Shakespeare.
   
Assim como outras deusas celtas, Aine tem diversos aspectos associados a diferentes coisas e atributos, sendo regente do Sol, junto com suas irmãs Fenne e Grainne e também das fases lunares. Como deusa tríplice, sua face de Donzela era tanto generosa, quanto vingativa, recompensando os devotos com o presente da inspiração poética ou os punindo com a loucura, se tivesse sido ofendida ou menosprezada. Ela era invocada geralmente para ajudar, mas se fosse desrespeitada, a sua vingança não tardava. Como Mãe, era associada aos lagos e poços sagrados, cujos mananciais possuem poderes curativos, a fonte dedicada a ela Tobar-na-Aine era renomada pelos poderes curativos. A sua intensa sexualidade a tornou inimiga da igreja cristã, sendo vista como uma ameaça ao matrimônio e à castidade. Mesmo que o simbolismo relacionado com a Deusa Mãe tenha sido esquecido quase por completo desde que começaram os ritos cristãos nas igrejas, o ato de invocação da vida nunca enfraqueceu e ela era reverenciada como protetora da gravidez e das mulheres, punindo aqueles que as tivessem ofendido, agredido, perseguido ou violentado. Como Deusa Escura e regente do teixo, Aine era considerada a “Anciã de Knockaine”, caridosa com aqueles que lhe pediam ajuda, mas vingativa com quem a explorava pela má fé. Por ser uma deusa detentora do poder da vida e da morte, Aine podia aparecer para os homens como uma mulher sábia de rara beleza, qualificada como sidhe leannan, ou seja, “uma amante-fada-fatal” que exercia tal atração sobre os homens, que eles sucumbiam aos seus encantos e muitas vezes não sobreviviam. As mais dramáticas e poéticas histórias do folclore celta são as que relatam o amor entre mortais e os seres sobrenaturais, mas que não perduram devido a certos tabus, maldições, diferenças de vibrações e costumes.
 
Acredita-se que a “amante-fada-fatal” ainda se manifesta nos dias de hoje e quando escolhe um homem mortal, este está fadado à morte certa, pois esta é a única maneira viável para que os dois possam ficar juntos e concretizar seu grande amor.
  
 Existem muitas lendas sobre as escapadas amorosas de Aine, às vezes ela casava com jovens vigorosos e tinha filhos “encantados”, que dela recebiam o poder de ver o “Povo das Fadas” com a ajuda de um anel mágico. Quando ela se apaixonou pelo jovem e belo herói Fionn, ela jurou que jamais iria amar um homem com cabelos grisalhos. Mas uma das suas irmãs também amava Fionn e através de um encantamento conseguiu que seus cabelos ficassem grisalhos, mesmo ele continuando jovem. Fiel à sua geasa (promessa mágica) Aine afastou o herói. Segundo outra, entre tantas lendas, conta que Aine estava sentada nas margens do lago Lough Gur, penteando seus longos cabelos dourados, quando Gerold, o Conde de Desmond, a viu e sentindo-se fortemente atraído por ela, roubou-lhe o manto dourado e só o devolveu, quando ela concordou em casar-se com ele. Desta união nasceu Geroid Iarla ou Earl Gerald, denominado "O Mago"; após o nascimento do menino, Aine impôs ao Conde Desmond, um tabu que o impedia expressar surpresa a qualquer coisa que o filho fizesse. Entretanto, ele quebrou tal tabu, exclamando alto quando viu o filho entrando e saindo de um frasco, fato que desfez o encanto e Aine recuperou sua liberdade. Aine dirigiu-se para a colina de Knockaine, transformando-se em um cisne; dizem que é lá que ela ainda reside em seu castelo encantado, cercada por Fadas. Em outra versão, ela se recolheu na ilha Garrod no lago Lough Gur no condado de Limerick e Gerald depois transformou-se em um ganso selvagem que voou alto seguindo o rio Lough, encontrando repouso no castelo da mãe. Lough Gur era um antigo sitio sagrado pré-histórico, com reminiscências de câmaras subterrâneas, grutas e círculos de pedras do período neolítico ao seu redor, onde foram encontrados restos de oferendas votivas e grãos.
  
 Outra lenda descreve como Gerald vivia abaixo das águas do lago, de onde saia cada sete anos cavalgando ao redor do lago até gastar as ferraduras de prata do seu cavalo, dia em que ele voltará para expulsar estrangeiros e malfeitores da Irlanda. Dizia-se também que de sete em sete anos ele emergia das águas como um fantasma montado em um cavalo branco; o lago sumia dentro da terra aparecendo no seu lugar uma árvore sobrenatural, coberta com tecidos verdes e guardada por uma anciã, que tinha o poder de elevar as águas do lago se a árvore corresse perigo.
   
Em outra lenda, o rei Ailill matou Egbal, o pai de Aine e a violentou, mas ela relutou e arrancou sua orelha, o que lhe ocasionou o apelido de Ailill-sem-orelha. Aine jurou se vingar e após um tempo, Ailill foi morto por ela com uma poderosa magia, da mesma forma como se vingou de outro rei, que também a ofendeu. Seu filho Egan - que nasceu após ela ser violentada por Aillil - se tornou rei de Munster e fundador de uma famosa dinastia. Muitas famílias de Munster com o sobrenome de O'Corra ainda acreditam que são descendentes de Aine, por eles venerada como a melhor e mais bondosa deusa. Existem muitas situações que se repetem ao longo da história celta, em que uma deusa ou rainha é violentada e conquistada por um rei, simbolizando o domínio dos invasores sobre a população nativa e a decorrente vingança da terra quando maltratada ou destruída. Em todas estas lendas percebe-se como a determinação, engenhosidade e paciência de Aine ou de outras deusas ou rainhas, as ajudaram se libertar das imposições patriarcais.
   
