sexta-feira, 24 de junho de 2016

O Resgate do Sagrado Feminino


“As mulheres honram o seu Caminho Sagrado quando se dão conta do conhecimento intuitivo inerente à sua natureza receptiva. As mulheres precisam de aprender a amar, compreender, e, desta forma, curar-se umas às outras. Cada uma delas pode penetrar no silêncio do próprio coração para que lhe seja revelada a beleza do recolhimento e da receptividade". — Jamie Sams
 
As Ancestrais viviam em contato direto com a natureza, reverenciando os seus ciclos, através das mudanças de estação e em profunda gratidão por tudo o que a Grande Mãe lhes oferecia.
Como essa ligação era profunda, as pessoas, apesar das dificuldades de sobrevivência, eram felizes e se sentiam preenchidas, pois, conseguiam ouvir sua voz interior.  As mulheres, principalmente, honravam a sua natureza, o seu ritmo biológico e o grande poder que detinham pelo fato de serem geradoras de vida. O ventre, simbolizado pelo grande Cálice, representava um Templo Sagrado. Os homens, também, reverenciavam a mulher por esse grande poder. Para os povos antigos, a menstruação era um dom dado às mulheres, pelas Deusas, para que elas pudessem criar e perpetuar a própria vida. A síncronicidade do ciclo lunar e menstrual, refletia o vínculo entre a mulher e a divindade, pois ela guardava o mistério da vida no seu corpo e tinha o poder de tornar real o potencial da criação.
Nas sociedades matríacais, as Sacerdotisas ofereciam seu sangue menstrual à Deusa e faziam suas profecias durante os estados de extrema sensibilidade psíquica da fase menstrual. No passado, eram realizados rituais de renovação e purificação nas Cabanas ou Tendas Lunares, onde as mulheres se isolavam para recuperar as suas energias e abrir seus canais psíquicos para o intercâmbio com o mundo espiritual. A vida da mulher moderna levou-a à perda do contato e sintonia com seu corpo e com a energia da Lua.
Para restabelecer essa sincronicidade natural, a mulher deve se reconectar à Lua, observando a relação entre as fases lunares e seu ciclo menstrual. Compreendendo o ciclo da Lua e a relação com o seu ritmo biológico, a mulher contemporânea poderá "cooperar" com o seu corpo, fluindo com os ciclos naturais. 
Trabalhando o resgate do Sagrado Feminino, através do conhecimento e valorização do seu  próprio potencial, permite que a mulher resgate o seu poder pessoal e espiritual e com isso possa desempenhar de forma mais saudável e feliz os seus papéis de mãe, esposa, mulher e profissional.
 
A Mulher é a Terra. A mulher é um "pequeno território" que tem a virtude de dar a luz a outros seres, para que sigam o seu caminho. O planeta Terra é a Mãe: o seu corpo nos oferece o ar para respirarmos,  a terra para semear o alimento e a água para beber.  Assim, num grande corpo todos os seres prosperam: animais , vegetais e minerais. Todos possuem uma integração e colaboração mútuas com a existência. A Mulher gera. A Terra abençoa.
 
Os gregos chamavam a essa vida grande da qual fazemos parte de GAIA, a Mãe Terra. O organismo vivo, espiritual e inteligente que nos deu forma, o corpo, o abrigo da centelha divina. Tudo nela é regido por uma sabedoria que gira em torno do DAR E RECEBER. Trata-se de uma lei natural. As plantas fornecem o oxigénio, em troca recebem o carbono. A terra nutre com o seu alimento e em troca devemos devolver os seus adubos naturais, assim como fazem as árvores quando as suas folhas caem no chão... O corpo da mulher tira da terra os seus nutrientes através da alimentação, e quando a menstruação chega é um sinal de que aqueles nutrientes não foram necessários para a formação de um possível bebé, então ela menstrua devolvendo para a terra o que a ela foi dado. 
" Na natureza nada se perde, nada se cria , tudo se transforma" - Lavoisier. Compreender a Natureza é compreender a si mesma e se integrar com a natureza de seu corpo, com a natureza do seu espírito. 
É importante observar como fluí a energia em sintonia com a Lua e os seus ciclos, no período do ciclo lunar em que ocorre a menstruação. A menstruação é um período de recolhimento, assim como a Lua Nova é um período de introspecção, propício ao retiro e à reflexão. A Lua Cheia proporciona expansão em que o corpo está em sintonia com as energias naturais, é o período em que da fertilidade. O verdadeiro sentido dessa conexão ficou perdido no mundo moderno. Muitos dos problemas que as mulheres enfrentam, relacionados com os órgãos sexuais, podem ser equilibrados respeitando a necessidade de retiro e a ligação ao poder da natureza. 

"As mulheres honram o seu Caminho Sagrado quando se dão conta do conhecimento intuitivo inerente a sua natureza receptiva. Ao confiar nos ciclos dos seus corpos e permitir que as sensações sejam sentidas e valorizadas. As mulheres necessitam de aprender a amar, a compreender, e, desta forma, curar-se umas às outras. Cada uma pode penetrar no silêncio do próprio coração para que lhe seja revelada a beleza da receptividade". Trecho sobre a Tenda da Lua, de Jamie Sams.

A Deusa
 
Muito antes da era Cristã, há 20 mil anos pelo menos, a imagem da Deusa foi eternizada nos desenhos das cavernas, nas pedras ou nas estatuetas paleolíticas e neolíticas. Essas memórias reproduzem mulheres com ventre grávido, quadris largos, grandes seios. São formas relacionadas à fertilidade e referem-se ao poder gerador da terra e do feminino. A divindade feminina já teve seu lugar honrado em antigas sociedades primitivas, nas quais era reconhecida por sua capacidade de gerar e nutrir a vida, assim como a Mãe Terra.
 
A sociedade ocidental formou-se sob a égide da mitologia judaico-cristã e se afastou de nossas origens. Fomos criados condicionados por uma cosmologia desprovida de símbolos do Sagrado Feminino.
 
Descobertas arqueológicas realizadas em sítios neolíticos testificam a existência de uma sociedade agrícola pré-histórica bastante avançada, na região da Europa e Oriente Médio, onde homens e mulheres viviam em harmonia e o culto à Deusa era a religião. Não há evidências de armas ou estruturas defensivas, portanto se conclui que esta era uma sociedade pacífica. Também não há representações, em sua arte, de guerreiros matando-se uns aos outros, mas pinturas representando a natureza e uma grande quantidade de esculturas representando o corpo feminino.
 
Trazer de volta as divindades e símbolos femininos presentes em diferentes tradições religiosas e culturas é o nosso resgate.
 
Vivenciamos a sacralidade a cada dia de nossas vidas, em um eterno ritualizar de ciclos!!!
 
