terça-feira, 16 de setembro de 2008

O NOME DAS FADAS



Falar de fadas, pode ser complicado para quem não acredita nelas, ou para aqueles que crêem que elas sejam simplesmente personagens de lendas e tradições de povos que foram se incorporando ao folclore. Porém, não é tão complicado nem difícil falar delas para as pessoas que acreditam na sua verdadeira existência, muito embora nunca tenham visto nenhuma delas, isto porque, há tantas coisas em que se crêem e não se vêem, que uma a mais não é importante.

A maioria das fadas estão ligadas a cultura britânica e celta, seja pertencentes a Europa insular como a peninsular, porém podemos encontrá-las no mundo todo. De norte a sul, de leste a oeste, na África, na Ásia ou nas Américas, uma vez ou outra encontramos provas de sua existência. Em muitos casos, até podem ser as mesmas fadas com distintos nomes, mas quase sempre com as mesmas habilidades.
Acho muito importante sabermos seus nomes, pois "tudo o quem tem nome EXISTE", pois não é lógico dar nome ao que não existe. PARA QUE?
A possibilidade de crer ou não, de divertir-se ou não com esse novo conhecimento está em suas mãos.

FADA: AGUANE, AGANA, GUANA

Fada que possui forma e medida humanas, com aspecto sedutor. Possui uma longa cabeleira, doce voz e grandes seios que alcançam até o joelho. Seu único defeito é ter os pés voltados para trás. Habita a zona italiana de Trentino. Só é visível às sextas-feiras e junto aos rios, já que elege esse dia para em suas margens colocar sua roupa para secar.

Foi excomungada pelo Concílio de Trento (1545-1563). Sua benção traz a boa sorte. As vezes dão presentes de caráter infinito, como por exemplo, um fio que nunca se acaba, uma cesta cheia de comestíveis que volta a se encher indefinidamente, uma tela que se renova continuamente... Também pode se unir a um homem, o qual jamais dever tocar em seu cabelo.

Ela é considerada a defensora da natureza e pode voltar-se contra aqueles que contaminam as águas onde vive. Então pode trocar a forma, convertendo-se numa mulher muito velha e feia que ataca os homens. Inclusive pode chegar a enrolar seus longos cabelos nas pernas do indivíduo e arrastá-lo para o fundo das águas e matá-lo. Em algumas regiões dos Alpes recebe os nomes de Vivene, Pantegane e Bregostene. É uma fada associada FERTILIDADE.

FADA: AINE

Fada que habita com sua irmã Fenne nas margens do Lago Gur de Gales. É uma mulher muito bela, de longos cabelos dourados que se penteia junto à margem com um pente de ouro. Ela era adorada na véspera do Solstício de Verão (HN) e aparecia na noite de São João.
Rainha dos reinos encantados e a mulher do Lago, é uma fada do amor, da fertilidade e do desejo.
Possui um caráter benévolo, porém deve-se ter cuidado ao invocá-la, pois ela possui o poder de converter as pessoas em animais.
Fada muito poderosa, cujos símbolos mágicos são: "A égua vermelha", plantações férteis, o gado e o ganso selvagem.

FADA: ALVEN

Fada própria das regiões dos Países Baixos europeus, que pertence ao Reino do Ar e da água e que habitam principalmente os rios e outras águas. Possuem a tarefa de conduzir as correntes curativas até as águas e conferem à paisagem seu atrativo encanto. São invisíveis e se mostram só a noite, já que são noturnas. Habitam os chamados Alvinnenhügeln (colinas de Alvens).

FADA: ANAHITA

Ela é a Rainha das joaninhas. Transmite muita alegria e inocência em tudo que toca. Você poderá sentir seu toque como uma cintilante felicidade do mesmo modo quando sentimos que uma pequena joaninha descansa em nossas mãos.

RITUAL: Espalhe glitter colorido em um jardim bem florido e acenda uma vela vermelha ao pé da raiz de uma árvore, mas tenha cuidado para não incendiá-la.

FADA: ANNA

É uma fada-rainha dos ciganos húngaros. Ela é descrita como uma mulher muito bela e escuros olhos e pele negra. Habita um recôndito e oculto castelo, onde guarda grandes riquezas. Essa fada nos presenteia com muita prosperidade e sucesso profissional.

RITUAL: para esse ritual, você precisará de uma pedra, uma vela vermelha e um galho de árvore grosso de uns 25 cm. Acenda a vela e observe a chama queimando por alguns instantes, depois pegue o galho e talhe nele as palavras: SUCESSO, DINHEIRO, ou aquilo que se dispõe a conseguir de bem material. Agora apanhe a vela e cubra a pequena pedra e as palavras que escreveu no galho com cera quente. Experimente então, a fronteira da consciência onde se encontram a cera quente (elemento fogo) e os objetos que representam a terra. Para encerrar o ritual, enterre a vela o galho e a pedra.

FADA: ANJANA

É a fada que personifica a bondade. Possui um rosto belo e atrativo, com longos e muito finos cabelos claros e de pele branca. Mede entre cinqüenta até cento e sessenta centímetros de altura. Aparece vestindo uma túnica comprida na cor branca, usa sandálias e geralmente leva em uma de suas mãos um bastão colorido com propriedades mágicas. Adorna seus cabelos com guirlandas de flores silvestres de diversas cores. Se alimenta de mel e frutas do bosque. Elas ajudam a encontrar o caminho de volta à todos aqueles que se perdem em seus bosques. Socorrem os enfermos com uma bebida milagrosa, cuidam dos rebanhos e limpam as fontes e os arroios. Dizem que as anjanas conhecem a linguagem da natureza e podem conversar com os animais e as fontes. Premiam as pessoas generosas e de bom coração.

Vive em grutas ou covas secretas onde guardam fabulosos tesouros. É a fada que tem o poder de conceder DESEJOS e de CURAR.

FADA: AOIBHELL

Fada que profetiza e que antigamente podia ser encontrada em Craig Liath na Irlanda. Podia tornar invisíveis as pessoas e adverti-las de coisas ruins. Todo aquele ouvisse sua harpa dourada toucar estava fadado á morrer. Foi o som dessa harpa que Cuchulain, grande herói celta, ouviu quando estava em combate em Muirthemne, e por isso ele soube que sua vida estava perto do fim.

FADA: ARAPTES

Fada natural da Sibéria. É uma jovem muito bonita, com tamanho semelhante de uma mulher normal e de graciosas formas. Vive nas proximidades das correntes de água. É protetora da natureza.

RITUAL: Ofereça-lhe um pãozinho de centeio com um pouco de mel. Coloque a oferenda ao pé de qualquer árvore.

FADA ARGAY

Argay tem o poder de emitir vibrações de sucesso e auto-confiança. Pode ser invocada para nos livrar de pensamentos negativos, para nos ajudar a sair da depressão e para termos uma visão da vida mais clara e mais otimista.

Ritual: a cor dessa fada é azul, portanto acenda uma vela azul com seu nome escrito de cima para baixo e faça um pedido. Pode acender um incenso de flores.

FADA: ARIANRHOD

Fada galesa marinha que habita as profundezas dos lagos. Se encontra unida ao destino dos homens. Seu refúgio é um castelo no fundo da água, onde guarda seus conhecimentos sobre o futuro de cada pessoa. Ela representa os elementos Ar e Água.

Na tradição celta, essa fada é uma Deusa que se apresentava de dupla forma, como Virgem e Mãe, Padroeira da Lua, da Noite, da Sexualidade, da Justiça, da Magia e do Destino. Mais tarde, é apresentada como uma Deusa-Mãe, girando a Roda de Prata e transformando-a em uma barca lunar.

Seus símbolos são a Lua Crescente, as estrelas e os raios da lua.
Ritual de proteção: Vista um peça do vestuário na cor verde-claro nas sextas-feiras.

FADA:ARIFA

Fada doméstica natural de Marrocos que se dedica a cuidar das famílias com as quais convive, pois sente especial predileção por eles. É uma fada associada à PROSPERIDADE e a ABUNDÂNCIA.

RITUAL: Ela gosta muito de restos de bolo de aniversário, portanto quando realizares esse tipo de festividade não esqueça de guardar um pedaço para ela. Deve colocar o pratinho ao lado de um vaso bem florido.

FADA: ARIL

Fada que impera sobre os ventos portadores de novidades.

A graça e a leveza de Aril favorece as relações eficazes e duradouras. Os protegidos dessa fada sabem o que fazer para alcançar os seus propósitos, já que Aril os dota de poderes para desenvolver a inteligência e a capacidade de expressão. Com pouco esforço, ela o ajudará a ser um grande líder.

Aril proporciona êxitos imediatos, mas também pode levá-los mais rápido do que o vento, se você não for merecedor.

Aril é a Princesa dos Espíritos Silfos que nos presenteia com a sua vivacidade e bom humor. Em cada sucesso alcançado, sente-se o hálito de Aril.

Os Silfos (elementais do ar) são os espíritos guardiões de março. Quando chove durante a noite, há uma festa dos silfos. Não reclame! E Os antigos acreditavam que as chuvas e tempestades de março eram benéficas e mágicas, trazendo bênçãos dos céus. Recolha dessa água e use-a em suas magias.

FADA: ASRAI

Fada aquática muito bela e delicada, que habita os rios e lagos da Grã-Bretanha. Mede em torno de vinte centímetros de altura. Seus cabelos são longos e de coloração verde e apresenta os pés cobertos por uma membrana, semelhantes aos pés dos patos.

Somente sai de noite e quando não há lua cheia, pois a luz pode causar-lhe um dano irreparável. Por isso, se há um mero fragmento de luz, volta a submergir na água. Se tiver contato direto com o sol se converte em um charco de água e desaparece.

Ritual: A Fada Asrai é a protetora de nossos sonhos, evitando que tenhamos pesadelos. Para conseguir sua proteção acenda uma vela verde à margem de um rio ou lago, em uma noite de lua minguante.

FADA: ÁUREA

Áurea é a fada que habita a flor conhecida como botão de ouro. É descrita como uma menina de cabelos loiros e aspecto sonhador e romântico. Usa um vestido feito com sedosas pétalas amarelas e apresenta duas asas duplas de borboleta.

Essa fada proporciona melhoria aos enfermos e ajuda a aumentar o amor próprio. Conta com a particularidade de ter em suas asas um pó semelhante aos dos lepidópteros e sem o qual não poderiam voar.

RITUAL: Siga a primeira borboleta que passar em sua frente, aguarde até que ela pose em um flor e, pedindo licença para natureza, leve-a consigo como um talismã.

FADA: BABA, BABA JAGA

Fada de origem húngara bondosa e serviçal que acompanha aquelas pessoas que estão preparadas para passar para o Outro Mundo. Iniciava especialmente as mulheres nos poderes mágicos femininos. Posteriormente foi degradada à condição de bruxa, à qual foi atribuído poderes mágicos e contra os quais era necessário proteger-se.

Em numerosos contos e velhas histórias se encontra o nome de Baba Jaga. Seus atributos são crânios e ossos humanos e uma casa suspensa sobre patas de galo e que pode girar e mover-se.

FADA: BANSHEE

Fada irlandesa cujo nome significa "Mulher Fada". Adota o aspecto de uma mulher anciã, de rosto muito enrugado e feio, com o cabelo de cor vermelha e tez muito pálida. Possui um só dente na boca, seu nariz é demasiado grande e seus peitos totalmente desproporcionais, que caem até os joelhos. Seus olhos são de cor vermelha e sempre estão chorando. Aparece vestida com roupas verdes e uma capa cinza.

Seu grito é presságio de morte para quem o escuta ou para um membro de sua família. Também em relação com as Banshees existe a Carruagem da Morte: um veículo transparente que é levada por um cocheiro sem cabeça e puxada por cavalos brancos sem cabeça. Se alguém abrir ou tocar a carruagem, recebe uma aluvião de sangre no rosto. Quando aparece a Carruagem da Morte, é certo que um membro da família está destinado à morrer.

Ela é conhecida também com os nomes de "Pequena Lavadeira do Valo" por que pode ser vista lavando as vestes de quem vai morrer. Também existe nas Terras Altas da Escócia, e ali recebe os nomes de "beannighe" ou "bean nighe".

Quando trás boas notícias, pode adotar o aspecto de uma mulher jovem e vestida elegantemente.

FADA: BEFANA

O nome Befana é derivado do epifania da palavra, o nome italiano para o festival religioso do Epiphany.

Antes da tradição do Papai Noel, as crianças italianas recebiam presentes na noite de natal da fada Befana. Mas isso, se houvessem se comportado bem durante todo o ano, caso contrário a fada deixava carvão no lugar dos brinquedos.

Sua lenda está vinculada com o nascimento de Jesus Cristo.

Conta-se que uma noite viu no céu uma estrela de luz muito brilhante e em seguido apareceram à sua porta uma caravana conduzida por três homens sábios que convidaram Befana para juntar-se à eles. Mas a fada estava tão ocupada que recusou o convite, mas em seguida arrependeu-se. Preparou uns presentes para o menino recém-nascido, pegou a vassoura para ajudar à mãe a limpar o lugar e partiu. Procurou e procurou pelo bebê Jesus e cansou-se. Foi então que anjos surgiram da luz brilhante da estrela e fizeram com que Befana voasse pelo céu montada em sua vassoura. Mesmo assim, a fada não encontrou o bebê divino, mas continua procurando até hoje e, a cada ano, na época do Epiphany, ela vai de casa em casa onde haja uma criança para ver se é a que procura. Embora nunca seja, Befana deixa um presente para cada uma. De alguma forma sua procura não é em vão, pois o espírito do Menino Jesus pode ser encontrado em todas as crianças.

RITUAL: Befana também gosta de receber um agrado, portanto na manhã de Natal bem cedinho, coloque na janela um vaso com flores de natal, junto com balas e doces.

FADA: BIANCA

A fada Bianca é descrita como uma menina de cabeleira ruiva coberta com um gorro de folhas com forma triangular. Seu corpo é de uma criança e veste-se com roupas singelas. Ela é considerada a fada protetora dos bebês.
RITUAL: Deixe embaixo do berço do bebê um copo com água e mel.

FADA: BORGGABE

Dama Branca mencionada na mitologia alemã. Habita em cavernas e ajuda com dinheiro e cereais aquelas pessoas necessitadas, se as aprecia e se as chama.

FADA: BRANWEN

Fada irlandesa considerada a Senhora da Primavera. É uma mulher jovem, muito esbelta, que se apresenta vestida de verde, se adorna com pedras preciosas e cobre a cabeça com um penacho de flores de variadas cores. Cuida e protege a fecundidade das mulheres. Só podemos vê-la quando chega a primavera, já que quando acaba a estação ela desaparece.

Seu animal de poder é o corvo branco.
Ritual de Proteção: Todas às sextas-feiras use uma roupa de cor rosa ou acenda um incenso de rosas.

FADA BRIGID

Deusa-Fada irlandesa associada com a época de nascimento dos cordeiros e com a vinda da Primavera. Conhecida como uma fada do lar, que representava o fogo sagrado, a cura, a poesia e a inspiração. Também era protetora dos ferreiros.

Foi tão amada pela Igreja primitiva que acabou convertendo-se em Santa Briget da Irlanda.

Seus símbolos são a haste e a roca de fiar, a chama sagrada, o pote de fogo e seus sapatos de latão. Ela foi a primeira a usar o assobio para chamar alguém à noite.
Ritual de Proteção: Acenda um incenso de verbena ou uma vela laranja, em uma quarta-feira, pedindo luz e sabedoria.