Aine tinha o poder de metamorfose, se transformando tanto em um cisne branco, quanto em uma égua vermelha de nome Lair Derg, e que ninguém conseguia alcançá-la. Acreditava-se que na noite do Solstício de Verão, moças virgens, que pernoitassem na colina de Knockaine, poderiam ver a Rainha das Fadas passando com toda a sua comitiva. O mundo das fadas só se tornava visível pelos portais mágicos, chamados “anéis de fada”, círculos marcados na grama ou no meio de árvores, que eram indicados pela própria Aine. Uma gruta de Knockaddon supunha-se ser ligada a Tir na n’og (o
 
“Outro Mundo” celta) e de lá Aine chegava no Lammas para dar à luz a um feixe de grãos, o seu filho Eithne (o termo gaélico para grãos). Três dias no ano eram dedicados à ela: a primeira sexta-feira, sábado e domingo após o Sabbat de Lammas. Era nestes dias que ela retornava como uma mulher sábia, que ensinava aos homens como caminhar em união e amor sobre a terra, domínio da sua mãe, a deusa Danu. No Sabbat Samhain dizia-se que Aine saia das suas colinas cavalgando um touro vermelho e era reverenciada com fogueiras acesas em todas as colinas sagradas. Sendo associada com os Sabbats, Aine podia se manifestar como a Donzela da primavera, a Mãe das colheitas e a Anciã do mundo subterrâneo. Como Donzela aparecia também como uma sereia, que penteava seus longos cabelos com um pente de ouro na margem do lago, continuando a fazer isso até o pente ia ser gasto e seu cabelos ficando brancos. Nos dias dedicados a Aine era proibido derramar sangue, para que a centelha vital não se esvaísse do corpo de outros animais ou doentes. Às vezes ela era vista numa barco junto com seu pai Manannan ajudando os marinheiros perdidos. Durante a grande fome ocasionada pela crise irlandesa das batatas, Aine aparecia no topo da sua colina entregando comida para os famintos.
  
 Aine era invocada no Solstício de verão na colina de Knockaine para ritos de amor, fertilidade e abundância das colheitas, prosperidade das pessoas, separações e desfechos dolorosos nas relações amorosas. Ela ampliava a visão e podia facilitar o contato com o mundo das Fadas, potencializando os poderes mágicos e extrassensoriais. Os camponeses saiam em procissão após acenderem as fogueiras na sua colina e caminhavam pelos campos com tochas acesas, feitas com feixes de palhas e ervas solares amarrados em postes. Eles purificavam os campos e o gado com as chamas, pedindo proteção e fertilidade e esperavam que Aine e os Sidhe aparecessem para eles, abrindo um portal para o Outro Mundo. As cinzas das fogueiras eram espalhadas depois nos campos para atrair fertilidade. Nas noites de lua cheia, os doentes eram levados para se banharem no Lough Gur; se até o nono dia eles não se curavam, as pessoas sabiam que em breve iriam ouvir o canto das ancestrais Banshee, prenunciando-lhes um sono profundo e sem dor, durante qual iam passar para o reino dos Sidhe. Após a sua passagem, havia uma vigília prolongada, quando os familiares se reuniam entoando os cantos de lamento chamados keenings, dádiva das banshees.
  
 As mulheres idosas honram ainda Aine no Samhain e Litha e queimam ervas aromáticas para purificar as casas e afastar as doenças. Elas acreditam que foi Aine que impregnou o aroma nas flores e frutos e que seu brilho aquece os corpos e ilumina as almas. Apesar da sua memoria ter se perdido na bruma dos tempos, os velhos costumes e tradições guardados no folclore são resgatados por pesquisadores e adeptos atuais das tradições celtas. Cada ano, um número maior de pessoas se reúne no solstício de verão na colina Knockaine, saúda o nascer do sol e homenageia Aine, “A Brilhante” com canções, orações e oferendas de flores, grãos e leite.
 
  A mensagem que Aine traz para as mulheres atuais é acreditar no seu próprio poder, firme e forte, mas envolto na cor diáfana da suavidade amorosa. Ela nutre o corpo e o espírito com calor e luz, sendo protetora da natureza vegetal, animal e humana. Aine confere fertilidade física, mental e espiritual, apoia e incentiva o alcance dos sonhos e ambições com palavras que poderiam ser resumidas nesta frase: ”arrisque-se e coloque o desejo do seu coração em ação!”. Mesmo quando os planos iniciais não se concretizaram, a mulher deve seguir adiante, com coragem e confiança, sem permitir que opiniões e movimentos alheios impeçam a busca dos seus objetivos. Ficar parada ou lamentar perdas e fracassos não leva a nada e o tempo passa sem perceber, deixando para trás lamentos, remorsos e inação. São as perdas e fracassos do passado que nos ensinam a viver melhor, não se pode julgar uma decisão passada com o discernimento do presente, pois as decisões são tomadas com a consciência do momento. É importante saber qual é a missão que a mulher veio realizar no mundo e se empenhar para cumpri-la, com todas as suas forças. “Confiar, se preparar e agir” é o legado deixado por Aine para as mulheres; após ter refletido, tomado uma decisão e estabelecido um plano de ação, deve ser dado inicio ao caminho escolhido, com pequenos e cautelosos passos, sem parar, titubear ou recuar. Com a ajuda de Aine, as mulheres podem resgatar, diversificar e expressar o ilimitado potencial da natureza e essência feminina.
   
