quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Flores para seu Jardim Mágico



" Se você desejar ter um canto do seu jardim especialmente mágico, plante nele uma flor extraordinária chamada selo-de-salomão, que tem flores brancas que parecem cera. Plante também a íris, ou flor-de-lis, a "flor da luz", símbolo da inspiração; e, se conseguir, plante a verbena verdadeira (verbena officinalis) e a arruda ou "erva da graça". Essas duas últimas são as favoritas das bruxas italianas...Não será possível ter um jardim mágico a menos que você tenha algumas plantas da Deusa da lua, a senhora da magia. A maioria das plantas que têm flores totalmente brancas é regida pela Lua, especialmente aquelas que exalam seu perfume ao anoitecer." - Doreen Valiente, Natural Magic


Verbena Verdadeira
A verbena é uma herbácea que forma um arbusto que pode chegar de 60 a 90 cm de altura, e que floresce no verão. É muito utilizada por diversas funções, e muito conhecida através das essências e varetas de incensos. Nas práticas mágicas é associada a Vênus e ao elemento Água. Muito usada pra praticas com finalidades de amor, abundancia e concórdia. Diz-se que em Roma antiga ela era sagrada e que trazia bom presságio. Muito usada para decoração de espaços sagrados ou que fossem usados pra festividades. Muito usada também para purificação de pessoas como de casas e de altares. As coroas eram entrançadas com as verbenas floridas. Outras culturas que utilizavam muito eram os Celtas e os Germânicos.

Arruda
Considerada uma planta muito poderosa e mágica e usada em diversas finalidades, desde para o amor como pra proteção, descarrego. Um costume antigo na Grécia era das mulheres usar um raminho da arruda na orelha pra afastar energias negativas. Usada também próximo aos muros das casas, pois acreditava-se que ao exalar seu perfume afastava energias e coisas ruins.

Iris
A flor-de-lis é simbolo de poder e soberania, assim como de pureza de corpo e alma. Um simbolo usado em praticas para reconciliação. Muito associada a Deusa Iris. No egito era cultuada nos templos de Karnak.  E no Japão é conhecida como Ayame. Na França, era o simbolo de Luiz VII, de onde supostamente venha seu nome: Fleur de Loius ou Fler-de-lis.

Selo-de-Salomão
Associada ao Rei Salomão, que diz a lenda que adquiriu seu simbolo depois que descobriu as propriedades medicinais desta planta. Descobriu seu "poder". Ela é usada em rituais da roda dos Sabbats neo pagãos.. para confeccionar as guirlandas e coroas de flores.Muito usada também para proteção e exorcismo.

Fonte: Caminhando com Lobos

Ritual para Limpeza do Lar



Melhor dia: sábado ou quarta-feira 
Melhor lua: Minguante

Você vai precisar de: 
Seu Athame; 
Seu sino; 
1 vela preta; 
Incenso de cravo-da-índia; 
Arruda Seca; 
Casca de alho seca; 
Alecrim do Campo seco; 
Um turíbulo; 
Carvão em brasa; 
1 vasilha com água e sal; 
Sal.

Trace o círculo como de costume, após ter feito uma limpeza astral no ambiente e estenda-o ao redor dos limites da casa. Purifique-se com os elementos, passando cada um por seu corpo enquanto diz:

Com o sal: 
“Meus ossos, meu corpo, como a terra sejam 
Tapete de folhas moldura natural 
Nossa cama seja! 
Pela terra que é seu corpo, 
Poderes do norte enviem-me sua força.” 

Com o incenso: 
“Ar, meu fôlego, brisa da manhã, 
Garanhão da estrela do amanhecer, 
Pelo ar que é seu fôlego, 
Poderes do leste enviem-me sua luz.”

Com a vela: 
“Acenda meu coração, queime brilhante! 
Meu olhar nada perde. 
As chamas cantam, aqueça-me! 
Pelo fogo que é seu espírito, 
Poderes do sul, enviem-me sua chama e coragem.

Com a água: 
“Irrigue meu corpo, meu sangue, 
Lave-me, refresque-me. 
Pela água do seu útero vivo, 
Poderes do oeste, envie-me seu fluxo e amor.”

Em frente ao seu altar, eleve as mãos ao céu e diga: 
“Deusa Suprema, portadora de luz, 
Senhor de tudo, 
Ouçam o meu chamado. 
Auxiliem-me agora a dissipar todas as más energias presentes nesta casa. 
Peço-lhes que todas as energias negativas sejam banida deste local. 
Que assim seja e que assim se faça!”

