quinta-feira, 14 de março de 2013

Entendendo a Deusa Tríplice

 

Quando nos relacionamos coma a nossa faceta deusa tríplice, teremos uma perturbação inicial causada pela sua mutabilidade. Séculos de pensamento abstrato, unidimensional, rígido e patriarcal lutam contra ela, rejeitando o seu impulso por considerá-lo caótico e causador de anarquia interior. Mas ao mudarmos interiormente e ao adaptarmos os padrões da nossa alma às suas energias formadoras, vê-la-emos com maior clareza. Poderemos então valorizar uma consciência da mudança cíclica do nosso interior. Tendo chegado a uma relação interior com o Feminino, podemos iniciar o processo de unir as facetas masculina e feminina da nossa alma. Essa união, o verdadeiro Casamento Místico, a real Conjunção dos Opostos, é a mais estimulante e valiosa aventura que qualquer ser humano pode empreender. A partir dessa Conjunção, dessa integração e encontro íntimos, poderá surgir uma poderosa corrente de energia criativa que poucos experimentaram. Se a humanidade pudesse dedicar-se coletivamente a essa viagem, uma grande energia criativa seria liberada - e poderíamos tornar-nos verdadeiros recipientes das energias espirituais do futuro.

Para encontrar a deusa tríplice na mitologia, temos de voltar ao substrato do mito. Bem antes da ascendência do mito de Cristo, os mitos primais da deusa foram esmagados sob o peso de gerações de deuses masculinos que usurparam o seu lugar no esquema das coisas, conquistando os seus centros sagrados e tomando para si mesmos algumas facetas dos seus atributos. Se remontarmos aos mitos primevos da humanidade, encontraremos a deusa na sua forma mais pura, normalmente tríplice. No Antigo Egito, é Neith/Nut e, mais tarde, Ísis, que a representam para nós.

Observamos que o culto e o reconhecimento de Ísis se mantêm fortes, embora comece, em dinastias egípcias posteriores, uma masculinização da hierarquia dos deuses com Âmon-Rá. Na Grécia Antiga, os primeiros mitos esboçavam muitas manifestações da Deusa. Quem estudou mitologia grega pode ver que, provavelmente no início do primeiro milênio antes da era comum, o deus celeste Zeus-Dyeus foi levado para a Grécia por uma nova onda migratória. A partir de então, o caráter dos mitos gregos se transformou de alguma maneira quando Zeus, por meio da violação e da astúcia, destronou a Deusa de muitos de seus centros de culto. Ele teve filhos com Deusas individuais - mas esses filhos eventualmente reuniram em si alguns atributos da mãe. Portanto, podemos ver que os povos gregos desse ponto de transição precisaram identificar-se antes com deuses masculinos do que com as deusas mais antigas, razão por que reformularam sua mitologia a fim de se adaptarem. Mas esse processo é bem transparente, pois os estudiosos podem identificar essas mudanças nos mitos e, eliminando as influências mais recentes, recuperar a essência das deusas primais.

Na realidade, a mitologia grega nos fornece a maior fonte de materiais sobre a Deusa. Para exemplificar o processo, consideremos Apolo. Apolo é gerado por Zeus e Leto, uma deusa titã pertencente ao antigo substrato de deuses e deusas que existia na Grécia antes de Zeus e de sua consorte Hera. Hera tem ciúmes do relacionamento de Zeus com a deusa mais antiga e tenta impedir Leto de dar à luz, mas esta foge para uma ilha distante. Lá, pare Apolo e sua irmã gêmea Ártemis. Apolo é um deus solar e Ártemis torna-se a deus virgem caçadora da luz lunar. Apolo recebe o dom da música e muitos mitos falam dele como a fonte da inspiração, tocando a sua lira.

Contudo, embora fosse um deus popular entre o povo grego, Apolo de certo modo nunca pôde ocupar o lugar das Musas que o precederam, representantes da forma trinitária da Deusa. As musas permaneceram como a inspiração espiritual feminina presente na música, na poesia e nas artes. Podemos ver que o culto de Apolo tenta substituir as Musas por um deus masculino, mas a psique coletiva dos povos gregos não poderia desisitir de suas deusas da inspiração com muita facilidade. Assim sendo, Apolo, em vez de ser o rival das Musas, teve que se tornar seu protetor. 

Podemos identificar muitos outros exemplos dessas tentativas de substituição de dusas das mitologias precedentes por divindades masculinas. A mitologia grega mostra especial transparência quanto a isso, provavelmente por ter sido registrada enquanto esses processos se desenvolviam. Outras mitologias, dos povos teutônicos ou escandinavos, por exemplo, só foram registradas séculos ou até milênios depois do término desses processos, sendo mais difícil de deslindar as suas linhas e de identificar os primeiros estratos das deusas nessas culturas.

Baseado no livro de Adam Mclean, A Deusa Tríplice
 
 
Por Marisa Petcov

A Deusa que é Três

  
 
A concepção da deusa representada em três formas, a deusa tríplice, ocorrem em muitas lendas dos velhos ancestrais celtas e estão presentes também na crença de muitos grupos pagãos. A mitologia grega, concebia a deusa tríplice manifestada em Ártemis (que encerra a Lua), em Selene (Lua Cheia) e Hécate (Lua Minguante). Na verdade, os antigos gregos nos fornecem a maior fonte de consulta sobre as deusas.
A Irlanda, representava a deusa tríplice como Anu, que era virginal, Badb, a mãe, e Macha, a anciã. No sul da França, Anu era conhecida como a "Brilhante". Era patrona da fertilidade, do fogo, da poesia e da medicina. Mas como toda a luz também produz sombra, era também conhecida a Anu-negra que devorava os homens. No País de Gales, as três (deusa tríplice) estão representadas por Blodeuwedd, a donzela, Arianrhod, a mãe e Cerridwen, a crone.
Toma-se consciência de que os fatos da mitologia, totalmente desacreditados pela ciência materialista, estão sendo hoje em dia restabelecidos como fatos do inconsciente, ou seja, da psique. Até onde o cristianismo foi introduzido, o culto da deusa tríplice foi assimilado. Podemos perfeitamente visualizá-la nas lendas das três Marias. Na Irlanda, as três Brigidas são aceitas pela Igreja católica e seus santuários são considerados milagrosos.
O caráter tríplice da deusa é muito importante. Não se trata de uma mera multiplicação sob três aspectos, mas sim a deusa se revelando em três níveis e nos três domínios do mundo e da humanidade. Assim, como o homem também é tríplice tendo corpo, alma e e espírito. As três facetas da deusa costumam ser vistas como correspondentes a esses planos de microcosmo do ser humano. O macrocosmo apresenta-se igualmente tríplice: consiste no céu (o reino uranio), na superfície da Terra (e, por vezes, no Mar) e nas profundezas da Terra (o Mundo Inferior ctônico). Algumas deusas tríplices se ligam a estes três reinos. Do mesmo modo, o reino do tempo têm dimensões: Passado, Presente e Futuro. Algumas das deusas, correspondem de maneira tríplice, a divisão do tempo. Segundo a Sra. Harrison, na Grécia antiga, o mês era dividido em três períodos de dez dias cada, correspondendo a três fases da lua e simbolizadas por Hécate-triforme. Este arranjo precedeu a divisão do tempo em quatro períodos ou semana.
O mais importante aspecto tríplice da deusa é a sua manifestação como: Virgem, Mãe e Anciã. Como Virgem ela é o amanhecer, o nascimento, a primavera, o começo de uma nova estação de crescimento, o encerar da Lua. Ela é encantamento, sedução e florescimento. No País de Gales, esta deusa toma o nome de Blodeuwedd, a Deusa da Primavera. Os brotos das flores a representam. Na Irlanda é virginal em Anu (e também Dana) representando o florescimento da fertilidade, o calor do pleno verão. Outras sociedades também possuíram sua Deusa Virginal, como a Diana dos romanos.
Como Mãe, a deusa representa a Lua Cheia, sua representação máxima é Gaia, a Mãe-Terra, deusa de toda a vida. Somente através dela, tudo nasce, as sementes germinam e produzem as colheitas da estação. Ela é a mãe frutuosa, a deusa das estrelas e da roda de prata das estrelas. Na lenda Galesa, esta deusa-mãe é Arianrhod, a mãe de Llew (Lugh irlandês).
Como anciã, representa o inverno, a sabedoria, a morte e a reencarnação. Representa ainda, a fase final da menstruação (menopausa) e a Lua Minguante. Na lenda galesa ela é Cerridwen, símbolo da porca branca, guardiã do caldeirão da transformação. Na Irlanda ela é Morrigan, representando o céu e os pássaros que se banqueteiam com os corpos mortos. Ela é a deusa da batalha e da morte.
Há entretanto, outras maneiras de abordar o caráter tríplice de uma deusa. Ela representa também um arquétipo que se reflete no interior de nossa alma. Este caráter tríplice pode ser percebido em muitas facetas da vida e torna a deusa tríplice uma figura que podemos nos identificar facilmente.
A deusa tríplice vive no lado ativo da psique feminina e toda mulher deve aprender a identificar suas facetas, para depois trabalhar com ela. Perceber como ela se manifesta em nosso interior é importante para evitar que este espaço seja inundado por uma destas facetas, anulando por completo a nossa vontade e impedindo-nos de exercer o nosso direito de livre escolha.
A triplicidade da deusa pode ser percebida em muitas facetas da vida. Se lhe concedermos a oportunidade para se manifestar como figura mítica, ela poderá inspirar a nossa alma, assim como nutrir, sustentar e transformar o cerne do nosso ser.