Aine pode ser invocada em ritos de amor, fertilidade, na gravidez, magia natural com a ajuda das fadas, abundância, prosperidade, separação dolorosa, para punir traições e ofensas das mulheres por homens, quebras de promessas e exploração da terra. Ela amplia nossa visão e pode facilitar o contato com os mundos sutis; por dominar as artes mágicas, Aine auxilia a potencializar os dons mágicos e extrassensoriais, sendo-lhe atribuído o poder da energia vital, a centelha sagrada que sustenta os seres vivos.
   
Seus símbolos mágicos são: égua vermelha, lebre, gado, ganso selvagem, cisne, plantações férteis, bastão, sinos, flores, trevo de três folhas, madressilva, angélica, amoras, sabugueiro, linho, alho, artemísia, lavanda, urtiga, hera, visco, azevinho, bétula, freixo, teixo, carvalho, fitas multicoloridas e harpa.
 
A seguir algumas invocações tradicionais para Aine:
 
Senhora das Colinas, Filha do mar, Rainha radiante das Fadas,
Linda Aine Brilhante, Aine Chlair, que rege o calor do verão,
Venha a nós, estenda teu manto dourado e nos abençoe.
Deusa que ilumina os caminhos e orienta nossos passos
Traga alegria e harmonia para nossos corações,
Lavaremos nossos rostos com nove raios do sol
Encontraremos a paz envoltas pelo manto dourado de Aine,
Seremos abençoados ao acordar e quando deitar.
Durante o dia e à noite, quando chegarmos e sairmos,
A luz estará na nossa frente, atrás de nós, dentro de nós e fora de nós,
Pois o manto dourado de Aine Cil sempre nos envolverá.
Senhora da Luz, nós te louvamos,
Te reverenciamos e sempre respeitaremos o teu legado!

 
Aine, Grande Deusa da Irlanda
Deusa da Lua, do amor
Encorajadora da paixão no coração dos homens
Invoco o teu poder, vem até mim
Rainha das Fadas de Munster
Tu que governas a agricultura, a fertilidade, as colheitas e os animais
Sol dourado que se transforma em Lair Derg,
A égua vermelha que ninguém pode domar,
Me ensina teus mistérios, compartilha comigo tua sabedoria
Tu que és a Mãe, mostrando tua face curadora nos lagos e fontes
Tu que és a Anciã, Leannan Sidhe, que aparece aos mortais com tua grande beleza
Para levá-los ao Outro Mundo.

  
 Eu te invoco Aine, Grande Mãe
Toque a cabeça dos meus filhos para crescerem fortes
Deixe teu pó dourado cobrir meus lábios
Para atrair os beijos do meu amado
Pare a mão daqueles que cortam as árvores,
Ajude-os a descobrir como tornar a terra verde
Fortalece a mão de quem planta sementes
Nos campos e terras áridas.
Ajuda as flores a se transformarem em frutos
Que sejam degustados por todos com gratidão por Ti
Faça ouvir teu canto suave até os cantos remotos da Terra
Nutra as águas da minha alma
Toque-me com Tua sabedoria
Ao despertar em cada dia
Para que a luz do teu brilho
Desperte a minha luz interior
Abençoada sejas
Aine Deusa dourada!
 
Mirella Faur - Teia de Thea

sexta-feira, 19 de julho de 2013

O poder da Deusa Consagrando o Cotidiano

 
O ressurgimento do Sagrado Feminino nos traz uma nova visão espiritual. A espiritualidade centrada no culto à Deusa implica no respeito à natureza e à vida em todos as suas manifestações, no cultivo da compaixão e aceitação nossa e dos outros, no reconhecimento da intuição e sabedoria existentes – mesmo que latentes – em todos nós, na celebração alegra da unidade com toda a criação.
 
Para sentir o poder da Deusa, comece a perceber o sagrado em tudo que a cerca, em cada dia, em cada lugar. Talvez precise de algum tempo para notar e experimentar conscientemente momentos, vivências, encontros, que antes passavam de forma fugaz sem que você percebesse o seu valor. Adquirindo uma nova consciência a sua vida torna-se mais rica, um acontecimento ou encontro não mais é algo fortuito, as “coincidências” passam a ser facetas da sincronicidade cósmica.
 
A mulher tem um enorme poder dentro de si. Não é o poder sobre alguém ou contra alguém, é o seu poder inato e ancestral, a sua intuição, percepção, compreensão, compaixão, criatividade, amor e conexão – consigo mesma, com os outros, com o Divino.
 
Nas antigas tradições e culturas o poder criativo e renovador da Deusa eram o símbolo da própria vida, a Terra e a mulher eram consideradas sagradas sendo suas representações. Nos cultos e mistérios femininos honravam-se os ciclos eternos que marcavam a vida do renascimento à morte, e desta para um novo início através do renascimento. Vida e morte eram interligadas de forma misteriosa e divina, competindo às mulheres as tarefas de recepcionar e cuidar da vida (como parteiras, mães, curandeiras), assistir e auxiliar as transições (como xamãs e sacerdotisas) e servir como intermediarias entre o humano e o divino (profetisas, oráculos).
 
O poder da Deusa possibilita a expansão do potencial emocional, mental, criativo e espiritual inatos em cada mulher. O poder da mulher está na sua sabedoria, a compreensão intuitiva, imparcial e sábia dos processos e das surpresas da vida. Nem toda mulher pode ser jovem, bonita, culta, rica, mas todas as mulheres podem se tornar sábias, permanecendo serenas no meio do tumulto.
 
As mulheres que almejam o poder da Deusa cultivam uma forma diferente de espiritualidade, buscando expandir sua consciência, honrando a vida em tudo ao seu redor e transformando o mundano em sagrado. A chave para a transformação espiritual é o enriquecimento e o aprofundamento de sua vida interior, podendo assim acessar e confiar no seu Eu Superior.
 