Oração à Mulher-Deusa
 
"Eu sou a Mãe de todos os seres vivos, a culminação da criação
Eu gero e nutro a vida em mim e tudo o que gerei e pari é bom, muito bom.
Eu me recuso carregar a vergonha do homem no meu corpo,
Eu me recuso perpetuar a fraqueza da mulher na minha vida.
Honre tudo o que foi diminuído, receba tudo o que lhe foi negado,
Pois no início de tudo existia somente a Mãe.
No primeiro dia criei a luz e a escuridão e elas dançaram juntas,
No segundo dia criei a Terra e a água e elas se tocaram entre si,
No terceiro dia criei as plantas e elas enraizaram e suspiraram,
No quarto dia criei as criaturas da terra, do mar e do ar e elas caminharam, nadaram e voaram,
No quinto dia minha criação aprendeu o equilíbrio e a colaboração,
No sexto dia celebrei a fertilidade de todos os seres,
No sétimo dia deixei espaço para o desconhecido,
No início de tudo existia somente a Mãe, a mãe criadora e nutridora de todos nós.
Honre tudo o que foi diminuído, receba tudo o que lhe foi negado
E afirme: Eu sou mulher, eu sou boa, eu sou feliz!
Eu sou a Mãe!" - A consciência do Sagrado Feminino Resgatando o passado, construindo o futuro, Mirella Faur
 
Durante os milénios da supremacia patriarcal, refletida nos valores espirituais, culturais, sociais, comportamentais e amparada pela hierarquia divina masculina, foi negada e reprimida qualquer manifestação da energia feminina, divina e humana. Resultou assim em uma cultura exclusiva e destrutiva, centrada na violência, conquista e dominação, com o consequente desequilíbrio global atual. Os homens - como género - não foram os únicos responsáveis pelas agressões e atitudes extremistas a eles atribuídas; a causa pode ser atribuída à maneira pela qual a identidade masculina foi criada e reforçada pelos modelos e comportamentos de “heróis” e “super-homens”. Fundamentados em seus direitos “divinos”, outorgados inicialmente por deuses guerreiros e depois reiterados pela interpretação tendenciosa dos preceitos bíblicos, os homens foram inspirados, instigados e recompensados para desconsiderar e deturpar as milenares tradições e os cultos geocêntricos. Em lugar de valores de paz, prosperidade e parceria igualitária, foram instaurados princípios e sistemas de conquista, exploração e dominação da Terra, das mulheres, crianças e de outros homens.
 
Pela sistemática  inferiorização  e perseguição da mulher, o patriarcado procurava apagar e denegrir os cultos da Grande Mãe, interditando os seus rituais, “demonizando” e distorcendo seus símbolos e valores. A relação igualitária homem-mulher foi renegada, a mulher declarada um ser inferior, desprovido de alma, amaldiçoado por Deus, responsável pelos males do mundo e por isso destinada a sofrer e a ser dominada pelo homem. O princípio masculino e feminino – antes pólos complementares da mesma unidade – foram separados e colocados em ângulos opostos e antagónicos. Enalteceu-se o Pai, negou-se a Mãe e usou-se o nome de Deus para justificar e promover o código patriarcal, a subjugação e exploração da Terra e das mulheres. A tradição, os cultos e a simbologia da Deusa foram relegados ao ostracismo e paulatinamente caíram no esquecimento. Patriarcado e cristianismo se uniram na construção de uma sociedade hierárquica e desigual, baseada em princípios, valores, normas, dogmas religiosos, estruturas sociais e culturais masculinas.
 
As últimas décadas do século passado proporcionaram uma gradativa mudança de paradigmas nas relações e nos conceitos relativos ao masculino e feminino. No entanto, para que este avanço teórico se concretize em ações e modificações comportamentais e espirituais, é imprescindível reconhecer a união harmoniosa e complementar das polaridades e procurar novos símbolos e rituais para o seu fortalecimento e equilíbrio. Com o surgimento progressivo de uma dimensão feminina da Divindade na atual consciência coletiva, está sendo fortalecido o retorno à Deusa e a revalorização do Sagrado Feminino.
 
Somos nós que estamos voltando à Deusa, pois Ela sempre esteve ao nosso lado, apenas oculta na bruma do esquecimento e velada pela nossa falta de compreensão e conexão com seu eterno amor e poder.
 
A principal diferença entre o Pai patriarcal, celeste e a Mãe cósmica e telúrica universal é a condição transcendente e longínqua do Criador e a essência imanente e eternamente presente da Criadora, em todas as manifestações da Natureza.
 
A redenção do Sagrado Feminino diz respeito tanto à mulher quanto ao homem. Ao esperar respostas e soluções vindas do Céu, esquecemos de olhar para baixo e ao redor, ignorando as necessidades da nossa Mãe Terra e de todos os nossos irmãos de criação. Para que os valores femininos possam ser compreendidos e vividos, são necessárias profundas mudanças em todas as áreas: social, política, cultural, econômica, familiar e espiritual.
 
Uma nova consciência do Sagrado Feminino surgirá tão somente quando for resgatada a conexão espiritual com a Mãe Terra, percebida e honrada a Teia Cósmica à qual todos nós pertencemos e assumida a responsabilidade de zelar pelo seu equilíbrio e preservação, como Ser individual e divino.
 
O reconhecimento do Sagrado Feminino deve ser uma busca de todos, porém cabe às mulheres uma responsabilidade maior, devido à sua ancestral e profunda conexão com os arquétipos, atributos, faces, ciclos e energias da Grande Mãe.
 
Uma grande contribuição na transformação da mentalidade do passado e na expansão atual da consciência coletiva são os encontros de homens e mulheres em círculos e vivência comunitária, para despertar e alinhar mentes, corações e espíritos em ações que visem a cura e a transmutação das feridas da psique, infligidas pelo patriarcado.
 
Apaziguar a si mesmo, harmonizar seus relacionamentos, vencer o separatismo, reconhecer e honrar a interdependência de todos os seres, evitar qualquer forma de violência, dominação, competição, manipulação ou discriminação são desafios do ser humano contemporâneo, no nível pessoal, coletivo e global. Incentivando a parceria entre os géneros e a interação dos planos energéticos (celeste e telúrico) criam-se condições que favorecem a expansão da consciência individual e contribuem para a evolução planetária.

Fonte -  Heranças de Amor

quinta-feira, 23 de junho de 2016

O Sagrado Masculino

         

      Um masculino curado é aquele que com muita coragem, conseguiu resgatar a essência do feminino sagrado dentro de si, e por isso consegue honrar e proteger o feminino que se manifesta fora, na forma de mulher, na forma da Mãe Terra.
       Mesmo já tendo nascido com suas camisas de futebol e jogos de lutinha, estes homens decidem conscientemente ser ou não competitivos, pois compreendem os princípios da irmandade, da cooperação e respeito. 
     Mesmo que durante toda a sua vida tenham visto o corpo da mulher sendo propaganda de todo tipo de produto (de carro a cerveja), não escolhem suas parceiras pela medida do silicone, pelos músculos definidos do abdome ou por uma bunda perfeita... mas pelo gosto, pelo cheiro, pelo ritmo, pela frequência e conexão da alma, mente e coração. 
   Mesmo que a pornografia tenha regido os primeiros movimentos desta sexualidade, o masculino curado já não mais se alimenta de uma psicogênese de fantasias, mas sim de verdadeiras sensações, o que permite que ele realmente se empenhe em conhecer seu corpo e o corpo de uma mulher. 
       Ao se relacionar intimamente, o Masculino Curado se aceita vulnerável; mesmo que "homem não chore", este é capaz de entrar em contato com suas emoções, é capaz de externalizar o que sente e de receber os processos internos de outros.
   Assim, é totalmente auto responsável na cura e manutenção de suas relações. Estes homens, ao terem filhos, sabem que o cuidado não é de exclusividade da mãe; mesmo tendo tido uma infância de carrinho para meninos e bonecas para meninas.
       Ao ver sua mulher parideira, o masculino curado honra e admira ainda mais sua parceira, mesmo que tenham dito a ele que a medicina faz o trabalho mais bem feito. 
    Mesmo não tendo sido estimulados a se conectar com a Mãe Terra, estes homens são cuidadores, prezam pela sustentabilidade, pelo consumo consciente. 
    Por conhecer da Mãe Terra, se tornam capazes de honrar e respeitar os movimentos cíclicos das mulheres. Compreendem os ciclos de impermanência da vida, desenvolvendo consciência, estabilidade e equanimidade em seus processos. Compreendem seus próprios ciclos de vida; assumindo seus papéis e as responsabilidade de cada novo momento.
      Indo além da ditadura da juventude, este homem cíclico se permite também envelhecer; não precisa de mulheres mais jovens e nem de carros maiores. Ele sabe o momento de se retirar, e sabe de sua importância como pilar de manutenção da sabedoria na família e em toda a sociedade.
       Eu honro e me curvo diante deste masculino sagrado, que se cura, que tanto se arrisca a reinventar-se, a criar uma nova história, a romper as crenças e padrões. E convido a todas as mulheres a fazerem o mesmo, abrindo espaço e dando coragem para que estes amigos, filhos, pais e companheiros possam se redescobrir dentro desta sociedade... de homens e mulheres patriarcais. 
       