FADA: BUKURA

Fada albanesa muito poderosa, cujo nome significa "Beleza da Terra". Possui grande beleza e é muito benévola. Se mostra sempre disposta a ajudar os homens em qualquer de suas atividades. O Deus supremo Tomor (uma montanha da Albânia e residência dos deuses; Tomor é o pai de todos os deuses e dos homens, assim como uma divindade protetora dos camponeses) é seu amante. Algumas vezes aparece associada ao subterrâneo, apresentando aspectos demoníacos.
Ela é também um símbolo da felicidade.

RITUAL: Peça-lhe para lhe trazer muita sorte no amor escrevendo em um papel azul uma poesia. Depois coloque-o na gaveta onde guarda suas roupas íntimas.

FADA: CAER IBORMEITH

Fada de rara beleza do Outro Mundo celta-germânico. Seu nome dignifica "baga do tejo". Conta com enormes poderes mágicos. Cada ano em Samhaim (1 de novembro, Festa de Todos os Santos celta) se instala junto com 150 companheiras, sob a forma de um cisne em Lough Bel Draco (Lago da Irlanda). O herói celta Oengus (Aengus, filho de Daghda) a viu naquele dia e apaixonou-se por ela. Quando se reencontram novamente, se converteu em cisne para segui-la como seu esposo até sua residência no Outro Mundo.

FADA: CAILLEACH

Fada das Terras Altas da Escócia, onde é considerada a Rainha do Inverno, justamente porque só pode ser vista nessa época do ano. Sua forma é uma gigante velha ou de uma mulher jovem e bela, com uma longa cabeleira branca e rosto azulado pelo frio. É benévola com os homens.
Caillech significa literalmente "a que se cobre com um véu". Ela tem sua origem na Deusa Mãe sob o aspecto de anciã e possui diversos poderes mágicos. Nos séculos VIII e IX, um clérigo lhe pôs o nome de "A Monja de Beare" e, como tal, foi paulatinamente caindo no esquecimento.

Existe outra Caillech na ilha de Man, onde se acredita ser um elemental do ar com poder sobre o clima.

No dia de Cailleach, 01 de novembro, peça que leve embora todo o mal de dentro e de fora de você, escrevendo num papel o que acreditar que é ruim; queime então o papel na chama de uma vela de cor escura, e em seguida lave as mãos com água e sal.

FADA: CAOINEAG

Fada das Terras Altas da Escócia, que pode se ouvir gemer na escuridão junto às cascatas, sem poder vê-las. Ela é descrita como uma mulher de pequeno tamanho, trajando um vestido curto de cor verde e com uma touca branca na cabeça. A tradição escocesa considera que escutar seus lamentos é sinônimo de desgraça familiar, ou premonição de uma morte. Como não se pode vê-las ou aproximar-se delas, é impossível pedir-lhe três desejos, como se faz com as demais banshee.

RITUAL: como novembro é o mês escolhido para homenagearmos os mortos, o ritual a ser feito é uma visitação aos túmulos de nossos ancestrais e adorná-los com lindas flores, agradecendo a fada Caoineag por acompanhar com carinho nossa família e pedir que quando for a nossa vez de acompanhá-la, que nosso sofrimento seja breve.

FADA: CARLIN

Fada escocesa considerada a Rainha do Outono. Aparece como uma jovem muito bela, esbelta, que aparece vestida de folhas secas e musgo. Se adorna com frutos da estação encontrados nos bosques. Só aparece no outono e gosta de dançar entre as árvores, levantando e criando redemoinhos com as folhas secas.

RITUAL: Para atrair essa fada escute músicas com flauta e dance chamando seu nome.

FADA: CLIODHNA

Cliodhna é uma fada-gaivota. Seu nome significa algo bem formado, pois ela é a mulher mais bonita que já se viu quando toma a forma humana. Uma grande onda do mar a varreu para longe, para o Outro Mundo das terras encantadas, a um lugar na costa Sul da Irlanda. Por causa disso, ela governa a nona onda de cada série de ondas.

Ela também possui três pássaros mágicos, os quais cantam nos sonhos dos doentes, fazendo-os melhorar. Ela é a Rainha de Munster. Além dos pássaros, possui como símbolo a maçã.

RITUAL: Entre em alfa e visualize três pássaros dourados voando sobre você. Escute o som de seu canto e depois peça saúde e proteção para você e toda a sua família. Como oferenda jogue sementes de girassol ao ar livre para que os pássaros possam comê-las.

FADA: DAMA DE CASTRO

É uma fada galega que habita um palácio de cristal situado debaixo de algum castro, ou seja, as torres derrubadas da Galícia (construções celtas muito antigas). A Dama de Castro ou a Dama Encantada, é uma mulher jovem e muito bela, que as vezes, aparecia na forma de um animal, ajudava e atendia a todos que passavam perto de sua vivenda.

Ela sempre prefere aparecer quando sabe que a pessoa se encontra em algum aperto ou está asfixiada por alguma desgraça, daí ela anuncia-se assim:

-"Não tenhas medo, pois sou a Dama do Castro!"

E depois oferece a ajuda ou um conselho para que a pessoa possa resolver seu problema.
A generosa Dama também é protetora das crianças, que estando sós, possam correr algum perigo.

FADAS: DAMAS BRANCAS

Família de fadas natural do norte da Europa, sobretudo da Alemanha, onde recebem o nome de "Weisse Fragüen". Vivem em regiões próximas de castelos antigos, nas pequenas aldeias e em árvores e arbustos. São altas e esbeltas, de aspecto muito agradável. Possuem uma grande luminosidade branca em torno de todo o corpo e é por isso que se diz que elas possuem um corpo que parece imaterial. Estão sempre vestidas com a cor branca e cobrem a cabeça com um véu também de cor branca. Há quem as considerem como fantasmas das fadas. São fadas benévolas e identificadas com as boas fadas.
RITUAL: Coloque pétalas de uma flor branca dentro de um pratinho com água na porta de sua casa, pedindo renovação de energias e muito amor.

FADAS: DAMAS VERDES

Família de fadas muito etéreas que são as que têm contato com o ar. Alguns investigadores as consideram elementais do ar. Só habitam os castelos em ruínas em seus jardins, por isso sua vestes são de cor verde. São altas, belas e graciosas. Vivem, sobretudo, na zona leste da França e na Inglaterra. Seus deslocamentos são muito rápidos e para realizá-los aproveitam o impulso do vento. Uma das mais famosas é a Dama Verde de Caerphilly, que se transforma em uma planta quando tem que abandonar o castelo em ruínas onde habita, aparecendo como hera.

RITUAL: Traga um plantinha nova para sua casa e cuide dela com muito carinho.

FADA: DAVEY

A fada Davey possui um rosto infantil e seu olhar revela os impulsos elementares de sua atividade. Se adorna com uma coroa de pétalas de margarida e um colar das mesmas flores. Possui grande energia que é capaz de compartilhar com quem a vê.

FADA:DAISY

A fada Daisy é descrita como uma menina de rosto infantil e loira. Usa uma blusa da cor verde, graças a qual pode camuflar-se entre as folhas e ervas. Representa a beleza, a fidelidade e a pureza.

FADA: DEIVE

Fada lituana de tamanho semelhante a uma mulher normal, muito bela, com grandes olhos azuis e cabelos compridos, Ela gosta de ajudar as mulheres quando estão próximas de dar à luz e cuidar de seus filhos.

FADAS: DONZELAS CISNES

A história da Donzela cisne se encontra em todo o mundo, porém na Grã Bretanha é encontrado principalmente nos contos de fadas célticos. É possivelmente as histórias mais relatadas, sobretudo quando se quer relacionar uma fada com um homem e contar uma história de amor entre ambos, que geralmente não acaba bem.

As fadas em forma de cisnes, viajam, a maioria das vezes, aos pares, ligadas por uma corrente de ouro e prata. Quando pousam na terra, tiram sua plumagem e parecem nuas, perto de lagos ou cursos de água.

O cisne é uma das formas mais usuais que tomam as fadas, porém também podem aparecer como pombas ou perdizes. As fadas cisnes são portadoras da felicidade.

FADA: ELLYLLON

É uma fada diminuta que vive no País de Gales e se alimenta de cogumelos e da manteiga que as fadas extraem das raízes das árvores velhas. Vivem nos bosques, perto das colinas, em regime de comunidade.

Essa fada restitui a força e o entusiasmo pelo trabalho. Conduz ao caminho da prosperidade e afugenta a má sorte.

Ritual para obter seus favores: frite cogumelos com manteiga e coloque próximo de que qualquer árvore ao lado de uma vela verde acesa.

FADA: FARRICES

Espécie de fadas que influenciam nos processos curativos. As Farices passam cem anos preparando-se para suas obrigações, antes que possam entrar em atividade.

FADA: FATI

Fadas albanesas dos nascimentos e espíritos do destino. Aparecem sempre em grupo de três no terceiro dia após o nascimento do bebê para depositar seu destino em seu berço.

FADA: FIEMME

Fiemme é a fada protetora das crianças, amante do fogo, que adora fazer fogueiras com ervas aromáticas.

Ritual: recolha fios de cabelo de seu filho ou filha de uma escova. Confeccione uma vela derretendo parafina em banho-maria, colocando dentro os fios de cabelo e invocando a fada Fiemme para protegê-lo(a). Quando terminada a vela leve-a até o quarto de seu filho(a), quando ele(a) não estiver, mas ainda não a acenda. Somente no quinto dia deve acendê-la quando seu filho(a) não estiver em casa. A vela se consumirá rapidamente e você nesse momento deve mentalizar todo seu amor por ele(a) e pedir que a fada o(a) proteja de qualquer dano físico.

Para adicionar mais proteção à toda sua família, visualize um dragão adormecido com seu luzidio corpo verde enroscado em torno da sua casa.

FADA: FYLGIA

A Fada Fylgiar é conhecida na mitologia nórdica por ser muito brincalhona. Se acredita que toda fada escolhe um protegido, um familiar, com o qual se une desde o nascimento, acompanhando-o por toda a vida. Segundo as lendas, Fylgia avisava sobre os acontecimentos, tanto os bons quanto os ruins, podendo chegar inclusive a revelar como será sua morte.

A Fada serve ao seu protegido, tornando sua vida cheia de milagres, surpresas e o ajuda a descobrir o desconhecido.

FADA: GEFJON

Giganta nórdica e Deusa-fada da fertilidade. Atrai a fortuna e bênçãos e, como Deusa das Virgens, acolhe em seu seio todas as virgens falecidas.

FADA: GERALDINE

Geraldine é descrita como uma jovem menina morena, de rosto ovalado que denota sua delicadeza e sensibilidade. Apresenta-se sempre vestida com as cores do gerânio. Essa flor, unida às fadas, é símbolo de fidelidade, vigilância e longevidade. Geraldine. É descrita como uma jovem menina morena, de rosto ovalado que denota sua delicadeza e sensibilidade. Apresenta-se sempre vestida com as cores do gerânio.Essa flor, unida às fadas, é símbolo de fidelidade, vigilância e longevidade.

FADA: GIRLE

Girle é uma fada doméstica, que aparece unicamente à noite para ajudar a completar os trabalhos que os fazendeiros deixaram de concluir durante suas tarefas diárias. Está diretamente associada com a prosperidade das famílias que escolhem para viver. Deve ser invocada sempre que estivermos passando por um grave problema financeiro.

Ritual: faça ou compre um pão pequeno coberto com sementes de gergelim e deixe sobre a mesa da cozinha em uma cestinha ou prato branco. Mas antes, chame-a pelo nome e conte-lhe sobre as dificuldades que passa no momento.

FADA: GLAISTIG

Fada inglesa aquática conhecida como a "Mulher Cinza". Pode adotar diferentes formas de animal, fundamentalmente a cabra, embora geralmente se apresente sob a forma de uma mulher fascinante que possui metade do corpo humano e a outra metade de cabra. Veste uma túnica comprida da cor verde que cobre suas patas caprinas. Ela é por vezes, considerada perigosa e cruel e gosta de seduzir os homens que a vêem, atraindo-lhes com sua beleza para fazê-los dançar até que enlouquecem para depois beber seu sangue. Há duas Glasting muito especiais, que têm nome próprio. Se trata de Marga Powler e Juanita Dientes Verdes. Ambas se caracterizam por ser de cor verde e por arrastar as pessoas ao centro das correntes da água as pessoas, onde as afogam.

FADA: GLASTINGS

Fada irlandesa doméstica de caráter benévolo. Ela gosta de entrar em contato com os anciões e as crianças. Também costumam vigiar os rebanhos da propriedade das famílias com quem vive, para que não escape nenhum animal.

Glasting é uma fada amável que nos apóia e nos ajuda quando mais necessitamos. Ela favorece ainda a resolução de problemas e obtêm resultados positivos de situações repentinas.

Ritual: Durante todo o dia, coloque três flores azuis num vaso e faça pedidos.

FADA: GWRAGGED ANNWN

Pertence a família das donzelas do lago, é uma fada aquática bela e desejável, de longos cabelos de fios dourados. É uma ninfa que vive no fundo dos lagos e só sai de vez em quando para pentear seus cabelos nas margens, sendo muito difícil contemplá-las, já que ao menor ruído voltam para água. Essa fada é muito sábia e conhece as propriedades das ervas medicinais.

Ritual para obter seus favores: vestindo uma roupa azul, vá até a borda de um lago ou rio e deposite na beirada um saboroso pão quentinho.

FADA: HABETROT

Habetrot é uma fada protetora das fiandeira na fronteira escocesa. Dizia-se que qualquer vestimenta feita por ela era um remédio que curava todas as enfermidades. Ela apresenta-se como uma fada anciã de aspecto desagradável, com nariz e lábios muito grandes, dentes tortos, cabelo desalinhado. Habetrot vive debaixo de uma pedra, numa caverna, perto de um rio, onde há outras anciãs fiando.

Ritual para obter seus favores: Você deve encontrar uma pedra e acender ao seu lado, uma vela azul. O espírito da fada estará na pedra, que se tornará um grande talismã.

FADA: HABUNDIA

Habundia é uma fada rainha da água, responsável pela chuva, neve e a umidade da terra. Pode ser vista na beira dos rios e lagos. Ela era considerada uma fada associada à fertilidade humana e a prosperidade, pois protegia as colheitas e os rebanhos do povo rural.

RITUAL: para invocar Habundia faça você mesma um bolo qualquer, corte um pedaço e encha um cálice com água e mel, procure uma grande e velha árvore e deposite a oferenda. Saia sem olhar para trás.

FADA: HAM

Fada da Noruega de caráter doméstico, invisível para todos, podendo ser somente vista pela pessoa que ela acompanha e permanece por toda a vida. É um tipo de fada madrinha que ajuda em diferentes tarefas que o afilhado deva realizar.

FADA: HAMINGIA

Fada irlandesa que acompanha por toda a vida um indivíduo, sendo sempre invisível. Elas só aparecem no momento da morte da pessoa. É muito semelhante a Ham da Noruega.

FADA-SEREIA: HAVMAND

Sereia que habita às costas da Groenlândia. É descrita como uma mulher muito bela, com cabelo muito longo e de olhos verdes ou negros. Ela gosta de ficar sentada nas rochas da costa.