Para nutrir e embelezar nossas vidas podemos usar inúmeros recursos, simples ou elaborados, como alguns dos seguintes:
 
1. Crie um espaço sagrado no seu lar, não somente através de um altar, mas usando sua inspiração, imaginação e amorosidade para que todos se sintam bem, protegidos, nutridos e amados;
 
2. Crie momentos sagrados – para si mesma ou compartilhando-os com amigos e familiares – caminhando na natureza, ouvindo música suave, jantando a luz de velas, lendo textos que nutram a alma, enriqueça a sua mente e elevem o espírito;
 
3. Entre em comunhão com a natureza, honrando a Deusa em todos os seus aspectos e manifestações. Não basta encher sua casa de plantas se você não entrar em contato real e profundo com a terra, a chuva, o vento, as nuvens, o Sol, a Lua, os animais – seus irmãos de criação;
 
4. Respire e consagre seu corpo como a morada da sua alma durante esta encarnação. Procure viver de forma saudável, fazendo suas opções com consciência, sem se agredir e sem culpar – a si ou aos outros – pelos seus problemas ou compulsões. Coma bem para viver melhor. Observe suas fugas e compensações, cuide da sua “criança” carente ou ferida ajudando-a a crescer, curando-a com amor e dando-lhe os meios adequados para se tornar forte e auto-suficiente;
 
5. Manifeste sua criatividade – escreva, borde, pinte, desenhe, faça colagens, modele argila, cante, recite, dance, aprenda algo novo, componha um poema ou canção, faça pão, comece um diário de sonhos. A mulher que não dá vazão construtiva à sua imensa capacidade criativa pode torná-la em energia destrutiva – contra si ou contra os outros;
 
6. Coloque em prática os ensinamentos espirituais. Não se contente em ler inúmeros livros ou participar de cursos e workshops se você não pratica aquilo que aprendeu. Para mudar, precisa viver de forma consciente, reconhecer e transmutar seus pensamentos negativos e ser sincera nas avaliações – suas e dos outros. Todas as experiências dolorosas da vida são aprendizados cujas lições podem contribuir para sua transformação. Algumas mensagens levam momentos para serem assimilados, outras, meses ou anos. Quando começar a compreender o significado dos acontecimentos da sua vida, você começou a crescer de fato e assim poderá abrir novas portas na sua vida, se usar a chave certa;
 
7. Encontre o equilíbrio entre o falar e o silenciar, se movimentar ou se aquietar. Procure se relacionar com pessoas que compartilham das mesmas buscas e que têm o mesmo nível vibratório. Participe de círculos de mulheres em que possa encontrar apoio para a sua jornada espiritual, em que possa confiar para expressar suas dores ou suas conquistas. Celebre a Deusa sozinha ou em grupo, encontrando assim a verdadeira fonte de seu poder, da sua cura e transformação. Cultive a Deusa dentro de você reconhecendo a sacralidade do seu corpo, da sua mente, das suas emoções, da sua vida. E ao reconhecer a Deusa dentro de si, você se tornará uma com Ela.



Mirella Faur

Sobre as Bruxas!

 
 
Há uma grande confusão, entre os leigos, acerca de bruxaria tradicional e da moderna. A bruxaria tradicional tem suas raízes aprofundadas através do período pré-histórico, podendo ser considerada em parte irmã e em parte filha de antigas práticas e cultos xamânicos.

A Bruxaria Tradicional é uma das filosofias mais complexas que a simplicidade pode construir, e nada e ninguém pode traduzi-la com a escrita fria ou com a razão, para entendê-la é preciso morrer nesse mundo, perder os sentidos e acordar na praia renascido das águas do mar.

Na Bruxaria Tradicional, se encontram um fato de origem que é a magia natural, aquela magia relacionada a natureza, a cura através de ervas, dos deuses personalizados em cada rio, floresta ou montanha, em cada objeto característico da natureza, no princípio da terra onde moramos, no mar onde é um enigma vida/ morte, e do céu que esta acima dos seres humanos, e assim o homem daquela época entendia os mundos da natureza pelo simples fato dele assim o ver.

Ao contrário da Wicca, a Bruxaria tradicional tem como o objetivo continuar praticando a Velha Arte que antecede o século XX.

Nas últimas décadas a bruxaria e o paganismo ganhou popularidade, então é como se de repente tudo fosse bruxaria; se são crenças pré-cristãs então é bruxaria; se evocam-se deuses e fazem uma magia, então é bruxaria; alguém fez um feitiço ou uma simpatia esporádica, então é bruxaria.
As pessoas esqueceram ou nunca aprenderam o que verdadeiramente é bruxaria, que o espírito da bruxaria é a Liberdade.

Conheci muitas Bruxas, Bruxos, Guardiões,Sacerdotisas e Magos, velhos e novos, todos com suas verdades e muito conhecimento que se perderam no tempo.
O conhecimento é contínuo, e todos carregam fragmentos de verdades.

A medida do conhecimento não é feita pela idade, mas sim pelos anos de estudo, e o mais importante, é como você utilizou esses anos.
Se praticou o que se aprendeu, se cresceu espiritualmente e intelectualmente.
É preciso saber tirar proveito dos estudos, da sabedoria para viver bem com você e com os seus.