Toque o sino 3 vezes em seguida, pegue seu turíbulo, com o carvão em brasa e sobre ele coloque as ervas secas, passe essa fumigação pela casa toda, dizendo em cada cômodo: 

“Pelos poderes do sol, da lua e das estrelas, que essa fumaça afaste todas as energias maléficas e negativas. Criaturas indesejadas, em nome da Deusa, criadora de tudo e de todos, e de seu filho e consorte o Deus, eu expulso todas as impurezas deste lar. Criaturas indesejadas: 
Saiam agora ou lancem-se na escuridão. 
Saiam agora, ou ardam nas chamas! 
Saiam agora, ou lancem-se nas profundezas do mar! 
Saiam agora, ou sejam arrastados pelo redemoinho! 
Saiam, abandonem este local! 
Que este ambiente seja purificado, para que aqui reinem apenas as boas vibrações e o sucesso! 
Que todos que aqui residem, também sejam purificados e abençoados.”

Leve o turíbulo para fora de casa e deixe-o lá. 
Acenda em cada um dos cômodos um incenso de cravo-da-índia.

Volte-se para o norte, eleve o pires com sal e diga:
“Purifico este local com sal para que as energias positivas, o amor, a saúde, o sucesso e o dinheiro possam entrar.” 

Salpique um pouco de sal no cômodo. Faça isso em todos os cômodos da casa. Leve o sal para fora de casa e deixe-o lá.

Volte-se ao leste, erga o incenso fumegante e diga:
“Purifico este local com este aroma sagrado, para que as energias positivas, o amor, a saúde, o sucesso e o dinheiro possam entrar.”

Passe-o sobre o ambiente. Faça isso em todos os cômodos da casa. Leve o incenso para fora de casa e deixe-o lá.
Volte-se ao sul, eleve a vela acesa e diga: 
“Purifico este local com o fogo, para que as energias positivas, o amor, a saúde, o sucesso e o dinheiro possam entrar.” 

Faça isso em todos os cômodos da casa. Leve a vela para fora de casa e deixe-a queimando lá.

Volte-se ao Oeste, eleve a vasilha com água e diga:
“Purifico este local com a água, para que as energias positivas, o amor, a saúde, o sucesso e o dinheiro possam entrar.”
Respingue um pouco de água no cômodo. Faça isso em todos os cômodos da casa. Leve a água para fora de casa e deixe-a lá.

Volte ao seu altar, eleve as mãos ao céu e diga:
“Pelos poderes da Deusa e do Deus, consagrei e purifiquei este local. Toda a energia negativa foi banida e transformada. Agora somente o bem pode entrar neste lar.”

Trace um pentagrama invocante em cada janela e porta da residência, selando-a, enquanto diz:
“Somente o bem pode entrar aqui. Traço esse pentagrama e crio uma barreira para que o mal seja barrado. Esta porta/janela está selada. Que assim seja e que assim se faça!”

Agradeça aos Deuses e aos elementos por terem estado presente e desfaça o círculo.
Tudo o que foi deixado do lado de fora da casa, deverá ser jogado fora, sem retornar para dentro.

Fonte: Kendra Moon

Eu Acredito em Bruxas...




Yo creo en las brujas, por qué las hay, si, las hay...

Eu acredito em bruxas, bem como em fadas, gnomos e outras coisas do mundo da fantasia, um pouco por que a vida fica mais divertida com uma pitada de ludismo e outro pouco por que não consigo (nem tampouco pretendo) explicar nem entender todas as coisas do mundo sem um pouco do brilho da ‘fé’, ou da magia que a vida tem. Além disso, acredito fortemente que todos nós, podemos desenvolver nosso lado BRUXO. Infelizmente algumas pessoas cultivam o lado ‘negro’ da bruxaria e mesmo sem nariz ponteagudo, verruga peluda e vassoura, espalham sentimentos de raiva, inveja e rancor para aqueles que estão ao seu redor, pessoas pesadas, todo mundo conhece uma. Entretanto existem outros tipos de bruxas(os), diferentes dessas que a gente sente até arrepio quando chega perto.

Ser ou se tornar BRUXA (o), não é uma questão de sorte ou azar, mas uma questão de escolha: COMO VOCÊ ESCOLHE PARTICIPAR DA SUA VIDA?

