quinta-feira, 21 de março de 2013

Ervas

ERVAS MÁGICAS

Tão importante quanto saber usar instrumentos mágicos e manipular energias é conhecer e saber utilizar as ervas
Elas são empregadas em quase toda nossa prática seja para curas naturais, seja no preparo das poções, amuletos e filtros para os mais diversos fins.
É importante ter um conhecimento básico sobre elas... Conhecer para que serve, como manipular corretamente (cascas, flores, raízes e folhas). Deter tal conhecimento significa ter o poder nas mãos para resolver, ou pelo menos amenizar, problemas de ordem física, espiritual, emocional, etc.
 
Além do conhecimento básico (indicação e preparo)  é de bom tom, a bruxa/ bruxo se preocupar em combinar a erva com o planeta que a rege. 
 
Sobre a combinação ervas + planetas, Laurie Cabot, in O poder da Bruxa, escreveu: “A antiga sabedoria sempre viu correlações entre a astrologia e as ervas, manifestando-se a influência planetária como cor e luz que interatua com a aura da planta (...)” E, é isso mesmo. As plantas – como todo ser vivente – possuem uma aura. E ela prossegue: “(...) Dizemos que a erva é “regida” por um determinado planeta porque a luz que é refletida e refratada do planeta está contida nessa erva.”
 
Como exemplo, Laurie Cabot cita a raiz de bardana: Esta sob a influência de saturno pode ser utilizada para a disciplina; Se em Urano pode ser usada para divulgar/ comunicar alguma coisa a alguém; sob a influência de Vênus esta raiz pode ser utilizada para o amor sexual, amizade, dinheiro e por aí vai.
 
A importância e a tradição de utilizar as plantas vem de longa data e tem sido esquecida... relegada.
 
Hoje bruxas e bruxos, se preocupam com altares maravilhosos, robes estilizados, mas se esquecem das ervas em suas operações mágicas. Tomam chá de hortelã porque gostam sem lembrar que por trás daquele gosto de hortelã existem propriedades e indicações diversas.
 
O uso das ervas na vida mágica deve ser tão importante quanto o cuidado que se tem ao abrir um círculo mágico, por exemplo.
A bruxa/ o bruxo deve saber para que serve, como manipular, qual o Planeta que a rege, etc. Sem tais cuidados de nada adianta mover céus e terra para conseguir, por exemplo, mandrágora, para usar em determinada receita se não sabe sequer porque a está usando. 
 
O conhecimento da planta que está se utilizando pode ser a chave para o sucesso ou o ingrediente para a perda de tempo de um feitiço, poção, amuleto, filtro, feitiço.  
 
 
Por ADHORAT

terça-feira, 19 de março de 2013

Chegou o Outono...



 
A Roda do Ano gira eternamente... e o calendário Wiccan marca o espírito das estações, em cada um das festividades pagãs que constituem os Sabbats Wiccan.
Mabon, que acontece entre 21 março no hemisfério Sul, 21 de Setembro no hemisfério norte. É o segundo festival das Colheitas, em que se celebra a abundância e a oportunidade de reconhecer e agradecer as preciosas oferendas da Natureza.
Estes festivais pagãos são momentos simbólicos de alinhamento com o poder da Natureza. No caso de Mabon, a inspiração que se recebe do Equinócio de Outono, em que dia e noite têm a mesma duração, é a de recuperar também o equilíbrio dentro da pessoa e nos seus principais projetos de vida.
Aceitar e honrar a nossa história pessoal e ver à nossa frente a porta que se abre para crescer.
Quer tenhamos bem a consciência disso ou não, todos somos feitos de ciclos e todos precisamos de rituais... Quanto melhor nos conhecermos a nós próprios, mais naturalmente podemos encontrar nestes momentos, uma lição e uma inspiração que são sempre pessoais.
O essencial é, em cada um destes momentos, sabermos ainda e sempre, observar a Natureza, a forma como muda, a forma como sempre retorna, entender os seus ciclos e reconhecer que também eles existem e devem ser celebrados dentro de nós. Porque também nós somos - Natureza.
 
Outono e a Colheita Interior
 
A alma redime e transfigura tudo porque é espaço divino. Quando você habita plenamente sua solidão e experimenta seus isolamentos extremos e abandono, descobre que em seu centro não há abandono nem vazio, só intimidade e refúgio. Na solidão você se encontra mais próximo da comunhão e da afinidade que em sua vida social ou na multidão. Nesse nível, a memória é a grande amiga da solidão. Quando se envelhece, começa a colheita da memória. Sua personalidade, crenças e função são na realidade uma técnica ou uma estratégia, para atravessar a rotina diária. Quando se está livre de seus próprios medos, e quando se desperta durante a noite, se pode aflorar o conhecimento verdadeiro. Se pode intuir o equilíbrio secreto da alma. Quando se percorre a distância interior até o divino, a distância interior desaparece. Paradoxalmente, a confiança em sua comunhão interior altera drasticamente sua comunhão exterior. Não encontrar comunhão em sua solidão equivale a ter sua esperança exterior permanentemente sedenta e desesperada. No outono de sua vida se colhe sua experiência. É um belo pano de fundo para compreender o envelhecimento. Não é simplesmente um processo no qual seu corpo perde sua postura, força e confiança em si mesmo. Ele também te convida a adquirir consciência do círculo sagrado que envolve sua vida. Dentro do círculo da colheita se pode recorrer á momentos e vivências passadas e reuní-las em seu coração. Na realidade, se aprende a conceber o envelhecimento, não como a morte do corpo, mas como a colheita de sua alma, e verá que este pode ser um tempo de grande força, segurança e confiança. Ao compreender a colheita de sua alma no marco do ciclo sazonal, tem-se uma sensação de serena alegria pela chegada desta época em sua vida. Este momento deve dar-te forças e permitir que te alerte como se revelará a comunhão profunda do mundo de sua alma. O corpo envelhece, se debilita e enferma, mas a alma que o rodeia sempre o protege com grande ternura. É um grande consolo saber que o corpo se encontra dentro da alma.

Mabon - Equinócio de Outono

 
 
Mabon  – 21 de março (HS) 21 de Setembro (HN)
 
Oração de Mabon


Quando as folhas caem, e os dias tornam-se frios
Quando a Deusa espalha seu manto de terra ao seu redor,
Você, Grande Deus do Sol vai navegando para o Oeste,
...
Para as terras do eterno descanso
Envolvendo-se na fresca brisa da noite.
Mas nesse momento quando as sementes caem e as frutas amadurecem,
Nesse momento quando as horas do dia e da noite equilibram-se,
E os ventos frios sopram desde o
Quadrante Norte. Nesse momento em que o poder da
Mãe Natureza aparentemente diminui,
Sei que a vida continua,
Porque a primeira é impossível sem a segunda colheita,
Assim como a vida é impossível sem a morte.
Bênçãos sejam derramadas sobre Você,
Deus do Sol, enquanto viaja
Para as terras do inverno e para os amorosos braços da Deusa”.
Abençoada Deusa de toda a fertilidade,
Eu plantei e colhi os frutos de minhas ações,
Peço que Você me de o valor
Para sempre semear sementes de alegria e
Amor no ano vindouro,
Desterrando tudo o que é negativo de minha vida.
Ensina-me os segredos da existência sabia sobre este planeta
Oh Luminosa da Noite!
“Agradecemos á Deusa e ao
Deus por este sinal de uma boa colheita, e ao desfrutar dos frutos do meu trabalho, a colheita de nossa vida, peço que nunca esqueçamos daqueles que ainda não são fortunados, para que através de nossa consciência e de nossos pedidos a Ti,
Grande Mãe e ao Teu Consorte,
O Deus, todos sejamos abençoados, prósperos e plenos das Tuas dádivas”.
Que Assim se Faça e que assim Seja!
 