A verdadeira Bruxa quando observa o por do sol, fecha os olhos e sente a alma expandir, ela sente que é tudo, e que entende tudo e consegue traduzir o canto universal, esse misterioso chamado que nos proporciona tão grande bem estar e plenitude de ser. Quando a Bruxa vê a lua, sente que entre elas existe uma ligação muito intima, pois ambas possuem ciclos, fases, ser Bruxa também é isso, é identificar as analogias entre a natureza e o 'Eu' e ver que o que está em cima é o que está embaixo. A Bruxa possui a sabedoria conseguida através da maturidade e das muitas experiências, sem com tudo perder o coração doce da criança que descobre o mundo. De suas mãos brotam a Arte em todos os sentidos, ela tem amor por tudo que faz, tem o toque delicado que acaricia as flores, que tenta tocar as estrelas, que tenta tocar o infinito. Todas sabem que a natureza é uma Mãe sábia, ela nos dá, mas também tira, e que devemos ser sagazes, sermos fortes, e que um dia todos sem exceção, voltaremos para ela, para o grande Útero Universal.


 Bruxa tem uma relação de cumplicidade com sua consciência, sabe que até mesmo no “Olho do Furacão” ela acha a sabedoria necessária para criar.

A bruxa é calma porque é consciente porque medita e portanto não precisa ter os males da ansiedade, do medo e da raiva. Compreende ao próximo porque compreende antes a si mesma e reconhece suas faltas e necessidade de aprimoramento, assim como conhece a seus dons e poderes. Ela não tem medo porque reconhece no medo um aliado, sabe diagnostica-lo e compreender cada mensagem que sua sensação traz. O mesmo se aplica a raiva, pois compreende que a raiva é a forma que temos de descarregar a energia que esta sobrando. Portanto ao invés de deixar a água parada apodrecendo, ela apenas flui intermitentemente a fim de sempre estar reciclando a si mesma e auxiliando ao próximo.

O poder da Bruxa é algo muito pessoal.
Vem do seu interior, de sua força energética.
Somos alquimistas...
Em tudo colocamos magia.

O tempo vai nos tornando poderosas, pois a experiência é adquirida com nossas atuações mágicas.
Manipulamos ervas, poções mágicas, e rituais sagrados...
De uma coisa podemos ter certeza:
De nada adianta querer apressar as coisas; tudo vem ao seu tempo, dentro do prazo que lhe foi previsto.

A Bruxa é a eterna buscadora de si mesma em todos os lugares e condições. A bruxa É a consciência porque se faz plena e atenta aos detalhes. Somos bruxas porque vivemos presentes em nós mesmas, cientes em nossa ciência: o vivenciar.

O conhecimento da Bruxaria real é um processo contínuo de estudo, e jamais será compreendida por aqueles que se limitam a repetir sem vivenciar, sem compreender, sem interiorizar, presos a conceitos ligados a dogmas ou concepções obsoletas, condicionadas pela formação imposta pelo poder patriarcal.
É tão simples a concepção real da Bruxaria, da fé e da devoção aos Deuses, que em uma só palavra poderíamos sintetizar: essa palavra é CONDUTA.
A Bruxaria desde os tempos mais remotos da humanidade se desdobrou, se estabilizou a partir da conduta dos seus praticantes.
E quando digo normas de conduta, não estou estabelecendo regras ou rigidez de comportamento, mas sim refiro-me a um procedimento coerente com o que pregamos. Em obediência as Tradições, todas libertárias, livres de preconceitos, o que constitui uma realidade incontestável, com um próprio e peculiar código de disciplina.

Alguém que tem como base trazer os antigos costumes, não é apenas um tradicionalista, é também um artista onde em cada pincelada uma imagem vai se mostrando, onde no final desta esta um retrato do próprio artista e com este um valor imensurável de concretização pessoal, de magia e auto-entendimento. Tradição é o caminho do meu ancestral, dos amigos que prezam a amizade com o próprio sangue, aqueles que fizeram do passado a origem do presente numa infinita parte e por menor que seja fazem parte do meu gene.

Nosso olho interior, fortificado de sabedorias milenares nos torna cada dia mais fortes.
Aprendemos a ver além do que os olhos humanos podem ver.
Olhamos com a alma...
Envolvida em uma nuvem de energia cósmica doada pelas Divindades.

Ouvimos as vozes do mundo...
Os sussurros dos mistérios dos oráculos.
Aprendemos a manipular o dom da cura, decifrar os sonhos,
E sabemos que temos que controlar nossos poderes.
Eles devem ser usados com responsabilidade, e não com impulsos de desejos apenas.

Existe diferença entre ser discreto e esconder.
Você deve ser discreto.
Mas não deve nunca se envergonhar ou ter duvidas do que você é e do que optou seguir.
Você não é as suas roupas , nem o conteúdo da sua carteira.
Você é o que você acredita ser.
Não deixe tirarem isso de você.
Não busque aceitação dos outros se escondendo,
Mas sim que te aceitem do jeito que você é.

Alguns caminhos são mais curtos, outros mais longos.
O que importa realmente não é a chegada, mas sim o trajeto, o conhecimento adquirido nesse percurso.

A mulher sonha, A bruxa faz o sonho acontecer, A mulher mentalisa, A bruxa a transforma em realidade.

A mulher é capaz de matar por um grande amor, Mas só a bruxa é capaz de morrer por ele‼

E assim somos nós Bruxas da Religião Antiga da Bruxaria Tradicional.

Termino este texto com uma frase:

“Aquilo que não é conhecido pode ser temido embora seja uma citação antiga é muito atual”.