A maior característica das bruxas(os) é seu poder de transformação, BRUXAS (os) fazem uso da ‘magia’ para realizarem seus desejos e para conquistarem seus objetivos.

EU ACREDITO QUE ESSA MÁGIA FAZ PARTE DE NÓS, mas não a magia das poções ou das varinhas mágicas, mas a magia que mora nas palavras que usamos, nos olhares que oferecemos, no modo com que nos relacionamos, na força que possuímos principalmente para transformar a energia que recebemos em algo útil e prazeiroso. A verdadeira magia está nas nossas ATITUDES.

Onde está a BRUXA(o) que vive em você? Aquela que REALIZA, que se ESFORÇA, que se DEDICA, que SUPERA e que tem PODER suficiente para TRANSFORMAR a VIDA e fazer ACONTECER ?

Bruxas e Bruxos de verdade só tem poderes mágicos por que não vivem com a cabeça na ilusão, eles vivem com os dois pés na realidade e conseguem através da sabedoria se conectar com intensidade na vida… com aquilo que ela tem de melhor e de pior – e através da participação se transformam, lutam contra os monstros que aparecem (e eles também existem, ah! Como existem! )

Mas… é preciso acreditar, acreditar que existe força, que é possível, que somos resistentes e possuidores de poderes que estão em nossas mãos. Não, a luta não é fácil, não será e nunca, nunca foi, às vezes os monstros são terríveis, mas sim é possível vencê-los… . A mágica está na sua PARTICIPAÇÃO (repito!) é essa a grande arma, a grande mágica da vitória.

O segredo nunca foi tão óbvio…

 Bruxas (os) vêem o passado como referência, o presente como luz, o futuro como meta e os monstros como parte do caminho!
Viver da melhor forma possível deve ser a grande razão da nossa existência, muitas vezes é preciso ser Bruxa(o) para que isto aconteça! Solte a BRUXA(o) que existe em você !

por Alda Marmo

Lilith, a Deusa Escura


Lilith

A Lenda Esquecida

A história que eu conheço é bem diferente das histórias cristãs e judaicas que demonizaram Lilith (as quais são as que a maioria das pessoas conhecem). Essa história me foi legada como uma herança.

Ela é contada de várias formas, mas o ponto principal é que essa história diz que quando Deus criou Adão, também criou uma mulher, feita da Terra, da mesma forma que ele. Essa mulher era Lilith.

Lilith é referida na Cabala como a primeira mulher do bíblico Adão (…) No folclore popular hebreu medieval, ela é tida como a primeira esposa de Adão, que o abandonou, partindo do Jardim do Éden por causa de uma disputa, chegando depois a ser descrita como um demônio.

De acordo com certas interpretações da criação humana em Gênesis, no Antigo Testamento, reconhecendo que havia sido criada por Deus com a mesma matéria prima, Lilith rebelou-se, recusando-se a ficar sempre em baixo durante as suas relações sexuais. (…)

Assim dizia Lilith: “Por que devo deitar-me embaixo de ti? Por que devo abrir-me sob teu corpo? Por que ser dominada por ti? Contudo, eu também fui feita de pó e por isso sou tua igual.“

Adão se recusou a aceitar essa igualdade, insistindo em que Lilith deveria se deitar debaixo dele e argumentando que ele era superior a ela. Lilith não quis se submeter, visto que ambos haviam sido criados da mesma forma, e abandonou o Éden.

Adão foi se queixar ao Todo Poderoso, dizendo: “Soberano do Universo! A mulher que o Senhor me deu foi embora, fugiu.” Deus então mandou três anjos no encalço dela, dizendo a Adão:

“Se ela concordar em voltar, o que foi feito é bom. Se não, ela deverá permitir que uma centena de seus filhos morram a cada dia.”

Condenada e Demonizada

A partir daí, Lilith foi demonizada, pois ela se recusou em voltar.

O fato de que uma mulher que se recusou a ser submissa ao marido tenha sido transformada em demônio nos mitos não surpreende, mas não deixa de ser curioso o fato de que existem vestígios da história dela na Bíblia, os quais teriam sido expurgados quase por completo. Leia mais sobre isso aqui: A Primeira Mulher.

O Resgate

Com o ressurgimento das religiões pagãs, Lilith foi resgatada da categoria de demônio, embora esse resgate tenha ficado circunscrito à determinadas tradições, como a Bruxaria e a Wicca.