Mabon (pronuncia-se Mêibon) é também conhecido como Equinócio de Outono ou Lar da Colheita ou Festival da Segunda Colheita. Dia sagrado no paganismo, em especial na religião Wicca. Celebrado no dia do equinócio de outono, que corresponde a aproximadamente dia 21 de março no hemisfério Sul e no dia 22 de setembro no hemisfério Norte (as datas dos equinócios podem apresentar uma variação de até 3 dias de acordo com o ano).

 
SIMBOLISMO

Esse sabbat, que ocorre entre o Primeiro festival da colheita (Lammas - Lughnasadh) e o Ano novo pagão (Samhain - Halloween), marca o início do outono, dia santo pagão de descanso da colheita e comemoração, uma época de agradecimento aos Deuses por tudo o que foi colhido e caçado. É uma época de equilíbrio, onde o dia e a noite têm a mesma duração.
Este é o dia de ação de graças do paganismo. Data onde os pagãos honram o Deus em seu aspecto de semente e a Grande Mãe em seu aspecto de Provedora.
O nome Mabon veio de um deus Celta (também conhecido como Angus), o Deus do Amor. Esta é a ocasião ideal para pedirmos por todos aqueles que amamos, além de todos os que estão doentes ou velhos.
 

Sobre Mabon


Em mabon dia e noites são iguais ainda exalando o equilíbrio do encontro entre o Deus e a Deusa.Ela está grávida, e Embora impregnada pelo sol ela sabe que, as sombras já começam a querer dominar o dia e o sol está prestes á declinar. O Deus começa a se preparar para a longa viagem que fará ao submundo, viagem esta que fecundará a Terra, e a fertilizará com a sua morte (Samhain)
Mabon é um momento de agradecer, sentarmos com nossos irmãos e relembrarmos as lutas trazidas pelo inverno, o aprendizado vindo com a primavera, e as bênçãos que vieram com o verão e suas colheitas. Neste momento a natureza se prepara para se reciclar , lançando sobre o chão as suas folhas, para dar á terra o alimento necessário para que esta se recomponha para o próximo plantio.
O que mais me chama atenção em Mabon, não é o fato de que esta seja a segunda, e maior colheita da roda do ano.O ponto alto, é que em Mabon, temos o conhecimento da experiência adquirida durante toda a roda que passou, temos a oportunidade de escolhermos os frutos que queremos plantar e colher na nossa próxima roda.Isso significa dizer que, em Mabon definimos o que queremos pro próximo ano, fazemos planos, instituímos metas, e temos poder para fazer a egrégora mágica girar á favor destas metas.
Assim sendo, para aqueles que desejam ter uma magnífica próxima roda, reflitam sobre seus sonhos tracem as estratégias necessárias para que a sua próxima colheita seja farta, em fim, separem de suas vidas as primeiras e melhores sementes e fecundem com elas a terra de seus sonhos, seu ventre e a terra que vc pisa.Afinal dela viemos e para ela retornaremos.
 
 
Para Celebrar Mabon
 
Celebrar o Equinócio de Outono, não exige muito, como qualquer outro sabbat, deve ser comemorado com muita alegria, pois todos os rituais de amor e prazer são também os rituais que honram a Deusa. Contudo Mabon é um sabbat de fartura, de contemplação, de felicidade.Experimente presentear-se com um brinde magnífico e uma  refeição repleta de amor, de magia. Sinta os sabores do que come, do que bebe, diferencie-os em sua mente enquanto come, agradecendo á grande mãe pela oportunidade, e pela maravilhosa colheita.
Se você participa de um coven ou círculo, reuna-se aos seus, e comemore a dádiva de estarem juntos,e juntos unam suas energias em virtude dos planos de crescimento individuais e coletivos (do coven).
Pra quem não tem a oportunidade de estar com seu coven ou nao tem um circulo/coven com amigos de jornada, vale tudo: uma vasilha com pipocas e bacon, um jantar maravilhoso na beira da praia, acompanhado de um bom vinho, meditar, estar com os deuses, honrá-los com sua alegria e gratidão, estar com pessoas queridas e  além é claro de fazer seus pedidos para a roda seguinte.
Se gosta de trabalhos manuais, toda a espécie de mandalas, amuletos, bordados (quem gosta de magia do tipo "fiandeira"- ponto cruz, bordado manual e etc) e trabalhos com runas é uma ótima pedida, isto é por que este tipo de trabalhos fixam no subconsciente as sementes que selecionamos para a próxima roda. Experimente fazê-lo mentalizando suas metas e as estratégias que traçou para si mesmo.
 

COSTUMES E TRADIÇÕES


É tradição reunir os amigos para um jantar, a fim de celebrar a fartura e comemorar as conquistas.
Também é costume retirar um tempo para dar uma atenção à sua casa, como consertar objetos estragados, restabelecer os estoques ou simplesmente fazer uma faxina. É comum em algumas tradições realizar uma bênção na casa no dia de Mabon.
Também é a época de agradecer, meditar e fazer uma introspecção.
As noites já começaram a ficar mais longas, desde o Solstício de Verão; aproxima-se a época da partida do Deus para a Terra do Verão, deixando a sua própria semente no ventre da Deusa, de onde renascerá (mantendo o eterno ciclo do nascer-morrer-renascer).

Nesse dia sagrado, os Bruxos dedicam-se novamente à Arte, sendo realizadas cerimônias de iniciação pela Alta Sacerdotiza e pelos Sacerdotes dos Covens. Muitas tradições wiccanas realizam um rito especial para a descida da deusa Perséfone ao Submundo, como parte da celebração do Equinócio do Outono. De acordo com o mito antigo, no dia do Equinócio de Outono, Hades (o deus grego do Submundo) encontrou-se com Perséfone, que colhia flores. Ficou tão encantado com sua beleza jovem que, instantaneamente, se apaixonou por ela, Agarrou-a, raptou-a e levou-a em sua carruagem para a escuridão do seu reino a fim de governar eternamente ao seu lado como sua imortal Rainha do Submundo. A deusa Deméter procurou, por todos os lugares, sua filha levada à força, e, não a encontrando, seu sofrimento foi tão intenso que as flores e as árvores murcharam e morreram. Os grandes deuses do Olimpo negociaram o retorno de Perséfone; porém, enquanto ela estava com Hades, foi enganada e comeu uma pequena semente de romã, tendo, então, que passar metade de cada ano com Hades no Submundo, por toda a eternidade.

Correspondência de Mabon
 
Cores: marrom, verde, amarelo, vermelho.
Nome alternativos: Equinócio de Outono, Encontro do Inverno, Winter Finding, Alban Elfed, Colheita do Vinho, Cornucópia, Festa de Avalon, Segunda Colheita.
Deuses: do vinho e colheita.

Ervas: alecrim, calêndula, sálvia, noz, folhas e cascas, visco, açafrão, camomila, folhas de amêndoa, rosa, girassol, trigo, folhas de carvalho, maçã seca ou sementes de maçã.
Pedras: âmbar, peridoto, diamante, ouro, citrino, topázio amarelo, olho-de-gato, aventurina.
Plantas e frutos: Flores de acácia, benjoim, madressilva, malmequer, mirra, folhas e cascas de carvalho.
Comidas típicas: Maçãs, nozes, castanhas, amêndoas, milho, amoras pretas, jabuticabas, cravo, além de pães, tortas e outros pratos feitos a partir dos frutos da estação.

Bebidas típicas: Vinhos, cervejas, sidras, além de sucos e outras bebidas preparadas a partir dos frutos da estação (em especial a maçã).

Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Equinócio do Outono são os produtos do milho e do trigo, pães, nozes, vegetais, maçãs, raízes (cenouras, cebolas, batatas, etc.), cidra e romãs (para abençoar a jornada de Perséfone ao tenebroso reino do Submundo).

Incensos: cravo, patchouli, mirra, maçã, benjoim e sálvia.
 
Atividades:
 
• Fazer uma cornucópia da prosperidade.
• Fazer bonecas mágicas de maçã.
• Andar pelos campos para agradecer a generosidade da Deusa.
• Fazer grinaldas e oferecer à Natureza como sinal de agradecimento.
• Fazer vassouras mágicas.
• Fazer amuletos.
• Confeccionar uma Rainha da colheita (kern baby).
• Encher uma tigela com frutas e folhas e oferecer aos Deuses.
• Encher uma cesta com cones de pinheiros, folhas secas coloridas, trigo, bolotas e ramos de pinheiro e deixar na sua porta de entrada para atrair boa sorte.
• Colocar espigas de milho na sua porta de entrada.
 
Comidas e Bebidas Sagradas: abóboras, todos os tipos de grãos, pães, bolos, todos os tipos de raízes, batatas, nozes, sidra com canela, vinho.

Bonecas Mágicas
 
As maçãs são sagrados símbolos da Bruxaria. Nossa terra santa, Avalon, significa Terra da maçã ou Ilha das maçãs. Fatie uma maçã ao meio e verá que suas sementes revelam a forma sagrada do Pentagrama, o símbolo da Bruxaria.
Para fazer as bonecas mágicas você vai precisar de:
• Duas maçãs grandes, uma para Mabon e uma para Modron (Deusa Celtíca);
• Dois lápis;
• Dois palitos de churrasco;
• Uma faca;
• Um prato.

Descasque as maçãs. Talhe, desenhe uma face em cada uma das maçãs. Finque as maçãs nos palitos de churrasco e deixe-as em pé para secarem em algum lugar seguro.
Faça então bonecas com elas usando trigo e ervas secas para os cabelos. Vista-as com batas feitas de pano. Enquanto faz as bonecas, peça à Deusa que elas sejam carregadas com luz e poder.
Na sua celebração de Mabon, consagre-as em seu ritual, pedindo que elas possam servir de protetoras para o seu lar e que tragam sorte para você e sua família.
Pendure-as numa corda ou grinalda de Mabon e coloque-as em algum lugar em sua casa.

(Caso ocorra das maçãs mucharem rápido, der de oferenda aos espíritos da floresta colocando-as em um pé de árvore, caso não aguarde enquanto durarem)
 
 
Fazendo uma Rainha da Colheita (kern baby)

A Rainha da Colheita, era feita do último dia da colheita e construída pelos ceifeiros enquanto proclamavam: “Nós temos a Kern!”
Na Escócia era chamada de a “Virgem do Último Feixe da Colheita” e era cortada pela garota mais jovem da aldeia.
Fazer uma Rainha da Colheita é uma das práticas de Mabon.
Para isso você vai precisar de:

• Ramos de trigo;
• Fitas multicoloridas;
• Um pedaço de pano branco;
• Um bastão;
• Barbante;
 
Pegue os ramos de trigo e divida-o em três partes. A primeira parte será a cabeça e as outras duas serão os braços do boneco. Para isso cruze duas partes dos ramos de trigo, em posições opostas, amarrando a parte separada na posição vertical, formando uma cruz. Amarre com o barbante para que fiquem firmes e não se soltem.
Com o pano branco faça uma bata e vista o seu boneco de feixe. Decore a bata branca com as fitas coloridas, elas representam a Primavera, o outro ponto de equilíbrio existente na Roda do Ano que chegará nos próximos seis meses vindouros.
Pendure sua Rainha da Colheita no bastão, que é o símbolo fálico da fertilidade. Ou coloque-a em seu altar.
Então, na sua cerimônia de Mabon, peça que ela se torne um símbolo de abundância e fartura.
Depois, pendure-a acima da porta de entrada de sua casa. É típico a boneca de Lammas.

Bebida Mágica de Mabon
 
A bebida mágica de Mabon consiste de:
• Sidra de maçã quente;
• Canela;
• Pequenas rodelas de maçã.
 
Essa bebida sagrada tem um significado profundo. A maçã rege o coração, a sidra representa o eu, por si só já é uma poção de amor. Mas quando misturada com canela, que é governada pelo Sol, representa a essência solar e, ao ingerirmos esta bebida, é como se estivéssemos ingerindo a própria luz do Sol.
 
 
Ritual de Mabon

Material necessário:
• Grãos de todos os tipos;
• Caldeirão;
• Folhas secas;
• 13 fitas de cores diferentes;
• um galho de madeira;
• três velas marrons;
• cálice com vinho.

Procedimento: Faça um triângulo com o vértice para cima usando as velas marrons e coloque o seu Caldeirão no meio dele. Trace o Círculo e diga:

A Roda do Ano mais uma vez gira.
Este é o Sabbat da Segunda colheita.
A Senhora da Abundância e o Deus da fatura abençoam o mundo com os seus grãos.
Abençoada seja a Fartura da Terra!

Acenda as velas. Pegue as fitas e amarre-as em uma das extremidades do galho. A cada fita amarrada, faça um desejo. Quando tiver amarrado todas as fitas, eleve o galho dizendo:
Hoje, luz e escuridão são iguais.

A partir de agora o Deus retornará ao ventre da Mãe.
Esta é a Dança eterna da vida e da morte.
Que a Roda gire mais uma vez e que a Senhora e o Senhor abençoem o mundo.

Coloque o galho no Caldeirão. Espalhe os grãos e folhas pelo seu altar enquanto diz:
 
Pedimos que a Deusa e o Deus cuidem da Terra com sabedoria e bondade para que as colheitas prossigam com pão e vida para todos.
Damos graças aos Deuses pela abundância.
Que a Deusa nos guie pelos dias escuros, até que a Criança da Promessa renasça para trazer alegria e felicidade.

Eleve o cálice e diga:
Bebo este vinho em homenagem à Senhora da Abundância e ao Deus da Colheita que segue cada vez mais rápido ao País do Verão. Abençoados sejam!

Cante e dance em homenagem aos Deuses.
Destrace o Círculo.
 
 
RITUAL DE MABON

MATERIAL:
Galhos e folhas secas
Óleo de patchuli
Velas pretas
Trace o círculo, erga o altar. Unte as velas pretas com óleo de patchuli, coloca-as em forma de círculo (representando a Roda do Ano) e disponha os galhos e folhas secas em volta e no chão.
Faça uma homenagem à Deusa e despeça-se do Deus. É hora de se fazer feitiços para afastar pessoas indesejáveis e problemas.
Celebre com frutas e bebidas.
Ao encerrar feche o círculo de proteção
Quando terminar os Sabbaths:
Sempre coma os alimentos que foram consagrados e se possível divida-os entre familiares e pessoas queridas.
Tudo aquilo que for consagrado como velas, ramos de trigos, fitas e outros materiais que não forem utilizados, devem ser distribuídos às pessoas que você goste.
A libação sempre deverá ser feita ao término da realização do Sabbath.
Os resíduos de velas, incensos, assim como água e vinho que sobrarem devem ser depositados em um canteiro com plantas ou flores.
Sempre trace o Círculo Mágico no início dos rituais e desfaça-o ao término dos mesmo.

segunda-feira, 18 de março de 2013

OSTARA - Equinócio de Primavera

(21 de Março) H. Norte / (21 de Setembro) H. Sul

Pela primeira vez no ano o dia e a noite se fazem iguais. É portanto, uma data de equilíbrio e reflexão. Os dias escuros se vão, e a TERRA está pronta para ser plantada. É quando os Deus e Deusa se apaixonam, e deixam de ser mãe e filho.