3 Fases da Lua

Magia do Poder Mental


             
A chave para o desenvolvimento das potencialidades do ser humano.
Através da mente, podemos criar saúde, prosperidade e realizações em nossas vidas. Mas, também, doenças, perdas e fracassos. E estas diferenças só dependem de como nós utilizamos a força da mente.
Viemos para este mundo com um “computador” de poder ilimitado, instalado dentro de nossas cabeças. Portátil, discreto, anatômico e perfeitamente elaborado. Esta máquina, ou seja, o cérebro, é o nosso melhor amigo, isto é, se soubermos programá-lo positivamente.
O programa é a nossa mente. Os pensamentos são os dados que vão dando força ao programa para que o cérebro possa processar todas as informações com muita fidelidade, pois ele não questiona, simplesmente executa tudo aquilo que a mente lhe disser, mesmo que não seja verdade!
Por exemplo: imagina um limão bem azedo, ácido e suculento sendo espremido em seus lábios. Se você pensou com o mínimo de concentração, a sua boca produziu saliva. O limão não existe, foi apenas uma criação ou um programa da sua mente, mas o cérebro não questiona, simplesmente obedece e produz, no corpo, as substâncias necessárias.
Isso que acabamos de ver demonstra a importância dos nossos pensamentos. Da mesma forma que produzimos salivas inofensivas, podemos aumentar a nossa pressão arterial ou os batimentos cardíacos. Podemos despejar excesso de adrenalina no sangue, que prejudica a nossa saúde, ou melhorar o nosso sistema de defesa natural.
Outro exemplo é se você estiver pensando em vingança, automaticamente a sua mente está dizendo ao cérebro “guerra”. Seu corpo começa a transpirar mais, a circulação aumenta, suas pupilas se dilatam. Se isso continuar por mais tempo, seu corpo entra em desarmonia e você acaba adoecendo.
O poder da mente não influencia apenas a saúde, mas, também, a realização profissional, os relacionamentos e as conquistas da vida. Nossos pensamentos geram ondas vibracionais que influenciam pessoas e situações. A imaginação, que é um tipo de pensamento mais elaborado, é a maior potência que uma pessoa tem na vida. Saber imaginar é saber criar as oportunidades que se desejam.
 
Sucesso nos Relacionamentos
 
 
A mente tem o poder de mudar a personalidade, os hábitos e até a imagem.
Dessa forma, você poderá programar-se uma pessoa mais agradável, interessante e com maior poder de influência e sedução.
Basta aprender a utilizar um pouco mais pouco melhor seu magnífico computador. E o segredo está no treinamento da imaginação e nas técnicas de relaxamento, visualização e, principalmente, nas reprogramações mentais.
 
Realização Profissional
 
 
No programa mental, já existem os dons e os talentos da pessoa. As informações mais importantes para a sua vida já estão dentro de você.
Agora, é necessário acessar esta autobiografia para as suas realizações.
Você nunca vai se realizar como secretário(a) se tiver a vocação para ser artista. Através de exercícios de relaxamento e autoconhecimento, essas informações vão aflorando e você poderá colocar energia naquilo que é realmente o seu forte. Imagine se o Ayrton Senna tivesse escolhido o futebol! Conhecer as suas vocações é o primeiro passo para o caminho do sucesso.
 
Prosperidade
 
 
Imaginar-se pobre, reclamar da crise, do salário, criticar o governo, o chefe, nunca vai lhe trazer prosperidade.
Você é 100% responsável pela sua vida e seu sucesso. Visualize um futuro brilhante, mesmo que não combine com a sua situação atual, porque o cérebro não saberá se é verdade ou ilusão. Então ele passará a produzir energias que vão atraindo, para a sua vida, aquilo o que você deseja, além de lhe dar mais disposição e entusiasmo para o trabalho. Se você acha que não pode, você tem razão. Se você acha que pode, também tem razão.
O limite está dentro da sua cabeça, na sua programação mental e não nos desafios da vida.
 
O Poder Mental
 
 
Os poderes da mente ainda são desconhecidos pelo homem. Mas o que já se conhece é o suficiente para sabermos que a mente é capaz de realizar fenômenos poderosos como: cura, levitação, materialização e desmaterialização, viagem além do tempo e espaço, telepatia, adivinhações, profecias, manipulação dos elementos na natureza, lembranças de vivencias passadas, aprendizagem rápida, cálculos complexos etc.
Para que a mente possa realizar esses fenômenos é necessário aprender a desenvolver e programar o seu potencial.
 
A Mente e o Cérebro
 
 
Muitas pessoas confundem a mente com o cérebro e vice-versa. Na verdade, são dois elementos totalmente diferentes e interdependentes.
Abaixo temos algumas diferenças e características básicas:
· A mente é a alma e o cérebro é o corpo.
· A mente é o software e o cérebro é o hardware.
· A mente depende do cérebro para se expressar no plano físico e o cérebro depende da mente para viver.
· O cérebro é o físico e a mente é imaterial, invisível, indestrutível.
· A mente pensa e o cérebro executa.
· O cérebro limita as faculdades da mente e, se desenvolvido, potencializa o poder mental.
 
Funções da Mente
 
 
A nossa mente está dividida em duas partes: consciente e subconsciente (inconsciente).
Cada parte tem funções específicas, mas se complementam para que a pessoa tenha equilíbrio.
Funções do consciente: raciocínio, análise, lógica, capta as informações via cinco sentidos, poder de escolha, tempo e espaço, diferencia o certo e o errado, entre outras funções.
Funções do subconsciente: responde por, aproximadamente, 90% do comportamento, memória profunda, controla as funções orgânicas, fenômenos paranormais, entre outros.
 