Nessas tradições, Lilith não é um demônio mas uma poderosa deusa primordial, que representa o poder da mulher. Poder não sobre o outro ou sobre as coisas, mas sobre si mesma – o poder de ser ela mesma, de saber fazer com que seu espaço e seu lugar sejam respeitados, de se expressar e viver como seja mais apropriado para ela, sem se submeter à condições abusivas ou mandatos culturais.

O poder de ser livre.

Um Poema

No livro “O Oráculo da Deusa”, há um belo poema sobre Lilith, que expressa bem suas características:

Eu danço a minha vida para mim mesma
Sou inteira
Sou completa
Digo o que penso
E penso o que digo

Eu danço a escuridão e a luz
O consciente e o inconsciente
O sadio e o insano
E falo por mim mesma
Autênticamente
Com total convicção
Sem me importar com as aparências

Todas as partes de mim
Fluem para o todo
Todos os meus aspectos divergentes tornam-se um

Eu ouço
O que é preciso ouvir
Nunca peço desculpas
Sinto os meus sentimentos

Eu nunca me escondo
Vivo a minha sexualidade
Para agradar a mim mesma
E agradar aos outros

Expresso-a como deve ser expressa
Do âmago do meu ser
Da totalidade da minha dança

Eu sou fêmea
Sou sexual
Sou o poder
E era muito temida. - por Amy Sophia Marashinsky

Lilith e Eu

Este texto todo é uma carta de amor à Lilith que habita em mim – ou será que sou que habito nela?

Eu a vejo não como uma coisa separada de mim. Não a vejo como um aspecto meu; mais que nada, eu sou um aspecto dela. Digamos que eu sou uma expressão dela, sou uma das faces dela no mundo físico.

Não que eu creia que Lilith (ou qualquer das outras deusas) é um ser como o Deus católico, um ser personificado, individual e com consciência própria. As deusas, neste caso, são arquétipos e forças primordiais: “energias”, por assim dizer, que se expressam através dos seres humanos.

Uma metáfora para explicar melhor meu pensamento, seria comparar essa energia com a energia elétrica: nós somos os fios, tomadas e aparelhos que a conduzem e funcionam através dela.

A energia de Lilith me guia e me protege. Ela permite que eu saiba me defender, e defender meu espaço; que eu tenha força para vencer as batalhas necessária, e intuição para perceber quando estou em perigo.

Lilith é quem faz com que eu saiba meu exato valor – nem mais, nem menos. Ela também me mostra o valor real e exato das outras pessoas, vendo além das aparências e do status social.

Ela me mostrou que os lugares escuros do meu mundo interior nem sempre estão ligados ao mal, e me ensinou a caminhar por esses lugares escuros. Me ensinou a aceitar todos os aspectos e todas as partes de mim mesma, sem relegar nenhuma dessas partes ao esquecimento.

Me ensinou a olhar para os demônios que guardo em mim, e a não temê-los; mas nomeá-los, reconhecê-los, e lidar com eles diretamente.

Ela é quem permite que eu diga não, que eu vire as costas e vá embora, quando me vejo em uma situação abusiva ou que não é apropriada para mim; assim como ela fez, abandonando o Éden.

Eu poderia falar e falar, listando todas as coisas que se expressam em mim através de Lilith; ela permeia todos os aspectos do meu ser, principalmente aqueles através dos quais eu atuo no mundo exterior.

Lilith me confere força, poder, intuição e sabedoria. Ela sabe o que é certo e o que não, o que é apropriado e o que não.

Para finalizar, proponho: recupere sua Lilith. Mesmo que ela não seja sua deusa principal, os benefícios de tê-la presente em sua vida são extraordinários.

Fonte: Deusario .com

13 Anos de Magia




Witch Clubhouse 13 anos, Parabéns!

A Panela Sagrada… De Cada Bruxa



É o lugar onde “cozinhamos” nossa vida criativa; e nela colocamos sempre uma receita que somente nós conhecemos.

O momento ideal para preparar a receita de hoje é pela manhã, logo ao acordar.