FADA: HIE

Fada albanesa que tem uma touca de cabelo de ouro decorada com pedras preciosas. Quando um ser humano é tocado por essa fada e este por sua vez toca sua touca, obtêm riquezas e poder. Há uma expressão que faz referência a riqueza inesperada que diz assim: "A Hie está me abraçando".

FADA: HOLDA

Fada alemã doméstica que ajuda as famílias que habita a cada onde escolhe viver. É conhecida também pelo nome de "werre". Holda é a Rainha dos Silfos, os seres etéreos que habitam o ar. Ela é similar a Deusa Frigga dos nórdicos. Personifica o tempo. Quando neva se diz que a fada Holda está agitando sua capa de penas É uma fada de inverno que apresenta o aspecto de Anciã da Lua. Entre as tribos norte-germânicas, dizia-se que ela cavalgava com Odin na Caçada Selvagem. O azevinho lhe foi consagrado. Governa o destino, as artes, a magia negra e a vingança.

Ritual: compre um sinhinho de metal e ate-o com uma fita azul no alto da porta de entrada. Toda vez que uma visita indesejada for a sua casa, basta soar três vezes o sino para invocar Holda. Depois, deves limpar o sino com essência de frutas em sinal de agradecimento por sua proteção.

FADA: HULDRA

Fada escandinava do bosque, de grande beleza e linda voz. Ela gosta muito de cantar canções melodiosas e ajuda nas tarefas domésticas dos agricultores, sobretudo cuidando do gado.

FADA: IRENE

Fada da rosa silvestre, arbusto espinhoso, mas muito apreciado por suas propriedades medicinais que tem. Pertence as fadas das flores de outono. Se apresenta como uma criança de pele morena com uma túnica presa por uma cinta de tom alaranjado. Possui asas de borboleta e seus pés estão sempre descalços.

RITUAL: Irene é uma fada-criança. Para trazer para dentro de sua casa toda a sua alegria lhe ofereça um prato com doces e balas, que deve ser deixado em um jardim perto de sua casa.

FADA: IRIS

Fada que aparece em diferentes culturas européias, nas quais se relaciona com o arco-íris. Pode voar pelos ares como se trata-se de uma mensageira celeste. Chega com um vestido com as cores do arco-íris e com asas totalmente transparentes, que ao serem agitadas, permitem ver refulgir as diferentes cores. Vive só e dificilmente é visível aos olhos humanos.

O arco-íris era a ponte que ligava o Outro Mundo (Asgard) com a Terra (Midgard).

RITUAL: Desenhe em um papel virgem um arco-íris e o pinte com as 7 cores. Logo abaixo escreva um desejo à lápis e deixe-o embaixo da primeira árvore que passar em seu caminho. Seu desejo será levado até a fada Iris.

FADA: JOAN

Joan é uma fada muito serviçal e ajuda todas as pessoas que se perdem no campo, ajudando-os a encontrar o caminho. Ela pode ser invocada ainda, quando necessitarmos fazer uma escolha ou tomarmos uma decisão na vida, do tipo escolher uma profissão, trocarmos de emprego, etc. É Joan que dita o melhor dos destinos e nos acompanha nas difíceis escolhas.

Ritual: frite um pastel de queijo e passe-o em uma calda de mel. Depois coloque-o em um pratinho branco e deposite-o como oferenda em qualquer praça ou jardim próximo de sua casa. Depois é só aguardar e ouvir a voz de seu coração, ou seja, da voz soprada pela fada Joan.

FADA: JURASMATE

Fada aquática que vive na Lituânia. Se dedica a cuidar dos seres marinhos. Se você tiver algum peixinho ou tartaruguinha de estimação é a ela que deve invocar para cuidar de sua saúde.

FADA: KASAGONAGA

Fada argentina que habita zonas aquosas dos Pampas. Recorda muito mais um elemental do ar do que uma fada por seu poder sobre os fenômenos climatológicos. Ela possui poder sobre os ventos e possui a capacidade de atrair a chuva.

RITUAL: Escreva três pedidos em um papel azul e depois queime-o em uma vela azul. As cinzas devem ser jogadas na água e a vela deve queimar por inteiro.

FADA: KHADEM QUEMQUAMA

Fada marroquina que gosta de vigiar as crianças enquanto dormem e pode fazê-los despertar, causando susto e pranto.

FADA: KODDINHALTIA

Fada que habita as zonas agrícolas da Estônia e Finlândia. Ela gosta de ajudar nas tarefas do campo e as famílias com as quais vive. Cuida e protege os agricultores.

FADA: KOLYADA

Fada centro-européia que somente aparece durante o inverno, quando a neve já cobriu os campos. É vista vestida com roupas brancas, por isso é muito difícil de vê-la.

KORRIGAN

Fada guardiã das fontes e dos arroios da costa atlântica espanhola e francesa. Medem sessenta centímetros. Têm o corpo bem proporcional, com cabelo longo e vermelho. Saem dos prados para dançar nas noites de lua cheia, quando concedem as águas poderes curativos.

RITUAL: Consiga uma pedra qualquer e coloque dentro de uma bacia branca. Aguarde que chova e deixe-a na rua por uma dia e uma noite. Na manhã seguinte, retire a pedra e guarde-a como talismã. A água deve ser jogada num vaso de plantas ou em um jardim.

FADA: LAUMA, LAUME

Fada fiandeira lituana. Pode casar-se com homens fortes e bonitos, porém podem desaparecer em pouco tempo. Atraem a fortuna, mas podem ser muito vingativas quando se sentirem ofendidas. Se apresenta como uma bela mulher, geralmente nua de grandes peitos e longa cabeleira loira.

FADA: LAURA

A fada Laura é considerada a lavadeira de sua comunidade, já que é quem recolhe, lava e perfuma as roupas de suas companheiras. Ela pertence ao grupo de fadas de flores de jardim e é descrita como uma menina de rosto doce, magra, vestida com um traje curto da cor malva como a lavanda e uma saia feita de flores dessa planta. Seu sorriso é de otimismo e afeto.

RITUAL: Para agradá-la coloque um pratinho com mel na janela.

FADA: LEANAN SIDHE

Leanan é uma fada irlandesa muito bonita, sendo considerada por alguns autores como a Lhiannan-Shee da Ilha de Man. Se acredita que essa fada, espírito da vida, é a inspiradora dos poetas e cantores. Porém, vai aos poucos consumindo-os causando-lhes uma morte prematura.

Ela sempre aparece toda vestida de branco e apresentando um longo e brilhante cabelo dourado. Essa Fada é também protetora dos namorados, favorece os idílios e evita pequenas discórdias que atrapalham a felicidade do casal.

Ritual para obter seus favores: Invoque-a mediante a recitação dos seguintes versos: “Fada loira e Dama Brilhante; traga o amor que para mim foi destinado”. Depois acenda uma vela cor-de-rosa e deixa-a queimar até o fim.

FADA: LHIANNAN

Fada da ilha de Man. De caráter malévolo, é descrita como uma mulher de longos cabelos loiros, que se faz visível quando quer. Sua visão é irresistível aos homens. Acompanha um homem por toda a vida e pode fazê-lo ficar louco.

FADA: LICKE

Licke é uma fada-cozinheira inglesa, pequena e gordinha, de caráter pacífico e com sentimentos amorosos para com os seres humanos. É mencionada na Lista das Fadas de Allies. Sendo uma fada cozinheira, oferecendo-nos os prazeres da fartura e da abundância.
Ritual para obter seus favores: ofereça-lhe uma moeda dourada que não deve ser usada até o mês seguinte ou realize uma oferenda de carne cozida que deve ser colocada debaixo de uma árvore frondosa.

FADA: LIMETREE

Fada inglesa muito rápida, de pequeno tamanho. É muito bela e produz a quem a vê a sensação de calma e doçura. Vivem perto do tronco das árvores mais anciãs.

FADA: LUNANTISHEE

Família das fadas encarregadas de cuidar dos arbustos do abrunheiro-bravo e não permitem que ninguém corte um ramo no dia de Todos os Santos, nem em 1 de maio. Se alguém se atrever a cortar um ramo dessa árvore, a vingança de alguma das Lunantishee não deixará de produzir-se.

FADA: MAB

É uma linda fada diminuta que possui uma carruagem que é conduzida por insetos e é governante das fadas que fazem nascer os sonhos. Ela é a parteira que com sua magia assiste o nascimento de todos os seres feéricos. Da mesma forma, para os humanos, favorece todas as formas de renovação e renascimento.

Mab é a rainha dos elfos que moram nas raízes das árvores. Coloque oferendas (podem ser frutas doces e pedrinhas coloridas) na raiz de uma árvore. Essa fada favorece todas as formas de restabelecimento e faz acelerar a realização de nossos êxitos financeiros.

FADA: MAYA

Maya é a fada do trevo amarelo que compõe um grupo de fadas de flores silvestres. É descrita como uma menina de olhar compreensivo, que expressa harmonia em seus olhos, enquanto deixa entrever um tímido sorriso em sua boca. Maya representa toda a doçura do mundo natural das flores do campo.
RITUAL: Acenda uma vela amarela com seu nome gravado de cima para baixo e um incenso de flores. Depois pode fazer mentalmente um pedido.

FADA: MBRINA

Mbrina é uma fada doméstica que pode adotar a forma de uma mariposa noturna ou uma lagartixa e gosta de viver nas zonas mais escuras e escondidas de nossas casas. É uma fada de transmutação, que igual aos gatos sagrados, transmutam energia negativa em positiva.

RITUAL: Para chamar sua atenção deixe à noite um pratinho de leite com mel em um cantinho bem resguardado de sua casa.

FADA: MEG MULLACH

Meg Mullach é mencionada pela primeira vez em as "Miscellanies" de Aubrey como uma fada que habitou muito tempo o castelo de Tullochgorm, propriedade dos Grants de Strathspey.

Seu nome significa “a peluda”, por seu abundante pêlo. Apresenta pele escura, rosto enrugado, não possui nariz e mede em torno de sessenta centímetros. Dirige as criadas da casa e serve as comidas como por arte de magia. É a melhor aliada na organização de festas. Essa fada infunde entusiasmo e ânimo festivo, transmite vitalidade e sabedoria popular.

Ritual para obter seus favores: Enfeite seus vasos de flores com pequenos laços de fita vermelhas.

FADA: MELIOR

Melior é a fada filha de Presina e irmã de Melusina. Ela foi castigada pela mãe à guardar até o fim dos tempos um gavião prodigioso em um castelo da Armênia. Mas ela não se conformou com seu destino e valendo-se de suas artes mágicas foi morar com suas outras duas irmãs na Ilha de Avalon.
Melior é a Dama dos Silfos que contagia nossas vidas com muita alegria, favorecendo também os êxitos duradouros.

FADA: MORRIGAN

Morrigan é uma das formas que toma a antiga Deusa guerreira irlandesa Badb. Foi ela que infundiu força e valor sobrenatural a Cuchulain, que deste modo ganhou a guerra pelos Tuatha de Danann, as forças do bem e da luz, e derrotou os escuros Fomorianos, as forças demoníacas do mal. Ela está associada com a vara de comando da rainha, bancos de areia, vegetação oceânica, raias e baleias.
Seus símbolos são as árvores ao longo da linha da praia e, especialmente, árvore de cipreste, conchas do mar e corvos.

Morrigan possui inúmeros poderes e quando invocada ajudará a todos, principalmente às mulheres, a realizar sua própria magia. Use sua forma como a de corvo ou gralha (figuras ou imagens), e velas pretas como uma ferramenta mágica.

Dia 30 de outubro é o dia de Morrigan, patrona das Sacerdotisas. Acenda um incenso de absinto e uma vela de cor escura, pedindo renovação. Quando a vela de cor escura queimar por completo, acenda uma vela laranja. Essa fada confere as virtudes do brilho pessoal, da dignidade e da confiança.

Ritual para obter seus favores: faça pequenos travesseirinhos de algodão e no dia 16/07 coloque-os dentro das flores, local que serve de dormitório para as fadas. No dia seguinte, eles estarão impregnados com a magia das fadas e serão ótimos talismãs.

FADA: NANNY BLUE

Nanny Blue é uma pequena fada inglesa, que na noite de 21 de fevereiro pode entrar em seus sonhos e presentear-lhe com mensagens reveladoras e fantásticas.Nessa noite, durma com um carretel de linha azul no lado esquerdo da cama.

FADA: NIAMH

Rainha das Fadas irlandesas. Cavalga no lobo de um cavalo branco sobre uma cela de montar de outro com ornamentos na cor dourada e sustentando umas rendas de filigranas. Leva uma coroa de rainha, uma capa de seda escura sobre a qual estão bordadas em ouro vermelho as estrelas. Seus olhos são azuis e transparentes como o orvalho sobre a relva. Em cada fio de seu cabelo se pode encontrar um anel de ouro. Sua pele é branca como a plumagem de um cisne. Seus lábios são vermelhos como o vinho e tão doces como se estivessem sido molhados no mel. É a rainha das fadas do País da Juventude.

FADA: NUNUI

Nunui é uma fada da Amazônia que possui um lindo rosto, mas é entretanto, bem obesa de corpo. Ela cuida da natureza e dos animais. Devemos invocá-la sempre que nosso jardim ou animais domésticos estejam doentes.

Ritual: para convocá-la basta chamar seu nome e deixar um pequeno presente em qualquer jardim. Jogue balas de mel, ou moedas de chocolate em qualquer vaso florido.

FADA NUBYH

Nubyh é uma fada muito poderosa para outorgar sabedoria. É também muito simpática, gentil e bondosa. Uma mãezona que podemos contar em todas as horas mais difíceis de nossas vidas. Devemos invocá-la sempre que tivermos dúvida sobre qualquer situação, pois ela lhe ajudará a seguir o melhor dos caminhos.

Ritual: Acenda uma vela verde e chame seu nome em voz alta. Escreva seu problema em um papel branco à lápis e depois queime o papel na chama da vela. Jogue as cinzas em qualquer jardim e aguarde os resultados.

FADA: OONAGH

Fada irlandesa esposa do rei das Fadas, Finvarra, que governa todas as fadas do Oeste. É muito bela, tem o cabelo dourado muito comprido, tanto que chega quase até o solo. Aparece sempre vestida com um traje prateado que brilha como se fosse bordado de diamantes, porém são gotas de orvalho que lançam lampejos.

FADA: PARADIS

Paradis é a misteriosa fada-rainha do universo do fogo. Ela nos ajuda a superar os obstáculos mais difíceis ao ser invocada. Todos os protegidos dessa fada, possuem o dom de superar ou contornar dificuldades e obter um êxito inesperado.

A Rainha dos Espíritos da Salamandra, tem a propriedade de destruir a maioria dos obstáculos que encontramos na vida.

FADA: RUCHELLA

Ruchella é uma fada muito pequena e gulosa. Ela circula em torno da casa, espiando nas janelas com medo de entrar. Quando, por fim, entra, vai direto para cozinha, procurar algo doce para comer. Quando tratada com carinho, essa fada protegerá toda a mulher grávida que habita a casa. Cobrindo-a com seu manto, não deixará que nada altere o bom desenvolvimento do feto até o parto.

Ritual: deve ser invocada meses antes do parto, preferencialmente três meses antes, oferecendo-lhe todas as noites de lua cheia dos respectivos meses, um pratinho com leite, acrescentando algo doce como: mel ou chocolate em pó. Coloque o prato em um canto da cozinha. Todas as manhãs jogue fora na pia a oferenda da noite anterior e recoloque uma nova.