Alguns Poderes do Subconsciente
 
 
Não precisa dos olhos para ver e pode ver através de qualquer barreira.
· Pode deixar o corpo, viajar e trazer informações.
· Lê pensamentos e percebe intenções de outros, inclusive de vegetais e animais.
· Controla as funções do corpo, podendo curar ou prejudicar (conforme programado).
· Capta, aproximadamente, um milhão de informações por segundo e arquiva.
· Grava informações de todas as vivências passadas.
· Comunica-se com outras inteligências superiores à nossa.
· Atrai pessoas e acontecimentos para a nossa vida.
· Pode materializar e desmaterializar.
· Entre outros ainda não descobertos pelo homem.
 
Funcionamento do Subconsciente
 
 
Seu funcionamento, a nosso favor, é melhor quando os cinco sentidos estão em repouso.
Neste momento, aceita os nossos pensamentos, principalmente os que têm sentimento e/ou emoções, como programações. As repetições de pensamentos ou comportamentos também funcionam como programações e tudo o que o consciente assume como verdade também é programado em nível subconsciente.
Uma vez programado, nosso subconsciente trabalha de forma misteriosa, para transformar a programação em realidade.
 
Desenvolva o seu Potencial
 
 
Aquele jardim, bonito e bem cuidado, que despertou o seu olhar, é fruto de carinho, cuidados especiais e de constante atenção. Fazendo uma analogia, o ser humano também pode brilhar, encantar através de seus dotes, como inteligência, criatividade, capacidade de relacionar-se bem com as pessoas. Todas essas qualidades são semelhantes às das plantas, vêm em forma de semente e, se receberem os cuidados adequados, irão florescer; do contrário, perecerão ou, por um capricho da natureza, vão permanecer sem brilho, imperceptíveis. O ser humano recebeu o dom divino, o sopro da vida, mas deve fazer boas escolhas, investir no seu desenvolvimento pessoal, profissional e espiritual. Todo esse investimento não é garantia de que você não terá problemas, adversidades.
É impossível, pois é da natureza humana. Contudo, terá mais firmeza, clareza para enfrentar as situações e encontrar soluções menos aflitivas.
 
Magia Zen

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Pó Mágico

 
 
Pó Mágico contra Energia Ruim
 
A elaboração deste pó encantado deve ser realizada em noite de Lua Minguante.
 
Você vai precisar de:
 
  • ½ xícara de sal grosso
  • 1 colher de sopa de cravo da índia
  • 4 pauzinhos de canela
  • 1 pitada de pimenta do reino
  •  
Na hora que for mandracar seu pó, acenda uma vela branca pequena e deixe queimar toda, e enquanto trabalha em seu pó, reze sua oração favorita.
O processo consiste em misturar os ingredientes em uma cuia enquanto reza, e a vela já acesa, concentre-se na mistura pedindo proteção.
Em seguida, despeje a mistura no liquidificador e moa bem.
Coloque a mistura depois de moída em vidrinhos que possa carregar na bolsa ou bolso, e tenha eles sempre com você.
 
Modo de usar:
 
Quando sentir negatividade diretamente a você ou mesmo no local onde você esteja, ao se afastar, pegue seu vidro de pó, despeje um pouco na mão direita e jogue sobre seu ombro esquerdo.
Ao jogar, peça proteção e mande que todo mal se afaste.
Caso vá a algum lugar que saiba ser carregado de energias negativas, polvilhe seu pó mágico dentro de seu sapato, só um pouquinho.
 
Pó de Sumiço
 
Magia para Afastar alguém Indesejado
 
Receita de Origem Italiana 
 
Esta fórmula é chamada de “Pó de Sumiço” pelas Streghe na Itália (bruxas).
Receita antiga e original, passada tradicionalmente e somente entre a própria família.
No momento do ritual de preparação da magia do pó é necessário uma enorme concentração e fixação da pessoa indesejável em sua mente, ou somente mentalizar paz e proteção.
Assim, a pessoa que incomoda se sentirá indesejada fisicamente e se afastará por se sentir mal na presença do seu pó mágico.
Como um bônus, este pó também pode ser usado para parar qualquer tentativa de colocarem um feitiço em você, basta salpicar este pó ao seu redor quando sentir instintivamente que algo de ruim irá acontecer.
 
Misture os seguintes ingredientes:
 
  • 1 colher de sopa de canela em pó
  • 1 colher de sopa de noz-moscada
  • ½ folha de papel de jornal em cinzas
 
Pegue meia folha de jornal e queime em seu caldeirão (ou panela), junte muito bem as cinzas.
Em um prato de louça, misture estes itens com os dedos até ficar homogêneo e coloque este Pó Mágico em um vidrinho hermético.
Sempre que a pessoa aparecer, jogue algumas pitadas do pó onde esta for se sentar, ou onde for ficar por alguns minutos…
Sempre poucas pitadas, não exagere na quantidade do Pó para não dar para perceber, pois o efeito é certeiro mesmo com pouco pó.
Tenha sempre esta mistura do “Pó de Sumiço”, e poupe sua energia de vampirismo ou de gente chata mesmo.
 
Pó da Prosperidade
 
 
Para atrair energia de prosperidade em sua vida, você pode usar de várias maneiras este pó. Passe em suas velas de magia, ou espalhe no seu altar.
Você pode espalhar na bolsa, na carteira, em imagens de santos, em cômodos da casa ou empresa, enfim, onde você gostaria que tivesse a energia da prosperidade.
Para a magia você vai precisar de:
 
  • Uma vasilha para misturar os ingredientes,
  • 1 colher de sopa de gengibre em pó,
  • 1 colher de chá de menta desidratada,
  • Meia xícara de maisena,
  • Um saquinho ou frasco limpo, para guardar seu pó mágico.
 