 Fonte - Danza Medicina, Morena Cardoso.

Plante sua Lua



    Segundo Elinor Gadon "A palavra Ritual vem do termo sânscrito RTU, que significa menstruação. Os primeiros rituais estavam relacionados ao sangramento das mulheres. Acreditava-se que o sangue no útero, que nutria as crianças ainda por nascer, possuísse Mana, o poder mágico".
       Nas tradições matriarcais originárias, as mulheres ofereciam ritualmente seu sangue menstrual para a Terra. Hoje em dia perdemos de muitas maneiras o nosso relacionamento instintivo com Pachamama e em consequência disto, estamos cheias de inseguranças, arraigadas em padrões de medo, ansiedade e escassez.
Saiba que a Terra- como Gaia, como a Grande Mãe; é capaz de nos ensinar sobre a sabedoria mais profunda, atemporal e arquetípica do Feminino Sagrado. Saiba mulher, que ela está apenas lhe esperando, para que você finalmente se abra para o despertar das memórias e saberes dormentes em seu útero. Não espere mais, este é o momento de voltar para casa!
       "Plantar a sua Lua" é um exercício muito simples, porém pode ser extremamente poderoso, curador e profundo a todas as mulheres.
       Para começar, você deve escolher uma forma de recolher o seu sangue. Isso pode ser feito através de coletores menstruais ou através de bioabsorventes.
       Os coletores são práticos, confortáveis e eficientes, porém muitas mulheres mais sensíveis não se adaptam bem, por serem inorgânicos. Os bioabsorvente são feitos de algodão; são também seguros, higiênicos e ecológicos.
       Para coletar seu sangue utilizando bioabsorventes, é necessário deixá-los de molho por algumas horas na água, sem nenhum produto químico. É esta água com o sangue que você irá utilizar para entregar à Terra (depois de coletado o seu sangue você poderá lavar o absorvente da forma como preferir, e reutilizá-lo).
       Em ambos os casos, você pode entregar seu sangue para terra em um jardim ou em um simples vasinho de planta em seu apartamento. Você pode também escolher alguma planta específica que tenha um significado especial para você: Muitas mulheres plantam sua lua em Roseiras, Sálvia ou Artemísia por exemplo; que são plantas de forte representação do feminino. Você nem imagina o bem que seu sangue irá fazer às suas plantas; este é sem dúvida o melhor biofertilizante que poderia existir!
       É interessante experimentar também sangrar direto na Terra, deixando que o sangue escorra livremente enquanto sentada direto sobre a Terra (você pode fazer isso em vaso grande caso não tenhas um jardim). O poder desta conexão criada com a Terra vai além de explicações verbais; é necessário experienciar e sentir por si o que isso representa!
       A ideia é que você ofereça seu sangue em forma de um simbólico ritual, tornando o momento sacro e reafirmando suas intenções.
      Recorde-se que este sangue purifica o seu organismo, as suas emoções, sua mente, seu espírito; recorde-se que ela leva junto dele tudo aquilo que você precisa e desejar curar. Recorde-se mulher, que a Terra pode a tudo transmutar, inclusive sua vida!
       Durante sua lunação, pare por alguns instantes, se retire, entre em um estado de silêncio e quietude... avaliando internamente o ciclo que passou. Perceba os padrões negativos, as crenças limitantes, os hábitos que não lhe servem mais e tudo aquilo que se encontra estagnado em sua vida. Dê uma atenção cuidadosa ao que veio à tona na última fase de seu ciclo, durante a famosa TPM (prefiro chamar de força pré-menstrual); quando as nossas sombras mais profundas emergem à superfície para que se possamos entrar em contato e nos tornarmos mais conscientes de nós mesmas.
       Observando estes padrões com carinho e compaixão, entregue tudo aquilo que você não quer mais levar contigo ao novo ciclo que se inicia; deixando para trás qualquer padrão negativo que esteja te limitando em ser quem você realmente é em todo seu potencial- excesso de controle, falta de confiança em si mesma, dificuldade em se comunicar, medo de se expressar, sentimentos de escassez, intolerância, inércia... o que quer que seja, lembre-se que tudo ao nosso redor e todos, são apenas espelhos refletindo nossa realidade interna. Lembre-se que a mudança começa SEMPRE dentro.
       Muitos desequilíbrios físicos podem ser evitados e sanados através desta prática: ovário policístico, miomas, ciclo menstrual irregular, cólicas e desconfortos da menstruação, infertilidade, tensão pré-menstrual, etc. Plantar sua lua é com certeza o primeiro passo para a reequilibração de seu corpo físico; não descartando outras formas de tratamento e cuidados.
       Entregue também junto ao seu sangue todas as impressões negativas que você ainda carrega a respeito de ser mulher... e junto com elas, suas memórias de abortos, traumas, abusos, violência ou maus tratos contra o seu feminino.
       Enquanto você oferece seu sangue receba da Mãe Terra as suas bênçãos e os seus saberes! Nutra a Terra enquanto nutre a tudo aquilo você merece e almeja; agradeça e se prepare para uma vida de muito mais abundância, empoderamento, beleza e plenitude.
       Enquanto oferece seu sangue, sinta como você cresce internamente como mulher, aumentando seu poder visionário, intuitivo e instintivo; perceba como a cada ciclo uma nova realidade se abre para a manifestação um espaço interno de presença, saúde, consciência e conexão- sobre si mesma, sobre sua vida e seu destino.
       Existe uma antiga sabedoria que profetiza que o momento em que todas as mulheres devolverem o seu sangue à Terra, todas as guerras terão fim... A cura esta aí mulher, bem abaixo de seus pés... Honre, agradeça, e seja bem vinda ao lar!

 Fonte - Danza Medicina,  Morena Cardoso

Eu sou Pagã!



Eu sou Pagã. Eu sou parte de toda a Natureza. As Pedras, os Animais, as Plantas, os Elementos e Estrelas são meus parentes. Outros humanos são minhas irmãs e irmãos, sejam quais forem suas raças, cores, sexo, orientações sexuais, idades, nacionalidades, religiões, estilos de vida. O Planeta Terra é a minha casa. 

Eu sou parte desta grande família da Natureza, não mestre dela. Eu tenho minha própria parte especial para executar e eu busco descobrir e executá-la com minha melhor habilidade. Eu busco viver em harmonia com outros na família da Natureza e trato outros com respeito.

Eu sou Pagã. Eu celebro a mudança das estações, o girar da Roda do Ano. Eu celebro com cânticos, danças, festas, rituais e de outros formas. Eu celebro cada giro da Roda com práticas espirituais pessoais e tomando parte em festivais comunitários. Samhain, correntemente conhecido como Dia das Bruxas, é um tempo para contemplação do futuro e para prestar homenagem a meus Antepassados e outros amados no mundo dos Espíritos. Eu trabalho magia por maior liberdade religiosa para Pagãos e para a humanidade. Eu celebro o ano novo espiritual céltico e Wiccaniano.