Nessa data, a semente da vida é semeada no ventre da Deusa, A Donzela revigorada e cheia de alegria. O Deus é devidamente armado para sair em sua viagem no mundo das trevas e reconquistá-lo, para que posteriormente a luz volte a reinar.

Ostara é o Festival em homenagem à Deusa Oster, senhora da Fertilidade, cujo símbolo é o coelho. Foi desse antigo festival que teve origem a Páscoa. Os membros do Coven usam grinaldas, e o Altar deve ser enfeitados com flores da época. É um costume muito antigo colocar ovos pintados no Altar. Eles simbolizam a fecundidade e a renovação. Os ovos podem ser pintados crus e depois enterrados, ou cozidos e comidos enquanto mentalizamos nossos desejos. Nesse caso, não utilize tintas tóxicas, pois podem provocar problemas se ingeridas.

Use anilinas para bolo, ou cozinhe os ovos com cascas de cebola na água, o que dará uma bela cor dourada. Antes de comê-los, os membros do Coven devem girar de mãos dadas em volta do Altar para energizar os pedidos. Os ovos devem ser decorados com símbolos mágicos, ou de acordo com a sua criatividade.

Os pedidos devem ser voltados à "fertilidade" em todas as áreas.

COMEMORANDO O OSTARA


Deve-se colocar flores no altar, ao redor do círculo e enfiadas no chão. O caldeirão pode ser cheio com ÁGUA mineral e flores, e botões e brotos também podem adornar as vestes. uma pequena planta envasada deve ser colocada no altar. Prepare o altar, acenda as VELAS e o INCENSO , e abra o círculo, invoque a Deusa e o Deus. De pé diante do altar, observe a planta e diga:


"Ó Grande deusa, Liberta da prisão gelada do inverno.
Agora é a hora do verdejar, quando a fragrância das flores se espalha com a brisa.
Este é o início.
A vida se renova por sua magia, Deusa da Terra.
O deus se distende e se ergue, ansioso em sua juventude,
e pleno com sua promessa do verão."



Toque a planta. Concentre-se a sua energia e através dela com toda natureza. Viaje por suas folhas e ramos em sua visualização do centro de sua consciência para fora de seu braço e dedos e penetrando dentro da própria planta. Explore sua natureza interior; sinta os milagroso processos da vida ativos em seu interior. Após algum tempo, ainda tocando a planta, diga:


"Caminho pela TERRA em amizade, não como dominador.
Deusa Mãe e Deus Pai, depositem em mim Através desta planta um AMOR por todas as coisas vivas;
Ensinem-me a reverenciar a TERRA e todos os seus tesouros.
Que eu jamais me esqueça."



Medite acerca das mudanças de estações. Sinta o crescer das energias na TERRA a seu redor. Trabalhos de magia, se necessários, podem seguir. Celebre um banquete simples. O círculo está desfeito.

ERVAS TÍPICAS DO EQUINÓCIO DE PRIMAVERA - OSTARA

Cinco- folhas, Narciso, Madressilva, Íris, JASMIM , ROSA , Morango e Violeta.

COMIDAS TÍPICAS DO EQUINÓCIO DE PRIMAVERA – OSTARA

Sementes como o Girassol, abóbora e GERGELIM , assim como Castanhas de Pinheiro. Brotos, verduras folhosas e verdes. Pratos com flores, como nastúrcios recheados ou bolinhos de CRAVO .

Rituais de Primavera

 
 
"Quando as nuvens parecerem pedras e flores, a terra será renovada por chuvas de primavera"
 
É chega a primavera! É o despertar da natureza que sai de seu repouso de inverno e traz um renascer, uma renovação que invade a vida vegetal e animal. Para nós, humanos, também é um tempo de recarregar as energias, absorver a força da natureza, revigorar e rejuvenescer.
Povos antigos realizavam rituais a cada mudança de ciclo da natureza, ou seja, a cada mudança de estação. E os rituais de primavera eram valorizados por celebrarem a fertilidade, para marcar o início de um período de abundância e generosidade da Mãe Natureza.
 
Nessa época, no Equinócio da Primavera, povos antigos da Europa celebravam rituais em homenagem à deusa Eostar, também chamada Eostre, Ostera ou Esther - a deusa que presidia o nascimento da primavera e o despertar da vida na Terra.
O ritual do Equinócio da Primavera também recebia vários nomes, como Sabá do Equinócio da Primavera, Sabá do Equinócio Vernal, Festival das Árvores, Ostara e Rito de Eostre. Era essencialmente um rito de fertilidade. A deusa Eostre era simbolizada segurando um ovo na mão e observando um coelho pulando aos seus pés.
 
Mais tarde, o cristianismo transformou esta festa na Páscoa. A própria palavra "Esotre" ou "Ostara" deu origem ao termo Easter (Páscoa, em inglês). No hemisfério Norte, a Páscoa é celebrada justamente próximo ao início da primavera. Até os dias atuais, o Domingo de Páscoa é determinado pelo antigo sistema do calendário lunar, colocando este dia sagrado para os cristãos no primeiro domingo após a primeira lua cheia, ou após o Equinócio da Primavera. E a Páscoa celebra justamente a ressurreição, o renascimento.
Outros fatores também podem indicar a relação da celebração da Páscoa com os antigos rituais da primavera. O coelho e os ovos, além de participarem da representação da deusa Eostre, eram antigos símbolos de fertilidade e renascimento. Além disso, decorados e pintados com vários símbolos mágicos, os ovos eram lançados ao fogo ou enterrados como oferendas à Deusa. Ovos cozidos também eram consumidos durante os ritos de primavera, junto com outros alimentos sagrados como bolo de mel e frutas da estação.
 
Os celtas realizavam no Equinócio de Primavera o ritual de Ostara - que marcava o ponto nodal no giro da roda do ano, quando o poder da luz começa a ganhar ascendência sobre o poder das trevas. Uma simbologia interessante, pois em Ostara, a duração da noite e do dia são iguais. A luz começa a vencer a escuridão e a partir daí o dia terá maior duração que a noite, inspirando a reprodução das criaturas na Terra e marcando o início de uma época propícia para iniciar, agir e semear. O ritual marcava o início do plantio, tanto físico como espiritual.
 
Alguns símbolos relacionados aos rituais do equinócio de primavera são as flores e os ovos decorados. Neste dia, povos antigos da Europa colhiam flores nos campos e as levavam para casa, pois acreditavam que as flores colhidas neste equinócio tinham potenciais mágicos e, por meio delas, seriam capazes de se conectarem à poderosa energia renovadora da Natureza. Depois, essas flores eram secas e com elas faziam-se enfeiteis para as casas, que permaneciam até o ritual de Ostara do ano seguinte, época em que eram trocados por novas flores, de forma a garantir a continuidade da renovação, trazendo saúde e prosperidade.
 
Mesmo nos dias atuais, em meio a tanta tecnologia e conhecimento científico, podemos aproveitar a chegada da primavera para retomar nosso contato com a Mãe Natureza e atrair boas energias de renovação e prosperidade para a nossa vida. Embora atualmente seguidores de sabedorias diversas ainda pratiquem certos rituais ligados aos ciclos da natureza, não é preciso participar de um Sabá para celebrar esta passagem de ciclo tão simbólica. Pequenos e simples rituais podem ser incorporados em nossa rotina para nos lembrar que não estamos aqui por acaso e que não só influenciamos como também somos influenciados por este grande ser do qual fazemos parte: a Mãe Natureza.
 