FADA: SCHALLORES

Fadas que dão instruções aos espíritos do fogo e que controlam o seres do Fogo.

FADA: SELKIES

Fadas próprias da Escócia e das ilhas próximas a sua costa, Orcadas e Shetland. Possuem forma humana, embora vistam uma pele de foca para poder viver entre os arrecifes e nas profundezas marinhas. Podem adotar qualquer dos sexos, porém gostam de aparecer como uma jovem de grande beleza quando se desprendem da pele de foca e caminham pelas praias. Elas atacam os barcos dos pescadores para vingarem-se das focas que foram mortas por suas mãos.

A fada da pele de foca pode apaixonar-se pelos mortais como nenhuma outra, porém ama o mar e pode abandonar o marido e os filhos para retornar ao lugar que considerada como seu único lar.

A Selkie favorece os amores apaixonados e duradouros.

Ritual para obter seus favores: Ofereça uma flor branca às ondas. Se não puder estar junto ao mar, coloque uma flor em um prato com água, sal e pétalas de flor branca. Peça renovação das energias e muito amor.

FADA: SIRANA

Sirana é uma fada da noite. Ela fala a língua secreta das estrelas e traz suas mensagens aos povos que necessitam de ajuda durante os sonhos ou através de visões lúcidas. Sussurra em nossos ouvidos, imediatamente quando caímos adormecidos: "nós somos feitos do pó das estrelas e às estrelas nós um dia retornaremos".

RITUAL: Desenhe em uma cartolina várias estrelinhas, corte e depois podes colori-las com a cor prata ou revesti-las com papel prateado. Com a ajuda de fios de naylon pendure-as no lustre de seu quarto. Antes de dormir olhe para essas estrelas e faça seus pedidos mentalmente.

FADA: SKOGSRA

Fadas suecas, que dominam as forças da natureza. Habitam em covas ou cavernas da montanha e podem transformar-se em determinadas árvores ou animais para ajudar e proteger os seres humanos. São especialmente bem intencionadas para com os caçadores e guardiãs dos bosques.

FADA: TANSY

Tansy faz parte a série de fadas das flores silvestre dentro de uma lista criada pela estudiosa e artista inglesa Cicely Mary Barker (1895-1973). É descrita como uma menina de olhar atento, cujo rosto inspira confiança e serenidade. Considerada muito trabalhadora, ela gosta de viver em comunidade. Se veste com roupas feitas das folhas do tanaceto, levando na cabeça uma coroa feita também com as folhas da planta.

FADA: TARADELA

Taradela vive perto dos rios onde em noites de verão adora dançar. Com seus movimentos mágicos ajuda os povos a dispersar todo o medo de seus corações, para que possam sentirem-se seguros nas mãos da Mãe Terra. Se você escutasse atentamente o som da corrente de um rio ouviria sua canção.

RITUAL: Se você não vive perto de um rio, não se preocupe, adquira um CD com sons de água corrente (se pesquisar na internet podes encontrar em mp3). Acenda algumas velas aromáticas e vá tomar uma refrescante ducha. Dance e imagine-se banhando-se nas águas doces de um rio. Peça então para fada Taradela dissipar todos os seus medos e os substitua por muita coragem para concretizar todos os seus sonhos.

FADA: TINKERBELLS

"Quando o primeiro bebê riu pela primeira vez, seu riso se rompeu em mil pedaços e esses pedaços começaram a brincar por todos os lados. Assim foi como se originou as pequenas fadas élficas. Cada vez que uma criança diz: "não creio nas fadas" em algum lugar um pequena fada éfica se precipita contra o solo" (Sir James M. Barrier (1890-1937): Peter Pan).

Se conhece como Tinkerbells a essas diminutas luzinhas saltitantes, originárias a partir do riso do bebê. Tinkerbell significa algo como o som de sinos, e é o nome que recebem esses diminutos seres femininos, mistura entre Elfos e Fadas, precisamente Fadas élficas, que pertencem tanto ao Reino do Ar como ao Éter. As Tinkerbells são seres alegres, felizes, delicados, belos, ligeiros e inquietos. Habitam qualquer lugar onde floresçam as flores ou ervas silvestres e também os campos exuberantemente floridos, os claros bosques salpicados de flores, nas margens dos rios bordadas de flores.

Quando surgem se ouve o som suave de sinos. Quando alguém se encontra com uma Tinkerbell sente como se enganchasse em uma teia de aranha no rosto, embora esteja em campo aberto onde não se poderia encontrar nenhuma teia de aranha na altura do rosto. Também uma ligeira cosquinha na pele pode indicar sua presença. Estão sempre providas de frágeis asas transparentes que brilham com todas as cores do arco-íris e sempre carregam consigo uma pequena varinha mágica luminosa e pó de estrelas. Dormem nos cálices das flores, em pequenos ocos entre os ramos ou lugares similares. Elas protegem as plantas e algumas pessoas que escolhem com carinho. As vezes visitam os bebês humanos para soprar-lhes pó de estrelas sobre os olhos ou levá-los, numa noite, para conhecer seus reinos de contos e fantasias. Mostram às crianças a verdade que há detrás da realidade das mais belas cores e formas para que essa verdade fique gravada para sempre em seus corações e em sua memória e possa ser revelada de novo no momento apropriado.

FADA: TITANIA

Ela é considerada a rainha de todas as fadas e foi musa do grande William Shakespeare. Titania brinda seu auxílio em casos de depressão, enfermidades, sonhos inalcançáveis e desasossego familiar. Também é a fada cujo desígnio principal está relacionado ao encontro do amor verdadeiro.

Para tê-la sempre por perto, plante flores silvestres em seu jardim.

FADA: UNITES

Pertencem a família das pequenas fadas e medem aproximadamente 1 cm de altura. Sua expectativa de vida é de um ano. Absorvem a energia vital do Éter. para cedê-la, logo em seguida, às plantas, com que revitalizam seus centros de força.

FADA: URGANDIA

A fada Urgandia tutela o universo das grutas e montanhas de quartzo em seu estado mais puro, quando suas propriedades receptores de energia do universo são ótimas.

É por isso, que a poderosa Fada Urgandia favorece a força física e a resistência. Proporciona à todos que a invocarem o êxito material completo.

RITUAL: Encontre uma pedra qualquer, acenda uma vela verde ao seu lado. Depois que a vela queimar por completo, guarde a pedra como talismã da sorte.

FADA: XINAUN

É uma fada chinesa que vive escondida em seu palácio nas montanhas. Sua casa é de cor púrpura e ela guarda tesouros. Gosta de adornar seu vestido com plumas e dançar à luz da lua. Pra transladar-se de um lado a outro se disfarça de nuvem. Sua missão é outorgar força e ousadia.

FADA: ZANA

Fada albanesa protetora dos heróis e também musas das montanhas. Percorrem as flores, dançam, brincam, atraem as cabras e cantam à noite nas fontes.

O TEMPO DO AMOR





As Fadas são grandes apaixonadas como nós. E uma estranha fatalidade faz com que experimentem suas maiores paixões por simples mortais, bem mais que por outros seres do Reino das Fadas. Desse modo, os homens que por azar do destino, venham a conhecer uma fada, não podem escapar do amor louco que ela desperta neles.

Mas de onde vem esta atração mútua e irresistível? Ninguém sabe, mas as lendas, relatos ou crônicas populares abundam em histórias de amor que colocam em cena o homem e a fada.

Eis aqui o testemunho, coletado no ano de 1849, de uma senhora que vivia em Arinthod (região pertencente a França):

"Um de nossos criados, chamado Félicien, foi levar os cavalos para o pasto no prado da ilha onde vivo e avistou pequenas senhoritas brancas. Era época da seca do feno.

Havia pilhas de feno amarrados e soltas na pradaria e lindas sílfides dançavam ao seu redor, tão rápidas, de um modo tão gracioso, que era uma maravilha. Nosso bom Félicien ficou fascinado com o grande espetáculo. Voltou para casa com um ar de encantamento inexplicável e nos descreveu o melhor que pode a beleza, a graça e a natureza diáfana daquelas pequenas criaturas de Deus; e tão belas eram que havia se apaixonado por elas no ato. De bom grado havia pedido uma em casamento, por seus traços, por sua elegância, pelos diamantes de todas as cores que brilhavam em seus dedos, seus braços, no pescoço, na cintura...."

Os amores que ligam as fadas e os homens a maioria das vezes, estão fadados ao insucesso, pois os seres dos Reinos das Fadas e os humanos pertencem a universos diferentes e só podem encontrar-se em lugares incertos que determinam a fronteira entre esse mundo e o outro.

Nos relatos e contos novelísticos, a fada sempre aparece ao herói no coração de um bosque sombrio, perto de uma fonte ou de um arroio. O homem está sempre só, perdido, debilitado, e não tem nenhuma possibilidade de resistir a ela, bela como nenhuma, e se oferecendo desse modo. No mesmo instante esquece qualquer outra paixão terrena e se entrega de corpo e alma a sua nova Dulcinéia. Pede sua mão e nada parece poder desfazer o sucesso dessa mútua paixão.

O amor da fada por seu companheiro humano é total, e é de uma fidelidade a toda prova. Pode permanecer com seu eleito até o final dos tempos. Evans Wentz evoca um caso de uma fada que não vacilou a acompanhar seu amante mortal até a América do Sul.

REGRAS FEÉRICAS

Entretanto, a felicidade dos apaixonados em geral, é de curta duração. A aliança com a fada está sujeita a condições que os mortais costumam desrespeitar. Não que sejam particularmente complexas ou difíceis de satisfazer, ao contrário. As regras que regem o Reino das Fadas são banais e inclusive insignificantes. Os mortais as tomam como caprichos da fada e não lhes prestam muita atenção. Não demoram muito para transgredi-la, sem se darem conta, violando assim seu juramento, perdendo para sempre o amor da fada e deixam de ter acesso definitivamente ao Reino das Fadas, que lhes havia entreaberto a porta de seus domínios encantados. De volta a sua condição primitiva de simples mortais, vagam pelo mundo como almas penadas antes de morrer de tristeza e nostalgia.

Entre os tabus que regulam as relações entre fadas e mortais podemos citar a proibição de chamar o ser do Reino das Fadas pelo nome, de evocar sua existência diante uma terceira pessoa, de pronunciar certas palavras ou aludir a certas pessoas em sua presença, de recordar-lhe suas origens, pegá-lo ou tocá-lo com um objeto de ferro. A menor infração, a fada desaparece e abandona seu amante de carne e osso a sua triste sorte.

O AMOR ÉLFICO

Também os elfos buscam ardentemente o amor das mortais. Na Irlanda se conhece um elfo chamado Ganconer, nome que significa "o que fala de amor", jovem de olhos negros e brilhantes, cujas belas palavras seduzem as jovens que andam sozinhas pelos bosques, ao cair da noite. Pobre daquelas que se deixam abraçar por ele, pois não tardarão a morrer de languidez, depois que seu amante élfico a saciar de carícias! Um provérbio irlandês afirma: " Quem encontra Ganconer pode tecer seu sudário".

Outro elfo, esse originário da Escócia, se vingou cruelmente de uma mortal que havia lhe jurado amor. O elfo desapareceu por sete anos, contando com a fidelidade de sua amada. Entretanto, essa terminou por cansar-se de esperar e casou com outro homem, do qual teve um filho. Ao seu regresso, o elfo fez de tudo para seduzir novamente a jovem. Propôs raptá-la e fugir em um navio de ouro que navegaria empurrado por um vento mágico. A mulher abandonou o marido e o filho para embarcar com o amante. Mas, assim que zarparam, o elfo suscitou uma terrível tempestade. O barco afundou e a mulher infiel com ele.

Os elfos nem sempre são belamente jovens, muitas vezes possuem alguma deformação física, podem apresentar os pés tortos ou voltados para trás, orelhas pontiagudas, rabo de vaca, não terem nariz ou serem estrábicos.

Desde os primeiros tempos clássicos, as lendas das visitas de deusas e ninfas a mortais humanos e sua relação com amorosa com eles sempre comoveu a humanidade por sua tragédia e esplendor; pois o final de todas essas relações entre imortalidade e mortalidade têm sido trágico.

Território das Fadas



Entre os latinos, os celtas, os germanos, e romanos, as divindades da natureza e dos elementos eram chamados de "genius loci", o "gênio do local".

Os altares e templos consagrados as ninfas, as ondinas e aos silfos não eram edificados em qualquer parte, e sim em determinados locais precisos. Do mesmo modo, as cidades se construíam em territórios eleitos entre todos pelas qualidades dos "espíritos dos lugares" que habitavam neles.

Os antigos temiam os poderes das fadas, do mesmo modo que se maravilhavam com eles. Assim, os camponeses e pastores nunca se aventuravam no interior de grutas construídas por fadas sem praticar uma oferenda aos gênios do local. Essa oferenda podia resumir-se em um pequeno galho de determinada árvore, um pedaço de pão ou algumas gotas de leite. Acompanhando a oferenda, devia ser feito um voto, para ganhar a confiança delas.

Muitas dessas grutas existiam, como: as grutas druídicas de Plombières; a "Cova das fadas", na cercania das ruínas do castelo de Urfè; entre outras.

Corneille de Kempen nos assegura que, nos tempos de Lotario, havia em Frisia numerosas fadas que moravam em cavernas, em torno das montanhas, e que só saíam com a luz da lua. Olaus Magnus disse que se viam muitas na Suécia em seu tempo: "Têm por morada grutas escuras no mais profundo dos bosques; as vezes me mostram, falam para aqueles que as consultam e desaparecem subitamente."

As colinas, os túmulos e as pedras druídicas também são consideradas obras das "boas damas". A alguns quilômetros de Blois, entre Pont-Leroy e Thenay, se observa uma "Pedra da meia-noite" que, ao que parece, gira sobre si mesma todos os anos na noite de Natal. Perto de Tours existe outra pedra giratória; se diz que as fadas a depositaram ali sustentando-a com a ponta dos dedos.

Supunha-se que os menires (pedras sagradas) atraíam as fadas, que dançavam ao seu redor durante noites inteiras, a maneira das sacerdotisas celtas das quais eram descendentes.

Também se contava, no norte da Europa, que as fadas se reuniam a noite em torno das pedras sagradas com instrumentos musicais fabulosos para interpretar uma dança chamada "chorea Elvarum", a "Dança dos Elfos". Mas as fadas detestavam ser observadas durante esses festejos e ao menor ruído desapareciam em uma fração de segundos.

CRUZADA CONTRA AS FADAS

Quando se produz a expansão do cristianismo, todos os altares consagrados aos gênios locais, aos deuses campestres, aos elfos e as fadas, assim como os cultos à eles celebrados, foram em primeiro momento condenados e proibidos pelo clero.

No vigésimo terceiro concílio de Arles, que se celebrou em 442, proibiu o culto das árvores, das pedras e das fontes. Essas proibições foram repetidas por concílios posteriores, como o Tours, em 567, o Leptines, em 743.

Um capitulo de Aquisgrás, escrito no ano de 789, qualificou de sacrílegos todos os pagãos que seguiam acendendo fogueiras a noite perto das árvores, dos menires e das fontes, em homenagem as entidades feéricas. As leis de Luitprand renovaram a proibição.

Entretanto, todas essas medidas resultaram ineficazes. O povo, por muitos séculos, continuou desafiando as proibições para ir render homenagem ao pequeno povo das fadas. Por isso, os clérigos pouco a pouco se viram obrigados a reconverter esses templos pagãos em lugares em culto cristãos.