Magia para uma viagem ao Mundo Interno

Ingredientes:

- Uma xícara de café (ou duas). Este ingrediente pode ser substituído por chá, suco ou chimarrão.
- 2 velas
- Um caderno (melhor se for o nosso diário)
- Uma caneta (se possível com algum dizer tipo: “perto de você”)
- Um cigarro (ou muitos), se você fuma; se não fuma, algum incenso ou bolachinhas.
- Um punhado de sonhos ou pensamentos
- Uma pitada de vontade
- O seu coração

Preparo:

- Coloque o café pronto para beber ou sua bebida favorita numa garrafa térmica, e leve para a cama junto com os outros ingredientes.

- Acenda as velas na sua mesinha de cabeceira.

- Sirva-se o café e comece a bebericar enquanto saboreia seu cigarro ou suas bolachinhas.

- Comece a misturar os outros ingredientes, adicionando aos poucos pitadas de vontade em seus movimentos, e vá remexendo com sua caneta – como se fosse uma colher de pau – em sua mente, até trazer à tona seus sonhos ou pensamentos.

O fluxo pode estar muito espesso; se isso acontecer afine-o adicionando pequenas pausas enquanto observa a fumaça do cigarro ou do incenso, ou escuta o barulho das bolachinhas se quebrando em sua boca.

- Quando começar a ficar difícil de remexer é porque está no momento exato de colocar seu coração na mistura.

Este ingrediente secreto é a única garantia de um resultado perfeito; então lembre que sem ele a sua receita “não dará ponto”.

Observação: Cozinhar periódicamente em sua “Panela Sagrada”, inventando receitas, trará para a sua Vida o melhor alimento que existe: “o auto-conhecimento” .

Com esta “iguaria” em sua mesa nada será um obstáculo à sua felicidade!

Fonte: Deusario .com

O Gato, Grão-Mestre da Sabedoria




"Você tem um gato? Se fosse no Antigo Egito, diriam que você é uma pessoa afortunada: haveria um Deus morando em sua casa. Mais propriamente, uma Deusa, Bastet, a Deusa-gata. Observar o comportamento do gato é ter uma lição de sabedoria..."

A associação do gato com os humanos já tem pelo menos 10 mil anos, idade das primeiras representações encontradas na ilha de Chipre que mostram esse pequeno felino em estreito convívio conosco. Provavelmente, sua domesticação ocorreu muito antes. A subfamília Felinae, que agrupa os gatos domésticos, surgiu há cerca de 12 milhões de anos, expandindo-se a partir da África subsaariana até alcançar as terras do atual Egito. Existem hoje cerca de 250 raças de gato-doméstico, e todas elas são uma adaptação evolutiva dos gatos selvagens.

Como quase tudo na vida humana, no início a importância da presença dos gatos entre nós deu-se sobretudo por razões práticas. Quando as populações humanas deixaram de ser nômades, a vida das pessoas passou a depender substancialmente da agricultura. A produção e armazenamento de cereais, porém, acabou por atrair roedores. Foi nesse momento que os gatos vieram a fazer parte do nosso cotidiano. Por possuírem um forte instinto caçador, esses animais espontaneamente passaram a viver nas cidades e exerciam uma importante função na sociedade: eliminar os ratos e camundongos que invadiam os silos de cereais e outros lugares onde eram armazenados os alimentos.

Registros encontrados no Egito, como gravuras, pinturas, múmias e estátuas de gatos indicam que a relação desse animal com os egípcios data de pelo menos 5 mil anos. Elementos encontradas em escavações mostram que, nessa época, os gatos eram venerados e considerados animais sagrados. Bastet, deusa da fertilidade e da felicidade, considerada benfeitora e protetora do homem, era representada na forma de uma mulher com a cabeça de um gato. Na verdade, o amor dos egípcios por esse animal era tão intenso que havia leis proibindo que os gatos fossem "exportados". Qualquer viajante que fosse encontrado traficando um gato era punido com a pena de morte. Quem matasse um gato era punido da mesma forma e, em caso de morte natural do animal, seus donos deveriam usar trajes de luto.

Não tardou para que alguns animais fossem clandestinamente transportados para outros territórios, fazendo com que a popularidade dos gatos aumentasse. Ao chegarem à Pérsia antiga, também passaram a ser venerados e havia a crença de que, quando maltratados, corria-se o risco de estar ofendendo um espírito amigo, criado especialmente para fazer companhia ao homem durante sua passagem na Terra. Desse modo, ao prejudicar um gato, o homem estaria atingindo a si próprio.