Que tal aproveitar este período para atrair prosperidade e encher a sua vida de energia renovadora? Então aí vão algumas dicas para você fazer seu próprio ritual de primavera:
 
* No Brasil, o equinócio de primavera ocorre geralmente no dia 22 de setembro, com a entrada do Sol no signo de Libra. Alguns dias antes, podemos fazer uma espécie de "dieta da purificação" , eliminando os alimentos e bebidas considerados mais pesados, como a carne vermelha, as bebidas alcoólicas e as ricas em cafeína, os embutidos e enlatados, etc. Isso tudo para que nosso organismo ganhe energias mais sutis. O consumo de chás sem cafeína também é indicado. Alguns deles têm a fama de promover a limpeza do organismo e facilitar a abertura da intuição, é o caso dos chás de anis, canela, alecrim e manjericão.
* Enfeite a casa com flores e frutas. Para estimular determinadas energias, é possível escolhê-las de acordo com sua relação aos planetas. Abaixo segue uma lista para servir de
orientação. Se desejar, pode escolher aquelas relacionadas apenas ao planeta regente de seu signo:
 
PLANETA ........................FLORES............................................. FRUTAS
Marte .............................cravos e rosas vermelhas ....................goiaba e manga
Vênus .............................rosas cor-de-rosa ..............................maçã
Mercúrio .........................margaridas e crisântemos amarelos .......frutas cítricas
Lua.................................jasmim e rosas brancas .......................melancia
Sol .................................girassol e flores cor-de-laranja .............melão
Júpiter ............................íris e flores roxas ou lilases ..................uvas
Saturno ...........................folhas verdes em geral ........................abacaxi
Urano ..............................orquídeas e strelitzia ..........................kiwi
Netuno ............................lírios brancos e nenúfar ......................coco
Plutão .............................copo-de-leite ...................................amora
 
* Vista-se com roupas de cores claras ou estampadas com flores e tome banhos perfumados com cravo e canela. Os perfumes mais indicados para este período são os de lavanda e de rosas
* No dia do equinócio de primavera, acenda velas perfumadas, de cores claras e espalhe pelos ambientes. Quando estiver acendendo as velas, se desejar, mentalize a seguinte frase: "Abençoada seja a Primavera que regressa, que a roda da vida sempre gire, que assim seja e que assim se faça!".
* Para se conectar com as energias da natureza, é recomendável fazer passeios em parques e praças, observando a mudança de ritmo da natureza nas plantas e nos insetos e sentindo a grandeza deste momento tão especial, repleto de energia renovadora.
 

Por: Rose Aielo Blanco
 
 

Ostara


     
Ostara: celebrando a chegada da Primavera!
 
O Sabá de Ostara, o início da Primavera, celebra a fertilidade, o redespertar da vida na terra após o inverno. É uma data festiva, de alegria e júbilo. Celebrando Ostara, você estará se abrindo para a vida que a Primavera traz e tudo que ela representa: fartura, riqueza, novos caminhos, novas possibilidades, felicidade completa, bem-estar e prosperidade.
 
Que tal celebrar Ostara em sua casa de modo simples? O primeiro passo é enfeitar sua casa com flores, símbolo maior da Primavera. Você também pode utilizar alguns instrumentos mágicos típicos dessa data, como incensos, velas, pedras e ervas:

 
Incensos: violeta africana, jasmim, rosa sálvia e morango.

Cores das velas: dourada, verde, amarela.

Pedras preciosas sagradas: ametista, água-marinha, hematita, jaspe vermelho.

Ervas ritualísticas tradicionais: bolota, quelidônia, cinco-folhas, crocus, narciso, corniso, lírio-da-páscoa, madressilva, íris, jasmim, rosa, morango, atanásia e violetas.

 
 
Oração a Ostara



O verde voltou

As flores desabrocham

E uma euforia toma a tudo

O sol esta forte e renovado

Os pássaros tecem

A melodia da manhã

Despertando a todos

Os ventos espalham vida

A brisa leve da fartura

Que consigo traz o novo

E o desconhecido

Pode-se sentir a vida

A nossa volta

As árvores crescem tentando alcançar o céu

Os rios de águas cristalinas

Cortam as matas

Levando consigo abundância

De alegria e prosperidade

É época de novos começos

De plantarmos nossas escolhas

Para vivermos nossos sonhos

Que a terra

Me traga o sustento,

Aterre frustrações passadas

E ilumine meus passos

E que os céus

Soprem sempre a meu favor

Abençoando meus atos

Que a Terra

Me dê entendimento

Que o Ar

Me dê sabedoria

Que o Fogo

Me dê forças

Que a Água

me purifique

Que nesse dia em que a roda do ano

Gira mais uma vez

Eu abra as portas da minha vida

Para o novo e desconhecido!

Que assim seja e assim se faça!

 
Biscoitos de Ostara



Ingredientes:
 
 •2/3 de xícara de manteiga mole
•1/3 de xícara de tahine

•1/2 xícara de mel

•1/2 xícara de melado

•2 ovos

•2 1/2 xícaras de farinhas de trigo

•1 xícara de farinha de arroz

•1 colher de chá de fermento

•1/2 xícara de sementes de papoula



Modo de fazer:



Misture todos os ingredientes, deixando as farinhas, o fermento e as sementes de papoula por último. Mexa até obter um mistura homogênea. Faça os biscoitos e deite numa assadeira untada. Asse por dez minutos. Sirva com pétalas de flores sobre uma bandeja azul (se tiver), com chá de camomila em xícaras brancas.



Ostara é o primeiro dia da Primavera, ocorre cerca de 21 de Setembro no hemisfério  Sul e 21 de Março no hemisfério Norte.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Deusa Mãe

"Todas as Deusas são uma Única Deusa pois só existe um Fogo Iniciador e um Princípio de Sabedoria."
 
A Grande Mãe que está por detrás de todos os ritos de todas as coisas criadas...
"A Deusa torna o corpo e a vida sagrados, e liga-nos à divindade que permeia toda a matéria: Seu órgão simbólico é o útero “.
"O Seu órgão de conhecimento é o coração. Tanto o coração como o útero são vasos através dos quais a vida desperta. São ambos cálices para o sangue que os enche e os esvazia. Um sustenta a vida, o outro traz novas vidas ao mundo”.
A Deusa Mãe é todas as Deusas e uma só Deusa desde o princípio dos tempos. A Deusa é a fonte por de trás de todas as coisas...
As aparições da Nossa Senhora de Fátima , como outras em todo o mundo, correspondem sem dúvida, de uma forma ou de outra a uma manifestação que dá expressão visível e simbólica à força crescente do arquétipo da Deusa-Mãe que foi há milênios relegado pela história dos homens para segundo plano e está adormecido ao nível do inconsciente coletivo, dentro de toda a humanidade.
Ele surge novamente no princípio do séc. XX como resposta energética aos apelos das pessoas e das populações assoladas pelas guerras. Esse apelo vem principalmente da parte das mulheres, sempre as mais castigadas pela violência dos homens. Elas respondem por sua vez ao apelo da Deusa Mãe pela necessidade inerente e premente do princípio feminino da terra, e seguem fiéis dentro e fora de si os passos da grande Deusa- Mãe com fervor. A voz amordaçada das antigas Sacerdotisas eclode... No entanto, essa força inata em cada mulher na manifestação do feminino sagrado e da Mãe que é a expressão da mulher na terra, é desde logo e mais uma vez usurpado pela Igreja de Roma e explorado pelos Bispos e Padres e Políticos em detrimento da mulher verdadeira que está a acordar. Mas ainda assim, mesmo que oculta e recalcada dentro de cada mulher.
“A Deusa é uma consciência que permite todas as coisas. É a fonte que mantém toda a união, a cola da criação. Este é um conceito difícil de ser absorvido por algumas pessoas. É difícil para as mulheres conceber uma energia poderosa, que corre através do seu próprio sangue, em semelhança com elas mesmas. É chocante para os homens pensar que, talvez, uma vibração feminina possa ser a fonte que está por detrás de todas as coisas.”
 