A maioria dos centros cristãos importantes foram edificados em antigos lugares de cultos pagãos. Assim, o monte Tombe, antigo lugar de peregrinação celta, foi transformado em Mont-Saint-Michel. A catedral de Paris se elevou sobre um antigo templo galês consagrado a Lug, o Deus da Luz. E os altares campestres, as árvores sagradas, as cavernas habitadas por fadas foram convertidos em lugares de adoração da Virgem Maria, que por essa razão, se converteu a padroeira das fadas. Alguns afirmam inclusive, que um bom número de milagres ou aparições que tiveram lugar nesses antigos lugares pagãos, não eram, senão manifestações das fadas.

A crença nas fadas, não se opõe em nada a crença cristã, ao contrário, a anuncia em muitos pontos. Recordemos, por exemplo, a importância do número três nas manifestações feéricas. O três é igualmente símbolo da Trindade cristã. As Igrejas cristãs primitivas o compreendiam perfeitamente: assim, se pode ver na Grécia um ícone ortodoxo em que Cristo aparece com criaturas aladas que se parecem tanto com os elfos como os anjos.

Foi a imagem da Virgem Maria que os sacerdotes colocaram em cima das árvores sagradas. O velho carvalho de Loupe, parece ter sido um desses antigos monumentos de culto druídico metamorfoseado pela religião cristã, pois hoje em dia o chamam de carvalho da boa Virgem. Os dolmens foram transformados em calvários; as fontes mágicas e os grandes carvalhos dos druidas foram consagrados a Virgem, e as plantas e ervas medicinais de virtudes maravilhosas, que as bruxas iam colher a luz da lua, foram colocadas debaixo do patrocínio dos santos. Mas, por baixo do manto da religião, as fadas continuaram a exercer sua função de madrinhas dos homens.


Texto pesquisado e desenvolvido por ROSANE VOLPATTO

AS Fadas e os Animais

As fadas são partes integrantes da natureza e são capazes de se comunicar com esse vasto reino, sejam animais, plantas ou outros seres encantados. Mas seu poder pode ir muito além e podem adotar qualquer forma corpórea, seja uma flor, uma planta, uma árvore, um ser humano ou um animal, entretanto quase sempre escolhem aquela a qual mais se identifica. Nos mitos greco-romanos e dos celtas, quase sempre se transformavam em lobo, cavalo, urso, serpente, cisne, foca, todos os animais muito familiares para esses povos.

Uma lenda muito conhecida, afirma que a Constelação da Ursa Maior foi, em um tempo distante, uma ninfa dos bosques chamada Calisto. Zeus, Senhor dos Deuses, se apaixonou por ela e para protegê-la da ira da Deusa Hera, sua esposa, primeiro a transformou em uma ursa e posteriormente em constelação. Outras fadas, sobretudo as aquáticas, tinham a virtude de transformar-se em gigantes serpentes, enquanto que em alguns mitos celtas aparecem com o aspecto de cisne, nadando placidamente sobre as águas.

A partir do século XII-XIII, e sempre seguindo a tradição, se tem notícia de fadas que tomam a forma de javalis, cervos, cabras, falcões, águias, animais paradigmáticos de uma civilização mais aristocrática e aficionada pela caça. Também certos animais domésticos, como os cachorros e gatos, foram considerados animais que mantinham contato com o mundo feérico. Os gatos, em particular, eram considerados elfos, mas havia um gato feérico em Highlands, o "Cait Sidt".


Os gatos são importantes, pois transmutam a energia negativa de qualquer lugar, mas também detectam qualquer presença estranha, mesmo aquelas que o olho humano não é capaz de enxergar.

Cães negros, cavalos e pôneis são encontrados na história de Elidor de Giraldus Cambrensis. Exemplos de cavalos feéricos são o perigoso Each Uisge, os Kelpies, o Cabyll Ushtey, o Trash e o Shock. Todos eles possuem o poder de trocar de forma. Os cavalos utilizados pelas fadas aparecem constantemente nas lendas dos seres feéricos heróicos, sempre que há uma cavalgada das fadas, das quais participam.

Os cães negros são animais selvagens mais comuns na Inglaterra, porém existem muitos cães monstruosos: o Barguest, o Gally-Trot, o Mauthe Doog e o Shock. Os cães feéricos domésticos mais conhecidos são Bran e Sceolan, os cães de caça de Finn e o Cu Sith.

O gado feérico era menos feroz que os cavalos feéricos selvagens, como a Vaca Parda de Kirkhan que tinha caráter benéfico. O touro-elfo era um visitante que trazia a boa sorte a qualquer rebanho. Havia entretanto, fantasmas ferozes como o grande Touro de Bagbury. Sua história se encontra no livro de Burne e Jackson, "Shropshire Folk-Lore", (pp. 108-111).

Entre outras diversas classes de animais, os mais famosos eram o povo das focas, os "Selkies" e "Roane". Certas trutas e salmões eram considerados animais feéricos e inclusive alguns insetos. O conjunto das Ilhas Britânicas é rico em zoologia feérica.

As fadas são vistas freqüentemente montando todo o tipo de animais, de cavalos à caracóis.

OS Feitiços Animais


Da relação entre as fadas e os animais há um assunto fascinante: os feitiços. Contam as lendas de poderosos feitiços que levavam belas damas a ter uma dupla existência: damas estas que, de dia se convertem em falcões e outras que se convertem em cisne à noite.

Também há histórias similares entre os homens, sendo a mais conhecida a do mito do lobisomem. Todas essas lendas estão no inconsciente coletivo e não deixam de ter um antigo encanto.

Para acrescentar um pouco de magnetismo animal a tua magia feérica consulte a lista abaixo, criada pela autora Sirona Knight em seu livro "A Magia de las Hadas", para conhecer as qualidades mágicas dos animais e insetos:

ABELHA: Cumprir com tuas tarefas, ter continuidade, trabalhar em harmonia com a natureza, comunicar-te com os demais, atrair as fadas aladas e a paz no mundo.

ÁGUIA: Inspiração feérica, valentia, sabedoria, poder criador, mensagens e presentes feéricos, ver a situação em conjunto e desenvolver um agudo pode de observação.

ARANHA: Fertilidade, novos começos, manter o equilíbrio, criar tua rede pessoal em tua vida, desenvolver tuas habilidades para sonhar na magia feérica.

BORBOLETA: Transformação, metamorfoses, transmigração, troca de forma, renascimento, aceitar tuas visões e sonhos, mudar-te para lugares novos e representar e ajudar com as mensagens e visitas dos seres feéricos alados.

CÃO: Desenvolvimento da lealdade, companheiro de Magia Feérica, proteção do lar e da família, amizade, companheirismo, sentidos aguçados, habilidade de seguir rastros, desenvolvimento da percepção intuitiva, integridade.

CORUJA: Aprender a discernir, conhecer a diferença entre a verdade e a mentira, transformação, confiar em tua primeira impressão, desenvolver as habilidades intuitivas e Magia da Lua.

CAVALO: Companheiro da Magia Feérica, inspiração divina, expansão da percepção, rapidez, transmutação, fortaleza e aprender a usar o poder corretamente.

CISNE: Graça, eloqüência, adivinhação, sonhos feéricos, transformação, despertar do poder mágico, atrair os seres feéricos da Água e do Ar.

OVELHA: Fertilidade, novos começos, manter o equilíbrio, ganhar segurança em si mesmo, prosperidade e abundância.

CERVO: Desenvolvimento da compaixão, bondade, amabilidade, atuar com cautela, encanto pessoal crescente, prender a estar sempre alerta e harmonizado com a Natureza. As qualidades do cervo macho são a ascendência, a linhagem, a força, a valentia, a Magia Feérica para o Amor e honra.

COLIBRI: Graça, eloqüência, adivinhação, sonhos feéricos, transformação, despertar o poder mágico, atrair os seres feéricos da Água e do Ar.

CORVO: Desenvolvimento da intuição, Magia da Lua, adivinhação, percepção expandida, visitas e mensagens dos seres feéricos do Ar, poder mágico.

FOCA: Desenvolvimento da intuição, confiança em tuas reações viscerais, trocar de forma, encanto, encantamento, ascendência e atrair os seres feéricos da Água.

FORMIGA: Aprender a estar aqui, no presente, no momento, desenvolver a paciência, a humildade, trabalhar em tua comunidade, planificar, estabelecer metas e atrair os seres feéricos da Terra.

GALINHA: Alcançar metas pessoais, abundância, prosperidade e proteção do lar e das posses materiais.

GANSO: Agilidade, inteligência, astúcia, sigilo, segredos, vigilância, perseverância, transformação, troca de forma, desenvolvimento das habilidades psíquicas e o companheiro ideal para a Magia Feérica.

GAVIÃO: Adivinhação, predição, ver a situação em seu conjunto, resistência e expansão da percepção.

GAIVOTA: Ir muito além da imaginação, seguir com a corrente, oportunidades, mensageiros feéricos divinos, atrair os seres feéricos do Ar e da água.

GRILO: Boa sorte, cura, harmonia, trabalhar em sintonia com a natureza, desenvolver tua voz e talento para o canto e fazer as coisas no momento mágico adequado.

FALCÃO: Rapidez, poder mágico intenso, percepçãp, desenvolvimento das habilidades psíquicas, responder a perguntas, presentes e orientação feérica, percepção expandida e troca de forma.

LARGATIXA: Sonhos lúcidos, cura, troca de forma, mistério, visões, expandir a percepção e valentia. A salamandra nos ensina a usar a paixão para a criatividade, desenvolvimento da energia pessoal, descobrimento de talentos ocultos.

LIBÉLULA: Troca de percepção, expanção da percepção, ter sonhos lúcidos, transmigração, desenvolvimento de habilidades mágicas e mensagens, saudações e orientação dos seres feéricos alados.

LEBRE (COELHO): Magia feérica da fertilidade, amor, renascimento, boa sorte, desenvolvimento de habilidades nas artes criativas, surpresas e atrai as fadas aladas.

LOBO: Desenvolvimento dos sentidos, lealdade à família. constância, sonhos proféticos, novas formas de fazer as coisas, resistência e arte da invisibilidade e astúcia.

RAPOSA: Camuflagem, desenvolvimento dos teus poderes de observação, astúcia, perseverança, resistência e velocidade.

RATÃO: Ocupar-te com o êxito dos pequenos detalhes, invisibilidade, desenvolvimento da concentração.

RENA: Desenvolver novas habilidades, desfazer-se de maus hábitos, mandar e tristeza embora, predizer o tempo e atrair chuva, atrair das fadas da Água, novos começos e renovação.

SALMÃO: Regeneração, profecia, adivinhação. Sabedoria dos seres feéricos da água, e sonhar com o reino das fadas.

TOURO: Fertilidade, poder pessoal, troca de forma, força mágica, alcançar objetivos, romper barreiras, valentia. Os touros feéricos ajudam o rebanho a se desenvolver bem.

UNICÓRNIO: Beleza, amor, amizade, conhecer o lado amável da vida, desenvolver habilidades mágicas e psíquicas, sabedoria oculta e sonhos com o reino das fadas.

VACA: Apreciar aos demais, criar harmonia, cura, honra, prosperidade, sustento da família.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

FADAS DA TERRA



"As fadas não são uma fantasia, mas sim uma conexão com a realidade". Brian Froud

As fadas respiram e estão vivas. São tão reais quanto qualquer um de nós, e, embora tenham um estilo bem diferente de vida, nos proporcionam algumas experiências bem interessantes, desafios e alegrias conforme elas se tornam familiares aos nossos olhos e nossos corações.

Hoje, já é grande o número de pessoas que se sentem motivados a conectar-se com o Mundo das Fadas. Os dois mundos, o nosso e o das fadas, estou voltando à aproximar-se. O contato é mais fluídico e as portas se abrem mais facilmente. Por isso, se desejamos a harmonia entre os dois mundos, é importante encontrar-se com o País das Fadas em seus próprios termos e evitar projetar as nossas idéias e falsas crenças.

Se desejamos um contato com elas, se faz necessário conhecer seus hábitos e sua cultura, do mesmo modo que aprenderíamos coisas dos habitantes de um país estrangeiro que visitamos.

As fadas guardam segredos e por muito tempo estiveram afastadas de nós, podendo só serem vistas por poucas pessoas que tinham a sensibilidade suficiente para salvar a distância que separava ambos os mundos.

Para interagir com o País das Fadas é conveniente dar-se conta que o Outro Mundo está em toda parte. De modo que onde estás, as fadas também estarão, ou podem estar num abrir e fechar de olhos. O teu encontro com elas pode ser aqui e agora, pois o lugar onde estás já é especial. Basta saber escutá-las com algo mais que teus ouvidos e abrir teus sentidos sutis da emoção e empatia. Para vê-las não é suficiente estarmos com os olhos abertos, pois sua visão vai mundo além dos nossos olhos físicos. E, elas só aparecem para aqueles que acreditam nelas. Por isso, nunca digas que não crês nas fadas e assim se verá à caminho de um mundo secreto e maravilhoso, que é o Reino das Fadas.

As Fadas estão esperando o teu chamado!

FADAS DO FOGO


Nada nem ninguém pode negar a importância do fogo e da luz na existência do homem. O fogo está presente em toda a história do homem a modo de rito, e a ele se faz referência em todas as civilizações. Para os gregos foi o titã Prometeu quem entregou o fogo ao homem, que havia roubado do Monte Olimpo. Os gregos tinham seu deus do fogo, Hefesto e os gregos tinham Vulcano; os indígenas brasileiros pregavam sua importância com a dança do fogo e suas lendas; os astecas rendiam culto ao deus do fogo Xiuhtecuhtli, enquanto que os celtas adoravam a Deusa Brigit, Deusa do Fogo e do Lar.

O rito do fogo ainda faz parte de nossas vidas e continua presente em muitas de nossas celebrações. Acendemos velas em distintas cerimônias religiosas: para alcançarmos uma graça, para pedirmos proteção ao nosso anjo da guarda, para honrarmos os mortos, etc. Celebramos com fogos artificiais, datas festivas como o Ano Novo, aniversários, eventos esportivos, entre outros. Recebemos o inverno com as fogueiras de São João e muitas são as festas que tem como protagonista o fogo.

O fogo simboliza o fim de uma etapa e o nascimento de uma nova, a destruição e a esperança. De modo consciente ou inconsciente, o fogo faz parte da nossa natureza. O fato de que o fogo esteve presente em culturas tão dispares como os nossos indígenas, os gregos, os egípcios e os celtas, nos faz pensar que é algo inerente à vida, que podemos fluir de seu poder. E o mesmo ocorre com as fadas, que não puderam escapar ao poder do fogo. Nesse mágico mundo são três as fadas associadas a este elemento: as Salamandras ou Fada do Fogo, as Limníades ou Fadas da Luz e os Dedos de Luz.

SALAMANDRAS OU FADAS DO FOGO

Com o nome "Salamandra" se conhece as Fadas do Fogo, pois essa é a forma como se apresentam. Entre todas as fadas são as mais respeitadas e as mais antigas. Conta-se que as salamandras estavam presentes na origem do universo e já eram respeitadas pelos deuses. Quando Prometeu, o titã da mitologia grega encarregado junto com Epimeteu de criar a humanidade, entregou aos homens como dom o fogo, foi castigado duramente por Zeus. A ira tão desproporcional de Zeus se justifica porque, junto com o fogo, Prometeu estava entregando a fonte de poder e de domínio, a sabedoria.