A DEUSA- DONZELA OU DEUSA- VIRGEM

A Donzela representa a juventude, a vida em flor, se traduz em uma mulher inocente, mas também sedutora que reconhece o seu poder sexual. Ela retrata o nosso modo irreverente, sendo considerada a "virgem". A palavra virgem no sentido primitivo, significava "não casada", ou seja, aquela que não tem marido, portanto, o termo "virgem", usado em relação às deusas antigas, não tinha o significado atual. Podia, portanto, ser usado perfeitamente para uma mulher que já tivesse tido experiência sexual e podia até, ser aplicado a uma prostituta.
A deusa-virgem é aquele aspecto da mulher que não foi afetado pelas espectativas sociais e culturais, determinadas pelo sexo masculino. O aspecto da deusa virgem é uma pura essência de quem é mulher e daquilo que ela valoriza. Ele permanece imaculado e não contaminado, porque ela não o revela, pois o mantém sagrado e secreto, ou porque o expressa sem modificação para refutar os padrões masculinos.
Conforme descreve Esther Harding em seu livro "Os Mistérios da Mulher" que: "a mulher que é virgem, uma-em-si-mesma, faz o que ela faz não por causa de nenhum desejo de obter poder sobre o outro, nem para atrair seu interesse ou amor, mas porque o que faz é verdadeiro. Suas ações podem, de fato, ser não convencionais. Pode dizer não, quando seria mais fácil, mais adaptado, convencionalmente falando, dizer sim. Mas como virgem ela não é influenciada por considerações que fazem com que a mulher não-virgem, casada ou não, se acomoda e se adapta à conveniência".
As deusas-donzelas são freqüentemente associadas as flores e devem ser invocadas nas magias do amor, da beleza, do sexo e dos recomeços.
Exemplo delas: Nimue, Perséfone, Blodeuwedd, Brigid, Bhoidheoch, etc.
Tempo: Alvorecer, o passado.
Estação: Primavera

A DEUSA- MÃE  

Em todas as épocas, os homens têm concebido uma Grande-Mãe que zela pela humanidade lá do céu ou do lugar dos deuses. Este conceito é encontrado em todas as religiões e mitologia. Essas grandes mães que dominam as idéias de diferentes povos, em todos os tempos, espaços e culturas, tem similaridades surpreendentes. A única explicação possível para justificar tal acontecimento é que todos estes mitos representam uma realidade psicológica, que foi percebida como uma imagem surgida do inconsciente e projetada para o mundo exterior, tomando a forma de um ser divino. Como Jung já nos esclareceu, as deusas são princípios dotados de forças que funcionam separadamente da vontade consciente do homem e cuja ordem ele deve curvar-se.
A Mãe é a mulher madura, no pico de seus poderes. Ela é a provedora da vida. É a madona que balança e acaricia seu bebê, mas também é a leoa que caça para se alimentar e lutará até a morte para proteger seus filhotes. As deusas-mães são associadas aos grãos. Invoque as deusas-mães para a fertilidade, para melhorar seus relacionamentos, para nutrição e tudo o que for questão familiar.
São elas: Ísis, Deméter, Ishtar, Ceres, Danu, Anahita, Asherah, Sheng-Mu, Hathor, Lakshmi, etc.
Estação: Verão
Tempo: Meio-dia, Crepúsculo, o Presente.

A DEUSA- ANCIÃ

 
É a deusa-anciã é a avó benevolente, que você pode contar para receber aquele conselho prudente. Ela é a mulher sábia que é mais poderosa que a mãe. Para a anciã não existem segredos, pois em função da sua idade, acumulou experiências, transformando-as em sabedoria. Ela é a pessoa idosa que já viu tudo e passou por isso com seu espírito não abafado e com o temperamento moderado pela experiência. Ela é o arquétipo da centralização interior, o ponto de equilíbrio que permite à mulher permanecer firme no meio da confusão, desordem ou afobação do dia-a-dia. O seu tema básico é a premonição.
As deusas-anciãs são associadas com os moinhos e os cemitérios. Invoque esta deusa para a sabedoria, experiência, términos de relacionamentos.
Estação: Outono, Inverno.
Tempo: Meia-noite, o Futuro.
As Deusas: Annis, Oya, Skuld, Baba Yaga, Greina, Hel, Sedna, Toci, Maman Brigitte, Takotsi, etc.
 
 Por Rosane Volpatto

A Deusa



A Deusa

A Deusa foi a primeira divindade cultuada pelo homem pré-histórico. As suas inúmeras imagens encontradas em vários sítios históricos e arqueológicos do mundo inteiro representavam a fertilidade - da mulher e da Terra. Por ser a mulher a doadora da vida atribuiu-se à Fonte Criadora Universal a condição feminina e a Mãe Terra tornou-se o primeiro contato da raça humana com o divino.

Quem é A Deusa?

Só o fato de termos que fazer essa pergunta demonstra o quanto nossa sociedade ocidental formada sob a égide da mitologia judaico-cristã se afastou de nossas origens. Fomos criados condicionados por uma cosmologia desprovida de símbolos do Sagrado Feminino, a não ser Maria, Mãe Divina, que não tem os atributos divinos, que são reconhecidos apenas ao Pai e ao Filho e é substituída na Trindade pelo conceito de Espírito Santo.
Maria é, quando muito, a intermediária para a atuação dos poderes do Deus... "peça à Mãe que o Filho concede..." Mas Maria não é a Deusa, senão um de seus aspectos mais aceitos pela sociedade patriarcal, de coadjuvante do Deus, reproduzindo o fenômeno social do patriarcado em que a mulher auxilia o homem, mas sempre lhe é inferior e, por isso, deve submeter-se à sua autoridade.
Constata-se que a ausência de uma Deusa nas mitologias pós-cristãs se deve ao franco predomínio do patriarcado. Predomínio esse que nos trouxe, ao final do século XX, a uma sociedade norteada pelos valores da competição selvagem, da sobrevivência do mais forte, da violência ao invés da convivência, do predomínio da razão sobre a emoção. Mas a Deusa está ressurgindo. Desde a década de 60, reafirmando-se nas últimas, a descoberta da Terra como valor mais alto a preservar sob pena de não mais haver espécie humana fez decolar a consciência ecológica e o renascimento dos valores ligados à Deusa: a paz, a convivência na diversidade, a cultura, as artes, o respeito a outras formas de vida no planeta.
Cultuar a Deusa hoje significa reconsagrar o Sagrado Feminino, curando, assim, a Terra e a essência humana. Quer sejamos homens ou mulheres, sabemos que nossa psique contém aspectos masculinos e femininos. Aceitar e respeitar a Deusa como polaridade complementar do Deus é o primeiro passo para a cura de nossa fragmentação dualística interior.

A Deusa é cultuada como Mãe Terra, representando a plenitude da Terra, sua sacralidade. Sobre a Terra existimos e, ao fazê-lo, estamos pisando o corpo Onipotente e distante, que vive nos céus... A Deusa é a Terra que pisamos, nossos irmãos animais e plantas, a água que bebemos, o ar que respiramos, o fogo do centro dos vulcões, os rios, as cores do arco-íris, o meu corpo, o seu corpo... A Deusa está em todas as coisas... Ela é Aquela que Canta na Natureza... O Deus Cornífero seu consorte, segue sua música e é Aquele que Dança a Vida...
Cultuar a Deusa não significa substituir o Deus ou rejeitá-lo. Ambos, Deus e Deusa são as expressões da polaridade que permitiu que o Grande Espírito, o UNO, se manifestasse no universo... São os dois lados de uma mesma moeda... as duas faces do Todo, ou sua divisão primeira. Assim, crer na Deusa e no Deus ainda é crer em um Ser Supremo que, ao se bipartir, criou o princípio masculino e o princípio feminino, o Yin e o yang, o homem e a mulher.
A Deusa também é a Senhora da Lua e, mais uma vez, a explicação desse fato remonta às cavernas em que já vivemos. O homem pré-histórico desconhecia o papel do homem na reprodução, mas conhecia muito bem o papel da mulher. E ainda considerava a mulher envolta em uma aura mística, porque sangrava todo mês e não morria, ao passo que para qualquer dos homens sangrar significava morte. Portanto, a mulher devia ser muito poderosa, ainda mais que conhecia o "segredo" de ter bebês... É fácil entender porque a mulher era identificada com a Deusa, ou, melhor dizendo, porque a primeira divindade conhecida tinha que ter caracteres femininos... Ainda mais quando as pessoas descobriram que a gravidez durava 10 lunações e a colheita e o suceder das estações seguia um ciclo de 13 meses lunares. O primeiro calendário do homem pré-histórico foi mostrado nas mãos da famosa estatueta da Vênus de Laussel, que segura em sua mão um chifre em forma de crescente, com 13 talhos que representam as lunações.