A Deusa-Mãe, por muito tempo, ela foi reprimida por uma sociedade extremamente patriarcalista. Mas atualmente vários fatores indicam o retorno da Deusa na consciência humana: o crescimento do movimento pacifista, o desenvolvimento de uma forte consciência ecológica, a maior aceitação dos diversos tipos de sexualidade, o reconhecimento das características femininas da psique nos homens, a sempre crescente participação das mulheres nos mais diversos campos do conhecimento humano e o próprio ressurgimento da Bruxaria. Mas quem é a Deusa para os modernos feiticeiros?Ela é a Senhora de Mil Nomes: onde quer que o ser humano tenha pisado, lá existe uma denominação para ela. Diana, Aradia, Morrígan, Ísis, Arianrhod, Bhríd, Afrodite, Ishtar, Yemanjá, Hera, Nyandesy. É um arquétipo universal. Na Wicca da Floresta, a chamas de Diana, Senhora da Lua que Dança nos Céus. Seu símbolo é o triângulo invertido.É a própria Terra, o planeta que é nossa Mãe e nosso lar, que nos permite a existência. É em seu corpo que nosso corpo é enterrado ao morrer, pois Dela viemos e a Ela devemos retornar. O céu, em toda a sua imensidão, é também parte do corpo da Grande Deusa. Ela não tem limites, e nem o tem seu Amor (nem sua Fúria).A Deusa é tríplice: jovem e indomável na lua crescente, madura e mãe na lua cheia, sábia e anciã na lua minguante. Na lua nova, notadamente nos três dias que a antecedem, a Deusa mostra sua face escura e implacável. 
 
Em seu aspecto jovem, a Deusa é chamada de Donzela. Nesta face, ela possui a chama de todos os inícios. No período de seu domínio, a lua crescente, devem ser plantadas as sementes de todos os nossos projetos. A Donzela é virgem: possui a todos os homens, mas nenhum a possui. Representa o aspecto do Feminino que independe totalmente do Masculino. Ela é selvagem, caçadora e guerreira. Possui o vigor da juventude, e todo o poder de crescimento e mudança. Alguns exemplos de Donzelas mitológicas são Ártemis (grega), Macha (irlandesa), Iansã (afro-brasileira) e Epona (gaulesa).Quando a lua atinge sua plenitude e torna-se cheia, é chegado o período dedicado à Mãe. Ela derrama suas bênçãos sobre seus filhos na forma da brilhante lua que reina nos céus. É ela quem permite que as sementes plantadas pela Donzela amadureçam e sejam colhidos na forma de frutos. É também aquela que nos dá a inspiração para sonhar com novas realizações. A grega Deméter, a irlandesa Dana, a nórdica Freya, a gaulesa Ceridwen, a egípcia Ísis e a afro-brasileira Yemanjá são reflexos desta mesma face da Grande Deusa.A lua está diminuindo. É tempo de reflexão. Neste período, reina o aspecto da Deusa conhecido como a Anciã. Ela é a senhora da purificação e da destruição, e nos permite a introspecção e a análise de nossos erros. É um período de silêncio: a Anciã recolhe-se aos domínios da morte, onde permanecerá durante um curto período e ressurgirá na forma da Donzela. É a Mão que Fere e Acaricia: pode nos possibilitar o impulso que necessitamos para mudanças em nosso psiquismo ou oferecer uma arma para que nós próprios nos causemos ferimentos. 
 
A este aspecto podem ser relacionadas deusas como Nemaín (irlandesa) e Hécate (grega).A Grande Deusa pode se apresentar ainda sob várias formas. Uma de suas características é a diversidade. O estudo de mitologias diversas mostrará  diversas outras manifestações do Feminino Sagrado. Dentro de nossa Religião, porém, deve-se sempre ter em mente que todas estas manifestações são apenas reflexos de uma só Deusa, que possui diversas maneiras de mostrar-se aos olhos de seus filhos.Os Bruxos e Bruxas são as crianças escondidas da Deusa. Seu é o privilégio de ter as necessidades atendidas por seu intermédio. É a nós que ela se revela em toda sua plenitude, abençoando todos seus ritos. Ela não necessita de sacrifícios; de suas crianças só pede amor e dedicação. Ela é uma Deusa de Amor, tanto da forte paixão carnal quanto do mais puro sentimento fraternal. Todos os atos de amor são seus rituais.
 
Para as mulheres, a Deusa representa sua totalidade enquanto pessoas. Permite a elas conhecerem tanto seu poder criador quanto seu poder destruidor. É através da Grande Mãe que as mulheres alcançam seu mais alto grau de compreensão de si mesmas, libertando-se de todos os bloqueios, sendo quem são: mães, amigas, virgens, amantes ou irmãs. Ou todas ao mesmo tempo.Aos homens a Mãe possibilita o despertar de sentimentos e faculdades adormecidas ou reprimidas. Ela lhes permite reconhecer características de si mesmos que lhes foram negadas pela sociedade durante séculos, sem que isso lhes cause vergonha ou lhe torne menos homens. A Grande Mãe dá aos homens a possibilidade de realmente conhecerem a si mesmos.Se não encontrares a Deusa dentro de ti, nunca a procures fora de ti. Nunca perca as esperanças; ao contrário, lute sempre por aquilo que lhe é mais sagrado. Quando lhe parecer que sua busca chegou ao fim sem dar nenhum resultado, a Luz da Grande Mãe brilhará em seu coração em todo o seu esplendor. Este é o maior de todos os Mistérios. 
 
Quando os povos primitivos identificaram a mulher com a Terra e associaram a existência da Terra a poderes divinos, consideraram que o poder que conspirou para que o Universo fosse criado era feminino. Como só as mulheres têm o poder de dar a vida a outros seres, nossos ancestrais começaram a acreditar que tudo tinha sido gerado por uma Deusa.
Os povos de neolítico e do paleolítico não conheciam Deuses masculinos. O conceito do ato sexual como fator de fecundação inexistia, pois eles acreditavam que as mulheres engravidavam deitadas ao luar, através do poder da Grande Deusa manifestada como a Lua.
Em diversas partes do mundo a Grande Deusa Mãe é associada à Lua, já que existia um poder maior que agia entre a mulher e a Lua.
Todas as religiões primais viam no poder feminino a chave para o Mito da Criação e assim o Universo era identificado como uma Grande Deusa, criadora de tudo aquilo que existia e que existiu. Nada mais lógico para uma sociedade em processo de evolução, pois não é do ventre da mulher que todos nós saímos?
O símbolo da Grande Deusa é o caldeirão, que representa o mundo que ela criou e carrega em seu ventre. Este objeto é associado à Deusa porque a criação se parece com o que se pode realizar no interior do mesmo. O mundo é uma maravilhosa obra alquímica que a Deusa criou e comanda através das manobras e poções realizadas em seu caldeirão, o lugar onde nasce a vida.
Dentro da Religião Antiga todos os vários Deuses e as múltiplas faces e aspectos da Deusa, nada mais são do que a personificação e atributos da Grande Divindade Universal.
A Deusa não está ligada somente às manifestações da terra, pois ela representa as forças celestes. Ela é a dona do céu noturno , guardiã dos sentimentos, do interior da alma humana e do destino do homem. Ela é uma presença contínua que está além do tempo e do espaço.
As religiões pagãs são, no ocidente, aquelas que mais focalizam os cultos em uma Deusa Mãe.
Na religião antiga acredita-se em uma força superior, a Grande Divindade, de onde tudo veio. Como algumas tradições seguem uma infinidade de Deusas e Deuses, a crença pagã é que todas essas deusas e todos esses deuses são aspectos diferentes da Grande Deusa e do Grande Deus. Daí o ditado da que diz que "Todas as deusas são uma Deusa e todos os deuses são um Deus. A Deusa Mãe é a geratriz de Todo o Universo e de tudo o que ele contém, daí a frase: Tudo vem da Deusa e tudo para ela retorna.
Uma questão que muitas vezes se levanta na é se A Deusa é mais importante do que O Deus. O que se pode dizer é que é uma discussão inócua. A Deusa e O Deus são de igual importância na Religião Antiga. As duas divindades básicas  são complementares. Não há hierarquia entre elas.
A arqueologia pré-histórica, como por exemplo no sítio de Çatalhüyük, e a mitologia pagã registram esta origem do culto à Deusa Mãe e do ocre vermelho. As mais recentes descobertas de uma religião humana remontam, inicialmente, ao culto aos mortos (300.000 a.C.) e ao intenso culto da cor vermelha ou ocre associado ao sangue menstrual e ao poder de dar a vida. Segundo Campbell, retratada também na Bíblia: ...a santidade da terra, em si, porque ela é o corpo da Deusa. Ao criar, Jeová cria o homem a partir da terra [da Deusa], do barro, e sopra vida no corpo já formado. Ele próprio não está ali, presente, nessa forma. Mas a Deusa está ali dentro, assim como continua aqui fora. O corpo de cada um é feito do corpo dela. Nessas mitologias dá se o reconhecimento dessa espécie de identidade universal. 
 