As Fadas do Fogo se manifestam em cada fogo que se acende, em cada pequena chama. Podem apresentar-se de duas maneiras, em forma de chama, ou em forma de salamandra, de lagartixa e podem adotar qualquer tamanho, desde pequenas chamas até fogos que arrasam a árvore mais alta do bosque. Não é de estranhar que as fadas tenham escolhido a salamandra para ser sua forma animal, pois o movimento desta muito se assemelha a forma de uma chama. O animal salamandra, quando colocado perto de uma fonte de calor, segrega um líquido que lhe permite durante algum tempo suportar altas temperaturas.

As relações entre as salamandras e o homem não tem sido muito satisfatórias, pois essas, conscientes de seu poder, se mostram inacessíveis ao contato humano. Quando se sentem importunadas ou julgam que o homem está interferindo em negócios que não lhe dizem respeito, os castigam com queimaduras ou incêndios.

Há quem diga que as salamandras têm contato com o mundo além túmulo, o que daria sentido ao feito de se acender velas para os mortos. Para os vivos as salamandras concedem sabedoria e força de espírito, enquanto são poucos os mortais que podem presumir que as fadas do fogo lhes deram estes presentes. Para invocá-las, basta acender um fogo ou uma pequena vela e pronunciar uma oração de boas vindas.

As Fadas do Fogo também podem apresentar-se com a forma humana com asas longas, estreitas e transparentes e medem cerca de 3 milímetros de altura. Elas são encontradas em torno de fogueiras, vulcões, mananciais de água quente e borbulhante. Elas vivem em grupos em torno de cem e fazem todas as coisas de forma conjunta. Obtêm seu sustento dos gases e vapores que saem dos fogos e dos lugares quentes, e se pode vê-las em grupos sobre as chamas, dançando e cantando enquanto se alimentam dos eflúvios metafísicos do fogo.

Essas fadas também são conhecidas por "Chama do Mago" e "Guardiões do Sul". Trabalhar com a salamandra te ajudará a desenvolver e fortalecer teu lado intuitivo.

COMO CAPTURAR UMA FADA DO FOGO

A melhor época para se apanhar uma Fada do Fogo é entre Samhain (31 de outubro) até o dia 5 de novembro. Acenda uma fogueira tomando as precauções necessárias e acrescentando quantidades iguais de pétalas de primaveras (flor) secas, folhas de louro e folhas de mirto (Myrtus communis) dos pântanos. Enquanto as ervas queimam e crepitam passe um coador de metal rapidamente sobre o alto da fogueira e deixe-o de boca para baixo na terra. As Fadas do Fogo ficarão presas dentro dele e você poderá pedir três desejos, prometendo soltá-las. Levante então o coador e as deixe ir, pois elas voarão e procurarão tornar realidade seus desejos.

AS LIMNÍADES

A palavra "limníade" provem da palavra grega "lygno", que significa "luz, tocha", ou da palavra "lygnía", "candelabro". Segundo essa origem se poderia traduzir "limníade" como "as que iluminam". As limníades são ninfas muito pequenas, como vagalumes, que se vê nos campos em forma de esfera de luz. Embora sejam diminutas podem aumentar de tamanho, porém quanto maiores se tornam menor é sua luminosidade, por isso o homem sempre que as vê quando são pequenas, como pequenas ninfas envoltas em um arco de luz.

Diferente das salamandras, as limníades gostam do contato com os humanos e se deixam ver freqüentemente. Adoram sair a noite para brincar e dançar em grupo e permanecem pelos bosques até o amanhecer. Dizem que a luz que emitem as limníades tem um poder hipnótico e, se encontram um homem em seu caminho, se divertem atraindo-o para ela. Quando o homem despertar do poder que emana na luz nunca sabe onde se encontra.

DEDOS DE LUZ

Como se fosse uma criança de cinco anos e com a ponta dos dedos luminosos, assim se apresentam as fadinhas conhecidas como "dedos de luz". Dizem que são muito travessas e brincalhonas e que roubam os objetos entre risos. As atrai tudo o que reflete muita luz, como o ouro e os brilhantes. São muito rápidas, não há quem as veja quando estão roubando. Elas se desculpam de sua má fama dizendo que só tomam "emprestado", entretanto é bem conhecida a pouca memória dessas fadas, pois quando deveriam devolver o que tomaram "emprestado" é pouco provável que se lembrem onde guardaram o objeto.

São muito caprichosas e fazem o que podem para alcançar seus propósitos. Quando não conseguem ficam muito nervosas e seus dedos desprendem muitíssima luminosidade. Os homens conseguem vê-las quando estão nesse estado, por causa da luz que emitem. Alguns foram até queimados e inclusive atiram longe o objeto que elas desejam.

FADAS DA ÁGUA



Numerosos e variados são os espíritos da água que moram nas fontes, nos lagos, nos rios, nas cachoeiras, nos mares. Esses espíritos marinhos da natureza apresentam características diferentes de uma parte do mundo para outra. Os do Pacífico diferem dos do Atlântico, e uns e outros do Mediterrâneo. As espécies que se apresentam em azul luminoso nos mares tropicais são muito distintas das que saltam nas espumas dos grises mares do Norte.

As formas das fadas marinhas são variadíssimas, em geral, tendem a tomar formas mais amplas que as fadas dos bosques e das montanhas, entretanto, como essas apresentam tamanho diminuto.

No folclore brasileiro temos algumas dessas fadas, como é o caso da Uiara, nossa ninfa da água doce, a lendária nereida Açaí, as formosas Juruás, entre outras. Temos ainda, o Boto, que é o senhor absoluto dos mares e do grande mar doce, que é o Rio Amazonas. Uiara também exerce grande poder, porém, somente nos rios e lagos. Especialmente no sagrado Tapajós, o rio dos suspiros. Outros são os rios sacros: Xingu, o rio de fogo; Tocantins, o rio do esquecimento onde bebem as almas solitárias; Juruá, o rio das dores; Itajaí, o rio fecundo; Japurá, o rio das virgens e das ilusões; Ipiranga, o rio dos trovadores; Jaguaribe, o rio dos ventos; Tubarão, o rio da felicidade; e muitos outros.

Em quase todas as tradições, assim como as brasileiras, esses seres fantásticos estão relacionados com a sedução que sempre acaba com o rosário da aurora, a maioria das vezes, de forma trágica.

Do mesmo modo que nossa Uiara, as fadas aquáticas universais buscam deliberadamente o contato com o homem para seduzi-lo, e quando não são correspondidas acabam com a vida do homem. Porém há mais pontos em comum:

- Vivem no fundo de uma fonte, cisterna, rio, onde flua água doce, pura e transparente.

- Possuem o aspecto de mulheres muito belas, de longa cabeleira e as vezes, possuem uma estrela gravada na testa.

- Podem ser grandes benfeitoras como letais. As vezes profetizam acontecimentos, e graças a sua influência produzem riquezas.

- Seus olhos são da cor verde esmeralda, com um olhar extremamente sedutor que enfeitiça o ser humano.

- Vivem em fabulosos palácios, ocultos da vista humana, em lugares subterrâneos ou aquáticos, ricamente decorados e iluminados nos quais guardam grandes tesouros e riquezas.

- Muitas dessas fadas até podem casar com um humano por amor, porém sempre com uma condição, de não revelar sua condição de "mulher da água".

A origem das ninfas procede de velhos cultos pagãos, onde se buscava o apoio desses seres para dar às águas virtudes mágicas e medicinais, sendo em primeiro momento adoradas como Deusas, passando o culto mais tarde a centrar-se em seu próprio habitáculo, que se tratava de uma fonte, estanque, remanso ou similar.

Existem vários nomes, ou classificação para referir-se a esses seres femininos das águas, os mais conhecidos são: as ninfas (conhecidas também por ondinas), sereias e nereidas.

Grande parte da confusão que existe sobre o mundo das sereias se explica porque embaixo desse termo se englobam personagens sobrenaturais diferentes entre si. Dentro das águas oceânicas há as mulheres marinhas (mer-women, mer-maids, nereidas, morganas, etc.), que não apresentam o rabo de peixe como as sereias. Portanto, as nereidas se diferenciam das sereias por não terem o rabo de peixe e também, por habitarem os mares interiores ou menores.

Mitologicamente, as nereidas são consideradas como seres nascidos da união do mar com seus rios, em uma época que não existiam os homens e foram relegadas a um papel secundário no reino dos mares, devido a supremacia do Deus Poseidon. Se apresentam como belas mulheres jovens e nuas, rodeadas permanentemente de tritões. O nome "nereidas" significa "molhadas" e eram elas que salvavam os marinheiros dos perigos, diferente das sereias que os provocavam.

As Fadas da Água estão presentes nas tradições de quase todos os povos e estudá-las nos fará contemplar o mundo de uma forma holística, que nos fará devolver a consciência de que vivemos em um Universo, do qual ignoramos suas raízes mais profundas.

A única forma verdadeiramente possível de entrarmos em contato com esses seres é nos banharmos dessa magia que unirá a todos com esse passado. É através da nossa integração instintiva com esse estranho mundo de pequenas criaturas, que personificam o espírito vivo e latente da Natureza, que sentiremos que não somos "donos" ou "senhores" de nada, mas sim fazemos parte dessa Natureza e que qualquer agressão à ela haverá de repercutir no desenvolvimento de todo o Universo.

FADAS DO AR



As fadas do ar possuem uma energia sutil e fluídica. Em termos místicos, estes seres alados são tão rápidos quanto o pensamento e trazem mensagem dos Deuses. De acordo com a Alquimia, as fadas apresentam a mesma forma volátil do mercúrio, ou uma forma terrena de energia lunar: nem sólida, nem totalmente fluídica. O mercúrio é considerado a representação terrena do verdadeiro estado mágico feérico.

As fadas do ar são as mensageiras da alma, representando a liberdade espiritual. São ainda, criaturas de aspirações e transcendência, voando entre o céu e a terra, entre o corpo e o espírito liberto. Todas as tormentas e ventos estão associados com os Seres do Ar, desde a mais suave brisa, generalizada como um suspiro de na Ilha de Man (Irlanda), até os grandes e destrutivos poderes das Monções Árabes, causadas pelo furioso Jinn. Em diferentes relatos folclóricos, desde os desertos árabes até a América do Norte e as Ilhas Britânicas, há referências que os tornados seriam produto de uma horda de espíritos feéricos enfurecidos.

Na Lituânia, uma fada chamada Vejopatis é a mestra fazedora dos gelados ventos carregados de água e neve. Na Finlândia, o antigo Ukko é o responsável pelos fenômenos climáticos, comandando os ventos e a chuva, as nevoas, as tempestades, os raios e os relâmpagos, tudo com um só movimento de suas gélidas mãos. Aqui na América, os espíritos dos ventos e os pontos cardeais são invocados em inúmeras práticas xamânicas. Ga-Ho, um benevolente manipulador de ventos, propicia e tranqüiliza as correntes de ar para facilitar a vida dos homens das Montanhas. Vive no Norte e dali dirige os quatro ventos primordiais, o clima e as estações.

Na mitologia grega encontramos a hárpia, como a primeiras criatura alada descrita como desapiedada, cruel e violenta. Seu aspecto é horrendo e raptava pessoas e as torturavas a caminho do Tártaro. As vezes era representada sobre as tumbas, apoderando-se do espírito do morto. As hárpias personificavam os ventos violentos e as tempestades capazes de arrastar os homens para as mansões subterrâneas.

TIPOS DE FADAS DO AR

FYLGIAR

A Fylgiar é uma pequena fada do ar que acompanha alguns homens durante toda a sua vida.

Estas fadas aéreas, só podem ser vistas pela pessoa a qual protegem. São pertencentes a ampla mitologia nórdica e ensinam o caminho de Valhalla, o Salão dos Mortos escolhidos, onde permanecem junto de seu protegido, até que esse se sinta confortável com sua nova condição.

Tais fadas são oriundas da Islândia, uma ilha situada no atlântico norte, entre a Noruega e a Groelândia, onde segundo dizem, cada vez que uma criança islandesa nasce e escuta-se um grasnido, ela será especial e terá durante toda a sua vida a companhia de uma fada, uma presença conhecida pelo nome de Fylgiar.

SÍLFIDES

Com o nome "sílfide" se designa de modo genérico as fadas do ar. A existência dessas fadas data do princípio dos tempos. Na mitologia grega já as conhecia e temiam, e as consideravam Senhoras do Ar e dos Ventos.

A palavra "sílfide", como conhecemos atualmente, vem do latim "sylfiorum", silfo, gênio, espírito elemental do ar, e por derivação de "silfo" se criou a forma "sílfide", ninfa do ar. Como todos os elementos da natureza, a relação entre seu estado de ânimo e como se manifestam é muito direta. Enquanto são uns seres doces e delicados, irritados são as responsáveis pelos ventos fortes, vendavais e furacões.

As sílfides são espíritos muito belos, de pele branca e muito fina; altas e esbeltas se deslocam rapidamente sobre o ar. Apresentam um cabelo longo e solto, de cor escura, que deixam que o vento mova. Vestem-se com uma gase azul ou branca, para confundir-se com o vento.

São elas que controlam o vento e dele dependem muitos fenômenos naturais: como o deslocamento das nuvens que provocam as chuvas e as tormentas; intervêm no movimento das águas, em maremotos; na primavera são fundamentais para a polinização, transportando pelo ar o pólen das flores e ainda com todos os fenômenos relacionados com o ar como a brisa, ciclones, etc.

As sílfides são responsáveis pela purificação do ar e por manterem a pressão atmosférica. Esse trabalho é percebido nas mudanças alquímicas do tempo e ciclos de fotossíntese e precipitação. Esses seres são mestres, que expandem e contraem seus corpos de ar de níveis microcósmicos à macrocósmicos.

As sílfides nos ajudam a conservar e desenvolver corpo e mente e estimulam a inspiração e a criatividade. Trabalham ainda, para elevar nossos pensamentos e inteligência, equilibrando o uso conjunto das faculdades racionais e intuitivas. Elas proporcionam rapidez mental, agilidade de idéias e tornam possível a telepatia.

As sílfides podem ser invocadas para que nos conceda um desejo relacionado com o vento ou com o pensamento, como para agilizar negócios que envolvam papéis e trazer uma pessoa que nos interesse.

Em muitos momentos de nossa vida as sílfides intervêm, como quando nos surpreendemos com uma idéia para a solução de um problema ou quando nos vêm à mente uma palavra que há muitos dias buscávamos.

O SILFO ARIEL

Ariel é um silfo, um elemental aéreo que foi mencionado por Shakespeare em "La Tempestad", contando que sua canção era capaz de desencadear os ventos, encantar os homens ou enlouquecê-los. Ariel, portanto, é um elemental que controla os poderes do ar. Seus ventos giram em torno da Terra. O ar inalado é o alento que sustenta a vida; o ar exalado carrega palavras, poesias e as canções que comunicam idéias e saber aos humanos. Porém as palavras ferem tanto como falam, condenam do mesmo modo que exaltam. Por essa razão, o símbolo mágico do ar é uma espada de duplo fio.

CONECTANDO-SE COM UM SILFO

Os silfos governam o elemento ar. Na magia, o ar se corresponde com a reflexão, as idéias e a comunicação. Se necessitas atuar nesses campos de tua vida, pode solicitar a ajuda desses elementais.

