quarta-feira, 23 de novembro de 2016

“Pó de Sumiço”



Magia para Afastar alguém Indesejado
Receita de Origem Italiana -  Tradição Stregheria
Esta fórmula é chamada de “Pó de Sumiço” pelas Streghe na Itália (Bruxas).
Receita antiga e original, passada tradicionalmente e somente entre a própria família.
No momento do ritual de preparação da magia do pó é necessário uma enorme concentração e fixação da pessoa indesejável em sua mente, ou somente mentalizar paz e proteção.
Assim, a pessoa que incomoda se sentirá indesejada fisicamente e se afastará por se sentir mal na presença do seu pó mágico.
Como um bônus, este pó também pode ser usado para parar qualquer tentativa de colocarem um feitiço em você, basta salpicar este pó ao seu redor quando sentir instintivamente que algo de ruim irá acontecer.
Misture os seguintes ingredientes:
- 1 colher de sopa de canela em pó
- 1 colher de sopa de noz-moscada
- ½ folha de papel de jornal em cinzas
Pegue meia folha de jornal e queime em seu caldeirão (ou panela), junte muito bem as cinzas.
Em um prato de louça, misture estes itens com os dedos até ficar homogêneo e coloque este Pó Mágico em um vidrinho hermético.
Sempre que a pessoa aparecer, jogue algumas pitadas do pó onde esta for se sentar, ou onde for ficar por alguns minutos…
Sempre poucas pitadas, não exagere na quantidade do Pó para não dar para perceber, pois o efeito é certeiro mesmo com pouco pó.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Dia dos Mortos




Dia dos Mortos é comemorado em festa cheia de alegria no México

A comemoração tradicional toma conta do país e celebra a visita das almas à Terra com variedade de cores, sabores, caveiras e zero melancolia.

Além de um dia de lembranças e saudade, o dia de Finados pode ser também um dia de festa, pelo menos em outros países, onde o 02 de novembro é celebrado com música, fantasias, apresentações teatrais, caveiras bem simpáticas e muita alegria.
O Día de Muertos (Dia dos Mortos) mais conhecido, é o mexicano e por ali a comemoração começou antes da chegada dos colonizadores espanhóis. Por lá e em alguns países da América Central e em comunidades dos EUA (onde há grande concentração de população com origem mexicana ou centroamericana) a festa acontece nos dias 01 e 02 de novembro, coincidindo com as celebrações católicas dos dias de Todos os Santos (01) e Finados (02).
A festividade mexicana é declarada Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

Conheça um pouco dos símbolos dessa tradição, cuja origem remonta há mais de 3000 anos:

Caveira: vida, morte e sátira

As ‘caveiras mexicanas’ que tanto vemos por aí (hoje é moda estampando tudo que é objeto – quem nunca viu uma linda camiseta com elas?) têm origem na festividade.
Em algumas culturas pré-hispânicas as celebrações no dia dos mortos remontam há mais de 3000 anos. Eram festas dedicadas às crianças e aos parentes mortos, presididas pela deusa Mictecacíhuatl, conhecida como a ‘Dama de la Muerte’ (dama da morte), atualmente relacionada com a personagem ‘La Catrina’, do pintor, ilustrador e cartunista mexicano, José Guadalupe Posada (1852-1913).
As caveiras do artista são cheias de vida. Vestidas de gala, à cavalo, em bicicletas etc, além de belas ilustrações também carregavam em si mensagem sociais e políticas.
A ‘La Catrina’, por exemplo, é uma sátira dos indígenas que, enriquecidos durante o Porfiriato (período no qual o México esteve no controle do general Porfírio Díaz) renegavam suas origens e costumes copiando modas europeias.

Originalmente chamada de La Calavera Garbancera, La Catrina foi rebatizada assim pelo pintor mexicano Diego Rivera (1886 – 1957).

Além da ‘caveira mãe’, as festividades contam com outras caveirinhas, que estão em ilustrações, artesanatos cerâmicos e até em forma de doce (de açúcar puro, chocolate etc). Há também as Caveiras literárias, versos bem humorados nos quais a morte (personificada) interage (muitas vezes satirizando) com personagens da vida real.

Outros símbolos

Calaveras de dulce – A maioria das caveiras doces (geralmente as de açúcar) tem escrito o nome do morto. Os mais bem humorados também escrevem nome de vivos (para fazer piadinha com os amigos, por exemplo).

Flores – Assim como no Brasil, no México as famílias dedicam o 02 de novembro para limpar e enfeitar os túmulos dos parentes que se foram. As mais belas e variadas flores fazem parte da decoração e tanto lá como aqui, o Crisântemo tem destaque. Os mexicanos acreditam que essa flor, lá chamada de Cempasúchitl ou Flor de cuatrocientos pélalos (flor de quatrocentas pétalas), atrai e guia a alma dos mortos.

Pan de muertos é um pão doce, adornado (com a própria massa) polvilhado de açúcar. Apesar de ser um simples pão, não é consumido durante todo o ano exatamente por estar associado à celebração do Día de Muertos.