Por sua conexão com a Lua e a mulher, a Deusa é cultuada em 3 aspectos: a Donzela, que corresponde à Lua Crescente, a Mãe representada na Lua Cheia e a Anciã, simbolizada na Lua Decrescente, ou seja, Minguante e Nova.
Na tradição da Deusa a Donzela é representada pela cor branca e significa os inícios, tudo o que vai crescer, o apogeu da juventude, as sementes plantadas que começam a germinar, a Primavera, os animais no cio e seu acasalamento. Ela e a Virgem, não só aquela que é fisicamente virgem, mas a mulher que se basta, independente e auto-suficiente.
Como Mãe a Deusa está em sua plenitude. Sua cor é o vermelho, sua época o verão. Significa abundância, proteção, procriação, nutrição, os animais parindo e amamentando, as espigas maduras, a prosperidade, a idade adulta. Ela é a Senhora da Vida, a face mais acolhedora da Deusa.
Por fim, a Deusa é a Anciã, que é a Mulher Sábia, aquela que atingiu a menopausa e não mais verte seu sangue, tornando-se assim mais poderosa por isso. Simboliza a paciência, a sabedoria, a velhice, o anoitecer, a cor preta. A Anciã também é a Deusa em sua face Negra da Ceifeira, a Senhora da Morte. Aquela que precisa agir para que o eterno ciclo dos renascimentos seja perpetuado. Esta é o aspecto com que mais dificilmente nos conectamos, porém, a Senhora da Sombra, a Guardiã das Trevas e Condutora das Almas é essencial em nossos processos vitais. Que seria de nós se não existisse a morte? Não poderíamos renascer, recomeçar...

Desta forma, é fácil compreendermos porque a Religião da Deusa postula a reencarnação. Se fazemos parte de um universo em constante mutação, que sentido haveria em crermos que somos os únicos a não participar do processo interminável da vida-morte-renascimento? Essa realidade existe no microcosmo do ciclo das estações, da colheita que tem que ser feita para que se reúnam as sementes e haja novo plantio. É justamente por isso que aqueles que seguem o Caminho da Deusa celebram a chamada Roda do Ano, constituida pelos 8 Sabbats celtas que marcam a passagem das estações. Ao celebrar os Sabbats cremos que estamos ajudando no giro da Roda da Vida, participando assim de um processo de co-criação do mundo.
Por tudo o que dissemos fica fácil entender porque os caminhos, cultos e tradições centrados na Deusa são religiões naturais, fundamentadas nos ciclos da natureza e no entendimento de seus elementos e ritmos. Estas práticas de magia natural usam a conexão e correlação dos elementos da natureza - Água, Terra, Fogo e Ar, as correspondências astrológicas (signos zodiacais, influências planetárias, dias e horários propícios, pedras minerais, plantas, essências, cores, sons) e a sintonia com os seres elementais (Devas Guardiões dos lugares, Gnomos, Silfos, Ondinas, Salamandras, Duendes e Fadas).

A Deusa e o Deus

"Todas as Deusas são uma só Deusa, todos os Deuses são um só Deus."

Conquanto a Deusa presida a pulsação vital constante do Universo, é imprescindível que entendamos o papel do Deus. Ela é a Senhora da Vida, mas Ele é o Portador da Luz; Ela é o ventre, Ele o falo ereto; Ela gera a vida, Ele é a faísca que inicia o processo, em plena harmonia, sem predomínios nem competições, mas pela completa união... Ambos parceiros no desenrolar da música e dança que criam e recriam o universo ainda hoje... Na Primavera Ela é a Donzela, Ele o Deus Azul do Amor... No verão ela é a Mãe, grávida, ele o Galhudo, o Deus da Vegetação e dos Animais, Cernnunnos... No outono ele desce para o Mundo Subterrâneo, como o Deus Negro do Mundo Inferior, do sacrifício e da Morte e Ela a Anciã que abre os portais e o acolhe durante sua transmutação. No inverno ele renasce do próprio ventre escuro da Deusa, que quase torna, assim, a um só tempo, sua consorte e sua mãe...

Os últimos anos têm assistido o fenômeno chamado "Renascer da Deusa", ou seja, o ressurgimento do arquétipo do divino feminino na cultura, nas artes, na ciência e no psiquismo das pessoas. Fazem parte desse renascimento a preocupação ecológica, as manifestações pela paz, o ressurgimento de religiões baseadas na natureza, pondo em relevo valores femininos: o respeito à Mãe Terra, o reconhecimento dos seres humanos como irmãos dos demais seres, a ênfase na conciliação dos sexos e das pessoas, ao invés da competição, a paz ao invés dos conflitos, as terapias naturais respeitando o corpo e a Terra, a volta dos oráculos (runas, tarot, geomancia) e das práticas xamânicas.
Dentro dessa nova mentalidade, o culto à Grande Mãe pode ser feito em diversos caminhos espirituais. De certa maneira, a própria Igreja Católica participa dessa tendência de várias maneiras, colocando em relevo depois de muitos anos a figura de Maria. As religiões centradas na Deusa geralmente têm em comum o reconhecimento da natureza como a própria e, por isso, são designadas como Cultos ou Tradições Naturais, muitos deles oriundos ou aplicando os princípios do xamanismo. Os cultos à Deusa são religiões xamânicas, no sentido de reunirem prática de magia natural e contatos com outras realidades, além de se basearem na interação dos quatro elementos: Fogo, Água, Terra e Ar, unidos pela quitessência que é o Espírito.
Atualmente existem inúmeros cultos que poderíamos chamar de "centrados na Deusa", ou "A Religião da Deusa". Mas o mais conhecido deles hoje, sem dúvida, é a Tradição Wicca, que influencia de muitas formas todos os demais.
Wicca é uma religião pagã (usada esta palavra tanto no sentido comum de "não cristã", como no sentido etimológico de "oriunda do campo", por ser uma religião de origem rural) que cultua a Deusa Tríplice e seu consoante o Deus Cornífero. Ambos são expressões em polaridades do Ser Supremo, a Divindade, chamado pelos nativos norte americanos de Grande Espírito ou o Grande Mistério, O UNO ou a Fonte Criadora, que se manifesta na realidade concreta nas representações da Deusa e do Deus.

A palavra WICCA se origina do inglês arcaico wicce, significando wise (sábio) e o verbo moldar, dobrar. Portanto, um Wiccan (como são chamados seus adeptos) é um moldador, alguém que dá outra feição à realidade que o cerca.
A Wicca surgiu na primeira metade do século XX, do estudo de alguns pioneiros como Margaret Murray e Gerald Gardner, que procuraram resgatar as raízes da witchcraft (bruxaria) praticada na Inglaterra rural e na Toscana (norte da Itália). Essas práticas eram, na origem, a expressão popular da religião celta, que dominou a Europa Ocidental por séculos. A Wicca, pois, se propõe a ser a versão moderna da Antiga Religião.
Na Tradição Wicca existem diversas vertentes, desde as mais rigidamente estruturadas, seguindo normas e rituais fixos, até aquelas que são predominantemente ecléticas, com adaptações regionais ou pessoais. Entre as mais tradicionais se encontram a Gardeneriana, Alexandrina, Diânica, Celta, Georgiana etc. A Wicca pode ser praticada em grupos chamados covens ou por solitários.

Todas as Deusas são uma única Deusa", múltiplas manifestações da Grande Mãe. Cultuar a Grande Deusa pode se manifestar no culto a um ou mais dos arquétipos que a representem nas diversas culturas do mundo. Assim, sejam as Lilith e a Shequinah judaicas, a babilônia Inanna, a havaiana Pele, a chinesa Kwan-In, a japonesa Amaterasu, a inca Ixchel, as africanas Yemanjá e Oyá, ou as hindus Sarasvati e Kali, sempre se estará prestando culto à mesma e única Deusa. As diferentes mitologias enumeram milhares de nomes de Deusas, correspondendo a aspectos ou atributos diversos. Assim, se escolhemos nos conectar com as Deusas Afrodite ou Ishtar ao procurarmos trabalhar a energia do amor, o fazemos porque essas formas do arquétipos, por disposição de milênios, mais se aproximam dessa energia. Se precisamos tratar de estudos ou escrita, criatividade nas artes, invocamos Atena ou Saravasti, por exemplo.
 