Yule, o Solstício de Inverno, é um festival de paz e uma celebração da minguante luz solar. Eu honro a nova criança do Sol, queimando um tronco de Yule de carvalho no fogo sagrado. Eu honro a Grande Deusa em Seus muitos aspectos de Grande Mãe, e o Deus Pai como Santa, em suas formas de Velho Deus Céu, Pai Tempo e Rei do azevinho. Eu decoro minha casa com luzes e com azevinho, hera, visco, sempre-vivas e outras ervas sagradas para esta estação. Eu toco sinos no novo ano solar.

No começo de fevereiro, eu celebro Candlemas, conhecido pelos antigos Celtas como Imbolc e para americanos contemporâneos como o Dia de Groundhog. Eu enfoco na purificação espiritual e na eliminação de bloqueios para preparar a vinda da Primavera e o novo crescimento. Durante este festival, eu acendo velas para honrar Brigid e eu A convido a inspirar meus trabalhos artísticos e guiar minha prática curativa. Eu faço oferendas de sementes a pássaros selvagens.

Na hora do Equinócio da Primavera, eu dou boas-vindas a renovação da Primavera e celebro a verdejante Terra, vestindo-se em verde. Eu honro a Deusa teutónica Ostara e o espírito do Coelho, o consorte Dela. Eu pinto ovos com amigos e escolhas divinas para um novo crescimento.

Beltane, no começo de maio, é um festival de fertilidade e prazer. Eu me visto em cores luminosas e uso uma guirlanda de flores em meu cabelo. Eu danço ao redor Maypole para abençoar jardins e projetos criativos. Eu salto a fogueira de Beltane para boa sorte. Eu coloco flores no Santuário da Sagrada Bast dos Gatos e em outros locais sagrados.

No tempo do Solstício de verão, também conhecido como Meio do verão e Litha, é um momento principal de reunião quando eu saúdo velhos amigos e conheço novos. Eu danço com eles ao redor de uma fogueira sagrada aos mágicos ritmos de tambores. Eu honro minha comunidade espiritual e tribo. Eu celebro a cultura Pagã. Eu adiciono pedras ao Círculo de Pedra da terra do Circle Sanctuary com orações para harmonia planetária e bem-estar.

Conforme agosto se aproxima, eu celebro Lammas, também conhecido como Lughnassad. Neste festival, eu honro o ápice do Verão e a prosperidade. Eu não só dou graças pelas coisas selvagens e plantas cultivadas e bênçãos para aquelas que estão começando a frutificar, mas eu também peço para que a abundância continue. Eu reparto e como pão com outros no ritual e eu dou pão e oferendas de erva às Deusas e Deuses da agricultura.

Equinócio de Outono, algumas vezes chamado Mabon, é o tempo da acção de graças por todas as colheitas que eu tenha colhido durante o tempo crescente. Eu dou graças pela comida que recebi dos jardins e campos e por outras bênçãos que entraram em minha vida. Eu devolvo à Mãe Terra oferendas que vêm do melhor da fruta, legumes, ervas, nozes e outras comidas que eu tenha recolhido.

E em Samhain, a Roda do Ano começa novamente.

Eu sou uma Pagã. Eu também honro as estações da vida dentro de minha jornada de vida- começos, crescimento, frutificação, colheitas, fins, descansos e recomeços. A Vida é um Círculo com muitos ciclos. Com todo Fim vem um novo Começo. Dentro da Morte há a promessa de Renascimento.

Eu sou Pagã. Eu não só vejo círculos de mudança e renovação dentro de minha própria jornada de vida, mas em minha herança. Eu vejo minha vida como um círculo que me conecta com os círculos de vida de meus antepassados. Eles são parte de mim e minha vida. A antiga sabedoria da Renovação da Natureza e Reciclagem é encarnada nos brasões de dois de meus clãs Ancestrais.

De meus antepassados alemães, da linhagem de minha mãe, está o totem da garça, um emblema familiar que significa perseverança e renovação depois de dificuldades. De meus antepassados Célticos, da linhagem de meu pai, esta o brasão que porta o símbolo de uma árvore de carvalho cortada da qual brotam novos ramos e folhas de seu tronco, incluída em um círculo com o lema Iterum Viriscit que quer dizer "que isto cresça Verde novamente". Estes símbolos e o lema não só me fazem lembrar de minha própria renovação e a renovação da Natureza, mas também a renovação de filosofia Pagã neste planeta que é parte de meu trabalho de vida como uma Sacerdotisa Pagã.
Eu sou Pagã. Mudança de consciência intencional, a Magia, é parte de minha espiritualidade. Para todo problema há pelo menos uma solução executável, como também oportunidade para crescimento. Eu crio minha própria realidade com meus pensamentos, sentimentos e ações. Tudo que eu envio sempre retorna.

Eu busco cumprir a Rede Wiccan: " Sem causar mal a ninguém, Faça o que quiseres". Quando eu faço magia em rituais, antes de eu elevar diretamente a energia, eu sempre busco olhar o quadro do qual minhas necessidades são somente uma parte. Eu me empenho a trabalhar para o melhor de todos, como também me ajudar. Quando problemas vêm para o meu caminho, eu busco entender as causas e mensagens deles como parte de minha busca por uma solução. Fazendo trabalho curativo, eu busco enviar as causas espirituais subjacentes da doença, em lugar de só enfocar um alívio de seus sintomas.

Eu sou Pagã. Eu trabalho magia através da Lua para ajudar e curar outros, a mim mesma, e o Planeta. A Deusa Tripla da Lua me guia. Eu ativo começos na Crescente, energizo manifestações na Cheia e mando embora obstruções com a Minguante e com a Negra. Eu tomo parte em rituais em Luas Novas e Cheias, e eu sei que meus Círculos são parte de uma grande rede de Círculos que se encontram nestes tempos ao redor do Planeta Terra.

Eu sou Pagã. Eu abraço o Panteísmo e reconhece que o Divino está em todos lugares e em tudo.

Eu honro o Divino que está dentro das árvores de carvalho na floresta, nas ervas no jardim, nos pássaros selvagens que cantam nas árvores, no topo da pedra da montanha, em mim, e sim, até em "coisas" como meu carro, máquinas fotográficas e computadores. Eu entendo que tudo com um corpo físico tem um corpo espiritual também. O físico e espiritual está entrelaçado profundamente, não separado, nesta forma de mundo. Eu honro as inter-conecções da Criadora e Criação.

Eu sou Pagã. Eu sei que a Divindade tem muitas facetas e eu experiêncio isto por uma variedade de Deusas, Deuses e outras formas espirituais. Eu também honro a Divina Unidade, a Unidade de Tudo. Meus encontros pessoais com Deusas Pagãs, Deuses e outras formas Divinas transformaram e enriqueceram minha vida. Hécate apareceu como a Morte para me ensinar libertação e renascimento. Como uma criança jovem, Ártemis fluiu por mim e me ajudou a proteger o que pretende ser roubado. Selena da Lua Cheia, traz visões e meu nome para mim .O sagrado Sol me energiza. Iemanjá do Oceano limpa e me renova. Eu tenho ouvido Pan tocar sua flauta nos bosques.