A Deusa pode ser entendida como campo que produz formas, o que significa dizer, procurar a fonte da sua própria vida, a relação entre o seu corpo, enquanto forma física, e a energia que o anima. Para Campbell, um corpo sem energia não está vivo, mas também não se pode dissociar, na própria vida, o que é do corpo daquilo que é energia e consciência.
Com relação à questão da Deusa-Mãe, Campbell observa que, em termos históricos, ela reinou ao longo de todo o vale dos rios Indo e Ganges, na Índia, do mar Egeu ao vale do Indo, e vai ser integrada aos indo-europeus, descendo do norte em direção à Pérsia, Índia, Grécia e Itália, onde a mitologia já assume uma orientação masculina.
Porém, essas histórias mitológicas que estão relacionadas às revelações da grande Deusa- mãe do universo e de todos nós, nos ensinam efetivamente a compaixão por todos os seres vivos, como sendo o caminho da vida espiritual.
Quanto à história das religiões ocidentais, o mitólogo aponta que, no Velho Testamento, foi um Deus que criou o mundo, sem a presença de uma Deusa. Mas nos provérbios, é Sofia, a Deusa da sabedoria, quem diz: “Quando Ele criou o mundo, eu lá estava e era a sua grande alegria”.
Cambpell também cita o Concílio de Éfeso como um momento histórico, no qual foi proclamada a divindade de Maria, apesar de que esse argumento tenha surgido na Igreja algum tempo antes. Ele diz que, no momento em que o Concílio estava reunido; discutindo a divindade de Maria, entre outras questões, o povo permanecia aglomerado ao redor do templo e começou a gritar em sua reverência:
“A Deusa, a Deusa”. "Ela certamente é a Deusa”.
Hoje em dia, a imagem da Deusa-Mãe, e especificamente de Mãe Maria, é cada vez mais popular, resgatando mitos e culturas ancestrais que tinham sido soterradas por séculos de domínio dos deuses.
Mãe Maria está indiscutivelmente ligada ao catolicismo. No entanto, por ironia, o nome e o conceito de Mãe Maria nunca foi tão divulgado, discutido e repensado quanto na época da chamada Nova Era, o conjunto de pensamentos e atitudes de natureza mística e esotérica – para não falar das terapias alternativas – que a Igreja Católica já condenou mais de uma vez.
É provável que, na Nova Era, a ideia de Mãe Maria tenha atingido o ponto que, nos primórdios do cristianismo, a Igreja procurava atingir: a homogeneização do conceito. Em outras palavras, o cristianismo procurava unir, na figura de Mãe Maria, todas as demais divindades femininas e os conceitos referentes às deusas-mães das inúmeras religiões do mundo conhecido na época. Era uma forma de trazer para si os adeptos das demais religiões com o mínimo de conflito possível com a cultura local.
 
Para alguns historiadores, arqueólogos e antropólogos, essa tentativa de unificação teve início no Concílio de Éfeso, realizado em 431, convocado pelos imperadores Teodósio II (409-450), imperador romano do Oriente, e Valenciano III (425-455), imperador romano do Ocidente. Éfeso era o centro do culto à deusa Artêmis (ou Ártemis). Diz-se que, depois das resoluções do Concílio, todas as estátuas de Artêmis existentes na cidade ganharam uma auréola, e ela passou a ser identificada como Nossa Senhora.
Processos semelhantes ocorreram por toda a Europa, estendendo-se até a Idade Média, com os deuses e, no caso, deusas pagãs sendo transformadas e homogeneizadas, principalmente na figura da Mãe Maria. Em alguns casos, essa incorporação de novas deusas não implicou mudança das características de Mãe Maria, mas em outros momentos, ela assumiu algumas das características das deusas locais, sejam aquelas relativas aos seus poderes, à sua relação com a natureza e com os seres humanos, sejam as físicas.
No entanto, na Nova Era, as deusas do mundo antigo ressurgiram com caras novas – às vezes com as caras antigas, recuperadas, quando não com características inventadas para fins de consumo – ganharam força e, ao mesmo tempo em que voltaram a se individualizar, reforçaram a imagem de Mãe Maria como representante de uma força, de uma energia que, até então, se encontrava em poder dos homens.
A partir dos anos 60, o mundo sofreu uma chacoalhada com o movimento hippie, com a ideia de liberdade sendo levada ao extremo, como uma reação ao "quase fim" da liberdade com as ideias nazistas que levaram à II Guerra, e como reação à escalada militarista que mais uma vez ameaçava partir o mundo ao meio. E foi principalmente no seio desse movimento que renasceu o conceito da Mãe, ou das deusas-mães como responsáveis pela transformação necessária ao planeta, até então dominado pelos homens.
É claro que o conceito não era novo – inúmeras sociedades e grupos esotéricos e místicos já defendiam essa postura há muito tempo – mas a década de 60 apresentou uma espécie de "caminho livre" à frente. Assim, Mãe Maria podia voltar a ser entendida de uma forma mais ampla, indo além da visão da Igreja Católica, que os chamados neopagãos sempre consideraram estreita e extremamente dogmática.
A nova maneira de encarar a questão de deusas de nosso passado levou inúmeros pesquisadores e estudiosos, das mais diversas áreas, a desenvolver estudos – não só como pesquisa histórica, mas como um profundo entendimento das questões espirituais e psíquicas em torno do tema Mãe Maria e deusas-mães.
O paganismo cultua há anos o Mistério da Grande Mãe e seus muitos nomes que surgiu entre os homens quando estes ainda tentavam compreender a si mesmo… 
 
Abençoado seja o Filho da Luz que conhece a Mãe Terra, pois la é a doadora da Vida.
Saiba que a Tua Mãe Terra esta em Ti e tu estas Nela.
Foi ela quem te gerou e quem te deu a Vida.
Saiba que o Sangue que corre nas Tuas veias nascestes da Mãe Terra.
O Sangue dela caiu das nuvens, jorra pelo céu, borbulha nos riachos das montanhas!
Saibas que o Ar que Tu respirastes, nasceu da Mãe Terra.
Amada Mãe coloca nos nossos corações o Teu imenso Amor.
Terra das Árvores sagradas, das árvores irmãs, que nos ensinam tanto, passando pelas quatro estações e mostrando que á tempo de semear, de cultivar, de crescer, de evoluir o tempo de abraçar e de tocar as energias e a Harmonia que equilibra.
Agradecemos todos os Vossos Reinos, que unistes os elementos com o nosso coração.
Que as Águas possam ser curadas, preenchidas de Amor .
Que a Paz possa Reinar em todos os continentes .
Que os Pássaros nos mostrem a sua liberdade.
Que a Luz do Amor e da Deusa inunde o Planeta.
Mãe Terra vos louvamos, vos agradecemos, abençoamos vossas águias, colocando nelas o Amor que Cura, que Semeias-tes a Nossa Vida .
 