Muitas bruxas costumam se conectar com Deusas de diferentes mitologias, conforme a necessidade de seus trabalhos. Outras se atém a um panteão determinado e só cultuam as Deusas e Deuses daquela cultura. Ambas as formas de expressão fazem parte dos Caminhos da Deusa. Algumas bruxas preferem se conectar com as Deusas em sua forma mais primitiva, como Mãe Terra, daí utilizarem símbolos das chamadas Vênus pré-históricas, como de Laussel, Willendorf, Deusa serpente de Creta, Deusa do Nilo.
 

terça-feira, 12 de março de 2013

Cristais

 
 
 
Introdução ao Estudo dos Cristais
 
Generalidades
 
Os cristais (e as pedras preciosas) são a manifestação mais pura da energia e da luz no plano físico. Os átomos que os compõem estão em perfeita harmonia, e permitem assim a manifestação da luz em forma sólida. Fisicamente já está provado e comprovado que os cristais são os melhores condutores e amplificadores de energia, sendo utilizados na composição de fibra ótica, chips de computadores, fabricação de relógios (Rubi, Quartzo), etc. Da mesma forma, como são condutores, receptores, amplificadores ou geradores de energia, são utilizados metafìsicamente para curas, meditações, energização de ambientes e pessoas, ou de qualquer outro ser vivo. Os cristais têm vida, são parte de um todo maior formado de energia pura. Tudo o que é energia é vida e tem vida. Esses seres tão especiais podem tornar-se amigos imprescindíveis, ajudando no crescimento espiritual e no autoconhecimento, e principalmente ensinando inúmeras formas de utilizar positivamente sua energia em conjunto com a nossa.
Devemos aprender a nos relacionar com eles da melhor forma possível, e assim estaremos ao mesmo tempo melhorando o relacionamento com nosso Eu Superior, nossos semelhantes, com o planeta, o Universo e com a força maior que é Deus/Deusa/Tudo O Que Existe. É de extrema importância que o coração e a intuição estejam sempre presentes, e milhares de descobertas individuais se oferecerão, a partir do convívio e do relacionamento com esses seres maravilhosos. A simples contemplação de um Cristal de Quartzo ou de uma pedra preciosa ou semipreciosa já nos transmite energia e nos leva a outras dimensões e à percepção de realidades paralelas, através da luz, da pureza e da beleza. Com a ajuda dos cristais, penetramos com mais clareza em nosso mundo interior. O único segredo para o funcionamento perfeito da interacão da energia de um cristal com a nossa própria é a intenção clara.
É preciso saber que o cristal por si só não pode processar nenhum tipo de cura. A interação de energias é absolutamente necessária. Existem vários tipos de cristais e pedras preciosas, e cada um tem sua energia particular. Para fazer uma comparação prática e fácil, o Cristal de Quartzo seria como um clínico geral, aquele médico da família, que sabe de tudo um pouco, e é também conselheiro, psicólogo, amigo, etc. Já as pedras coloridas são as especialistas, cada qual dominando sua área de energia e de cura, com energias mais específicas. Por isso mesmo, é aconselhável que a primeira pedra a ser adquirida seja um cristal de quartzo simples, de terminação única. A partir do relacionamento com este primeiro cristal, vamos pouco a pouco aumentando nossa coleção e começando a interagir com as diferentes energias das diferentes pedras.
O primeiro passo é a escolha de nosso primeiro cristal. Às vezes ele nos é presenteado, às vezes o encontramos por acaso, às vezes o adquirimos. Neste último caso é aconselhável sentir e olhar para vários cristais, e escolher exatamente aquele que nos atrair, que chamar nossa atenção. É comum dizer-se que não escolhemos um cristal, é ele que nos escolhe. O importante é trazê-lo para casa e a partir do primeiro momento estabelecer um relacionamento. De posse do cristal, procede-se à sua limpeza e energização.

Dicas

  • Quando seu cristal quebrar em vários pedaços, junte esses pedaços e coloque num jardim ou vaso de plantas. Se acontecer apenas uma lasca ou pequena fratura, não dê importância, continue a usá-lo da mesma maneira. Muitas vezes as pedras se quebram ou desmancham, e quando isso acontece é porque receberam uma carga de energia que talvez estivesse dirigida a você, e se sacrificaram em seu benefício. Isto geralmente acontece com as Malaquitas e as Turmalinas Pretas.
  • Se um Cristal Biterminado se quebrar no meio quando você estiver na presença de outra pessoa, guarde uma das pontas e dê a outra a essa pessoa. Quando acontece este fato é porque o relacionamento entre os dois está necessitando de alguma clareza ou equilíbrio.
  • Considere seus cristais e suas pedras como extensões de seu próprio ser. Se tiver alguma dúvida a respeito de quanto tempo deixá-los numa limpeza ou energização, ou qual o melhor método para isso, pense no que seria bom para você e faça o mesmo com eles. Por exemplo, se você tiver mais afinidade com incensos orientais, estes serão os melhores para limpar as suas pedras. Se sua afinidade forem os incensos ligados ao Xamanismo, como sálvia, cedro e artemísia, o mesmo vale para suas pedras, e assim por diante.
  • Nunca coloque peixes ou plantas num aquário de pedras destinado a limpeza de ambientes, pois eles não sobreviverão. Se você tiver um aquário ornamental, com peixes e plantas, pode colocar alguns cristais para energizar os peixes e plantas, mas neste caso a intenção clara do aquário não é para limpeza de ambientes.
  • Quando fizer algum tipo de trabalho com as pedras para enviar energia de cura à distância, lembre-se sempre de pedir permissão, em meditação, ao Eu Superior da pessoa a quem quer enviar essa energia, para não desrespeitar o livre arbítrio da pessoa. Depois de pedir a permissão, você terá a sensação exata se deve ou não proceder com o trabalho.
  • Se tiver cachorros como animais de estimação, não coloque pequenas pontas de Cristal de Quartzo para eles, pois têm o hábito de comer as pedras, e se estas tiverem pontas, podem feri-los interiormente. Dê preferência, neste caso, a pequenas peças roladas, pois estas podem ser engolidas sem prejudicar os animais. Quanto a outros animais, como gatos, não precisa se preocupar, pois estes não comem as pedras.
  • Cristais e pedras preciosas podem e devem ser aplicados em conjunto com outras técnicas de utilização de energias, como Radiestesia e Radiônica, Reiki, Massagens, Cerimônias Xamânicas, etc.
  • Não se atenha a nenhuma regra se sua intuição determinar algo diferente, Os cristais e pedras ampliam a intuição e você deve confiar nela. Se achar que precisa aplicar uma pedra num chakra diferente do costumeiro, pode fazê-lo sem medo de errar.
  • Dê sempre preferência a pedras em seu estado bruto, ou simplesmente polidas ou roladas. Pedras lapidadas podem conter o que é chamado de energia de forma, que dá mais força à forma que à própria energia da pedra. Somente as lapidações curvas, como esferas, ovos ou cabochões, não prejudicam a força energética das pedras.
Aplicação e Uso dos Cristais  
Os cristais são usados basicamente para amplificar e equilibrar as energias da pessoa que os está utilizando. A forma mais prática para despertar as energias dos cristais é colocar na mente uma intenção clara e simples, enquanto os segura ou olha para eles. Com isto em mente, os diversos cristais e pedras podem ser utilizados para cura (física, emocional, mental, espiritual), proteção, equilíbrio, expansão, manifestação e meditação. Em alguns casos, podem ser colocados sobre partes específicas do corpo, principalmente sobre os chakras (ver tópico 2.1 para maiores detalhes).
Os principais usos dos cristais são: - Cristal Pessoal: Selecione um cristal de terminação única (ponta) para ser seu cristal pessoal, aquele que você carrega consigo todo o tempo, usa em meditações, coloca à noite sobre sua mesa de cabeceira ou embaixo do travesseiro e que seria como o seu amigo mais íntimo e confidente. Para carregá-lo use um saquinho de couro, algodão, seda ou veludo. - Cristais para Cura e Remédios: Selecione alguns cristais especificamente para este fim. Não use o seu cristal pessoal em outras pessoas, pois ele estará carregado com sua própria energia. Use os cristais de cura para equilibrar os chakras de uma outra pessoa, para aliviar dores ou energizar. Para isto, visualize luz branca e direcione a ponta do cristal para as partes do corpo da pessoa nas quais deseja trabalhar. Pode-se ainda fazer remédios (elixires) com os cristais e pedras preciosas, energizando a água com eles, colocando-os em vidros com óleos de massagem, cremes hidratantes, colírios, etc. Para energizar a água com cristais, proceda da seguinte maneira:
1. Limpe e energize a pedra a ser usada, de preferência pelo método da Selenita.
2. Lave bem, em água corrente, um recipiente de vidro incolor, liso e transparente, e coloque dentro dele água pura, de preferência destilada, ou água de fonte (pode-se usar água mineral sem gás engarrafada).
3. Coloque a pedra devidamente limpa e energizada no recipiente com água e deixe no sol para energizar durante um período mínimo de três horas, pela manhã. Proteja o recipiente com uma gaze para evitar a entrada de impurezas ou insetos.
4. Terminada a energização, tampe o recipiente com um pires e deixe-o sempre na temperatura ambiente (não coloque na geladeira).
5. Tome a água energizada, em pequenas doses, três a quatro vezes por dia.
6. Durante a preparação da água energizada, não esqueça de se envolver com luz branca e projetar essa mesma energia no recipiente com água, mentalizando sua força, a intenção clara e a ajuda de seus protetores e dos elementais responsáveis pela pedra.
7. Não energize a água com pedras e cristais de diferentes tipos. Separe um recipiente para cada tipo diferente de pedra.
Energização de Ambientes: Para purificação constante e energização de ambientes de trabalho, repouso, refeições, etc, o ideal é usar uma drusa de Cristal de Quartzo, num tamanho proporcional ao número de pessoas que frequentam o ambiente (para um consultório pequeno por onde passem inúmeros clientes por dia, usar uma drusa grande; para um quarto de dormir bem grande frequentado por uma ou duas pessoas, basta uma pequenina drusa). Outro procedimento ideal para purificação e energização de ambientes é fazer aquários com várias pedras de cores diferentes, que também servem como elemento decorativo. Neste caso, quando sentir que a água está grossa, mais escura ou carregada, troque-a e lave as pedras em água corrente, recolocando-as no aquário com a água nova. Use sua intuição para combinar as cores, mas é essencial que sempre haja um quartzo branco, que servirá como catalisador.
Uso com Plantas ou Animais: Para energizar plantas, coloque um cristal no vaso, enterrado junto à raiz da planta. Para animais domésticos, coloque um cristal onde o animal costuma dormir. NÃO USE ESSES CRISTAIS PARA OUTROS FINS.
Banhos: Quando tomar banho de imersão ou hidromassagem, coloque diversos cristais ou diferentes tipos de pedras na água. Isso terá efeitos magníficos. - Jóias, Amuletos, Presentes Amorosos: Os cristais gostam de ambientes limpos, iluminados e apreciam a presença de flores e incenso. A música suave reforça seu trabalho e sua energia. Se sentir necessidade, você pode preparar uma espécie de altar para seu cristal preferido, com flores, copos de água, velas, incenso e imagens de elementais (duendes, fadas, nereidas, gnomos, etc). - Meditações, Orações e Interiorizações: Os cristais são excelentes auxiliares em meditações. Para isso, basta segurar seu cristal pessoal, ou um cristal que você eleja ou programe somente para meditações, durante todo o tempo em que estiver meditando. Para este fim específico, a ametista é um cristal altamente energético. Quando for a reuniões de oração e meditação coletiva, leve sempre seu cristal de meditação ou cristal pessoal. Também em cursos e workshops, mesmo que o assunto não seja especificamente a respeito de cristais, você deve levar consigo pelo menos seu cristal pessoal. No caso de meditações em que você prefira estar deitado, a melhor posição para o cristal é no centro da testa, entre as sobrancelhas, com a ponta dirigida para o alto da cabeça. Antes de qualquer trabalho com cristais, procure limpar o ambiente acendendo um incenso e, se for agradável para você, coloque uma música suave.
É imprescindível mentalizar a luz branca cercando todo o seu corpo e invocar a ajuda de seus guias espirituais, anjos, mestres e protetores. Agindo assim, você estará seguro e protegido para a realização de qualquer trabalho espiritual. Lembre-se que os cristais agem como antenas, e sem a devida sintonia você pode estar sujeito a interferências indesejáveis.
 