Dionísio desperta dentro de mim as alegrias de espontaneidade e felicidade extática e me ensina os mistérios da androginia. Eu experimentei a união de Deusa e do Deus fazendo amor com meu companheiro no jardim. Bast me ajudou a aprofundar minhas conexões com meus amigos gatos. Cernunnos apareceu a mim na floresta como um Veado. Isis falou a mim em explosões de esplendor no fundo da Noite e em fluxos de energia por minhas mãos, fazendo curas. Saturno me deu lições sobre disciplina, tempo e agricultura orgânica. A Senhora Liberdade me protege conforme eu trabalho para liberdade religiosa por Wiccanianos e outros Pagãos. A Mãe Terra guia meu trabalho em nome deste Planeta. Eu também experiêncio o Divino como Totens animais, aliados das plantas e como outras formas em meus sonhos, em jornadas internas e enquanto eu buscava pela visão sozinha no deserto.

Eu sou Pagã. Minhas práticas espirituais incluem auto aceitação e entendimento, em vez de auto rejeição. Eu compartilho minhas visões com outros quando eu sinto ter razão, mas eu não faço proselitismo, reivindicando meu caminho como único e verdadeiro. Há muitos caminhos sobre a montanha da compreensão espiritual, não somente um caminho.

Eu sou Pagã. Minha adoração toma a forma de Divina comunhão com a Natureza. Como parte de minha adoração, fundei e tenho mantido uma reserva sagrada na natureza, O Circle Sanctuary ( O Santuário do Círculo). Lá eu realizo rituais em lugares especiais, como no Círculo de Pedra sobre um monte sagrado; sobre o Spirit Rock, alto sobre os vales; no jardim do Círculo Mágico; em santuários ao ar livre; na sala do Templo, em recinto fechado; e nos abrigos de pedra de arenito antigos, que abrigaram os antigos que se mantiveram nestas terras milhares de anos atrás.

Eu também realizo rituais em outros lugares na terra, ao ar livre e em lugar fechado. Minha adoração e rituais podem estar em qualquer lugar, pois meu círculo sagrado é portátil. Onde quer que eu esteja, eu posso montar um círculo ao redor de uma esfera sagrada com sete invocações: para as quatro direções, para o Cosmo acima, para o Planeta abaixo e para Integração Espiritual no centro.

Eu sou Pagã. Eu viajo ao Outro mundo em meus sonhos, meditações e rituais. Eu uso ferramentas sagradas para me ajudar em minhas jornadas e meus trabalhos mágicos. Estes incluem caldeirão, cristais, velas, incensórios, cálices de água, pentáculos de sal, pratos de terra, penas, sinos, vassouras, chocalhos, tambores, batutas, estacas, espadas, espelhos, e uma variedade de ferramentas de adivinhação, inclusive cartas de Tarô, hexagramas de I Ching e pedras de Runas. Eu voo com minha consciência pelo tempo e espaço.

Eu exploro outras dimensões e então eu retorno com introspecções conhecimento e poder. Eu vou entre os mundos por cura, crescimento e transformação. Intuição, percepção psíquica é natural, não sobrenatural, são parte de minha vida diária. Eu sou Pagã. Eu me harmonizo com os quatro elementos de Natureza- Terra, Ar, Fogo, Água- e com o quinto elemento, O Espírito que é a força espiritual que tudo conecta. Eu vejo estes Elementos na Natureza- a Terra no solo e pedras; o Ar nos ventos e atmosfera; o Fogo como o raio, fogos e eletricidade; a Água nas primaveras, rios, oceanos e outras águas sobre o planeta; e o Espírito como a Divina Unidade. Eu também vejo estes Elementos como aspectos do meu eu- meu corpo físico e fisiológico é minha Terra; meu intelecto e pensamentos meu Ar; meu desejo e ações meu Fogo; minhas emoções e sentimentos minha Água; e meu eu Interno, minha Alma, é o meu Espírito.

Eu esforço em me manter saudável e em equilíbrio em todas estas partes de mim Eu trabalho para o restabelecimento do equilíbrio dos Elementos no ambiente. Eu sou Pagã. Eu ouço o choro da Mãe Terra que está triste com o mal que é causado ao meio-ambiente pela humanidade. Eu estou desanimada pela poluição do ar, terra, águas e pelos jogos de dominação que são feitos pelas nações com os danos nucleares e outras armas de destruição de massa. Eu também me preocupo com a poluição espiritual no Planeta-egoísmo, ódio, cobiça por dinheiro e poder, vícios, violência, desespero. Quando eu vejo estes problemas, eu também vejo a limpeza e cura dos acontecimentos sobre o Planeta Terra.

Eu sei que posso ajudar pelo menos um pouco a trazer ao Planeta maior equilíbrio buscando equilíbrio em minha própria vida, sendo um catalisador para restaurar o equilíbrio na vida de outros e trabalhando para um ambiente melhor. Eu sei que minhas atitudes e meu modo de vida podem fazer diferença. Eu procuro ser um canal para a cura e equilíbrio. Eu faço da responsabilidade ambiental parte de minha vida pessoal diária. Eu procuro viver em harmonia com os membros da Família da Natureza.

Eu sou Pagã. A Espiritualidade da natureza é a minha religião e minha base de vida. Natureza é minha professora espiritual e meu livro sagrado. Eu sou parte a Natureza e a Natureza é parte de mim. Minha compreensão dos mistérios internos da Natureza cresce enquanto eu viajo neste caminho espiritual.

Selena Fox

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Sob o Encanto da Lua




Lua cheia 20 junho 2016 às 08:04:58 hs


Em diferentes culturas, variações do comportamento humano foram atribuídas às fases lunares; para pesquisadores, a teoria pode ser considerada um “fóssil cultural”

“Ela aproxima-se mais da Terra agora do que de hábito e deixa os homens loucos.” - Otelo, de William Shakespeare

Ao longo dos séculos, muitos já disseram: “Deve ser noite de lua cheia”, numa tentativa de explicar acontecimentos estranhos. E até hoje, o nome da deusa romana da Lua continua sendo familiar: Luna, prefixo da palavra lunático (um dos sinônimos para louco). O filósofo grego Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.) e o historiador romano Plínio (23 – 79 d.C.), o Velho, sugeriram que o cérebro era o órgão mais úmido do corpo e, desse modo, mais suscetível às influências perniciosas da Lua, responsável também pelas marés. A crença no efeito lunar persistiu na Europa durante a Idade Média, se acreditava que alguns seres humanos se transformavam em lobisomens ou vampiros durante madrugadas de lua cheia.

Ainda hoje, muitas pessoas acreditam que os poderes místicos do satélite da Terra induzem comportamentos erráticos, surtos psicóticos e suicídios; crêem que, por deflagrar a agressividade, fazem aumentar o número de homicídios, de acidentes de trânsito, de violência por parte de torcedores e jogadores profissionais durante as partidas e até de mordidas de cachorro. Um levantamento realizado nos Estados Unidos revelou que 45% dos estudantes universitários acreditavam que as pessoas afetadas pela Lua são propensas a comportamentos estranhos. Outras pesquisas sugerem que profissionais que trabalham com saúde mental podem estar mais inclinados do que as pessoas em geral a aceitar essa ideia. Em 2007, diversos departamentos de polícia do Reino Unido aumentaram o número de policiais em noites de lua cheia, num esforço para lidar com índices de criminalidade presumidamente mais altos.

Seguindo Aristóteles e Plínio, o Velho, alguns autores contemporâneos, como o psiquiatra Arnold Lieber, de Miami, presumiram que os efeitos comportamentais da Lua cheia ocorreriam por influência lunar na água. O corpo humano, ao todo, é composto de cerca de 80% de líquido e, deste modo, a Lua pode agir, de maneira misteriosa, alterando o alinhamento das moléculas do sistema nervoso central.
Mas, por pelo menos três motivos, essa teoria pode “ir por água abaixo”. Primeiro, os efeitos gravitacionais da Lua são muito pequenos para causar qualquer alteração significativa na atividade cerebral, que dirá, então, no comportamento. Como notou o astrônomo George Abell, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, um mosquito pousado em nosso braço exerce uma força gravitacional mais potente do que o satélite. Em segundo lugar, a força gravitacional da Lua afeta apenas corpos de água abertos, como oceanos e lagos, mas não fontes contidas, como o cérebro humano. E, por último, o efeito gravitacional é tão forte durante a lua nova – quando ela é invisível para nós – quanto durante a fase cheia (quando se acredita que seu poder místico esteja mais intenso).