Devido ao fato de serem exímios caçadores e auxiliarem no controle de pragas, por muitos séculos os gatos tiveram uma posição privilegiada na Europa cristã. Porém, no início da Idade Média, a situação mudou: também os gatos foram vítimas de uma das várias paranoias cristãs que assolaram o mundo naqueles tempos. Certamente por causa do seu comportamento esquivo e independente, os gatos foram acusados de estarem associados ao demônio e a maus espíritos e, por isso, muitas vezes foram queimados juntamente com as pessoas acusadas de bruxaria. Aconteceram muitos massacres de gatos nas cidades europeias e, até hoje, ainda existe o preconceito de que as bruxas têm um gato preto de estimação, sendo esse animal associado aos mais diversos tipos de sortilégios; dependendo da região, porém, podem ser considerados animais que trazem boa sorte.

Ao fim da Idade Média, a aceitação dos gatos nas residências teve um novo impulso, fenômeno que também se estendeu às embarcações, onde os navegadores os mantinham como mascotes. Conhecidos como gatos de navios, esses animais assumiam também a função de controlar a população de roedores a bordo da embarcação. Com o passar do tempo, muitos gatos passaram a ser considerados animais de luxo, ganhando uma boa posição do ponto de vista social, sendo até utilizados como "acessórios" em eventos sociais pelas damas. Nessa época, o gato começou a passar por melhoramentos genéticos para exposições, começando assim a criação de raças puras, com pedigree. Uma das primeiras raças criadas para essa finalidade foi a persa, que ficou conhecida após sua introdução no continente europeu, realizada pelo viajante italiano Pietro Della Valle.

A primeira grande exposição de gatos aconteceu em 1871, em Londres. A partir desse momento, o interesse em se expor gatos desenvolvidos dentro de certos padrões propagou-se por toda a Europa. Atualmente, os gatos são animais bastante populares, servindo ao homem como um bom animal de companhia, e ainda continuam sendo utilizados por agricultores e navegadores de diversos países como um meio barato de se controlar a população de determinados roedores. Devido ao fato de sua domesticação ser relativamente recente, quando necessário convertem-se facilmente à vida selvagem, passando a viver em ambientes silvestres, onde formam pequenas colônias e caçam em conjunto.

Um aspecto pouco conhecido dos gatos é o fato de serem considerados verdadeiros “mestres de sabedoria” por várias tradições religiosas e espirituais, sobretudo no continente asiático. No Japão, fala-se de um mestre zen budista que aconselhava seus discípulos – sobretudo os mais agitados e inquietos – a passar horas observando o comportamento dos gatos. Esse guru acreditava que integrar em si mesmo certas qualidades dos gatos melhora nossa saúde física e moral. Aqui estão algumas das lições que os gatos, pela sua simples maneira de existir, podem nos ensinar:

Cuidar bem do próprio corpo

O gato passa mais da metade do seu tempo a dormir, a sonhar, a cuidar da sua toalete e da sua higiene. Ele é dono de uma ciência inata dos alongamentos e relaxamentos; é capaz de praticar, de maneira totalmente relaxada, corridas rápidas e saltos mortais. O gato não precisa, como muitos de nós precisamos, frequentar academias de ginásticas e de ioga para exibir um corpo perfeito – mas ele nos incita a fazê-lo. Com sua simples presença, o gato age sobre nós como uma espécie de bálsamo: dizem que acariciá-lo faz baixar nossa pressão arterial; seus trejeitos nos fazem rir, diminuir nosso estresse e a insônia. Não à toa os egípcios fizeram dele o “guardião do sono”.

Saborear cada minuto

O gato ignora o futuro e vive intensamente o instante presente. Ele é um hedonista que nos mostra o prazer inefável de uma siesta após a refeição, de um agrado oferecido por uma mão amiga, de um passeio no jardim, de um carinho oferecido olhos nos olhos. O gato não precisa das palavras dos filósofos para nos fazer entender que cada minuto deve ser vivido e saboreado como se fosse o último.

Escolher a liberdade

Opor a fidelidade do cão à independência e ao “egoísmo” do gato é apenas um lugar comum. O cão é um animal de matilha que aceita receber ordens e ser o último elo de uma cadeia familiar; o gato ignora a hierarquia e nos considera como parceiros. Animal igualitário e de forte personalidade, o gato nos inculca dois princípios, obrigando-nos a nos interrogar sobre as noções de propriedade e de individualidade: ele coloca o compartilhar fraternal e o respeito ao outro apesar de suas diferenças. Sua fidelidade – bem real – será conquistada se você demonstrar q eu compreendeu bem a lição.