Métodos de Limpeza
Para que a energia dos cristais possa estar em pura sintonia com a sua própria energia, é necessário que se faça, de vez em quando, uma limpeza energética, principalmente antes de seu primeiro contato com os cristais e quando eles forem usados para trabalhar com outras pessoas. Os métodos de limpeza energética mais utilizados são:
Águas naturais (cachoeiras, rios, lagos, mares): Consiste simplesmente em banhar os cristais em qualquer dessas águas, contanto que não estejam poluídas, pelo tempo que a sua intuição determinar.
Água com sal grosso: Coloque os cristais dentro de um recipiente contendo água e sal grosso. Deixe-os aí por algumas horas e, ao retirá-los, lave-os em água corrente para retirar o excesso de sal. Este método só é aconselhável para as pedras duras e transparentes; algumas pedras opacas, como a Malaquita e a Crisocola, não reagem bem com o sal, e podem perder o brilho e a cor.
Defumação: Acenda o incenso de sua preferência (sálvia, cedro, defumador. etc) e sopre bastante sobre seu cristal, defumando todas as suas faces e toda a sua área, pelo tempo que achar necessário.
Drusa (para limpeza de pedras pequenas): Coloque suas pedras sobre uma drusa (aglomerado) de Cristal de Quartzo incolor e deixe-as por bastante tempo, até achar que estão limpas e recarregadas. A drusa por si só, por conter várias pontas de cristal, é autolimpante e auto-energizante.
Sopro: Mentalize luz branca, ou violeta, e sopre sobre seu cristal, com a clara intenção de limpá-lo e de tirar dele toda energia negativa. Inspire luz branca e/ou violeta e expire pela boca sobre o cristal.
Chuva: Deixe seu cristal sob chuva forte. É um ótimo método de limpeza.
Selenita: O método mais prático, eficiente e rápido para limpar Energèticamente qualquer tipo de cristais ou pedras, é usar um bastão natural de Selenita (ou Gipsita). Para isto, coloque sobre uma superfície lisa, um bastão de Selenita e na frente deste um Cristal de Quartzo, cuja ponta deve estar direcionada para todas as pedras que estejam necessitando de limpeza (qualquer tamanho e quantidade). Deixe as pedras nessa posição por cerca de trinta segundos, e elas já estarão todas limpas e energizadas simultaneamente. Este tipo de limpeza serve também para qualquer objeto e para ambientes.
 
Energização e Programação 

Métodos de Energização

Depois de limpar os cristais, é aconselhável energizá-los, ou seja, “carregar as baterias”. Os métodos mais conhecidos são:
Sol: Deixe seu cristal, após ter sido lavado e limpo, diretamente na luz do Sol, de preferência na parte da manhã, até o meio-dia.
Lua: Se quiser energizar seu cristal com energia mais feminina, mais intuitiva, coloque-o diretamente exposto à luz do luar (Lua crescente ou cheia, de preferência).
Sol/Lua: Coloque seu cristal exposto à luz do luar, durante toda a noite, e depois à luz do Sol, até o meio-dia. É um tipo de energização bastante forte.
Terra: Como os cristais provêm da Terra, também se energizam em contato com a energia que vem do centro do planeta. Para isto, basta colocá-lo sobre o chão por um período mínimo de três horas. Não é necessário enterrar os cristais, basta deixá-los em contato com o solo.
Tempestade: Outra forma poderosa de energizar seu cristal é esperar a formação de uma tempestade, com bastante vento, chuva, raios e trovões, e colocá-lo exposto a essa energia.
Energização com as mãos: Coloque o cristal entre suas mãos e gire-o até esquentar, mentalizando passagem de energia de suas mãos para o cristal. Utilize também o método da respiração para recarregá-lo, inspirando luz branca e expirando esta luz carregada de força dentro do cristal.
Drusa: Da mesma forma que limpa, a drusa também pode reenergizar seu cristal. Apenas coloque-o sobre uma drusa por um tempo mínimo de três horas.
Selenita: Durante o processo de limpeza pela Selenita, os cristais e pedras já estarão sendo automaticamente energizados.
Programação
 
Normalmente, basta o uso da intenção clara para programar um cristal automaticamente. Contudo, para quem necessita de uma técnica para ter mais segurança, aconselhamos o seguinte procedimento:
1. Segure o cristal entre os dedos (mão direita) apontando-o para o terceiro olho (entre as sobrancelhas);
2. Diga mentalmente ao cristal qual é a sua função;
3. Reforce a programação do cristal durante sete dias, dizendo: “Este é o meu cristal para......”
4. Deixe que sua presença interior o guie, e ao utilizar seu cristal com amor e sabedoria você vai descobrir maravilhas. Programe seu cristal com um propósito claro, objetivo e simples. Para reprogramá-lo, limpe-o por um dos métodos já citados, e depois repita o procedimento acima com uma nova programação.
 