Misture uma colher de lavanda seca (alfazema), duas colheres de resina de benzoína, duas de resina de acácia, outras duas de sândalo e umas gotas de azeite de erva cidreira.

Queime uma mão cheia ou duas dessa mistura sobre um pouco de carvão vegetal (encontra-se a venda em lojas de artigos eclesiásticos ou de ocultismo). Magicamente, a ascensão dessa fumaça represente o elemento ar. Assim que sentires que conseguiu atrair a atenção dos silfos fale:

"Senhores do Ar, imploro vossa ajuda para execução de minha tarefa".

Feche os olhos e relaxe, para realizar uma viagem de encontro aos silfos. Visualize o sol aquecendo um parado primaveril e uma cálida brisa agita as flores. Através das nuvens, empurradas pelo vento, aparecerá diante de ti um elemental do ar. Note com detalhes sua aparência e diga teu nome. Em seguida peça ajuda para tudo que diga respeito a aprendizagem intelectual, à concentração, à melhoria de tua imaginação, memória e claridade de juízo. Quando estiver disposto(a) a regressar, manifesta tua gratidão ao elemental e retorne a consciência de vigília.

Como Nascem as Fadas?

É realmente bem difícil descrever a aparência de uma fada, pois elas vivem em um mundo paralelo ao nosso e segundo algumas pessoas que já as viram, dizem que para poder notar sua presença, temos que silenciar a mente, pois elas aproximam-se como uma suave melodia, ou mesmo um pequeno murmúrio.

Outra forma de percebê-las é quando de repente nos sentimos envolvidos com um doce perfume com uma fragrância indescritível.

Mas estas qualidades comuns ao mundo angelical podem confundir-nos e não saberemos discernir se estamos na presença de um anjo ou de uma fada. Só quando visualizamos a sua forma é que podemos diferenciá-los, dados que os primeiros adotam formas mais leves, mas apresentam-se com vestimentas mais corpóreas.

No caso das fadas, suas vestes possuem um grande diferencial: apresentam-se sempre ataviadas e cobertas por gases ou muselinas, quase transparentes com cores translúcidas, ocupando espaços fluídicos e seus graciosos corpos são esbeltos e femininos, possuem mãos alongadas, pés pequenos, tronco estilizado, cabelo com cor de arco-íris, que caem cobertos por véus transparentes. Algumas delas têm a cabeça coberta com uma touca cônica, muito parecida com a dos magos e como eles também utilizam varas mágicas com as quais produzem seus fenômenos.

Entretanto, a matéria da qual as fadas provêm é sutil e etérea, translúcida. Seu corpo é fluídico e pode se moldar com a força do pensamento. Sendo assim, a aparência dos seres feéricos, refletirá com freqüência as idéias pré-concebidas que deles já tenhamos.

Em virtude da natureza de sua estrutura corpórea, a fada pode também variar seu tamanho.

Teósofos que estudam este tema, afirmam que a função das fadas é absorver "PRANA", na vitalidade do sol e distribuí-la em nosso plano físico.

Desde os primórdios da civilização, segundo nos contam livros muito antigos, as pessoas estavam mais em contato com a natureza e seus fenômenos, essas fantásticas "presenças" faziam parte da vida cotidiana, instaladas nos bosques, nos arroios, na cozinha, na cabeceira da cama das crianças doentes, etc. Depois que o homem trocou o campo pela turbulência dos grandes centros urbanos, elas deixaram de ser ouvidas.

ORIGEM DAS FADAS


Popularmente, se crê que as fadas e o resto do Povo Pequeno remontam dos tempos mais antigos da Terra, quando ainda estavam em formação os montes e os oceanos e não havia ainda surgido o primeiro "homo sapiens". Viviam em um lugar determinado do planeta, mas não tardaram a se estenderem por regiões mais longínquas, ao mesmo tempo que se iam formando as montanhas, os mares e os rios, e aparecia o homem primitivo.

Para explicar sua remota origem, existem uma série de lendas, onde quase todas possuem uma fonte comum: a "caída" de anjos.

Na Irlanda, existiu a crença de que as fadas seriam anjos caídos, que foram expulsos do céu pelo Senhor Deus, em virtude de seu orgulho pecaminoso. Alguns caíram no mar, outros em terra firme e os que sobraram no mais profundo do inferno. Esses últimos, receberam do diabo o conhecimento, poder e os envia para a terra, onde trabalham para o mal. Entretanto, as fadas da terra e do mar seriam em sua maioria seres belos e bondosos, que não causam nenhum dano, se as deixarem em paz e lhe permitirem dançar em seus anéis feéricos a luz da lua com sua doce música, sem ser molestadas com a presença dos mortais.

Há uma outra versão irlandesa que conta que na época do Paraíso Terrestre, Eva estava lavando seus filhos nas margens de um rio, quando Yahvé veio lhe falar. Assustada escondeu os filhos que ainda não havia lavado, e Yahvé lhe perguntou se estavam ali todos os seus filhos, e ela respondeu que sim. Como não se convenceu da resposta, advertiu a Eva que aqueles que ela havia ocultado permaneceriam ocultos do homem também. Essas crianças se converteram em elfos e fadas, e nos países escandinavos são denominados raça "huldre". As jovens huldre são muito belas, mas apresentam rabos de vacas unidos aos seus corpos.

Os escandinavos contam ainda, em uma versão mitológica, que foram os vermes que surgiram do corpo em decomposição do gigante Ymir, que se converteram em: elfos claros, elfinas e elfos escuros. O verme é símbolo de vida que nasce da podridão. É ainda, símbolo da transição da terra para luz, da morte para a vida, do estado larvar para o vôo espiritual.

Em um período pré-cristão, existiu também, a crença que que as fadas seriam os espíritos dos mortos. Já na era cristã, se afirmava que as fadas eram anjos caídos ou então almas pagãs que não estavam aptas para subir aos céus, nem descer ao inferno. Por isso, ficaram destinadas a passar toda a eternidade nas escuras regiões de um "reino intermediário", a nossa Terra. Acreditava-se ainda em Cornualles, uma região inglesa, que as almas das crianças mortas sem batismo, tornavam-se "PISKIES" (duendes) e apareciam no crepúsculo na forma de pequenas mariposas noturnas brancas. Os duendes "KNOCKER", das minas de estanho também eram considerados almas de mortos, mas nesse caso, eram os judeus que haviam sido transportados para lá por sua participação na Crucificação.

Todo o norte da Europa possui um rico conhecimento sobre as fadas, assim como as Ilhas Britânicas e de igual maneira, não são ignoradas na Alemanha, já que ali são conhecidas pelo nome de Norns, fiandeiras ao estilo das Parcas gregas.

Na França encontramos a Dame Abonde, uma fada, cujo o próprio nome já invoca a abundância. Na Itália é venerada como Abundita, uma Deusa da Agricultura. Em terra romana ainda, é muito conhecida a figura mítica da fada Befana, cuja função é estabelecer uma ligação das famílias atuais com seus antepassados, com uma troca de presentes. Ocupa, portanto a função de uma educadora-pedagoga que recompensa ou pune as crianças na época natalina.

Befana é a Grande Avó que preside várias fases de desenvolvimento das crianças.

A "meia natalina" que todos nós, mesmo aqui no Hemisfério Sul, penduramos nas portas ou lareiras, não é só um lugar para depósito de presentes, mas tem o poder de invocar Befana, que tal como Frau Holda e Berchta visita as casas no período do Natal, recompensando todo aquele menino ou menina que foi bem comportado durante todo aquele ano.

Conforme a tradição mítica, Befana chega voando em uma vassoura, intensificando sua associação com as plantas e os animais, que antigamente eram considerados sagrados e muito utilizados como tótens.

Befana voa do Reino das Fadas, para trazer presentes e alegria ao mundo dos homens.

O certo é que todas as culturas e todos os povos primitivos adoravam os velhos espíritos da natureza, suscitados pelo animismo (crença religiosa que considera todo o ver vivo e todo o objeto possui um espírito ou força interior), que mais tarde deram nascimento, entre os babilônios e gregos, à deidades terrestres e aquáticas, com toda uma sofisticada genealogia de Deuses. Muitas foram as teorias que se formaram sobre a possível etimologia das fadas, fazendo-as descender de antigas divindades celtas (Deusa Danann) ou de Dianas romanas.

Na realidade, no entanto, tanto sua origem como suas possíveis etimologias, se perdem na noite dos tempos ao se tratar de seres que iam se adaptando às circunstâncias das épocas, pois nem sempre se chamaram fadas, nem ninfas, nem lamias, nem elfos..., porém eles permanecem no meio de nós, com diversas aparências e revestidos de numerosos nomes.

Já dizia o inglês William Shakespeare, que há mais coisas nesta terra do que alcança a nossa precária percepção. Carl Jung complementa, ao afirmar que existe e sempre existiu, um realismo mágico contraposto a todo o mundo real.

É justamente através da dualidade destes opostos, é que se estabelece uma função reguladora. Se o ser humano não oscilar entre estas oposições, o espírito morrerá.

Entre o real e o mágico existe uma espécie de fluidez intemporal que se rege pelo inconsciente coletivo. O realismo mágico descrito por Jung, é regido por uma fonte que nos é mundo familiar e transcende a um mundo de contrastes entre os opostos. Isto é, toda a magia se nutre dos conteúdos do consciente coletivo, da nossa "memória ancestral". É através desta memória que ocorre a inversão do tempo.

A tradição celta possuía uma percepção admirável da maneira como o tempo eterno está entrelaçado com o nosso tempo humano. Existe uma história de Oisín, que era um dos Fianna, um grupo de guerreiros celtas, que sentiu uma grande vontade de aventurar-se a chamada Tír na n-óg, a Terra da Eterna Juventude, onde vivia o povo encantado.

Chegando ao seu destino, durante muito tempo viveu feliz com sua mulher Niamh Cinn Oir, conhecida como Niamh dos cabelos dourados. O tempo pareceu voar, por ser um tempo de grande felicidade. Mas um dia, a saudade de sua vida antiga passou a atormentá-lo. Tinha agora, curiosidade de saber como estavam os Fianna e o que estaria ocorrendo na Irlanda.

O povo encantado o desaconselhou, porque sabiam, que sendo ele um antigo habitante do tempo mortal linear, ele correria o risco de se perder ali para sempre. Apesar disso, ele resolveu voltar.

Deram-lhe um belo cavalo branco e disseram-lhe para que nunca o desmontasse. Se o fizesse, estaria perdido. Ele montou e seguiu até a Irlanda, mas chegando lá soube que os Fianna já tinham desaparecido. Ele consolou-se visitando as antigas áreas de caça e os locais onde junto com seus companheiros, haviam banqueteado, cantado, narrado velhas histórias e realizado grandes festas de bravura. Neste ínterim, o cristianismo já tinha chegado a Irlanda.

Enquanto passeava, rememorando seu passado, avistou um grupo de homens que não conseguiam erguer uma grande pedra para construir uma igreja. Sendo um guerreiro, ele possuía uma força extraordinária e, então, desejou ajudá-los, mas não se atrevia a desmontar do cavalo. Ele observou-os de longe e depois se aproximou. Não conseguia mais resistir. Tirou o pé do estribo e enfiou-o por debaixo da pedra, a fim de erguê-la, mas assim que o fez, a cilha rompeu-se, a sela virou, e Oisín chocou-se com o solo. No exato momento em que tocou a terra da Irlanda, tornou-se um velho débil e enrugado.

Esta é uma excelente história para mostrar a coexistência dos dois níveis do tempo. Se se ultrapassasse o limiar que as fadas observaram entre estes dois níveis de tempo, terminava-se enredado no tempo mortal linear. O destino do homem neste tempo é a morte. Já no tempo eterno é a presença ininterrupta.

Todos os contos de fadas celtas sugerem uma região da alma que é habitada pelo eterno. Existe uma região eterna em nosso íntimo, onde não estamos sujeitos às devastações do tempo atual.

Tudo o que vivemos, experimentamos ou herdamos, fica armazenado no templo de nossa memória. Sempre que nos aprouver, podemos regressar e passear pelas salas desse templo para despertar e reintegrar tudo que já nos aconteceu. Será esta reflexão que irá conferir profundidade a todas as nossas experiências.

Hoje, início do terceiro milênio, com um mundo globalizado, com nações mais preocupadas em garantir seu poderio político-econômico, muito pouca atenção se dá a este tipo de memória.

Quero deixar bem claro, que a verdadeira experiência fantástica difere dessa visão genérica do imaginário das fadas composta por uma literatura sentimentalista com eternos finais felizes. Esse mundo do "Era uma vez..." que todos conhecemos, não é verdadeiro mundo das fadas. As fadas reais representam o "Poder", um poder incompreensível para os humanos, pois elas são criaturas com valores e ética muito distantes do gênero humano: não pensam e, o que lhe é mais singular, não sentem como os humanos. Essa é a essência que as separa dos mortais e a origem da grande parte da inquietude que causam, porque as fadas são em si criaturas da matéria prima da vida.

O reino das fadas é um mundo de misterioso encanto, de cativadora beleza, de malícia, de humor, júbilo e inspiração, de terror, de riso, amor e tragédia. Todavia, é um mundo para ser penetrado com extrema cautela!

COMO ATRAIR FADAS

Fada da Alegria
Precisando renovar o estado de espírito, banir a tristeza e encher o coração de alegria? Invoque a Fada da Alegria com um saquinho de algodão branco recheado de bétulas secas, amarrado junto ao pé da cama.

Fada do Amor
Uma receita poderosa para atrair essa Fada é ferver 2 litros de leite com 4 colheres de mel, 1 maçã vermelha ralada e 2 pauzinhos de canela. Depois, deixe esfriar. Coe e use após o banho higiênico, da cabeça aos pés. Cubra a cabeça com uma toalha e se vista sem enxugar-se, ou coloque um roupão. Com isso, essa Fada aumentará seu poder para atrair o amor. Faça esse ritual sempre que precisar.

Fada da Comunhão
Entre as inúmeras maneiras de atrair os poderes dessa fada, há uma receita que não falha: sempre que for pela primeira vez na casa de uma pessoa, leve um presente, nem que seja uma flor. Essa é uma maneira respeitosa de se pedir licença às novas energias e de se fazer bem-recebido por elas.

Fada dos Festejos
Para atrair os poderes dessa fada, tornando sua festa repleta de alegria e sucesso, coloque numa taça de vinho tinto quatro folhas de verbena. Depois de bem misturado, jogue algumas gotas desse preparo no chão onde os convidados irão circular.

Fada Guardiã
Sempre que você se sentir desprotegido, invoque essa Fada com essa oração mágica: "Pequenina guardiã / Ser de luz infinita / De dia me traga a paz / De noite a luz e proteção / Invisível guardiã / Protejam os quatro cantos da minha alma / Os quatro cantos da minha casa / Os quatro cantos do meu coração!".

Fada do Lar
Protetora da união fraterna e das famílias felizes, a Fada do Lar é chamada, desde tempos imemoriais, com romãs abertas colocadas na janela. Seu poder afasta todo o mal e protege a harmonia familiar.

Outra forma de atrair sua proteção é colocar uma marionete de madeira pendurada na sala de estar: a Fada do Lar tornará o boneco, que carrega consigo a alma da madeira com o qual foi feito, um guardião que trará harmonia e boas energias para o seu lar.