Permanecer zen

O olhar do cão transmite segurança; o do gato leva à introspecção. Que podemos decifrar nessas “pupilas místicas”, como cantava o poeta Baudelaire? Os celtas viam nelas a porta de um outro mundo: o brilho verde que refulge nas trevas nos lembra que essa cor foi com frequência ligada ao mundo sobrenatural. Quem possui um gato tem em casa um velho sábio. Observe-o: o gato só se enerva quando o incomodamos no momento em que se dedica a alguma atividade importante – o sono, o devaneio, a caça ou a toalete. Caso contrário, ele permanece sempre a imagem viva da meditação e do domínio de si mesmo. “A ideia da calma é um gato sentado”, dizia o escritor Jules Renard. Permanecer zen em todas as circunstâncias, eis talvez a principal lição que o gato nos proporciona.

Brincar para esquecer de envelhecer

O gatinho aprende desde as suas primeiras semanas de vida as sutilezas coreográficas daquilo que chamamos brincar, mas que para ele são já os rudimentos das técnicas de caça que lhe serão necessárias para sobreviver no futuro. Idoso, cego, cansado e até mesmo estropiado, o gato nunca se queixa dos males que o atazanam e continua a vigiar, a dissimular, a tentar uma pirueta ou um certeiro golpe de pata. Trata-se de uma maneira de nos fazer entender que o essencial para afastar a velhice é não deixar nunca de participar, de aprender, de seduzir, de acalentar novos projetos.

Sem esquecer nunca um velho provérbio chinês: “Quem nunca segurou longamente a pata do gato ignora aquilo que o gato pensa”. 

Fonte: Brasil 247.com

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Os 4 Elementos



"Ar, meu sopro..."

Nos ventos, nas brisas, na nossa respiração... sentimos o sopro de vida vindo do Universo. O ar é um fio condutor que nos une ao Grande Pai e a Grande Mãe. Ao nascer, nós iniciamos este ritual da respiração: inspirar e expirar, onde a vida e a morte se encontram continuamente, ensinando-nos a lição mais importante no ato de viver que é compreender a própria morte como parte inseparável da vida.
Os Xamãs pedem ajuda ao ar, quando é preciso reaprender a respirar, a viver.
O ar auxilia o curador quando alguém precisa muito se dar conta da sua vida (encarnação) e da sua morte (transmutação), do inspirar (ganhar vida) e do expirar (doar vida). Os elementais do ar são os Silfos.

"Fogo, meu espírito..."

No Sol, nas estrelas, nas fogueiras ou nas brasas, no nosso coração...
sentimos a luz da vida. O fogo é o elemento das transmutações, da
transformações. Sua força luminosa indica o caminho que deve ser seguido por
aquele que conhece os ensinamentos do Universo. O fogo é a chama que, acesa
dentro de nós, faz brilhar nossa aura e nossos olhos, revelando a força de nosso espírito. Ele conduz-nos à sabedoria interior de cada um.
Os Xamãs pedem ajuda ao Avô Fogo, como é chamado pelos índios, quando é hora
de trabalhar as mudanças. O fogo auxilia no processo de limpeza também, o velho cedendo lugar ao novo. A Sauna Sagrada é um dos lugares usados, pelos
Xamãs, nos processos de cura pelo fogo. Os elementais do fogo são as Salamandras

"Terra, meu corpo..."

Nos campos, nas florestas, nas montanhas, no nosso corpo... sentimos a força
da Mãe Terra. Nela reside a força que nos nutre e alimenta para a vida. A
terra possui tudo que o homem precisa para viver e é neste ensinamento,
muito simples, que os Xamãs descobriram onde residem suas riquezas... é na
terra, é no nosso corpo, Templo Sagrado, lugar onde reside também o nosso
ser superior, nossa consciência do cosmo.
A terra é solicitada nos rituais onde é necessário buscar a força da vida,
da encarnação. O homem vive, muitas vezes, fugindo de seus fantasmas e dos
seus abismos e por isso não consegue viver plenamente sua vida. Os Xamãs,
nos processos de cura, buscam a ajuda da terra para curar aquele ser
"doente", sem vida, apático, sem estímulos para viver ou simplesmente alheio
ao mundo que o cerca. O Xamanismo busca essencialmente o encontro do homem
com o seu propósito na vida e assim o despertar para algo além do mundo
material. Os elementais da terra são os Gnomos

"Água, meu sangue..."