E, ainda, o problema mais grave para os crentes fervorosos no efeito lunar: não há nenhuma evidência de que ele exista. O psicólogo James Rotton, da Universidade Internacional da Flórida, o psicólogo Ivan W. Kelly, da Universidade de Saskatchewan, e o astrônomo Roger Culver pesquisaram ampla e profundamente a existência de efeitos comportamentais consistentes causados pela lua cheia. Em todos os casos, eles saíram de mãos vazias. Esses pesquisadores combinaram resultados de múltiplas investigações, tratando-os como um único grande estudo – procedimento estatístico chamado meta-análise – e descobriram que a lua cheia não tem correlação alguma com eventos hostis, incluindo crimes, suicídios, problemas psiquiátricos e aumento das chamadas dos serviços de emergência. No artigo “Muito tumulto por causa da lua cheia”, publicado no periódico Boletim de Psicologia, Rotton e Kelly, com bom humor, deram adeus às pesquisas sobre o efeito da lua cheia e concluíram que não eram necessários estudos mais profundos.

Críticos persistentes, porém, discordam dessa conclusão e apontam algumas descobertas positivas que surgiram em estudos dispersos. Ainda assim, um punhado de pesquisas, que parecem apoiar a existência desse efeito, não se sustenta após uma investigação mais detalhada. Em um trabalho publicado em 1982, um time de autores relatou que acidentes de trânsito eram mais freqüentes nos períodos de lua cheia. Mas um erro fatal estragou essa descoberta: no período estudado, as luas cheias foram mais comuns em finais de semana, quando pessoas dirigem mais e, não raro, também se excedem no consumo de álcool. Quando os autores retomaram a análise dos dados, eliminando esse fator, o “efeito lunar” desapareceu.

Mas fica uma questão: se a influência da Lua é meramente uma lenda psicológica e astronômica, por que é tão disseminada? Existem diversas razões prováveis. A cobertura da mídia, quase certamente, tem papel importante. Os filmes de Hollywood mostram noites de lua cheia como um pico de ocorrências assustadoras: esfaqueamentos, tiroteios e comportamentos psicóticos.
Talvez mais importante: um estudo mostra um fenômeno, que os pesquisadores Loren e Jean Chapman, da Universidade de Wisconsin-Madison, chamaram de correlação ilusória: a percepção de uma associação que, de fato, não existe. Por exemplo, muitas pessoas com dores nas articulações afirmam que seu incômodo aumenta quando o tempo está chuvoso, embora pesquisas desmintam essas afirmações. Muito parecidas com miragens de água vistas em estradas durante os dias quentes de verão, essa impressão equivocada pode nos enganar e nos fazer perceber um fenômeno, mesmo na sua ausência. Ela resulta, em parte, da propensão de nossas mentes para prestar atenção – e lembrar – da presença de eventos, mais do que de sua falta (é mais comum nos recordarmos de quando tivemos dor do que de quando não tivemos).

Quando há lua cheia e algo inusitado ocorre, normalmente notamos, falamos para os outros e relembramos o fato. Fazemos isso porque tais ocorrências se encaixam em nossas pré-concepções. Um estudo já mostrou, por exemplo, que, de fato, enfermeiras psiquiátricas que acreditam no efeito lunar sobre os pacientes escreveram mais notas acerca do comportamento peculiar dos internos do que aquelas que não creem. Em contrapartida, quando há lua cheia e nada estranho ocorre, o “não evento” escapa da memória. Como resultado da lembrança seletiva, percebemos erroneamente uma vinculação entre as fases lunares e uma miríade de eventos bizarros.

Ainda, a explicação da correlação ilusória, embora seja uma parte crucial do quebra-cabeça, não indica como essa noção da lua cheia começou. Uma ideia intrigante de sua origem chegou até nós por meio de uma cortesia do psiquiatra C. L. Raison, agora na Universidade de Emory, e de vários colegas seus. De acordo com o pesquisador, o efeito lunar pode ter uma pequena semente de verdade, por, algum dia, ter sido genuíno. Ele supõe que antes do advento moderno da iluminação exterior, a claridade da lua cheia privava do sono as pessoas que viviam nas ruas – incluindo doentes mentais. A insônia, frequentemente, funciona como gatilho para a desorganização psíquica de pessoas com algum distúrbio, como transtorno bipolar. Sendo assim, a lua cheia pode ter sido ligada, há muito tempo, aos comportamentos extremados. Segundo Raison, esse efeito seria uma espécie de “fóssil cultural”. Talvez nunca saibamos se a engenhosa explicação está correta. Mas, pelo menos no mundo de hoje, esse efeito parece não ser mais confirmado do que a ideia de que a Lua é feita de queijo.

Scott O. Lilienfeld e Hal Arkowitz

Solstício de Verão


Solstício de Verão 20 de junho 2016, hemisfério norte às 23h34.

Solstício de verão e lua cheia no mesmo dia? Só de 70 em 70 anos.

Milhares de pessoas juntam-se todos os anos em Stonehenge para ver o pôr-do-sol no dia mais longo do ano. Mas 2016 é especial: solstício de verão e lua cheia de junho acontecem no mesmo dia. Hoje!
É hoje o dia mais longo do ano. Todos os anos, por volta do final de junho, entre o dia 20 e o dia 22, o hemisfério norte vive um dia com quase 17 horas de luz. É hoje. A partir de agora, os dias vão diminuir até ao dia 21 de dezembro, o dia mais curto do ano. Mas, como lembra o Independent, este ano é especial. É que este solstício de verão coincide com a strawberry moon (“lua de morango”). Igual, só daqui a 70 anos.

O que é o solstício de verão?

Todos os anos, quatro momentos diferentes marcam o início das quatro estações do ano. Dois solstícios (o de verão e o de inverno) e dois equinócios (o de primavera e o de outono). Na órbita que a Terra percorre em torno do Sol, estes momentos representam as distâncias máximas e mínimas entre o equador e a estrela. O solstício de verão marca o dia mais longo do ano. O de inverno, o mais curto. Já os equinócios são dois dias em que o período de luz é igual ao período de noite.
No entanto, o solstício é mais do que apenas um fenómeno astronómico. Para muitas culturas, e por marcar o início do verão, o solstício representa um tempo de fertilidade e renovação, e é celebrado de formas diversas por todo o mundo.

E a strawberry moon?

Bom, a “lua de morango” não é uma lua feita de morango. Strawberry moon é a alcunha dada à lua cheia de junho por algumas tribos da América do Norte. É uma lua cheia igual a todas as outras luas cheias, mas marca o início da época em que a fruta está pronta para ser apanhada.
Este ano, os dois eventos coincidem. No mesmo dia, poderá ver o nascer e o pôr-do-sol do dia mais comprido do ano e ainda olhar para a lua cheia à noite. Esta coincidência acontece apenas a cada 70 anos.