Por Antônio Duncan

Filtro dos Sonhos


Os videntes nativo–americanos ensinam que a Grande Aranha, teceu a Teia do Universo para relacionar todas as coisas. (Enquanto teço este texto, reflito que o mundo todo está ligado por uma "WEB" = teia em inglês). Para eles, a Aranha ao mesmo tempo é Avó e Criadora que cria novas energias dentro da existência. Ela tem a "Medicina da Criação". 
Num dos mitos da Criação, conta-se que no inicio do mundo só havia escuridão, os povos andavam às cegas, e viviam se colidindo, uns com os outros. A vovó aranha que trouxe o sol e o fogo aos índios e ensinou-lhes também a arte de fazer a cerâmica.
Conta uma velha lenda dos nativos norte-americanos, que um velho índio ao fazer uma Busca da Visão no topo de uma montanha, lhe apareceu IKTOMI, a aranha, e comunicou-se em linguagem sagrada. A Aranha pegou um aro de cipó e começou a tecer uma teia com cabelo de cavalo e as oferendas recebidas
Enquanto tecia, o espírito da Aranha falou sobre os ciclos da vida, do nascimento á morte e das boas e más forças que atuam sobre nós em cada uma dessas fases. Ela dizia :
"Se você trabalhar com forças boas, será guiado na direção certa e entrará em harmonia com a natureza. Do contrário, irá para direção que causará dor e infortúnios".
No final a Aranha devolveu ao velho índio o aro de cipó com uma teia no centro dizendo-lhe:
"No centro está a teia que representa o ciclo da vida. Use-a para ajudar seu povo a alcançar seus objetivos, fazendo bom uso de suas idéias, sonhos e visões. Eles vem de um lugar chamado Espírito do Mundo que se ocupa do ar da noite com sonhos bons e ruins. A teia quando pendurada se move livremente e consegue pegar sonhos, quando eles ainda estão no ar. Os bons sonhos sabem o caminho e deslizam suavemente pelas penas até alcançar quem está dormindo. Já os ruins ficam presos no círculo até o nascer do sol, e desaparecem com a primeira luz do novo dia"
Esse círculo é conhecido como "dreamcatcher" (apanhador de sonhos). Aqui no Brasil é chamado de Filtro dos Sonhos ou Coletor de Sonhos.
Trata-se de um instrumento de poder para assegurar bons sonhos para aqueles que dormem debaixo dele, e também para trazer visões.
Geralmente são colocados onde a luz bate pela manhã, em frente a janela. Os nativos nos ensinam que os sonhos passam pelo furo no centro e os maus sonhos ficam presos na teia e se dissipam à luz do amanhecer.
Você poderá colocá-lo no seu quarto, escritório, ou até no berço ou carrinho do bebê. Os nativos ensinam que os bebês ao verem a pena balançar com o vento, se entretêm e aprendem a importância do ar. Ele é feito na forma de um círculo, tradicionalmente com galhos de Salgueiro. É feita uma rede na forma de uma teia de aranha com uma abertura ao centro. Tem muitas lendas de origem, de acordo com cada tribo e também diferentes formas de tecer.
É uma mandala. Segundo Jung, a mandala se encontra na própria alma humana, aparecendo nos sonhos e em diversas imagens criadas pelo nosso inconsciente. O Circulo
Representa, o Círculo da Vida. As rodas, ou círculos, representam a totalidade. O círculo é o símbolo do Sol, do Céu e da Eternidade. No simbolismo ancestral o círculo é o símbolo do espaço infinito, sem começo e sem fim.Qualquer que seja a representação simbólica em qualquer era e em qualquer cultura, um Círculo de Poder, serve como um espelho, onde podemos ver o reflexo do Universo e o Grande Tudo, que contém a totalidade, trabalhando para o entendimento dos mistérios da vida, do cosmos, e das leis naturais. A Teia e a Pena
 
Os fios da teia, que são ligados ao círculo, podem ser tecidos em 7 pontos (7 profecias) 8 pontos (8 pernas da aranha = oito direções sagradas ), 13 pontos (13 Luas), variando de acordo com cada tradição e intenção.
Pode ser colocada uma pena no centro, simbolizando a respiração, o elemento ar, e em alguns são colocados uma pedra/cristal. Tudo o que é colocado possui um significado.O Centro da Teia
Corresponde ao Grande Mistério, o Criador, a Força que abrange o Universo inteiro.
Coloque seu filtro de forma ritualística. Isso é o que diferencia um adorno de um instrumento de poder. Purifique antes o ambiente, o próprio filtro, e coloque sua intenção. Faça sua própria cerimônia. Peça proteção para o lar, família, pensamentos.
Atualmente muitas lojas vendem filtro dos sonhos, alguns industrializados com penas coloridas, espelhinhos. Particularmente, prefiro algo mais tradicional, mais rústico, feito artesanalmente com cipós colhidos, com preces e orações. Você poderá comprar em lojas ou aprender a fazer numa oficina de confecção (acho mais interessante !)
No xamanismo evoca-se a essência espiritual da aranha para compreender melhor a "teia da vida", para evocar a criatividade e a imaginação. Inspira a visão e o poder para trazer nossos sonhos até a realidade. Para se obter independência e coragem, para rompermos com armadilhas que criamos, sejam emocionais ou espirituais. Para rompermos a teia da ilusão, construirmos novos sonhos, para sonharmos mais, para tecermos nossa própria vida.
Bons Sonhos !
 
Fonte: Xamanismo.com.br

segunda-feira, 11 de março de 2013

O Animal de Poder ou Animal Guardião


 
Os Animais de Poder
 
Desde a antiguidade, segundo registros, existem rituais onde os homens e animais se faziam presentes. Hoje os encontramos em nosso dia a dia na astrologia, na alquimia, nas cartas de tarô entre outros. Existem algumas maneiras de se descobrir o animal que está presente em nosso interior, seja através de ritual, concentração ou mesmo da intuição. Conhecido como Animal de Poder, Espírito Protetor, Totem ou Animal Guardião, estão mais próximos da Fonte Divina. Quando tomamos a consciência de sua existência, fortificamos os poderes que estão escondidos em nosso interior, pois há um aumento de nossa resistência a doenças e de nossa auto-confiança. Cada animal traz uma essência espiritual e, através dela, cada um com seu próprio modo ou estilo de vida, com sua própria medicina, nos leva a crescer e transmite-nos a sua sabedoria.

Os animais estão mais próximos do que nós da Fonte Divina por serem míticos, oníricos. Ao compartilharmos de sua consciência animal transcendemos o tempo e o espaço, as leis de causa e efeito. A relação entre homem e animal é puramente espiritual, pois nosso instinto animal é mais forte e menos racional por serem manifestações dos poderes arquétipos do ser humano. Fortificam o vigor físico e mental, aumentando a disposição e o conhecimento, auxiliando ainda no diagnóstico de doenças e na realização de desafios.

Existem rituais, auxiliados pelo tambor que auxiliam na conecção com o animal, onde também são realizadas as Danças do Animal, que é uma forma de invocação. Cada animal possui uma essência, e assim cada um possui sua própria medicina e sabedoria. Relaciono abaixo alguns dos animais (incluindo os místicos) com seus significados:

Águia - Iluminação, a visão interior, invocada para poderes xamânicos, coragem, elevação do espírito a grandes alturas;
Aranha - Criatividade, a teia da vida, manifestação da magia de tecer nossos sonhos;
Abelha - Comunicação, trabalho árduo com harmonia, néctar da vida, organização.
Alce - Resistência, auto-confiança, competição, abundância, responsabilidade.
Antílope - Cautela, silêncio, consciência mística através da meditação, calma, ação.
Baleia - Registros da Mãe Terra, sons que equilibram o corpo emocional, origens;
Beija-flor - Mensageiro da cura, amor romântico, claridade, graça, sorte, suavidade;
Borboleta - Auto-transformação, clareza mental, novas etapas, liberdade;
Búfalo - Sabedoria ancestral, esperança, espiritualidade, preces, paz, tolerância;
Cabra/cabrito - Determinação para ir ao topo, nutrição, brincadeiras.
Camelo - Conservação, resistência, tolerância.
Canguru - Proteção maternal, coragem para seguir em frente nas fraquezas.
Castor - Novos canais de pensamentos, construção, segurança, conforto, paciência.
Cisne - Graça, fidelidade, ritmo do Universos, ver o futuro, poderes intuitivos, fé.
Coiote - Malicia, artifício, criança interior, adaptabilidade, confiança, humor.
Coelho - Fertilidade, medo, abundância, crescimento, agilidade, prosperidade.
Condor - Idem a águia, é um dos filhos do Sol no Peru, representa o Mundo Superior.
Coruja - Habilidades ocultas, ver na escuridão, a vigília, a sombra, sabedoria antiga.
Corvo - Guardião da magia, mistério, predições, mensageiro, dualidade, assistência.
Cavalo - Poder interior, liberdade de espírito, viagem xamânica, força ,clarividência;
Cachorro - Lealdade, habilidade para amar incondicionalmente, estar a serviço;
Cobra - Transmutação, cura, regeneração, sabedoria, psiquismo, sensualidade;
Coiote - Malícia, artifício, criança interior, adaptabilidade, confiança, humor.;
Coruja - Habilidades ocultas, ver na escuridão, a vigília, a sombra, sabedoria antiga;
Doninha - Poderes ocultos, vivencia, poder de esconder, observações, segredos.
Elefante - Longevidade, inteligência, memória ancestral, ancestrais enterrados.
Esquilo - Divertimento, planos futuros, reunião, observar o óbvio.
Esturjão - Determinação, sexualidade, consistência, profundidade, ensinamento.
Falcão - Precisão, mensageiro, olhar a volta, abertura a distância, oportunidades.
Formiga - Comunidade perfeita, paciência, trabalho duro, força, resistência, agressividade.
Gaivota - Voar através da vida com calma e esforço para alcançar objetivos.
Gambá - Campo de proteção, reputação, repelir quem não o respeita, respeito.
Gato - mistérios, poderes mágicos, sensualidade, independência, visões místicas, limpeza.
Galo - Sexualidade, fertilidade, oferendas, cerimônias, altivez.
Girafa - Calma, inspiração para se atingir grandes alturas, suavidade, doçura.
Golfinho - Pureza, iluminação do ser, sabedoria, paz, amor, harmonia, comunicação.
Gorila - Sabedoria, inteligência, adaptabilidade, guardião da terra, habilidade.
Guaxinim - Bom humor, limpeza, sobrevivência, tenacidade, inteligência, folia.
Hipopótamo - Desenvolvimento psíquico, intuição, ligação água-terra, aterramento.
Jacaré - Instinto de sobrevivência, o inconsciente profundo, o caos que precede a criação.
Jaguar - A busca em águas da consciência, mensageiro, interação mente e alma.
Javali - Comunicação entre pares, expressividade, inteligência.
Lagarto - Otimismo, adaptabilidade, regeneração, sonhos, renovação, transformação.
Leão - Poder, força, majestade, prosperidade, nobreza, coragem, saúde, liderança, segurança, auto-confiança.
Leopardo - Conhecimento do subconsciente, compreender aspectos sombrios, rapidez.
Lince - Segredos, conhecimento oculto, tradição, ouvir para o crescimento.
Libélula - Ilusão, ventos da mudança, comunicação com o mundo elemental.
Lobo - Amor, relacionamentos saldáveis, fidelidade, generosidade, ensinamento.
Macaco - Inteligência, bom humor, alegria, agilidade, perícia, irreverência, amizade.
Minhoca - Regeneração, resistência, auto-cura, transformação.
Morcego - Renascimento, iniciação, reencarnação, habilidades mágicas.
Onça - Espreita, proteção de espaço, silencio, observação. Precisão.
Pantera - Mistério, sensualidade, sexualidade, beleza, sedução, força, flexibilidade.
Pato - Desenvolvimento de energia maternal, fidelidade, nutrição energética.
Peru - Dar e receber, transcendência, dádivas, celebração.
Porco-Espinho - Fé, confiança, inocência, inspiração para realizações, dentro da essência.
Puma - Força, mistério, silêncio, sobrevivência, velocidade, graça, liderança, coragem.
Pica-Pau - Regeneração, limpeza, comunicação, proteção, unido aos Espíritos do trovão.
Pingüim - Viver em comunidade, fidelidade, lealdade nos romances.
Pombo - No cristianismo simboliza o Espírito Santo, paz, comunicação, mensagem.
Raposa - Habilidade, esperteza, camuflagem, observação, integração, astúcia.
Rato - versatilidade, alerta, introspecção, percepção, satisfação, aceitação.
Salmão - Força, perseverança, nadar contra a maré, determinação, coragem.
Sapo - Evolução, limpeza, transformação, mistérios, humor, ligado a chuva.
Tartaruga - Estabilidade, organização, longevidade, paciência, resistência, proteção, experiência, sabedoria, Mãe-Terra.
Tatu - Limites, doas dá a armadura, limites emocionais, protege a saúde.
Texugo - Agressividade, coragem, formar, alianças, persistência, agir em crise.
Tigre - Aproximação lenta, preparação cuidadosa, aproveitar oportunidades.
Touro - fertilidade, sexualidade, poder, liderança, proteção, potencia.
Urso - Introspecção, intuição, cura, consciência, ensinamentos, curiosidade.
Vaga-Lume - Iluminação, entendimento, força de vida, luz e escuridão, maravilhas.
Veado - Delicadeza, sensitividade, graça, alerta, adaptabilidade, coração/espírito, gentileza.

Animais Místicos

Cavalo Alado - Elevação, transmutação, beleza, viagem astral,aventuras, mistério, fascínio.
Centauro - Instinto animal, ligação homem-animal, anarquia, sexualidade, fertilidade, cura.
Dragão - Potência e força viril, proteção Kundalini, calor, mensageiro da felicidade, senhor da chuva, fecundação, força vital.
Elefante Branco - Força, bondade, escolha de caminhos, ligações extraterrestres, mistério.
Fênix - Renascimento, fascínio, animal do Sol, imortalidade da alma, elevação, purificação.
Sátiro - Libertinagem, divertimento, impulso sexual, instintos, fantasias sexuais.
Unicórnio - Rapidez, mansidão, pureza, salvação, espiritualidade, inofensivo.
 
Descobrindo seu Animal Totem

A primeira coisa que você deve ter em mente é que o animal guardião não é um símbolo de status ou glamour que você possa usar para dar pinta por aí. Não é você quem escolhe seu animal. É ele quem escolhe você. Em geral, seu animal totem já está em sua vida e você nem notou. Quando realizamos um ritual para despertar o animal guardião, ele aparece claramente para nós, mesmo que tenhamos outro animal em mente. Eu acreditava que meu animal era a águia e me surpreendi ao receber um lobo durante o ritual. Com o tempo, percebi que o lobo sempre esteve presente em minha vida, de formas práticas e mágicas e nunca me dei conta disso e muito menos dei bola para o coitadinho. Você só tem um animal guardião, mas pode trabalhar com outros animais. Na verdade, uma tríade de animais nos acompanha, tal qual na Astrologia Chinesa (poderemos falar dela futuramente). Mas não confunda. O animal guardião é um espírito animal que o acompanha. O animal da astrologia chinesa é um arquétipo, uma versão oriental da nossa astrologia e é um excelente instrumento para autoconhecimento e previsões, mas não é um espírito que te acompanha, é mais um jeito fácil de aprender sobre você mesmo e os outros e compreender as influências cósmicas sobre o homem, entendeu? Por enquanto, para sua cabeça não dar nó, vamos nos ater ao animal guardião. É ele quem vai atendê-lo quando precisar. Quando tiver feito contato com este animal, as portas se abrirão para que você faça contato com os outros. Com o tempo, você poderá comandar outros animais, de acordo com a afinidade e treinamento, é claro. Esses outros animais poderão realizar tarefas específicas, em rituais. Não se iluda. Não é fácil chegar nesse nível e, sinceramente, você nem deve esperar alcançá-lo em pouco tempo. É preciso ter muito treino e muita ligação com a natureza para comandar mais de um animal. O animal totem será sempre um animal silvestre. Se você ver no ritual de despertar um animal doméstico, significa que ainda precisa se conectar mais para trazer seu animal verdadeiro. O animal doméstico é na verdade, uma ponte para seu animal verdadeiro. Se você viu um gato, por exemplo, seu animal totem der ser um felino de grande porte, como um tigre, um jaguar ou uma pantera. Se você viu um cão, seu animal totem deve ser um lobo ou um coité. Talvez até uma raposa. Se isso acontecer com você não entre em pânico. É um aviso apenas para se soltar mais, pois anda tão travado que não consegue liberar seu lado selvagem. Despertar seu animal é dar as mãos para a natureza, é pular na cachoeira, correr pela floresta, saltar da montanha e acreditar que vai sobreviver porque a natureza faz parte de você e você faz parte dela. É um pacto, um comprometimento que pouca gente tá disposta a fazer. Aliás, parece que o grande medo das pessoas nos dias de hoje é se comprometer com alguma coisa, qualquer coisa!
Bem... agora é hora de por a mão na massa. Nesse momento vamos falar do método, ritual, de despertar ou conectar com seu animal guardião. São muitos os rituais, vou descrever aqui um para que você inicie com tranqüilidade.
Ritual de Despertar com o Espelho
 