Nos mares, nos rios, nas corredeiras, nas cachoeiras, nas nossas veias...
correm fluídos de vida e de força. A Água é a Senhora das emoções. Através
dela todo nosso corpo libera os medos, as tristezas e as alegrias. Ela é
responsável por purificar os corpos e é também o sêmen do homem quando cai
sobre a terra fertilizando-a . A água é a força escorrendo pela terra... e
por nossos corpos. Sem ela não sobreviveremos, sem ela não teremos vida.
Os estudos esotéricos identificam um Ser que habita as águas e promove suas
bênçãos para o Universo. Os elementais da água são as Ondinas.
Os Xamãs utilizam a água em rituais de purificação e renovação do ser
interior. Os lugares mais adequados são os fluxos naturais de água, pois
guardam a força viva da natureza em si.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Um Ritual de Samhain para Bruxa solitária





Decore seu altar com, maçãs, romãs, abóboras e outros frutos do Outono. Flores de outono, como malmequeres e crisântemos são muito bem vindos. Escreva em um pedaço de papel algo em sua vida que você deseja se livrar: raiva, um hábito pernicioso, sentimentos ruins, uma doença... O caldeirão deverá estar presente diante do altar. E no altar um prato com os símbolos da Roda do ano.


Antes do ritual, sente-se calmamente e pense em seus amigos e entes queridos que já faleceram. Não se desespere. Tenha em mente que o físico não é uma realidade absoluta e que as almas nunca morrem.

Prepare o altar, acenda as velas e incensos e lance o círculo de pedras.
Invoque a Deusa e o Deus.

Levante uma das romãs e com seu athame perfure a casca da fruta. Remova diversas sementes e coloque-as no prato da Roda do Ano. Levante seu athame e diga:

"Nesta noite de Samhain o Rei Solar marca a sua passagem através do pôr do sol para a Terra da Juventude.
Eu também marco a passagem de todos os que já se foram, e todos os que irão depois. 
Oh Deusa Graciosa, Mãe Eterna, que dá à luz 
Ensina-me que no tempo de maior escuridão haverá a maior luz."

Prove as sementes de romã, estore-as com seus dentes e saboreie seu sabor agridoce. Olhe para o símbolo da Roda, o ciclo das estações, o princípio e o fim de toda a criação.

Acenda uma vela dentro do caldeirão.Sente-se olhando para suas chamas. Diga:

"Oh sábio da Lua Minguante
Deusa da noite estrelada
Criei este fogo dentro do meu caldeirão
Para transformar o que está me afligindo
Que as energias sejam revertidas:
Das trevas, a luz!
Do mal, o bom!
Do nascimento, a morte!"

Acenda o papel na chama da vela do caldeirão e deixe-o queimar. Enquanto queima, saiba que o mal diminui, diminui e finalmente é consumido pelo fogo universal.

Se desejar, você pode tentar alguma forma de adivinhação, pois este é um momento ideal para olhar para o passado ou futuro. Tente recordar de vidas passadas também, se você quiser. Mas deixe os mortos em paz. Honre-os com suas memórias mas não os chame até você. Liberte-se de qualquer dor e sensação ruim que você possa estar sentindo nas chamas do caldeirão.

Celebre com um banquete simples.
O círculo é liberado.

É tradicional na noite de Samhain deixar um prato de comida fora de casa para as almas dos mortos. Uma vela colocada na janela para orienta-los para sua volta as terras de verão . 
Para o banquete, faça beterraba, nabo, maçã, milho, nozes, pão, cidra, vinhos e pratos com abóbora. Também são adequados pratos com carne.

Fonte: Cheiro de Mato Verde

Pot Pourri para Ritual de Samhain

File:Draper-Pot Pourri.jpg

- 45 gotas de óleo de patchouli
- 1 xícara de musgo de carvalho
- 2 xícaras de flores de maçãs secas
- 2 xícaras de flores de urze seco
- 1 copo de casca de maçã seca e picado 
- 1 xícara de sementes secas de abóbora 
- 1/2 xícara raiz de mandrágora seca e picada


Misture o óleo de patchouli com o musgo de carvalho e em seguida adicione os ingredientes restantes. Mexa bem o pot pourri e guarde em um recipiente bem coberto de cerâmica ou vidro.

Por Gerina Dunwich
Fonte: Cheiro de Mato Verde