Se quiser ver a lua cheia de junho em direto, é só aproveitar o live streaming. A Slooh, que une pessoas em todo o mundo para observar o espaço, juntou-se aos telescópios Celestron e ao “The Old Farmer’s Almanac” para disponibilizar uma emissão ao vivo desta lua cheia especial.
Um dos locais mais famosos do mundo para assistir ao pôr-do-sol do solstício de verão é Stonehenge. O monumento, no sul de Inglaterra, é um conjunto de pedras, algumas com cinco metros de altura e cinquenta toneladas, dispostas em círculos concêntricos. A estrutura, cuja construção começou por volta de 3100 a.C., tem uma relação muito direta com o solstício: o Sol nasce diretamente sobre a pedra principal, ao centro, apenas no dia do solstício de verão. É lá que, todos os anos, milhares de pessoas se juntam para celebrar a “festa do solstício” durante toda a noite, desde o pôr-do-sol até ao nascer.
O local, gerido pela English Heritage, espera receber 20 mil visitantes este ano.
O solstício de verão acontece na noite desta segunda-feira, quando forem 23h34, hora de Portugal continental.


Fonte - Observador

Solstício de Inverno


Solstício de Inverno 2016, em 20 de junho, às 19:34 hs

O Solstício é um fenômeno astronômico usado para marcar o início do inverno e do verão. Ocorre normalmente por volta do dia 21 de Junho no hemisfério sul (Solstício de inverno no sul e verão no norte) e 22 de Dezembro (Solstício de inverno no norte e verão no sul) no hemisfério norte.

A palavra solstício vem do latim; (Sol), e sistere (que não se move). Na astronomia, o solstício é o momento em que o Sol, durante seu movimento  aparente na esfera celeste, atinge a maior declinação  em latitude, medida a partir da linha do equador.

Os solstícios ocorrem duas vezes por ano: em dezembro e em junho. O dia e hora exatos variam de um ano para outro. O começo do inverno é marcado pelo evento astronômico conhecido por Solstício de Inverno, ou seja, o período em que o Hemisfério Norte está mais inclinado em direção do sol.

Em 2016, o solstício de inverno no hemisfério sul acontecerá às 19h34 (horário de Brasília) no Brasil, do próximo dia 20 de junho, segunda-feira, quando se inicia o inverno no Brasil e temos a noite mais longa do ano e o dia mais curto. Quando ocorre no verão em dezembro, significa que a duração do dia é a mais longa do ano.


O solstício de inverno ocorre quando o Sol atinge a maior distância angular em relação ao plano que passa pela linha do equador. Embora sua data não seja a mesma em todos os anos, pode-se dizer que ocorre normalmente por volta do dia 22 de Dezembro no hemisfério norte e 21 de Junho no hemisfério sul (em anos bissextos as datas podem se alterar). Esse momento não é fixo no calendário gregoriano em função do ano tropical da Terra não ser um múltiplo exato de dias.
Devido à órbita elíptica da Terra ao redor do sol ao longo do ano, as datas nas quais ocorrem os solstícios não dividem o ano em um número igual de dias. Isto ocorre porque quando a Terra está mais próxima do Sol (periélio) viaja mais velozmente do que quando está mais longe (afélio), em conformidade com a segunda lei de Kepler.
Os trópicos de Câncer e Capricórnio são definidos em função dos solstícios. No solstício de verão do hemisfério sul, os raios solares incidem perpendicularmente à superfície da Terra no Trópico de Capricórnio (linha imaginária que passa próximo à cidade de Itaí, no estado de São Paulo). No solstício de verão do hemisfério norte, ocorre o mesmo fenômeno no Trópico de Câncer.

Esta data tinha grande importância para diversas culturas antigas que geralmente realizavam celebrações e festivais ligados às suas crenças religiosas.

Em várias culturas ancestrais à volta do globo, o solstício de inverno era festejado com comemorações que deram origem a vários costumes hoje relacionados com o Natal das religiões pagãs. O solstício de inverno, o menor dia do ano, a partir de quando a duração do dia começa a crescer, simbolizava o início da vitória da luz sobre a escuridão. Festas das mitologias persa e hindu referenciavam as divindades de Mitra como um símbolo do “Sol Vencedor”, marcada pelo solstício de inverno, nesse caso em dezembro no hemisfério norte.

A cultura do Império Romano incorporou a comemoração dessa divindade através do Sol Invictus. Com o enfraquecimento das religiões pagãs, a data em que se comemoravam as festas do “Sol Vencedor” passaram a referenciar o Natal, numa apropriação destinada a incorporar as festividades de inúmeras comunidades recém-convertidas ao cristianismo.



Chineses

No calendário chinês, o solstício de inverno chama-se dong zhi (em português: chegada do inverno) e é considerado uma data de extrema importância, visto ser aí festejada a passagem de ano.


Cultura Celta

A Roda do Ano é o calendário que simboliza a concepção de tempo dos Celtas e que era um tanto quanto diferente da atual, semelhantemente ao zodíaco. Eles não viam a passagem do tempo de forma linear, mas circular, cíclico. Seus calendários levavam em conta não só o ciclo solar, como é o nosso calendário atual, mas também o ciclo lunar. Originários da tradição celta, os Sabbats ocorriam oito vezes ao ano, levando-se em conta a posição da Terra com relação ao Sol: nos Equinócios e Solstícios.
Nessas ocasiões, eram homenageadas duas divindades: a Deusa Mãe, ou simplesmente a “Deusa”, que simboliza a própria terra (o princípio feminino), e o Deus Cornífero, O Gamo Rei, o protetor dos animais, dos rebanhos e da vida selvagem (o princípio masculino). Já em outros ramos do Paganismo, outros Deuses eram adorados, pois que nem todos tem essas duas únicas figuras centrais.

Roma antiga

Entre os romanos os festivais eram muito populares. O período marcava a Saturnália, em homenagem ao deus Saturno. O deus persa Mitra, também cultuado por muitos romanos, teria nascido durante o solstício. Divindades ligadas ao Sol em geral eram celebradas no solstício também. Com a criação do catolicismo e a igreja de Roma em 325 d.C no Império Romano houve, por parte da Igreja Católica, uma tentativa de cristianizar os festivais “pagãos”.

Há indícios de que a data de 25 de Dezembro foi escolhida para representar o nascimento de Jesus Cristo já no século IV (a data foi determinada pelo imperador romano Constantino). Há evidência bíblica de que Jesus não teria nascido durante o inverno, no oriente médio, pois no momento do nascimento, pastores estavam cuidando de seus rebanhos nas vigílias da noite, e o período do solstício, visto como o renascimento do Sol, carrega forte representatividade. Além disso, conseguiu se aproveitar a popularidade das festividades pagãs de Roma.



Neopaganismo e Europa pré-cristã

Hoje esta data é revivida na celebração do Sabbat Neopagão Yule. Que revive algumas antigas tradições religiosas dos povos europeus pré-cristãos. Os povos da Europa pré-cristã, chamados pelos católicos de pagãos, tinham grande ligação com esta data. Segundo alguns, monumentos como Stonehenge eram construídos de forma a estarem orientados para o pôr do sol do solstício de inverno e nascer do sol no solstício de verão.


Com a aproximação da chegada do inverno no hemisfério sul, a noite está caindo por toda a Antártida. O céu da noite, no entanto, não é nada escuro. “No dia 11 de junho, o Pólo Sul se iluminou com uma das melhores exibições de aurora austral que alguém tenha visto em anos”, relata Liz Widen, um engenheiro cientista em invernada na Estação McMurdo dos EUA na Antártica.

“O show durou mais de uma hora.” “As luzes estavam extremamente vivas e ativas”, disse Widen. “Foi difícil manter o foco e tirar fotos, no entanto, com um vento frio e congelante de  -45 C.”
Mais luzes do sul poderão surgir no horizonte do polo sul.Os meteorologistas da NOAA estimam uma chance de 60% ​​de tempestades geomagnéticas polares, na medida que em 16 de junho a Terra sai de alerta sobre um fluxo de vento solar de alta velocidade.