Altares e oferendas – por lá, acredita-se que a alma das crianças volte no dia 01 de novembro e que a dos adultos volte no dia 02.
Na impossibilidade de se visitar o túmulo (porque ele já não mais existe, ou pela distância ou outro empecilho) as famílias montam em suas próprias casas, altares bem enfeitados, inclusive com foto(s) do(s) morto(s) e ali deixam oferendas como comida, o pan de muerto, bebidas, cigarros e brinquedos (para a alma das crianças).
Na decoração dos altares, cheia de simbolismo há desenhos do que seria o purgatório (os quais servem para pedir que o defunto saia de lá, caso por ali esteja); a Cruz de terra para que o defunto lembre de sua fé (católica) em alusão à frase “Lembra-te que do pó viestes e ao pó, hás de retornar”, bastante proferida nas missas de Quarta-feira de Cinzas (daí as cinzas); o papel picado, típico artesanato mexicano (parece rendado) e variados doces de abóbora (importante alimento do país, ao lado do milho, do feijão e do chile); além de imagens católicas.

Balões “guiam os espíritos”

Além de várias atividades para comemorar o dia dos mortos por todo o país, Paracho, no Estado de Michoacán sedia o Festival de Globos de Cantoya, em sua primeira edição internacional.
Na tradição mexicana, os balões iluminados soem ao céu para indicar aos espíritos a rota a se seguir para conseguirem chegar às suas antigas casas para o convívio de seus familiares, bem como mostrar-lhes o caminho de retorno, após a celebração.

Economia local


A celebração atrai os olhares de milhões de pessoas anualmente por conta da tradição milenar e da originalidade. O Día de muertos é uma das atrações mais esperadas durante todo o ano pelo turismo mexicano e se tornou motivo de viagem pelo país e à capital mexicana com diferentes objetivos, de estudos antropológicos e históricos a passeios culturais ou simples diversão.

Claudia Severo 

terça-feira, 1 de novembro de 2016

As faces do Deus Cornífero



O Deus realmente é deixado de lado muitas vezes nos cultos pagãos, como se a energia da Deusa pedisse essa dedicação exclusiva. Isto é verdade em parte, porque não é possível cultuar o Deus adequadamente enquanto não mergulharmos na Deusa e nos despirmos do Deus do patriarcado.
Quando no curso de nosso caminho – e isso demora até anos – está na hora do Deus voltar, a própria Deusa nos mostra seu Filho, Consorte, Defensor, Ancião.

Falando rapidamente: o Deus Jovem é, antes de tudo, a Criança da promessa, a semente do sol no meio da escuridão. Depois, é o Garoto do Pólen, o fertilizador em sua face mais juvenil, e traz a energia da alegria de viver, o poder de se maravilhar ante as descobertas da vida, é o experimentador, a face mais sorridente do sol matinal.
Dai surge o Deus Azul do Amor, o rapaz que cresceu e chegou na adolescência e desabrocha em beleza e masculinidade, é o Jovem Deus da Primavera, percorre as Florestas e acorda a natureza.
Ele é o Apaixonado, aquele que primeiro busca a Deusa como a Donzela e propicia o encontro… Ele é o Deus da sedução ainda inocente, que não conhece os mistérios da Senhora ainda… ele é toda possibilidade.

Depois ele é o Galhudo e o Green Man… O Deus é o macho na sua plenitude, O Senhor dos Chifres que desbancou o gamo-rei anterior, ele é força e poder, músculos e vitalidade, ele cheira a sexo e promessas. Ele é o Grande Amante, atraído irresistivelmente pela Senhora ele é o Provedor, o Sustentador, o Senhor Defensor.

Ele é o Senhor das Coisas Selvagens, o Deus da Dança da Vida, O Falo Ereto, O Fertilizador.
Como Green Man ele também é o Senhor da Terra e sua abundância, o parceiro da Senhora dos Grãos. O Senhor dos Brotos, aquele que cuida dos frutos e os distribui pela terra.
Mas o Deus é também O Trapaceiro, o Senhor da Embriaguez, o Desafiador e o Ancião da Justiça. Ele nos faz seguir um caminho e nos perdemos pra conhecer o pânico de Pan… ele nos deixa loucos como Dioniso ou perdidos nos devaneios de Netuno… ele é o Desafiador, seja nos duelos, seja na guerra, na luta pela sobrevivência… ele é caprichoso e insidioso, ele nos engana, nos deixa desesperados e sorri – porque esse é seu papel; estimular o novo, mostrar que nosso desespero é inútil e só nos escraviza.

Como a Deusa, Ele está na fome e no fim da fome, na vida e na doença terminal, na luz e na sombra, no que é bom para você e no que é mau… A Deusa nunca está só, ela tem sua contraparte masculina e, no entanto, Ele só existe por amor a Ela… alias, todos nós somos fruto dessa dança de amor.
O Deus é o Ancião sábio, o distribuidor da Justiça, seja a que se impõe com sabedoria ou raios… Ele conhece os segredos dos oráculos, mas sabe que são Dela… ele é o repositório do conhecimento, mas a sabedoria é Dela… ele lê os sinais da natureza, mas sabe que quem os escreve é Ela. E o velho sábio vai murchando e se transforma no Senhor da Morte… ele que é o Senhor de Dois Mundos, pois no ventre dela, de volta, ele vive sua morte e a própria ressurreição. Mistério e segredo, morte e retorno, Ele é o que atravessa os portais dos quais Ela é a Senhora.

Ele, o Caçador, que também faz o papel de Ceifador… Ele que ronda o leito dos moribundos e dança a dança da morte. O Senhor dos esqueletos.
Ele que na dança da morte retoma o brilho do sol e sua face negra se ilumina, em uma explosão impossível de conter, e Lugh nasce outra vez…
Ele que é pai, filho, bebê iluminado, amante selvagem, sábio educador… ele, o Deus que se revela apenas pela Deusa.

Mavesper Cy Ceridwen