 
Fonte: 3 Fases da Lua

quinta-feira, 14 de março de 2013

Cailleach

 
A DEUSA CAILLEACH
Rainha da Tempestade

Cailleach fala:
Meus ossos são frios, meu sangue é ralo.
Eu busco o que é meu. O busco o que ainda não foi semeado. Eu busco os animais para cavernas quentes e mando meus pássaros para o sul. Eu ponho meus ursos para dormir e mudo o pelo de meus gatos e cães para algo mais quente. Meus lobos me guiam, seu uivo anuncia minha chegada. Os cães, lobos e raposas cantam a canção da noite, a serenata da Anciã, a minha canção.
Eu disse sim à vida e agora digo sim à Morte. E serei a primeira a ir para o outro lado.
Eu trago o frio e a morte, sim, pois este é meu legado. Eu trouxe a colheita e se você não colheu suas maçãs eu as cobrirei de gelo. Após o Samhain, tudo o que fica nos campos me pertence.

Cailleach é a própria terra. Ela é as rochas cobertas de musgo e o pico das montanhas. Ela é a terra coberta de gelo e neve. Ela é a mais antiga ancestral, velada pela passagem do tempo. Ela é a Deusa da Morte, que deixa morrer tudo o que não é mais necessário. Mas é tb ela quem encontra as sementes da próxima estação. Ela é a guardiã da semente, a protetora da força vital essencial ao ressurgimento da vida após o inverno. Ela guarda a própria essência do poder da vida. Ela é o poder essencial da Terra. Nos mitos Celtas Ela representa a Soberania sobre a terra e um rei só podia reinar após realizar o casamento sagrado com Ela, que representa o Espírito da terra.

Cailleach é uma das maiores e mais antigas Deusas da humanidade. Ela é um aspecto da Deusa como a Anciã, principalmente na Escócia. Um derivativo de seu nome, Caledonia, foi dado àquele país. Seu nome, assim como seu título de Mãe Negra, é muito próximo ao nome Kalika, um dos títulos de Kali. Alguns estudiosos acreditam que ambas sejam derivadas de uma Deusa ainda mais antiga, talvez uma das primeiras expressões da face negra da Deusa já cultuadas pela humanidade. Ela foi e é conhecida por inúmeros nomes: Cailleach Bheur or Carlin, na Escócia; Cally Berry ou Cailleach Beara, na Irlanda; Cailleah ny Groamch, na ilha de Man; Black Annis, na Bretanha e Digne, no país de Gales, todas equivalentes a Kali.

Cailleach também é considerada uma outra forma das Deusas Scathach e Skadi. Na Irlanda ela era conhecida como uma divindade que podia trazer e curar doenças, principalmente de crianças. O nome Caillech significa mulher velha, bruxa ou mulher velada. Sua imagem velada a relaciona com os mistérios de se conhecer o futuro, particularmente a hora da morte de cada um. Nas lendas Medievais ela era a Rainha Negra do Paraíso, aquela a quem os espanhóis chamavam de Califia; a palavra Califórnia vem deste nome.

Cailleach rege o céu, a terra, o Sol e a Lua, o tempo e as estações. Ela criava as montanhas com as pedras que carregava em seu avental, mas também trazia aos homens as doenças, a velhice a morte. Ela era também um espírito protetor dos rios e lagos, garantindo que eles não secariam. Ela controla os meses de inverno, trazendo o frio, as chuvas e a neve. Mas um de seus principais títulos é Rainha da Tempestade, pois com seu cajado ela trazia e controlava as tempestades, particularmente as nevascas e furacões.

Cailleach é a guardiã do portal que leva à parte escura do ano, iniciada no Samhain e é invocada nos rituais de morte e transformação. Nos mitos da troca de poder entre as faces da Deusa ela recebe o bastão branco dos meses de luz e o torna negro para os meses de trevas, devolvendo-o à Donzela no Imbolc. Em alguns mitos diz-se que Ela retorna à terra no Imbolc, tornando-se pedra para acordar somente no próximo Samhain.

Como Seu nome não aparece nos mitos escritos da Irlanda, mas apenas em histórias antigas e nomes de lugar, presume-se que Ela era uma divindade pré-celta, trazida pelos povos colonizadores das ilhas Britânicas, vindos do leste Europeu, possivelmente da Índia. Ela era tão poderosa e amada que mesmo quando os recém chegados trouxeram suas divindades, como Brigit, Cailleach ainda continuou sendo lembrada.

Apesar de ser considerada uma Deusa Anciã, Ela é quase sempre representada com um rosto jovem, mostra de seu poder de se rejuvenescer constantemente. Ela possui um aspecto Donzela parecido com Diana, sendo a protetora dos animais selvagens contra caçadores. Ele protege principalmente o cervo e o lobo, assegurando bandos saudáveis. Há um mito antigo que conta que os caçadores oravam a Cailleach para saber onde encontrar os cervos e quantos matar. Ela os guiava para a aqueles que podiam ser mortos, desobedecê-la trazia sua fúria, em forma de ataques de alcatéias para a vila dos desobedientes.

Ela também possui um aspecto Mãe, sendo aquela a quem as mães pediam que curasse seus filhos das doenças do inverno. O Gato é um de seus animais sagrados. Em algumas lendas ela toma a forma de gato para testar o caráter das pessoas. Em sua forma humana, ela costumava ir de casa em casa no inverno pedindo abrigo e comida. Os que a acolhiam contavam com sua eterna bênção e proteção e os outros eram amaldiçoados e não atravessam o inverno incólumes. São também sagrados para ela o corvo e a gralha.

Seu rosto é azul e seus cabelos sempre são representados soltos e brancos, escapando de seu manto e capuz. Ela carrega um caldeirão em uma das mãos e um cajado na outra. Seu cajado ou bastão lhe conferia o poder sobre o tempo, fazendo dela uma das Deusas mais importantes para a manutenção da vida no planeta. Ela é também uma Deusa associada à crua honestidade e à verdade, doa a quem doer.
Ela também aparece como uma mulher velha que pede ao herói que durma com ela, se o herói concorda em dormir com ela, ela se transforma em uma linda donzela.

O Livro de Lecam (cerca de 1400 E.C.) alega que Cailleach Beara era a Deusa da qual se originaram os povos da região de Kerry. Na Escócia ela representa a personificação do inverno, nasce velha no Samhain e fica cada vez mais jovem até tornar-se uma linda Donzela no Beltane.

O contato com esta Deusa nos ajuda a redescobrir a soberania sobre nossa própria vida, um tipo especial de poder e confiança. Cailleach, violenta como pode parecer, vive em todos nós. Ela nos traz a sabedoria para deixar ir aquilo de que não mais precisamos e manter as sementes do que está para vir. Ela vive no limite entre a Vida e a Morte.

Naelyan Wyvern