Fada da Luz
Com essa fada por perto, você fica protegido contra mau-olhado no seu lar e no seu ambiente de trabalho. Para atraí-la, guarde pregos, agulhas e outros objetos pontiagudos dentro de um pote fosco e lacre-o hermeticamente. Coloque-o em um lugar bem visível da sua casa, mas jamais revele seu propósito. Dois pedacinhos de canela colocados em forma de cruz na porta ou atrás da escrivaninha, também invocam os poderes dessa Fada, afastando as trevas.

Fada do Magnetismo
Para atrair os poderes magnéticos dessa Fada, leve sempre com você uma pedrinha de ágata: ela abrirá espaço para você entrar na casa e no coração das pessoas.

Fada do Poder Pessoal
Sempre que você tiver uma situação importante para resolver no dia seguinte, durma com algumas folhas de louro debaixo do seu travesseiro: dessa maneira, a Fada do Poder Pessoal permanecera ao seu lado por um certo período, dando-lhe força e poder pessoal.

Fada dos Portais
Amarre uma chave, de preferência daquelas bem antigas, numa fita vermelha e pendure atrás da porta. Dessa forma, a Fada dos Portais o ajudará a guardar a entrada de sua casa e garantirá sua proteção a cada saída.

Fada da Purificação
Para que as energias dessa Fada trabalhem a seu favor, purificando seu ambiente, prepare um mistura de água mineral com sal e essência de alecrim ou arruda, introduza uma rosa vermelha na mistura e borrife com ela todos os cantos da sua casa ou do seu local de trabalho. Quando terminar, jogue o conteúdo fora e coloque a rosa em um vaso. Faça isso a cada dois meses.

Fada do Quarto
Para manter essa fada por perto, protegendo seu quarto de más influências e tornando-o um lugar seguro, ferva uma rosa vermelha junto com folhas de limoeiro e borrife por todo o ambiente.

Fada da Sedução
Quer aumentar seu poder de sedução? Mantenha essa Fada por perto com uma pedra de quartzo rosa dentro de um saquinho vermelho. Perfume-o com incenso ou essência sempre que precisar.

Fada dos Viajantes
Quando viajamos, sempre ficamos mais vulneráveis, pois nos afastamos de nosso lugar de poder, por isso, sempre que partir para alguma viagem, tenha certeza de contar com a proteção da Fada dos Viajantes para proteger você e seus pertences durante todo o tempo em que estiver viajando. Para isso, leve com você um saquinho com um pouco de verbena e alecrim.

Fada da Vitalidade
Você anda cansado, apático, com a energia em baixa? O cristal de rocha, guardado num saquinho de couro com ramos secos de arruda e um pouco de tabaco atrai os poderes da Fada da Vitalidade.

Uma outra receita de vitalidade é comungar com a Mãe-Natureza: conecte-se com a Terra para sentir-se seguro e forte. Uma boa maneira de se recarregar com as energias naturais é sentir toda sua plenitude abraçando uma árvore ou deitando-se confortavelmente em um jardim. É assim que somos alimentados com seu leite espiritual.

FADAS




FADAS, QUEM SÃO ELAS?

A literatura da Idade Média e os contos infantis maravilhosos, nos ensinam que as fadas são seres femininos dotados de poderes sobrenaturais. Fisicamente, aparecem sempre com traços de uma jovem dama de beleza excepcional, ricamente vestida com trajes cujas cores dominantes são o branco, o ouro, o azul e sobre tudo o verde. Sua varinha mágica com uma estrela na ponta é símbolo de seus poderes mágicos. Está ainda dotada de uma sedução a qual mortal nenhum pode resistir. As crianças a adoram como sua mãe; os jovens se apaixonam perdidamente por ela e lhe consagram corpo e alma.

A fada é o ideal feminino, símbolo do "anima", que encarna a virgem, a irmã, a esposa e a mãe. É a mulher por excelência, perfeita e inacessível. É também um agente da Providência, que distribuiu riqueza, fecundidade e felicidade, ajudando os heróis em perigo e servindo de inspiração para artistas e poetas. A fada, é ainda, uma fiandeira do destino, como as Parcas romanas e as Moiras gregas. São elas que tecem o fio da vida e assistem o nascimento das crianças humanas para presenteá-los com dons. São elas também, quem rompem esse fio e anunciam a morte dos seres humanos, antes de levá-los a seus palácios encantados, no País das Fadas.

Mas a fada, é por último, uma divindade da natureza, associada especialmente as árvores, aos bosques, as águas das fontes e das flores dos jardins. Aqui elas já aparecem com um aspecto não tão nobre e altivo das damas surgidas nas novelas da Idade Média e sim com a forma de uma pequena criatura, apenas vestida com telas translúcidas em tons pastel e dotada de asas de libélula.

Como podemos acompanhar, muito já se fantasiou a respeito das fadas, mas pergunta-se: mas quem são e como são realmente as fadas?

As fadas são uma raça de donzelas quase imortais, às quais os primitivos nativos da Itália davam o nome de "Fatae". O culto medieval siciliano das fadas, bem documentado pela Inquisição Espanhola, estava associado à Deusa Diana, que os italianos há muito tempo já chamavam de "A Rainha das Fadas". Diana era cultuada na Itália no Lago Nemi, onde outrora existira seu templo (500 a. C.).

As fadas italianas formavam grupos chamados de "Companhias" como a "Companhia dos Nobres" e a "Companhia dos Pobres". Tanto os homens quanto as fadas pertenciam a estas "Companhias", que eram essencialmente matriarcais, embora se encontrassem nelas elementos masculinos. Essas fadas, possuíam o poder de abençoar os campos, curar doenças e atrair a boa sorte. Somente através de preciosos presentes, podia-se aplacar a ira de uma fada e livrar-se de seus encantamentos. Tais oferendas só seriam aceitas se depositadas através das mãos de mulheres humanas.

Porém, o mais antigo registro das fadas, retratadas como pequenos seres alados, surgiram na arte etrusca à cerca de 600 a. C., na forma de "Lasa", espíritos do campo e das floresta. As Lasa eram descritas como pequenos seres humanos alados que flutuavam sobre um recipiente com incenso ou sobre uma bacia votiva. Estas primeiras fadas, estavam também associadas ao culto dos ancestrais e eram encontradas nos templos etruscos. Estavam ainda, identificadas com a vegetação e com todos os segredos da Natureza.

A palavra "fairy" (inglesa), conhecida hoje é bem recente e foi usada, as vezes, para denominar mulheres mortais que haviam adquirido poderes mágicos, tal como a usou Malory para Morgan le Fay. Mas "fairy" originalmente significava "fai-erie", um estado de encantamento e se transferiu do objeto ao agente. Se dizia que as próprias fadas desaprovavam essa palavra e gostavam de ser chamadas com termos eufemísticos como: "Os Bons Vizinhos" ou "Boa Gente". Ao longo das Ilhas Britânicas se utilizam muitos nomes para as fadas.

A palavra francesa "fai", procedia originalmente do italiano "fatae", as damas feéricas que visitavam as famílias quando havia um nascimento e se pronunciavam sobre o futuro da nova criatura, tal como faziam as Parcas.

As imagens das fadas só vieram a surgir na arte celta após a ascensão do cristianismo, ou seja, depois da ocupação romana.

Hoje, acredita-se que o povo de Tuatha de Danann está associado ao Reino das Fadas. Isto se deve a sua misteriosa aparição às Ilhas Britânicas envoltos em brumas. Lá encontraram o povo Fir Bolg, os quais derrotaram na batalha de Moytura. Posteriormente, quando os celtas invadiram a Grã-Bretanha (600-500 a.C.), os Tuatha De Danann desapareceram nos montes e bosques. Esta é a origem da crença de que as fadas habitam as áreas rurais. As lendas dos mitos celtas foram preservados em textos como "Mabinogion", o "Livro Branco de Rhyderch" (1300-1325) e o "Livro Vermelho de Hergest" (1375-1425).

Todas as culturas européias, entretanto, possuem folclore envolvendo fadas. E, apesar das crenças sobre as fadas diferirem de uma cultura para outra, há dois conceitos básicos universais a todos: a distorção do próprio tempo e as entradas ocultas ao mundo das fadas.

DISTORÇÃO DO TEMPO E ENTRADAS SECRETAS









A crença na distorção do tempo é comum às fadas de todas as regiões. Uma noite em seus domínios equivaleria a vários anos no tempo dos mortais. Há relatos de histórias de pessoas que ao posicionar-se em um anel de fadas, acreditam ter ali permanecido observando o Baile das Fadas por breves minutos, mas em nosso mundo só reaparecem após muitos anos.

Entradas secretas protegem o acesso aos domínios das fadas e geralmente estão localizadas em montes ou tronco de árvores. Acredita-se que as fadas possuem uma enorme repulsa ao ferro e este metal deve ser usado como proteção contra elas quando necessário. Alguns folcloristas crêem que esta lenda deu origem a utilização do ferro para arar a terra e derrubar árvores, representando o poder do homem em violentar a Natureza. Diz, esta lenda ainda, que deve-se sempre deixar um pedaço de ferro na porta de entrada do domínio das fadas, para evitar que ela feche. As fadas não tocariam no ferro, e assim não poderiam impedir que a pessoa regressasse quando quisesse.

Há, entretanto, métodos de resgate de cativos de fadas. Se alguém que você conhece desapareceu em um anel de fada, você deve retornar a este lugar um ano e um dia mais tarde. Coloque somente um pé dentro do anel e poderá ver as fadas bailarinas e a pessoa que pretende resgatar. Com ambos os braços, agarre-a fortemente e puxe com força para fora do anel.

Todo aquele que deseja imensamente encontrar-se com as fadas, é necessário primeiro, aprender o máximo possível sobre elas, pois todo o cuidado é pouco quando se pisa em território totalmente desconhecido.

Alerta-se para nunca se colocar ambos os pés em um anel de fadas, pois poderá ficar perdida no Mundo das Fadas. Um anel de fadas é um círculo redondo de cogumelos que pode ser encontrado em campos abertos e até em jardins e é o lugar onde as fadas dançam. Quem pisar dentro dele será capaz de ver o "Baile das Fadas", antes invisível e poderá também ouvir a doce e bela música, onde antes só havia silêncio. A música e a dança são tão contagiantes que os que a presenciam podem perder totalmente a noção do tempo.

Nunca coma da comida das fadas, não importa o quanto cortesmente lhe forem oferecidas. Quem a comer, pode ficar indefinidamente cativo em seu Mundo.

AS FADAS ESCURAS

As fadas são chamadas de "Escuras" por viverem no subterrâneo, mais freqüentemente debaixo colinas e não por serem más. Elas também podem habitar lugares escuros das nossas casas como vãos de escadas e porões.

No lugar de temer estas fadas, devemos ser espertos e procurar sermos seus amigos. As que vivem dentro de nossas casas irão nos proteger e abençoar. As que moram fora, no pátio por exemplo (e elas estão em toda a parte!), cuidarão de nossa propriedade e ajudarão fazendo com que nossas plantas e árvores cresçam fortes, permitindo ainda, que encontremos alguma pedra ou tesouro que nos auxilie nos trabalhos de magia.

O Povo Pequeno serve de barômetro para aferir o estado de vibrações de sua casa. Se estiver atraindo ou enviando energias negativas, eles ficam quietos e se afastam. Eles também, atraem a sua atenção para o problema se você não o notar imediatamente.

ALIMENTO PARA AS FADAS

Todas as fadas adoram gengibre, mel, leite, bolos, balas, biscoitos e sucos. Para atraí-las coloque a guloseima sobre uma pedra de pirita, prata, cristal, quartzo ou lunária. Apreciam também essências fortes como canela e pinho. Mas você deve dar de comer a elas sempre realizando um trato. Antes de conceder-lhes o alimento, diga:

"O QUE É MEU É SEU,

O QUE É SEU É MEU."

Peça então para que elas tornem sua casa um lugar alegre e diga que sempre serão bem-vindas.

As fadas amam jardins bem cuidados e você pode transformar o seu em um altar para elas. Plante nele muitas flores azuis, lírio-do-vale, dedaleira, gesta e rosas. Crie também um pequeno lago escavando a terra e colocando pedras em sua borda, para atrair as fadas da água. Mas há também fadas que gostam de lugares selvagens, portanto deixe uma pequena parcela da área sem cultivo. Suas oferendas serão muito bem aceitas quando colocadas em uma cesta e depositadas neste jardim.

Se chamá-las para participar de um ritual, mantenha-o leve e alegre. Elas gostam de muita música e dança.

BANHO DE PÉTALAS DE ROSAS

A essência de rosas é um forte atrativo de fadas, um banho com rosas lhe irá facilitar o contato com elas. Para a preparação do banho coloque 21 pétalas de rosa cor-de-rosa em uma chaleira de cobre contendo água e uma tampa. Depois deve aguardar o espaçamento de uma Lua Cheia à outra Lua Cheia, só então poderá usar o seu conteúdo para banhar o corpo e os cabelos. Tome este banho antes de cada ritual mágico dedicado às Fadas.

ENTRANDO EM CONTATO COM AS FADAS

Está na Natureza a essência de todas as crenças e religiões. O primeiro passo para vivenciarmos o "Divino" está em observarmos a Natureza e nos unirmos à beleza de sua Criação. A simples caminhada em parques que possuam muito verde, já nos dará sábios ensinamentos. Se tiver oportunidade, sente-se no topo de uma colina e contemple os campos e bosques. Deixe então sua mente voar livre para um outro tempo, imaginando como deveria ter sido este local há milhões de anos atrás. Tais pensamentos farão despertar sua memória ancestral genética que lhe foi transmitida e que agora está disponível e reverente. Lembre-se que você é descendente direto de um antigo pagão que já sabia o que deseja saber agora.

Se você possui um lindo jardim, considere-se uma pessoa com muita sorte, pois poderá realizar esta viagem astral no meio dele. Caso você more em apartamento, um planta qualquer que dê flores, poderá lhe ajudar a se conectar com os ciclos da vida da Natureza. O pequeno ato de cuidar de uma plantinha ou de seu jardim já é capaz de gerar uma vibração em sua aura que pode ser detectada pelas formas de vidas silvestres. Através desta vibração, sua presença é percebida e as fadas por certo não ficarão indiferentes, pois elas são entidades mágicas envolvidas com a força vital das plantas e dos animais. Ao criar um elo mental com esse conceito através da emersão nos ciclos vitais da Natureza (e de suas caminhadas pelos parques), fica mais fácil alinhar-se com os espíritos da Natureza.

Acreditar nas fadas e nos espíritos da Natureza é parte integrante da consciência mágica de todo o pagão. Isso fortalece as forças que mantêm e direcionam a sincronicidade em nossas vidas.

Não somos viajantes sós, pois sempre temos ao nosso lado um guia espiritual, ou espíritos de familiares e um grande número de espíritos da Natureza. Através deles nos ligamos à própria fonte dos mistérios, nos ligamos a outros Mundos e outros Seres. Nos ligamos à Fonte Primordial, que é aquela que nos gerou e para a qual um dia retornaremos.



16 DE JULHO - SONO DAS FADAS

Essa simpática tradição irlandesa diz que este é o único dia do ano em que as fadas dormiam. Por isso, era costume colocarem-se travesseirinhos de algodão dentro das flores ou em lugares confortáveis no jardim, onde as fadas poderiam dormir. No dia seguinte, bastava recolher os travesseirinhos, que estariam impregnados da magia das fadas, tornando-se ótimos amuletos
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Texto: Rosane Volpatto