Enquanto você mistura os ingredientes com as mãos, visualize as coisas que você quer que melhore, prospere ou aumente.
Visualize os detalhes, veja você satisfeito(a) com sua vida financeira, etc…
Continue mexendo a mistura, e diga este encantamento:
 
“Dinheiro, riqueza, fortuna,
Fluam para mim,
Eu comando agora este pó,
Para que ele traga o que preciso,
Ao meu comando,
Por um método justo,
Pela magia do bem,
Sem prejudicar ninguém,
Que o Universo me traga prosperidade,
Que minha vida tenha tesouros,
Com chegada e sem partida!
Que assim seja!”
 
Agora imponha suas mãos sobre a vasilha, e energize seu pó, mentalizando uma luz branca saindo da terra, subindo por seu corpo e saindo pelas suas mãos em direção ao pó.
Quando terminar, coloque o pó mágico no saquinho ou frasco, e não se esqueça de etiquetar a data, o que é e a Lua.
Use este pó sempre que precisar de vibrações de prosperidade.
E quando usar, repita o encantamento!
 
Magia Zen

quarta-feira, 17 de julho de 2013

As palavras da Deusa Estelar

 
"Ouçam vós as palavras da Deusa Estelar. Ela em cuja poeira dos pés estão as hostes do céu e cujo corpo circunda o Universo.

"Eu, que sou a beleza dos campos verdes, a Lua alva entre as estrelas, o mistério d...
as águas e o desejo do coração do homem, chamo pelas vossas almas. Levantem-se e venham à mim.

Pois eu sou o alma da natureza, que dá vida ao universo. De mim tudo vêm e a mim tudo deve retornar; e ante a minha face, amada pelos Deuses e pelos homens, deixe teu ser divino mais profundo se envolver pelo êxtase do infinito."

"Deixem meu culto acontecer na terra que se regozija; pois todos os atos de amor e prazer são meus rituais. E portanto deixem que haja beleza e força, poder e compaixão, honra e humildade, júbilo e reverência dentro de vós.

E aqueles que pensam em me procurar, saibam que a vossa busca e vosso anseio devem beneficiar-vos apenas se vós souberdes o mistério; se o que vós procurardes, vós não achardes dentro de vós mesmos, então nunca encontrarão fora. Pois eu tenho estado convosco desde o início e eu sou aquela que é alcançada ao final do desejo."
 
 
Doreen Valiente, 1957

O Resgate da Criança Interior

 

Viaje ao interior de Si mesmo e resgate o seu verdadeiro eu...


O que é a criança interior?



A criança interior é o seu verdadeiro eu, o que corresponde à sua verdadeira essência, ao seu estado interno natural e harmonioso. Frequentemente, os desequilíbrios sentidos na idade adulta, as dificuldades de comportamento, as reacções compulsivamente auto-destrutivas e de medo irracional perante certas situações são fruto da "violência" emocional e psíquica, quando não física, a que estivemos sujeitos em crianças. A criança que fomos também não soube compreender, racionalizar, comportamentos que recaíram sobre si por parte dos pais e outros adultos, muitas vezes também eles ditados pelo medo, insegurança e dificuldades em enfrentar a vida, e interiorizou-os sob a forma de traumas alojados no coração e no corpo.

 

Porquê resgatar a criança interior?


Quando se reencontra com a criança interior, trazendo à memória acontecimentos e vivências dolorosas, o adulto em que hoje se tornou encontra-se em condições de explicar à criança que foi um dia o que ela não compreendeu, o que ela interiorizou talvez erradamente à luz do que sabia na altura e, simultaneamente, de lhe dar o que na altura era teria necessitado receber: compreensão, carinho, abraço, segurança, incentivo...
Trata-se de fazer crer à criança interior que o adulto que se é hoje está em condições de lhe dar tudo aquilo de que se viu privada. Chega-se a assumir para com ela o compromisso de estar atento e sempre à sua disposição para a ajudar quando, na vida do adulto de hoje, nela acordarem reminiscências negativas do passado.

Como se resgata a criança interior?



Através de um sistema de técnicas que induzem uma rápida transformação, sistema criado e apelidado hipnoterapia alquímica por David Quigley, de Santa Rosa, Califórnia, conduz-se a pessoa a um estado alterado de consciência, do transe leve ao profundo, passando pelo médio. A pessoa mantém-se sempre consciente, de tal modo que, por exemplo, no transe leve, mantém uma conversa em frente-a-frente sem que, aparentemente, se possa suspeitar que as suas ondas cerebrais estão mais lentas do que numa conversa com um amigo. A hipnoterapia alquímica induz uma cura a nível psíquico e energético que se opera seguidamente nos corpos emocional e mental e, consequentemente, no corpo físico onde estes últimos se encontram alojados.
Por outro lado, promove-se ainda neste seminário um maior auto-conhecimento recorrendo-se a exercícios, individuais ou em interacção com o grupo, que põem a descoberto crenças limitadoras enraizadas durante o processo de crescimento. Além disso, os participantes são também guiados ao mundo da infância ou ao seu mundo interno actual através de visualizações e meditações, por vezes trabalhando o corpo activa e energeticamente a fim de libertar emoções nele bloqueadas. A Programação Neurolinguística (PNL) é amplamente integrada no sistema da hipnoterapia alquímica.

O que resulta do resgate da criança interior?



Quando nos encontramos com a nossa verdadeira essência, descobrimos dentro de nós um ser merecedor de todo o amor do mundo. Levando para casa e para a vida uma sabedoria e claridade internas nunca experimentadas, assim como alguns instrumentos de trabalho, começamos a criar um novo espaço de relacionamento pessoal e inter-pessoal que concorre para nos sentirmos mais pacificados e mais dignos, tornando-nos assim mais capazes de transmitir plenitude e amor à nossa volta assim como no seio da própria família.
 
Fonte - Darshan Zen