  • Você vai precisar de:
  • Um espelho e uma vela branca.
Esse é um exercício simples de visualização do animal guardião. Se você já possui um espelho mágico (um espelho usado apenas para fins de mágicos), ótimo, mas se não tem, pode usar um espelho simples, mas dê uma boa limpeza nele antes. Use um pano embebido em álcool e depois passe água (a qual você deve purificar com uma simples imposição de mãos). Depois disso, junte seus dedos de júpiter e saturno da mão dominante (dedos indicador e maior de todos da mão com a qual você escreve), e desenhe um pentagrama lentamente, dizendo: “espelho sagrado, porta para outros mundos. Eu te consagro e te ordeno que só fales a verdade.”
Se não for realizar o ritual do animal totem nesse momento, cubra-o com um pano preto e não deixe ninguém usá-lo até que chegue o momento do ritual. O ritual pode se dar em qualquer momento, mas as energias da noite são sempre mais tranqüilas. Se você for do tipo madrugador, pode fazer isso nas primeiras horas da manhã. A melhor Lua é a cheia, que confere poder a todos os magos e magas e aos iniciantes do xamanismo, mas se não puder, realize-o em qualquer Lua, menos na minguante, que é mais difícil de trabalhar. Sente-se diante do espelho e deixe o local na penumbra. Tenha certeza que ninguém vá chamá-lo ou interromper neste período de tempo. Só dura alguns minutos. Em silêncio, respire profundamente sete vezes, ou até relaxar. Acenda a vela diante de você. A vela deve estar em um pires ou castiçal, para que a cera não derrame em sua mão, evitando assim que você perca a concentração. Depois de respirar profundamente, erga a vela até a altura do seu chakra do terceiro olho (fica entre seus olhos). Não olhe para a chama. Olhe para o espelho. No sentido horário, circule a vela diante do seu rosto, sempre com os olhos fixos no espelho retorne a chama para o terceiro olho e fixe a visão no espelho. Repita a operação até que possa ver alguma coisa. Quando tiver terminado, diga: “agradeço às entidades que atenderam meu chamado e ao meu animal totem. Em nome dos Deuses, encerro este ritual e fecho este local.” Bata palmas três vezes, devagar e diga: “esta operação está encerrada, a cortina foi fechada.” Boa trajetória e conexão com seu animal guardião. Se não fizer contato na primeira vez, continue tentando, é com a constância que irá descobrir.

COZINHA DE BRUXA

 

 
A BRUXA DE COZINHA

Uma Bruxa de cozinha é baseada na magia dos antigos caminhos. Normalmente, uma praticante solitária, a bruxa de cozinha encontra o sagrado em todas as tarefas do dia. A magia não se limita apenas à cozinha, que é um ofício do lar, a natureza e o selvagem, jardinagem e artesanato. Existem inúmeras formas de "bruxaria" natural, o mais comumente referida é a bruxa de cozinha. Ela faz em casa feitiçaria, bruxaria verde, bruxaria no jardim - todos seguem caminhos semelhantes que tecem juntos a magia da natureza. Bruxaria de cozinha é algo único, porém, na medida em que torna a mais monótona das tarefas em um ato sagrado. Devoção à presença da Deusa é demonstrada através de tarefas comuns. Este é um caminho da Deusa que verdadeiramente encontra a Deusa em toda parte. Há quem possa olhar para baixo sobre o Caminho da bruxa de cozinha, porque ela não pratica formalmente ou cria rituais estruturados para trabalhar sua "simples magia". Mas isto é bruxaria em sua forma mais natural, remontando às mulheres sábias do tempo das fogueiras, que mantiveram seus remédios de ervas e da magia, tornando sutil e discreta, por medo de represálias. Trabalhar com a natureza para fazer mágica na cozinha, jardim e casa se conecta com um poder antigo primordial que é inerente a todos nós. Em primeiro lugar, você certamente encontrará bruxas cozinha mais em casa em sua cozinha. Cozinhar já foi considerado um ato sagrado - e com razão, pois não só é um alimento essencial para a sobrevivência, mas pode também alimentar, curar e aliviar.

A cozinha é o lugar perfeito para praticar até um pouco de magia - fazendo a cada receita em um ato de amor e intenção, o alimento preparado é provável que seja muito mais delicioso do que se foi lançada em conjunto com um pensamento. As bruxas de cozinha fazem suas cozinhas mais mágicas ao transformá-las em um espaço sagrado. A área é mantida limpa (utilizando produtos naturais, é claro), e um altar de cozinha. Este altar pode ser grande ou pequeno, dependendo do tamanho da cozinha, mas mesmo uma pequena prateleira pode abrigar um santuário para a Deusa. Algumas ervas frescas, uma estátua da deusa, e os objetos de significado contribuem para tornar-se um santuário da cozinha. Utensílios e aparelhos estão todos à mão, e abençoados para garantir sucesso de cozimento. Quanto ao ato de cozinhar em si, é realizado com amor e significado. Os ingredientes utilizados são frescos, na época, orgânicos sempre que possível, e muitos vem de jardim da bruxa cozinha.

Cozinha mágica pode assumir muitas formas, mas as três mais comuns são magicamente cozinhar com a intenção de criar um alimento saudável, abençoando a refeição, utilizando alimentos em um feitiço ou ritual, ou uma combinação dos dois, onde um feitiço pode ser fabricado para cima, enquanto fazendo a refeição. A bruxa de cozinha também gasta muito tempo no seu jardim. Legumes, frutas e ervas são cultivadas sazonalmente, para cozinhar e fazer magia. Pode muito bem haver algumas árvores sagradas em que meditar ou fazer o ritual, ou mesmo comunhão com os espíritos da natureza do jardim. Jardinagem mantém a bruxa de cozinha perto da natureza, e sintoniza-la a mudar de acordo com as luas e as estações. Haverá, provavelmente, a maioria das plantas cultivadas para fins medicinais, bem como culinária, a bruxa de cozinha não é diferente da mulher que sabe sobre ervas. Ela saberá como usar ervas na cura e tônicos de fortalecimento, como inventar um delicioso chá ou creme de beleza. Ela pode até ser conhecida localmente como uma curandeira. A cozinha não é o único lugar na casa que a bruxa de cozinha foca sua concentração. Ela vai usar seus truques criativos para fazer a luz das tarefas domésticas, mantendo a casa limpa e arrumada, limpando com produtos naturais e colocando alegria e amor em seu trabalho. Cada ato,como o de limpar o chão, é visto como sagrado, por que cada ato tem seu lugar e significado. Manter a casa limpa honra a Deusa, e cria um santuário agradável para se viver. Fadas também gostam de uma casa limpa e organizada, e têm mais probabilidades de vir visitar se elas pensam que a habitante é muito trabalhadora e orgulhosa de sua casa. Bruxaria de cozinha envolve também cuidar do meio ambiente, vivendo em uma maneira ecológica. Reciclagem, compostagem e utilização de produtos que são do tipo da Terra são uma segunda natureza para a bruxa de cozinha. Ela vai homenagear a Terra por cuidar de suas plantas e criaturas, compartilhando suas safras com a vida selvagem do jardim e pássaros. As formas tradicionais também encontram o seu caminho na vida da bruxa de cozinha na forma de artes e ofícios. Talentos, como o de fazer arranjos e costurar, para fazer decorações sazonais e materiais domésticos, tais como cortinas e colchas, para manter vivas as antigas tradições, por exemplo, tecelagem e de trabalho de um tear. A bruxa de cozinha também pode ir ao ar livre, para a arte de recolher generosidade da natureza do seu meio natural e usá-lo para cozinhar, no artesanato e criar.

Como por magia, a bruxa da cozinha conhece muitas magias, encantos ou remédios para a cura, proteção, abundância, equilíbrio, saúde, boa colheita, harmonia e outras necessidades de valor. Ao contrário de muitas formas tradicionais de bruxaria, tais como Wicca, as práticas da bruxa de cozinha informais, sem regras complexas ou rituais. O athame e outras ferramentas de ritual é provável que sejam encontradas aqui, apesar de a bruxa de cozinha admitir que possui um avental mágico ...

A casa da bruxa de cozinha também é o lugar perfeito para outras formas de magia, como adivinhação (com folhas de chá, por exemplo), a magia do tempo, a magia de velas, feitiços de fita e assim por diante. A bruxa de cozinha pode estudar conhecimentos específicos, tais como a sabedoria do tempo, augúrio ou herbalismo, de acordo com interesses. Como referido acima, o caminho da bruxa de cozinha é um caminho da Deusa. Há muitas deusas com quem bruxas de cozinha podem se identificar, e a maioria irá trabalhar com várias, englobando sua deusa dedicada , e aqueles que forem chamados para necessidades específicas. Os mais famosos incluem Héstia, deusa grega do lar, e sua contraparte romana, Vesta. Deusas da colheita, do milho, grãos, terra, céu, fogo, criatividade, artesanato e outras representações semelhantes, são todos relevantes para o caminho da magia da cozinha.

A maneira de a bruxa de cozinha viver serve aqueles que procuram um caminho de feitiçaria solitária, que querem se sentir satisfeitas no lar e na horta. A paixão pela natureza e sua colheita abundante é essencial, assim como a habilidade de usar a criatividade para fazer a magia do cotidiano. Ser uma bruxa de cozinha significa tornar-se consciente de como suas ações se conectam ao mundo circundante, e ao Divino. Honrando as antigas maneiras de cozinhar, curar, cuidar do lar, crescendo e criando, a bruxa de cozinha, não só celebra a Deusa, mas o feminino dentro de si também.

Fonte:Gato Místico