Fonte - As “Tábuas de Esmeralda” de Thoth

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Uma Curandeira é a que olha a Vida com Amor e Bondade



Toda mulher amorosa é uma mulher curandeira. Uma mulher cheia de força, que alimenta de bondade todos aqueles que a rodeiam, que olha com olhos serenos da vida, que é sincera com sua identidade, que cura com um beijo.
Uma curandeira é aquela cheia de energia, que infunde e transmite carinho, que abraça o amor com mais amor, que leva seus segredos, que vai fundo, que conhece o perdão, que vive em graça, que ensina a saber.
"Uma curandeira é humana, compreensiva, conhecedora do seu poder, da sua inspiração, da sua permanência, do seu caos e ordem, defensora da sua vida, das suas necessidades, dos seus sonhos e das bagagens das suas lembranças."

O Dom de ser uma Mulher Curandeira

Portanto, uma mulher curandeira é aquela que onde passa, fica. É aquela que colhe sempre do coração, que pisa forte, que é consciente do que ocorre ao seu redor, que é decisiva.
Não conhece a perfeição e nem a imperfeição, simplesmente É. E com essa potência ajuda os outros a SEREM. Para isso é necessário vocação, uma luta com os seus juízos, um conflito com o entorno.
Porque ser uma mulher curandeira nem sempre é fácil, há muito que lutar. É preciso lutar contra tudo aquilo que não permite sentir o que cada momento transmite, que tenta mudar os direitos, que tenta submeter os nossos sonhos, que menospreza a nossa necessidade.
Portanto, ser uma curandeira também é saber dizer basta, não permitir a escravidão, ser uma só, não necessitar, mas amar sem medida e acima de qualquer coisa. A partir daí, encontramos a balança que hipnotiza o equilíbrio emocional da mulher.




A Força do Amor de uma Mulher

Não existe nada mais forte que o amor de uma mulher que põe empenho no seu bem-estar, que aceita a si mesma, que compreende seu presente e tem em mente o seu passado.
"Através das suas experiências e do seu conhecimento, uma curandeira compartilha a profundidade do tempo, o significado dos desejos e a importância de colecionar os sonhos cumpridos."

Toda mulher possui dentro da alma uma guerreira que palpita, que lhe dá luz, que lhe dá esperanças, forças e armas para lutar. É essa guerreira interior que cura suas feridas, traições, decepções e rejeições.
E essa luz é a mesma que lhe faz amadurecer, tornar-se saborosa, explorar a sua inteligência, saber administrar-se, equilibrar a sua intuição e a sua razão, fazer bela a arte da vida e a da luta ante as adversidades.

O Coração de uma Mulher, um Oceano de Mistérios

O coração de uma mulher amorosa é um oceano de mistérios repletos de peixes que brilham quando está escuro, o que o torna tão estranho quanto mágico. O coração de uma curandeira é algo que conecta a profundidade de mil mistérios. 
É um coração que bate por si próprio, que se desmancha em bondade, em respeito, em segurança, em força, em inteligência e em carinho. Esses são os pilares que sustentam o edifício da mulher curandeira, a que olha sua vida de maneira generosa, que não se esconde.
"Isso faz com que as ações se conectem e se equilibrem com o sentir e o pensar, que a mulher seja consciente de si mesma, do que ela é, do que foi e do que é capaz de ser, porque a melhor cura é a aceitação…"

A curandeira é aquela que está vestida de força e dignidade, de chaves que abrem portas do pensamento, de maquiagem da realidade com a cores da vivência, de uma coleção de motivos, de razões que a esperam…
O melhor remédio para a alma é a doçura do outro ser humano, a amabilidade e a sensibilidade de quem escuta, de quem trata a si mesmo com respeito e valoriza os outros como um tesouro. Isso é o que define a mulher amorosa, a curandeira.


Fonte - A Mente é Maravilhosa

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Existem “pessoas mágicas” nos rodeando em todos os lugares!


“Há pessoas mágicas. Eu juro, já as vi. Elas estão escondidas em todos os cantos do planeta. Disfarçadas como normais. Ocultando sua maneira especial de ser. Elas tentam se comportar como os outros. Então, às vezes é muito difícil encontra-las. Mas, quando você as descobre, não há como voltar atrás. Você não pode se livrar dessa memória. Não diga a ninguém, mas dizem que sua magia é tão forte que se te toca uma vez, o fará sempre.” – Autor desconhecido

Existem “pessoas mágicas” nos rodeando em todos os lugares!

Existem “pessoas mágicas” em todos os lugares ao nosso redor. Elas são aquelas com as quais você conhece a felicidade, aquelas te ajudam a voar, brilhar e descarregar a sua mochila. São as pessoas com as quais você compartilha a cumplicidade, a permanência.
Às vezes não é preciso dizer “Eu estou do seu lado”. Às vezes, você conhece uma pessoa e sem esforço nenhum criam um vínculo saudável, claro, aberto a experiências. A amizade são esses olhares sinceros que alegram pesares e nos ajudam a livrar-nos dos obstáculos que enfrentamos.

Os verdadeiros amigos são contados nos dedos de uma mão. Esta é uma grande verdade que ninguém pode negar. Isso é natural, porque não podemos criar expectativas, sentimentos, emoções, pensamentos e passatempos com cada pessoa que passa em nossas vidas.
Há pessoas com as quais nos conectamos de maneira especial e com as quais nos unimos pelas experiências. Como disse Aristóteles, somos animais sociais e, portanto, precisamos dessas uniões para nos sentirmos completos.
As “pessoas mágicas” são aquelas que têm grandes qualidades sociais e emocionais, que nos dão o seu apoio, nos salvam.

A inteligência social é definida como a capacidade das pessoas se relacionarem. De acordo com Daniel Goleman, a inteligência social tem dois ingredientes-chave para um bom prato principal:

A consciência social: a capacidade de ser sensível ao estado interno de outra pessoa, de perceber pistas emocionais não-verbais e compreender seus sentimentos, pensamentos e intenções. Portanto, se trata de: Sintonizar e escutar de verdade. Dar espaço para o outro dizer o que realmente quer. Dar a possibilidade da conversa seguir um determinado curso para todos. Para isto é essencial uma verdadeira compreensão de como nós funcionamos a nível social, porque sem isso, não é possível decodificar os sinais que se revelam.


A aptidão social: é a capacidade que nos permite estabelecer boas relações e vincular-nos tendo em conta as necessidades dos demais. Assim, além de sermos socialmente conscientes, temos de saber como construir trocas eficazes. Isto requer: Aprender a se apresentar. Preocupar-se com as necessidades dos demais e agir em conformidade.
Em suma, a inteligência social não é só ter tempo para ouvir, mas sintonizar-nos profundamente com os sentimentos dos outros e dar origem a um contato mais íntimo. As “pessoas mágicas” são inteligentes socialmente e emocionalmente, o que lhes dá esse status, um dom de expressividade que atrai outros.

Neste sentido, como já dissemos, existem relações que se forjam e potencializam a capacidade de compartilhar o que nos move. Essas uniões nos animam para a vida, nos incentivam a sermos melhores e descobrir as áreas escuras que escurecem a nossa alma.
Ainda que possa nos parecer estranho, a inteligência social e emocional é algo que está ao nosso alcance. Portanto, não descarte cruzar-se com “as pessoas mágicas” hoje mesmo e, acima de tudo, não descarte a possibilidade de liberar a sua magia para alguém.

O Segredo